sábado, 10 de dezembro de 2016

Todos os versos que eu carpintei





Gostaria de que tu lesses
Todos os versos que eu carpintei
Que compuseram as estrofes
Dos poemas que eu publiquei.

Carpintei alguns rimados
Alguns com cheiro de poesia
Outros bem elaborados
Para que tu os ouvisses um dia.

Gostaria de ver-te me ouvindo
Atenta às minhas declamações
Que eu sussurraria em teus ouvidos
Como as palavras das canções.

Carpintei dezenas, centenas deles
Carpintei, talvez, milhares.
Inspirados,  todos eles
Em teus sorrisos, em teus olhares.

Gostaria de ouvir, vindo de ti
De que gostas muito de ler
Todos os poemas que escrevi
E dos que ainda vou escrever...

Euclides Riquetti
10-12-2016










Michelle Obama - vamos ter saudades dela...

Reeditei...

         Segundo a Wikipédia, Michelle La Vaughn Robinson nasceu em Chicago EUA, em 17 de janeiro de 1964 e graduou-se pelas universidades de Princeton e pela Harward Law School. É advogada e escritora norte-americana.  Pessoalmente, eu a considero  uma mulher muito inteligente, bem articulada e trabalhadora.  Não é um penduricalho a tiracolo do marido, como muitas outras. Tem duas filhas, Malia e Sasha, com 17 e 14 anos, respectivamente. Michelle La Vaughn Robinson Obama é conhecida no mundo político como Michelle Obama, esposa do presidente dos estados Unidos da América, Barak Obama.

          Conheceu o marido no escritório de advogados associados Sidley Austin, em Chicago, onde trabalhavam. Trabalhou como assessora de um prefeito e para o Centro Médico da Universidade de Chicago. Esposa do então Senador, foi fundamental para sua eleição a Presidente por duas vezes.

         Admiro mulheres inteligentes, habilidosas, maduras e destrinchadas e bonitas, como é o caso dela. Acompanho, razoavelmente, os seus movimentos e atitudes. Sabe portar-se discretamente, acredito que seja a grande conselheira do marido, não se descuida da educação das filhas, defende causas nobres sem chamar a atenção para si,  respeita e defende as minorias. 

          As principais figuras da mídia mundial costumam destacar Michele Obama pela elegância com que se veste e pela maneira como se posta em público, movimentando-se com  elegância e desenvoltura. Também vejo isso como atributos dela, mas, muito mais, procuro ver e analisar suas posições sobre os temas em evidência e sobra a educação.

Tem divulgado que, para daqui a pouco mais de um ano quando seu marido deixar a Casa Branca, pretende continuar os projetos solidários que iniciou nos últimos anos, como campanhas de combate à obesidade infantil e a promoção do  direito  das mulheres à educação.  Hoje, por razões de segurança, deixou de fazer algumas coisas simples de que gosta, mas que pretende voltar a fazê-las tão logo terminem os compromissos de Obama. Declarou, recentemente, numa entrevista:  “Também tenho saudades de abrir uma janela, por exemplo, ou conduzir o meu próprio carro”.

       Sobre a educação das filhas, disse nesta semana: "Nenhum garoto é bonito ou interessante o bastante para impedi-las de estudar".

Michele Obama é minha personagem feminina no cenário mundial! Dona Ilaídes é minha personagem feminina no Brasil neste dezembro de 2016,

Euclides Riquetti

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O abraço de Dona Ilaídes, mãe do goleiro Danilo

Dona Ilaídes abraçando o repórter Guido Nunes, do SportTV


          Dona Ilaídes é mãe do goleiro Danilo, da Chapecoense, que perdeu a vida no desastre aéreo em que morreram 71 pessoas em Medellín, na Colômbia. Foram 19 jogadores da Chape, mais a direção da mesma, tripulantes da aeronave, e um admirável elenco de jornalistas e técnicos da área de comunicações.  Nos dias que se sucederam à tragédia,  muitas cenas de tristeza. No dia 02 de dezembro, sexta-feira, uma cena comovente dentre tantas: Dona Ilaídes, a mãe do goleiro Danilo, Marcos Danilo Padilha, 31 anos, nascido em Jussara, PR,  um dos heróis da conquista da classificação para as finais da Copa Sul-americana, foi procurada pelo repórter do SporTV, Guido Nunes, que pretendia entrevistá-la. No entanto, ela lhe deu  um afetuoso abraço, e dirigiu-lhe palavras de carinho e conforto. O mindo televisivo e a internet se encarregaram de passar a imagem adiante instantaneamente, espalhando-se pelo mundo, visualizada por milhões de pessoas.

          A simpática senhora de Cianorte foi para a Arena Condá para esperar o corpo do filho e dar força para sua nora. Mas acabou sendo protagonista de uma cena que ficará gravada para sempre na memória de todos os que a viram pela TV. Nesta sexta-feira, pela manhã, ela esteve no programa Encontro com Fátima Bernardes, na TV Globo.



Goleiro Danilo, herói da classificação da Chape para as finais da Copa Sul-americana

        O goleiro Danilo tornou-se uma das melhores imagens da Chapecoense e um de seus maiores ídolos, quando defendeu, com o pé, já nos instantes finais do jogo contra o São Lourenço, da Argentina, o time do Papa Francisco aquele que poderia seria o gol da classificação do adversário. Mas, com toda a sua agilidade, já comprovada em todos os jogos que disputou pela Chape durante do Campeonato Brasileiro de 2016 e a Copa América,  realizou uma defesa portentosa, evitando a derrota. O empate em 1 a 1 classificou a Chapecoense para as finais, que disputaria com o Atlético Nacional, da Colômbia. Dona Ilaídes foi à TV e deu abraços carinhosos em algumas das pessoas que lá estavam e que passaram por dramas semelhantes.

          Posso asseverar que esta veneranda senhora representa todas as mães que perderam seus filhos na tragédia. Uma mulher forte e de muita fibra, ...


Mãe do repórter Guido Nunes mandando mensagem à mãe do goleiro Danilo.

Minha sincera homenagem e minhas orações a todos os que perderam familiares na tragédia que vitimou nossa valorosa Chapecoense.

Euclides Riquetti
09-12-2016

Inspira-me, de tua pele, a tua morenice




Inspira-me, de tua pele, a tua morenice
De teus olhos, inspira-me a negritude
De teu sorriso, inspira-me a faceirice
De teu cabelo, inspira-me a amplitude.

Enfim, tudo o que vem de ti me inspira
Me impele a buscar as palavras ternas
Sai, de minha mente, o poema, sai a lira
Saem para navegar nas águas eternas.

Inspiração, divina inspiração que senti
Que me conduz ao poema, e à poesia
Que me leva a compor por mim, por ti
A tentar fazer-te feliz, a dar-te a alegria.

Então, me faço poeta, me faço escritor
Me faço arauto a te levar meus cantos
Me faço aquele que te leva a rosa flor
Poeta inspirado com os teus encantos.

Euclides Riquetti
09-12-2016





quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Sejam as estrelas no céu minha inspiração...





Sejam as estrelas no céu minha inspiração
Aqui a nos desafiarem estejam as roseiras
Nas manhãs ensolaradas, uma doce ilusão
Das almas que se entregam bem faceiras
Quando o fogo aquece todo meu coração.
Tardes em que me perco em pensamentos
Tua face risonha alimenta meus sentimentos.

Sinceras palavras vêm do íntimo do poeta
Trôpegas, ousadas, mas muito encantadoras
Mares de paixão fervilham na face discreta
Suavemente me afagam, belas e sedutoras.

Depois do êxtase, do meu mergulho em ti
Suave frescor toma conta de todo o meu ser
Cai do céu a tua beleza de que não esqueci
Tempos que nos motivam a amar e a viver!



Euclides Riquetti
09-12-2016








Papai Noel esteve aqui! Você duvida?!


É Natal outra vez
Veio e foi-se o Papai Noel
Sobrou presentes e papel
Tudo de bom ele fez.

Veio chegando em seu burrinho
Foi entrando pela janela
E da maneira mais singela
Deixou-nos os presentinhos.

Só ele entende de  sonhos
Sabe o que queremos ganhar
Na hora de presentear
Conhece os bons e os medonhos.

No Dia do Menino Jesus
Por Deus e Maria abençoado
Nossos sonhos são realizados
Graças ao Menino de Luz.

Tenhamos muita sabedoria
Pra entender todo esse mundo
E que o amor mais profundo
Traga-nos paz e harmonia.

Vale pra mim e pra ti
Que acreditamos no Bom Velhinho
Foi agora, há um pouquinho:
Papai Noel esteve aqui!

Euclides Riquetti

Carol Portaluppi é perigosa? -

    
Carol Portaluppi, comemorando com o pai, Renato Gaúcho, a conquista da Copa do Brasil pelo Grêmio de Futebol Portoalegrense, em Porto Alegre.

         Há umas coisas no mundo do futebol que nos entristecem, outras que nos fazem rir. O que mais nos entristeceu, nas duas últimas semanas, foi a morte de jogadores da Chapecoense, nossa Chape, aqui de Chapecó, cerca de 150 Km de minha casa, que perderam a vida juntamente com dirigentes do clube, jornalistas e tripulantes de um avião da Lamia, que caiu na Colômbia. Coisa pra nunca mais esquecer: eu admirava tanto dirigentes quanto jogadores, pois sei do trabalho sério que foi por todos desenvolvido para que a Chape tivesse a evolução positiva que teve. (Ainda me referirei a algumas personagens desta tragédia que comoveu o mundo).

       Na noite de quarta-feira, algumas homenagens foram prestadas às vítimas. Houve o abraço ao Maracanã, no Rio de Janeiro, houve mais de 30.000 pessoas no estádio Couto Pereira, em Curitiba, onde a Chape estaria jogando a finalíssima se o desastre não tivesse acontecido. Nossos irmãos paranaenses, na plenitude de sua dignidade, foram lá vestindo verde e branco, as cores da Chape e do Coxa, para render orações e homenagens aos heróis que perderam a vida.

       Em Chapecó, na Arena Condá, houve silêncio. O estádio não foi aberto ao público. Apenas suas luzes foram ligadas na hora em que a Chape deveria estar decidindo o título da Copa Sul Americana. Um silêncio que diz muito: o silêncio da dor, das lembranças, da saudade, do carinho para com os desaparecidos e os seus familiares.

       Outra grande homenagem aconteceu na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, quando a equipe empatou em 1 a 1 com o Clube Atlético Mineiro e sagrou-se campeão da Copa do Brasil. Árbitros vestindo uniformes verdes, jogadores com braçadeiras pretas e o distintivo da ACF, o toque do Silêncio por um militar e muitas lágrimas e choro nos rostos das pessoas. Emocionante!

       No fervor do jogo, o pensamento se volta para a partida, em si. Ainda bem que voltamos ao futebol, pois a alegria do povo amenizará a dor que todos estamos sentindo. E, no domingo, teremos mais homenagens, durante a última rodada do Brasileirão Série A.

        Após a partida, eis que Carolina Portaluppi, filha do treinador do Grêmio, Renato Portaluppi, e da jornalista Carla Cavalcanti, adentra o campo para comemorar, junto com o Renato Gaúcho, a conquista do título. A estudante de jornalismo foi protagonista de uma história marcante, acontecida recentemente, quando, na segunda partida das semifinais, contra o Cruzeiro, em Porto Alegre, entrou em campo instantes antes do término da contenda. Isso fez com que o Tribunal de Justiça Desportiva cassasse o mando de campo do Grêmio, o que considero um absurdo. O tricolor gaúcho obteve um efeito suspensivo junto ao STJD e jogou sua decisão em casa, e não poderia ser diferente.

          Carol Portaluppi não é apenas a filha do Renato Gaúcho. Claro que isso ajuda muito. Mas seus dotes físicos e sua simpatia (não posse me referir aos intelectuais, porque não a conheço...), a beleza de modelo, tudo soma. Ela tem sido notícia desde que passou a ir à praia com o pai, no Rio de Janeiro. Simpática e atenciosa, angaria fãs a toda a hora. De minha parte, como tenho duas filhas, Michele e Caroline (gêmeas),  e um filho,  Fabrício, sei o quanto é importante a presença deles em minha vida, em todos os momentos.

          Então, achar que a entrada d filha do treinador para abraçar o pai, para dividir com ele a alegria do sucesso, não pode representar um perigo, ou influenciar no resultado do jogo, é uma temeridade.  Há tantas coisas mais perigosas com que todos deveriam se preocupar.

Parabéns, tricolores. Parabéns, Renato! Parabéns, Carol Portaluppi!

Grande abraço!

Euclides Riquetti
08-12-2016

Quanto vale a experiência

Grêmio Esportivo Lírio - década de 1970...

         Sempre tive em mim que a experiência é um fator  fundamental em tudo. Quando era jovem ia jogar futebol e, sendo magro e alto, corria muito. Chegava à bola antes que os adversários. Mas, de posse dela, queria me livrar, pois tinha receio de que ma roubassem. Então dava chutões para a frente.

          Nos tempos do Grêmio Lírio, em Zortéa, comecei a jogar futsal junto com os colegas do GEMCRA (Grêmio Esportivo Major Cipriano Rodrigues Almeida), de nossa escola. Dois professores, eu e o Izaías Bonato. E alguns jovens, nem todos eram nossos alunos. Lembro do "Baxo"  (Leonildo de Andrade) e o irmão dele, Preto;  havia o Tarugo (Ulisses Gonçalves)  o Nene, irmão dele.  Eu tinha 24 anos e me achava velho. Era reserva. Um dia entrei ao final e dei dois passes perfeitos: foram dois gols e viramos para 2 a 1. Passei a ter confiança e a jogar bem. Mas,  no futebol de campo,  ainda era de me livrar da bola.

          Melhorei isso quando o Sady Brancher virou treinador do Grêmio Lírio. Ele foi um grande jogador do Arabutã FC em Capinzal, nos tempos do Campo Municipal, ali no centro da cidade. Viu-me no futsal e me convidou a treinar no campo. Eu era firme na marcação e desarme. Colocou-me na lateral direita. Joguel na posição por mais de 20 anos. Aprendi a dar os passes certos, a reter a bola e a bater escanteio na ponta esquerda, em curva. Eu resistia mais no gramado com 40 anos do que quando tinha 18, pois aprendi a dosar a energia e a distribuir melhor o jogo. Passei a valer-me da experiência!

          Na semana passada,  fui a uma borracharia para ver o que vinha acontecendo com um pneu do carro de minha filha. Estava anoitecendo e indicaram-me uma que atende depois da hora, ali na entrada da Vila Cordazo, em Joaçaba. Cheguei lá e havia um senhor moreno, de pequena estatura (do tamanho do Pedro Lima, nosso boiadeiro de Ouro e Capinzal), cabeleira cheia e se agrisalhando. Aparentava mais de 60 anos, o que vi confirmado adiante. Descobri que era irmão do Alduíno Silva Amora. Enquanto ele e o filho iam concluído o serviço já iniciado em pneus de duas motos, fui conversando e tentando descobrir fatos sobre a família deles. O Amora foi um dos pioneiros do Bairro São Cristóvão, em Capinzal. Adquiriu uma área onde era uma casa do pomar do saudoso Ermindo Viecelli e estabeleceu-se com sua "Recauchutadora Amora". De  origem humilde, trabalhou como borracheiro em Joaçaba e teve a visão empreendedora de estabelecer-se em capinzal, bem no local que mais cresceu nos últimos 30 anos, próximo à antiga Perdigão, agora BRF.

          Fiquei muito amigo dele quando eu era Presidente do Conselho da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em Capinzal. Se precisássemos, nos trazia 20, 30 homens de confiança para prepararem o churrasco. Foi uma das mais fortes lideranças da história de Capinzal, embora não tenha vivido muitos anos. Numa das enchentes do Rio do Peixe, possívelmente em 1989, o Amora foi visitar uma filha em Lacerdópolis. Ao voltar, na ponte sobre o Rio lajeado dos Porcos, ali na propriedade dos Tessaro, na divisa entre Ouro e Lacerdópolis, a água havia passado sobre a ponte. Deixou a caminhonete no lado de Lacerdópolis e atravessou o pela água. Adiante, um Km mais ou menos, a então Rodovia SC 303 tem uma baixada onde sai uma estrada de chão para o Ramal Lovatel. O asfalto estava com mais de um metro de água e com correnteza. Três dias depois de dada sua falta, quando o rio baixou seu nível, foi encontrado lá, na sarjeta da rodovia, sem vida. vestia blusa de lã tricotada e botas de couro. No barranco, as marcas dos dedos das mãos tentando subir, salvar-se, mas não foi possivel...  Algum tempo depois, nova desgraça: Um incêncio destruiu a Recapadora Amora. (Isso motivou as lideranças a lutarem para a implantação do Corpo de Bombeiros de Capinzal e Ouro).

          Relembramos, saudosamente, com o Sr. Lauri, da família do "Amora". Disse-me que, há três anos, a viúva também faleceu. E que outro irmão também perdeu a vida por afogamento.

          E o pneu? Bem - o pneu - quando percebi, ele já estava afundando-o no tanque de água e mostrando-me que havia um furo por onde o ar saía. Perguntei-lhe por que os outros borracheiros diziam que o pneu estava bem, enchiam-no,  mas em uma semana ficava vazio, e ele respondeu-me: "É que a piazada nova coloca trinta libras e põe pra ver onde está vazando. Eu coloco sessenta libras. Se o pneu resiste, é seguro e aparece o furo. Depois que arrumo, coloco um "macarrão", baixo para trinta libras e o serviço fica garantido.

          Agora, lembro-me do primeiro dia de meu estágio no Colégio Estadual Túlio de França, em União da Vitória: Saí escrevendo no meio do quadro, não utilizei bem o espaço e coube uma observação do professor Breyer ( o do mel), secundada pelo professor  Geraldo Feltrin: "Cuide da distribuição da matéria no quadro!".

          Trinta e um anos escrevendo no quadro negro e  quadro-verde, mas sempre aproveitando bem o espaço. A experiência, no futebol, no trabalho, e nas emergências, conta muito! Por isso mesmo, não desprezar as pessoas que têm muitos anos de estrada... Ouvir o conselho dos mais velhos e observar como eles fazem as coisas.  Até o sermão do padre fica melhor com os anos!

Euclides Riquetti
20-11-2013

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Flores me inspiram, rosas, muito mais...




Inspiram-me as flores, seus perfumes e cores
Inspiram-me em todos os momentos do dia
Mergulho nos matizes, me perco nos odores
Nos cheiros gostosos que me trazem alegria.

Inspiram-me ainda seus ombros descobertos
Inspira-me o brilho de seus olhos que persiste
Inspiram-me os sonhos quando deles desperto
Inspira-me apenas lembrar de que você existe.

Inspiro-me, sim, nos cravos brancos e rosas
Nos lírios amarelos, nas dálias, nas cravilhas
No doce sorriso das crianças tão carinhosas
Na natureza pródiga a nos dar as maravilhas.

Inspiro-me, muito, em tudo o que me rodeia
Me entrego, perdidamente, no terno lembrar
Naquilo que me anima e min´alma incendeia
Em tudo o que me faz bem e me faz te amar!

Euclides Riquetti
06-12-2016

Inspiração foi embora...



Inspiração foi embora...
Deu lugar à desolação
Ao vazio toda a hora
Nem sequer uma ilusão...

Inspiração tomou voo
Fugiu, foi ao mar
Eu não a perdoo
Não devia me deixar...

Inspiração me deixou
Eu, sem caneta e papel
Solidão me pegou
Fiquei pintor sem pincel...

Mas quem sabe desperte
Em mim algo diferente
Algo que me liberte
Da angústia frequente...

Quem sabe você possa
Consertar os estragos
Pois a vida que é nossa
Só quer carinhos e afagos...

Quem sabe meu lamento
Tenha logo resultado
E que me volte com o vento
O seu corpo perfumado...

E que seus olhos brilhantes
Me devolvam a inspiração
Pra que eu possa, como antes
Escrever-lhe uma canção!

Euclides Riquetti

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Almanaques de Farmácia



         Quem não teve em sua casa um "Almanaque Renascim" que fazia a publicidade do Sadol, o fortificante do organismo, do sangue e dos músculos?  Ou o do " Biotônico"que mais adiante virou "Almanaque Fontoura"? O Biotônico Fontoura, certamente, andou nas prateleiras de sua casa, não é, leitor? Pois eu vi muitos almanaques em minha casa  quando criança e ao longo de minha vida. E você, madurão ou madurona, certamente  conheceu o Xarope São João, o Melagrião, a Alicura, o Melhoral e muitos outros medicamentos que foram muito bem propagandeados ao longo do tempo.

          Era normal sermos presenteados com almanaques nas farmácias São Pedro e São Paulo, em Capinzal. O pessoal da Colônia, ali do Ouro, dava muito valor ter um almanaque todos os anos. Alguns os colecionavam, pois traziam histórias do Jeca Tatu ou  Jeca Tatuzinho, personagem de Monteiro Lobato.  Muito engraçadas, enfocavam o homem caipira preguiçoso e com vermes na barriga.Também trazia uma  "Carta Enigmática", que as famílias se desafiavam em decifrar.  Em algumas cidades havia também o Almanaque d'A saúde da Mulher, em que constavam muitas recomendações para elas.

          Nos tempos em que ainda não havia televisão e poucos eram os proprietários de aparelhos radiofônicos, a maneira mais efetiva e garantida de se fazer chegar ao consumidor de medicamentos a propaganda desses era o almanaque. Então, os grandes laboratórios brasileiros, para divulgar seus produtos, faziam o hábil uso dos almanaques. Havia dezenas deles em nosso país.

          Com uma linguagem simples e ilustracões de excelência para a época, lembro bem de alguns medicamentos que eram bastante divulgados: "Colírio Moura Brasil", bom para os olhos irritados; Pílulas de Vida do Dr. Ross; a Cibalena,além do Sadol e do Biotônico.   Pois agora o SESC está brindando seus integrantes e alunos com uma expoição sobre os almanaques. E, em Joaçaba, na tarde de ontem, 13 de novembro, os alunos SESC tiveram a oportunidade de conhecerem uma exposição com material que mostra muito sobre a História deles. De produção da cuiabana Yasmin Nadaf, pós-doutora em Literatura Comparativa pela UFRJ. Além da visualização dos cartazes da exposição e uma bem feita explanação pela professora Rita Baratieri, que propôs uma reflexão sobre o conteúdo dos almanaques,  cada aluno foi contemplado com exemplar do catálogo "Tempo de Almanaque", que foi produzido em função de uma pesquisa de Nadaf. É um material de fina produção textual, visual e gráfica. Algo para se guardar para sempre.
         Nossos colegas, gente que tem muita história em sua vida, lembraram de muitas situações relativamente a isso, rodando um verdadeiro saudosismo no amiente.

          Coincidentemente, bem no momento em que concluo o texto, a Canal Brasil deTV a cabo traz as imagens de um filme do Mazarópi, este interpretando o Jeca Tatu, de nosso consagrado Monteiro Lobato. Lembranças que nos remtetem à infância e juventude, que tanto nos fazem bem!


Euclides Riquetti
14-11-2013

Poder sonhar ( a liberdade )



A liberdade é como o vento:
Sopra, ora para esta, ora para outra direção...
Liberdade é o fogo que queima a lenha, vira brasa e aquece a água e as almas.
É como o pássaro que voa no ar
A água que corre pelo vale
O canto da gaivota que plana, sem cansar
Sobre o mar.

Liberdade é um dia de sol:
É quando as nuvens  se escondem atrás do azul infinito
Ou a noite matizada por estrelas.
E, quando perco o rumo de meus olhos para vê-las
Se perdem na imensidão.

Liberdade é como o grito da vitória
O Soco no ar
O abraço comovido.
É o olhar sobre o vasto campo florido
Colorido!

Liberdade é poder não ter que  levantar-se cedo
É poder deslizar os pés descalços
No verde gramado
É poder sentar no banco da praça e dizer: Este lugar é meu, aqui é o meu lugar!

Liberdade é andar com a pessoa que se ama
Sem ter hora pra chegar
Em nenhum lugar.
E apenas poder...
Continuar a sonhar!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Sábado memorável em Bituruna e Faxinal do Céu

    
Nossa turma defronte ao Hotel Grezelle, em Bituruna - PR

           Estivemos com um grupo de amigos aqui de Joaçaba, Luzerna e Lacerdópolis,  visitando a cidade de Bituruna, e o Distrito de Faxinal do Céu, em Pinhão, no Paraná. Bituruna é a Terra do Vinho e da deliciosa comida italiana, e Faxinal do Céu é um parque florestal em que se situa um Jardim Botânico, mantido pela Copel, onde praticamente todas as espécies vegetais existentes no mundo estão ali plantadas.

          Na parte da manhã, fomos recebidos pelo Jairo Ravanello e sua esposa Rosane, na sua agência de Turismo, a Bitur, que tem filial em Porto União. A empresa é muito bem conceituada em seu meio de atuação, tanto no Centro Sul do Paraná quanto no Centro Norte de Santa Catarina. Jairo pé presidente do Conselho Municipal de Turismo e não mede esforços para que a atividade se desenvolva naquela região, Nossos parceiros e apoiadores. Recebem com muita hospitalidade as pessoas que incentivo a irem para lá. Em Bituruna fazem a maior polenta do mundo. Em Bituruna produzem vinhos, sucos e espumantes da melhor qualidade.

          Deixamos o ônibus da Zarpellon, de Herval d´Oeste, conduzido pelo amigo e parceiro Dalvino, que é extremamente cuidadoso e muito atencioso para com os passageiros que utilizam os coletivos da empresa da família Zarpellon, e tomamos outro da Bitur para cumprirmos o roteiro de visitação que incluiu as vinícolas Di Santi, Sanber e Dal Mont. Degustação de vinhos, queijos e vinhos, com palestra especial sobre vinhos pela enóloga Michele, da Sanber, e visitação ao casarão (museu), construído por seus avôs há mais de 70 anos. Almoço no Restaurante Massas Beponi, do amigo José Masiero, o Bépi, situado na área rural em lugar muito aprazível, ao lado de seus açudes de criação de peixes. Deliciosa comida italiana com polentas, salames, queijos, canelones, tilápias, lasanhas, maccarrônis e outras.

          Na hora do almoço, uma surpresa inimaginável para mim e a Miriam. Apareceu lá nosso querido e abençoado filho, Fabrício Guilherme, que mora em Maringá e estava vindo para Santa Catarina a trabalho, com a esposa Luana Fagundes dos Passos, a Psicóloga natural de Ibicaré, filha do João Maria e da Dona Maria, gente muito simpática e amiga.  Ficaram conosco não mais do que 15 minutos, mas foi uma alegria intensa ter a presença deles por lá.

        Ingressamos no Hotel Grezelle próximo das 14 horas, e depois partimos rumo ao Faxinal  do Céu. Lá, fomos recebidos pela Neusa e pelo Engenheiro Mário Torres, que sabe tudo de botânica e conhece profundamente o Horto daquela grande área florestal. Segundo ele, praticamente todas as espécies de plantas no mundo estão plantadas no horto. Mostrou-nos, com a ilustração de seu conhecimento, centenas de árvores americanas, asiáticas, africanas e européias, despertando nossa curiosidade.




         O Mário, muito competente e atencioso, dispensou a atenção a todos nós e satisfez a curiosidade de todos. O Gabriel Dapper dos Santos, neto de nossa amiga Olírica Dapper, fez muitas perguntas. A admiração esteve estampada nos rostos e olhos da Dona Noely e do Jacó Ungericht, do Engenheiro João Ungericht e da esposa Édina, da Miriam, do seu Zeno e da Ione Gauze, da Clarice e do Maicon Emmerich, com sua princesinha Maria Isabel, de seis anos, do Rogério Pereira e do Gilmar Leoratto, da Gema Bonamigo e de sua neta Beatriz Lazzarini, do Primo Cordazzo, do Gilberto Barra Verde Almeida (Herval Velho), e do caro primo Juranti Riqueti e sua esposa Neiva, com o jovem Júnior.


       No fim da tarde, paramos num mirante para admirar a barragem da Usina de Foz do Areia, uma obra de engenharia e arquitetura portentosas, chegando ao hotel ainda em dia claro. Depois, visitamos a Cantina da Vinícola Bertoletti, onde houve nova degustação de vinhos e jantamos no Empório Italiano, com comida muito deliciosa, ótimo ambiente e bom atendimento.

        O sono reconfortado veio no hotel Grezelle, coberto pelo silêncio inspirador da noite biturunense. Obrigado a todos os que nos possibilitaram um ótimo sábado. 


Euclides Riquetti
05-12-2016

Quando as notícias se sobrepõem







       Na semana passada, o mundo de Michel Temer tremeu muito. Talvez  tenha sido o pior momento do novo Governo, quando o Ministro da Cultura, Marcelo Calero, pediu demissão, fez denúncias à Polícia Federal envolvendo ministros muito próximos do Presidente, e declarou ter realizado gravações sobre a tentativa de o persuadirem a atuar junto ao Iphan em favor da liberação da construção de um prédio na Bahia, em que o Ministro Geddel Vieira Lima adquiriu um apartamento na planta. O Ministro vinha atuando em causa própria e acabou pondo até o Presidente no rolo. Ficou evidente o quanto Temer está rodeado de picaretas. Mas tem muita sorte, pois nos dias que se sucederam, alguns fatos novos passaram a ocupar a imprensa brasileira.
       Quando a notícia ganhava proporções enormes, eis que Fidel Castro, o Ditador Cubano, vem a falecer aos 90 anos de idade. Parece que alguns canais de TV o transformaram num grande herói latino-americano,  quando na verdade o cubano  foi um verdadeiro tirano, mandando fuzilar todos os que se opunham ao seu regime. Melhor que uma irmã e uma filha de Castro deram depoimentos sobre a conduta condenável do ditador, para que se possa analisar quem realmente ele foi. A grande cobertura dada ao fato ajudou a diminuir o espaço dado aos desassossegos de Michel Temer.
       Na madrugada desta terça, 29, outro fato importante ocupou as manchetes de toda a imprensa brasileira e internacional: um avião caiu na Colômbia, matando 71 dos 77 ocupantes do mesmo, próximo a Medellín, para onde a equipe da Associação Chapecoense de Futebol estava se dirigindo, a fim de enfrentar o Clube Atlético Nacional, na primeira partida pela final da Copa Sul Americana de Futebol.
       Ao fim do mesmo dia, por 61 votos a 14, o Senado Federal aprovou, em primeira votação, a PEC da limitação dos gastos públicos. Nessa ocasião, militantes da esquerda manifestaram-se contrários, protestando defronte ao Congresso Nacional, causando intensa confusão, merecendo generosa cobertura da TV.  E isso serviu, também, para desviar a atenção dos brasileiros, que já estavam com os olhos voltados,  naquele momento, para a tragédia com jogadores e dirigentes de nossa Chape, e com jornalistas.
       Lamentamos profundamente a perda de tantas vidas, O Oeste Catarinense se enlutou. Houve comoção e consternação de todos os brasileiros, pois 19 dos 22 atletas da Chape perderam a vida no trágico acidente.
        Enquanto isso, aqui em Joaçaba, o prefeito Bigode vai escolhendo seus secretários: Para a Administração e as Finanças, Jorge Dresch; para a Educação, Marilena Detoni; para a Saúde, Celso Brancher;  e Gustavo Deon para a Diretoria de Comunicação Social.  De minha parte, nenhum reparo a fazer. Os três secretários já mostraram sua capacidade de trabalho no serviço público e o diretor é bem conceituado na sua área de atuação. Todos poderão ajudar muito a nova administração. Há algumas especulações sobre os futuros ocupantes das demais pastas, e alguns nomes que andam por aí estão recebendo críticas. Concordo com a maioria delas.
Euclides Riquetti – Professor Aposentado
Técnico em Contabilidade

domingo, 4 de dezembro de 2016

Novelas de Época - Estúpido Cupido



          Acompanho novelas desde o final do ano de 1975. Foi quando terminei a Faculdade e casei-me. Antes, morei na República Esuadrão da Vida, em União da Vitória, onde não tínhamos TV. Só víamos, pela janela, a TV da casa vizinha, nas manhãs de domingo, quando o Fittilpi pilotava sua Lótus "John Player Special", preta, bonita como o luxuoso helicóptero de meu vizinho rico, nos circuitos de ´Fórmula 1. Nos outros dias era estudar e trabalhar,  apenas.

          Na época, a novela das seis da Rede Globo era "O Feijão e o Sonho", baseada no romance de Orígenes Lessa, de 1938, ano que amibientava a novela.  Lembro que o Cláudio Cavalcanti representava  um escritor sonhador, marido de uma dona de casa vivida pela Nívea Maria. Eram um casal de meia idade para aquele tempo, jovem para os dias de hoje. Tinham duas filhas, uma interpretada pela Lídia Brondi e a outra por Myriam Rios, hoje Deputada no Rio de Janeiro. A Myriam foi convidada pelo Ator/Diretor Herval Rossano. Ela participava de uma seleção num programa de domingo na Globo. Ele viu de casa, telefonou para contratá-la na mesma hora, independente dos testes. Foi seu primeiro trabalho na tela. Mergulhei naquela novela das 18 horas, ficava com muita pena da personagem da Nívea Maria, porque o marido vivia só o sonho e não trazia o feijão para casa...  Aliás, há muitos poetas e romancistas que se esqueceram de levar comida para casa. Apenas levaram seus escritos para embalar os sonhos dos leitores. Ajudaram o mundo das pessoas a ser melhor! Conheço muitas pessoas assim.

          Depois, outra novela que muito me marcou, foi a "Estúpido Cupido", que passou em 1976 e 1977 e era ambientada na fictícia cidade de Albuquerque. Era muito divertida. A música de abertura era "Estúpido Cúpido", a versão nacional de "Stup Cupid", interpretada pela bela Celly Campello. E entre os atores Mauro Mendonça e Maria Della Costa, um timaço de jovens que fizeram muito sucesso nos anos seguintes: Françoise Forton, Rocardo Blat, Ney Latorraca, Luiz Armando Queiroz, (que interpretava um adoidado mas inteligente Belchior), Nuno Leal Maia (o Acioli),   Tião Ávila, (o simpático Carneirinho)  e Djane Machado, (a Glorinha). Mas, quem  dava banhos de beleza e interpretação era a freirinha Irmã Angélica, papel da divina Elizabeth Savalla, que partia o coração dos rapazes, arrancava suspiros dos telespectadores. Bem que podiam reprisar essa novela, nem que fosse na TV a cabo.

         E a trilha sonora, então, era de arrebentar: Celi Campello com "Estúpido Cupido" e "Banho de Lua" , Osmar Navarro com "Quem é?", Carlos Gonzaga com "Diana", Sérgio Murilo com "Broto legal", Demétrius com "Ritmo da Chuva", e Ronie Cord com "Biquini Amarelo". Até hoje essas músicas fazem sucessos nos bailes da região, quando, ali pelas 2 da mnhã, os conjuntos abrem espaço para nós dançarmos os ieieiês de nossa juventude. E ainda havia o "Al Di Lá", com o Emílio Pericoli e "América", com Trini Lopez, Elvis Presley com "Don´t be cruel", e Johnny Mathis, interprtetando "Misty", na  trilha internacional.

          Gosto muito das novelas de época,d as 18 horas, e das divertidas, das 19,30. Mas observo algumas incoerências da atualidade, pois usam expressões como por exemplo "não está mais aqui quem falou", que é recente e nunca vi na literatura. Difícil acreditar que na amientação de Lado a Lado, 1905, se utilizasse essa expressão. Também falam em "professora divorciada", para a personagem de minha musa de crônicas Marjorie Estiano. Sabe-se que o divórcio, no Brasil, só vigorou a partir de 1977, daí gerar uma incoerência. Aliás, noto que cuidam excelentemente do figurino, da linguagem corporal, mas não se preocupam com a linguagem falada. Deviam cuidar disso também, embora haja quem diga que a TV deve por a linguagem mais atual, para maior interação do público.  Não concordo!

Euclides Riquetti
27-12-2012