sábado, 9 de maio de 2015

Mãe

Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.

Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.

Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.

Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.

Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.

Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.

Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.

Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.

Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.

Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.

Euclides Riquetti

Pra dizer que eu te amo

Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti
07-05-2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Brincadeiras de Criança - (Palestrando no SESC Joaçaba)

          Na terça, 05, a convite da Coordenadora Liliana Demarchi, fui bater um papinho gostoso com crianças dos Projetos Educativos do SESC em Joaçaba, onde também sou aluno. Havia uma motivação especial em palestrar para os alunos 46 alunos das professoras Fabiula e Danieli: ia recontar experiências que vivi em minha infância, relatar sobre as brincadeiras que costumávamos fazer naqueles tempos difíceis, mas não menos divertidos do que agora, vividos em Capinzal e Ouro, minha terra natal.
          As crianças estavam com os olhinhos acesos, muito bem postados, educados, atentos: disciplinados! E, como é bom poder fazer interação com crianças que gostam de ouvir as histórias que temos pra contar. Costumo introduzir minhas conversas com uma historinha descontraída e, em no máximo 1 minuto, há quem já esteja levantando o dedinho para fazer perguntas. Na verdade, à medida que a gente vai mencionando fatos, eles vão ligando-os com outros de sua vivência. A maioria das "brincadeiras de criança" não são mais praticadas, uma vez que elas foram sendo substituídas por jogos eletrônicos, coisas de seus brinquedos "importados", dos computadores e dos celulares.
          A ideia do pessoal do SESC em revivenciar experiências de outras épocas e trazê-las à luz os alunos tem forte apelo pedagógico e merece nosso apoio. Iniciei mostrando-lhes um bilboquê, aquele brinquedo de madeira que consistia em uma espécie de campânula maciça, com um furo, ligada por um cordão a um pino, também de madeira, que, após movimentos de habilidade, deve introduzir-se à peça maior. Fiz alguns "pontos" e contei-lhes que, na minha adolescência, na época do Mater Dolorum e do Padre Anchieta, em Capinzal, ou nas brincadeiras da Rua da Cadeia, em Ouro, todos tínhamos o hábito de jogar com o dito brinquedo. Também levei uma bolinha de borracha e desenhei no quadro como jogávamos os "tacos", ou "betes" com as casinhas (forquilhas de galhos de plantas), naqueles tempos memoráveis. Todos os alunos já jogaram peteca e alguns já sabem até como fazê-las.
          Alguns já conheciam ambos os brinquedos. Até tentaram praticar o jogo do bilboquê, mas isso não é coisa que se aprende assim tão facilmente: requer treino e dedicação. No meu tempo de adolescência,  havia exímios bilboqueiros, como o Aldemir Costenaro (o Gauchino), Ézio Andrioni ( o Bijujinha) e o Antoninho Carleto (o Volpatinho).
          Também lhes relatei sobre as brincadeiras de Tarzan, com os cipós,  as Cinco Marias, a Gata Cega, o Esconde-esconde, Carrinhos de Rolimãs (Taca-le pau, Marco Véio!), Pingue-pongue, Bolicas de Vidro, Bonecas de Porcelana e de Panos, Balanços com Cordas, Jogo de Pular Cordas, Canoas de Butiá ou Palmeiras deslizando em gramados de potreiros, Bolas de Meias, Brincadeiras de Guerra com índios e soldados, Caçador, e muitas outras.
          Pude constatar que boa parte deles já ouviu falar dessas brincadeiras. Os seus avôs e avós, pais, ou mesmo tios, lhes falaram ou ensinaram sobre elas. Alguns vovôs já fizeram brinquedos assim para eles. No andar da carruagem, todos eles deram depoimentos e me fizeram perguntas ou relataram sobre o que aprenderam com as pessoas mais velhas. Têm entendimento de que as pessoas se divertiam, antigamente, mesmo não tendo os brinquedos que temos hoje.
          Posso asseverar que a experiência foi excelente e a amizade travada com eles foi recíproca. Nesta tarde, quando eu saí de minha aula, encontrei-os no corredor e me cobraram quando é que eu ia escrever a crônica sobre isso.
          Pois aqui está o relato. E foi uma alegria tê-los conhecido e podido compartilhar com eles minhas experiências.

          Grande abraço em todos os amigos do SESC Joaçaba.

Euclides Riquetti
06-05-2015

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Desenhei teu coração na areia

Maio - mês da mãe, da noiva, da mulher...

Fria manhã cinzenta de maio
Mês da mãe, da noiva, da mulher
Manhã que inspira o desejo da noite
Da cama, do lençol, de alguém que se quer...

Fria manhã dos pensamentos perdidos
Dos sentimentos doridos
Do amor escondido
Do olhar proibido!

Fria manhã das almas confusas
Das palavras difusas
Das mensagens escusas...

Fria manhã do encontro casual
Do olhar fatal
Do tratamento legal!

Bom dia!!!
Com muita alegria
Com carinho, amor, nostalgia...


Euclides Riquetti

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fragmentos poéticos


           Primeiro canto
Preciso roubar um beijo teu
Por isso eu quero estar perto de ti
Quero que tu sintas o beijo meu
Quero te sentir, sentir, sentir...

             Segundo canto
Beijar-te-ei com ardor, eternamente
Perder-me-ei  em ti,  perdidamente
E em ti me inspirarei para compor
Por ti exaltarei o meu amor
Para  ti escreverei por hoje e sempre...

             Terceiro canto
Sonhei contigo, sonhei , sonhei,  amei
Sonhei  contigo, amei,  sonhei, sonhei
Sonhei contigo, nas noites em que as estrelas adormeceram...
E nas noites em que elas reviveram:
Sonhei contigo, sonhei, amei, sonhei!...

               Último canto
Há uma cumplicidade entre nós dois
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade

Euclides Riquetti

domingo, 3 de maio de 2015

O Terceiro Encontro da Família Richetti em Paraí

          Nossa Família Richetti (Ricchetti, Riquetti, Riqueti e agregados), reuniu-se, pela terceira vez, em Paraí, no Rio Grande do Sul, neste final de semana, dias 01 e 02 de maio de 2015. Foi uma festa belíssima que nos foi proporcionada pelos primos "Richetti", descendentes do nono Paschoale Richetti e da nona Maria Margherita Corona, italianos que aportaram no litoral gaúcho e se fixaram na Serra Gaúcha, em Caxias do Sul,  no início do terceiro quarto do século XIX. Tiveram como filhos Benjamino, Justina, Júlia, Felipe, Albertina, Frederico, Maria Agnese, Eugênio Josue, Guerino Santo (que não é o meu pai, é tio dele).   Quase um século e meio de vida brasileira, com seus descendentes espalhando-se, no ínicio do Século XX,  pelo Oeste de Santa Catarina, depois pelo Paraná e, em seguida, por muitos estados brasileiros e mesmo pelo exterior, na Europa e nas Américas.

          Relatos nos dão conta de que nosso bisnono  Paschoale naseu em 18 de abril de 1843, em Cesiomaggiore, na Itália, e faleceu em 18 de abril de 1910, tendo chegado em Caxias do Sul provavelmente em 18 de janeiro de 1877.

           Falantes, sorridentes, carismáticos, gostam de uma alegre cantoria e de um bom vinho. E foi em clima de alegria,  desde a sexta à tarde, quando fomos recebidos pelo primo Celso Richetti no salão paroquial da Igreja Matriz de Paraí, até o fim de tarde de domingo. Uma deliciosa sopa de anholini,  com vinho Cabernet Sauvignon produzido pelos Irmãos Richetti, de Linha São Luiz, Paraí, "esquentaram" a noite. Filhos de Severino Richetti e outros nos animaram com sua cantoria. Jantamos, eu e meu irmão Hiroito, com o pessoal do Tio Vitalle, de Capinzal e Ouro,  sendo uma alegria revermos a turma, capitaneada pelo Sérgio "Van Johnson", o Riqueti da Churrascaria, de Capinzal.

          Hospedados no Hotel Katedral, já ali reencontramos a turma de Cascavel, pouco mais de 4 dezenas de Richettis & Riquettis. Divertidos e simpáticos, já foram nos provocando a sediarmos  a "Quarta Richettada",  em Capinzal e Ouro, o que foi confirmado na tarde de sábado. Nossa turma assumiu o compromisso de editarmos a festa por aqui em dois anos. Vamos nos organizar , sob a coordenação do primo Maicon, para que nossos parentes possam divertirem-se muito bem aqui também, em 2017.

          A celebração da Santa Missa foi muito bonita. Igreja cheia, com dois celebrantes, ofertório e cantos bem arranjados e entoados, equipe litúrgica bem preparada, o brasão da família diante do altar, as bandeiras das delegações postadas nos mastros ao lado do altar. Irmã Gentila Richetti, uma pessoa simpaticíssima, conduziu a imagem de Nossa Senhora pelo corredor central, colocando-a no altar. Foi um momento de muita emoção, que nos contagiou a todos.

         Após a missa, a foto oficial do Terceiro encontro da Família Richetti, na escadaria diante da Igreja. Mais de 500 Richettis participaram do evento, muito bem organizado pela Comissão Organizadora local. Conversamos muito com primos e primas, vimos o tio Victório, 88 anos,  se reencontrar com seu primo João, o Joanim, filho do Egídio, 85 anos, casado com Madalena Canali, moradores de Paraí.  São  os dois mais idosos que restam dos descendentes de Paschoale. Uma motivação a mais vermos ambos se reencontrando.

         Após o almoço,  foram apresentadas mídias com a historia da família, uma performance do humorista Edgar Maróstica e ainda danças pelo grupo CTG lços da Amizade, que nos brindou com coreografias perfeitas.

          Participar do Terceiro Encontro da Família Richetti foi uma grande alegria. Conheci muitos primos, conversei com pessoas de todas as idades, revi alguns que eu não via há muito tempo, conheci um pouco mais de nossa História, algumas cidades da região de Paraí,  onde moram muitos de meus primos, em que se concentra a maioria dos descendentes de meu bisnono Paschoale.

          Obrigado, primos, pela receptividade e pela organização do evento. E que Deus lhes dê muita saúde para que possamos nos reencontrar muitas e muitas vezes ainda.

         Carinhoso abraço em todos!

Euclides Riquetti
03-05-2015


         

Quando a lua prateada voltar

Quando a lua cheia de novo chegar
Para por romance nos corações dos namorados
E voltar-nos o seu  brilho lunar prateado
Estarei esperando por seus olhos encantados
Que me fazem viver, sentir, respirar...

Quando, solitário,  eu ouço a suave sinfonia
Da natureza que repousa abençoada
Que me cobre com seu manto sagrado
E eu olho para a imensidão estrelada
Sou arrebatado por tênue nostalgia.

Ah, doce sensibilidade de poeta
Vem me confortar com sua inspiração
Vem me animar a alma e o coração
Vem trazer-me a palavra certa
Que me faz rimar amor com paixão.

Vem ensinar-me a esperar
A lua prateada  voltar!
 
Euclides Riquetti

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Há algo que brilha em ti

Há algo que brilha dentro de ti
E que vem até mim:
Inexplicável
Bonito
Adorável!

Há um transbordar de sorrisos
Um exalar de alegria
Sonhos antigos
Que nos dão nostalgia.

Uma saudade agradável
Numa manhã chuvosa
Um sentimento afável
Uma pele cheirosa
Num corpo saudável
Uma alma deliciosa...

Que vêm de ti
E que chegam a mim.
E que me contagiam suavemente
Envolvem minha alma
Meu corpo
Minha mente!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Segundo Encontro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel - PR

            Estivemos em Cascavel neste sábado. Não poderíamos, jamais, deixar de participar do Segundo Encontro da Família Richetti, que é organizado pelos primos filhos dos meus tios Marcelino e César, irmãos de meu pai, Guerino. Estavam lá muitos dos Richetti, Ricchetti e Riquetti. Do Sul, do Centro-oeste e do Paraguai.  Em Cascavel e região, reside a maioria dos filhos dos tios Marcelino e César, irmãos de meu pai.

          Os do Tio Marcelino eram originários de Rio Pardo, interior de Campos Novos e para lá se dirigiram há uns 50 anos. São pioneiros no bairro Nova Cidade, onde ajudaram a fundar e erigir a Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Iniciaram-se nas atividades de marcenaria, passaram a produzir carrocerias de caminhões e, com o passar dos anos, a descendência numerosa foi diversificando auas atividades e ocupações, mas mantendo-se unidos enquanto família. Os filhos do Tio César e da  Tia Rosina (Baretta), no bairro São Paulo, desenvolveram serviços em oficina mecânica e fornecimento de peças de reposição para veículos automotores.  Nossos primos criaram sólidas raízes na cidade.

          No sábado, fui um dos primeiros a chegar, antes das sete horas, sendo recebido pelo primo Alceu. Logo depois chegou a Cristiane, veio toda arrumada, já havia, como ela mesmo disse, ido ao salão arrumar o cabelo e fazer maquiagem, queria estar bem na foto.  Postei-me à entrada e fui cumprimentando os que chegavam. O Primo Jaime, uma liderança familiar e cultural  incontestável, a Rosane, com seus filhos, o José Luiz, de Campo Grande, MS, dos Richetti de Paraí, o casal Nestor e Iracema, de Porto Alegre. Depois a Neiva Scalsavara com seu marido italiano Alessando,  e o menino Lorenzo. A Vero com a Eduarda, o Luciano e o Claudinei; o Celso, liderando a turma de Paraí. E fui reconhecendo alguns como o Giovane (marido da Cris) e a menina Brendha;  a Marinês e o Guisti, que no ano passado nos brindaram com suas danças; o primo Nilvo, o Juvelino, a Dilma e todos os outros, impossível enumerar. O Orlando Surdi com a prima Deonilda e os filhos também muito simpáticos e solícitos.
         
          Depois do café, a belíssima celebração da Santa Missa, com a participação do Tio Victório, a esposa e a Tânia, e os primos Sérgio, Nilson Maicon, de Ouro e Capinzal. Revi a Monalysa com o Samir e a Valentina, mais a prima Adiles, que vieram de Florianópolis. Foram  muitos abraços, belas lembranças que ficarão em minha mente para sempre. Na missa, comentada pela Rosane, os jovens tocando e entoando belas canções. Emoção em ouvir "Nossa Senhora", aquela canção do Roberto Carlos. A entrada apoteótica, com três meninas, a Eduarda e as duas meninas Dartora, numa bela coreografia, seguidas de uma família de imigrantes italianos, depois um grupo de parentes vestindo a camiseta do evento, na cor branca e com mangas curtas em vermelho e verde, as cores da Itália. E o Medalhão símbolo, confeccionado em couro, tudo muito harmônico. Cerca de 50 pessoas no cortejo coreografado, uma árvore com os nomes dos Richettis já falecidos. Tudo muito emocionante e bem organizado, as letras das canções em dois telões.

         Ao meio-dia o almoço, com um delicioso costelão no cardápio e, à tarde, a programação cultural, esta simplesmente espetacular. Uma encenação intercalada com diversas performances de dois grupos elegantemente trajados,  em suas vestimentas com características da imigração italiana, apresentando danças muito bem coreografadas. Na abertura, o Jonathan, filho do primo Jânio, surpreendeu a todos ao chamar a manorada Amanda, entregando-lhe uma flor e pedindo-a em casamento. Pedido feito, pedido aceito.  Isso emocionou muito os presentes, pois foi um gesto muito romântico de parte dele, uma forte demonstração de seu amor por ela.

          Na sequência, após as apresentações, um show musical com o Jurandi e um companheiro dele, de Lacerdópolis e  o Rodriguez, casado com uma da família, professor em Curitiba, que manda bem numa acordeona e nas canções nativistas.  Uma programação bem organizada, tudo perfeito, bonito. alegre. Uma confraternização muito autêntica, singela, belíssima, contagiante. Agora, já escolhido o local do próximo encontro: Paraí, RS. Estaremos lá, certamente!

          A hospitalidade desse pessoal de Cascavel é extraordinária. A dedicação deles em organizar tudo direitinho merece nosso aplauso e agradecimento. Alías, quero agradecer ao primo Juvelino pos nos ter conduzido à Rodoviária para a volta.

Um grande abraço em todos e que venha o Terceiro Encontro dos Richetti, Ricchetti, Riquetti e agragados, em Paraí!

Euclides Riquetti
17-11-2013

(Primeiro) Encontro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel -PR

Encontro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel

          Participamos, neste feriadão, do Primeiro Econtro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel, Paraná. Foi uma experiência emocionante e renovadora para mim. Fiquei sabendo que  iria acontecer há três semanas, quando estava em viagem de férias pelo litoral catarinense e minha decisão de participar  deu-se na mesma hora. Meu primo Jaime Richetti havia ligado para minha filha, Caroline, e ela informou-me sobre isso. 

         Viajamos na sexta-feira, 12, bem cedinho, e logo após o meio-dia, chegamos a Casavel, aquela progressista e bela cidade do Grande Oeste Paranaense. À tardinha fui ao local do Encontro, o salão de festas da Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, localizada nas proximidades da Rodovia BR 277, na saída para Curitiba. Os descendentes de meu tio, Marcelino Richetti, foram os pioneiros daquele ponto de Cascavel, onde iniciaram uma empresa e até hoje a maioria ali reside. Dos filhos dele, o Hilário e o Alcides deixaram seus entes e moram no Céu. É uma turma numerosa e a ideia de se realizar a festa veio justamente da Dilma, uma das filhas, e foi abraçada pelos filhos do Tio César que ali residem, no Parque São Paulo, o Jaime, o Juvelino e o Jânio. E recebemos muita atenção da Vero. Mas o time organizador estava muito forte e o evento teve um nível de organização excelente, tanto que, em 2013, vai-se repetir na mesma cidade.

          Na chegada, encontrei muitos dos meus primos, de diversos graus, com os quais fui- me entrosando. Dentre eles estava o Dirceu, marido da Célia, o Alao, o Carlinhos, nosso fogueteiro e marido da Everly, o Geovani Fabian, marido da Cristiane. Alguns eu conhecia de redenet, como a Marinês  e  a Neiva, que casou-se com um  italiano de Veneza,  muito simpático e divertido. A Rosane, filha do Hilário e da Fiorentina, e irmã do Gilmar e do Altemio, fez o comentário na missa, em que foram homenageados a Irmã Zulmira e o tio Victório Richetti, o único  filho vivo  do Nono Frederico.

          Reencontrei o Samir Machado, marido da prima Monalysa, o Celso Richetti de Paraí, que trouxe consigo o Danilo, filho do Guerino   ( primo do Guerino meu pai ). Aliás, no meio de muitos reencontros, acabei descobrindo uma sobrinha dele, a Marli, descendente do Benjamim, e fiz a aproximação dos dois, pois nem sabiam da existência um do outro. Conheci o Ângelo Lourival Ricchetti, de Saão Paulo, escritor, de  outro ramo familiar que não o dos descendentes de Pascoal, meu bisavô, que veio de Veneza.  Conversei muito com o Reinildo Galvão, casado com uma prima, e que mora em Curitiba. E com os filhos do Surdi e da prima Deonilda, que vieram de Araucária,  com a prima Iraci Durigon, de Toledo , com a prima Adiles e outras que vieram de Florianópolis.  Reencontrei o Nilvo e o Juventino, filhos do Marcelino, meus primos com idade maior que a minha.  Conversar  e movimentar muito as mãos enquanto falamos, é uma característica presentes em todos nós.

       É claro que não poderei falar de todos os que encontrei e conheci, mas para mim foi tudo muito gratificante.

          Aconteceram apresentações arísticas que deram muito brilho à fesa, com danças típicas e até dança do ventre, com a jovem Vanessa.
          Com apenas um mês desde a idealização e a realização, o acontecimento foi marcante, e todos os que trabalharam pelo seu sucesso merecem nosso aplauso e reconhecimento sincero. Agradeço pela oportunidade de participar e conclamo a todos os que não puderam fazê-lo desta vez, que o façam no dia 12 de outubro de 2013, quando teremos o Segundo Encontro da Família Richetti.

          Uma curiosidade que percebi  na lista telefônica do Hotel: O Juvelino Riquetti é irmão de Jaime e do Jânio Richetti. Bem, eu sou Riquetti neto do Frederico Richetti, tenho parentes com pelo menos quatro  grafias distintas.

          Um grande abraço aos cerca de 300 que estavam lá, gente bonita e inteligente,  e que no próximo ano possamos reunir pelo menos uns 600. Agardeço à Marinês por ter-me mandado um e-mail bem bacana e que li ao chegar em casa.

Euclides Riquetti
14-10-2012

Os ventos que vêm do mar...


Os ventos que vêm do mar
Me trazem  os murmúrios da antiga canção
Me lembram o amor e a louca paixão
Os ventos que vêm do mar.

Os ventos que vêm do mar
Despertam sentimentos adormecidos
Instintos que  jazim  escondidos
E que voltam a se  animar.

Os ventos que sopram pro mar
Levam de volta os meus lamentos
Que se vão a velejar.

Os ventos que sopram pro mar
Levam as tristezas e os meus sofrimentos
Para me deixarem em paz.

Euclides Riquetti

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Elas, você... e o mar!

Todas as águas das chuvas da manhã airosa
Que tomam as valas, as correntes, as baixadas
E as que jorram nas fontes da natureza silenciosa
As águas santas, límpidas, por Deus abençoadas
Até as das brancuras das montanhas  sagradas
Todas elas vão para o mar...

Todas as águas que banham as areias  no verão
Trazidas pelo balanço da inconstância do oceano
E as que brotam nas campinas e na imensidão
Na paisagem harmônica do horizonte soberano
Além  do que possa medir meu imaginário humano
Todas elas vão pro mar...

Todas as que já banharam o  seu corpo escultural
Todas as que já mataram sua sede na tarde de sol
Todas as que já lavaram os pecados de minha alma
Todas aquelas que, gélidas, fazem-se em neve alva
Me impelem e animam a compor-lhe meus poemas
Me inspiram a lhe  poetar:

Elas, você... e o mar!

Euclides Riquetti
29-04-2015




terça-feira, 28 de abril de 2015

Obrigado, mãe, obrigado a todas as mães!


 

           Mãe:

          Não escreverei uma bela mensagem de amor, nem direi que a minha foi a melhor mãe do mundo. Apenas direi que a perdi há treze anos, tão logo entramos no novo milênio. E que ela me deu boa educação e ajudou-me nos momentos mais difíceis. Vibrou quando nasceram minhas filhas e meu filho. Chorou quando perdemos meu pai e meu irmão. Comemorou comigo as minhas vitórias e chorou comigo os meus reveses. Foi minha mãe, foi o que um filho pode esperar dela. E sei que sempre morei em seu coração!

          Mas, nesta data tão especial, fico a lembrar daquelas mães que perderam seus filhos, contrariando a lógica de que são os filhos que devem enterrar os pais. Rezo por elas porque sei o quanto sofreram com as perdas que não podem ser compensadas por serem definitivas. Rezo por elas e sempre que posso lhes manifesto meu afeto, carinho e  meu sentimento humano.  Mas sei que, apesar de tudo, elas não esquecem jamais dos filhos que geraram, amaram e perderam.

          Rezo para aquelas que foram mãe e pai, pois perderam o companheiro  e tiveram que dar conta de prover seus filhos de educação, instrução e sustento. E por aquelas cujos filhos foram para longe dizendo que voltariam e que se esqueceram de voltar...

          Rezo também para que meus filhos e os dos outros pais possam ter-nos por muito tempo. E nós também possamos tê-los da mesma forma. E me sinto como um menino frágil que sente as coisas com o coração,  mas impossibilitado de evitar que a dor esteja presente no coração das mães.

          Rezo pelas mães jovens para que,  no mundo difícil, intolerante e constantemente mutável,  possam ter energia para cuidarem dos filhos que geraram. Rezo pelas mães que são  minhas amigas  pessoais e  virtuais que, no Dia das Mães, postam nas redes sociais  as fotos de seus amados filhos sorridentes que as deixam felizes e orgulhosas. Rezo pelas mães já avós, pois  são mães duplamente.

           Rezo! Rezo porque acredito que um Ser Supremo pode ajudar a  amenizar os sofrimentos, pode dar esperanças de que um dia todos se encontrarão novamente  e para que haja a vida eterna, quando as mães e os filhos possam estar todos juntos, um dia, no céu!

Obrigado, mãe, obrigado a todas as mães!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Apenas um céu gentil acima de ti


Há apenas um céu gentil acima de ti
Que, de dia, te cobre com lençol azulado
Que, de noite, te louva com um manto estrelado
Ou, um cenário de universo imenso e prateado
Mas que, em todas as horas, te protege e sorri...

Há campos floridos que esperam por ti
Cercados pelo verde das árvores folhadas
Das sempre-vivas amarelas, das rosas imaginadas
Onde campeiam almas sedentas de serem amadas
Onde eu campeio para encontrar teu sorriso....

Há campos floridos para adornar tua vida
Há lugares que te remetem aos tempos de infância
Que atiçam tua mente com as saudosas lembranças
Que te devolvem as mais fortes de todas as esperanças
A alegria de viver, a felicidade incontida!
Os campos floridos nunca te abandonam
Estão nas telas dos pintores, nas bucólicas paisagens
Os campos floridos te adornam e te enfeitam
Vão e voltam, nem que seja de passagem
Como aqueles que te querem, de amam, te respeitam

Como eu!

Euclides Riquetti