quarta-feira, 25 de maio de 2016

Um poeta sem versos... (bem assim!)





Sinto-me como algo perdido em meio à escuridão
Da noite em que o luar se ausentou
Nada a chamar tua atenção
Apenas um pontinho de prata na imensidão.

Sinto-me como um grãozinho de areia nos desertos
Ou uma andorinha que o frio da noite dizimou
Como um andante sem rumo certo
Um poeta que não consegue articular seus versos.

Sinto-me como um comandante que perdeu seu  navio
Que a tempestade violenta arrebentou
Que deixou dentro dele um grande vazio
Indo à deriva pelo oceano violento e bravio.

Algo perdido  na escuridão
Um grãozinho de areia no deserto
Um comandante sem navio
Uma dor de paixão
Um poeta sem versos
Um coração vazio...

Bem assim!

Euclides Riquetti

terça-feira, 24 de maio de 2016

Morre o ex-Prefeito de Capinzal, SC, Hilton Pedro Paggi







         A comunidade capinzalense perdeu, nesta terça, 24, o ex-Prefeito do Município de Capinzal, Hilton Pedro Paggi.  Ele faleceu num hospital de Curitiba, aos 65 anos,  depois de ter passado por uma cirurgia na segunda-feira.  Paggi  foi Prefeito na minha cidade natal de 1993 a 1997, tendo como Vice o Sr. Luiz Carlos Thomazoni. Casado com Dona Dorvalina César Paggi, teve como filhos o Agnaldo e a Izolema, ambos meus alunos no Colégio Mater Dolorum.

          Conheci o Paggi nos primeiros anos da década de 1980, época em que ele trabalhava na Celesc. Adiante, foi Gerente Regional da mesma, da qual era funcionário de carreira. Muito se empenhou na eletrificação da região de Joaçaba e tinha grande amizade com o Engenheiro Vilson Pedro Kleinübing, então Diretor de Distribuição da empresa. Participamos juntos na campanha de 1982, quando Kleinübing elegeu-se Deputado Federal. Depois foi Governador e Senador da República. Em seu Governo, deu grande apoio ao Prefeito Paggi, canalizando recursos para investimentos em Capinzal. Quando fui prefeito em Ouro, acompanhou-me numa audiência com o Governador Vilson Kleinübing, em Florianópolis.

         Sempre tivemos muita amizade com o Hilton, a  Dorvalina e os filhos deles. A última vez em que nos avistamos foi há pouco mais de um mês, na frente da loja Decorshop, em Capinzal. Falou-me que costumava ler meus artigos no Jornal Cidadela, que comungava de minha opinião a respeito de política e economia. Percebi, na oportunidade, que ele estava de alguma forma com a saúde um pouco debilitada.

         Pela amizade que sempre tivemos, pela sua correção administrativa e habilidade política, me resta rezar para que encontre a felicidade eterna e manifestar as mais sentidas condolências a todos os seus familiares.

Fique na paz de Deus, amigo Paggi!

Euclides Riquetti e Miriam

Melancolia





Melancolia, aqui estou de volta
Venho apenas para te ver de novo
Eu e meu coração bobo
Sem rancor, nem revolta...

Melancolia, por que me persegues
Sou apenas um poeta
Que pede em letra discreta
Se tu ainda me queres...

Melancolia, afasta-te de mim
Vai te alojar em outro ser
Deixa-me apenas viver
Um amor que não tenha fim...

Melancolia, permite-me chorar
Deixa que me apene em  mim mesmo
Caminhar sem rumo e a esmo
Viver e acordado sonhar...

Melancolia, vai embora pra outro lugar
Vai procurar outro abrigo
Não quero nada contigo
Deixa apenas que eu viva a cantar.

Euclides Riquetti
28-06-2015

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Mateus Henrique e Samuel, os "gauchinhos" que sonham gravar com Os Monarcas





          Mateus Henrique e Samuel têm 11 e 13 anos, respectivamente. Conheci-os num evento cultural que aconteceu no salão comunitário do São Brás, aqui em Joaçaba, há um mês. Fiquei impressionado com o talento musical e a desenvoltura dos meninos, a quem chamam de "gauchinhos", uma forma muito carinhosa que amigos mais chegados têm de tratá-los. Os gauchinhos são filhos do casal Alessandre e Ivana Hofstatter, moradores de Luzerna, aqui ao lado de Joaçaba.
 
         Samuel, o mais velho, cultiva e pratica a música desde criancinha. Diz seu pai que, logo aos três anos, desejava ganhar uma gaita. Tanto que costumava desenhar uma gaita numa caixa de sapatos e simulava executar o instrumento. Aos 4 anos começou participando do festival da canção  de sua escola e aos 5 foi matriculado numa escola de música, onde foi aprender a tocar teclados. Aos 7 ganhou sua primeira gaita, aprendeu a tocar e começou a apresentar-se em público, sempre que tivesse oportunidade.
 
          Mateus, dois anos mais jovem, ao ver as apresentações de Samuel nos palcos interessou-se pela música, pediu um violão e, aos seis anos começou a acompanhar o irmão.  Nos últimos cinco anos, já se apresentaram em muitos locais, sendo sempre muito aplaudidos. Desenvolveram afinação de voz e, agora, chamam muito a atenção onde quer que se apresentem. Na apresentação deles a que assisti, levantaram o público pelo seu vozeirão e a habilidade com que executam os instrumentos, violão e gaita.
 
          Agora, estão  participando de uma promoção do grupo gaúcho "Os  Monarcas", para gravar um DVD com eles, alusivo aos 45 anos do conjunto. Para que Mateus Henrique e Samuel possam participar, é preciso que recebam muitas "curtidas" em seu vídeo. Quem tem facebook vai poder acessar pelo link aqui posto, curtir uma vez e compartilhar, para que muitas pessoas possam "curtir" e, com isso, virem a realizar seu sonho de participarem do certame e consequentemente do DVD. Clique, acesse, curta e compartilhe. Ajude nossos "gauchinhos" de Luzerna a realizarem esse sonho.



       https://www.facebook.com/1531915860455483/videos/1540120466301689/?fref=nf   

Nosso desejo de muito sucesso aos amigos "gauchinhos" Mateus Henrique e Samuel!
 
Euclides Riquetti
23-05-2016

Oração ao Monge São João Maria


 

 

Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençoe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

Mulher namorada...mulher mulher!





Mulher:

Observe a  imbecil imbecilidade do ser humano
E considere o inestimável valor do seu caráter
Veja se há nele o incontrolável instinto de vingança
Quando deveria ter em si apenas  a  inesgotável força do amor
E olhar para você com o  intrépido olhar do guerreiro
Permitir-lhe, sempre, sentir o  delicioso gosto do beijo
Proporcionar-lhe o  efeito animador do abraço...

A mulher deve deixar transparecer sua louvável missão  de ser mãe
E outorgar o mesmo tácito sentimento que ela  nutre
E sua ignota força  que há em dentro dela.
Ela precisa exercitar a  mágica habilidade de conviver com os opostos
Porque tem inserida nela a  esplêndida arte de mudar as coisas quando preciso for.

Tem a insofismável  necessidade  de perceber o inimigo ignoto
Mas nem por isso deixará de lado a  doce virtude da compreensão.

A mulher dota-se da  inefável persistência de quem quer vencer
 E da importante capacidade de resistir...


Pode contar  com a  forte eloquência dos discursos
De quem a quer proteger
E  lhe devota a infinita proposição de a amar
Com a gigantesca fúria do coração...

Porque quem a ama verdadeiramente a valoriza
Sabe de sua importância
Sabe respeitá-la como ser humano
Como companheira
Como namorada
Como verdadeira mulher!


Euclides Riquetti

23-05-2016


A chuva que cai...


 
 

 
 

A chuva que cai
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.

A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!

A chuva  cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...

A chuva que cai
E rola na calçada
Leva  embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.

A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!

( E eu penso em você...)
 
Euclides Riquetti

domingo, 22 de maio de 2016

Há uma voz que vem do céu




Há uma voz que vem do céu do Oeste
Uma voz muito natural
Ou será que vem do Leste
Do Ocidente global?

Há uma voz que pousa nos corpos celestiais
E que carrega consigo tristezas ou lamentos
Mas prefiro que pouse nos jardins colossais
Nada de dor, nada de lamentos!

E, se a dita vier do Norte
A dita que saiu do Sul
E foi buscar a própria sorte
Mas o céu de lá não foi azul?

A voz que vem de não sei onde
Certamente que vem de algum lugar
E, se pousa por aqui, e aqui se esconde
É porque há um porto pra pousar...

Mas,  se vai uma voz para lhe sussurrar no ouvido
Se vai minha voz pra te levar o alento
Versos românticos, ou de gozo um gemido
Agarre-a com a força de seu pensamento...

Apenas isso:
Leva-lhe os versos que saem de dentro de mim
Que carpintei para lhe mandar assim...

Euclides Riquetti
22-05-2016






Devaneios

 
Devaneios I e II

 
            I
A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!

            

 
II
 
E, quando o ciclo de tuas mãos se cumprir
Voltando à  maciez depois da  aspereza
E meu coração estiver de novo te a pedir
Para que volte e me traga  a tua beleza
Rezarei para que venhas com teu suave sorrir
Pois a centelha de minha paixão continuará acesa.
 
 
E, se meus pensamentos se confundirem
Ou minha voz cansada cessar de cantar
Ou meus olhos tristes já não mais se abrirem
Quererei apenas teu rosto acariciar
Para fazerem nossos corações sentirem
Que eu fiquei sempre aqui a te esperar...

Euclides Riquetti

sábado, 21 de maio de 2016

Amor do outono bravio



No outono bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinaliza-se a vinda de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti
22-05-2016


O frio chegou




O frio chegou
Quando a tarde começou
Chuvosa.

O frio veio lentamente
Anunciando-se sutilmente
Porque estava com saudades!

Queria apenas reencontrar
O seu velho lugar
Na minha mente saudosa.

Ele veio e pra ficar
E no inverno respirar
Nossos perfumes e nossos ares.

Quer apenas acariciar
E seu rosto beijar
Na tarde chuvosa
De lembranças, de saudades
Das saudades mais saudosas...
Das nossas saudosas saudades
Dos tempos eternos
Dos outros invernos.

Veio, como vieram outros tantos
De todos os nortes e de todos os cantos:

Ele veio de mansinho
Quietinho
Devagarinho
E quer apenas ficar!

Euclides Riquetti

Escrevi meus versos na areia branca









Escrevi meus versos na areia branca
Daquela praia onde você molhou seus pés
Depois copiei-os numa folha de papel
E quando os leio minha dor se espanta...

Escrevi meus versos inspirado em recordações
Dos bons momentos em que juntos nós vivemos
E as boas lembranças é o que de melhor nós temos
Dos afagos, dos carinhos e das muitas  emoções...

Escrevi meus versos pra poder eternizar
Pra que os leia e guarde sempre na memória
E, através deles, meu carinho registrar .

Eles são a prova de um amor que existe
E fazem parte de nossa bela história
Quanto mais o tempo passa, mais ele resiste!

Euclides Riquetti
 

Um luar ao amanhecer

Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã de pré- inverno, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento...

Até você!



Euclides Riquetti

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Um poema romântico





Eu queria te fazer um poema romântico
Que pudesse ser lido em todo o mundo
Desde o Oceano Pacífico até o Atlântico
Em que eu te falasse de amor profundo...

Nele colocaria as palavras selecionadas
Escolhidas com zelo, carinhosamente
Em versos com rimas simples e ousadas
Talvez falar de teus olhos, simplesmente.

Eu queria que meu poema te encantasse
Que fosse uma forma sutil de te atrair
Um belo poema em que eu  te exaltasse

Mas, se eu não conseguir  o meu intento
Se eu não conseguir fazer-te me ouvir
Sentirás apenas meu pranto,  meu lamento!

Euclides Riquetti
20-05-2016

Escrevi meus versos na areia branca







Escrevi meus versos na areia branca
Daquela praia onde você molhou seus pés
Depois copiei-os numa folha de papel
E quando os leio minha dor se espanta...

Escrevi meus versos inspirado em recordações
Dos bons momentos em que juntos nós vivemos
E as boas lembranças é o que de melhor nós temos
Dos afagos, dos carinhos e das muitas  emoções...

Escrevi meus versos pra poder eternizar
Pra que os leia e guarde sempre na memória
E, através deles, meu carinho registrar .

Eles são a prova de um amor que existe
E fazem parte de nossa bela história
Quanto mais o tempo passa, mais ele resiste!

Euclides Riquetti