Depois de nove meses de espera
E das três estações intermediárias
De um verão, de um outono e de um inverno
(Com divagações extraordinárias)
Volta-nos, prazenteira, a Primavera!
Vem, Primavera, com suas noites frescas me acalentar
Vem, Primavera, com seu vento suave me acariricar!
Estação dos amores e das cores
Dos pássaros felizes saindo dos ninhos
Das rosas perfumosas em ramos de espinhos
Nossa adorável Estação das Flores
Dos encantos, dos aromas, dos odores!
Vem, Primavera, com suas belas flores, vem me acalentar
Vem, Primavera, com seu céu de anil, vem me acariciar!
De setembro, por outubro e por novembro
Do contemplar de um formoso roseiral
Da expectativa dos tempos do Natal
De todos os ternos meses eu relembro
Até das manhãs ensolaradas de dezembro!
Vem, Primavera, com seus perfumes, vem me acalentar
Vem, Primavera, com seus encantos, vem me acariciar!
Euclides Riquetti
22-09-2013
22-09-2013
sábado, 21 de setembro de 2013
O valor da Amizade
Eu quero que tu sintas
Sinceramente
O valor da amizade
Que existe entre a gente.
Eu quero que tu sintas que me preocupo
E se eu tiver algumas falhas
Aqui me desculpo!
Eu quero que tu sintas
Que sou teu amigo
Que tenho um coração
Bastante afetivo.
Eu quero que tu sintas que podes confiar
Que eu sou teu companheiro
Em todo dia e lugar!
Minha amizade é como a tua
Leal, firme, verdadeira
Tem o encanto da lua
A fidelidade companheira.
Minha amizade é simples mas sincera
É amizade o ano inteiro
E tão pura como o ar... na Primavera!
Euclides Riquetti
21-09-2013
Sinceramente
O valor da amizade
Que existe entre a gente.
Eu quero que tu sintas que me preocupo
E se eu tiver algumas falhas
Aqui me desculpo!
Eu quero que tu sintas
Que sou teu amigo
Que tenho um coração
Bastante afetivo.
Eu quero que tu sintas que podes confiar
Que eu sou teu companheiro
Em todo dia e lugar!
Minha amizade é como a tua
Leal, firme, verdadeira
Tem o encanto da lua
A fidelidade companheira.
Minha amizade é simples mas sincera
É amizade o ano inteiro
E tão pura como o ar... na Primavera!
Euclides Riquetti
21-09-2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Pelo Direito de Frequentarem Escolas Especiais - APAES
Nosso Brasíl é pródigo em apresentar "planos e mais planos" para salvar seus habitantes. Sempre há alguém, algum tecnocrata, político ou burocrata "inventando" algo para que a vida da população fique melhor, para que possamos, todos, sermos mais felizes! Ah, como é bom isso!
Seria bom, sim, se cada vez que planejam impor algo respeitassem o que já existe, o que está dando certo, e o que é, realmente, melhor para a população. Mas, pelo que se tem visto, os remédios que nos são oferecidos têm, sempre, péssimos efeitos colaterais. E, um deles, é o novo Plano Nacional de Educação, que tramita no Congresso Nacional desde 2010, que passou pela Câmara, teve aprovação unânime na Comissão de Educação do Senado e se encontra na de Constituição e Justiça do mesmo desde agosto deste ano. O projeto, com a atual redação, propõe que os alunos portadores de necessidades especiais, os que hoje frequentam as Escolas de Educação Especial - as históricas APAES - passem a frequentar, até 2017, o Ensino Regular, com o que as nossas APAES serão extintas.
Ora, leitores, a legislação atual vinha no sentido de que as crianças da APAE, no que se refere à Inclusão, viessem a frequentar o Ensino Regular dentro das possibilidades e isso já acontece em Santa Catarina, onde as crianças frequentam ambas as instituições, mas que na regular têm um professor/monitor a auxiliá-las e continuam a frequentar a de Ensono Especial. Mas a Meta 4 do Plano Nacional de Educação que está sendo proposto já provocou uma chiadeira geral, pois, segundo os que o acompanham, é uma coisa "pior que a combatida PEC 37, uma vez que acabará extinguindo os recursos do MEC para as APAES, impossibilitanbdo o seu funcionamento.
Bem sabemos da importância que as APAES têm para o suporte complementar e suplementar às necessidades dos apaeanos. Ademais, elas protegem, educam e promovem o desenvolvimento de habilidades e ocupação de pessoas de todas as idades. São dotadas de equipes técnicas fabulosas, pessoas que se dedicam e dão muito carinho profissional e até pessoal a todos os que as frequentam. Dão apoio moral, psicológico e t´cnico também para os familiares dos apaeanos. E isso não pode parar de acontecer.
Em Joaçaba, tomei conhecimento pelo rádio, a exemplo de outras Câmaras Legislativas de Santa Catarina, o Vereador Juscelino Ferraz tem argumentado sobre isso junto ao Senado, obtendo, inclusive, a resposta de que o projeto não será aprovado neste Poder nos termos em que está proposto.
Esperamos que assim seja. Esperamos que aquelas pessoas que estão alojadas em muitos órgãos públicos brasileiros, em todas as esferas e poderes, maquinando soluções para todos os nossos problemas, tenham uma compreensão maior e melhor das coisas. Quando quiserem melhorar algo, que não estraguem o que está funcionando, e muito bem, a exemplo de nossas APAES de Joaçaba e Capinzal, que já prestaram e continuam prestando valioso serviço de inclusão social.
Cidadão brasileiro: Diga NÃO À Meta 4 do Plano nacional de Educação e ajude a manter as APAES atuando em favor da Inclusão.
Euclides Riquetti
20-09-2013
Seria bom, sim, se cada vez que planejam impor algo respeitassem o que já existe, o que está dando certo, e o que é, realmente, melhor para a população. Mas, pelo que se tem visto, os remédios que nos são oferecidos têm, sempre, péssimos efeitos colaterais. E, um deles, é o novo Plano Nacional de Educação, que tramita no Congresso Nacional desde 2010, que passou pela Câmara, teve aprovação unânime na Comissão de Educação do Senado e se encontra na de Constituição e Justiça do mesmo desde agosto deste ano. O projeto, com a atual redação, propõe que os alunos portadores de necessidades especiais, os que hoje frequentam as Escolas de Educação Especial - as históricas APAES - passem a frequentar, até 2017, o Ensino Regular, com o que as nossas APAES serão extintas.
Ora, leitores, a legislação atual vinha no sentido de que as crianças da APAE, no que se refere à Inclusão, viessem a frequentar o Ensino Regular dentro das possibilidades e isso já acontece em Santa Catarina, onde as crianças frequentam ambas as instituições, mas que na regular têm um professor/monitor a auxiliá-las e continuam a frequentar a de Ensono Especial. Mas a Meta 4 do Plano Nacional de Educação que está sendo proposto já provocou uma chiadeira geral, pois, segundo os que o acompanham, é uma coisa "pior que a combatida PEC 37, uma vez que acabará extinguindo os recursos do MEC para as APAES, impossibilitanbdo o seu funcionamento.
Bem sabemos da importância que as APAES têm para o suporte complementar e suplementar às necessidades dos apaeanos. Ademais, elas protegem, educam e promovem o desenvolvimento de habilidades e ocupação de pessoas de todas as idades. São dotadas de equipes técnicas fabulosas, pessoas que se dedicam e dão muito carinho profissional e até pessoal a todos os que as frequentam. Dão apoio moral, psicológico e t´cnico também para os familiares dos apaeanos. E isso não pode parar de acontecer.
Em Joaçaba, tomei conhecimento pelo rádio, a exemplo de outras Câmaras Legislativas de Santa Catarina, o Vereador Juscelino Ferraz tem argumentado sobre isso junto ao Senado, obtendo, inclusive, a resposta de que o projeto não será aprovado neste Poder nos termos em que está proposto.
Esperamos que assim seja. Esperamos que aquelas pessoas que estão alojadas em muitos órgãos públicos brasileiros, em todas as esferas e poderes, maquinando soluções para todos os nossos problemas, tenham uma compreensão maior e melhor das coisas. Quando quiserem melhorar algo, que não estraguem o que está funcionando, e muito bem, a exemplo de nossas APAES de Joaçaba e Capinzal, que já prestaram e continuam prestando valioso serviço de inclusão social.
Cidadão brasileiro: Diga NÃO À Meta 4 do Plano nacional de Educação e ajude a manter as APAES atuando em favor da Inclusão.
Euclides Riquetti
20-09-2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O Amílcar, os Embargos Infringentes e as Novelas
Liga-me, indignado, o Amílcar. "Riquetto, tchó, tu vio? Aquele Ministro Sérgio de Mello votô pra que os Mensalero num vão pra cadeia! Ma que cosa, Riquetto?!"
Falei que vira na internet a notícia e até relatei no meu facebook, mas que não era Sérgio, era Celso o nome do Ministro do Supremo. E que eu já imaginava que isso ia acontecer, porque ele já votou nesse sentido no passado, que até falei para o amigo lá do Porto, o Osvaldo Bet, meu compadre, que isso ia ser assim. Que agora foi sorteado um ministro para ser o relator de um novo processo, que vai apreciar os recursos e toda a situação, e que esse Ministro, o Luíz Fux, é aqui de Faxinal dos Guedes, aqui pertinho, na ida para Chapecó. Que ele havia votado contra os embargos, mas que agora tudo pode acontecer, porque vai ter muita protelação, muitas chicanas, que vamos demorar a ver o julgamento, que provavelmente, até lá, alguns desses acusados nem mais estejam vivos quando isso acontecer.
Isso tudo só aumentou a indignação do Amílcar, porque ele achava que tudo ia ser diferente. Pergntei-lhe como havia passado desde nosso encontro em General Carneiro, há um mês. Disse que está tudo bem, só que têm aparecido "uns frio" a mais, que pensava que o tempo ia ficar melhor, com menos chuva e mais sol. Então ele me explicou aquela situação de que "geada em cima de barro é chuva" , que é um ditado que os italianos aqui do Sul usam para dizer que, depois das chuvas, se vier uma geada, a chuva volta. Falei-lhe que vamos ter um fim de semana muito chuvoso aqui em Joaçaba. Perguntei-lhe sobre a patroa, disse-me que ela continua pegando no pé dele porque de vez em quando desaparece para jogar um "isnuque".
Perguntei-lhe se ainda assiste a novelas e disse-me que sim, mas veio com uma história muito hilária, que me fez rir muito: "Olha, Riquetto, na sextafera pensei em assistir o último capítolo da Flor do Caribe e na hora tava na casa da sogra que a patroa foi lá levá uns anholine pra ela por num brodo. Deu seis e poco e eu ficava olhando pra televisón e nada de ela ligá. Tava já muinto ansioso, sentado numa carega e olhando pra ela num armário do lado da geladera. E nada de a sogra ligá o apareio. Inté que ela foi lá e abrio e puxô o vidro e num é que ele se abrio? E botô um copo de leite drento e apertô dois botón e acendeu uma luiz e teve uns baruio de uma cosa arrodiando e saiu de lá um copo de leite fervendo despois de um minuto. Achei tudo muinto esquisito e intón me explicô que aquele era um forno de eletricidade, que disse que se chamava microonda. E eu isperando que ligasse pra vê o último capítolo da novela!... Ah, ma nun aguentei e fui na sala e tinha uma Tevê véia daquela que eu sabia ligá e consegui vê a novela do Caribe"... Magine, um forno bem ingual de uma televisón!...
Perguntei-lhe o que achou do final da novela e ele disse que se decepcionou, porque achava que o Alberto tinha que pagar pelas maldades que fez e isso não aconteceu. "Foi masomeno como o julgamento do Mensalón: o dootorzinho num foi pra cadeia, o Hélio, aquele bandido, ficô numa boa, inté ficô com una manorada, só o véio Dionízio que foi pra cadeia, mais por una questón do istrangero, ele era um nazista de marca maió. Se fosse por una questón brasilera, nem aquele ia preso! E tu vai vê que na otra novela, aquela Amora, bem bonitinha mais muinto ordinária, vive aprontando e nem vai acontecê nada cum ela quando a novele terminá, nem co Félice, da novela que vem despois, que é um baita dum mentiroso, um criminoso. Só dón mal exempio pras criança!
E nosso papo foi longo, mais uma vez. Ainda bem, que temos o Infinity-pré! Se não fosse assim, haja conta de telefone!
Euclides Riquetti
19-09-2013
Falei que vira na internet a notícia e até relatei no meu facebook, mas que não era Sérgio, era Celso o nome do Ministro do Supremo. E que eu já imaginava que isso ia acontecer, porque ele já votou nesse sentido no passado, que até falei para o amigo lá do Porto, o Osvaldo Bet, meu compadre, que isso ia ser assim. Que agora foi sorteado um ministro para ser o relator de um novo processo, que vai apreciar os recursos e toda a situação, e que esse Ministro, o Luíz Fux, é aqui de Faxinal dos Guedes, aqui pertinho, na ida para Chapecó. Que ele havia votado contra os embargos, mas que agora tudo pode acontecer, porque vai ter muita protelação, muitas chicanas, que vamos demorar a ver o julgamento, que provavelmente, até lá, alguns desses acusados nem mais estejam vivos quando isso acontecer.
Isso tudo só aumentou a indignação do Amílcar, porque ele achava que tudo ia ser diferente. Pergntei-lhe como havia passado desde nosso encontro em General Carneiro, há um mês. Disse que está tudo bem, só que têm aparecido "uns frio" a mais, que pensava que o tempo ia ficar melhor, com menos chuva e mais sol. Então ele me explicou aquela situação de que "geada em cima de barro é chuva" , que é um ditado que os italianos aqui do Sul usam para dizer que, depois das chuvas, se vier uma geada, a chuva volta. Falei-lhe que vamos ter um fim de semana muito chuvoso aqui em Joaçaba. Perguntei-lhe sobre a patroa, disse-me que ela continua pegando no pé dele porque de vez em quando desaparece para jogar um "isnuque".
Perguntei-lhe se ainda assiste a novelas e disse-me que sim, mas veio com uma história muito hilária, que me fez rir muito: "Olha, Riquetto, na sextafera pensei em assistir o último capítolo da Flor do Caribe e na hora tava na casa da sogra que a patroa foi lá levá uns anholine pra ela por num brodo. Deu seis e poco e eu ficava olhando pra televisón e nada de ela ligá. Tava já muinto ansioso, sentado numa carega e olhando pra ela num armário do lado da geladera. E nada de a sogra ligá o apareio. Inté que ela foi lá e abrio e puxô o vidro e num é que ele se abrio? E botô um copo de leite drento e apertô dois botón e acendeu uma luiz e teve uns baruio de uma cosa arrodiando e saiu de lá um copo de leite fervendo despois de um minuto. Achei tudo muinto esquisito e intón me explicô que aquele era um forno de eletricidade, que disse que se chamava microonda. E eu isperando que ligasse pra vê o último capítolo da novela!... Ah, ma nun aguentei e fui na sala e tinha uma Tevê véia daquela que eu sabia ligá e consegui vê a novela do Caribe"... Magine, um forno bem ingual de uma televisón!...
Perguntei-lhe o que achou do final da novela e ele disse que se decepcionou, porque achava que o Alberto tinha que pagar pelas maldades que fez e isso não aconteceu. "Foi masomeno como o julgamento do Mensalón: o dootorzinho num foi pra cadeia, o Hélio, aquele bandido, ficô numa boa, inté ficô com una manorada, só o véio Dionízio que foi pra cadeia, mais por una questón do istrangero, ele era um nazista de marca maió. Se fosse por una questón brasilera, nem aquele ia preso! E tu vai vê que na otra novela, aquela Amora, bem bonitinha mais muinto ordinária, vive aprontando e nem vai acontecê nada cum ela quando a novele terminá, nem co Félice, da novela que vem despois, que é um baita dum mentiroso, um criminoso. Só dón mal exempio pras criança!
E nosso papo foi longo, mais uma vez. Ainda bem, que temos o Infinity-pré! Se não fosse assim, haja conta de telefone!
Euclides Riquetti
19-09-2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
O "Parque Calçadão" da Praia do Oi!
Você já ouviu falar sobre a "Praia do Oi!"? - Poi bem, ela existe e está aqui pertinho de nós, um pouco mais de 400 Km distante de minha casa. Por que "do OI!?" Ora, porque, dizem meus amigos, que na Meia Praia, em Itapema, quando você anda pelas ruas e pelo comércio, sempre encontra algum conterrâneo, algum conhecido. E isso me aconteceu em todas as vezes que fui para lá. Em todas elas, acabei encontrando colegas de trabalho e amigos que eu nem imaginava que lá estivessem. O pessoal está tão habituado a frequentar que, quando resolve, se manda pra lá. Fiz isso na semana passada.
A simpática e charmosa Itapema, que conheci quando minhas filhas eram ainda bebês, é uma das que mais me surpreenderam em termos de evolução na infraestrutura de recreação e conforto para o turista, e isso tem nome: O Parque Calçadão de Itapema, na orla marítima do Bairro Meia Praia, com mais de 5 Km de extensão. Num primeiro momento, o leitor que não conhece aquela cidade pode imaginar que seja um parque convencional como os demais, com muitas árvores antigas, muitos pássaros, animais e lagos. Não, não tem nada disso! É um parque urbanizado, com no máximo 10 metros de largura, implantado entre os prédios e as areias do mar de Itapema. Mas é algo fantástico em termos de urbanismo para o lazer.
Iniciado o projeto em 2008, com recursos do próprio município, constitui-se numa faixa alongada de "bem-estar", sendo que comporta uma dupla pista para ciclistas, ( em que também as pessoas fazem cooper), em pavimentação com paver bordô, e uma pista para caminhadas. Entre ambas, uma faixa de gramado verde, onde estão assentados os postes (de belíssima arquitetura), para iluminação pública. Outra faixa de gramado situa-se entre a pista de ciclismo e os prédios. Depois, a partir dos sete metros, uma vegetação de restinga bem identificada, separando o empreendimento das areias da praia. Cidade com sistema de águas e esgotos (privatizados), que evitam a poluição das águas ou geração de locais impróprios para banhos de mar. Academias ao ar livre, cancha de bochas, opções para exercícios físicos e recreação também.
Ainda, no espaço das restingas, foram plantadas centenas e centenas de palmeiras, compondo um cenário exuberante. Deques, escadas, muros de contenção, tudo confeccionado com madeira de eucalipto tratada, completam a beleza da paisagem que tem como pano de fundo.... o mar! O belo mar da meia Praia!
Ora, essa cidade de cerca de 50 mil habitantes, que deve receber outros 700 mil nesta temporada, é o lugar certo, hoje, para pessoas que desejam ter qualidade de vida irem morar. Portanto, se você, amigo leitor do Brasil ou dos outros países que me pretigiam com sua leitura diária, ainda não conhece, procure conhecer nossa belíssima Itapema. Só pelo seu "Parque Calçadão", já vale a pena. Parabéns aos seus idealizadores! Sabemos que houve resistência dos setores especulativos da cidade quando de sua implantação, mas a perseverança do Prefeito Sabino deixou-nos uma herança que deve ser comemorada.
Mas, sobretudo, o que mais nos encanta na composição do cenário de esplendor são as pessoas. Gente bonita, de todas as idades, mulheres saradas, elegantes, muito bem cuidadas, que desfilam pelas areias ou pelo calçadão, que frequentam os restaurantes ou lojas, que se estendem ao sol com seus óculos de belíssimo design, sorrisos Colgatte, Oral B ou Sensodine, mas todos muito lindos, corpos que mostram que Deus foi "mais generoso" na sua formatação!
Ah, para confirmar que lá é, mesmo, a praia do Oi!, vai aí: Na primeira manhã que saímos para caminhar, antes das sete horas, quem encontramos? - Ora, o Juca Parizoto, meu vizinho, e sua esposa Neuzete. Há apenas um muro a separar minha casa da dele, aqui em Joaçaba. Fui para o aniversário de minha sogra, Dona Ana. E ele para o aniversário de seu cunhado, Waldemar Katschor, que foi meu vizinho aqui em Joaçaba. Haja coincidência!
Euclides Riquetti
18-09-2013
A simpática e charmosa Itapema, que conheci quando minhas filhas eram ainda bebês, é uma das que mais me surpreenderam em termos de evolução na infraestrutura de recreação e conforto para o turista, e isso tem nome: O Parque Calçadão de Itapema, na orla marítima do Bairro Meia Praia, com mais de 5 Km de extensão. Num primeiro momento, o leitor que não conhece aquela cidade pode imaginar que seja um parque convencional como os demais, com muitas árvores antigas, muitos pássaros, animais e lagos. Não, não tem nada disso! É um parque urbanizado, com no máximo 10 metros de largura, implantado entre os prédios e as areias do mar de Itapema. Mas é algo fantástico em termos de urbanismo para o lazer.
Iniciado o projeto em 2008, com recursos do próprio município, constitui-se numa faixa alongada de "bem-estar", sendo que comporta uma dupla pista para ciclistas, ( em que também as pessoas fazem cooper), em pavimentação com paver bordô, e uma pista para caminhadas. Entre ambas, uma faixa de gramado verde, onde estão assentados os postes (de belíssima arquitetura), para iluminação pública. Outra faixa de gramado situa-se entre a pista de ciclismo e os prédios. Depois, a partir dos sete metros, uma vegetação de restinga bem identificada, separando o empreendimento das areias da praia. Cidade com sistema de águas e esgotos (privatizados), que evitam a poluição das águas ou geração de locais impróprios para banhos de mar. Academias ao ar livre, cancha de bochas, opções para exercícios físicos e recreação também.
Ainda, no espaço das restingas, foram plantadas centenas e centenas de palmeiras, compondo um cenário exuberante. Deques, escadas, muros de contenção, tudo confeccionado com madeira de eucalipto tratada, completam a beleza da paisagem que tem como pano de fundo.... o mar! O belo mar da meia Praia!
Ora, essa cidade de cerca de 50 mil habitantes, que deve receber outros 700 mil nesta temporada, é o lugar certo, hoje, para pessoas que desejam ter qualidade de vida irem morar. Portanto, se você, amigo leitor do Brasil ou dos outros países que me pretigiam com sua leitura diária, ainda não conhece, procure conhecer nossa belíssima Itapema. Só pelo seu "Parque Calçadão", já vale a pena. Parabéns aos seus idealizadores! Sabemos que houve resistência dos setores especulativos da cidade quando de sua implantação, mas a perseverança do Prefeito Sabino deixou-nos uma herança que deve ser comemorada.
Mas, sobretudo, o que mais nos encanta na composição do cenário de esplendor são as pessoas. Gente bonita, de todas as idades, mulheres saradas, elegantes, muito bem cuidadas, que desfilam pelas areias ou pelo calçadão, que frequentam os restaurantes ou lojas, que se estendem ao sol com seus óculos de belíssimo design, sorrisos Colgatte, Oral B ou Sensodine, mas todos muito lindos, corpos que mostram que Deus foi "mais generoso" na sua formatação!
Ah, para confirmar que lá é, mesmo, a praia do Oi!, vai aí: Na primeira manhã que saímos para caminhar, antes das sete horas, quem encontramos? - Ora, o Juca Parizoto, meu vizinho, e sua esposa Neuzete. Há apenas um muro a separar minha casa da dele, aqui em Joaçaba. Fui para o aniversário de minha sogra, Dona Ana. E ele para o aniversário de seu cunhado, Waldemar Katschor, que foi meu vizinho aqui em Joaçaba. Haja coincidência!
Euclides Riquetti
18-09-2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
O mar colossal
O mar é colossal
Move-se em suas ondulações francas
Gera e extingue as espumas brancas
De água e de sal.
O mar é imenso e colossal
É um oceano de águas turbulentas
Que balamça as mais doces emoções
Que se quebram nas ondas que chegam lentas
Aos pés, corpos, peles, almas e corações.
O mar que me traz dos tempos de criança
As mais ternas lembranças
É o mar de todas as idades.
O mar que nos manda a brisa generosa
É aquele que embala a alma esperançosa
E que nos faz sentir saudades... saudades... saudades!
Euclides Riquetti
17-09-2013
Move-se em suas ondulações francas
Gera e extingue as espumas brancas
De água e de sal.
O mar é imenso e colossal
É um oceano de águas turbulentas
Que balamça as mais doces emoções
Que se quebram nas ondas que chegam lentas
Aos pés, corpos, peles, almas e corações.
O mar que me traz dos tempos de criança
As mais ternas lembranças
É o mar de todas as idades.
O mar que nos manda a brisa generosa
É aquele que embala a alma esperançosa
E que nos faz sentir saudades... saudades... saudades!
Euclides Riquetti
17-09-2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Sentirei saudades, sim!
Sentirei saudades, sim, sentimento forte
Saudades de amor, de desejos, de vontades
Sentirei saudades, sim, de seus olhos encantadores
E até de suas roupas multicores
Ah, sim, sentirei muitas, muitas saudades!
Sentirei saudades, sim, de seu lábios saborosos
E até me encantarei com sua vaidade
E, embora sejamos dois sonhadores ( de sonhos tão gostosos...)
Há em nosso caminho uma realidade:
A realidade de sentir saudade!
Ah, saudades que nos punem e ao mesmo tempo nos animam
Ah, saudades que nos confundem e que nos dominam
Saudades que são apenas saudades, nada mais
Saudades que quem eu não me esquecerei jamais:
De ti!
Euclides Riquetti
16-09-2013
Saudades de amor, de desejos, de vontades
Sentirei saudades, sim, de seus olhos encantadores
E até de suas roupas multicores
Ah, sim, sentirei muitas, muitas saudades!
Sentirei saudades, sim, de seu lábios saborosos
E até me encantarei com sua vaidade
E, embora sejamos dois sonhadores ( de sonhos tão gostosos...)
Há em nosso caminho uma realidade:
A realidade de sentir saudade!
Ah, saudades que nos punem e ao mesmo tempo nos animam
Ah, saudades que nos confundem e que nos dominam
Saudades que são apenas saudades, nada mais
Saudades que quem eu não me esquecerei jamais:
De ti!
Euclides Riquetti
16-09-2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Laços de Amizade
Laços de amizade
Constroem-se lentamente
Solidamente
Se houver reciprocidade...
Não se escolhe com quem
Mas tem que haver lealdade
Acontecerem com espotaneidade
Os laços de amizade.
Laços de amizade imorredoura
Que se consolidam no dia a dia
Que nos dão mais alegria
E uma amizade duradoura.
Eles acontecem pela confiança
Pela mútua solidariedade
No enfrentar das adversidades
Com a mão amiga que se alcança.
Amizade verdadeira
Amizade sincera
Amizade verdadeira
A amizade que eu quero
Quero sempre
Sim...
Quero!
Euclides Riquetti
15-09-2013
Constroem-se lentamente
Solidamente
Se houver reciprocidade...
Não se escolhe com quem
Mas tem que haver lealdade
Acontecerem com espotaneidade
Os laços de amizade.
Laços de amizade imorredoura
Que se consolidam no dia a dia
Que nos dão mais alegria
E uma amizade duradoura.
Eles acontecem pela confiança
Pela mútua solidariedade
No enfrentar das adversidades
Com a mão amiga que se alcança.
Amizade verdadeira
Amizade sincera
Amizade verdadeira
A amizade que eu quero
Quero sempre
Sim...
Quero!
Euclides Riquetti
15-09-2013
sábado, 14 de setembro de 2013
Sobre um Pioneiro do Oeste Catarinense
Já me referi ao cidadão José Waldomiro Silva, que nasceu no interior de Campos Novos, em 21 de junho de 1902, na fazenda do avô paterno, Jordão Francisco da Silva. Silva é um exemplo de pessoa simples, que deu a volta por cima, que podemos considerar um vencedor, com méritos. Um menino de fibra, que tornou-se um homem de fibra, um líder incontestável. Exerceu, em sua vida, mais de uma dezena de ocupações. O menino que, aos 12 anos, ajudava a defender o povoado de Rio Capinzal empunhando uma Winchester 44, mesmo pobre, conseguiu, pela sua maneira simples a carismática de ser, eleger-se duas vezes prefeito de Joaçaba e duas vezes Deputado Estadual. Mas sua biografia vale mais pela maneira como conduziu sua vida simples mas de sucesso do que pela carreira política.
Aos sete anos mudou-se para as proximidades do Rio Pelotas, poróximo da hoje Zortea e em 1910 a família foi para Rio Uruguai, ali próximo de Marcelino Ramos. Acompanhou a chegada da linha férrea, sendo que seu pai vendia carne para os trabalhadores da mesma. Ficaram pobres depois que revolucionários que vinham do Rio Grande do Sul passaram pela propriedade da família e saquearam seus bens. Viu a construção da ponte sobre o Rio Uruguai, ligando Santa catarina ao Rio Grande, em Marcelino Ramos.
Em seu livro, "O Oeste Catyarinense - Memórias de um Pioneiro", ele conta toda a história de sua vida, com riqueza de detalhes sobre a construção da estrada-de-ferro, a enchente de 1911, o assalto ao trem pagador pelo grupo liderado por Zeca Vacariano e Manoel Francisco Vieira. Em 1912 foi morar em São João do Triunfo (Paraná), voltando, em 1914, aos 12 anos, para Rio Capinzal.
Sobre essa época, faz uma minunciosa descrição do centro de Capinzal e dos acontecimentos de então, sobre os conflitos entre os revoltosos do Contestado e os homens da madeireira Lumber. Conta sobre o acampamento de 500 soldados de uma Força Federal que ficaram acampados nas proximidades da estação Férrea de Rio Capinzal, para guarnecê-la, na época. Interessante é saber que, naquele tempo, a área situada à margem esquerda do Rio do Peixe, chamada Rio Capinzal era ligada por uma balsa de Afonsinho da Silva à do lado direito, o então Distrito de Abelardo Luz, onde havia somente a rua central povoada, e hoje se localiza a cidade de Ouro, que pertencia ao Paraná, enquanto que a outra, Rio Capinzal, pertencia a Santa Catarina.
Vale muito a pena conhecer as descrições e narrações de José Waldomiro Silva, pois foi uma testemunha presencial dos conflitos em nossa região contestada.
Das descrições em seu livro, citarei uma que julgo importante para todo o capinzalense conhecer, às páginas 21 e 22: "O nome de Rio Capinzal se originou do seguinte fato: Segundo voz corrente na época, o fazendeiro-proprietário das terras de Capinzalo, de nome Antônio Lopes, cuja fazenda de campos e matos fazia fundos com o Rio do peixe na barra do rio que levou o nome de Capinzal. Para fazer pastagens e invernar suas criações, fez grande desmatação à margem do Rio do peixe, da barra do lajeado ali existente, acima e, depois da queima, semeou capim melado ou capim gordura, cuja semente trouxe de São Paulo, para onde viajava seguidamente com tropas de muares que vendia em Itapetininga, tendo assim formado uma grande pastagem (capinzal)"
Em 1917, quando da criação e instalação de Cruzeiro, no povoado de Limeira (hoje Joaçaba), eles foram morar ali, onde exerceu diversos ofícios, inclusive o de balseiro. Em 1921, morou em Rio do Peixe (Piratuba), depois em Irani, e voltando para Limeira 9Joaçaba), ao final de 1924 para exercer a função de Escrivão de Paz. No ano seguinte, foi para Itá como cartorário, voltando a Limeira em 1927.
Em suas memórias, José Waldomiro Silva fala da Revolução de 1930, da Construção da Ponte Emílio Baungharten, entre Joaçaba e Herval, sobre a passagens dos comboios de trem, sobre a fundação do Clube 10 de maio, de Joaçaba, sobre a morte do pioneiro de Treze Tílias Andreas Thaler, sobre a fundação do Município de Concórdia, o Tiro de Guerra, a enchente de 1951, e outros fatos marcantes.
Em 1947, já aposentado, foi morar em Ponta Grossa, mas foi convidado a voltar a Joaçaba para concorrer a Prefeito, tendo sido derrotado por oscar Rodrigues da Nova. Fez sua campanha montado em lombo de cavas emprestados pelos seus correligionários, visitando as fazendas de Herciliópolis e Irani.
Novamente candidato, foi eleito Prefeito de Joaçaba, assumindo em 31 de janeiro de 1951, ficando até 1954, ano em que se elegeu Deputado estadual, sendo o mais votado do Estado, reelegendo-se em 1958. E, em 1960, elegeu-se novamente Prefeito de Joaçaba, vencendo ao jovem Paulo Stuart Wright por uma diferença de apenas 9 votos. Ao final da década de 1960 foi morar em Florianópolis e em 1987 lançou o seu livro de memórias.
José Waldomiro Silva foi propriamente um cigano. Nas cidades onde morou frequentou escolas do antigo primário, mas sua evolução na escrita veio em razão de tê-la praticado muito na atividades cartoriais. Seu livro de memórias nos traz muitas informações valiosas, incluisive citando os nomes dos primeiros moradores dos povoados onde residiu. Vale a pena ler!
Euclides Riquetti
14-09-2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Palavras certas
Palavras certas podem ser apenas palavras
Se estaticamente colocadas, linearmente dispostas
Mas, quando escritas ou faladas
Na conformidade em que são pronunciadas
Ferem, matam, pelo peito, pelas costas...
Palavras podem ser amargas como o fel
Por-nos em caminhos tortos, sem dar-nos um norte
Mas também doces, assim como o mel
Ter tons de azul, de rosa ou pastel
Ou terem a cor negra da temível morte.
Palavras jogadas ao vento
Perdem-se no firmamento
E não voltam mais.
Mas palavras certas, com destino certo
Não importa onde, não importa quais
Se o teu coração estiver por perto
Tu não as esquecerás jamais!
Euclides Riquetti
13-09-2013
Se estaticamente colocadas, linearmente dispostas
Mas, quando escritas ou faladas
Na conformidade em que são pronunciadas
Ferem, matam, pelo peito, pelas costas...
Palavras podem ser amargas como o fel
Por-nos em caminhos tortos, sem dar-nos um norte
Mas também doces, assim como o mel
Ter tons de azul, de rosa ou pastel
Ou terem a cor negra da temível morte.
Palavras jogadas ao vento
Perdem-se no firmamento
E não voltam mais.
Mas palavras certas, com destino certo
Não importa onde, não importa quais
Se o teu coração estiver por perto
Tu não as esquecerás jamais!
Euclides Riquetti
13-09-2013
Abre a janela (Eu te amo!)
Abre a janela e olha pro céu
(Eu te amo)
Abre a janela e vê o sol
(Sim, eu te amo)
Fecha os olhos e vê as estrelas
(Ah, sim, como eu te amo)
Fecha os olhos e vê as rosas amarelas
(Sinta que, realmente, eu te amo).
Abre o teu coração e sente que o amor existe
(Percebe que eu te amo)
Abre teus braços e me abraça com toda a paixão
(Claro que eu te amo!)
Traze teus lábios para perto dos meus
(E veja que muito eu te amo)
Quero sentir o calor dos beijos teus
(Eu te amo, eu te amo, eu te amo!)
Euclides Riquetti
12-09-2013
(Eu te amo)
Abre a janela e vê o sol
(Sim, eu te amo)
Fecha os olhos e vê as estrelas
(Ah, sim, como eu te amo)
Fecha os olhos e vê as rosas amarelas
(Sinta que, realmente, eu te amo).
Abre o teu coração e sente que o amor existe
(Percebe que eu te amo)
Abre teus braços e me abraça com toda a paixão
(Claro que eu te amo!)
Traze teus lábios para perto dos meus
(E veja que muito eu te amo)
Quero sentir o calor dos beijos teus
(Eu te amo, eu te amo, eu te amo!)
Euclides Riquetti
12-09-2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Ler com o coração
Ver com os olhos, mas ler com o coração
Saber entender, compreender
Mais do que simplesmente ler
Mergulhar na leitura com paixão!
Sentir as frases inteiras, as palavras isoladas
E achegar-se, sutilmente, nos significados
Mergulhar em todos os monossílabos articulados
Perceber todas as sílabas pronunciadas!
Ler, sim, com a leitura da paixão ardente
Navegar os pensamentos nas ondas do ar
No mundo dos encantos, dos poemas, mergulhar
Lavar com a chuva fria a alma da gente!
Ler com o coração o que está no âmago do outro ser
Tentar sentir do sangue das veias a quentura
Banir a presença de qualquer amargura
E contemplar com os olhos a beleza que se pode ver.
Ler com emoção
Ler com paixão
Ler com o coração!
Euclides Riquetti
11-09-2013
Saber entender, compreender
Mais do que simplesmente ler
Mergulhar na leitura com paixão!
Sentir as frases inteiras, as palavras isoladas
E achegar-se, sutilmente, nos significados
Mergulhar em todos os monossílabos articulados
Perceber todas as sílabas pronunciadas!
Ler, sim, com a leitura da paixão ardente
Navegar os pensamentos nas ondas do ar
No mundo dos encantos, dos poemas, mergulhar
Lavar com a chuva fria a alma da gente!
Ler com o coração o que está no âmago do outro ser
Tentar sentir do sangue das veias a quentura
Banir a presença de qualquer amargura
E contemplar com os olhos a beleza que se pode ver.
Ler com emoção
Ler com paixão
Ler com o coração!
Euclides Riquetti
11-09-2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
A perda do Vitor Savaris
O primeiro dia da semana veio com o sol emanando energias altamente positivas em seus raios dourados. A temperatura estava agradável e as pessoas se animavam na ida à escola, ao trabalho, ou simplesmente na prazenteira caminhada pelas ruas do Parque e Jardim Ouro. Mas a harmonia da tarde foi quebrada por uma notícia indesejável, mas real... e era alterada toda a rotina tão costumeira ali em Ouro.
Pela meia tarde ligaram-me vários amigos, em sequência, para informar-me que o nosso amigo Vítor Savaris tinha falecido. Lamentei muito, pois convivi com ele os últimos 16 anos, tendo-o como colega na atividade pública. Adversários que fomos, tornamo-nos companheiros de jornadas desde 1996. E fomos criando laços de amizade muito fortes. Entendíamo-nos muito bem, nutríamos um forte respeito mútuo.
Conheci o Savaris nos tempos em que lecionei e trabalhei em Zortea, a partir de 1977, quando este era ainda um Distrito de Campos Novos. A família dos Savaris (o Nono Selvino e a Nona Amélia), pais do Vítor, moravam ali perto, no Pouso Alto, nas margens do Rio Pelotas. Tinham atividades agropecuárias e um areial. Exerciam forte liderança na comunidade, gostavam de política e de futebol. Eram gremistas fanáticos, todos eles. Até tinham um time de futebol, o Grêmio de Pouso Alto. E ele, magro e muito alto, era atacante pelo lado esquerdo, corria muito. Marquei-o em alguns jogos nos tempos de aspirante do Grêmio Esportivo Lírio. Na verdade, éramos dois magricelos e ambos muito corredores. Na época já dava para perceber que ele era gente muito boa.
Em março de 1980 voltei a morar em Ouro e, um ano depois, ele também foi lá residir, no Bairro Parque e Jardim Ouro. Não havia sequer 50 famílias ainda por lá. Hojé é o mais populoso daquela cidade. Com forte liderança na Capela São João Batista e no clube de futebol local, foi-se tornando muito conhecido. Lecionei para seus filhos, os quais eram muito educados e dóceis. Recebiam do Vítor e da Nilda um alto padrão de educação familiar.
Savaris chegou a ser vereador e ocupou o cargo de Secretário Municipal de Transportes e Obras nas administrações dos prefeitos Sérgio Durigon, José Camilo Pastore e Neri Luiz Miqueloto. Conhecia todos os cantos do território do Município e era muito dado com todos os colegas de trabalho. Em 2012 concorreu a Vice-prefeito mas não obteve o resultado que esperava. Pouco tempo depois, foi acometido por doença muito grave, que ceifou sua vida nesta segunda-feira.
Menos de 60 anos, aposentado há um ano, jovem para os tempos atuais, uma pessoa de grande vitalidade, mas que teve muitos abalos em sua vida. E acabou não resistindo à doença, infelizmente.
Na última vez que conversei com ele, estava muito animado, disse-me que tinha ido com os irmãos ver um jogo do seu Grêmio em Porto Alegre, na nova Arena do Clube. Acreditava que iria melhorar, poder curtir a família, ter muitos netos... Mas isso não foi possível!
Resta-nos guardar dele as boas lembranças do futebol, dos churrascos, da amizade e lealdade no trabalho. Posso asseverar, em qualquer situação, que ele foi um grande amigo... Resta-me rezar a Deus para que lhe dê a Felicidade Eterna, no Reino de Sua Glória! Fique bem, amigo Savaris!
Euclides Riquetti
10-09-2013
Pela meia tarde ligaram-me vários amigos, em sequência, para informar-me que o nosso amigo Vítor Savaris tinha falecido. Lamentei muito, pois convivi com ele os últimos 16 anos, tendo-o como colega na atividade pública. Adversários que fomos, tornamo-nos companheiros de jornadas desde 1996. E fomos criando laços de amizade muito fortes. Entendíamo-nos muito bem, nutríamos um forte respeito mútuo.
Conheci o Savaris nos tempos em que lecionei e trabalhei em Zortea, a partir de 1977, quando este era ainda um Distrito de Campos Novos. A família dos Savaris (o Nono Selvino e a Nona Amélia), pais do Vítor, moravam ali perto, no Pouso Alto, nas margens do Rio Pelotas. Tinham atividades agropecuárias e um areial. Exerciam forte liderança na comunidade, gostavam de política e de futebol. Eram gremistas fanáticos, todos eles. Até tinham um time de futebol, o Grêmio de Pouso Alto. E ele, magro e muito alto, era atacante pelo lado esquerdo, corria muito. Marquei-o em alguns jogos nos tempos de aspirante do Grêmio Esportivo Lírio. Na verdade, éramos dois magricelos e ambos muito corredores. Na época já dava para perceber que ele era gente muito boa.
Em março de 1980 voltei a morar em Ouro e, um ano depois, ele também foi lá residir, no Bairro Parque e Jardim Ouro. Não havia sequer 50 famílias ainda por lá. Hojé é o mais populoso daquela cidade. Com forte liderança na Capela São João Batista e no clube de futebol local, foi-se tornando muito conhecido. Lecionei para seus filhos, os quais eram muito educados e dóceis. Recebiam do Vítor e da Nilda um alto padrão de educação familiar.
Savaris chegou a ser vereador e ocupou o cargo de Secretário Municipal de Transportes e Obras nas administrações dos prefeitos Sérgio Durigon, José Camilo Pastore e Neri Luiz Miqueloto. Conhecia todos os cantos do território do Município e era muito dado com todos os colegas de trabalho. Em 2012 concorreu a Vice-prefeito mas não obteve o resultado que esperava. Pouco tempo depois, foi acometido por doença muito grave, que ceifou sua vida nesta segunda-feira.
Menos de 60 anos, aposentado há um ano, jovem para os tempos atuais, uma pessoa de grande vitalidade, mas que teve muitos abalos em sua vida. E acabou não resistindo à doença, infelizmente.
Na última vez que conversei com ele, estava muito animado, disse-me que tinha ido com os irmãos ver um jogo do seu Grêmio em Porto Alegre, na nova Arena do Clube. Acreditava que iria melhorar, poder curtir a família, ter muitos netos... Mas isso não foi possível!
Resta-nos guardar dele as boas lembranças do futebol, dos churrascos, da amizade e lealdade no trabalho. Posso asseverar, em qualquer situação, que ele foi um grande amigo... Resta-me rezar a Deus para que lhe dê a Felicidade Eterna, no Reino de Sua Glória! Fique bem, amigo Savaris!
Euclides Riquetti
10-09-2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Vai, leva contigo
Vai, leva contigo o perfume que me contagiou
Vai andar pelos caminhos que escolheste e que traçaste.
Vai, leva contigo as lembranças do que se passou
Vai, relembrar, sozinha, o que em ti guardaste.
Vai, vai-te econder nos vales ou montanhas
Ou refugiar-te em ti, só tu e teus pensamentos
E, mesmo que tuas atitudes me pareçam estranhas
Compreenderei que te movem os sentimentos...
Vai, mas por mais distante que te possas esconder
Não deixarás de lembrar de meus saudosos versos
De todos aqueles que eu pude te escrever.
Vai, mas onde estiveres, lembra-te de de mim
Pois guardo para ti todos todos os meus afetos
Tudo o que eu sinto em mim, eu guardo para ti!
Euclides Riquetti
09-09-2013
Vai andar pelos caminhos que escolheste e que traçaste.
Vai, leva contigo as lembranças do que se passou
Vai, relembrar, sozinha, o que em ti guardaste.
Vai, vai-te econder nos vales ou montanhas
Ou refugiar-te em ti, só tu e teus pensamentos
E, mesmo que tuas atitudes me pareçam estranhas
Compreenderei que te movem os sentimentos...
Vai, mas por mais distante que te possas esconder
Não deixarás de lembrar de meus saudosos versos
De todos aqueles que eu pude te escrever.
Vai, mas onde estiveres, lembra-te de de mim
Pois guardo para ti todos todos os meus afetos
Tudo o que eu sinto em mim, eu guardo para ti!
Euclides Riquetti
09-09-2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Enquanto trotam, silentes, os cavalos da noite...
Enquanto os cavalos da noite trotam silentes
As estrelas se espaçam no céu para o seu cintilar
Os ventos frescos lufam nas árvores contentes
Energizadas pela dócil fluidez do ar!
Sob os telhados e os brancos lençóis de algodão
As almas se encostam dentro dos corpos aquecidos
(O tímido luar dissipa a forte escuridão)
E os amantes se escondem com seus instintos adormecidos.
As vozes e as melodias que nos são trazidas nos ruídos do vento
Nos dão recados que brotam dos corações desalentados
Nos trazem as dores, as angústias e o lamento
Dos seres deprimidos, tristes e abandonados.
E enquanto trotam, silentes, os cavalos da noite
Que vagam libertos do malvado açoite
Para onde vão as almas, elas e seus pecados?
Ah! As almas se acomodam em seus corpos pecadores
E esperam os raios do sol, do dia os salvadores
Aop encontro do destino que lhes foi traçado!
Euclides Riquetti
08-09-2013
As estrelas se espaçam no céu para o seu cintilar
Os ventos frescos lufam nas árvores contentes
Energizadas pela dócil fluidez do ar!
Sob os telhados e os brancos lençóis de algodão
As almas se encostam dentro dos corpos aquecidos
(O tímido luar dissipa a forte escuridão)
E os amantes se escondem com seus instintos adormecidos.
As vozes e as melodias que nos são trazidas nos ruídos do vento
Nos dão recados que brotam dos corações desalentados
Nos trazem as dores, as angústias e o lamento
Dos seres deprimidos, tristes e abandonados.
E enquanto trotam, silentes, os cavalos da noite
Que vagam libertos do malvado açoite
Para onde vão as almas, elas e seus pecados?
Ah! As almas se acomodam em seus corpos pecadores
E esperam os raios do sol, do dia os salvadores
Aop encontro do destino que lhes foi traçado!
Euclides Riquetti
08-09-2013
Assinar:
Postagens (Atom)