sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Devaneando

A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!


Euclides Riquetti

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Futebol no Céu (crônica em homenagem a amigos que se foram)

     O Táti, zagueirão do Arabutã, morreu e foi pro céu. Lá,  tinha uma organização de talentos, que eram alojados por setores. Eram pessoas que um dia brilharam aqui na terra e que o destino as levou para morar  lá em cima. Tinha o setor dos atletas famosos: Denner, Adilson, Dirceu e Everaldo, que morreram em acidente de carro; Garrincha, que bebeu além da conta; Serginho e Wagner Bacharel, que morreram em campo; e muitos outros, fora os europeus. Todos estes ouviam, atentamente, os conselhos do Mestre Telê Santana. Tinha o setor dos artistas: Cazuza, que teve aids; o Dollabella, que bebeu todas; o Chacrinha, que animava a Terezinha; o Bossunda, cujo o humor era maior que a bunda; Paulo Autran, esbanjando simpatia; o Paulo Gracindo, nosso Zeca Diabo;  Nair Bello, Mussun e Zacarias, que nos fizeram rir muitos dias ( e muitas noites de nossos invernos e verões). João Paulo agora forma dupla com Leandro, e até que combina:" Leandro e João Paulo"! Tinha também O dos talentos políticos: Rui Barbosa, que defendia a honra: Tancredo Neves, a democracia; Toninho Malvadeza, a Bahia; Brisola, que ia contra "os interésses" da burguesia; e Jânio Quadros, que tropeçava nos cadarços de seus sapatos tortos. O Airton Senna driblava as curvas do Reino de São Pedro, o Dílson Funaro dava cruzados nos brasileiros, enquanto os Mamonas Assassinas encantavam, com suas irreverências, os milhares de jovens que morreram, infelizmente, após as baladas de sábado à noite, em acidentes com carros e motos.
     O Táti olhou tudo, curiosamente, e procurava por algo. Caminhou por entre as árvores e em meio a muitas roseiras e cravos, lavou a cabeçona numa fonte de água, passou a mão nos olhos e, ao abri-los, deparou com um monte de conhecidos: Lá estava o Bailarino, com algumas sacolas, cheias de camisas, calções e meias: Havia as azuis  e brancas, da São José; as pretas e amarelas, do Penharol; as verdes e amarelas, do Grêmio Lírio; as brancas e pretasd, do Vasco da Gama; e,  finalmente, as brancas e vermelhas, do Arabutã. Sentiu-se em casa. Finalmente encontrara sua tribo: O Bailarino, poeta, sábio, filosofava e escalava o time: O Orlando vai ser o Goleiro, mas não pode cair do cavalo, pois o Roque Manfredini, que  ficou sepultado lá em Porto União, vai ficar na reserva, porque este jogo não é pra profissional. Na lateral direita, o Darci Moretto, pois o irmão dele, o Valcir Moretto, vamos aproveitar na ponta direita, que ele gostava de jogar também lá. na zaga, vamos deixar a posição vaga, pois logo,  logo vamos receber um zagueirão que está chegando, e vai ser a principal contratação da temporada. Na zaga, o Tchule, que além de bom de bola, gosta de tocar bateria e batucar um samba. Na esquerda, o Urco, que poderá ser o juiz; daí fica o Jonei Cassiano de sobreaviso, para aquele lado, pois ele sabe defender e apoiar muito bem. Cabeça de área, um problema que é fácil de resolver: deixamos o Olivo Susin mais plantado e o Alberi, que é acostumado a arrumar bombas injetoras, com liberdade pra sair jogando e injetar a bola no ataque. O Jundiá, que é liso e tá meio pesadinho, fica com a oito, armando pro Moretto na linha de fundo, pro Camomila, nas esquerda; e, no ataque, o Alcir Masson, nosso matador, bem na frente, chutando forte e reclamando com o juiz. Bem, eu, o Baixinho, escalo o time e entro lá pelo segundo tempo. O Rogério Toaldo, vai ficar de curinga, e me ajudar a cobrar a mensalidade.

     Aí chegou o Juca Santos, Glorioso Presidente, e perguntou: "e o Zagueiro, o Capitão, que você não escalou ainda?"

     Bailarino apontou para o lado e gritou: "Chega, Táti, que a número três tá guardada pra você! E daqui a pouco vai chegar um convidado especial: O Guaraná! vamos ter que arrumar uma brechina também pra ele".

Euclides C. Riquetti - Ouro - SC - escrita em 23-01-2008 e plublicada no Jornal  ""A Semana" - Capinzal-SC

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Turismo Regional - a salvação da lavoura!

O Turismo, que representa um movimento econômico biolionário no Brasil e trilionário no mundo, ainda não está na cabeça de muitas pessoas, sejam empreendedores, sejam gestores públicos.

Na sexta e sábado, 28 e 29, estivemos em Lages, com uma delegação de 28 pessoas de Ouro, Capinzal, Lacerdópolis e Zortéa, participando do Enconampe, Congresso Catarinense de Micro e Pequenas Empresas, promovido pela FAMPESC.  No núcleo de Turismo estávamos em 21, sendo que 15 éramos do Município de Ouro.

Há quase 15 anos tenho defendido o Turismo como fonte geradora de trabalho e renda, e consequentemente riquezas, para essas cidades. Há dois anos, passo a defender também Barra do Leão, onde a família Coronetti tem seu belo Thermas Leonense.

Dos 54 participantes do Núcleo Turismo, 21 eram ligados ao nosso NITUR, agora presidido pelo Diretor Administrativo do Balneário Thermas de Ouro, Claudiomar Gálio. Na condição de articulador voluntário do NITUR, tenho-me manifestado em todas as cidades onde vou para defender a idéia do Turismo como empreendimento. Foi assim em Rio do Sul, Agrolândia, Agronômica, Trombudo Central, Arroio Trinta, Fraiburgo, Lages, etc, apenas neste ano. Sempre que surgem oportunidades lá vou eu, com potenciais empreendedores e amigos, para ir disseminando uma massa crítica, fazendo com que um novo conceito de empreendedorismo cale no coração, na alma, no cérebro e na conta bancária desses futuros empreendedores.

Sempre se aprende algo novo nessas ocasiões, além de se travar conhecimento (to make acquaintance), com pessoas de outros lugares, que estão lá com objetivos similares aos nossos. Pessoas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Levamos produtos: Queijos Campo Dourado, da CoperOuro, Erva-mate Charrua, e até CDs do Píccola Itália Del ´Oro. Os primeiros para degustação, o mate para o chimarrão e brindes, os aparadores de erva na cuia Charrua para brindes, os CDs para sorteio, os folders do Thermas para distribuição. Enfim, todos saíram de lá levando alguma coisa de nossa cidade, Ouro, e elogiando nossos produtos, querendo saber onde adquirir. Só por isso já vale a pena participar.

Mas, muito valiosa mesmo, é a conversa que se vai tendo com pessoas que pretendem fazer investimentos em equipamentos de recreação, comércio e hotelaria. E ânimo vai sendo injetado.

Acredito que, nos últimos 4 anos, mais de 60 pessoas de nosso Ouro tenham participado de eventos ligados à aprendizagem e conhecimento sobre esse filão de nossa economia, o Turismo. E, com isso, vamos criando uma vocação nova, que se consolidará em médio e longo prazo. Obrigado, companheiros, por dividirem conosco a luta sinérgica por uma mesma causa.

Euclides Riquetti