sábado, 16 de maio de 2020

Quando o relógio marcar oito horas

 

Resultado de imagem para mulher usando relógio

Quando o relógio marcar oito horas
A manhã estará  apenas começando
Meu pensamento irá te procurando
Espera ver teu sorriso sem demora.

Oito horas, em sábado de inverno
Ansioso eu espero pela primavera
É ansiosa, é dolorosa essa espera
É um esperar tão delicioso, terno!

Oito horas, início de uma jornada
Uma perspectiva de outra vitória:
Um dia a ser gravado na memória
Uma boa lembrança a ser gravada.

Então há, em cada manhã de sábado
Um desejo de renovar a esperança
Um desejo a atiçar uma lembrança
De que preenchas um coração vago.

Euclides Riquetti

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Meu coração e eu (poema-canção)

 


Resultado de imagem para Imagem homem caminhando beira mar

'Vamos sair por aí
Meu coração e eu
Andar por aí e sorrir
Meu coração e eu!

Vamos rir e cantar
Viver a vida com cor
Na rua ou outro lugar
Viver com todo amor!

Vamos sair por aí
Meu coração e eu
De mãos dadas sair
Para encontrar o teu!

Vamos rir e cantar
Viver a vida com cor
Vamos sair e sonhar
E reviver nosso amor!

Podemos ir pela rua
Ou pela beira do mar
Min´alma é toda tua
Então quero sonhar!

Euclides Riquetti

Deixe-me beijar seus ombros

 






Deixe-me beijar seus ombros morenos
Tocar de leve na pele de seu belo rosto
Olhar em seus olhos lindos e serenos
Poder fazer isso com prazer e com gosto...

Deixe-me segurar as suas mãos  finas
Apertar,  firmemente,  seus longos dedos
Admirar seu semblante terno de menina
E ajudá-la a afastar-se de seus medos...

Deixe-me mostrar que posso dar carinho
Querê-la com desejo e toda a sedução
Nada de dramas e nenhum espinho...

Mostrar que você é quem eu tanto espero
E poder entregar-lhe meu inteiro coração
Dar-lhe meu amor, só isso é que eu quero!


Euclides Riquetti

A música da noite...

 




 

A música da noite
Veio embalando a brisa suave
Entrou em meu quarto
E pousou junto de mim.

Foi algo assim
Indescritível
Incrível

A música da noite
Trouxe-me uma mensagem de amor
Uma mensagem de paz
Uma mensagem muito singela
Que veio pela janela
E me deu uma flor.

A música da noite
Trouxe-me a doce lembrança
De minha infância
E de  um rosto com traços suaves.

Ah, quantas saudades
Dessa mulher criança!

Trouxe-me o céu estrelado
A lembrança do passado
Dos anos dourados e dos sonhos sonhados
Mas não realizados.

A música da noite me trouxe você!
E eu me apaixonei...

Euclides Riquetti

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Minha Senhora, a poesia

 






Boa noite, minha Senhora
Boa noite, minha Divindade
Tiro-lhe o chapéu, não vou mais embora
Fico esperando, já fiquei outrora...

Espero você, em chegada triunfal
Espero-lhe ansioso para lhe dizer "Bom dia"
Aguardo a hora do encontro formal
Não quero que seja um momento banal
Me abrace, me curta, me envolva e sorria...

Venha logo, depressa, minha dama singela
Venha com o ímpeto de um vendaval
Num andor, secundada por cavalos em sela
Parecendo um cortejo de soldados em guerra
Anime meu dia, me levante o astral...

E eu, seu servo e fiel escudeiro
Liberto meus versos com toda a alegria
Dedico-os a Deus, o meu nobre Guerreiro
Levanto meus braços, sou seu companheiro
Me pegue e me afague, minha boa poesia!

Euclides Riquetti

Lembranças do Mater Dolorum

 


Dizem que "recordar é viver". Então, recordemos... 


 

 
 
          O Mater Dolorum chegou há 6 décadas e pouco...  Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.

          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

Viver o sonho dos apaixonados

 




Quisera te carregar com braços fortes
Beijar teus lábios róseos e formosos
Perder-me nos teus seios deliciosos
Esperar que de manhã sempre me acordes...

Quisera viver o sonho dos apaixonados
Dos amados, desejados, pecadores
Poder entregar muitos ramos de flores
Pra namorada que me faz agrados...

Quisera em todos os momentos breves
Realizar as nossas doces fantasias
E envolver-me em teus afagos leves

E alojar meu pensamento no teu ser
Mergulhá-lo em ti todos os dias
E no teu corpo esbelto me perder!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Sorriso que me faz bem

 






Sorriso que me alegra e me faz bem
Dá ânimo ao meu dia, torna-o melhor
Sonoro, tímido, ou vibrante também
Já o conheço bem, conheço-o de cor...

Seus movimentos leves e desenvoltos
O balanço de seus abraços é elegante
Seus cabelos macios, secos e soltos
Delineiam seu olhar meigo e cativante.

Mulher idealizada, corpo de menina
Mulher imaginada, jovem,  mulher
Paixão que se incendeia e se ilumina...

Sorriso jovial, harmonia deslumbrante
É tudo o que me coração almeja e quer
Encantadora criatura, bela e cativante!

Euclides Riquetti

És meu fogo...sou tuas lenhas...

 






Meus sonhos transpõem a imensidão infinita
Na fria madrugada do outono insensato
Buscam te reencontrar formosa e bonita
Para levar-te meus beijos e meus abraços!

Meus sonhos navegam para além das paredes
Buscando encontrar teus afagos e carícias
Para encontrar, em ti, a água para minha sede
Para saber como estás, ter tuas boas notícias.

Meus sonhos não têm limites e nem fronteiras
Voam, livres, pelo incógnito espaço sideral
Para abraçar tua nudez inspiradora e faceira...

Eles vão para ter a ti e para que tu os tenhas
Para nosso colóquio amoroso e magistral
Pois tu és meu fogo e eu sou tuas lenhas.

Euclides Riquetti

Você é meu sol, o sol de minha vida


Resultado de imagem para imagens sol de canasvieiras




Você é meu sol, é o sol de minha vida
Que brilha e me dá o ânimo necessário
O sol que se estende na praia comprida
Onde caminho em meu trajeto diário...

Você é o sol que doura aqueles corpos
Que os deixa mais bonitos, desejáveis
Que ilumina galés paradas nos portos
Onde eu lembro de momentos afáveis.

E você sendo meu sol, me dá um norte
Um rumo seguro em que possa trilhar
Um aroma exalado, um perfume forte.

E eu, sendo um ser que precisa de amor
Preciso do sol que você está a irradiar
Absorver seu carinho, seu suave calor!

Euclides Riquetti

Love stories (Minha índole romântica)

 







     Histórias de amor, quem não gosta de ouvi-las? Histórias de todas as eras, buscadas nos livros os vistas nos filmes, sempre me encantaram e, acredito firmemente, até o mais rude ( e fingido) dos mortais, tem o seu lado romântico. Por conveniência, (ou por machismo), alguns o escondem, disfarçam, mas isso sempre acaba vindo à percepção das pessoas.

          Ah, quantos livros tu leste, leitor (a), em tua juventude, em que o foco romântico estava presente, em primeiro plano? Quantas revistas compraste ou trocaste, como as "Capricho", "Ilusão", ou "Sétimo Céu"? Depois, adiante, quantas garotas não leram "Sabrina"? E, quantos de nós, não lemos os livros de Camilo Castelo Branco, José de Alencar, ou os apimentados romances de Jorge Amado? Tu vais, certamente, lembrar de dezenas, centenas de outros autores...


          Mas, as histórias que vimos nos filmes, em nossa juventude, jamais esqueceremos. Além daqueles  românticos musicais, normalmente estrelados por jovens atores/cantores italianos, tu lembrarás de outros dois grandes sucessos do cinema: Romeo and Juliet (1968) e Love Story (1970), que viste no Cine Glória, de Capinzal, no Odeon ou no Ópera, de Porto União, no Avenida ou no Vitória, de Joaçaba, ou ainda no Marrocos, de Lages, nas salas de cinema de Curitiba ou Florianópolis.  Que belas histórias de amor esses cinemas nos ofereceram! Esses e outros, que em sua maioria viraram templos, lojas, supermercados ou até hotéis...

          Hoje, porém, quero  indicar-te  um filme muito bonito, para ti que gostas de romance, de paixões arrebatadoras, ou mesmo de tenros  contos românticos: Assisti, há instantes, ao filme do diretor franco-americano Iann Samuell, uma das revelações do gênero, a "My Sassy Girl", que tem tradução em Português como "Ironias do Amor", mas que poderia  ser mais ou menos assim: "minha garota doidinha".

           "Ironias do Amor", de 2008, é mais uma daquelas produções que os americanos fazem para encantar o mundo. Conta a história de Jordan (Elisha Cuthbert - 30-11-1982, canadense), e Charlie (Jesse Bradford - 28-05-1979, norteamericano). Charlie salva Jordan de morrer, atropelada por um  trem de metrô, fazem uma amizade de 33 dias e, depois, pactuam afastar-se por um ano... Depois de um ano e um dia, encontram-se, e vem uma grande surpresa.  Apesar de muito jovens, a bela Elisha e o tímido Jesse, têm uma filmografia que inclui mais de 20 trabalhos cada um entre cinena e TV.

          Entretanto, a história romântica vivida pelos dois, não vou tirar o prazer de que a descubras, tu mesmo (a), no google ou nas locadoras. É de mexer com os corações mais duros,  e de roubar lágrimas de todas as que ao filme  assistirem.

         É, os tempos passam para todos nós. Mas as  coisas bonitas ficam. Alguém, numa poesia que escrever, num romance que editar, num filme que produzir, vai remeter-te ao sensível e profundo mundo do amor, do sentimento, da percepção romântica. Eu, estou nessa há muito, muito tempo...

Euclides Riquetti
02-07-2012

terça-feira, 12 de maio de 2020

Sol de outono ... que saudade!

 

 

Sol de outono
Resteia no teu acanhado e belo corpo
Secando o orvalho do gramado
Reativa teu pensamento absorto
E reconforta  meu  ânimo abalado.

Sol de outono
Não é apenas mais um sol que brilha
Não é um sol comum do verão:
Reanima uma alma maltrapilha
Aquece o frágil e tímido coração.

Sol de outono
Sol de dimensão universal
Astro Rei semi-hibernado
Da natureza és o  Deus maioral
Tu  clareias o Universo iluminado.

Sol de outono
Oculto nas frias manhãs de inverno
Reinarás  na primavera ainda ameno
E, no verão, com teu Poder Eterno
Virás de novo:  Rei-Deus, Soberano Extremo!

Sol de Outono, brilha no teu amado coração
Faze penetrar, nele, toda a minha paixão!

Euclides Riquetti

O político inquieto e o noviço rebelde


Um casamento que não deu certo!


       As querelas entre o Presidente Jair Bolsonaro, os três Poderes e a Imprensa seriam cômicas se não fossem trágicas. Mais recente, é a encrenca com seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sérgio Moro. Bolsonaro é um político inquieto e Moro um noviço muito rebelde. Os dois estão errados, ao meu ver.

      O presidente erra feio ao soltar o verbo desenfreadamente, falando coisas que não combinam com sua condição de mandatário mor da Nação. Dá maus exemplos ao misturar-se a seus seguidores ao não usar máscara protetora contra o coronavírus. E ainda cometeu duas impropriedades imperdoáveis: a primeira quando falou que isso não passava de uma gripezinha e a segunda quando falaram que estava morrendo bastante gente e ele falou “E daí?”  A situação atual mostra que foram duas escorregadas feias, pois o número de mortes e de casos de contaminação está crescendo assustadoramente. E, qualquer ser humano, da estirpe que seja, não pode fazer uma pergunta tão descabida e idiota como a tal “E daí?”, algo muito elíptico e sintético, mas de uma significação muito grande. Em meu curso Universitário aprendi que “a comunicação é o ato de influenciar os outros”. Por isso mesmo, aquilo que a gente fala precisa ser bem medido. E muito mais por quem ocupa importante função pública.

      Quanto ao ex-ministro, colocou-se igualzinho àquelas pessoas que perdem o namorado ou namorada para a concorrência e começam a lavar sua roupa suja através da internet, protagonizando barracos horríveis. Publicar mensagens que trocou com uma deputada, sua afilhada de casamento, é imperdoável. Até um ignorante poderia ser perdoado por um deslize assim, mas um advogado, uma pessoa de fama mundial, merece as críticas dos que se revoltaram contra ele. E, sendo ele um assessor de governo, se em algum momento foi coagido pelo presidente a intervir ou a fazer algo ilícito, na hora teria que pedir demissão, denunciar seu ex-chefe,  e não o fez: prevaricou!

       A briga entre o inquieto e o noviço rebelde vai render muitos capítulos folhetinescos nos próximos meses. Desgaste para ambos os lados, embora muito maior para Moro, pois de Bolsonaro tudo se pode esperar. E também de seus seguidores.  É dito que nos processos da Lava Jato Moro  deixou acontecerem vazamentos que lhe convinham. Comportou-se, visivelmente, como um antipetista, não agindo com a mesma severidade com os psdebistas. Imitou um Juiz Italiano, aquele da operação Mãos Limpas, admitiu isso publicamente. A vaidade o levou a aceitar ser ministro e não devotou fidelidade a quem o convidou. Devia ter medido o comportamento do Capitão quando de sua atuação na Câmara dos Deputados. Moro tem suas ambições políticas, agiu midiaticamente, buscou sempre os holofotes e tem traços de egocentrista.  Como político, perde de longe para Luiz Henrique Mandetta  que, quando saiu do cargo de ministro, agiu com esperteza, não gerou confusão e não atraiu a ira contra si. Conheci pessoas que tinham o comportamento que o juiz teve e se deram muito mal na política. Em 5 anos, conseguiu inimizar-se com a esquerda, pela obstinação em condenar Lula, com o centro, por colocar na cadeia seus patrocinadores e os a eles aliados para obtenção de vantagens financeiras, e com a direita bolsonarista. Pode até ser que o futuro lhe seja muito favorável, mas não tenho  nenhuma confiança nisso.

      Os jornalistas de ar-condicionado e os de necrotério passaram a dar muita importância à política, dando trela a quem quer se promover. Há muitos assuntos que estão sendo esquecidos pela mídia. Os feminicídios estão acontecendo, as mortes no trânsito também, a violência em assassinatos, os homicídios por causa do comércio das drogas e as apreensões de grandes volumes de drogas ilícitas e lícitas estão acontecendo aqui no Sul.  Quando as atenções se voltam todas para um lado, o outro lado passa a ser despercebido. Não se fala em estatísticas das ocorrências, mas quem acompanha os sites regionais e estaduais aqui do Sul sabe muito bem quantas mortes e quantos crimes estão ocorrendo. Enquanto isso, silenciosamente, as candidaturas a prefeito e vereador seguem sendo articuladas. Também sou daquele que a retirada de circulação de políticos indesejáveis deve ocorrer pelo voto. Aguardemos e veremos...

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com




Alegria de sentir saudade

 





A cor do teu beijo
É de tom vermelho
E brilham os olhos teus
Que seduzem os meus.

O sabor do teu sorriso
E o cheiro de teu cabelo liso
Me encantam, me embriagam 
E, meus pensamentos, divagam...

Se hoje é dia de comemorar
À vida devemos brindar.
Enquanto o sol vem e vai
Bronzeia tua pele e sai...

Feliz seja nosso novo dia!
Que venham montes de alegria
Alegria pura, alegria de verdade
Alegria de sentir saudade!

Euclides Riquetti

Eu e meus pecados - o último poema

 

Homem Oracao | Vetores e Fotos | Baixar gratis

Aqui estou, meu Senhor
Eu e meus pecados
Não queremos muito, não
Apenas sermos perdoados.

Eu, por havê-los cometido
Por ter perdido,  às vezes,  a razão
Por não ter escutado meu coração.
Eles, por me terem seduzido.

Somos,  ambos,  duas almas descuidadas
Merecemos, assim, o incondicional  o perdão
Não somos da história o vilão
Queremos nossas culpas deletadas!

Preciso em minh' alma toda a alvura
Inicar 2013 novinho em folha
Então, peço perdão, não tenho escolha
Perdoa-me, Bom Senhor lá das Alturas!

Falo por mim e por meus pecados
E por isso mesmo já vou escrevendo
Não podemos terminar dezembro
Sem que sejamos perdoados
Eu... e meus pecados...

Perdão, Senhor, perdão!!!
Euclides Riquetti