quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Comemore cada vitória



Comemore cada vitória,  efusivamente
Mesmo acreditando que outras possam vir
Vibre com as conquistas muito intensamente
Faça com que tudo seja motivo pra sorrir.

Lamente as derrotas apenas levemente
Pois outros revezes poderão acontecer
A vida nos guarda surpresas, infelizmente
Que nos acontecem sem que as possamos prever.

Sorria  para a vida com entusiasmo e alegria
Aja sempre com equilíbrio e extrema sensatez
Sorria em cada nova semana, em cada novo dia.

E,quando as jornadas  já não forem promissoras
E o tempo lhe roubar a energia e a  altivez
Apenas plante sorrisos e colha rosas encantadoras.

Euclides Riquetti

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Importância da análise de desempenho na administração pública




Joaçaba, em primeiro plano, e Herval d ´Oeste aos fundos - cidades gêmeas - Como as demais cidades brasileiras, receberão novos administradores a partir de 01 de janeiro de 2017


       A análise de desempenho de si próprio e dos colaboradores ou servidores é uma ação de extrema importância para uma empresa, um time de futebol, uma escola, um sistema de educação ou de saúde, de uma instituição financeira. Trabalhei numa empresa organizada, nos meus tempos de universitário e mesmo depois, em que nosso desempenho era constantemente avaliado.
           Conheço bons exemplos de gestão que têm tal prática, e um deles observei na Prefeitura de Porto Alegre, quando lá estivemos, há quase uma década, para conhecer o sistema de rodízio entre os gestores dos diversos setores da administração municipal da capital gaúcha. O prefeito, do PMDB, José Fogaça, mantinha apenas duas secretarias: a de Gestão e a de Governança. E a estrutura de ação e administração se centrava em eixos temáticos. Os gestores eram avaliados por eles mesmos e, quem não correspondia às expectativas do Prefeito e dos colegas, era convidado, por estes, a deixar o cargo que ocupava. Acontecia entre servidores municipais do quadro efetivo. A competência e a dedicação são pontos fundamentais para que um funcionário ou gestor tenha boa avaliação.
       No serviço público, por aqui, isso nunca esteve na pauta prioritária da maioria das prefeituras e mesmo de alguns órgãos estaduais, lamentavelmente. E, por mais que os discursos de campanha sinalizem para a busca de uma equipe eficiente, na prática isso pouco acontece. Tenho, em mim, que a todo o cidadão deve ser dada a oportunidade de provar que é competente e merecedor e é ele mesmo que deve provar isso. E, claro, os órgãos devem ter seus avaliadores de desempenho, que podem ser compostos por duas ou três pessoas, no máximo. Se eu fosse prefeito de Joaçaba, designaria para a tarefa o Vice-prefeito Jucelino Ferraz e dois de seus secretários mais próximos, fora do quadro corporativo do Executivo. Pessoas que conhecem bem o serviço público e, razoavelmente, o municipal.  Quando eu fui Prefeito, em minha cidade, eu tinha um trio que me auxiliava nisso, gente madura, experiente, e conhecedora de seu serviço.
        Vale lembrar que, atualmente, os clubes de futebol têm seus avaliadores de desempenho. O Clube de Regatas do Flamengo tem o Rodrigo Caetano, que já esteve no Vasco e no Fluminense, e que tem múltiplas funções. Desde que saiu do Vasco, o Vasco afundou. E, desde que assumiu no Flamengo, o clube melhorou muito seu desempenho.  A Chapecoense tinha o jovem Luiz Felipe Grohs, o Pipe Grohs, de 25 anos, que perdeu a vida no desastre aéreo de Medellín. E obtinha resultados animadores.
      Mais do que belos planos de governo e bons discursos, um administrador precisa ter uma equipe competente e dedicada, desde os mais próximos até os mais humildes servidores. E a análise de desempenho permite ao gestor saber com quem pode contar e a quem deve prestigiar e valorizar enquanto servidos público.

Euclides Riquetti – Professor Aposentado e Técnico em Contabilidade

Publicado no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC
em 16-12-2016

É Natal...Venham festejar, com Santa Luzia!




Repica o sino da capela de Santa Luzia
É o Natal que vem trazendo muita alegria
O sino toca e nos convida pra comemorar
Natal é tempo de festa, de confraternizar!

O sino de bronze toca as notas musicais
E a melodia me lembra de tantos natais
O povo do Bairro vai fazer sua oração
Vai pedir pro Bom Jesus a sua proteção!

Rezam as senhoras e cantam as crianças
Pedem Paz aos homens e muita esperança
Querem o perdão, se cometeram pecados
Com Jesus no coração, sempre perdoados!

O sino nos anima para um mundo melhor
Novos tempos, novos dias, sabemos de cor
Os cantos e orações, as bênçãos e a euforia
Venham festejar, o Natal é um Santo Dia!

Venham festejar, com Santa Luzia!

Euclides Riquetti
21-12-2016








Caio Zortea - Jamais esquecer-me do amigo verdadeiro!

     



       Todos os anos, no dia 21 de dezembro, lembro-me do amigo Antônio Carlos Zortea Neto - o Caio. Conhecia-o da adolescência, quando perambulava pelas pacatas ruas de Capinzal, com os amigos de sua idade. Gostava de futsal nas quadras do Mater Dolorum e do Padre Anchieta, de teatrinhos, de brincadeiras ingênuas.  Dizem que, em casa, ajudava a cuidar dos irmãos pequenos, sabia até dar-lhes banho e trocá-los. Tinha sempre um sorrisinho discreto, de "bom menino". Esse sorriso se conservou por toda a sua vida, abreviada num acidente ocorrido na SC 303, ali onde passo todos os dias. E, em todas as vezes, lembro-me dele. A cada ano, nessa época, a paisagem de fundo se constitui pelo mesmo paredão de rochas e, acima, um milharal verdejante. Agora, muito mais verde após dias com chuvas...

           Quando voltei de União da Vitória para minha região e fui lecionar  em Duas Pontes como professor, fui convidado a trabalhar também na Zortéa Brancher, fábrica de compensados e esquadrias para os mercados nacional e internacional. O Caio era o Diretor Industrial, seu irmão Hilarinho Diretor Financeiro, o Pai Hilário Diretor Presidente, o tio Guilherme Brancher  Diretor Florestal, o primo Lourenço Diretor Comercial, o primo Aníbal Diretor Administrativo.

          Era muito fácil lidar com o Caio, uma figura humana extraordinária. Sempre fora  assim,  perdera a mãe ainda criança,  buscava nas pessoas a compreensão e o carinho. Tinha um Zoológico particular, com muitos animais. Não era de ostentações, tinha uma bela e elegante namorada, a Vera, que costumo chamar de "Moça Bradesco". Costumava contar algumas histórias como aquela do passarinho entre as mãos de um homem, uma metáfora possivelmente, para exemplificar e elucidar uma mensagem que quisesse passar para a gente.

          Mais adiante, trabalhou em minha campanha, foi meu colaborador, quando me elegi para um cargo público em Ouro, tínhamos até umas combinações em código para lidar com algumas situações, nos entendíamos muito bem.  Liderava, com a Vera, o Antônio Maria Hermes e outros, o Grupo Escoteiro Trem do Vale, do qual minhas filhas e os filhos deles e de muitos amigos faziam parte. Participava de gincanas, empenhando-se como se fosse a última batalha de sua vida. Dava o melhor possível para sua família, adorava suas belas crianças. Dócil, afetuoso, excelente pai e esposo. Cidadão honrado, honesto e exemplar. Tenho as melhores lembranças do amigo Caio. Guardo comigo, até hoje, o texto que, com emoção e dificuldade em controlar-me,  li na Missa de sua despedida, na Igreja Matriz.

          Na Primavera de 1994, Caio coloca uma placa num terreno dos Miqueloto, bem defronte a minha casa, com a seguinte frase: "Vera, Tibi, Deka, Manu e Greta - amo vocês mais do que ontem e menos do que amanhã!.  E, no primeiro dia do Verão, o acidente.

          Lembro-me que eu estava na regional de Educação, em Joaçaba, conversando com o Professor Sérgio Durigon, quando entrou um telefonema, do Valcir Moretto, dizendo-me que o Caio estava no Hospital São Miguel, ali pertinho, mas nada mais havia a fazer, tinha se acidentado e perdido a vida. Foi de cortar o coração. Ficamos muito chocados, abalados. E, em seguida, toda aquela sequência triste, com o corpo levado para sua casa e depois para o Ginásio Municipal de Esportes André Colombo, e para a definitiva morada ao lado da bela mãe, em Capinzal...

          Hoje passei pelo local da tragédia às 13 horas, mais ou menos o horário em que tudo aconteceu. São dezoito anos passados. Revivi tudo, como se fosse aquele dia. E senti saudades. Saudades que só sentimos por quem muito prezamos...

Euclides Riquetti
21-12-2012

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Inocente coração




Inocente coração, coração inocente
Mergulhado na doce melodia matinal
Decente coração, coração decente
Navega em tênue harmonia celestial.

Valente coração, coração valente
Busca a outra  metade com valentia
Ardente coração, coração ardente
Arde na chama do amor com ousadia.

Coração inspirado, coração inspirador
Dá ao poeta a inspiração pretendida
Falte sol, haja frio, nos exala o calor
Traz-nos o ânimo na noite comprida.

Ah, coração alegre, coração contente
Que torna a vida mais bela e colossal
Guardai, Deus, nossa alma e a mente
Levai o bem a triunfar sobre o mal!

Euclides Riquetti
20-12-2016







Lição de Amor - O Filme

Reedição:

 

  

 

         
           Quando, em 03 de dezembro,  Michela Quattrochioche completar duas dúzias  de anos, poderá comemorar com muita alegria seu sucesso profissional. Nascida em Roma, ela participou de pelo menos cinco filmes de excelente qualidade e já encantou milhões de espectadores do mundo todo, que a viram na telona ou na telinha. Tem,  também , dois videoclips para a televisão em ser currículo.

         Em 1988, quando nasceu, Raoul Bova já ensaiava seus primeiros passos para a carreira arística, que começou a consolidar-se em 1992 e hoje, aos 42 nos,  contabiliza 46 hits no Cinema e 5 na Televisão. Quattrochioche e Bova têm em comum serem nascidos em Roma, e ainda dois talentosos atores do cinema internacional.

          Para seres românticos e sensíveis, nada melhor que um filme bem "romance" para alegrar a tarde de sábado. Vasculhando com o controle remoto meus canais assinados de TV, mais precisamente no "Telecine Touch", encontrei o filme que  parecia a meu melhor gosto, e fui buscar o ânimo e a inspiração que me faltavam para falar de coisas de que eu muito gosto.  Deparei-me com "Lição de Amor", (2008), cujo título original, em italiano, é "Schusa ma ti chiamo amore", ou numa tradução simples, "Desculpa-me, mas te chamo de amor", onde Michela interpreta Nikki, uma estudante do Ensino Médio, prestes a completar 18 anos, e Raoul, Alessando Belli (ou Alex), publicitário Diretor de Criação em uma Agência do ramo. A belíssima Michela Quattrochioche nos remete à beleza idealizada, um misto de Sophia  Loren e Cláudia Cardinalle. Atuação exuberante, beleza singular.

          O Diretor Frederico  Moccia realmente caprichou na produção, com magnífica interpretação dos protagonistas e do elenco, belíssimas locações e trilha sonora. Faz com que o espectador se embrenhe no clima romântico do filme, d trama simples, até previsível, mas de excelência para que gosta desse gênero.

        Em Lição de Amor, o publicitário bem sucedido atropela a estudante que conduz uma motoneta Vespa. Alex, 20 anos mais velho que Nikki,  vem de um noivado desfeito, envolve-se com a garota e, daí para a frente..., não lhe vou tirar o prazer de ver e sentir tudo no filme, você mesmo.

         Dois anos depois do primeiro  "Scusa...", a dose se repete com "Scusa ma ti voglio sposare", ou "Desculpa, quero casar contigo", com os mesmos atores.

Este, ainda não vi, mas o outro, recomendo veementemente para quem gosta de amor, romance, lirismo.

Assistir e curtir um "dolce fare niente"!

Euclides Riquetti
03-11-2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Num lago azulado




Imagino-a num lago azulado
Cercado
Por altos cedros e pinheiros
Por imbuias e caneleiras
Por perfumosas pitangueiras
Cerejeiras e pessegueiros.

Um lago azul com peixinhos dourados
Peixes grande e pintados.
E, em seu redor
Uma clara faixa de areia
Onde repousa você, bela sereia
Numa visão pitoresca:
Uma mulher animal, emergida da água fresca.

Aventuro-me a buscar os seus encantos
E ouvir os seus afinados cantos
Enquanto você  repousa
Escrevo versos na lousa.

Ouso atraí-la com um assobio breve
Tímido, cínico, mas respeitoso.
Quero ser seu príncipe carinhoso
E passar minha mão, de leve
Sobre seus ombros adoráveis
Elegantes
Estonteantes
Saudáveis.

Apenas isso:
Admirar você deitada na areia
Em seu corpo de sereia
Às margens de um lago azulado!

Euclides Riquetti
20-10-2015

Vem aí o Natal de Jesus (Quero você como presente)





Vem aí o Natal, o Natal  de Jesus
Que é o mesmo Natal da criança
Da mãe cuidadosa que a conduz
Daquela que seu berço balança.

Vem aí o nosso eterno Natal
O Natal dos sinos que repicam
Quando o bem vence o mal
E as boas ações se duplicam.

Vem aí a indescritível alegria
Também vem a grande emoção
Vem aí o choro da nostalgia
Que invade o nosso coração.

O Natal é tempo de bondade
Tempo de dar e receber amor
Tempo da maior fraternidade
Em todo o lugar onde eu for.

Natal, tempo de muito carinho
Da espera pelo que está ausente
Venha, deixei aberto o caminho
Quero você como presente!

Euclides Riquetti
19-12-2016




História do Xixo


Carolina Aparecida Kowalczuk - Rainha da Festa do Xixo e do Steinhaegger em Porto União -2014 - foto da Rádio Colmeia.


          O xixo é um alimento produzido basicamente com carne e muito popular na região Sul do Brasil. Em muitas cidades chamam de espetinho, ou espetinho de carne. Tem origem em países como a China, o Japão e a Rússia, com 800  anos de história. Em cada lugar é feito com um tipo de carne, dependendo da preferência do consumidor, inclusive há casos de que misturam legumes em meio aos pedaços .Pejorativamente, chamam de "espetinho de gato" aquele que é vendido em praças públicas ou nas entradas de estádios. Mas é comum tendo gente vendendo xixo ao lado dos portões de cemitérios, em dias de finados.

          A ideia de escrever sobre o xixo me veio ontem à noite, quando meu filho Fabrício, o Gustavo Andrade, (Filho da  Nice, neto do Ivo Luiz Bazzo); e o Thiago Fagundes dos Passos, de Ibicaré,  com suas respectivas noivas, estiveram preparando peixes recheados na nossa garagem/churrasqueira de minha casa, em Joaçaba. Discutiam sobre como fazer um bom xixo.

          Em minha infância, quando acompanhava meu pai, Guerino Riquetti, e seu inseparável e confidente sobrinho,  Rozimbo Baretta, nas festas em Ouro e Capinzal, percebia que os fabriqueiros (fabriccieri), dirigentes das capelas da Igreja Católica, retiravam os "miúdos", como coração e rins  dos animais, cortavam em pequenos pedaços e os assavam nos espetos para comer enquanto espetavam o churrasco e o punham ao fogo. Chamavam isso de aperitivo, que era ingerido junto com uma cachaça artesanal ou caipirinha de limão.

          Em minha juventude, quando fui para a Faculdade, em Porto União da Vitória, conheci o vedadeiro XIXO.  Deliciei-me. Era bom demais

          Meus amigos Leoclides Fraron, Odacir Giaretta e Osvaldo Bet, meus companheiros na "República Esquadrão da Vida", convidaram-me para ir à  Festa de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, onde, em 1972, iam acender uma fogueira com 39 metros de altura, com circuito acionado por controle remoto (um par de fios e um interruptor de luz). Lembro que o Grupo de Jovens do Bairro, liderados pelo Fernando Crestani, por alguns anos, levantavam a grande fogueira. E o Sr.  Carlos Ewaldo Unterstell, comerciante e benemérito,  foi foi o que acendeu a fogueira, cujo fogo começava lá no alto, e depois vinha descendo. Ao longo as pessoas viam aquele clarão que iluminava aquela parte de Porto União.

          Mas, como nosso escopo é falar do xixo, digo que foi nessa festa que  conheci. Faziam até 20.000 espetinhos, usando 2.000 Kg de carnes. Era composto por coxão mole de bovinos, pernil de porco e coração de porco. Mas tinha um sabor inigualável. Os espetinhos eram de um arame de aço, assado em calhas de latão, e havia umas ripas na horizontal, defronte às barracas, onde pregos sustentavam as argolas dos espetos, e íamos retirando os pedacinhos e devorando. Os espetos eram reutilizados. Você os podia comprar nos supermercados Passos e Unterstell, a bom preço.

          Dez anos depois, quando morava em Ouro, meu cunhado Nei me visitou e propôs-me a fazermos um xixo. Utilizou, junto, filé de carne de frango.Eu não sabia que isso era possível. Mas ficou muito bom.

          No início da década de 1980, o Fernado Crestani veio de Porto União para trabalhar no Bradesco, em Capinzal, e retomamos a amizade. E eu lecionava também na CNEC, que estava com problemas financeiros para pagar aluguel e salários de nós, professores. Sugerimos fazer uma fogueira e vender xixo. Antes, numa festa junina do Mater Dolorum, o Ruites Andrioni, da APP, mandou o Zó Boico com o gol azul da Jarp buscar100Kg de xixo em Porto Uniao, pois se entendia que só lá sabiam prepará-lo. E ele conhecera o xixo na casa do irmão dele, meu amigo Urtenilo Andrioni, o Nilo, que morava no Porto.

          Na metade da festa, não havia mas xixo.

          O Crestani ensinou-me a fórmula do xixo para vender nas promoções e ter lucro. Depois ensinei-a para o  Guiomedes Proner,  Neivo Ceigol  e o Albino Baretta. E ficava uma delícia, todos elogiavam o tempero. Hoje muitos continuam a fazer  xixo com uma única espécie de carne, de bovinos ou de suínos. Mas há outras fórmulas de composição.

          Então, vejamos nosso procedimento: para terem-se 100 Kg de xixo e produzir de 900 A 1.00O espetinhos, utilizam-se:

- 35 Kg de carne bovinha de coxão mole,  macia;
- 35 Kg de carne de pernil suíno,  pura;
- 45 Kg de carne de coração de porco (retiras nervuras e gorduras);
- 3 litros de óleo comestível;
- 3 litros de vinho branco, seco;
- 3 Kg  de sal fino;
- 3 pacotes de orégano;
- salsa, folhas de cebola, manjerona, hortelã -pimenta ou outros temperos verdes compatíveis.

Corte tudo e tempere. Com estas quantidades obterá um mínimo de 100 Kg de xixo, próprios para 1.000 espetinhos.

          Lembrar das festas juninas de Ouro, Capinzal e Porto União me remetem aos tempos e isso às saudades. Era muito bom levar as crianças para se deliciarem com o xixo, o cachorro-quente, os pés-de-moleque, cocadinhas, doces de batata ou de  abóbora, e ver as danças das quadrilhas.

Euclides Riquetti
28-10-2012


Beijo mentolado




Um beijo mentolado
Qualquer beijo que seja
Pode ser adocicado
Com sabor de cereja
O que importa é ser seu
Pra animar o meu eu...

O beijo esperado
Na manhã muito quente
Que seja dado ou roubado
Mas que seja da gente
O que importa é ganhar
Beijar, amar, beijar...

Um beijo prolongado
De amor, de perdição
O beijo desejado
Com muita excitação
Um beijo pra não esquecer
Que me faz sentir, faz viver!

Euclides Riquetti
19-12-2016



domingo, 18 de dezembro de 2016

Meia Praia, em Itapema, ou o "Parque Calçadão da Praia do Oi!"

Reeditado: 





         Você já ouviu falar sobre a "Praia do Oi!"? - Poi bem, ela existe e está aqui pertinho de nós, um pouco mais de 400 Km distante de minha casa. Por que "do OI!?" Ora, porque, dizem meus amigos, que na Meia Praia, em Itapema, quando você anda pelas ruas e pelo comércio, sempre encontra algum conterrâneo, algum conhecido. E isso me aconteceu em todas as vezes que fui para lá. Em todas elas, acabei encontrando colegas de trabalho e amigos que eu nem imaginava que lá estivessem. O pessoal está tão habituado a frequentar que, quando resolve, se manda pra lá. Fiz isso na semana passada.

          A simpática e charmosa Itapema, que conheci quando minhas filhas eram ainda bebês, é uma das que mais me surpreenderam em termos de evolução na infraestrutura de recreação e conforto para o turista, e isso tem nome: O Parque Calçadão de Itapema, na orla marítima do Bairro Meia Praia, com mais de 5 Km de extensão. Num primeiro momento, o leitor que não conhece aquela cidade pode imaginar que seja um parque convencional como os demais, com muitas árvores antigas, muitos pássaros, animais e lagos. Não, não tem nada disso! É um parque urbanizado, com no máximo 10 metros de largura, implantado entre os prédios e as areias do mar de Itapema. Mas é algo fantástico em termos de urbanismo para o lazer.

          Iniciado o projeto em 2008, com recursos do próprio município, constitui-se numa faixa alongada de "bem-estar", sendo que comporta uma dupla pista para ciclistas, ( em que também as pessoas fazem cooper), em pavimentação com paver bordô, e uma pista para caminhadas. Entre ambas, uma faixa de gramado verde, onde estão assentados os postes (de belíssima arquitetura), para iluminação pública. Outra faixa de gramado situa-se entre a pista de ciclismo e os prédios. Depois, a partir dos sete metros, uma vegetação de restinga bem identificada, separando o empreendimento das areias da praia. Cidade com sistema de águas e esgotos (privatizados), que evitam a poluição das águas ou geração de locais impróprios para banhos de mar. Academias ao ar livre, cancha de bochas, opções para exercícios físicos e recreação também.

          Ainda, no espaço das restingas, foram plantadas centenas e centenas de palmeiras, compondo um cenário exuberante. Deques, escadas, muros de contenção, tudo confeccionado com madeira de eucalipto tratada, completam a beleza da paisagem que tem como pano de fundo.... o mar! O belo mar da meia Praia!

          Ora, essa cidade de cerca de 50 mil habitantes, que deve receber outros 700 mil nesta temporada, é o lugar certo, hoje, para pessoas que desejam ter qualidade de vida irem morar. Portanto, se você, amigo leitor do Brasil ou dos outros países que me pretigiam com sua leitura diária, ainda não conhece, procure conhecer nossa belíssima Itapema. Só pelo seu "Parque Calçadão", já vale a pena. Parabéns aos seus idealizadores! Sabemos que houve resistência dos setores especulativos da cidade quando de sua implantação, mas a perseverança do Prefeito Sabino deixou-nos uma herança que deve ser comemorada.

           Mas, sobretudo, o que mais nos encanta na composição do cenário de esplendor são as pessoas. Gente bonita, de todas as idades, mulheres saradas, elegantes, muito bem cuidadas, que desfilam pelas areias ou pelo calçadão, que frequentam os restaurantes ou lojas, que se estendem ao sol com seus óculos de belíssimo design, sorrisos Colgatte, Oral B ou Sensodine, mas todos muito lindos,  corpos que mostram que Deus foi "mais generoso" na sua formatação!
          Ah, para confirmar que lá é, mesmo, a praia do Oi!, vai aí: Na primeira manhã que saímos para caminhar, antes das sete horas, quem encontramos? - Ora, o Juca Parizoto, meu vizinho, e sua esposa Neuzete. Há apenas um muro a separar minha casa da dele, aqui em Joaçaba. Fui para o aniversário de minha sogra, Dona Ana. E ele para o aniversário de seu cunhado, Waldemar Katschor, que foi meu vizinho aqui em Joaçaba. Haja coincidência!

Euclides Riquetti
18-09-2013

Hora de viver, de querer e amar




Dê-me apenas o carinho de suas mãos
Quem sabe me deixe apalpar seu rosto
Nesta manhã terna que espera o verão
Quero fazer isso com prazer e gosto...

Permita sonhar nosso sonho de paixão
Imaginar cenários novos de rara beleza
Animar com afeto a nossa imaginação
Viver o amor com alegria e grandeza.

Saber aproveitar cada instante da vida
Poder tirar de toda ela grande proveito
Viver todo o dia em alegria desmedida.

Sermos felizes sempre e poder brindar
Comemorar a virtude, jamais o defeito
Pois é hora de viver, de querer e amar!

Euclides Riquetti
18-12-2016


sábado, 17 de dezembro de 2016

O doce de teu beijo



Que bom que eu tenho olhos que te veem
Que bom sentir o doce de teu beijo
Que bom que tenho lábios que te beijam
Que bom sentir o olhar do teu desejo.

É bom ver-te vestida desse rosa
É bom  tocar tua pele tão morena
É bom ver-te bonita, assim formosa
É bom amar tua alma tão serena.

Melhor é abraçar teu corpo frágil
Melhor é te roubar o beijo grácil
De amor e de desejo revolvido.

Divino é mergular no teu abraço
Divino é me perder no teu enlaço
No corpo que me deixa enternecido.

Euclides Riquetti

Sempre turbulência em Brasília. E, aqui em Joaçaba ?


Eu mesmo, palestrando sobre a História do Município de Ouro, para alunos da Escola Vilarino Dutra.

e...

Minha coluna no Jornal Cidadela, de Joaçaba, em 09-12-2016. Dividindo também com vocês.

Semana de muita turbulência em Brasília. E aqui?
       O chão tremeu, nesta semana, em Brasília, com a concessão de uma liminar pelo Ministro Marco Aurélio Melo, do STF, ao partido da Rede de Sustentabilidade, afastando o Senador Renan Calheiros da Presidência do Senado, em decisão monocrática. O mundo político e econômico entrou em pânico e a calmaria só se restabeleceu ao final da quarta-feira, quando, por 6 votos a 3, o plenário do Supremo decidiu que Calheiros não seria afastado, mas perderia o direito de substituir o Presidente da República, em caso de viagem deste ao exterior.
       No domingo, milhares de pessoas foram às ruas do País para gritar o “Fora, Renan!”. E, na segunda, viu-se a possibilidade de Jorge Viana, do PT,  assumir a Presidência do Senado da República, com o direito de frear as votações das reformas econômicas, principalmente a PEC que limita os gastos do poder Público. O mercado reagiu negativamente, com mais solavancos em nossa tão fragilizada economia. No entanto, o Vice-presidente do Senado agiu com muita responsabilidade e cautela, não tomando nenhuma medida em contrário ao que já estava programado, evitando uma turbulência ainda maior. Ao anoitecer, tudo estava normalizado. A vida de Calheiros, no entanto, navega em mares revoltosos e inseguros...
       Aqui em Joaçaba, continuo em minha lida observatória do comportamento político e da reação das pessoas diante de tudo o que acontece em termos de administração pública.  Aqui pelos nossos lados, nas manhãs de terça e quarta, um senhor de 85 anos cavava, com picareta e pá, uma vala ao lado de sua casa. Perguntei-lhe o que fazia e ele me disse que consertava aquilo que a Prefeitura havia feito de errado, trancando um pequeno curso d´água ao tentarem melhorar a rua, quando a patrolaram. Com o represamento, formava-se um pequeno banhado, infestando as cercanias de mosquitos, que incomodam os vizinhos, todos nós. Esse mesmo, é o que aguarda, desde 1991, que venham pavimentar a Rua Albino Sganzerla. O asfalto chegou ali perto, há 25 anos, quando Norival Fiorin  esteve como Prefeito em exercício de Joaçaba. Faz tempo...
       Se, a escolha dos primeiros secretários de Bigode e Ferraz nos animaram, vejo uma chuva de críticas a alguns membros do novo staff. A população está exigente, votou pela mudança, e quer mudanças de atitude e comportamento em ralação ao que estava disponível nos últimos 8 anos. E as reclamações vêm de eleitores que acreditaram em novos tempos. Isso significa que os escolhidos deverão ser muito eficientes e dedicados ao serviço público, ao respeito para com o cidadão, não meros ocupantes de cargos. Desejo, sinceramente, que as coisas tenham bom rumo.  E me irmano aos meus vizinhos que reclamam, há muito tempo, por engolirem pó no verão e amassarem muito barro no inverno.
Euclides Riquetti – Professor Aposentado
Técnico em Contabilidade

09-12-2016