O gosto pela poesia depende muito da motivação e do clima que é proporcionado para que ocorra a criação. (Não esqueçamos que poesia não é apenas o poema. Poesia pode estar naquela roseira que plantei no último sábado, no sorriso e no abraço que ganhei da adorável Júlia, naquela senhora idosa que ainda conserva o ânimo e o entusiasmo, apesar dos pesares...). Autores consagrados podem servir de exemplo para jovens seguidores, embora isso ofereça o risco de que pessoas com um determinado perfil de sensibilidade e de vida possam enveredar-se por caminhos desassociados aos que costumam trilhar.
Na verdade, o autor passa ao leitor muito do que é seu, pessoal, interior, mesmo que seja objetivista, pois tem seu modo particular de sentir a realidade.
A fantasia também é um vasto mar a ser navegado. O compositor viaja pelo imaginário e externa suas impressões e sentimentos no papel, resultando numa criação original, traduzindo o belo pela disposição harmoniosa das palavras.
O animador do processo de composição precisa ser o grande motivador e indutor para que o outro sinta o desejo de produzir algo que, mesmo em sua simplicidade, represente sentimentos e encante o leitor ou o ouvinte. Deve haver cumplicidade entre o animador e o autor para que se gere confiança e se perca a inibição de expressar-se.
A poesia, além disso, pode situar-se como o contraponto entre a tecnologia e a necessidade de se humanizar o mundo. O homem moderno não pode ser apenas movido por máquinas e eletrônicos. Não pode perder sua condição natural de ser romântico, humano, sentimental.
A poesia romãntica, nestes tempos tão concretos e ásperos, sempre terá grande espaço no meio literário e deverá se sobrepor-se a outros gêneros. Romântica, mas leve e livre, capaz de encantar e embalar os sonhos do ser humano e levá-lo a viver as belezas mais simples da vida.
Inspiremo-nos no belo slogan da Pedreira Joaçaba: "Nós movemos as pedras para constuir os seus sonhos". Ah, quem me dera ter sido o autor desta maravilhosa frase. Parabéns ao autor.Parabéns à empresa que a adotou.
Euclides Riquetti
Joaçaba - 16/09/2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Semana conturbada e com perdas
Além de termos passado uma semana com preocupações em razão das fortes e intensas chuvas ocorridas em Santa Catarina, com os rios Itajaí e do Peixe transbordando, duas notícias me deixaram muito triste: a primeira, na sexta-feira, dando-nos conta de que perdemos o Serginho Piovezan, em Capinzal. Doeu-nos o coração. Um cara trabalhador, educado, simpático, prestativo, "gente muito boa", que se foi de uma hora para outra. Depois, hoje, domingo, soubemos que o Dr. Acioli Viecelli perdeu um filho, o Gustavo. Também foi de cortar o coração. Lembro dele, bem menino, quando andava com o pai e a mãe, loirinho, naquele Passat verde escuro, ou simplesmente brincando em parquinhos. O Dr. Acióli, que foi médico no Hospital Nossa Senhora das Dores, vindo depois para Joaçaba, sempre era o médico de nosssa família. Que deus dê forças para os familiares de ambos. E que eles tenham uma feliz vida eterna lá em cima.
Família Riquetti
Família Riquetti
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sete de Setembro: uma festa cultural.
O Sete de Setembro, em nós, madurões, desperta saudosa memória. Em que pesem divergentes opiniões sobre a importância ou a ideologia dos desfiles, "A Grande Parada Cívica" pode ser vista como uma parada cultural. Aliás, paradas culturais poderiam acontecer nos aniversários das cidades, com as escolas, as entidades, as empresas, as agremiações esportivas, enfim, a população saindo às ruas para um grande congraçamento. E não precisam acontecer todos os anos, mas seria bom que acontecessem. Porque, convenhamos, do jeito que as coisas têm andado, fazer aflorar o sentimento cívico numa população descrente de (quase) tudo, não é tarefa fácil.
A mim, o "Dia da Independência", traz belas ( e algumas frustrantes) lembranças. Lembro-me com saudade de quando era estudante do primário, no Mater Dolorum, e as irmãs colocavam-nos para marchar. Todos devidamente uniformizados, a grande maioria sabendo cantar o Hino Nacional, boa parte conseguindo acompanhar o Hino da Independência. Nossa cidade era Capinzal, o Ouro era apenas seu Distrito. Saíamos em marcha pela Felip Schmidt, passávamos pela Ponte Nova, descíamos pela antiga Rua do Comércio, hoje Ernesto Hachmann, e a solenidade acontecendo no Campo Municipal, onde hoje se situa a estação rodoviária da cidade.
Mas, o que me emocionava, mesmo, eram os aplausos da população que assistia aos desfiles, ocupando as calçadas defrontes as casas, as janelas, as sacadas. Que saudades dos aplausos da entusiasmada Dona Maria Fávero, a mãe das colegas Tina e Marina, que se postava ali perto da DISPA e nos saudava com as mais sonoras salvas de palmas. E, nós, garbosamente, com a fronte erguida e o olhar brilhante, marchávamos.
Alguns anos à frente, tocávamos o bumbo na fanfarra. Que orgulho, que alegria! Que momento especial para toda a classe estudantil! Quanta saudade daqueles tempos que não voltam mais. Quantas saudades dos aplausos e da Dona Maria, que foi embora para Ponta Grossa, lá onde mora uma das minhas queridas filhas, a Michele, que criou-me este blog. Nem vou falar do tempo em que a Michele e Caroline, desfilavam pelo Coral Municipal de Capinzal ou integravam a Fanfarra magistralmente dirigida pelo Elói Correa e coreografada pelo seu filho Elanderson. Seriam lágrimas e lágrimas, certamente. Bons tempos, mesmo!
A mim, o "Dia da Independência", traz belas ( e algumas frustrantes) lembranças. Lembro-me com saudade de quando era estudante do primário, no Mater Dolorum, e as irmãs colocavam-nos para marchar. Todos devidamente uniformizados, a grande maioria sabendo cantar o Hino Nacional, boa parte conseguindo acompanhar o Hino da Independência. Nossa cidade era Capinzal, o Ouro era apenas seu Distrito. Saíamos em marcha pela Felip Schmidt, passávamos pela Ponte Nova, descíamos pela antiga Rua do Comércio, hoje Ernesto Hachmann, e a solenidade acontecendo no Campo Municipal, onde hoje se situa a estação rodoviária da cidade.
Mas, o que me emocionava, mesmo, eram os aplausos da população que assistia aos desfiles, ocupando as calçadas defrontes as casas, as janelas, as sacadas. Que saudades dos aplausos da entusiasmada Dona Maria Fávero, a mãe das colegas Tina e Marina, que se postava ali perto da DISPA e nos saudava com as mais sonoras salvas de palmas. E, nós, garbosamente, com a fronte erguida e o olhar brilhante, marchávamos.
Alguns anos à frente, tocávamos o bumbo na fanfarra. Que orgulho, que alegria! Que momento especial para toda a classe estudantil! Quanta saudade daqueles tempos que não voltam mais. Quantas saudades dos aplausos e da Dona Maria, que foi embora para Ponta Grossa, lá onde mora uma das minhas queridas filhas, a Michele, que criou-me este blog. Nem vou falar do tempo em que a Michele e Caroline, desfilavam pelo Coral Municipal de Capinzal ou integravam a Fanfarra magistralmente dirigida pelo Elói Correa e coreografada pelo seu filho Elanderson. Seriam lágrimas e lágrimas, certamente. Bons tempos, mesmo!
sábado, 3 de setembro de 2011
Poetando e pastelando
O final de tarde deste sábado, 3, foi aprazível. Participei de um sarau literário na Feira do Livro, em Joaçaba. Encontrei amigos de longa e de recente data: Jaime Teles, Bolinha Pereira, o pai dele (Raul Pereira, 94, que presenteou-me com seu livro Velhos tempos... Belos dias!, autografado - já estou lendo); o Dr. Alexandre Dittrich Buhr, autor de "A Arte do Pacificador" (indico para todos vocês); o Davi Froza (autor de Pelados versus Peludos - uma batalha ainda não vencida e ainda Ninfas, Musas e Deusas ( não é fraco o cara); a Mirian Dolzan e a professora Arlete, entusiastas da nossa cultura. Rolou muita ideia boa, muito papo cabeça. Parabéns por terem a coragem de realizar eventos do gênero. E a Izadora Martini nos brindou, belezamente, com algo do Fernando Pessoa. Depois fui encontrar o Vicente (III), na Pasteca. É pastel de frango, molho da casa, salsa, tomate, azeitona, palmito e milho. E lá tem uma cartela com muitas opções e de tamanhos variáveis para que caibam em bolsos de todos os tamanhos. Para a Mi, um bem especial, com aditivos. E, lá em Capinzal, que mata a pau é o Pastel do Zeni. Pastel pode não combinar com poesia e história, mas que é bom, isso não se pode negar.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Epopeia Poli(ti)fágica (Vote neu)
Modernos vendilhões, detonadores do erário
Arrumam-se à custa dos incautos e honestos
Locupletam-se, nutrem-se, verdadeiros mercenários
Cordeiros disfarçados, lobos infestos.
Lacaios, ladrões, são cada dia mais fortes
Decidem para si, sempre em causa própria
Mundanos de alma, manipuladores da sorte
Do Lúcifer tentador, são idêntica cópia...
Larápios, escusos, de anjos disfarçados
Sorrisos, acenos, tapinhas nas costas
Nos bares, nas esquinas, nos morros dobrados
Caminhões de votos é o que mais lhes importa.
Têm projetos fantásticos, de alcance social
Para os pobres as bolsas, para os outros a ilusão
Tudo visando à promoção pessoal
Mas para as coisas sérias não têm solução.
Por isso proponho, meu leal eleitor:
Vote em mim, seu incansável defensor!
Casa para todos, saúde, estradas, educação:
Tecle meu número (7) e confirme: Sou a solução!
Vote neu! Vote neu! Vote neu...
Arrumam-se à custa dos incautos e honestos
Locupletam-se, nutrem-se, verdadeiros mercenários
Cordeiros disfarçados, lobos infestos.
Lacaios, ladrões, são cada dia mais fortes
Decidem para si, sempre em causa própria
Mundanos de alma, manipuladores da sorte
Do Lúcifer tentador, são idêntica cópia...
Larápios, escusos, de anjos disfarçados
Sorrisos, acenos, tapinhas nas costas
Nos bares, nas esquinas, nos morros dobrados
Caminhões de votos é o que mais lhes importa.
Têm projetos fantásticos, de alcance social
Para os pobres as bolsas, para os outros a ilusão
Tudo visando à promoção pessoal
Mas para as coisas sérias não têm solução.
Por isso proponho, meu leal eleitor:
Vote em mim, seu incansável defensor!
Casa para todos, saúde, estradas, educação:
Tecle meu número (7) e confirme: Sou a solução!
Vote neu! Vote neu! Vote neu...
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Foz do Iguaçu: Paraíso de (en)cantos
Passamos três dias em Foz do Igauçu. Uma viagem para não mais esquecer. Fomos eu e a Míriam, com um grupo da região de Joaçaba, no último final de semana, feriadão por aqui. Que maravilha. Fomos ver o que Deus fez de melhor ( e de maior) com a natureza. Maravilhamo-nos com as novas amizades. Deleitamo-nos com as belezas naturais da região mais abençoada do mundo: o contraste do natural (Cataratas do Iguaçu), com o ambiente transformado (mas não depredado) pelo homem, (a magnífica Itaipu). Algo que todos deveriam conhecer, como o Parque das Aves, o Refúgio dos Animais, o Canal da Piracema, a organização harmônica do turismo sustentável por excelência. Lá, não se vive de discursos: a vida embala-se numa dança cadenciada por uma grande orquestra: São as águas, as matas, as aves, os animais, e o homem. As línguas e nacionalidades de tantos que estavam na Chrrascaria Rafain, na noite de sábado, num show de danças, cantos e encantos. Chineses, coreanos, japoneses, norteamericanos, chilenos, uruguaios, paraguaios, colombianos, argentinos, e nós, brasileiros, que éramos minoria. O belo está aqui perto, não precisamos procurá-lo no exterior. Ah, e tem também a "bagunça paraguaia", aquele mundo tipo Deus-nos-acuda, em que carros e pessoas se misturam, desordenadamente, em meios às ruas, e que todas as espécies humanas buscam, ardorosamente, convencer os turistas a deixarem lá seu dinheirinho. Tudo muito louco, mas tudo muito bonito. Um autêntica Belíndia. Obrigado, Vera e Perotôni, por nos terem possibilitado isso. Adoramos as novas amizades. Um abraço especial à Sirlei e ao Adelar Casagrande, pela companhia e pelas piadas. Quanto rir, quanto divertimento. Pessoas simples, mas que sabem ajudar a viver. Obrigado à Michele e ao Daniel pelo presente. À Caroline que nos levou para tomar o ônibus. Ao Buja, que ficou cuidando da fofura Julinha. Ao Fabrício e à Luana, que ficaram até duas e meia da manhã esperando para deixar-nos em casa na madrugada chuvosa. E a todos os demais que estavam na comitiva, com quem, certamente, acabaremos nos encontrando outras vezes. Muita saúde a todos, em especial ao Zagonel e ao Wieser. Longa vida ao André (zinho) Thaller e sua frau. Um abração do Riquettão e da Mi.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Rio de todos os peixes
Rio de todos os peixes
Atrevido e valente
Sempre que a calmaria se ausente
O imponente e voraz Rio do Peixe
Desliza furiosamente...
Invade lares, prepotente
Arranca plantas portentosas
Causa avarias espantosas
Esse imperador inclemente!
Nas arenas montanhosas
Vence cada dobra, impiedoso
É um colosso vigoroso
Com suas águas belicosas...
Depois, apenas baila, mansamente
Valsa como o canto verso de um salmo
Então, sereno, paciente e calmo
Jaz, ali, docemente.
Rio do Peixe, nosso venerando Senhor
Ora anjo – uma canção de acalanto
Ora intrépido, despojado de encanto
No vale verde, é soberano gladiador!
Com seu visível poder, ou simplesmente ignoto
Deus Natural, Real Majestade
Orna o campo, enfeita a cidade
Sou teu súdito e fiel devoto...
Rendo-te homenagem, meu rio!
A ti, com tua força imedida
Jamais, em toda a minha vida
Eu ousarei propor-te desafio...
Bem conhecemos teu enredo, tua história
E bem sabemos de tudo o que és capaz
És um guerreiro muito forte, sempre audaz
Reverenciado, dou-te medalhas e glórias.
Tu, que já foste o lago de mi ´as pescas
Tu, que foste a raia de meu tenro nado
E serpenteias neste vale encantado
De Navegantes, foste palco em tantas festas.
Pelo açoite do chicote sem piedade
Peço-te, humildemente, perdão
Aceita esta breve oração
Garboso rio, Fluviosa Divindade!
PERDOA-NOS, RIO DO PEIXE!!!
Euclides Riquetti
04-08-2010
Reverdades
Eu preciso reavaliar as minhas teses
E até me aprofundar em teorias
Considerar que nos avanços há reveses
E verdades mesmo em vãs filosofias.
Preciso redescobrir o desconhecido
E, meditando, decifrar grandes enigmas
Levar em conta o fator incerto e não sabido
Quebrar costumes, rejeitar "some" paradigmas.
As verdades infindáveis são eternas
Sobrepõem-se ao tempo e ao efêmero virtual
"Stop and play" controlam máquinas modernas
"Del and save" dão o toque digital.
Mas, entre análises e métodos profanos
Reviverão os sentimentos colossais
Não findarão, são próprios dos humanos
A sensibilidade não fenecerá jamais.
(Jamais a máquina sobrepujará os sentimentos humanos)
Euclides Riquetti
Inverno de 2011
E até me aprofundar em teorias
Considerar que nos avanços há reveses
E verdades mesmo em vãs filosofias.
Preciso redescobrir o desconhecido
E, meditando, decifrar grandes enigmas
Levar em conta o fator incerto e não sabido
Quebrar costumes, rejeitar "some" paradigmas.
As verdades infindáveis são eternas
Sobrepõem-se ao tempo e ao efêmero virtual
"Stop and play" controlam máquinas modernas
"Del and save" dão o toque digital.
Mas, entre análises e métodos profanos
Reviverão os sentimentos colossais
Não findarão, são próprios dos humanos
A sensibilidade não fenecerá jamais.
(Jamais a máquina sobrepujará os sentimentos humanos)
Euclides Riquetti
Inverno de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A busca do soneto perfeito
Desejei compor um soneto perfeito
E quem sabe chorar desatinos
Era jovem, era aquele o meu jeito
Já buscava meus alexandrinos...
Desejei tal soneto, faz tanto
Com os versos mais certos, rimados
Que em ti despertassem encanto
E marcassem os beijos roubados.
Escolhi as palavras bonitas
Acendi o meu sonho romântico
E dediquei-te as linhas escritas
Eu pus nele o ideal parnasiano
Foi poema, foi trova, foi canto
Foi a glória de um poeta espartano.
Euclides Riquetti
20-02-2010
E quem sabe chorar desatinos
Era jovem, era aquele o meu jeito
Já buscava meus alexandrinos...
Desejei tal soneto, faz tanto
Com os versos mais certos, rimados
Que em ti despertassem encanto
E marcassem os beijos roubados.
Escolhi as palavras bonitas
Acendi o meu sonho romântico
E dediquei-te as linhas escritas
Eu pus nele o ideal parnasiano
Foi poema, foi trova, foi canto
Foi a glória de um poeta espartano.
Euclides Riquetti
20-02-2010
Você é feia
Você é feia
Mas há algo em você que me anima
Você é feia
É feia, assim, desde menina.
Magricela, rosto comprido
Corpo sem nehum atrativo
Mas você me fascina.
Desejo você, ardentemente
Quero você aqui presente
Pois você me fascina
Mesmo feia, assim, desde menina!
Você cresceu
Seus olhos escuros se sobressaem em seu rosto fino
Seus cabelos, sem graça,
Dão-lhe charme desmedido.
Você cresceu feia, sem atrativos
Mas despertou em mim
A paixão pelo desconhecido...
Despertou-me os instintos
Adormecidos
Você, mesmo feia, assim, desde menina...
São tantas, tantas as qualidades que lhe faltam
Que parece uma ninguém
Em meio a tantas.
Mas alguma coisa há em você
Que me encanta, me encanta.
Não é mesmo a simpatia com que me trata
(Desiderata)
Nem há elegância em seu andar
Não há atenção para chamar.
É tão difícil entender o que se passa.
Mas, confesso, há um todo em você
Que me atrai loucamente
Que me enche de desejo
Profundamente...
Que me faz querer seus beijos
Deliciosos
Que me faz amar seus olhos
Melancólicos
Que me faz querer você, perdidamente
Apaixonadamente
Amorosamente...
Euclides Riquetti
Verão/2011
Mas há algo em você que me anima
Você é feia
É feia, assim, desde menina.
Magricela, rosto comprido
Corpo sem nehum atrativo
Mas você me fascina.
Desejo você, ardentemente
Quero você aqui presente
Pois você me fascina
Mesmo feia, assim, desde menina!
Você cresceu
Seus olhos escuros se sobressaem em seu rosto fino
Seus cabelos, sem graça,
Dão-lhe charme desmedido.
Você cresceu feia, sem atrativos
Mas despertou em mim
A paixão pelo desconhecido...
Despertou-me os instintos
Adormecidos
Você, mesmo feia, assim, desde menina...
São tantas, tantas as qualidades que lhe faltam
Que parece uma ninguém
Em meio a tantas.
Mas alguma coisa há em você
Que me encanta, me encanta.
Não é mesmo a simpatia com que me trata
(Desiderata)
Nem há elegância em seu andar
Não há atenção para chamar.
É tão difícil entender o que se passa.
Mas, confesso, há um todo em você
Que me atrai loucamente
Que me enche de desejo
Profundamente...
Que me faz querer seus beijos
Deliciosos
Que me faz amar seus olhos
Melancólicos
Que me faz querer você, perdidamente
Apaixonadamente
Amorosamente...
Euclides Riquetti
Verão/2011
Corpos e almas que se queimam
Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...
Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...
Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...
Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na razão
Vidas que navegam em incertezas...
São corpos que envelhecem cedo, cedo
São almas que levitam, sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.
(E se vão embora!...)
Euclides Riquetti
Abril de 2011
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...
Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...
Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...
Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na razão
Vidas que navegam em incertezas...
São corpos que envelhecem cedo, cedo
São almas que levitam, sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.
(E se vão embora!...)
Euclides Riquetti
Abril de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Árcade versário
Não farei rimas consonantais
Nem abusarei de combinações vogais
Apenas direi o que o coração ditar
Não rimarei adjetivo com verbo regular.
Farei poemas de meus desatinos
Farei sonetos com verso livre
E se julgar que for de bom alvitre
Comporei sonetos alexandrinos...
Farei paródias de canções conhecidas
Repetirei os verbos, porei conjunções
Mas não ousarei desatar emoções
E nem buscarei lembranças perdidas.
Não farei mais nada que não seja eterno
E nem serei um reles parnasiano
Eu a esperarei, ano após ano
Outono, verão, primavera e inverno.
E, quando disser: eu também o amo
Eu lhe entregarei meu coração profano
Onde ainda cabe nosso amor mundano...
Euclides Riquetti
05-05-2006
Nem abusarei de combinações vogais
Apenas direi o que o coração ditar
Não rimarei adjetivo com verbo regular.
Farei poemas de meus desatinos
Farei sonetos com verso livre
E se julgar que for de bom alvitre
Comporei sonetos alexandrinos...
Farei paródias de canções conhecidas
Repetirei os verbos, porei conjunções
Mas não ousarei desatar emoções
E nem buscarei lembranças perdidas.
Não farei mais nada que não seja eterno
E nem serei um reles parnasiano
Eu a esperarei, ano após ano
Outono, verão, primavera e inverno.
E, quando disser: eu também o amo
Eu lhe entregarei meu coração profano
Onde ainda cabe nosso amor mundano...
Euclides Riquetti
05-05-2006
Vento de outono
Venta o vento moreno de outono
Venta o vento...
Cai a pálida folha, vencida no tempo
E venta o vento.
Brilha o brilho do sol brilhante:
É maio, maio de mês
É a noiva que noiva, que sonha
Sonha com a noite da primeira vez...
Cintila a estrela prateada
Na madrugada
E sibila o vento na gélida noite
Embala a noite, adentro avançada...
Escreve o poeta o poema
E a meta
É a moça, a musa.
E os versos, dispersos, não rimam: fascinam!
E a noite provoca, encanta, abusa...
E viva você, tema do canto!
Viva! Viva!
Como o barco que vai flutuando, leve
Na noite breve
Festiva!
Euclides Riquetti
07-05-97
Venta o vento...
Cai a pálida folha, vencida no tempo
E venta o vento.
Brilha o brilho do sol brilhante:
É maio, maio de mês
É a noiva que noiva, que sonha
Sonha com a noite da primeira vez...
Cintila a estrela prateada
Na madrugada
E sibila o vento na gélida noite
Embala a noite, adentro avançada...
Escreve o poeta o poema
E a meta
É a moça, a musa.
E os versos, dispersos, não rimam: fascinam!
E a noite provoca, encanta, abusa...
E viva você, tema do canto!
Viva! Viva!
Como o barco que vai flutuando, leve
Na noite breve
Festiva!
Euclides Riquetti
07-05-97
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A chuva que cai
A chuva que cai
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.
A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!
A chuva cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...
A chuva que cai
E rola na calçada
Leva embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.
A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!
( E eu penso em você...)
Euclides Riquetti
Sexta-feira, 19/08/2011 - manhã de chuva...
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.
A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!
A chuva cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...
A chuva que cai
E rola na calçada
Leva embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.
A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!
( E eu penso em você...)
Euclides Riquetti
Sexta-feira, 19/08/2011 - manhã de chuva...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
O Voo da Garça
O Voo da Garça
A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.
E no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.
Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa a pousa a garça.
E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhino, o passante
E voa de novo a garça.
Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.
E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!
(A garça povoa os meus sonhos, orienta minha vida.
A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
É minha emoção transmitida no papel...
Euclides Riquetti)
A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.
E no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.
Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa a pousa a garça.
E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhino, o passante
E voa de novo a garça.
Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.
E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!
(A garça povoa os meus sonhos, orienta minha vida.
A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
É minha emoção transmitida no papel...
Euclides Riquetti)
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