Deixe-me embalar seus sonhos e seu sono
Como se eu fosse uma canção de ninar
Da planta alvissareira quero ser o pomo
Que adoça seus lábios com o meu beijar...
Deixe-me cativar seu sorriso brilhante
Que tanto me seduz e me faz contente
Maroto, ousado, muito lindo e cativante
Que adorna seu rosto de adolescente...
Deixe-me compor-lhe apenas um soneto
Simples como as canções que você canta
E no seu ninho ser ao menos um graveto...
E, depois, colha de mim o que lhe agrade
Pegue pra você o que mais lhe encanta
Me pegue, me tenha, me queira, me abrace!
Euclides Riquetti
15-11-2015
sábado, 14 de novembro de 2015
Meus medos e meus segredos
Tenho medo de meus muitos medos
Não de meus segredos...
Tenho lá minhas preocupações
Vivo, intensamente, todas as emoções
Pois pra viver nunca é cedo!
Há uma fragilidade emocional
Algo que até parece banal...
Não sei se é por zelo desnecessário
Se é cuidado extraordinário
Mas só quero nosso bem, não o mal!
Conflitos, que fiquem longe de mim
Que toda a confusão tenha fim...
Prefiro o sol que doura ao céu cinza
E que nenhum raio me atinja
Que cresçam as flores no jardim!
Sou apenas um ser comum
No contexto complexo, apenas mais um
Que quer viver normalmente
Nem sei quão intensamente
Aqui, ali, e ou em lugar algum
Apenas isso...
Bem assim!
Euclides Riquetti
14-11-2015
Não de meus segredos...
Tenho lá minhas preocupações
Vivo, intensamente, todas as emoções
Pois pra viver nunca é cedo!
Há uma fragilidade emocional
Algo que até parece banal...
Não sei se é por zelo desnecessário
Se é cuidado extraordinário
Mas só quero nosso bem, não o mal!
Conflitos, que fiquem longe de mim
Que toda a confusão tenha fim...
Prefiro o sol que doura ao céu cinza
E que nenhum raio me atinja
Que cresçam as flores no jardim!
Sou apenas um ser comum
No contexto complexo, apenas mais um
Que quer viver normalmente
Nem sei quão intensamente
Aqui, ali, e ou em lugar algum
Apenas isso...
Bem assim!
Euclides Riquetti
14-11-2015
Uma folha de papel na areia..
Perdi uma folha de papel na areia
Que alguém encontrou e me devolveu sorrindo
E, a manhã que poderia tornar-se feia
Deu lugar a um indescritível horizonte infindo...
Um pedaço de papel com uma das faces em branco
O espaço ideal para um poema de teor inefável
Descrevendo venturas ou simplesmente um pranto
Uma declaração de amor ou uma mensagem amável.
E, na manhã do sorriso largo, de tanta gente bonita
As galés flutuam, deliciosamente, sobre as águas
Decorando o mar azul na sua beleza infinita.
E, enquanto eu relembro de outras manhãs como esta
Quando as horas apagam os ressentimentos e mágoas
Eu contemplo as ondas que me trazem o vendo que refresca...
Euclides Riquetti
Que alguém encontrou e me devolveu sorrindo
E, a manhã que poderia tornar-se feia
Deu lugar a um indescritível horizonte infindo...
Um pedaço de papel com uma das faces em branco
O espaço ideal para um poema de teor inefável
Descrevendo venturas ou simplesmente um pranto
Uma declaração de amor ou uma mensagem amável.
E, na manhã do sorriso largo, de tanta gente bonita
As galés flutuam, deliciosamente, sobre as águas
Decorando o mar azul na sua beleza infinita.
E, enquanto eu relembro de outras manhãs como esta
Quando as horas apagam os ressentimentos e mágoas
Eu contemplo as ondas que me trazem o vendo que refresca...
Euclides Riquetti
Rodovia Ouro/Jaborá - um sonho antigo que vem se realizando!
Neste domingo, 15 de novembro, comemoro os 27 anos de minha eleição como prefeito do município de Ouro, aqui em Santa Catarina, desmembrado de Capinzal em 1963. Fui eleito no ano de seu jubileu, 1988, 25 anos de emancipação. Eu tinha 35. Muitos sonhos... E os sonhos precisam, além de povoarem nosso pensamento, serem atiçados a tornarem-se realidade. Posso dizer que, desde 1980, quando voltei àquela cidade, depois de ter morado e estudado em Porto União da Vitória e no distrito de Zortéa (então pertencente a Campos Novos), e trabalhei como secretário do saudoso prefeito Ivo Luiz Bazzo, o grande idealizador da estrada Ouro/Jaborá, (que deverá ter seu nome), estive empenhado, juntamente com outras lideranças, para que esta se transformasse em realidade. Costumo dizer que os projetos, todos eles, não importando o seu tamanho, têm elevada importância para o bem comum. os e maior investimento são mais morosos, tanto para a concepção, quanto nos encaminhamentos e na execução. Por isso as lideranças precisam agir em conjunto, promover a necessária sinergia para que aconteçam.
A rodovia que liga Ouro e Jaborá é um sonho que se realiza, mesmo que lentamente. Não com a celeridade que imaginamos, na tarde do dia 29 de maio de 2012, quando dirigi o cerimonial, de apresentação do edital para a licitação da contratação de uma empresa para execução dos serviços de adequação do leito e pavimentação da Rodovia SC 467, para a execução de 33,6 quilômetros de extensão, em valores orçados de R$ 62,5 milhões. Duas horas depois, houve o lançamento do edital para reabilitação do trecho da SC 355, com 22,8 Km, (já asfaltado), entre Jaborá e a BR 153, em Concórdia, em valores orçados de R$ 31,1 milhões . O governador Raimundo Colombo atendia, no caso da Ouro/Jaborá, uma reivindicação de quase 40 anos...Mais de 96 milhões de investimento.
Em Ouro, o evento aconteceu no Centro de Eventos de Nossa Senhora do Caravággio, e em Jaborá no seu CTG. E, já em 22 de dezembro daquele ano, 2012, num sábado pela manhã, no mesmo local, em Ouro, Raimundo Colombo assinou a Ordem de Serviço para a pavimentação de Ouro e Jaborá em valors pós-licitatórios de R$ 52,8 milhões, sendo que a empresa vencedora do certame licitatório foi a portuguesa MonteAdriano Engenharia e Construção S/A. O prazo estabelecido e contratado para a execução foi é de 900 dias e a empreiteira se comprometeu em instalar o canteiro de obras a partir de janeiro de 2013.
Iniciadas as obras, o trecho de reabilitação de Jaborá até a BR 153, em Concórdia, teve uma razoável atuação da empreiteira contratada para aquela obra, porém, com a execução apenas parcial, esta passou a alegar que não teria como executar pelo valor contratado e abandonou o serviço. Muitos protestos dos moradores da região, pois transformou-se num trecho esburacado, que põe em risco a vida dos que a utilizam. Depois de muitas negociações e querelas, o Estado de Santa Catarina teve que realizar nova licitação, com valor maior, e a obra foi retomada há poucos meses. Passei por lá nesta semana e posso considerar o trabalho elogiável, pois estão fazendo alguns cortes laterais, possibilitando terceira faixa de rolamento e retirando algumas curvas. Conseguem trabalhar sem atrapalhar a vida dos usuários, de forma organizada. A espera, quando das "bandeirinhas vermelhas", não chega a 3 minutos. Parabéns!
O trecho da SC 467, está recebendo uma forte intervenção. Cortes e reaterros inimagináveis antes. A via foi projetada ao final da década de 1970 e sua implantação foi até o primeiro ano da de 1980. Esperamos 31 anos pelo seu asfaltamento. Nesse tempo, significativas mudanças na legislação ambiental. E aprenderam a respeitar os proprietários lindeiros. Diversas galerias "passadeiras de gado", foram introduzidas no projeto, para que os animais das propriedades cortadas possam circular entre os pastos e as aguadas do rio Leãozinho e de uma sanga em Linha Vitória e à sua montante.
Os 900 dias, (quase 30 meses...) passaram-se e a obra não foi concluída. Houve a prorrogação do contrato de execução para mais um ano. Pelas contas, a estrada deverá ficar pronta no meio do ano de 2016, pouco antes do período eleitoral. Torço para que inaugurem e que façam uma grande festa, que comemorem. Hoje, os moradores das margens e os usuários têm sofrido à beça por causa das obras, que dificultam o trânsito. A reclamação é grande. Ônibus escolares, automóveis e caminhões que transportam a produção agropecuária e insumos passam a toda a hora por ali. O tempo chuvoso atrapalha, em muito, a execução dos serviços. Porém, vai nos contemplar com uma grande safra de milho, a assim continuar.
A espera vai ser compensada. Empreendimentos já em plena atividade ao longo da via, como a Ervateira Charrua, em Santa Lúcia, e o Balneário Thermas de Ouro, a CoperOuro, e outros que estão em via de instalação, ganharão com a nova estrada. e toda a área do trecho s valorizará e estará apta a receber novas empresas. Ouro e Jaborá merecem!
Euclides Riquetti
14-11-2015
A rodovia que liga Ouro e Jaborá é um sonho que se realiza, mesmo que lentamente. Não com a celeridade que imaginamos, na tarde do dia 29 de maio de 2012, quando dirigi o cerimonial, de apresentação do edital para a licitação da contratação de uma empresa para execução dos serviços de adequação do leito e pavimentação da Rodovia SC 467, para a execução de 33,6 quilômetros de extensão, em valores orçados de R$ 62,5 milhões. Duas horas depois, houve o lançamento do edital para reabilitação do trecho da SC 355, com 22,8 Km, (já asfaltado), entre Jaborá e a BR 153, em Concórdia, em valores orçados de R$ 31,1 milhões . O governador Raimundo Colombo atendia, no caso da Ouro/Jaborá, uma reivindicação de quase 40 anos...Mais de 96 milhões de investimento.
Em Ouro, o evento aconteceu no Centro de Eventos de Nossa Senhora do Caravággio, e em Jaborá no seu CTG. E, já em 22 de dezembro daquele ano, 2012, num sábado pela manhã, no mesmo local, em Ouro, Raimundo Colombo assinou a Ordem de Serviço para a pavimentação de Ouro e Jaborá em valors pós-licitatórios de R$ 52,8 milhões, sendo que a empresa vencedora do certame licitatório foi a portuguesa MonteAdriano Engenharia e Construção S/A. O prazo estabelecido e contratado para a execução foi é de 900 dias e a empreiteira se comprometeu em instalar o canteiro de obras a partir de janeiro de 2013.
Iniciadas as obras, o trecho de reabilitação de Jaborá até a BR 153, em Concórdia, teve uma razoável atuação da empreiteira contratada para aquela obra, porém, com a execução apenas parcial, esta passou a alegar que não teria como executar pelo valor contratado e abandonou o serviço. Muitos protestos dos moradores da região, pois transformou-se num trecho esburacado, que põe em risco a vida dos que a utilizam. Depois de muitas negociações e querelas, o Estado de Santa Catarina teve que realizar nova licitação, com valor maior, e a obra foi retomada há poucos meses. Passei por lá nesta semana e posso considerar o trabalho elogiável, pois estão fazendo alguns cortes laterais, possibilitando terceira faixa de rolamento e retirando algumas curvas. Conseguem trabalhar sem atrapalhar a vida dos usuários, de forma organizada. A espera, quando das "bandeirinhas vermelhas", não chega a 3 minutos. Parabéns!
O trecho da SC 467, está recebendo uma forte intervenção. Cortes e reaterros inimagináveis antes. A via foi projetada ao final da década de 1970 e sua implantação foi até o primeiro ano da de 1980. Esperamos 31 anos pelo seu asfaltamento. Nesse tempo, significativas mudanças na legislação ambiental. E aprenderam a respeitar os proprietários lindeiros. Diversas galerias "passadeiras de gado", foram introduzidas no projeto, para que os animais das propriedades cortadas possam circular entre os pastos e as aguadas do rio Leãozinho e de uma sanga em Linha Vitória e à sua montante.
Os 900 dias, (quase 30 meses...) passaram-se e a obra não foi concluída. Houve a prorrogação do contrato de execução para mais um ano. Pelas contas, a estrada deverá ficar pronta no meio do ano de 2016, pouco antes do período eleitoral. Torço para que inaugurem e que façam uma grande festa, que comemorem. Hoje, os moradores das margens e os usuários têm sofrido à beça por causa das obras, que dificultam o trânsito. A reclamação é grande. Ônibus escolares, automóveis e caminhões que transportam a produção agropecuária e insumos passam a toda a hora por ali. O tempo chuvoso atrapalha, em muito, a execução dos serviços. Porém, vai nos contemplar com uma grande safra de milho, a assim continuar.
A espera vai ser compensada. Empreendimentos já em plena atividade ao longo da via, como a Ervateira Charrua, em Santa Lúcia, e o Balneário Thermas de Ouro, a CoperOuro, e outros que estão em via de instalação, ganharão com a nova estrada. e toda a área do trecho s valorizará e estará apta a receber novas empresas. Ouro e Jaborá merecem!
Euclides Riquetti
14-11-2015
Imagine-se
Imagine-se numa barca enorme
Flutuando sobre as águas do mar.
Faça de conta que ali você dorme
Sob um sol ameno a se bronzear...
E, enquanto dorme, você sonha
Com alguém que a possa querer
Com uma vida graciosa e risonha
Sem lugar para a dor e o sofrer...
Imagine-se recebendo os afagos
Que minhas mãos podem fazer
E delicie-se com os meus agrados
Perca-se nas volúpias e no prazer...
E, enquanto você absorve a energia
Que vem do mar, do sol, de mim
Comemore a luz de mais um dia e...
Beije-me com seus lábios de cetim!
Bem assim!
Euclides Riquetti
14-11-2015
Flutuando sobre as águas do mar.
Faça de conta que ali você dorme
Sob um sol ameno a se bronzear...
E, enquanto dorme, você sonha
Com alguém que a possa querer
Com uma vida graciosa e risonha
Sem lugar para a dor e o sofrer...
Imagine-se recebendo os afagos
Que minhas mãos podem fazer
E delicie-se com os meus agrados
Perca-se nas volúpias e no prazer...
E, enquanto você absorve a energia
Que vem do mar, do sol, de mim
Comemore a luz de mais um dia e...
Beije-me com seus lábios de cetim!
Bem assim!
Euclides Riquetti
14-11-2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Por qual janela?
Por qual janela devo olhar?
Pela da rua barrenta
Ou pela que me mostra o mar?
Por qual janela devo olhar?
Pela que vejo a manhã cinzenta
Ou pela que me mostra o azul celestial?
Por qual janela devo olhar?
Pela que me leva até você
Ou pela que me quer afastar?
Você é quem escolhe
Quem determina meu destino:
Se faz de mim o amado lorde
Se faz de mim um mendigo
Se me mostra um caminho nobre
Ou aquele cheio de espinhos...
Há uma janela entreaberta
Que esconde indesvendáveis mistérios
Atiça minha mente inquieta
Me afunda em mil sortilégios.
(Mas há algo que emotiva
Que me acende minha paixão
Pois detrás daquela cortina
De onde vem a doce canção
Deve estar alguém que anima
Que mexe com meu coração).
Mas... por qual janela devo olhar?
Para poder encontrar
Aquela que me faz pensar
Aquela que pode domar
Meu indefeso coração?
Euclides Riquetti
Pela da rua barrenta
Ou pela que me mostra o mar?
Por qual janela devo olhar?
Pela que vejo a manhã cinzenta
Ou pela que me mostra o azul celestial?
Por qual janela devo olhar?
Pela que me leva até você
Ou pela que me quer afastar?
Você é quem escolhe
Quem determina meu destino:
Se faz de mim o amado lorde
Se faz de mim um mendigo
Se me mostra um caminho nobre
Ou aquele cheio de espinhos...
Há uma janela entreaberta
Que esconde indesvendáveis mistérios
Atiça minha mente inquieta
Me afunda em mil sortilégios.
(Mas há algo que emotiva
Que me acende minha paixão
Pois detrás daquela cortina
De onde vem a doce canção
Deve estar alguém que anima
Que mexe com meu coração).
Mas... por qual janela devo olhar?
Para poder encontrar
Aquela que me faz pensar
Aquela que pode domar
Meu indefeso coração?
Euclides Riquetti
Desculpa-me
Desculpa-me se eu não consigo ser
Tudo aquilo que sempre esperas
Se há um dar e não há um receber
Se fogem os sonhos e as quimeras...
Desculpa-me pela minha ansiedade
Talvez bem maior que a volúpia
Talvez seja minha a fragilidade
Quando sou tomado de angústia...
Desculpa-me por não ser perfeito
Por não conseguir resolver tanto
Não sei se isso é o meu defeito...
Porém, tenho alma e sentimentos
E quando luto contra meus prantos
É porque não quero o sofrimento!
Euclides Riquetti
13-11-2015
Tudo aquilo que sempre esperas
Se há um dar e não há um receber
Se fogem os sonhos e as quimeras...
Desculpa-me pela minha ansiedade
Talvez bem maior que a volúpia
Talvez seja minha a fragilidade
Quando sou tomado de angústia...
Desculpa-me por não ser perfeito
Por não conseguir resolver tanto
Não sei se isso é o meu defeito...
Porém, tenho alma e sentimentos
E quando luto contra meus prantos
É porque não quero o sofrimento!
Euclides Riquetti
13-11-2015
Campinhos de futebol em Capinzal e Ouro - terceira parte
Já me reportei a campinhos de futebol em posts anteriores. Os campinhos foram celeiros de jogadores habilidosos no Brasil. Muitos adolescentes escolhiam os terrenos vagos nos loteamentos das cidades, arrancavam as guanxumas, roçavam os gramados mais altos com foicinha de colher trigo, tiravam umas madeiras roliças dos matos, tipo bracatingas, faziam as traves e tinham seu próprio campinho. Então, era reunir a molecada no final das tardes, sábados e domingos, e jogar bola até que o claro do dia permitisse ver a bola.
As bolas, na época, erram avermelhadas, de couro. Alguns diziam que eram de "capotão", outros de "capão". Ter uma bola de capão era um luxo. A maioria das vezes, comprada com "vaquinhas" ou alguma rifinha. Quem não era sócio da bola, só jogava se faltasse gente. Algumas já bem marrons, de tanto gastas. E todos em pés descalços, tantas vezes com as unhas do dedão do pé pretas ou arrebentadas. Tanto que, quando alguém era meio ruim de bola, chamávamos de "arranca toco". O maior patrimônio de um time era ter uma bola razoável.
Divididos os grupos, muita correria, muita gritaria, muito suor, muitos tombos, muitos dedões destroncados. Não podia jogar de sapato....Um time jogava com camisas e o outro sem, para poder identificar melhor o adversário e não dar passes errados. Para ser pênalti, não bastava fazer uma falta na área, tinha que derrubar e machucar. Se não tivesse sido machucado, não deveria ser falta, assim se tentava fazer acreditar que tivesse que ser. E, se recebesse a falta, não poderia bater, porque jogador machucado não bate falta. Umas regras que os mais espertos (ou maiores...) inventavam para levar vantagem. Gérson, o "canhotinha de ouro", de Flamengo e depois de Botafogo, ainda nem tinha gravado aquele comercial de cigarros em que dizia que gostava de levar vantagem em tudo e que acabou virando lei, a "Lei de Gérson". Tudo muito divertido!
Uma vez formamos um time, eu e o Altivir Souza, o coquiarinha, que era torcedor do Vasco, bem como seu irmão Coquiara (Ivanir) e o outro coquiarinha, o Valdir, que aqui em Joaçaba chamam de "Valdirzinho da Prefeitura". Denominamos de "Canindé", em alusão ao estádio da Portuguesa de Desportos, de São Paulo. Nosso campinho era o do qual já mencionei aqui e a sede era o porão do Demétrio Surdi, pai do Sidinei. Na sede, além de nos trocarmos para os jogos, guardávamos a bola, o apito, a bomba de encher a bola e sentávamos em tocos de lenha ou pilhas de tijolos. Cadeiras seriam artigo de luxo...
Para uniforme, compramos camisas de manga longa, de algodão, empeluciadas por dentro, brancas. A mãe de um dos jogadores assentou na gola em V e nos punhos um tecido vermelho, uma espécie de friso. Ficou bonito! Para o goleiro, uma camisa tingida de verde. Tínhamos as cores da lusa paulista nas camisas. Meias vermelhas e calções brancos, mas nada a ver com o Arabutã FC. Aliás, na época, eu era torcedor do Vasco e não do alvi-rubro. Jogar com uniforme só em jogos importantes!
Havia, em Capinzal e Ouro, pelo menos esses campinhos: No Ouro, o da família de Lúcia Ferrari Bazzo, conhecido como "Dos Bazzo", na antiga Rua do Comércio, hoje Presidente Kennedy, e o defronte ao Clube Esportivo Floresta (com piso em serragem da Marcenaria e Carpintaria São José), onde também jogavam voleibol à noite e nas tardes de sábado. Em Capinzal, o do "Morro do Pão-duro", perto da estação férrea, onde depois se construiu a Telesc. Ali, por ser uma pequena elevação, os que não podiam pagar ingresso para ver os jogos do estádio municipal, (onde hoje está a Rodoviária e a Praça Pedro Lélis da Rocha), ficavam a ver os jogos de Vasco, Arabutã, São José, Frigorífico Ouro, Operário, EGO Esporte Ginasial Olímpico), e de outros mais antigos, como o Estrela... "dono" do campinho era o saudoso "Camomila", Pedro Raimundo Hilguert, com quem jogamos bola nos tempos do Grêmio Lírio, de 1977 a 1980. Esse era craque, nos deixou ainda jovem...
Tínhamos também o do Botafogo, entre as ruas XV de Novembro e a Narciso Barison, ao lado do "picador" de carnes (açougue) da Comercial Baretta, onde jogavam vôlei masculino e feminino. O Orestes Francisco Antunes (Montanari) era o treinador deles... De vez em quando conseguíamos autorização para jogar lá, contra o pessoal do "Ameriquinha", dos Baratieri e do saudoso "Pimba" (Márcio Rodrigues). E o do "Loteamento" Santa Terezinha, ao lado do Clube Primeiro de Maio (o Mangueirão, onde se dançava nos soirées, com toca discos...). Ali jogávamos com gente das famílias Giacometti, Boff, Hannel, Oliveira e outras. De vez em quando armávamos um encreqnquinha...
Boas e saudosas lembranças dos nossos campinhos. Dos amigos, de muitos que foram embora, alguns para o céu, outros viraram vovôs, isso e aquilo. Mas, de todos, colegas ou adversários, muitas e carinhosas saudades. Boas lembranças de um joguinho esquentado e depois um banho de rio, no "Valo" ou abaixo da barragem, no rio do Peixe, ou nos fundos do Mangueirão, no Santa Terezinha.
Um carinhoso abraço aos que estão ainda "por aí" e uma oração para os que foram antes de nós.
Euclides Riquetti
13-11-2015
As bolas, na época, erram avermelhadas, de couro. Alguns diziam que eram de "capotão", outros de "capão". Ter uma bola de capão era um luxo. A maioria das vezes, comprada com "vaquinhas" ou alguma rifinha. Quem não era sócio da bola, só jogava se faltasse gente. Algumas já bem marrons, de tanto gastas. E todos em pés descalços, tantas vezes com as unhas do dedão do pé pretas ou arrebentadas. Tanto que, quando alguém era meio ruim de bola, chamávamos de "arranca toco". O maior patrimônio de um time era ter uma bola razoável.
Divididos os grupos, muita correria, muita gritaria, muito suor, muitos tombos, muitos dedões destroncados. Não podia jogar de sapato....Um time jogava com camisas e o outro sem, para poder identificar melhor o adversário e não dar passes errados. Para ser pênalti, não bastava fazer uma falta na área, tinha que derrubar e machucar. Se não tivesse sido machucado, não deveria ser falta, assim se tentava fazer acreditar que tivesse que ser. E, se recebesse a falta, não poderia bater, porque jogador machucado não bate falta. Umas regras que os mais espertos (ou maiores...) inventavam para levar vantagem. Gérson, o "canhotinha de ouro", de Flamengo e depois de Botafogo, ainda nem tinha gravado aquele comercial de cigarros em que dizia que gostava de levar vantagem em tudo e que acabou virando lei, a "Lei de Gérson". Tudo muito divertido!
Uma vez formamos um time, eu e o Altivir Souza, o coquiarinha, que era torcedor do Vasco, bem como seu irmão Coquiara (Ivanir) e o outro coquiarinha, o Valdir, que aqui em Joaçaba chamam de "Valdirzinho da Prefeitura". Denominamos de "Canindé", em alusão ao estádio da Portuguesa de Desportos, de São Paulo. Nosso campinho era o do qual já mencionei aqui e a sede era o porão do Demétrio Surdi, pai do Sidinei. Na sede, além de nos trocarmos para os jogos, guardávamos a bola, o apito, a bomba de encher a bola e sentávamos em tocos de lenha ou pilhas de tijolos. Cadeiras seriam artigo de luxo...
Para uniforme, compramos camisas de manga longa, de algodão, empeluciadas por dentro, brancas. A mãe de um dos jogadores assentou na gola em V e nos punhos um tecido vermelho, uma espécie de friso. Ficou bonito! Para o goleiro, uma camisa tingida de verde. Tínhamos as cores da lusa paulista nas camisas. Meias vermelhas e calções brancos, mas nada a ver com o Arabutã FC. Aliás, na época, eu era torcedor do Vasco e não do alvi-rubro. Jogar com uniforme só em jogos importantes!
Havia, em Capinzal e Ouro, pelo menos esses campinhos: No Ouro, o da família de Lúcia Ferrari Bazzo, conhecido como "Dos Bazzo", na antiga Rua do Comércio, hoje Presidente Kennedy, e o defronte ao Clube Esportivo Floresta (com piso em serragem da Marcenaria e Carpintaria São José), onde também jogavam voleibol à noite e nas tardes de sábado. Em Capinzal, o do "Morro do Pão-duro", perto da estação férrea, onde depois se construiu a Telesc. Ali, por ser uma pequena elevação, os que não podiam pagar ingresso para ver os jogos do estádio municipal, (onde hoje está a Rodoviária e a Praça Pedro Lélis da Rocha), ficavam a ver os jogos de Vasco, Arabutã, São José, Frigorífico Ouro, Operário, EGO Esporte Ginasial Olímpico), e de outros mais antigos, como o Estrela... "dono" do campinho era o saudoso "Camomila", Pedro Raimundo Hilguert, com quem jogamos bola nos tempos do Grêmio Lírio, de 1977 a 1980. Esse era craque, nos deixou ainda jovem...
Tínhamos também o do Botafogo, entre as ruas XV de Novembro e a Narciso Barison, ao lado do "picador" de carnes (açougue) da Comercial Baretta, onde jogavam vôlei masculino e feminino. O Orestes Francisco Antunes (Montanari) era o treinador deles... De vez em quando conseguíamos autorização para jogar lá, contra o pessoal do "Ameriquinha", dos Baratieri e do saudoso "Pimba" (Márcio Rodrigues). E o do "Loteamento" Santa Terezinha, ao lado do Clube Primeiro de Maio (o Mangueirão, onde se dançava nos soirées, com toca discos...). Ali jogávamos com gente das famílias Giacometti, Boff, Hannel, Oliveira e outras. De vez em quando armávamos um encreqnquinha...
Boas e saudosas lembranças dos nossos campinhos. Dos amigos, de muitos que foram embora, alguns para o céu, outros viraram vovôs, isso e aquilo. Mas, de todos, colegas ou adversários, muitas e carinhosas saudades. Boas lembranças de um joguinho esquentado e depois um banho de rio, no "Valo" ou abaixo da barragem, no rio do Peixe, ou nos fundos do Mangueirão, no Santa Terezinha.
Um carinhoso abraço aos que estão ainda "por aí" e uma oração para os que foram antes de nós.
Euclides Riquetti
13-11-2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Quando a chuva molhou as roseiras
Quando a chuva molhou as tuas roseiras
E as gotículas pousaram sobre a tenra folha
Os cravos bailaram, serenos, nas fileiras
Ali dispostos, solitários, sem ter quem os colha.
Jazem, felizes e exalam seu perfume masculino
A excitar o mais erótico pensamento
A mesclar-se em meio ao frescor matutino
Com seu doce aroma de encantamento.
Cravos e rosas, uma comunhão singular
Na manhã que chegou um tanto acabrunhada
Rosas e cravos, lembranças sutis a me atiçar.
Sonhos, lembranças, paixão e beleza
Na tarde que te deixa deslumbrada
Lembranças, sonhos, majestosa realeza.
Euclides Riquetti
E as gotículas pousaram sobre a tenra folha
Os cravos bailaram, serenos, nas fileiras
Ali dispostos, solitários, sem ter quem os colha.
Jazem, felizes e exalam seu perfume masculino
A excitar o mais erótico pensamento
A mesclar-se em meio ao frescor matutino
Com seu doce aroma de encantamento.
Cravos e rosas, uma comunhão singular
Na manhã que chegou um tanto acabrunhada
Rosas e cravos, lembranças sutis a me atiçar.
Sonhos, lembranças, paixão e beleza
Na tarde que te deixa deslumbrada
Lembranças, sonhos, majestosa realeza.
Euclides Riquetti
Guardo em mim o direito de sonhar
Andas em busca de algo perdido
Não tens rumo certo, és um barco já sem direção
Apenas te resta um coração partido
Um par de pés que caminham sem ter chão.
Restam-te, também, lembranças antigas
Bons e maus momentos no diário
Passagens que registram conflitos e brigas
Que podes guardar em mil chaves no armário.
Ora, cada um teu sua história, seus segredos
A tua eu bem posso imaginar
Guardas em ti tuas glórias e teus medos
E eu guardo em mim... o direito de sonhar!
Sonhar contigo
Com teus beijos
E com meu desejo:
Apenas sonhar!
Euclides Riquetti
Não tens rumo certo, és um barco já sem direção
Apenas te resta um coração partido
Um par de pés que caminham sem ter chão.
Restam-te, também, lembranças antigas
Bons e maus momentos no diário
Passagens que registram conflitos e brigas
Que podes guardar em mil chaves no armário.
Ora, cada um teu sua história, seus segredos
A tua eu bem posso imaginar
Guardas em ti tuas glórias e teus medos
E eu guardo em mim... o direito de sonhar!
Sonhar contigo
Com teus beijos
E com meu desejo:
Apenas sonhar!
Euclides Riquetti
Parque e Jardim Ouro em versos
Ao Norte da cidade de Ouro
A Família de Werner da Silva
Fundou um bairro muito nobre
Que recebeu muitas famílias
Nosso Parque e Jardim Ouro
Um lugar que muito brilha!
Sua história é de gente honrada
Honrada e batalhadora
De gente de bem é a morada
Gente honesta e trabalhadora
Uma terra abençoada
Progressista e promissora!
Quantos ali já cresceram
E viram nascer as construções
Das pessoas que ali viveram
Temos muitas recordações
Saudades dos que já morreram
A quem devoto orações!
Frarom, Peroza e Thomé
Grulke, Martins, Bonamigo
Rodrigues, Bernardi e Bonato
Proner e muitos amigos
Savaris, Lima e Mattos
Moradores muito antigos.
Precisamos também falar
Dos Zóccoli e Vilarino Dutra
E ainda nos lembrar
Dos Duarte, Faccin e Oliveira
Dos Esganzela e dos Dacás
Nesta terra hospitaleira.
Vieram depois os Córdova
Os Meneghini e os Deitos
Os Pereira e Schlindenwein
Os Chiocca e os Freitas
Mantovani e Franceschi
Os Andrioni e os Vieira.
E também dos Spadini
Com sua seriedade e respeito
Dos Rosa, Forlim e Brandini
Dos Camargo e dos Fonseca
Beviláqua, Coeli e Tidre
Vian, Schwantes e dos Baretta.
Tieppo, Minks, Crippa e Gálio
Zambon, Wulf, Frá e Franquini
Anjos, Córdova e Bazzo
Biarzi, Recalcatti e Colpani,
Rático, Storti, Toigo e Santos
Miqueloto, Silveira e Souza.
Minha homenagem aos Garcia
Aos Bassotto e aos Teixeira
Aos Forlin e Morosini
Aos César e aos Possamai
Coronetti e Filipini
Bortolli e a todos os demais.
Os Casara e os Bressan
Pastore, Correa e Chiamolera
Parisotto, Casagrande e Boz
Basei, Susin e os Durigon
Professora Ione Dambrós
E ainda Adiles Masson!
Procurei aqui saudar
Os mais antigos moradores
Os pioneiros que lutaram
E ainda os fundadores
Os primeiros que chegaram
Os verdadeiros desbravadores.
Hoje podemos nos orgulhar
Desse povo tão educado
A quem eu quero homenagear
Com esses versos rimados
Continuem a nos honrar
E sejam por Deus abençoados!
Euclides Riquetti
A Família de Werner da Silva
Fundou um bairro muito nobre
Que recebeu muitas famílias
Nosso Parque e Jardim Ouro
Um lugar que muito brilha!
Sua história é de gente honrada
Honrada e batalhadora
De gente de bem é a morada
Gente honesta e trabalhadora
Uma terra abençoada
Progressista e promissora!
Quantos ali já cresceram
E viram nascer as construções
Das pessoas que ali viveram
Temos muitas recordações
Saudades dos que já morreram
A quem devoto orações!
Frarom, Peroza e Thomé
Grulke, Martins, Bonamigo
Rodrigues, Bernardi e Bonato
Proner e muitos amigos
Savaris, Lima e Mattos
Moradores muito antigos.
Precisamos também falar
Dos Zóccoli e Vilarino Dutra
E ainda nos lembrar
Dos Duarte, Faccin e Oliveira
Dos Esganzela e dos Dacás
Nesta terra hospitaleira.
Vieram depois os Córdova
Os Meneghini e os Deitos
Os Pereira e Schlindenwein
Os Chiocca e os Freitas
Mantovani e Franceschi
Os Andrioni e os Vieira.
E também dos Spadini
Com sua seriedade e respeito
Dos Rosa, Forlim e Brandini
Dos Camargo e dos Fonseca
Beviláqua, Coeli e Tidre
Vian, Schwantes e dos Baretta.
Tieppo, Minks, Crippa e Gálio
Zambon, Wulf, Frá e Franquini
Anjos, Córdova e Bazzo
Biarzi, Recalcatti e Colpani,
Rático, Storti, Toigo e Santos
Miqueloto, Silveira e Souza.
Minha homenagem aos Garcia
Aos Bassotto e aos Teixeira
Aos Forlin e Morosini
Aos César e aos Possamai
Coronetti e Filipini
Bortolli e a todos os demais.
Os Casara e os Bressan
Pastore, Correa e Chiamolera
Parisotto, Casagrande e Boz
Basei, Susin e os Durigon
Professora Ione Dambrós
E ainda Adiles Masson!
Procurei aqui saudar
Os mais antigos moradores
Os pioneiros que lutaram
E ainda os fundadores
Os primeiros que chegaram
Os verdadeiros desbravadores.
Hoje podemos nos orgulhar
Desse povo tão educado
A quem eu quero homenagear
Com esses versos rimados
Continuem a nos honrar
E sejam por Deus abençoados!
Euclides Riquetti
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Beijo com gosto de pudim
Eu quero um beijo muito doce
Sabor melhor que de alecrim
Queria um daqueles que fosse
Só beijo com gosto de pudim...
Um beijo terno, beijo demorado
Um beijo de desejo e perdição
Beijo com carinho, com pecado
Um beijo com amor no coração.
Beijo de pudim, com caramelo
Para ver estrelas em pleno dia
Momento de amor muito singelo.
Quero ter você apenas para mim
Vivermos a paixão com alegria
Você e seu beijo gosto de pudim.
Euclides Riquetti
11-11-2015
Sabor melhor que de alecrim
Queria um daqueles que fosse
Só beijo com gosto de pudim...
Um beijo terno, beijo demorado
Um beijo de desejo e perdição
Beijo com carinho, com pecado
Um beijo com amor no coração.
Beijo de pudim, com caramelo
Para ver estrelas em pleno dia
Momento de amor muito singelo.
Quero ter você apenas para mim
Vivermos a paixão com alegria
Você e seu beijo gosto de pudim.
Euclides Riquetti
11-11-2015
A Serra do Rio do Rastro - uma verdadeira aventura
(Terceira parte do relato das aventuras nos cânions sul brasileiros)
No domingo, 08, deixamos o Hotel Sesc de Torres, RS, às 13,30. Cinco minutos depois, passamos a ponte Anita Garibaldi, sobre o Rio Mampituba, e retornamos a Santa Catarina pela cidade de Passo de Torres e, em seguida, pela BR 101. Adiante, deixamos a mesma e ingressamos no território de Morro da Fumaça, passamos ainda por Orleans e Lauro Muller, para nos dirigirmos à Serra do Rio do Rastro, tida como a "mais espetacular do Brasil e um dos locais mais bonitos do mundo. Lugar especial para o ecoturismo e o turismo de aventura. Um bioma fantástico, desfiladeiros suntuosos, quedas d´água encantadoras. Depois de subirmos cerca de 35 Km, saindo de uma altitude de apenas 18 metros em Morro da Fumaça, chegamos a Bom Jardim da Serra, onde se localiza um mirante, a 1.421 metros de altitude. Na sequência, São Joaquim, Painel e Lages...
A serra do Rio do Rastro se localiza no sul do estado de Santa Catarina, Brasil. É cortada pela rodovia SC 390 (antiga SC 458). Andar por ela, tanto no sentido Leste/Oeste (subida), do litoral em direção ao Planalto e Oeste catarinense; ou de Oeste a Leste, indo-se do Oeste e Planalto até o litoral, constitui-se numa aventura indescritível, pois a vista da serra é simplesmente espetacular. O cenário nos mostra uma estrada de cerca de 35 Km, dos quais 12 são pavimentados com concreto armado, a forma que o Governador Esperidião Amin e sua equipe encontraram para resolver o problema de ligação rodoviária entre as cidades da região. A declividade acentuada não recomendava asfaltamento. Acredito, ainda, que o fator ambiental foi favorecido pela não utilização do concreto betuminoso. A Mata Atlântica, com suas cachoeiras, com 284 curvas acentuadíssimas, sendo que em duas delas os ônibus ou caminhões, (sem terceiro eixo), são obrigados a darem marcha à ré para poder vencer as curvas, atrai turistas de todo o mundo, é sempre um desafio a ser vencido.
Não recomendo que a utilizem em dias chuvosos (para o caso tráfego de ônibus ou caminhões), nem à noite para esses tipos de veículos. A estrada é iluminada à noite, sendo a iluminação alimentada por uma usina eólica. Imaginem a beleza daqueles desfiladeiros durante a noite!
A maioria das pessoas que se encontrava conosco na excursão não conhecia a serra, ainda. De minha parte, passei por ela por três vezes antes: uma com minha família, possivelmente em 1990, voltando de uma semanada na Praia de Fora, em Palhoça, outras duas vezes, ambas na primeira metade da década de 2000, sendo uma com o amigo Prefeito Ségio Durigon e outra sozinho. E, aqueles que sentiram "fortes emoções" no acesso aos desfiladeiros do Aparados da Serra, puderam vivenciar outras bem maiores no Rio do Rastro. Mas vale a passar pela mesma e chegar ao Mirante, em Bom Jardim da Serra, e olhar para o belíssimo vale que nos mostra Lauro Muller, Orleans e Morro da Fumaça.
A viagem de retorno, iniciada após o almoço, (13,30), terminou à meia-noite, quando nosso ônibus estacionou defronte ao SESC de Joaçaba. Um passeio inesquecível que muito marcou a vida de todos os companheiros de empreitada.
Conhecer a Serra do Rio do Rastro e chegar ao mirante de Bom Retiro, onde podem ser avistados quatis que vêm comer a menos de três metros das pessoas, ou outros animais e aves, é gratificante. Respirar todo aquele ar puro, em temperaturas que podem variar ao ponto de viver-se as quatro estações do ano num mesmo dia, ora com um "fog londrino, ora com uma paisagem ensolarada deslumbrante, ou molhar-se pela neblina, admirar os diversos jardins de hortênsias azuladas, a mata verdejante, os véus de noiva, tudo isso nos faz dizer que vale a pena estar lá.
Visite-a e curta algo que se registrará para sempre em seu acervo mental das mais belas lembranças.
Euclides Riquetti
11-11-2015
"Milico" - minha personagem: Gente que faz!
Em 18 de maio de 2014, publiquei este texto homenageando uma pessoa merecedora de nosso reconhecimento. Hoje, alguém reclamou que a pista do Clube Comercial está sendo tomada pelo mato... Então, estou reprisando minha crônica. O Milico mudou-se para outra cidade, mas deixou saudades por aqui:
Conheço o "Milico" há uns três anos, acho. Descobri, nas corridas e caminhadas na Pista Olímpica do Clube Comercial, aqui em Joaçaba, que ele era meu vizinho. Quando lhe perguntei o nome, disse que era melhor que o chamasse apenas de "Milico". Era militar aposentado.
Aos poucos, fui conhecendo bem o Milico. Tornamo-nos amigos. Eu corria na velocidade que minha idade me permitia. mas ele era um maratonista, na verdade. Esquecia-se de parar. Vinha de casa correndo, continuava correndo, ia embora correndo! Algumas vezes, vinha com seu carrinho, muito simples. Logo deu para perceber que ele é uma pessoa "do bem", confiável. Dava opinião aos mais jovens, orientava. E incentivava os mais velhos a correrem, caminharem, movimentarem-se. Só isso já é algo de muito bom que faz para a comunidade joaçabense.
Quando a Pista foi abandonada, em razão de que outro "cidadão do bem", o Sr. Djalma Ouriques, parou de capinar as ervas que cresciam na borda da pista, estas cresceram muito, e o local ficou muito feio. Vieram os PARAJASC e a Prefeitura fez uma bela limpeza. Passado o verão, estavam as ervas voltando, ficando feio de novo. Mas um dia, ao chegar lá, deparo-me com metade da pista de 400 metros já limpa, livre das ervas daninhas. Aparece-me, depois, o Milico, com uma enxada, e começa a realizar uma bela de uma limpeza. Em poucos dias, tudo estava bonito de novo.
Entendo o Milico. Ele é uma pessoa que sabe da importância que uma pista de atletismo tem para uma comunidade. Os paraatletas da ARAD treinam ali. No sábado, bem cedo, estavam lá treinando, preparando-se para competir nos PARAJASC e, daqui a poucos dias, no Rio de Janeiro. Cumprimentei todos eles, mãos estendidas e abraços em todos. São pessoas maravilhosas que, em vez de queixarem-se da vida, estão lá buscando a superação de suas limitações. Admiro-os e os incentivo. Dou-lhes palavras de ânimo e estimulo-os a continuarem progredindo, derrotando as limitações. No sábado, o Milico não estava lá. Estava ali, defronte a Escola Nossa Senhora de Lurdes, 3 minutos a pé de minha casa.
Parabenizei-o pelo trabalho que faz. Disse-me que não estava ajudando a comunidade, estava ajudando a si mesmo. A si, porque seu filho estuda naquela Escola e, por conseguinte, ele e sua família são beneficiados. Com uma daquelas "forcas", retirava todas as folhas, gravetos e papéis que estavam no meio das pedras britadas. Arrancava, com as mãos, todas as ervas, e colocava numa caixa de papelão, para depois depositar na lixeira. Naquela Academia ao Ar Livre, ao lado do Ginásio de Esportes, que está depredada e ainda não ganhou o merecido piso, embora prometido ainda em 2011 pelo Poder Público, recolheu as ferragens que estavam espalhadas e empilhou-as. Quem sabe isso "inspire" a quem de dever consertar o que foi estragado e que NUNCA teve manutenção!
Há muito tempo já vinha pensando em escrever sobre o trabalho social comunitário dele. Perguntei-lhe o nome: Francisco Birajara Pires de Souza. É natural de São Sepé, região central do Rio Grande do Sul. Veio de Palhoça, onde tem sua casa. A esposa, Denise, trabalha num Banco aqui, e aguarda transferência para a Grande Florianópolis. Tem 55 anos, muita vitalidade, cabelos grisalhos, corpo de atleta. Tem um sorriso permanente e uma disposição extraordinária de ajudar os outros. Mora perto do Comercial, gosta de cachorros, por isso mesmo não quer morar em apartamentos. Faz parte da Igreja da Congregação Cristã do Brasil, localizada na Rua Frei Rogério, aqui em Joaçaba. Tem notáveis e dignos pensamentos sobre a conduta do Ser Humano. Diz que as pessoas precisam pensar mais, refletir. A pressa as leva a atitudes inconsequentes. As pessoas precisam valorizar mais a vida e respeitar o próximo. Tenho absoluta certeza de que ele pratica aquilo que prega e defende.
Admiro muito o amigão Milico. Gostaria que ficasse morando aqui em Joaçaba. Pena que os projetos dele e sua família são para outra cidade. Mas reconheço nele um cidadão honrado e do bem. Admiro-o pela maneira como vive e pelo que faz. Grande abraço e parabéns, Francisco Birajara Pires de Souza!
Euclides Riquetti
Aos poucos, fui conhecendo bem o Milico. Tornamo-nos amigos. Eu corria na velocidade que minha idade me permitia. mas ele era um maratonista, na verdade. Esquecia-se de parar. Vinha de casa correndo, continuava correndo, ia embora correndo! Algumas vezes, vinha com seu carrinho, muito simples. Logo deu para perceber que ele é uma pessoa "do bem", confiável. Dava opinião aos mais jovens, orientava. E incentivava os mais velhos a correrem, caminharem, movimentarem-se. Só isso já é algo de muito bom que faz para a comunidade joaçabense.
Quando a Pista foi abandonada, em razão de que outro "cidadão do bem", o Sr. Djalma Ouriques, parou de capinar as ervas que cresciam na borda da pista, estas cresceram muito, e o local ficou muito feio. Vieram os PARAJASC e a Prefeitura fez uma bela limpeza. Passado o verão, estavam as ervas voltando, ficando feio de novo. Mas um dia, ao chegar lá, deparo-me com metade da pista de 400 metros já limpa, livre das ervas daninhas. Aparece-me, depois, o Milico, com uma enxada, e começa a realizar uma bela de uma limpeza. Em poucos dias, tudo estava bonito de novo.
Entendo o Milico. Ele é uma pessoa que sabe da importância que uma pista de atletismo tem para uma comunidade. Os paraatletas da ARAD treinam ali. No sábado, bem cedo, estavam lá treinando, preparando-se para competir nos PARAJASC e, daqui a poucos dias, no Rio de Janeiro. Cumprimentei todos eles, mãos estendidas e abraços em todos. São pessoas maravilhosas que, em vez de queixarem-se da vida, estão lá buscando a superação de suas limitações. Admiro-os e os incentivo. Dou-lhes palavras de ânimo e estimulo-os a continuarem progredindo, derrotando as limitações. No sábado, o Milico não estava lá. Estava ali, defronte a Escola Nossa Senhora de Lurdes, 3 minutos a pé de minha casa.
Parabenizei-o pelo trabalho que faz. Disse-me que não estava ajudando a comunidade, estava ajudando a si mesmo. A si, porque seu filho estuda naquela Escola e, por conseguinte, ele e sua família são beneficiados. Com uma daquelas "forcas", retirava todas as folhas, gravetos e papéis que estavam no meio das pedras britadas. Arrancava, com as mãos, todas as ervas, e colocava numa caixa de papelão, para depois depositar na lixeira. Naquela Academia ao Ar Livre, ao lado do Ginásio de Esportes, que está depredada e ainda não ganhou o merecido piso, embora prometido ainda em 2011 pelo Poder Público, recolheu as ferragens que estavam espalhadas e empilhou-as. Quem sabe isso "inspire" a quem de dever consertar o que foi estragado e que NUNCA teve manutenção!
Há muito tempo já vinha pensando em escrever sobre o trabalho social comunitário dele. Perguntei-lhe o nome: Francisco Birajara Pires de Souza. É natural de São Sepé, região central do Rio Grande do Sul. Veio de Palhoça, onde tem sua casa. A esposa, Denise, trabalha num Banco aqui, e aguarda transferência para a Grande Florianópolis. Tem 55 anos, muita vitalidade, cabelos grisalhos, corpo de atleta. Tem um sorriso permanente e uma disposição extraordinária de ajudar os outros. Mora perto do Comercial, gosta de cachorros, por isso mesmo não quer morar em apartamentos. Faz parte da Igreja da Congregação Cristã do Brasil, localizada na Rua Frei Rogério, aqui em Joaçaba. Tem notáveis e dignos pensamentos sobre a conduta do Ser Humano. Diz que as pessoas precisam pensar mais, refletir. A pressa as leva a atitudes inconsequentes. As pessoas precisam valorizar mais a vida e respeitar o próximo. Tenho absoluta certeza de que ele pratica aquilo que prega e defende.
Admiro muito o amigão Milico. Gostaria que ficasse morando aqui em Joaçaba. Pena que os projetos dele e sua família são para outra cidade. Mas reconheço nele um cidadão honrado e do bem. Admiro-o pela maneira como vive e pelo que faz. Grande abraço e parabéns, Francisco Birajara Pires de Souza!
Euclides Riquetti
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Apenas um raio de luz
Eu queria ser apenas um raio de luz
Ou a ponta de uma estrela prateada
Ou então a nuvem branca que seduz
Em meio à manhã serena e azulada.
Eu queria ser um suave brilho solar
Ou um ventinho fresco e audacioso
Ou então um grão da areia do mar
Que acaricia o seu corpo formoso.
Eu queria escrever - lhe as canções
Para que lhes pusesse as melodias
E dividíssemos as nossas emoções.
E, mais do que o querer, eu quero
Quero me perder em mil fantasias
E isso é tudo o que eu mais espero!
Euclides Riquetti
11-11-2015
Ou a ponta de uma estrela prateada
Ou então a nuvem branca que seduz
Em meio à manhã serena e azulada.
Eu queria ser um suave brilho solar
Ou um ventinho fresco e audacioso
Ou então um grão da areia do mar
Que acaricia o seu corpo formoso.
Eu queria escrever - lhe as canções
Para que lhes pusesse as melodias
E dividíssemos as nossas emoções.
E, mais do que o querer, eu quero
Quero me perder em mil fantasias
E isso é tudo o que eu mais espero!
Euclides Riquetti
11-11-2015
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