sábado, 16 de dezembro de 2017

De sol, de Canasvieiras, de areia...

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De sol, de Canasvieiras, das águas do mar
De cangas nas areias, de cor e de bronzear
De tranças, de morenice, de céu todo azul
De sabores, de brejice, dos ventos do Sul.

De ritmos, de danças, perfumes e de cantos
De istmos, de balanços, flores e de encantos
De toalhas brancas e de sandálias rasteiras
De maiôs vermelhos e de saias de rendeiras.

E assim se define a tarde quente e ensolarada
Assim se embeleza a vasta praia emoldurada
Redesenhada em todos os sorrisos e na beleza
Colorida por mulheres sensuais e incetrezas!

Euclides Riquetti
16-12-2017

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A brisa da madrugada quieta


Janela, Lua, Janela Aberta, Noite, Blue, Reino Unido

A brisa da madrugada quieta
Entra pela janela
E vai refrescar
O corpo do poeta...

O abraço enamorado
Na noite encantada e bela
Veio apenas para atiçar
Meu coração apaixonado...

As estrelas cintilantes 
São a inspiração de que eu preciso
Para compor versos maneiros
Como os que te fiz antes...

Os momentos que eu espero
Vêm no teu melhor sorriso.
E teu corpo prazenteiro
É tudo o que eu quero!

Euclides Riquetti
16-12-2017






Pecado é não querer amar alguém

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Pecado é não querer amar alguém
É vestir-se de conceitos e preconceitos
É não querer amar de nenhum jeito
É não querer entregar o coração pra ninguém.

Pecado é não  mais querer  sonhar
É dizer que perdeu sem ter perdido
É não perceber se venceu ou foi  vencido
É não mais querer ter o direito de me  amar.

Pecado é frear a beleza de sua  vida
É anular-se diante de todos os desafios
É vegetar enquanto o mundo anda e gira

Pecado é  olhar ao lado e não me encontrar
É não ver como correm as águas em nossos rios
É fingir não me querer, não me sentir, não desejar...

Euclides Riquetti

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Uma canção de amor fuutuando no ar

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Faxinal do Céu - Pinhão = PR

Quando andares pelos caminhos do sul
E te deslumbrares com a natural beleza
E  a singeleza da flor da hortênsia azul
Saboreie tudo com a paixão e a leveza.

Quando ouvires  cantos doces e suaves
Que vêm da mata, que vêm das flores
E que se propagam em todos os lugares
Sente a alegria dos pássaros multicores.

E, quando o vento soprar em teu rosto
Na manhã nublada, de céu encoberto
Beija-o com alegria e com muito gosto...

Há, em cada momento e em cada lugar
Um sentimento vivo, um coração aberto
Há uma canção de amor flutuando no ar.

Euclides Riquetti
02-11-2015


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A voz silente da madrugada


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Escute a voz silente que vem de madrugada
Vem em notas espalhadas
Flutuando no céu estrelado
Com gosto de beijo mentolado.

Escute o canto dos passarinhos
Que chega de mansinho
Vem por entre as galhadas garbosas
Das árvores frondosas.

Escute a canção que vem do mato
E os odores que sente o olfato
E que compõem  um cenário
Visivelmente extraordinário!

Mas, sobretudo, escute minhas palavras
E os versos de minhas lavras
E guarde aquele poema que eu lhe escrevi
Quando a conheci!

Faça isso por mim...bem assim!


Euclides Riquetti
14-12-2013





Sinfonia na manhã de novembro

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A sinfonia do passaredo me acorda
Neste  primeiro sábado de novembro...
É o novembro das madrugadas quentes
É o novembro das almas  que se tocam
É o novembro dos pensamentos que atiçam as mentes...

Reviro as páginas antigas de meus bagunçados apontamentos
E me vêm à mente as  lembranças de momentos
De antigas primaveras, antigos verões
De antigos versos, antigas melodias e canções
Porque, simplesmente, é novembro!

É uma manhã pra  pensar em ti
É uma  manhã pra rezar por ti.
É uma manhã para olhar o céu e nada pedir
Apenas agradecer por estar aqui
Apenas me alegrar por existir!


Me voltam os embalos das noites e tardes dançantes
De corpos que bailam, que acalentam, que seduzem
Há  lábios rosados, azulados,  vermelhos que reluzem
Há  risos que me afagam e  mãos que me conduzem
Há um rosto num corpo, um corpo a me provocar...

Eu divago no despertar pela  soberana orquestra
Harmoniosa  na manhã de novembro, extensa aldeia em festa
Não haverá, jamais, outra sensação como esta:
Regida pela mão de Deus, habilidosa Maestra
Vem como a suave brisa,  vem me acariciar.

Euclides Riquetti

Papai Noel Existe - histórias de minha infância!

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         Saí de casa com apenas 1 ano e 47 dias. Não fui doado, fui carinhosamente levado pela minha madrinha, Raquel Vitorazzi Frank,  para morar com a família dela, em Leãozinho. Nascera minha irmã, Iradi, que teve por segundo nome Lourdes, pois morávamos a 100 metros de uma gruta dessa Santa, no Disrito de Ouro, então município de Capinzal. Naquele dia 09 de janeiro de 1954,  meu destino começou a se moldar. E moldou-se da forma que uma criança não quer, porque embora muito amado na casa onde vivi minha infância, eu tinha muitas saudades de meus pais.  E de meu irmão, Ironi, 5 anos mais velho que do que eu.  Acho que é por isso que sempre quis ter meus filhos perto de mim. (Agora  já mudei minha opinião sobre isso, acho que não importa onde eles estejam, mesmo longe, o importante é que estejam bem, tenham saúde, vivam bem). Senti muitíssimo quando eles foram tomando rumo próprio na vida. Agora estou feliz com isso, porque não foi uma ruptura, foi um ausentar-se "soft", eles sempre estão por perto...

          Minha ligação era  forte com a família, mesmo  morando fora. E, agora, nesses dias em que a sensibilidade se aguça, lembramos... Quem de nós, leitor (a), não lembra dos natais da infância, das expectativas sobre os presentes, as comemorações em família, muita comida boa, comer chocolate sem culpa, vestir-se com roupa nova, dos tempos em que o Papai Noel existia?

          Bem pequeno, me contavam aquelas histórias bonitas sobre o Bom Velhinho. E lá, na colônia, num método pedagocicamente involuntário, me educavam para acreditar, adaptavam a história aos seus costumes. O Bondoso não vinha em trenó com renas. Vinha montado a um burrinho, entrava pela janela à meia-noite, por isso tínhamos que ir dormir cedo e deixar as janelas abertas. Ele tinha um saco com presentes e deixava um para cada criança, tornava-mos muito felizes. E minha função, na véspera, era colher uns pastos e deixar num cochinho de madeira, um daqueles que eram usados para dar comida aos terneiros, para que o cansado burrinho, que viera do céu, pudesse reabastecer-se de energias e ir levar os presentes para as crianças da vizinhança.

          Para mim, essa figura lendária, adorável, bondosa, povoou minha mente fantasiosa até o Natal em que eu já tinha  três anos.   Eu estava na expectativa de ir buscar o pasto, arrumar direitinho no cochinho, (e também uma tigela de madeira com água, não esquecer de   deixar a janela aberta. Eu dormia no quarto de meus padrinhos, tinham uma "cuna" para mim, eu deitava e eles contavam-me histórias para que eu dormisse. E, naquela noite, 24 de dezembro de 1955, eu estava a fim de ver a chegada do velhinho, ver como ele era, como se vestia. Sabia que tinha barba branca, roupa vermelha, botas pretas. Mas não havia as imagens que hoje temos abundantemente nas mídias, nas vitrines das lojas, nos cartões, e até mesmo o Papai Noel que está na loja ou no shopping, pra que todo mundo veja.

          Minha ansiedade era muita, meu padrinho percebeu isso, e lascou: "Papai Noel não existe, vou te mostrar"! E pegou um pacote de cima do guarda-roupa, que meus pais haviam mandado,  em que estavam  meus presentes: um papai noel de chocolate, um reloginho de chocolate, balas, e uma blusinha  verde com listas horizontais brancas. Minha madrinha foi à loucura, brigou com ele, não deveria ter feito isso! Vieram a Alaídes, a  Catarina e a Delcia e diziam-me que o Padrinho estava mentindo, que o Papai Noel havia mandado os presentes, que ele viria depois para me entregar...  E foi muita confusão na minha cabeça. Na verdade, eu queria que Papai Noel existisse. Aquele velhinho,  produto da tradição, tinha que ser real! Não poderiam todas as historinhas que ouvi sobre ele serem mentira...

          Nos natais seguintes continuei a ganhar presentes. E continuei  a deixar um prato sobre a mesa da sala, um papelzinho com o nome, para que os presentes fossem colocados dentro. Aos oito anos, quando fui morar com meus pais na cidade, e conhecer as figuras de Noel nas revistas, comecei a me perguntar e estabelecer algumas verdades sobre as coisas: "Por que ele usa aquelas roupas de frio se é sempre muito calor no Natal? Se ele vem pela chaminé da lareira, então vai só nas casas onde tem lareira. Não tem como ele descer pelo cano de zinco do fogão. Aquela barba é de verdade ou é barba de árvore? E aquele Papai Noel das Casas Pernambucanas, que o Donato Pacheco leva nas casas para entregar presentes, é de verdade? E por que muitos amigos ganham bicicletas, revólveres de espoletas com rolo, bolas, até chuteiras, e nós só ganhamos roupinhas"? Mesmo assim, fiquei esperando pelos presentes do Bom Velhinho até 11, 12 anos. E propagando a fantasia para meus irmãos pequenos.

          Ah, como é bom o mundo da fantasia!!! Como é bom esquecer tudo e viver apenas para o que nos deixa feliz, sonhar...

          Aprendi a sonhar. E dividir meus sonhos com os outros. Amarrar um Papai Noel no telhadinho defronte à  janela de meu quarto, outro na da sala, colocar luzes coloridas na varanda, na cerca, nas árvores. deixar-me levar pelos sonhos. O sonho é real, enseja possibilidades que a vida muitas vezes não oferece. Sonhar me deixa feliz. Sunhar e poder dizer pata todos os amigos: FELIZ NATAL!

Euclides Riquetti
24-12-2012

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sentimentos...

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Trabalho com sentimentos
Eles são o formão de meu ofício
Com eles componho poemas aos centos
Nas madrugadas, nas noites, em todos os momentos
Sem nenhum sacrifício...

Moldar versos é minha ocupação
Para chamar tua atenção, atrair teu olhar
Combiná-los em estrofes,  minha paixão
No meu quarto, na rua, ou na beira do mar
Dou-lhes vida, luz, emoção!

Espalho-os pelo mundo como o vento
Espalha os perfumes da primavera
Levando minha alegria ou meu lamento
Propago-os no espaço e no tempo
Tão longo quanto os anos de espera...

Os sentimentos são minha matéria
Os meus, os teus, os nossos
E fazer com que ganhem artérias
Corpo, alma, coração
Com leveza e com paixão
É tudo o que eu posso...

Os sentimentos nasceram para meus encantos
Para provocar a alegria
Para nos lembrar da nostalgia
Para fazer brotarem as lágrimas nos prantos...

Sentimentos, ah, sim, sentimentos na paixão exacerbada
Que me brotaram no entardecer
E me acordaram  na madrugada
Para compor-te este poema
E te oferecer!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lembranças

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É fácil falar do vento, que rima com o pensamento
Do ar, que vem do mar
Da flor, que revela o amor
Do sentimento, que remete no tempo...

É fácil falar do inverno, do amor eterno
Da desmedida paixão
Que explode no coração
E que leva do céu ao inferno!...

É fácil falar da terra, da alegria da primavera
Da planta que cresce
Do broto que floresce
Dos longos anos de espera!

É fácil falar de um porto e de um olhar absorto
Do dia do verão quente
Que queima a pele da gente
E do cansaço que mata o corpo!

É tudo muito belo !!!
Formosa inspiração !!!

Difícil
É lembrar de cada estação
Dia, mês, ano...
De cada beijo profano
De cada momento mundano
De corpo e alma em profusão...

E em cada olhar
Em cada pensar
Em cada lembrar
Querer que tu voltes
E não te ver voltar!...

Euclides Riquetti

Se ela te pedir uma estrela....

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Se ela te pedir uma estrela, promete que irás buscar
Se ela te pedir o céu, promete que ela o terá
Se ela precisar de um ombro para chorar
Encosta-te nela e deixa que chore...
Mas jamais deixa de dar-lhe a atenção que ela espera  e merece.

Depois, dize-lhe que as estrelas estão no brilho dos olhos dela
Que o céu ela já o tem no seu coração
E que teu ombro sempre estará, como sempre esteve
Ali pronto para ampará-la em todos os momentos
E que é por isso mesmo que o amor sempre se renova e sempre permanece.

Se ela te pedir balinhas de açúcar, dá-lhe o doce do teu beijo
Se ela te pedir que lhe recite um poema e tu não sabes, afaga-lhe o rosto com a mão
Se ela estiver esperando um presente no dia dos namorados, dá-lhe, mais uma vez,  teu coração
E faze com que ela se sinta uma princesa, amada, querida e respeitada
Como se fora, é é, a coisa mais importante de tua vida.


Euclides Riquetti

domingo, 10 de dezembro de 2017

Busquei esquecer-te


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sábado, 9 de dezembro de 2017

Quero me perder contigo


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Quero te beijar
Me deliciar
Quero te dar
Um beijo com gosto de chima...

Pode ser aquele roubado
Ou aquele duramente conquistado
Deliciosamente degustado
Com sabor de chima...

Um beijo depois de uma cuia de mate
Acompanhado de chocolate
Junto com o desejo que bate
No sorver de nosso chima...

Pode ser um beijo curtinho
Mas dado com todo o carinho
Levemente, de mansinho
Mas delicioso como o chima...

Quero mais do que um beijo de amigo
Quero um beijo caliente
Quero um corpo efervescente
Quero me perder contigo!

E dar-lhe um beijinho
Gostoso:
Com sabor de chima
E de Diamante Negro!

Euclides Riquetti

Barbeiros e topetes

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Presidente Itamar Franco e seu topete 

capilar

           Não sei por que chamam os barbeiros de barbeiros. Ora, poucos são os que vão às barbearias para cortar a barba. Vão, sim, para cortar o cabelo. Antigamente havia preconceitos contra cabeleireiros, acho que era por isso. E a maioria dos homens, hoje, prefere cortar seus cabelos com as cabeleireiras. Muitas mulheres preferem cabeleireiros. Então tudo está empate. Eu pouco me importo, corto o meu pelo menos duas vezes por semana, sagradinho, eu mesmo, enquanto tomo banho. Às vezes três, é uma questão de hábito...     Antigamente, e eu sou bem antigo, eu não gostava de ir ao barbeiro por alguns  motivos: primeiro, porque cortavam os cabelos com aquelas máquinas metálicas, e doía. Pouco usavam as tesouras. Tesoura era mais  para quem tinha cabelão de galã. Nós, crianças, tínhamos que nos contentar com um corte bem raso. E deixavam um topete na frente, este sim moldado pela tesoura. Era um corte militar, como o dos soldados. Os italianos, lá da roça, chamávamos esse topete de "sthufet. Para mim, um sthufet é um montinho de cabelos na frente, na testa. E também porque eu tinha medo da navalha que usavam para o acabamento, os aparos finais. Parecia que iriam cortar meu pescoço fora. Eu tinha medo.

          O mais famoso topete de que se ouviu falar foi o do Presidente Itamar Franco. Uma vez o topete dele ficou muito comentado  porque, junto com o topete, esticou os olhos para olhar para uma certa modelo que estava com ele  num camarote de carnaval, acho que no Rio de Janeiro. (Ele não faria isso em Juiz de Fora...) Um fotógrafo,  esperto, flagrou uma pontinha, só uma pontinha bem tiquitinha de uma peça da roupa de baixo da "peça", e foi uma azaração só. Zoaram muito daquela situação, mas a moça teve seus minutos de fama. E não foram apenas quinze, porque, adiante ela tirou umas fotos para uma revista...e ficou famosa até que ele deixou o cargo.

          Lembro com saudades dos meus  barbeiros: O Estefenito, no Leãozinho. Meu pai, na Linha Bonita e na cidade, cortava os cabelos dos amigos por puro amadorismo, não cobrava nada.  Quando cresci, fui cliente do Alcides Spielmann e do Surdi, que atendia lá no "redondo", perto da Igreja de Capinzal. Na Barbearia do Spielmann, ele tinha um quadrinho na parede com uma gravura em que aparecia o "Amigo da Onça", personagem assinada pelo Stanislaw Ponte Preta. O Amigo da Onça era um barbeiro e estava com a navalha na mão, cortando a barba de um cliente, que olhava asustado. Pudera, ele olhava para um totó e dizia: "Calma, Totó, vai sobrar um pedaço de orelhinha pra você também"!  Era mais ou menos isso. O Spielmann nos contava belas histórias, entretinha os que estavam na espera da vez.

          Em Capinzal, ali na esquina da XV com a Ernesto Hachmann, havia a Barbearia do Eurides Gomes da Silva. Era um barbeiro muito gentil também. Dava conselho para nós, jovens e sempre tinha uma filosofia nova para incutir. Seu auxiliar era o Maneco. Mais tarde, o Schwantes, que era nosso inquilino, foi trabalhar com eles. Aos fundos havia uma sala de jogos de mesa. O melhor jogador era o Roque Manfredini. Visitei ele aqui em Porto União nesta tarde. Está vizinho de seu irmão Alvadi e do Fernando Martini, meu colega de chapa no Diretório da Fafi. Sua alma está lá em cima. Mas eles agora são vizinhos aqui. A Barbearia do Eurides era  um lugar simples,  mas muito bom para passar o tempo. Os anos passaram e essas pessoas também passaram, foram morar lá em cima. Que pena!

          Quando vim morar em União da Vitória, meus colegas da República Esquadrão da Vida já foram me orientando: Melhor lugar para cortar cabelo, aqui, é no Salão dos Estudantes, perto do Hotel Flórida. Recebi trote atrasado na Faculdade e no outro dia, cedo, fui raspar o cabelo naquele salão. Virei cliente. Foi bom porque meu cabelo deixou de ser liso e ficou encaracolado. Eu me sentia o tal! Até arrumei uma namorada e casei com ela. Passei por lá hoje e conversei com um barbeiro. Está trabalhando do Salão do Estudante desde 1977, justamente o ano que saí da cidade. 

          Quando o Spielmann morreu, seu salãozinho passou a ser atendido pelo Sr. Calgaro, que veio de Curitiba. O Calgaro também era muito calmo e tinha boas histórias para nos contar. Ficamos amigos. Quando ele partiu, jovem, seu filho Neguito, o Adriano,  o sucedeu. Ele e a sua mãe atendem até hoje.

          Uma das características indispensáveis para um barbeiro ou uma cabelereira é ser um bom papo. Estar atualizado (a) ajuda a manter uma boa conversa. Mas não é só isso, tem ser muito bom em seu serviço. Precisa ser um bom exemplo, estar bem cuidado, elegante.  Quem os procura vai porque quer ser sentir mais atraente, mais bonito. Isso vale tanto para ele quanto para ela.

          As mulheres sabem que um lugar para ficar sabendo "o que vai pela cidade" é nos salões de estética. Lá se sabe de tudo. O que elas não sabem é que nos salões para os homens  ou barbearias  os assuntos são os mesmos! Nós também ficamos sabendo muito sobre elas...

Euclides Riquetti
Redigido em União da Vitória, PR, em
 07-02-2013

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

De sol, de Canasvieiras, de amor e de mar!

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De sol, de Canasvieiras, de amor e de mar
De cangas nas areias, de cor e de bronzear.
De tranças, de morenice, de céu azul
De danças, de candice e de vento sul.

De ritmos, de danças e de belos cantos
De istmos, de lembranças e de encantos.
De toalhas brancas, de sandálias rasteiras
De maiôs cavados e de saias brejeiras.

Assim se descreve a tarde desenhada
Assim se embeleza a praia ensolarada.
Emoldurada nos sorrisos e na beleza
Colorida por gente bonita e incertezas.

Euclides Riquetti
08-12-2017

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tentei inventar

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No dia do inventor
Tentei inventar
Algo fascinante
Uma coisa muito marcante
Para te encantar!

No dia do professor
Tentei te ensinar
Uma forma mirabolante
Uma maneira deslumbrante
De me conquistar.

No dia do escritor
Tentei escrever
Um poema apaixonado
Algo muito inspirado
Que te possa envolver.

No dia do pintor
Consegui retratar
Numa tela de tecido
Teu corpo esculpido
Na beira do mar!

Euclides Riquetti