quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hospital Nossa Senhora das Dores - Vamos ajudar a preservar o que é nosso!

Na tarde de terça, 20, na sala de sessões da Câmara de Ouro, passaram cerca de 50 pessoas entre agentes políticos, Amigos do Hospital Nossa Senhora das Dores e cidadãos ourenses. Havia uma Audiência Pública convocada pelo Prefeito Miqueloto e pelo Presidente da Câmara, Ivonei, com o fito de se discutir e propor meios de ajudar o hospital a continuar suas atividades e melhorar sua qualidade no atendimento. Hoje, são 58 funcionários e ainda alguns voluntários para "tocar" as atividades médico-hospitalares. Coube-nos a Coordenação da  Audiência e o estabelecimento da pauta. É uma atividade sempre penosa, pois, nessas ocasiões, precisamos oportunizar que pessoas se manifestem dentro de um prisma democrático, transparante, legítimo. E compreender as posições de quem se manifesta. Manter a calma, a serenidade, é fundamental. Ouvir as partes que estabelecem o contraditório, propor uma saída consensual, sem distanciar-se dos objetivos. Resultado final: uma abstenção, nenhum voto contra, e todos os demais a favor de que seja formulado Projeto-de-Lei para ser submetido à Egrégia  Casa, visando a que se contribua, voluntariamente, através da fatura de água emitida pela autarquia SIMAE, valor de R$ 2,00 para as economias residenciais e R$ 5,42 para as economias comerciais e industriais, em favor do Hospital, com validade da campanha até 31/12/2012. Com isso, evitar-se-á que o hospital venha a ter déficit orçamentário e financeiro no final de cada exercício. É entidade filantrópica, presta 86% de seus serviços ao SUS ( a exigência é de 60%), recebendo ínfima e insuficiente remuneração pelos serviços que presta. Mas a sociedade de Ouro-Capinzal-Zortéa, solidária que é, não vai deixar a peteca cair. Obrigado, comunidade!

Euclides Riquetti

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Alunos do Sílvio Santos e sua escola sustentável.

Na tarde desta terça, 22, visitei a Escola onde atuei por 25 anos como professor. Revi meus colegas professores. Estava com saudades. Sabe, quando a gente amadurece e depois reencontra amigos, lembra de quantos bons momentos vivemos ali. E é gratificante ver o entusiasmo das professoras e dos alunos com seus projetos. Mostraram-me uma  maquete de uma escola com edificação sustentável. Luminosidade natural e aquecimento natural de água, rampa de acessibilidade, quadra de esportes no terceiro piso. É um bom projeto. Na verdade, é um ensaio para o que podem realizar amanhã.

Os pequenos trabalhos realizados nas escolas  costumam ficar registrados na cabeça dos estudantes e podem influenciar em seu comportamento profissional no futuro. O aluno que fez a apresentação do trabalho, de uma maneira bem didática, mostrou que o grupo realizou intensa  pesquisa e seguiram  parâmetros técnicos de Engenharia. A maquete, as plantas de fachada e baixa, o orçamento estimativo, com a separação dos investimentos por etapas. Perfeito.

Sei que têm outros trabalhos interessantes.

Obrigado, professora Jane, pelo convite. Logo, logo, estarei aí para falar sobre a história de nossa cidade para alunos do quarto e quinto ano. Professor Riquettão

Caipiras (com sotaque) na Ressacada

No final da tarde de domingo (19), fomos fazer um investimento  na Ressacada, em Floripa. Como dizia a Vó Dorva, "infinal", ver futebol  também é  distração.  Sentamos eu, o Tio Neri, o Edimar (Sócrates) Riquettão, o sobrinho Guilherme e o Kiko Barra-do-Leão, ao lado da Mancha Verde.   O "investimento" era de oitentão cada marmanjo. Investimos na economia avaiana. Foi o dinheiro mais jogado fora de minha vida. Dois times muito ruins. Quanta cegueira. Avaí 1 x 1 Palmeiras. Nunca vi tanta ruindade dentro de um mesmo hectare. Ruindade das pernas .No Palmeiras,  salvaram-se o goleiro Marcos, o zagueiro Henrique, o volante Marcos Assunção e o atacante Kléber, por sinal todos  já com passagens na seleção brasileira. No Avaí, só salvou-se o atacante William. Mas o espetáculo vem por conta do fanatismo dos torcedores palmeirenses: falam bobagens, brigam entre eles mesmos, não percebem que o time deles é capenga, que a maioria chuta uma bola quadrada. Ainda vaiam o preparador  Murtosa e, principalmente, o Felipão Scolari, que é daquele jeito mesmo, que você é acostumado a ver na televisão: curto e grosso. Mas, aguentar torcedor cego  é dose! Dificilmente o Palmeiras entra na Libertadores e o Avaí precisa de muita sorte para não ser rebaixado. Só com muita sorte ou, então, com milagre de Santa Paulina para conseguirem seus intentos. Mas, nuca vamos esquecer da habilidade do Assunção em cobrar faltas e escanteios. O magrão coloca a bola, com os pés, onde eu não conseguiria colocar com a mão... Riquettão

domingo, 18 de setembro de 2011

Aniversário no Recanto Champagnat

Passamos  um final-de-semana maravilhoso em Florianópolis. No sábado, encontramos os parentes no recanto Marista Champagnat, no mirante da Lagoa da Conceição. Muita gente bonita: sobrinhas, sobrinhos, filhos. A turma do andar de cima (nóis, né?!), com nossas protuberâncias barriátricas, elas mais arrumadinhas (as tias), e a vovó (metida a motoqueira), fazendo seus 81. Grandes emoções. Mas, quem roubou a cena foram os pequenos (Rafael, Gabriel, Lana e Júlia). O primeiro ficou na dele. Mas, os outros, que triozinho mais elétrico... No domingo, o final da festa sem estresse, sem dramas, cada um tomando seu costumeiro rumo. Na segunda, todos no batente. E um tal de Rodrigo, que ficou com sua Ziza, usando uma daquelas camisetas que elogiam as sogras... O Champagnat é um ponto muito bonito de nossa capital. Cascata, mata nativa, os macacos saltando, livremente, por entre os galhos das árvores, fazendo-nos caretas, como se fôssemos velhos conhecidos. Obrigado, tio Jorge, Rosane e suas filhas (inluído o alemãozinho), pelo que nos proporcionaram. Família Riquetti

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Gostar de poesias...

          O gosto pela poesia depende muito da motivação e do clima que é proporcionado para que ocorra a criação. (Não esqueçamos que poesia não é apenas o poema. Poesia pode estar naquela roseira que plantei no último sábado, no sorriso e no abraço que ganhei da adorável Júlia, naquela senhora idosa que ainda conserva o ânimo e o entusiasmo,  apesar dos pesares...). Autores consagrados podem servir de exemplo para jovens seguidores, embora isso ofereça o risco de que pessoas com um determinado perfil de sensibilidade e de vida possam enveredar-se por caminhos desassociados aos que costumam trilhar.

          Na verdade, o autor passa ao leitor muito do que é seu, pessoal, interior, mesmo que seja objetivista, pois tem seu modo particular de sentir a realidade.

          A fantasia também é um vasto mar  a ser navegado. O compositor viaja pelo imaginário e externa suas impressões e sentimentos no papel,  resultando numa criação original, traduzindo o belo pela disposição harmoniosa das palavras.

          O animador do processo de composição precisa ser o grande motivador e indutor para que o outro sinta o desejo de produzir algo que, mesmo em sua simplicidade, represente sentimentos e encante o leitor ou o ouvinte. Deve haver cumplicidade entre o animador e o autor para que se gere confiança e se perca a inibição de expressar-se.

          A poesia, além disso, pode situar-se como o contraponto entre a tecnologia e a necessidade de se humanizar o mundo. O homem moderno não pode ser apenas movido por máquinas e eletrônicos. Não pode perder sua condição natural de ser romântico, humano, sentimental.

          A poesia romãntica, nestes tempos tão concretos e ásperos,  sempre terá grande espaço no meio literário e deverá se sobrepor-se a outros gêneros. Romântica, mas leve e livre, capaz de encantar e embalar os sonhos do ser humano e levá-lo a viver as belezas mais simples da vida.

         Inspiremo-nos no belo slogan da Pedreira Joaçaba: "Nós movemos as pedras para constuir os seus sonhos". Ah, quem me dera ter sido o autor desta maravilhosa frase. Parabéns ao autor.Parabéns à empresa que a adotou.

Euclides Riquetti
Joaçaba - 16/09/2011

        

domingo, 11 de setembro de 2011

Semana conturbada e com perdas

Além de termos passado uma semana com preocupações em razão das fortes e intensas chuvas ocorridas  em Santa Catarina, com os rios Itajaí e do Peixe transbordando, duas notícias me deixaram muito triste: a primeira, na sexta-feira, dando-nos conta de que perdemos o Serginho Piovezan, em  Capinzal. Doeu-nos o coração. Um cara trabalhador, educado, simpático, prestativo, "gente muito boa", que se foi de uma hora para outra. Depois, hoje, domingo, soubemos que o Dr. Acioli Viecelli perdeu um  filho, o Gustavo. Também foi de cortar o coração. Lembro dele, bem menino, quando andava com o pai e a mãe, loirinho, naquele Passat verde escuro, ou simplesmente brincando em parquinhos. O Dr. Acióli, que foi médico no Hospital Nossa Senhora das Dores, vindo depois para Joaçaba, sempre era o médico de nosssa família. Que deus dê forças para os familiares de ambos. E que eles  tenham uma feliz vida eterna lá em cima.
Família Riquetti

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sete de Setembro: uma festa cultural.

          O Sete de Setembro, em  nós, madurões, desperta saudosa memória. Em que pesem divergentes opiniões sobre a importância ou a ideologia dos desfiles,  "A Grande Parada Cívica"  pode ser vista como uma parada cultural. Aliás, paradas culturais poderiam acontecer nos aniversários das cidades, com as escolas, as entidades, as empresas, as agremiações esportivas, enfim, a população saindo às ruas para um grande congraçamento. E não precisam acontecer todos os anos, mas seria bom que acontecessem. Porque, convenhamos, do jeito que as coisas têm andado, fazer aflorar o sentimento cívico numa população descrente de (quase) tudo, não é tarefa fácil.

          A mim, o "Dia da Independência", traz belas ( e algumas frustrantes) lembranças. Lembro-me com saudade de quando era estudante do primário, no Mater Dolorum, e as irmãs colocavam-nos para marchar. Todos devidamente uniformizados, a grande maioria sabendo cantar o Hino Nacional, boa parte conseguindo acompanhar o Hino da Independência. Nossa cidade era Capinzal, o Ouro era apenas seu Distrito. Saíamos em marcha pela Felip Schmidt, passávamos pela Ponte Nova, descíamos pela antiga Rua do Comércio, hoje Ernesto Hachmann, e a solenidade acontecendo no Campo Municipal,  onde hoje se situa a estação rodoviária da cidade.

          Mas, o que me emocionava,  mesmo, eram os aplausos da população que assistia aos desfiles, ocupando as calçadas defrontes as casas, as janelas, as sacadas. Que saudades dos aplausos da entusiasmada Dona Maria Fávero, a mãe das colegas Tina e Marina, que se postava ali perto da DISPA e nos saudava com as mais sonoras salvas de palmas. E, nós, garbosamente, com a fronte erguida e o olhar brilhante, marchávamos.

          Alguns anos à frente, tocávamos o bumbo na fanfarra. Que orgulho, que alegria! Que momento especial para toda a classe estudantil! Quanta saudade daqueles tempos que não voltam mais. Quantas saudades dos aplausos e da Dona Maria, que foi embora para Ponta Grossa, lá onde mora uma das minhas queridas filhas, a Michele, que criou-me este blog. Nem vou falar do tempo em que a Michele e Caroline,  desfilavam pelo  Coral Municipal de Capinzal ou integravam a Fanfarra magistralmente dirigida pelo Elói Correa  e coreografada pelo seu filho Elanderson. Seriam lágrimas e lágrimas, certamente. Bons tempos, mesmo!
        

sábado, 3 de setembro de 2011

Poetando e pastelando

O final de tarde deste sábado, 3, foi aprazível. Participei de um sarau literário na Feira do Livro, em Joaçaba. Encontrei amigos de longa e de recente data: Jaime Teles, Bolinha Pereira, o pai dele (Raul Pereira, 94, que presenteou-me com seu livro Velhos tempos... Belos dias!, autografado - já estou lendo); o Dr. Alexandre Dittrich Buhr, autor de "A Arte do Pacificador" (indico para todos vocês);  o Davi Froza (autor de Pelados versus Peludos - uma batalha ainda não vencida e ainda Ninfas, Musas e Deusas ( não é fraco o cara);  a Mirian Dolzan e a professora Arlete, entusiastas da nossa cultura. Rolou muita ideia boa, muito papo cabeça. Parabéns por terem a coragem de realizar eventos do gênero. E a Izadora Martini nos brindou, belezamente, com algo do Fernando Pessoa. Depois  fui encontrar o Vicente (III), na Pasteca. É pastel de frango, molho da casa, salsa, tomate, azeitona, palmito e milho. E lá tem uma cartela com muitas opções e de tamanhos variáveis para que caibam em bolsos de todos os  tamanhos. Para a Mi, um bem especial, com aditivos. E, lá em Capinzal, que mata a pau é o Pastel do Zeni. Pastel pode não combinar  com poesia e história, mas  que é bom, isso não se pode negar.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Epopeia Poli(ti)fágica (Vote neu)

Modernos vendilhões, detonadores do erário
Arrumam-se à custa dos incautos e honestos
Locupletam-se, nutrem-se, verdadeiros mercenários
Cordeiros disfarçados, lobos infestos.

Lacaios, ladrões, são cada dia mais fortes
Decidem para si, sempre em causa própria
Mundanos de alma, manipuladores da sorte
Do Lúcifer tentador, são idêntica cópia...

Larápios, escusos, de anjos disfarçados
Sorrisos, acenos, tapinhas nas costas
Nos bares, nas esquinas, nos morros dobrados
Caminhões de votos é o que mais lhes importa.

Têm projetos fantásticos, de alcance social
Para os pobres as bolsas, para os outros a ilusão
Tudo visando à promoção pessoal
Mas para as coisas sérias não têm solução.

Por isso proponho, meu leal eleitor:
Vote em mim, seu incansável defensor!
Casa para todos, saúde, estradas, educação:
Tecle meu número (7) e confirme: Sou a solução!
Vote neu! Vote neu! Vote neu...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Foz do Iguaçu: Paraíso de (en)cantos

Passamos três dias em Foz do Igauçu. Uma viagem para não mais esquecer. Fomos eu e a Míriam, com um grupo da região de Joaçaba, no último final de semana, feriadão por aqui. Que maravilha. Fomos ver o que Deus fez de melhor ( e de maior) com a natureza. Maravilhamo-nos com as novas amizades. Deleitamo-nos com as belezas naturais da região mais abençoada do mundo: o contraste do natural (Cataratas do Iguaçu), com o ambiente transformado (mas não depredado) pelo homem,  (a magnífica Itaipu). Algo que todos deveriam conhecer, como o Parque das Aves, o Refúgio dos Animais, o Canal da Piracema, a organização harmônica do turismo sustentável por excelência. Lá, não se vive de discursos: a vida embala-se numa dança cadenciada por uma grande orquestra: São as águas, as matas, as aves, os animais, e o homem. As línguas e nacionalidades de tantos que estavam na Chrrascaria Rafain, na noite de sábado, num show de danças, cantos e encantos. Chineses, coreanos, japoneses, norteamericanos, chilenos, uruguaios, paraguaios,  colombianos, argentinos, e nós, brasileiros, que éramos minoria. O belo está aqui perto, não precisamos procurá-lo no exterior. Ah, e tem também a "bagunça paraguaia", aquele mundo tipo Deus-nos-acuda, em que carros e pessoas se misturam, desordenadamente, em meios às ruas, e que todas as espécies humanas buscam, ardorosamente, convencer os turistas a deixarem lá seu dinheirinho. Tudo muito louco, mas tudo muito bonito. Um autêntica Belíndia. Obrigado, Vera e Perotôni, por nos terem possibilitado isso. Adoramos as novas amizades. Um abraço especial à Sirlei e ao Adelar Casagrande, pela companhia e pelas piadas. Quanto rir, quanto divertimento. Pessoas simples, mas que sabem ajudar a viver. Obrigado à Michele e ao Daniel pelo presente. À Caroline que nos levou para tomar o ônibus. Ao Buja, que ficou cuidando da fofura Julinha. Ao Fabrício e à Luana, que ficaram até duas e meia da manhã esperando para deixar-nos em casa na madrugada chuvosa. E a todos os demais que estavam na comitiva, com quem, certamente, acabaremos nos encontrando outras vezes. Muita saúde a todos, em especial ao Zagonel e ao Wieser. Longa vida ao André (zinho) Thaller e sua frau. Um abração do Riquettão e da Mi.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Rio de todos os peixes

Rio de todos os peixes

Atrevido e valente
Sempre que a calmaria se ausente
O imponente e voraz Rio do Peixe
Desliza furiosamente...

Invade lares, prepotente
Arranca plantas portentosas
Causa avarias espantosas
Esse imperador inclemente!

Nas arenas montanhosas
Vence cada dobra, impiedoso
É um colosso vigoroso
Com suas águas belicosas...

Depois, apenas baila, mansamente
Valsa como o  canto verso de um salmo
Então, sereno, paciente e calmo
Jaz,  ali, docemente.

Rio  do Peixe, nosso venerando Senhor
Ora anjo – uma canção de acalanto
Ora intrépido,  despojado de encanto
No vale verde, é soberano gladiador!

Com seu visível poder, ou simplesmente ignoto
Deus Natural, Real Majestade
Orna o campo, enfeita a cidade
Sou teu súdito  e fiel devoto...

Rendo-te homenagem, meu rio!
A ti, com tua força imedida
Jamais, em toda a minha vida
Eu ousarei propor-te desafio...

Bem conhecemos teu enredo, tua história
E bem sabemos de tudo o que és capaz
És um guerreiro muito forte, sempre audaz
Reverenciado, dou-te medalhas e glórias.

Tu, que já foste o lago de mi ´as  pescas
Tu, que foste a raia de meu tenro nado
E serpenteias neste vale encantado
De Navegantes,  foste palco em tantas festas.

Pelo açoite do chicote  sem piedade
Peço-te, humildemente, perdão
Aceita esta breve oração
Garboso rio, Fluviosa Divindade!
PERDOA-NOS, RIO DO PEIXE!!!

Euclides Riquetti

04-08-2010

Reverdades

Eu preciso reavaliar as minhas teses
E até me aprofundar em teorias
Considerar que nos avanços há reveses
E verdades mesmo em vãs filosofias.

Preciso redescobrir o desconhecido
E, meditando, decifrar grandes enigmas
Levar em conta o fator incerto e não sabido
Quebrar costumes, rejeitar "some" paradigmas.

As verdades infindáveis são eternas
Sobrepõem-se ao tempo e ao efêmero virtual
"Stop and play" controlam máquinas modernas
"Del and save" dão o toque digital.

Mas, entre análises e métodos profanos
Reviverão  os sentimentos colossais
Não findarão, são próprios dos humanos
A sensibilidade não fenecerá jamais.

(Jamais a máquina sobrepujará os sentimentos humanos)

Euclides Riquetti
Inverno de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A busca do soneto perfeito

Desejei compor um soneto perfeito
E quem sabe chorar desatinos
Era jovem, era aquele o meu jeito
Já buscava meus alexandrinos...

Desejei tal soneto, faz tanto
Com os versos mais certos, rimados
Que em ti despertassem encanto
E marcassem os beijos roubados.

Escolhi as palavras bonitas
Acendi o meu sonho romântico
E dediquei-te as linhas escritas

Eu pus nele o ideal parnasiano
Foi poema, foi trova, foi canto
Foi a glória de um poeta espartano.

Euclides Riquetti
20-02-2010

Você é feia

Você é feia
Mas há algo em você que me anima
Você é feia
É feia, assim, desde menina.

Magricela, rosto comprido
Corpo sem nehum atrativo
Mas você me fascina.

Desejo você, ardentemente
Quero você aqui presente
Pois você me fascina
Mesmo feia, assim, desde menina!

Você cresceu
Seus olhos escuros se sobressaem em seu rosto fino
Seus cabelos, sem graça,
Dão-lhe charme desmedido.

Você cresceu feia, sem atrativos
Mas despertou em mim
A paixão pelo desconhecido...

Despertou-me os instintos
Adormecidos
Você, mesmo feia, assim, desde menina...

São tantas, tantas as qualidades que lhe faltam
Que parece uma ninguém
Em meio a tantas.

Mas alguma coisa há em você
Que me encanta, me encanta.
Não é mesmo a simpatia com que me trata
(Desiderata)

Nem há elegância em seu andar
Não há atenção para chamar.

É tão difícil entender o que se passa.
Mas, confesso, há um todo em você
Que me atrai loucamente
Que me enche de desejo
Profundamente...
Que me faz querer seus beijos
Deliciosos
Que me faz amar seus olhos
Melancólicos
Que me faz querer você, perdidamente
Apaixonadamente
Amorosamente...

Euclides Riquetti
Verão/2011

Corpos e almas que se queimam

Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...

Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...

Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...

Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na  razão
Vidas que navegam em  incertezas...


São corpos que envelhecem cedo,  cedo
São almas que levitam,  sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.

(E se vão embora!...)

Euclides Riquetti
Abril de 2011