quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Apenas um recado...


Um recado

Recebi um recado
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!

Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo  Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!

Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria

Vou, sim. Vou com você, querida!

Euclides Riquetti

domingo, 25 de janeiro de 2015

Não permitas que não te deixem sonhar...


Não permitas que não te deixem sonhar
Nem que te impeçam de viver a tua infância
Vive este tempo que jamais voltará
Vive, intensamente, a alegria de ser criança.

Sempre que puderes abrir o teu sorriso franco
Faze-o com toda a tua amável sutileza
Distribui-nos teu carinho e teu encanto
Que de tua alma brotam com nobreza.

Ama teu pai, tua mãe e  quem te protege
Respeita teus professores e teus colegas
Reza por Deus que te ilumina e rege...

Tem em ti a proteção do anjo que não falha
E que retribui pela oração com que te entregas
O anjo que te ama e que te guarda!

Euclides Riquetti

sábado, 24 de janeiro de 2015

Eu queria que o sol brilhasse...

Eu queria que o sol brilhasse
Eu queria que o sol brilhasse (todos os dias)
Principalmente nas manhãs e tardes de inverno
E que no verão, inclemente e severo
Fosse mais ameno, nos desse alegria
E também  o ânimo por que eu tanto espero.

Eu queria que o sol nos cobrisse com seus raios dourados
Para que pudéssemos andar pelas ruas distribuindo sorrisos
E que todos ficassem contentes por serem escolhidos
A andar pelas calçadas com os braços enlaçados
Nos caminhos traçados neste meu paraíso.

Mas tem sido turbulenta nossa primavera
Turbulenta nas intempéries e nas almas fragilizadas
Tem sido a expectativa simplesmente frustrada
E não a dos dias que há muito se espera
De ver a estação das flores definitivamente chegada.

Ah, eu queria, sim, que o sol brilhasse
E que por aqui ficasse para nos acalentar.
Trazendo de Deus sua energia estelar.
Que viesse, nos aquecesse e nos animasse
Viesse radiante, brilhante,  para nos confortar...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Um eterno poema


O mundo é uma grande tenda
Que nos cobre com um manto sagrado
É é bem mais do que  uma antiga lenda
Mais que um planeta bem desenhado.

O mundo não é uma convenção de gentes
Nem uma cadeia de montanhas
Em que há  lugar para crentes e descrentes
Há muitos caminhos em suas entranhas.

E onde quer que nele estejamos
Sempre estaremos em sintonia
Pode estar perto quem nós procuramos
Junto de nós ao curso do dia.

Nossas histórias, cidades e costumes
Tudo envolto num grande sistema
Há os dias de sol, e há  noites de negrume
Mas será  sempre um eterno  poema!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O hoje e o amanhã

Não há nenhuma amanhã sem que haja o hoje
E nenhum hoje sem que tenha havido um ontem
Se souberem de algo diferente, por favor me contem
Se for algo triste, por favor me poupem.

Em cada lugar em que eu  andasse ou  fosse
Desejaria saber apenas novidades boas
Nada de coisas que ferem ou magoam
Nada de tragédias, nem de coisas à toa.

Eu gostaria de ver um  mundo formidável
E que nele tudo ficasse em harmonia
Em que cada ser fosse terno e amável.

Mas sonhos são apenas sonhos, nada mais
Que às vezes se apagam no decorrer do dia
E fenecem no ar para não voltarem jamais...

Euclides Riquetti

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Belos, puros, sentimentais...


Existem pessoas especiais, muito especiais
Que marcam os lugares por onde passam
Deixando rastros que muito  nos atraem
Rastros de perfume a da seiva que exalam...

Existem, sim, corpos que flutuam
Divindades carnais que nos levam a pecar
Almas negras, cinzas, brancas, que cultuam
O singelo hábito de me fazer sonhar.

Ah, existem, sim, corações que flecham
Corações que flecham e que são flechados
Corações abertos que nunca se fecham.

Flechas que buscam alvos bem especiais
Alvos que retribuem quando são flechados
Belos, puros, sentimentais...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O mar que nos manda a brisa...

O mar é colossal
Move-se em suas ondulações francas
Gera e extingue as espumas brancas
De água e de sal.

O mar é imenso e colossal
É um oceano de águas turbulentas
Que balamça as mais  doces emoções
Que se quebram nas ondas que chegam lentas
Aos pés, corpos, peles, almas e corações.

O mar que me traz dos tempos de criança
As mais ternas lembranças
É o mar de todas as idades.

O mar que nos manda a brisa generosa
É aquele que embala a alma esperançosa
E que nos faz sentir saudades... saudades... saudades!

Euclides Riquetti

Apenas um raio de sol...

Permita-me ser um raio de sol no seu caminho
Apenas um, mesmo que tímido e acanhado.
Um pequeno esplendor, bem pequenininho
Um raio luminoso em sua pele jogado.

Um raio de sol como outro raio qualquer
Singelo, dourado, simplesmente fenomenal
A brilhar sobre seu corpo perfeito de mulher
Algo terno, admirável, sublime e sensual.

E que seus olhos de esmeralda possam me encontrar
Em horizontes plácidos nas paisagens airosas
Enquanto beijo a brisa suave que vem do mar.

E, nesta primavera e verão sulinos
Que os ventos nos tragam os aromas das rosas
E as notas  emanadas das cordas de um violino.

Euclides Riquetti

domingo, 18 de janeiro de 2015

Sonhos azuis

Meus sonhos são azuis, como azul é  o mar
Nas manhãs de sol brilhante...
Meus sonhos são azuis, como azuis são os olhos
Que  não canso de admirar...
Meus sonhos são azuis como azul é o céu na manhã
Do sol escaldante
Em que as nuvens brancas adornam o firmamento.
Meus sonhos são azuis porque escolheram ser.
Do mesmo azul dos sonhos seus, de sua vontade de viver.

Meus sonhos voam em busca dos seus nas noites do verão
Como já o fez na primavera, no inverno e no outono
Enquanto eu brinco de sonhar com versos, estrofes e poemas...

Meus  sonhos  têm a cor do sangue nobre que banha o seu coração
E que corre em suas veias ágil, rubro anil e morno
Enquanto colho rosas e margaridas nas manhãs serenas...

Meus  sonhos buscam os seus que teimam em não me sonhar
Que teimam em não me querer
Que teimam em não me amar...

Meus  sonhos  azuis dos poemas românticos e das brandas prosas
Meus sonhos azuis  que procuram seus sonhos cor-de-rosa
Meus sonhos de homem que procuram os sonhos de mulher
E que me fazem querer porque creem que você também me quer!

Euclides Riquetti

sábado, 17 de janeiro de 2015

A Jujubinha e seu suco de gelo...

          A Júlia está crescendo. No início de dezembro foi conosco para Canasvieiras. Movimentou o mar. Começou pela areia, fez os castelinhos e os buracos para por água, brincou nas ondas espumantes e, sobretudo, fez muitas amizades. E, também, comeu muito milho em espigas. E dizia: "Milho é comida saudável"

         Nas amizades novas, destaco a  Andressa, uma menina  de três anos, muitíssimo bonita, adorável. Morena clara, cabelos escuros e  encaracolados, olhos verdes, a alegria em pessoa. Alegria e simpatia. Filha adotiva de um casal de gaúchos que veio viver a aposentadoria à beira do mar. Uma família que transbordava amor.

           Ainda um menino e uma menina argentinos,  Santiago, 6 anos, e Catalina, 3, filhos da Valéria Ferreyra e do Andres, um casal jovem  das cercanias de Córdoba, com quem fizemos amizade. A Jujubinha, então, deu-se muito bem com o menino. Dividiam, com a Andressa, os seus brinquedos. Foi uma semana de muita alegria.

          De volta a casa, foi para a casa de sua Dinda, a Michele em Ponta Grossa, com a mãe Caroline. E houve aquele episódio do ônibus que não passou pela Rodoviária e elas levaram mais de 20 horas para chegar em casa, numa distância de 360 Km. A Jujuba chegou e foi explicando: "Vovô, eu fiz três pontos aqui porque caí da bicicleta lá em Água Doce. Também o ônibus não pegou a gente, então fiquei dormindo no banco da Rodoviária de Ponta Grossa porque eu tinha tomado um remédio e estava com sono." Deu-me um carinhoso abraço e foi para a casa dela dormir, pois o dia fora conturbado.

          Nos dias seguintes, brincou muito. Andou no seu patinete e gritava: "Taca-le pau, Marco Véio! Saiam da frente do Marco Véio!" Na piscina do Dez de Maio,  deu-se muito bem no tobogã infantil. Numa tarde, desceu mais de 100 vezes pelo mesmo. Ali, fez uma nova amiga, a Sofia, uma menina que veio de Florianópolis e está morando em Luzerna. As duas esbanjaram energia e vitalidade na água.

          Dada a inventar receitas de comidas, dia desses veio com essa: "Vovô, vou fazer pra você um suco de gelo. Fica bem bom!"

         Pedi-lhe que fizesse um para mim e ela foi fazendo: "Água, açúcar, uma forminha de gelo e limão. O suco é de gelo, mas é bom por um pouco de limão e açúcar para que fique muito bom.!"

          Provei de seu suco: realmente, estava uma delícia! E lembrei-me da tal sopa de pedras que o Pedro Malasartes  fazia em suas histórias... Parece que a sopa dele e o suco da Júlia têm muito em comum.

         Vou ficar uns dias longe da Jujubinha. Vou sentir muitas saudades de nossa indiazinha.

Euclides Riquetti
17-01-2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sentirei saudades, sim...


Sentirei saudades, sim, sentimento forte
Saudades de amor, de desejos, de vontades
Sentirei saudades, sim, de seus olhos encantadores
E até de suas roupas multicores
Ah, sim, sentirei muitas, muitas saudades!

Sentirei saudades, sim, de seu lábios saborosos
E até me encantarei com sua vaidade
E, embora sejamos dois sonhadores ( de sonhos tão gostosos...)
Há em nosso caminho uma realidade:
A realidade de sentir saudade!

Ah, saudades que nos punem e ao mesmo tempo nos animam
Ah, saudades que nos confundem e que nos dominam
Saudades que são apenas saudades, nada mais
Saudades que quem eu não me esquecerei jamais:

De ti!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Eu te amo..

 Abre a janela e olha pro céu
(Eu te amo)
Abre a janela e vê o sol
(Sim, eu te amo)
Fecha os olhos e vê as estrelas
(Ah, sim, como eu te amo)
Fecha os olhos e vê as  rosas amarelas
(Sinta que, realmente, eu te amo).

Abre o teu coração e sente que o amor existe
(Percebe que eu te amo)
Abre teus braços e me abraça com toda a paixão
(Claro que eu te amo!)
Traze  teus lábios para perto dos meus
(E veja que muito eu te amo)
Quero sentir o calor dos beijos teus
(Eu te amo, eu te amo, eu te amo!)

Euclides Riquetti

Ler com o coração


Ver com os olhos, mas ler com o coração
Saber entender, compreender
Mais do que simplesmente ler
Mergulhar na leitura com paixão!

Sentir as frases inteiras, as palavras isoladas
E achegar-se, sutilmente, nos significados
Mergulhar em todos os monossílabos articulados
Perceber todas as sílabas pronunciadas!

Ler, sim, com a leitura da paixão ardente
Navegar os pensamentos nas ondas do ar
No mundo dos encantos, dos poemas, mergulhar
Lavar com a chuva fria a alma da gente!

Ler com o coração o que está no âmago do outro ser
Tentar sentir do sangue das veias a  quentura
Banir a presença de qualquer amargura
E contemplar com os olhos a beleza que se pode ver.

Ler com emoção
Ler com paixão
Ler com o coração!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Como as andorinhas da noite


Voam, silenciosas, na noite, as andorinhas
Como a que não querer que as vejamos
Abanam suas asas pequeninhas
Que as sustentam em seus voos calmos e planos.

Voam, silenciosas, sobre os telhados
Sobre os quartos onde dormem as crianças
Vagam  diante das janelas de vidros espelhados
Timidas em seus voares e em suas andanças.

Voam, silenciosas,  as andorinhas singelas
Voam com a delicadeza e a sua sutilidade
Sobre as casas verdes, brancas e amarelas.

E seu voo é como o dos anjos protetetores
Que cuidam dos lares, das praças, e da cidade
Vigiando tudo, nos céus dos esplendores.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Além de ti há o mar...

Além de ti há o mar
Uma imensidão azul que te desafia
Um sol que te agride com ousadia
E que tu não o podes enfrentar.

Além de ti há o mar
Majestoso, atrevido e valente
Misterioso, voraz e imponente
E  que tu não o podes dobrar.

Além de ti há o mar
Cujas águas voláteis te cortejam
Como meus olhos que te devoram e desejam
E que te quer para te embalar.

O mar, apenas o mar...
O mar de milhões de anos
Que lava teus medos e teus enganos
E que alimenta teu sonhar.

O mar, simplesmente um mar
A te fazer pensar
A sentir saudades
De eu querer te amar...

Apenas te amar!

Euclides Riquetti
12-01-2015