quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Hoje o sol brilhou mais forte






Hoje o sol brilhou mais forte, intensamente
Trouxe-nos alegria e alto astral
Prometendo-no um dia colossal
De volta o contentamento presente.

O brilho do sol atiçou as folhas
Deu novo ânimo a todas as flores
E é possível que nossas escolhas
Recebam tintas de todas as cores.

O sol escaldante atropela o frio e nos traz luz
A luz que ilumina minha alma e o meu coração
E me impele a buscar seu sorriso que seduz
Que encanta meu ser, me devolve a razão.

Ah, sol, sol da saudade
Sol da minha vida, da emoção
Sol das turbulências e das amenidades
Seja bem vindo pra iluminar meu chão!

Euclides Riquetti
24-08-2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Eu quero dizer a você (canção)



Traz-me o  sorriso o pensamento que vem
Na noite de inverno aqui do Sul
Vem me encantar com o seu olho azul
Com o belo sorriso que você tem...

E depois da noite vem o novo dia
E a lembrança da hora sonhada, encantada
Na viola dedilho uma linda toada
O meu coração é só alegria...

Eu quero dizer a você: meu amor é sincero
Só quero dizer a você o quanto eu a quero! (Bis)

Eu quero dizer a você um  poema de amor
Que fique no seu coração por onde se for
E quando na noite voltar-me o sorriso bonito
Farei outro  poema dizendo-lhe tudo o que eu sinto...

Eu  quero dizer a você: meu amor é sincero
Só  quero dizer a você o quanto eu a quero! (Bis)

Que venha a mim o seu belo e suave sorriso
Pra animar o meu dia,  é disso que eu tanto preciso
Pra animar o meu dia, é disso que eu tanto preciso!!!...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Você me seduz...



Você me seduz
Com o seu jeito imponente e importante  de ser
Você me reduz
A um ninguém maltratado, largado outra vez.

Você é assim
A mais bela mulher que eu já vi  por aí
Você é pra mim
A mais formidável senhora que já conheci.



Procuro compor
Um poema com lindas palavras e rimas para lhe agradar
E sinto uma dor
Quando percebo que busco e não tenho o que encontrar.

Procuro pensar
Que você já sentiu quanto amo seus olhos castanhos
E me conformar
Pois não há como ser de você, que me vê como estranho.

Você  me seduz
E maltrata o meu coração perdido e incontido em desejo
Você me reduz
A um frangalho, um  rejeito sem coragem de olhar-se no espelho.

Você é assim
Eu não sei se é maldade, se é medo, ou pura vaidade
Você é pra mim
A deusa distante que finge e me esnoba assim sem piedade.

Procuro compor
As canções mais sensíveis com com letra romântica e melhor  melodia
E sinto uma dor
Que faz com que eu sofra por não receber nem um simples "bom dia"!

Um bom dia
Um aceno
Um olhar...

Apenas um olhar
Disfarçado que seja.
Como a noite sem luz
Você me seduz!


Euclides Riquetti

Vagam, na noite, pensamentos mundanos




Vagam pensamentos na noite escura
Levam meus pecados até o seu coração
Vagam nas ondas da imaginação.
Sobrepõem-se às  turbulências, pedras e agruras
Vão buscar alento na imensidão.

Vagam meus pensamentos que se misturam aos seus
Levam-lhe os desejos que excitam minha  mente
Vagam sem amarras, abertamente
Levam aos seus lábios os beijos que são meus
Vão dizer a você o que minha alma sente.

Pensamentos entendem códigos indecifráveis
Têm a liberdade que o corpo não tem
E criam cenários inimagináveis.

Pensamentos, ah, pensamentos mundanos
Vaguem libertos até encontrarem meu bem
Alguém que possa entender meus sentimentos profanos.

Euclides Riquetti

domingo, 21 de agosto de 2016

De todos os versos, o primeiro




Gastei muito papel, talvez o caderno inteiro
Para escrever o poema ideal
Algo fenomenal
De todos os versos, o primeiro
O bonito, terno, sensacional.

Eu queria, certamente, encantar
Chamar toda a tua atenção
Fazer teu coração balançar
Tua cabeça repensar
Despertar amor e paixão...

Gastei todo o meu papel
Risquei e rabisquei ternamente
Até embaralhei minha mente
Busquei retratar com  pincel
Algo belo e  surpreendente!

Eu queria, certamente, chamar
Toda a sua  atenção
Dos seus olhos cor de mar
Os seus sonhos, seu sonhar
Sua alma e seu coração...

Sinceramente
Verdadeiramente
Apaixonadamente...
Apenas isso!

Euclides Riquetti

sábado, 20 de agosto de 2016

Sonhos desfeitos





Sonhos desfeitos
Olhares intimidados
Pensamentos acanhados
Seres imperfeitos...

Caminhos tortuosos
Ilusões impedidas
Dores sentidas
Corações saudosos...

Sabores suaves
Flores incolores
Sentimentos desertores
Não são vulgares...

Caminhos sem fim
Sol fugiu do amanhecer
Só esperar o entardecer
Bem assim..

Euclides Riquetti
20-08-2016







Chuva de melancolia







Chove muito em seu telhado
São as gotas da melancolia
Talvez meu  pensamento frustrado
Talvez o prenúncio de uma noite fria...

E toda a chuva que cai por aqui
Busca as valetas de nossas ruas
Corre as ribanceiras até ti
Vai pra acalmar as dores tuas!

Choveu na noite e chove agora
E isso aprofunda a tristeza
Pois sei que o mundo ali fora
É uma rota de incertezas...

Mas deixe que a chuva role solta
Esse é seu papel na natureza
Porque, depois dela, tudo rebrota
E se colore com rara beleza!

E que a chuva de melancolia
Se torne algo promissor
Que logo nos volte a alegria
Que tudo se revista de paz e amor!

Bem assim!

Euclides Riquetti
20-08-2016





Neve de 1965 - Uma paisagem europeia - 51 anos!


                     Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza - liga Capinzal e Ouro,
                                     sobre o Rio do Peixe, em 20 de agosto de 1965. 
          Quando se fala em épocas em que as pessoas viveram, ou mesmo para estimar quantos anos viveram, muitos têm o hábito de dizer:  "A fulana (ou o fulano), viveu mais de 100 anos, porque sempre me dizia que tinha presenciado x florações das taquaras".  Bem, uma pessoa que deve ter vivido muitas florações das taquaras foi o "Caboclo Estevão", que morou em Pinheiro Baixo, Ouro, e era homem de confiança de um de nossos pioneiros, o Veríssimo Américo Ribeiro, carroceiro. O Estêvão teria vindo com o colonizador da região de Vacaria-RS, trabalhou com os Ribeiro e depois foi para Bonsuecesso, e os que o conheceram dizem que ele era uma  pessoal leal e bondosa. Guardo comigo uma foto dele, cedida pelo amigo João Américo Ribeiro, que cuida da propriedade da família em Pinheiro Baixo. Ele deve ter vivido mais de 100 anos...  O caboclo tinha uma mão enorme. (O Benito Campioni, irmão da Márcia, minha colega de trabalho, também tem uma mão daquelas de segurar e derrubar boi no chão). Quando o encontro, brinco muito com ele sobre isso,  meu ex-vizinho, gente boa.

          Esse intróito todo, fi-lo para chegar ao assunto do título: as neves que tive o prazer de presenciar, e que marcaram, de alguma forma, a minha vida. Mas, diferentemente das florações das taquaras, ela não tem um ciclo definodo para vir.

          O inverno de 1965 foi muito forte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Eu tinha doze anos, estudava no Ginásio Padre Anchieta, e começou a fazer muito frio naquela estação. Tínhamos uma casa nova, de madeira, bem desenhada, ali na Felip Schmidt, ao lado da Indústria de Bebidas Prima, onde produziam refrigerantes e engarrafavam vinhos e outras bebidas. Quando fizeram o "engarrafamento", escavaram o terreno e deixaram um barranco, que com as chuvas que precederam o inverno foi desmorronando, pondo nossa casa em risco de desabamento. Na noite do dia 19 para 20 de agosto, fazia muito frio. De manhã, meu pai, Guerino, acordou-nos cedo para vermos e espetáculo que se desenhava à nossa frente: Ali onde hoje há o Posto da Combustíveis da Família Dambrós, havia uns gramados e umas plantinhas sobre as terras que eram jogadas para formar um aterro, e tudo estava coberto de neve. A Ponte Nova estava recoberta por um manto alvo, e o mesmo era contemplado nos telhados das casas, a maioria de madeira. Até os cabos de aço de sustentação da ponte pênsil acumulavam camadas de neve. As ruas de Ouro e Capinzal pareciam aqueles caminhos que se veem em filmes,  numa autêntica paisagem europeia. Os poucos carros que havia, e as carroças e charretes, estavam todos recobertos pelo branco brilhante. Os telhados do Hospital São José, do Hotel Imperial, do Hotel do Túlio, do Cine Glória, do Cine Farroupilha, da Distribuidora de Peças e Acessórios, da Casa do Ernesto Zortéa, do Marcos Fortunato Penso, do Pedro Surdi, da Dona Dileta da Silva, do Adelino Casara, do Adelino Beviláqua, e de muitas outras edificações, era possível vê-los por nós, que observávamos a paisagem com nossos olhos originários do Ouro.

          O peso da neve mexeu com a estutura de nossa casa. Tivemos que abandoná-la. Fomos distribuídos nas casas dos parentes, dos tios Arlindo Baretta,  Adelino Casara e Victório Riquetti. Eu, fui para a casa da Tia Maria, do meu primo Moacir. Lembro-me bem, que à tarde, precisei ir à Comercial Baretta fazer umas compras para a tia, e meu único par de sapatos estava molhado, gelado. Fui com as chuteiras do Moacir, que tinha as traves altas , e que minha ingenuidade fazia-me pensar que a sola ficaria mais alta que a neve. Só ilusão: congelei os pés. Aulas suspensas. O Frei Gilberto (Giovani Tolu), suspendeu nossas aulas, estava muito feliz, porque via, aqui na América do Sul, a mesma nostálgica paisagem que sua mente trazia de sua infância na Itália.

          O Joe e a Bunny,  eram  norte-americanos que atuavam junto aos Clubes 4-S no interior do Ouro, havendo um clube pioneiro em Linha Sul ( o primeiro de Santa Catarina),  moravam de pensão na casa do Sr. Guilherme e da Dona Mirian Doin.  Eles eram dos 4-H, clubes dos Estados Unidos da América que tinham as mesmas funções e objetivos que os 4-S do Brasil:  Head,  Hands, Heart, and Health, que em português entndíamos como: Saber, Servir, Sentir e Saúde.  Acostumados com a nove do Norte, fotografavam, faziam bonecos e esculturas. O Joe, que jogava basquetebol na quadra do Padre Anchieta com o Dr. Leônidas Ribeiro, o Rogério Toaldo e outros, era alto e usava óculos ( até para jogar). Ficou maravilhado com a neve. E, nós, tivemos que demolir nossa casa, da qual tenho muitas saudades...

         Como resultado do frio, houve perdas e animais nos sítios e fazendas. Lembro que houve muita mortandade de abelhas. Até mesmo o mel que vinha de Abdon Baptista, não veio mais. Não vinha mais o caminhãozinho carregado, com as latas de 20 Kg, com que estávamos acostumados. E o produto encareceu. Alías, ficou sumido pelos anos seguintes, até que os enxames e as colmeias foram-se recompondo.

          Além dos eventos climáticos que resultaram na enchente de 1983, penso que a neve de 1965 seja o outro fenômeno que mais nos marcou.

          Ah, acho muito bonitas a neve e a geada. Mas, agora, com ar quente no carro, é muito mais fácil de encarar o frio. Viva a bela lembrança do passado!  E viva a moderna tecnologia!

Euclides Riquetti
15-07-2012

Quando as pétalas se despreendem das rosas





Quando as pétalas se desprendem das rosas
E vão enfeitar de cor os gramados
Quando as folhas se desprendem dos plátanos
E vão me fazer volver-me ao passado
Quando os gerânios envermelham as floreiras
E vão alimentar teus olhos amendoados
Quando o passaredo canta na manhã de sábado
Para dizer que um novo fim de semana é chegado
Eu me lembro de ti!

Quando a manhã promete sol escaldante
E eu te imagino correndo para o mar
Quando o suor corre no teu corpo esguio
E vai teus pés finos reidratar
Quando,  docemente,  me chamas de  "meu amor"
E eu fico assim a te admirar
Quando nos vejo felizes,  flutuando
Planando, livremente, no ar...
Em me transporto até ti!

E, quando o fim de tarde me chega de mansinho
Com teu rosto já estampado na mente
Quando a expectativa de estrelas cintilando
Me deixa feliz e muito contente
Quando tudo de bom já me aconteceu
E volto pra perto de ti novamente
Quando o dia valeu a pena por tua causa
E em nós germinou mais uma semente...
Percebo o quanto eu gosto de ti!

Porque as pétalas se desprendem das rosas
Mas sabem que outra vez vão voltar...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Chove forte lá fora




Chove forte lá fora
E a chuva lava corpos e almas
Molha rosas e palmas
E você foi-se embora
Enquanto que a água
Rolou mansa e calma
No meu coração.

Choveu e eu dormi
Enquanto senti
O beijo seu
Que fugiu de mim...
Bem assim!

E nem quer há esperança
De um dia ensolarado
Para este sábado!


Chove forte lá fora
E a chuva lava corpos e almas
Molha rosas e palmas
E você foi-se embora
Enquanto que a água
Rolou mansa e calma
No meu coração.

Choveu e eu dormi
Enquanto senti
O beijo seu
Que fugiu de mim...
Bem assim!

E nem quer há esperança
De um dia ensolarado
Para este sábado!

Euclides Riquetti
20-08-2016

O perfume que vem de ti



O perfume que vem de ti
É mais envolvente que os demais.
Talvez venha de essências florais
Talvez do modo como sorris.

O perfume com que me atrais
Que teu corpo produz e exala
Nunca  aos outros se iguala
Nunca senti antes, jamais.

O perfume em ti impregnado
É o aroma que a ti me impele
Que atrai o corpo, que atrai a pele.
Que chama para estar a teu lado.


Teu perfume é terno e singular
É algo simplesmente angelical
Não há outro contagiante igual
Vem de teu corpo para perfumar.

Euclides Riquetti
07-08-2015

Abençoai, Senhor todas as mães!




Abençoai, Senhor, as mães que perderam seus filhos
As que os tiveram nascidos em berços com ouros
As que os tiveram em leitos pobres e  maltrapilhos
Dai a todas elas  uma coroa com louros.

Abençoai, Senhor, todas as mães que choraram
As que os viram partir para ganhar o mundo
As que os viram  partir e que não mais voltaram
Mas levaram a certeza de  seu  amor profundo.

Abençoai-as , Senhor, com suas sagradas dádivas
Todas as mães que velaram em vigília
Abençoai as que derramaram rios de  lágrimas
E que em todos os momentos honraram a  família.

Abnçoai, Senhor, aquelas que tiveram filhos adotados
E que os amaram como seus, incondicionalmente
Que foram gerados em outros ventres abençoados
Mas que os amaram, sempre, verdadeiramente.

Abençoai, Senhor
Todas as mães do mundo!

Euclides Riquetti
13-11-2013

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Caçar Pokémon





Turíbio saiu por aí
Saiu pra caçar pokémon
Deixou o cérebro em casa
Mas levou celular na mão.


Turíbio foi caçar pokémon
Ali defronte à catedral
Subiu as escadas da Ammoc
Aquela besta animal.

Turíbio saiu por aí
Saiu pra caçar pokémon
Deixou o cérebro em casa
Mas levou celular na mão.


Turíbio costumava assistir
O tal Big Brother Brasil
Embestado que me faz rir
Porque tem cara de imbecil.

Turíbio saiu por aí
Saiu pra caçar pokémon
Deixou o cérebro em casa
Mas levou celular na mão.


Turíbio é uma alma perdida
Um seachão que se acha sarado
Vai caçar  pokémon  na avenida
Sujeito a ser atropelado.

Turíbio saiu por aí
Saiu pra caçar pokémon
Deixou o cérebro em casa
Mas levou celular na mão.

Euclides Riquetti
18-08-2016



Final de noite






Final de noite, prenúncio de um belo dia
O silêncio toma conta de meu parco universo
Procuro entender as palavras do antigo verso
Procuro afastar de mim a tediosa  letargia.

Final de noite, a espera de uma nova manhã
Quando estrelas cintilam  nos espaços do infinito
Brandos  passos  trilham  um caminho  restrito
E minha alma se ancora  na esperança vã.

Final de noite, de apenas mais uma noite que veio
Quando escritos antigos, perdidos,  recomponho e releio
Poemas com versos diversos,  livres e brancos.

Final de noite, de renovadas e animadoras esperanças
De canções que se ouvem e que embalam saudosas lembranças
De melodias que atiçam meus pensamentos francos.


Euclides Riquetti

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mimosa



(Um poema diferente: homenagem às gaúchas macanudas)
Mimosa potranca buenaça
Baita chinoca, macanuda, conservada
Tu me levas a afundar-me na cachaça
Mimosa potranca buenaça.

Tu que jogas no meu corpo o vil cansaço
Tu que espantas a tristeza do galpão
Espreitas o manejo de meu laço
Mas recusas entregar-me o coração.

Tu bem sabes que és a dona do pedaço
Sabes ser de qualquer taura a perdição
Teu olhar reprovador é um talagaço
Fere mais do que o tapa de tua mão.

Gauchona pra ti olho e te tenteio
Gauchona olha pra mim, deixa de estória
Vem me abraçar, vem pra mim sem mais rodeio
Vem me querer, ou te pego qua gibóia.

Sou um cabra atucanado e provocado
Pelos olhos da gaúcha mui viçosa
Essa potranca vai levar todo o meu gado
Vai me deixar coçando a pança essa mimosa.

Vai embora, vai mulher de tentação
Vai te  fartar com outro trouxa que não eu
Suma, te percas na cinzenta imensidão
Deixa que a paz venha seivar meu coração.


Euclides Riquetti