sexta-feira, 25 de julho de 2014

Loba mulher dos cabelos molhados

sábado, 11 de agosto de 2012


Loba mulher

Loba mulher dos sonhos cor-de-rosa
Loba mulher dos pensamentos que anuem
Dos lábios que me retribuem
Dos pecados que os meus diluem.

Loba mulher dos cabelos molhados
Desalinhados
Perfumados...

Loba mulher de cabelos e olhos encastanhados
Delicados
Encantados...

Loba mulher
Dos sonhos e encantos
Que provocam meus prantos
(Prantos nada santos...)

Loba mulher fervilhosa
Deliciosa
Dos sonhos azuis, dos sonhos cor-de-rosa:
Loba mulher!


Euclides Riquetti

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Chove, serena, minha alma; chora, sereno, meu pensamento...

Chove no asfalto
Onde o verde e o cinza
Compõem o retrato:
A natureza é a tinta
O pincel que pinta
As pedras, o rio, o mato.

Chove uma chuva fina e teimosa
Fria e silenciosa  (delituosa)...
Banha os animais que se aconchegam
Por debaixo das caneleiras frondosas
(As imbúias e os cedros o homem levou...)
Das árvores santas, restantes, bondosas
E chove!

Chove,  serena,   minha alma
Chora,  sereno,  meu pensamento
E a chuva lava ( e leva )
A preocupação do momento.

Chove na manhã do dia que corre
E nas valas a água desliza mansa, mole
Enquanto chove.
E some...

Apenas não somem as lembranças
Que vão e voltam, que fazem pecar
Que transpõem os montes
Enquanto transbordam as águas ( e as mágoas)
Das fontes
E se perdem nos rochedos
Buscando ressonância
No tempo e na distância
Até chegar ao mar!

Ressonam nos corações benditos
Nos pensamentos infinitos
Nos pensamentos teus
Nos sonhos meus
Que vagam no ar.

Só não leva para ti os meus poemas
E meus dilemas
Que transformo numa única oração:
Apenas uma oração para ti
Enquanto chove!!!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Taca-le pau, Marco Véio!

           Há algumas semanas, num almoço em família, meu filho Fabrício mostrou-me, em seu celular, um vídeo que vem se tornando um hit nas redes sociais. As personagens são dois meninos, primos, de Gaspar e de Rio do campo, Santa Catarina, que filmaram uma brincadeira com seu celular e jogaram na rede. O viral catarinense, postado no início do ano, em pouco tempo passou de um milhão de visualizações apenas no seu original.  Eu me diverti vendo aquilo e passei a acompanhar o caso.

          Leandro Benincá, 9 anos, que é de Gaspar,  filmou seu primo,  Marcos Martinelli descendo o morro próximo à casa sua da Vó Salvelina Lorenzetti Lenzi, em Passo Manso, interior de Taió. Marco dirigia um carrinho artesanal, de madeiras, com volante de madeira e acionado por cordas, pneus, e eixos de metal,  feito por um tio deles. Marcos Martinelli, o Marco, 12 anos, é o piloto. A habilidade na condução do carrinho, vencendo uma curva,  não é o que gera o interesse e o sucesso, mas sim a maneira como o primo fala, com seu sotaque regional. E bota emoção na narrativa! Marcos costuma vir de Rio do Campo para encontrar-se com o primo nas férias, na  casa da avó. O conjunto "piloto+narrador" é que faz com que venha o sucesso!

          Postado no YouTube,  começaram a produzir memes e todo o que é tipo de coisa engraçada, satirizando, inclusive o Rubens Barrichello. Os jogadores do Grêmio de Porto Alegre usaram o vídeo para fazerem suas próprias brincadeiras.  O vídeo chamou a atenção de pessoas de todo o mundo e, em consequência, já foi criado um jogo para computadores. Ainda, o Grupo Tradicionalista Fogo de Chão, aqui de Curitibanos, na onda e embalo da fama dos garotos, gravou uma música com o título "Taca-le pau, Marco Véio!", que já está fazendo muito sucesso aqui no Sul do Brasil. Leandro faz sua narrativa dentro da música, muito divertida. No dia 30 de junho, Leandro, Marco e a avó Salvelina estiveram participando do Programa "Encontro com Fátima Bernardes"- na TV Globo. Andaram com o carrinho no Projac para a produção da participação.

          Claro que haverá quem ache defeito no que estão fazendo, mas, em termos de folclore e tradição, nada vamos dever às  milhares de porcarias que são gravadas nesse Brasil. Tomara que eles ganhem muito dinheiro e possam continuar a estudar, já que inteligência e criatividade não lhes faltou ao terem a bela e oportuna ideia de filmarem a brincadeira com seu celular e postarem na net.

          A lição que os meninos nos dão:  As brincadeiras convencionais, aquelas que fizeram a alegria de nossa geração, e ainda são cultivadas nas pequenas cidades, bairros e zonas rurais, serão eternamente vivenciadas. E, hoje, as tecnologias podem ser grandes aliadas para a preservação das tradições e das brincadeiras que, saudosamente, ficaram em nossa memória.

Valeu, Leandro! Toca-le pau, Marco Véio!

Euclides Riquetti
23-07-2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

A dança harmônica do Universo

Eu amo as plantas verdes de meu vale
Os belos girassóis, os cândidos cinamomos
Contemplo as águas dos riachos e das sangas
Que vagam entre as pedras rumo ao rio.

Encanto-me com os pássaros que cantam
E as borboletas entre as flores coloridas
Me perco em  ver crianças que sorriem
Com seus rostos inocentes  feitas anjos.

Admiro os jovens belos e sadios
Que buscam ideais de vida pura
A nobreza da alma das pessoas
Os rostos que irradiam muita alegria.

A  natureza  é a vida plena , é colossal.
É a dança harmônica do Universo
Que se move consoante a grande orquestra
Sem rimas, só com notas musicais.

Euclides Riquetti

Final de noite

Final de noite, prenúncio de um belo dia
O silêncio toma conta de meu parco universo
Procuro entender as palavras do antigo verso
Procuro afastar de mim a tediosa  letargia.

Final de noite, a espera de uma nova manhã
Quando estrelas cintilam  nos espaços do infinito
Brandos  passos  trilham  um caminho  restrito
E minha alma se ancora  na esperança vã.

Final de noite, de apenas mais uma noite que veio
Quando escritos antigos, perdidos,  recomponho e releio
Poemas com versos diversos,  livres e brancos.

Final de noite, de renovadas e animadoras esperanças
De canções que se ouvem e que embalam saudosas lembranças
De melodias que atiçam meus pensamentos francos.


Euclides Riquetti

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Amor, saudade, felicidade

Reencontrei, em ti, a inspiração que havia perdido
Nas palavras "amor, saudade, felicidade"
Palavras mágicas, românticas, na verdade
Que vêm do fundo de um coração dorido...

Amor, sentimento nobre e inspirador
Se faz presente,  mesmo na simplicidade
Amor, contagia todos em qualquer idade
Amor bandido, puro, amor,  amor...

Saudade, sentimento que não se traduz
Mas, se há saudade,  é porque o amor  existe
É um sol brilhante a nos trazer a luz.

Felicidade, sentimento que nos contagia
Sempre presente quando o amor resiste
Pensar em ti me traz paz, me traz alegria...

Euclides Riquetti
21-07-2014

sábado, 19 de julho de 2014

A perda da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio

          Ao retornarmos de uma viagem, na sexta-feira, tomamos conhecimento da partida definitiva da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio, na quinta-feira, 17. Nas comunidades de Capinzal e Ouro era conhecida como "Clarice".  Sempre foi assim, desde jovem era assim chamada. Fomos funcionários da mesma empresa em 1971, a Pagnoncelli Hachmann, de Capinzal. Ela atuava no escritório e eu no Posto Ipiranga, de propriedade da mesma. À época nos tornamos amigos. Antes eu a conhecia "de vista".

          Esse "conhecer de vista" consistia em que ela costumava passear, nas tardes de domingo, pela Rua Felíp Schmidt, em Ouro, dirigindo a pick up Willys de uma cor entre o gelo e o marfim, da família. "Passeava" devagar, com a  atenção focada na pista.  Na época, 1968, havia no vidro traseiro da caminhonete,  um adesivo em que estava escrito "Homelite", cuja pronúncia é "homeláite". Era a marca de uma motosserra muito utilizada na época para a derrubada de árvores para alimentar as serrarias. O pai dela, o Herbert Hachmann, comandava tal serviço na empresa.

         Uma coisa de que lembro bem é que as garotas da época diziam: "Lá vem a Homelite", com o i ponunciado como em português. Parecia-nos uma pessoa insensível e como se não tivesse amigos.

          Em 1971, quando eu trabalhava no Ipiranga, ela vinha, no início do mês, para trazer nosso envelope de pagamento  dos ordenados. Trazia os valores em cédulas de cruzeiros. Como eram muitos os funcionários da empresa, preferiam pagar em dinheiro, poupando o serviço de datilografar uma grande quantidade de cheques. Ainda, vinha semanalmente abastecer o Opala do seu pai e "passar um ar" e realizar uma limpezinha na parte interna, ou mesmo uma lavagem no carro. Foi nessa época que descobri que ela era bem diferente do que imaginava. Era simpática, atenciosa e cordata.

          Os anos se passaram, saí para estudar em União da Vitória e depois trabalhar em Zortéa,  e quando voltei ela já era esposa do Odilon Pizzamiglio, que adquiriu a Livraria Central, em Capinzal, a mesma que, alguns anos antes, pertencera ao Alfredo Casagrande. A Clarice trabalhava com o marido e cuidava dos filhos pequenos.

        A Clarice e o Odilon tiveram dois filhos: o Thales, casado com a Edsangla,  que lhe deram um neto e uma neta. E o Arlon, que casou-se com a Laura e lhes deram uma neta. O Thales foi colega de minhas filhas no Mater Dolorum. Nessa época, a partir de 1984, passei a encontrá-la muitas vezes, quando ela ia buscar os meninos naquela escola, ao final das aulas, no período da tarde. Adiante, tivemos uma convivência social com o casal.

           No início deste ano, infelizmente, constatou-se que estava gravemente doente. Foi levada para tratamento no Hospital do Câncer de Barretos. Em junho,  retornou,  e seu estado de saúde estava muito agravado. Passou a ser atendida no Hospital São José e, depois, no Nossa Senhora das Dores, de Capinzal. Tinha dores fortes, mas o pleno apoio do familiares e das amigas, que lhe dispensavam os melhores cuidados.

          Agora, resta-nos lembrar com carinho de uma esposa e mãe dedicada e muito orgulhosa de seus filhos e netos.  Que Deus a tenha em seu Jardim Celestial,  onde possa recontrar suas muitas amigas que a precederam no caminho para a Eternidade. Que tenha as devidas compensações pelo bem que praticou em sua vida terrena.  E, aos familiares, nossas mais sentidas condolências.

Com um afetuoso abraço em todos!

Euclides Riquetti
19-07-2014

Obra-prima

Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que marcasse, que ficasse eternizada.
Quem sabe um poema com boa rima
Quem sabe uma foto envernizada.

Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que ninguém houvesse ainda feito.
Podia ser uma escultura pequenina
Podia ser um monumento perfeito.

Pensei em buscar  uma obra-prima
Algo raro, quem sabe inimaginável.
Podia ser uma  composição divina
Uma ópera de lírica admirável.

Pensei, repensei, tentei, retentei...
Busquei tirar algo de minha inspiração
Fui longe, longe, mas sabes quem eu encontrei?
Foste tu, bem escondida...no fundo de meu coração!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nas Dunas de Genipabu (aventuras com emoção!)

          Na segunda-feira fomos às Dunas de Genipabu no município de Extremoz, ao Norte de Natal, no Rio Grande do Norte. Nessas, foram gravadas muitas cenas da novela Flor do Caribe, da TV Globo. Um lugar indescritível, não é à toa que foi escolhido para as gravações. Centenas de buggies,  com habilidosos condutores,  levam pessoas, de todas as idades, para os passeios por diversos locais. A paisagem é belíssima. Imensidões de  areias brancas. Nas elevações é possível ver, ao longe as extensões de areia que bordam pequenas áreas vegetadas.  Dezenas de lagoas e mangues, onde é possível ver os caranguejos andando sob as árvores nos locais de encontro com do rio com o mar.

          O Rio Potengi, ao encontro com o Oceano Atlântico, é margeado por mangues. As lagoas em meio às dunas são formadas pelas águas das chuvas. Estas, são filtradas pelas areias e chegam ao rio e, depois, ao mar, sem nenhuma poluição. Adornam as areias e a vegetação. Paisagens exuberantes.

          Além das areias, dos pequenos bosques,  das lagoas e dos buggies coloridos e barulhentos, veem-se alguns pontos de parada, onde se encontram instaladas barracas que vemdem água de coco. Ali,  paga-se dois  reais por um coco com água, gelado, e o canudinho. Alguns cobram três reais, conforme a cara do turista. Mas há cerveja, água, refrigerantes e castanhas de caju.

          Alguns atrativos fisgam os turistas: passeio em camelos onde as pessoas são posicionadas sobre os dromedários usando turbantes árabes. Um passeio de jegue de uns dois minutos, o suficiente para uma foto interessante, vale dois reais. Alguns, os de mais coragem, fazem o "aerobunda" e os "esquibunda", que consistem em, o primeiro, andar em tirolezas e,  este, em descer rampas de grande declividade deslizando sobre vias de lona plástica. Numa dessas, com água correndo na "pista", as pessoas descem sobre pranchas de surf, indo parar numa barreira com câmaras pneumáticas de caminhões. Os mais endoidados ultrapassam a barreira e são parados numa rede de proteção. É uma brincadeira bem camicaze.

          Mas, o que é muito emocionante, mesmo, é o passeio com buggy. A cada curva,  nos dá a impressão que o veículo vai tombar. Os pilotos realizam manobras perigosíssimas. As pessoas gritam e quanto mais gritam, mais loucuras eles fazem. Na saída para o passeio, os pilotos perguntam se querem passeio "com emoção" ou "sem emoção". "Com emoção" é um passeio para por à prova a resistência do coração do turista. Não recomendo para pessoas que têm problemas cardíacos. Em nosso buggy, estávamos com as amigas Marlene e Alessandra (Leal) Segalin, de Capinzal.

         Nosso grupo, de Joaçaba, com 15 pessoas, participou de todas as manobras. Ainda bem que o Luiz Wieser, joaçabense, marido da Célia, que tem sido nosso companheiro em viagens de recreação, alertou a todos que era preciso ter coragem para ir na aventura, pois dá a impressão que os veículos andam a uns 200 Km por hora, devido ao barulho dos motores, estrondoso. Mas, na realidade, andam a 40 Km por horas, apenas. A Joana Trombetta e sua irmã, Lurdes, também se emocionaram com o passeio. O José Volpato e a Nilva, sempre comedidos.  Ele descobriu que acontecem acidentes fatais nesses passeios. Eu soubera um pouco antes, mas não falei nada para não assustar ninguém. Apesar de os pilotos serem hábeis, não há garantia de plena segurança. A Maria Joaquina Guerreiro,  também Joaçabense, é nuito corajosa e determinada.  A idade não é problema. Elegante e ágil, passou pelas mais fortes "emoções". Parece uma criança se divertindo muito. Havia o Perotoni e a Vera, esposa deles, que foram os organizadores da excursão. O "Pero" é uma espécia de "faz tudo". A Vera faz a parte diplomática... Resolvem os problemas das pessoas. A amiga Nelci Pelizzaro Marcon, socorreu as que precisaram de remédios quando encostaram as pernas nos escapamentos superaquecidos dos buggies. A viveu intensa emoções. A outra integrante, Neide Abati, é funcionária do CERT, aqui de Joaçaba. Integrou-se perfeitamente à turma.

          Ninguém fugiu da raia! Todos participaram, efusiva e entusiasticamente das brincadeiras. Os pilotos também são guias exímios. Conhecem cada detalhe dos lugares. Contam histórias que nos maravilham. Fazem piada de tudo, inclusive de si mesmos!

           Valeu a pena ter conhecido as Dunas de Genipabu, próximo da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Recomendo isso a você tmbém, amigo leitor!

Euclides Riquetti
18-07-2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pés descalços

Pés descalços
Acariciam as calçadas
Abandonadas.
Corações em percalços
Com batidas descompassadas
Retumbam em almas maltratadas
Rejeitadas, mutiladas.


Pés nus buscam caminhos de luz
E pisam na relva umedecida
Adormecida
Sustentando o corpo que seduz.

O corpo que atrai
E que distrai
Furta meus pensamentos pecaminosos
Libidinosos...
E me mergulha nas águas
Me afoga nas mágoas.

Algo me atira às incertezas do momento
Que vaga lento, lento
Como a nau que vai
E se perde no infinito
Bonito...
Bonito, mas cheio de ruelas obtusas
Confusas
Como eu!

Euclides Riquetti

terça-feira, 15 de julho de 2014

Viver e ser feliz!

Medos
Segredos
Anseios
Devaneios!

Dizer
Ver
Crer
Viver!

Dizer segredos
Ver devaneios
Crer nos anseios
Viver  sem os medos.

Viver aqui
Viver ali
Viver em ti
Viver por ti.

Viver, viver, viver
Viver e acreditar
E poder dizer, dizer:
Perto de ti ... ficar, ficar!
Ficar, bem perto de ti, sem medo!
E ser feliz!

Euclides Riquetti 

Natal - Em ritmo de aventuras!

          Estivemos em Natal. Sempre tivemos interesse em conhecer o Nordeste Brasileiro. Ver, de perto, como são as pessoas, os costumes, a sua História, a paisagem. Estar ali, na realidade próxima, nos permite sentir tudo com maior intensidade. Chegamos na  sexta-feira, O aeroporto se situa num município limítrofe, 45 Km distante da "Ponta Negra", onde ficamos no Hotel Safári que tem um cafezão daqueles muito especiais. Atendentes atenciosos, cordiais e amáveis. Tudo muito organizado.

          O novo aeroporto é muito bonito. Está com índice de modernidade entre os 4 mais modernos do mundo. Realmente, a Copa ajudou muito a cidade de Natal. A Arena das Dunas, aquela em que o uruguaio Luiz Soares mordeu o italiano, muito bonita. O entorno, embora ainda não concluído, também oferece praticidade para a mobilidade. A praia longa me lembra Canasvieiras. Toda a Ponta Negra é muito movimentada. Centenas de hotéis e restaurantes, bares, lojas. Muito artesanato e muito doce de caju e castanhas. No hotel, suco de caju e acerola, tapioca, e muitos doces e salgados diferentes dos com os quais estamos acostumados no Sul. Mas, nas pessoas, vejo modos idênticos. Nem parece que estamos distantes.
Meus colegas também tiveram impressão assim.
         Visitamos o Forte dos Reis Magos. Uma fortaleza projetada e implantada dentro de uma formidável lógica de defesa para as guerras. Os portugueses eram mais espertos do que a História nos mostra. Tinham um forte muito bem aparelhado e uma logística interna perfeita. Acho que os engenheiros e arquitetos deles eram simplesmente criativos e capazes. Um guia muito jovem, Rivelino, nos ensinou muito. Luzimário, outro guia e motorista da van que nos transportava, também um jovem muito comunicativo. Fazia piada de tudo. Conhece, perfeitamente, a história de Natal e de cada um de seus pontos turísticos. Aprendi muito com ele.

          Conhecemos o Mercado Municipal,  onde é vendido o artesanato local. E ainda um antigo presídio que foi transformado num conjunto de lojas com produtos do Rio Grande do Norte e gastronomia, o Centro de Turismo. No andar superior, uma Galeria de Arte fenomenal. Conheci um casal de Córdoba, bem jovem e simpático, que fotografei ao lado da Maria Bonita. Dela e do Lampião, contei-lhes a história de nossos heróis do Sertão  e até cantei para eles: "Acorda, Maria Bonita, levanta vai fazê o café, que dia já vem raiando, e a polícia já tá de pé... "

          Sobre a Copa do Mundo, os potiguares têm muito de bom a falar, pois vieram muitos turistas e isso representa a vinda de outros. Resta saber se tudo aquilo que foi começado, realmente seja terminado,  O domingo foi de muita aventura e conhecimentos. Ao final do dia, alguns caíram na água da Praia de Ponta Negra.  A temperatura de verão é convidativa. O Turismo acontece o ano inteiro. É o local mais próximo da Europa e isso facilita muito.

          A história deste lugar maravilhoso e encantador vou deixar que você, leitor, busque conhecer por conta própria. Há, ainda, muito o que contar, o que farei nos próximos dias.

Grande abraço!

Euclides Riquetti
13-07-2014

domingo, 13 de julho de 2014

Lá fora

Vá lá pra fora
Olhe as estrelas
É possível vê-las
Bem agora. ( Ainda não são ... 23 horas...)

Olhe pro céu infinito
Negritude prateada
Noite abençoada
Firmamento bendito.

Pense comigo:
A noite é dos sonhadores
Dos  sentimentos avassaladores
E eu me perco contigo.

As estrelas, o céu, os sonhos
Os teus olhos risonhos
Os teus pensamentos (medonhos?)
Me tornam menino, menino!

E alguém imprime um destino:
Você!

Euclides Riquetti

sábado, 12 de julho de 2014

Buscar-te

Buscar viver
Perto de ti
Perto de um rio
Perto de um mar.

Buscar viver
Buscar sorrir
Tornar a ti
Tornar a amar.

Buscar-te incessantemente
Perdidamente
Desesperadamente
Esperançosamente.

Apenas buscar-te
Estar perto de ti.
Apenas abraçar-te
Ver-te sorrir.

Encontrar-te:
Suavemente
Carinhosamente
Amorosamente...

E beijar-te!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

De Copa, de Política e das Olimpíadas de 2016

          Copa do Mundo,  Eleições e Olimpíadas são eventos parecidos. Há os que ganham e os que perdem, os que comemoram e os que lamentam.  No nosso caso, acabamos de lamentar a vergonhosa participação de nossa seleção de futebol (merece letra minúscula, se não nos tivesse desonrado, atribuir-lhe ia um S e um F bem maiúsculos).
   
          No Brasil, criam-se expectativas que frustram a maioria das pessoas no futebol. Com relação às eleições, incoerências maiores do que com o esporte bretão. E, quando aos atletas olímpicos, apenas os relegam a um plano infinitamente secundário. Em pouquíssimas modalidades coletivas logramos ouro ou prata. Nas individuais, só conseguem êxito aqueles cujos pais deram lhes  muita atenção desde pequenos, incentivando-os a praticar algum tipo de esporte. E, quando alguém aparece com notável talento, acaba obtendo um patrocínio. Mas, sempre, depois de ralar muito.

          Depois de nossa atuação desastrada contra a Alemanha, ao falar com as pessoas nas ruas, ( o que faço sistematicamente), procurando captar o sentimento delas. A maioria diz que a derrota da seleção implicará no cmportamento do eleitor e, consequentemente, no resultado das eleições, em todos os cargos, do Executivo e do Legislativo. Com relação ao futebol, incisivamente, querem mudanças radicais. Entendem que todos nós somos muito movidos a paixões. Na política, também. Às vezes votamos em tranqueiras que sabemos que são apenas demagogos, aproveitadores e oportunistas. A bagunça das coligações, em que há significativa mistura de partidos com ideologias antagônicas numa mesma composição, revolta o eleitor. Mas isso não é suficiente para que deixem de votar no seu "lado de preferência".

          Então, fui pesquisar sobre as nossas Olimpíadas de 2016. Não sabemos, ao certo, quem estará gvernando o Brasil, o Estado do Rio de Janeiro e a sua Capital. Sabemos que a estrutura para os Jogos Olímpicos é algo de grande investimento também. E, embora já tenhamos sediado no Rio os Jogos Panamericanos, muita coisa que se contruiu já virou INÚTIL, como foi o caso do Velódromo e do Engenhão. Não me admira que, em poucos meses, comecem a aparecer as falhas nas construções dos estádios das 12 sedes da Copa. Mas, o que me chamou a atenção, foi um artigo publicado em 2012, em que o articulista falava da importância da preparação dos atletas desde crianças, tanto no aspectos físico quanto o psicológico, passando pelo desenvolvimento dos fundamentos técnicos. E nos mostrava, justamente, como isso acontece na Alemanha e outros países, onde os componentes "organização e razão", estão muito presentes. Têm planejamento.

         Pratiquei esportes durante toda a minha vida: joguei futebol, vôlei, handebol, nadei muito e até ganhei uma medalha jogando peteca em duplas. Fui político, participei como candidato uma única vez,  fui eleito Prefeito em Ouro (Não me deixei contaminar pela vaidade), mantenho amizade e respeito com meus adversários e seus familiares. Vivi assim, quero continuar vivendo assim, sou feliz assim! Sinto-me, com isso, na condição de opinar sobre algumas modalidades de esportes e sobre política. Faço isso no Jornal Cidadela, do jornalista Mário Serafin, aqui em Joaçaba.   E o espaço neste blog reservo para a literatura, onde escrevo poemas, crônicas e alguns artigos.

          Mas, posso asseverar a todos os que têm paciência para me lerem que, como sabem meus leitores, o resultado limpo e agradável em todos os campos se obtém pela forma como se começa desde criança e com as posturas que se ostenta durante toda a nossa vida. Isso tudo é para dizer que me preocupa muito o desempenho dos brasileiros nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, pois não veja efetivas ações na preparação de atletas, o que deveria estar acontecendo há pelo menos uma década. O que vejo, são apenas algumas ações  isoladas e alguns preparado-se no exterior, talvez duas centenas deles.  Não há estrutura, não houve  planejamento, nem determinação em relação à formação de atletas. A atenção tem sido para o futebol que fascina, encanta, movimenta bilhões e engana milhões.

Euclides Riquetti - Escritor - Membro da ALB/SC
Articulista do Jornal Cidadela
Joaçaba - Santa Catarina