terça-feira, 17 de março de 2020

Um outro sol

 


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Há um outro sol em nossos dias, pois...
É aquele que na tarde vai embora
Que no inverno vai antes da hora
E, no verão, um pouco depois...

Termina o dia amarelado
(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado)
Quando o céu deixa de ser azul
E se torna acinzentado
No leste e no sul.

Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente
E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!
Vem do Leste
Vai para o Oeste
(Eu digo que é para o Sudoeste).

Como acredito em ti
No google e no  dicionário
E nas doutrinas de Astronomia que já li
Nada posso dizer... em contrário!

Nosso Astro é um Rei
É uma divindade de escol
Cumpre, no universo, sua natural Lei:
Apenas ser um imponente astro-rei:
Nosso Rei Sol!

Sol da meia/noite lá,
Sol do meio/dia cá...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus ocasiona cancelamento do lançamento de meu livro de crônicas

     


       O fim-de-semana foi de muita turbulência nos meios televisivos e nas redes sociais. O tema de foco foi a expansão do novo coronavírus ao redor do mundo, atingindo todos os continentes. Notícias divergentes,muita especulação, mas alguns fatos que não podem ser negados, em hipótese alguma. O número de casos está aumentando no mundo e também no Brasil. Na Itália, houve a ocorrência de mortes em número assustador.

       Hoje pela manhã, pouco antes das 8 horas, quando alcancei o trevo da BR 282, a 600 metros de minha casa, nas proximidades do Hotel Joaçaba e da antiga garagem da Reunidas, não havia caminhões trafegando na Rodovia. Ali, quando costumo passar, na descida até o trevo do Chocodinho, onde viro à direita para ir a Ouro e Capinzal, num percurso de 4 Km, não havia nenhum caminhão trafegando, seja no sentido Oeste a Leste, ou Leste a Oeste. Em tempos de normalidade em 4 minutos, eu avistaria pelo menos uma dúzia de caminhões ali trafegando naquele horário, mais alguns ônibus e dezenas de carros. No entanto, os caminhões sumiram!

       O quadro me fez buscar minhas próprias teorias, que formulei com um motorista de caminhão, de que é o movimento de caminhões que mostram se o Brasil está funcionando ou não, e não os comentaristas de economia que trabalham em salas com ar-condicionado.

       Eu tinha uma visita marcada com o prefeito de Ouro, Neri Luiz Miqueloto, que é meu compadre. E, às 10 h e 30 min, um encontro com o staff do prefeito Nilvo Dorini e sua equipe, em Capinzal, quando eu iria entregar ao mesmo, e à vice-Prefeita Pprofessora e Advogada Noemia Bonamigo Pizzamiglio, meu novo livro, intitulado, "Crônicas dos Antigos Rio Capinzal e Abelardo Luz-Ouro e Arredores", que estava com data de lançamento marcada para esta quarta-feira, dia 16 de março de 2020.  No tempo de minha viagem, de 35 minutos, fiquei refletindo se era conveniente ou não adiar o evento de lançamento, em razão de que meu público leitor é pelo menos em 50 por cento formado por pessoas acima de 60 anos de idade, o que, teoricamente, é um grupo vulnerável e de risco, portanto.

        Assim, em reunião com o Prefeito Nilvo e a Secretária de Saúde, Kamile Sartori Beal, ajustamos as ideias e eles me comunicaram que o Município estava editando um Decreto dispondo sobre as medidas necessárias ao combate à disseminação do coronavírus, e que seria publicado ainda pela manhã. No ato, já manifestei minha concordância, pois acho que não seria justo sequer argumentar em contrário, pois o risco é iminente. Então, meu novo livro de crônicas fica com seu evento de lançamento adiado sine die, sendo que escolheremos nova data quando a crise sanitária for superada.

Euclides Riquetti
16-03-20220


Entregue-me seus sonhos, seus segredos!

 




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Entregue-me seus sonhos
Seus desejos
Seus medos
Entregue-me seu olhar
Seus cabelos
Seus seios
Seu corpo de modelo...

Entegue-me tudo sem pedir nada em troca
Faça-me perguntas sem esperar respostas
Faça-me carinhos e diga-me coisas que nos importam
E eu  darei amor, abrigo, agasalho, e tudo de que gosta.

Entregue-me seus sonhos juvenis
Ternos
Eternos
Sutis...
Mas entregue-os.

Entregue-me tudo sem nenhum temor
Como se me estivesse dando apenas uma flor
Entregue-me seus lábios de cor delícia e de sabor cereja
Entregue-me sua alma que me acalenta e deseja.

Coloque suas mãos entre minhas mãos
E entre meus dedos seus delicados dedos
Entregue-me com  paixão  seus grandes segredos!
Apenas seus segredos...
Para que eu possa
Compreendê-los!...

Euclides Riquetti

Ousadia

 





O toque gentil  de tuas mãos em meu rosto
O toque sutil de minhas mãos em teus ombros
O toque melódico de tuas palavras em meus ouvidos
O toque romântico de meu ser em teus sentidos...

O toque delicado de teus braços em meu corpo
O toque suave de minha pele em tua pele alva
O toque perfumado de teu peito em meu peito
O toque dadivoso de meu olhar em teu olhar.
O toque de teus beijos ardorosos em meus lábios
O toque de meus beijos em teus lábios rosados.

O toque sensível do tudo de mim em ti
O toque inimaginável do tudo de ti em mim
A perdição do momento desejado
A perdição no pecado
O amor consumado
Sem fim...

Tu estás em mim e eu estou em ti
Sem nenhum medo:
Apenas paixão, amor segredo!

Desejo de mim por ti, por ti, por ti
Desejo de ti por mim, por mim
Desejo imedível, ousado
Pecado, imersão, pecado!

Euclides Riquetti

domingo, 15 de março de 2020

Sabor de uva rosada


 



Beijo com sabor de uva tardia
Na tarde quente e ensolarada
Beijo de verdade, nada de utopia
Beijo com sabor de uva rosada.

Beijo com sabor de uva, beijado
Sabor sorvete gelatto napolitano
Beijo com o frescor, adocicado
Beijo de amor caliente e profano.

Beijo com abraço e carinho
Desde que com sabor de uva
Ou então com sabor de vinho
Mesmo que na noite de chuva.

Beijo com ardor e com abraço
De mergulho, gozo e perdição
Beijo pra aliviar meu cansaço
E volver meu poema em canção.

Mas sempre com sabor uva
Uva de mesa, rosada!

Euclides Riquetti

Olhe pro céu azul...

 


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Olhe pro céu azul que é nosso.
Meu e seu
Seu e meu:
Nosso!

O céu que nos cobre
É nosso manto.
É o cobertor mais nobre:
É natural e santo!

Então, olhe bem para o azul intenso
E para os algodões que flutuam
No infinito firmamento.

E sinta o soprar dos ventos
Que por certo atenuam
Meus pecados em pensamentos!

Pensamentos que voam
Apenas porque
Eles buscam você
No mesmo céu em que ecoam!

Apenas isso!
Somente isso!

Euclides Riquetti

Minhas Crônicas dos Antigos Rio Capinzal, Abelardo Luz/Ouro e Arredores








       A história do povoamento do Meio-oeste de Santa Catarina é complexa, mas fantástica. Campos Novos e Cruzeiro foram palco de eventos marcantes no início do Século XX, quando da inauguração de nossa estrada-de-ferro. Eram municípios com vastidão territorial e muito ricos em madeiras de serra, erva-mate, e campos para a criação de bovinos. A colonização italiana e  alemã, na margem direita do Rio do Peixe, trouxe o trigo, o milho, os porcos e as videiras. Depois veio a indústria metal-mecânica  que, com a agroindústria , protagonizaram vultoso desenvolvimento econômico. O povo foi à escola, vieram os colégios, as universidades e chegamos ao que somos hoje. Descendentes de italianos e de alemães trouxeram a força de seu trabalho e o conhecimento das técnicas de cultivo e das ligas metálicas. E esses colonizadores se somaram a caboclos e depois a toda a sorte de imigrantes. Temos um passado que nos honra, um presente exitoso e um futuro muito promissor!

       Tenho buscado conhecer a história dos municípios do Baixo Vale do Rio do Peixe e do Meio-oeste, com a intenção de melhorar meus conhecimentos e compreender a ação política e os conflitos que nos levaram às brigas pelo domínio territorial no Contestado. E, como gosto de escrever, conto histórias com personagens reais que conheci ao longo de minha vida e que, em sua maioria, já nos deixaram. Agora, no dia 18, na próxima quarta-feira, lanço, em Capinzal, meu segundo livro de crônicas, cujo título escolhi ser “Crônicas dos Antigos Rio Capinzal, Abelardo Luz/Ouro e Arredores”. O primeiro, que lancei em 12 de abril do ano passado, foi “Crônicas do Vale do Rio do Peixe e Outros Lugares”, evento que fez parte da programação de aniversário do Município de Ouro.  Foram 43 crônicas no primeiro e 47 no novo livro, estas escolhidas dentre as 107 que escrevi e publiquei em meu blog no ano de 2013.

       Já na sua apresentação, procurei dar uma visão, de forma sintetizada, de como foi a história dos antigos distritos de Rio Capinzal (1914), e Doutor Abelardo Luz (1920), este mudando para Ouro em 1929, quando ainda pertencia a Cruzeiro, hoje Joaçaba. Nas crônicas, relato e descrevo fatos e personagens simples, mas que têm muita importância no contexto histórico e social, como a invenção do colono que queria voar, dos costumes de as escolas oferecerem ensino, separadamente, para meninos e meninas, o assentamento de pedras para as pontes de nossa via férrea, pessoas que, com seu trabalho, desinteressadamente, ajudaram outras pessoas, costumes, artesãos profissionais, trabalhadores, comunicações, política, esportes, humor, o trem, comidas, personagens folclóricas, etc. Linguagem leve e divertida, com prefácio de Ana Shirley Bragatto Fávero e posfácio do Izolete dos Santos Riquetti. O evento de lançamento faz parte da programação dos 71 anos de Capinzal e acontecerá às 19 h 30 min no Centro Educacional Prefeito Celso Farina, daquela cidade.

       Utilizar personagens reais, respeitando sua maneira de ser e seu comportamento, mas ressaltando a importância que tiveram na construção de nossa História, promovendo-as socialmente e culturalmente, é meu intuito. Os famosos já têm quem escreva sobre eles, mas os simples e comuns precisam de quem registre seus nomes na História. Em tempos que que muito se escreve nas redes sociais e se lê menos livros, ouso contribuir para que esse costume possa ir mudando aos poucos!

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

sábado, 14 de março de 2020

A (nada) Divina Comédia Brasileira






       Dante Alighieri escreveu, no início do Século XIV, a sua “Divina Comédia”. Dante nasceu em Florença, na Itália, em 1265 e faleceu em Ravena, em 1321, tendo vivido por 56 anos. É considerado por muitos como o primeiro grande poeta e pensador ocidental. Escreveu seus poemas em italiano vulgar, pois, à época, os textos, de todos os gêneros, eram escritos em Latim. Estudei Latim, conheci meu “Latin Basic”, entre 1972 e 1974, nos meus três primeiros anos de meu curso universitário. Dante: poeta, político, pensador...

       Até hoje lembro com saudades e muito carinho de meus eminentes professores, principalmente do sorriso que se estampava no rosto de Francisco Filipak, quando nos falava dos grandes vultos da literatura mundial. Ou de Francisco Boni, sisudo, mas simpaticíssimo, que me fazia gostar da Literatura Inglesa e da Norte-americana. Era admirável ouvir os professores vestidos com terno e gravata, e as professoras com seus trajes ou vestidos, desfilando seu entusiasmo pela literatura, a linguística, a jogarem conhecimento ao espaço da sala de aula para que fosse abraçado por nós.

       Vivemos, hoje, uma nada divina comédia no Brasil. E isso já vem de pelo menos umas três décadas. Em nome da liberdade de expressão, as pessoas falam as bobagens que querem, escrevem-nas horrivelmente, acusam sem nenhuma base, desrespeitam os cidadãos de bem. E isso vem de todas as camadas da sociedade. A começar pela classe política, que se ofende e agride mutuamente. Autoridades falam o que acham que devem falar, a imprensa repercute, os comentaristas emitem sua opinião com pouco fundamento e, muitas vezes sem checarem as fontes das informações que lhes chegam.

      Voltando ao Alighieri, disse algo assim: “Muito maior é a sede, maior é o prazer em satisfazê-la”. Ou, “Com aquela medida que o homem usa para medir a si mesmo, mede suas coisas”. Traduzindo: o ser produz aquilo que ele é!

       Pois se analisarmos o que falam no Brasil, desde o Presidente Jair Bolsonaro, e outros políticos, (que deveriam ser exemplo para todo mundo), até o cidadão mais inculto, e compararmos com aquilo que costumamos ler ao longo da História, ficaremos muito decepcionados. Se dermos crédito a comentaristas “de ar condicionado”, que nunca andam de ônibus, metrô, ou a pé pelas ruas alagadas e enlameadas das grandes cidades, acabaremos nos tornando iguais a eles. E, se ficarmos lendo e acreditando em todas as inverdades que são propaladas através das redes sociais e mesmo pelos meios convencionais de comunicação, nos tornaremos ridículos.

       Então, nos próximos dias, com a animação das festas momescas para quem gosta, e o descanso para quem gosta de paz e tranquilidade, façamos aquilo de que mais gostamos, sem prejudicar os outros e sem provocar danos em nós mesmos. Quem sabe seja um bom momento para pesquisarmos sobre Dante, Sócrates, Péricles, no âmbito universal, ou Machado de Assis de Assis e Florbela Espanca, na literatura brasileira e portuguesa.

       Um abraço em todos!

Euclides Riquetti – Autor de “Crônicas de Rio Capinzal, Abelardo Luz/Ouro e Arredores”




      

      

Poeminha

 

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Eu fiz pra ti este poema
Um poema de amar e querer bem
Eu fiz pra ti este poema
Apenas pra ti e pra mais ninguém.


Euclides Riquetti

Diga-me apenas por que rua vai voltar

 


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Diga-me apenas por que rua vai voltar...
Se é pela que vem com o sol,  ou a com que ele vai
Diga-me se vem pelas areias do mar
Ou vem das montanhas que me fazem pensar
No seu rosto bonito que de minha mente não sai...

Diga-me apenas que não vai me esquecer
Que bons momentos são doces lembranças  que se eternizam
Diga-me que no mundo não há razões para o sofrer
Se estivermos dispostos a tentar  compreender
As angústias e  a ansiedade que nos martirizam.

E, na simplicidade de meus versos e de minhas pobres rimas
Um recado que brota de meu coração cigano
Palavras que elevem seu ânimo e a estima
Na tarde cansativa ou na noite mal dormida
Na manhã do pecado e do meu beijo profano...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 13 de março de 2020

Beijar teus lábios

 

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Há coisas que faço  com  muito gosto:
Beijar teus lábios me deixa excitado
Acariciar  teus cabelos me deixa encantado
O teu olhar me tem perturbado...
Mas,  o que  mais me apraz,  é afagar teu rosto.

Beijar-te com volúpia e voracidade:
Despertar em ti instintos adormecidos
Abraçar teu corpo totalmente despido
Andar por caminhos desconhecidos...
Amar-te por toda a eternidade.

Dizer ao mundo que somos felizes:
Distribuir rosas em todos os lugares
Surpreender mentes, suscitar olhares
De mãos dadas, por onde quer que  andares...
Viver as cores do amor em todos  os matizes.

Andemos, musa inspiradora de meus pobres versos
Apenas nós dois, nos vales do universo!
Apenas nós dois, por caminhos incertos
Andemos nas cidades, andemos nos desertos
Mas andemos, de mãos dadas, andemos...

Euclides Riquetti

quinta-feira, 12 de março de 2020

Deixe-me ver seus olhos de perto

 

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Deixe-me ver seus olhos bem de perto
Fitá-los um pouco, um pouco que seja
E poder tocar seus lábios,  por certo
Sentir seu delicioso sabor de cereja.

Deixe-me tocar a pele de seu rosto
Sentir de perto o perfume que atrai
Acariciar  seu dorso e seu pescoço
Sentir seu corpo que se descontrai.

Deixe-me abraçá-la com leveza
Envolvê-la com carinho e sedução
Admirar, com os olhos,sua beleza
Sentir o pulsar de seu coração.

Deixe-me ficar o tempo que preciso
O suficiente para tê-la com paixão
O necessário para absorver o sorriso
Para amá-la com ardor e devoção...

Apenas isso...
Nada mais que isso!

Euclides Riquetti

No dourado do sol

 

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No dourado do sol, eu vejo apenas um brilho
Igual ao  seu sorriso
Que como o seu rosto liso
Eu gostaria de apalpar...

Nas estrelas da noite, vejo  a prata brilhar
Igual aquele olhar
Que eu tanto admiro
E de que eu tanto preciso...

No luar que nos cobre e nos abençoa
E na voz que sorri e que diz que perdoa
Navega o meu pensamento...

Numa tarde quente e ensolarada
Caminhando absorto, numa longa estrada
Procurando-a no tempo...

Em todas as horas, em todos os momentos
Procurando-a no vento...
Sim!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 11 de março de 2020

Ironi Vítor Riquetti - mais um aniversário!


Ironi        
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Se estivesse vivo, meu irmão Ironi estaria 
completando 73 anos hojem dia 11 de março.

        No dia 04 de maio, completam-se 22 anos do falecimento de meu querido irmão Ironi. Partiu aos 51 anos, vitimado por doença gravíssima. Estava internado no HUST, em Joaçaba e passou seu ultimo dia de vida na UTI. Eu vim cedo de Ouro para Joaçaba, pois minha cunhada, a Lurdes, me avisara de que ele passara mal e fora transferido para a UTI do hospital. 
          O pessoal da família já estava exausto, tinham ido comer algo em alguma lanchonete. Eu permaneci nas proximidades do hospital, era de tardinha, e os funcionários me informaram de que ele havia falecido. Esteve internado algumas vezes, no mês anterior, em hospital de Curitibanos e no Spessatto, de Joaçaba. Dada a gravidade da situação, o último internamento ocorreu no Hospital Santa Terezinha, hoje HUST.
          Deixou a esposa Lurdes, a filha Graziela, adolescente, e a Gabriela, com apenas 4 anos. Nossa mãe, Dorvalina,  já estava adoentada, mas conseguimos levá-la até o local onde foi velado, na Funerária Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro. Tínhamos perdido o pai, Guerino, em 1977. Minha mãe viveu mais um ano e meio depois da partida dele. Ficaram os irmãos Euclides, Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar. As cunhadas Miriam, Marise e Isolete, o cunhado Luiz Fernando Ghidini.  Na época, os sobrinhos Michele, Caroline e Fabrício (meus filhos), Rafaela e  Roberta (filhas da Iradi), Naiana (filha do Hiroito), e Guilherme e Ana Carolina (filhos do Edimar).
          Meu irmão Ironi construiu o sobrado de nossa família, no centro da cidade, em Ouro, onde mora meu irmão Vilmar. Estudou no Mater Dolorum, e nos ginásios Padre Anchieta e Juçá Barbosa Callado, em Capinzal. Aprendeu com Ângelo Gramazzio a profissão de pedreiro e construiu diversas edificações em Ouro e Capinzal. Formou diversos outros profissionais, que até hoje atuam na profissão.
         Meu irmão  muito me apoiou nos tempos em que eu estudei na Fafi, em União da Vitória. Muitas vezes, quando eu voltava para minha cidade, em visita aos familiares, ele me mandava na alfaiataria do tio Ivo Mário Baretta para fazer uma calça nova, de tergal. Quando minha irmã, Iradi, foi mirar em União da Vitória, deu-lhe uma máquina de costura para que ela pudesse trabalhar sem se preocupar com emprego e poder financiar seus próprios estudos.
         Era torcedor do Botafogo e do Palmeiras. Jogou futebol nos campinhos de nossa cidade, no Palmeirinhas e no Noroeste, de Nossa Senhora da Saúde, era bom jogador.  Aos 18 anos, já era treinador do Palmeirinhas, do Ouro. Alto, forte, e com olhos azuis, atraiu a atenção da Lurdes Maria Andrioni, com quem se casou.
          Quero agradecer  minha cunhada Lurdes por ter cuidado bem de meu irmão nos anos de convivência matrimonial, do que resultou o nascimento da Graziela e da Gabriela. Grazi é casada com Fabiano Lago e têm um filho, Pedro Miguel.
          Dele tenho ótimas e saudosas lembranças, sempre tivemos carinho mútuo. Nos seus últimos anos de vida, costumava vir em minha casa em muitas noites e domingos. Ele tinha admiração pelas nossas filhas e influenciou o Fabrício a trocar de time de preferência na infância: de são-paulino, virou palmeirense.
         O primeiro carro da família ele comprou em 1976, um fusca azul, modelo 1300 L, com rodas de tala larga, som, Kadron e volante de Fórmula 1. No toca-fitas, Raul Seixas, com "Amigo Pedro", e os outros sucessos dele. Era fã de Roberto Carlos e de todos os cantores, cantoras e grupos da Jovem Guarda. Tinha, na juventude, os discos do RC, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, e colecionava os LPs de "As 14 mais", com os cantores da Jovem Guarda. Quando começou a construir nosso sobrado, comprou "Coração de Papel", um compacto do Sérgio Reis. O Ivanir Csagrande, popular Nico, trazia para ele os discos lançados em São Paulo. Comprava revistas de fotonovelas e pendurava os pôsteres dos artistas da Revista Capricho nas paredes do nosso quarto.
         A perda de nosso pai abalou-o muito, com a todos nós. Ele for o filho que mais tinha convivido com nosso pai e sentiu muito a sua perda. Está sepultado no cemitério da Vila São José, em Ouro, junto com os pais Guerino e Dorvalina.
          Meus sentimentos, e de toda a minha família, a todos os que participaram da vida junto com meu amado e saudoso irmão.
Euclides Riquetti
04-05-2019