terça-feira, 26 de maio de 2020

O doce amargo do mate

 


 
O doce amargo do mate
Brota de teus lábios de luz
Vem de teu beijo escarlate
Que me excita e me seduz.

O doce amargo do mate
Que me acaricia e envolve
É sensação que me invade
Me anima e me absorve.

O doce  amargo do mate
Me abranda no chegar do dia
Quando espero que me abraces
Com muito amor e alegria.

O doce amargo do chimarrão
Que tomo no alvorecer
Vem pra alegrar meu coração
Me delicia e me dá prazer.

O doce  amargo do chimarrão
Tem o sabor do açúcar mascavo
É tão doce quanto a ilusão
Gostoso como o vinho rosado.

Ah,  doce amargo do chimarrão
Ah, amargo doce de charrua
Tem o sabor da divina paixão
Tem a graça da mulher nua!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 25 de maio de 2020

O que seria das rosas, se todos gostassem de girassóis?

 



 


 
         O Sr. Girassol estava resplandecente no mês de maio. Olhava, alegre, para todos os passantes, de todas as idades, credos...  Reinava, garboso e absoluto em seu reduto, um verdadeiro "dono do pedaço". O veranico o deixara forte, saudável, belo e formoso. Energia trazida pelas raízes que sugavam a água e os fertilizantes da terra. Energia oferecida pelos intensos raios solares em tempos de outono quente. Ninguém ousaria desafiar sua Majestade. Majestoso, sim, orgulhoso por demais, respeitado pelas flores e pelos fiores.

          Dona Rosa, tímida, acanhada, tivera abalos constantes desde abril. Ora o calor da atmosfera abafada, ora o frio ameaçador, as turbulências outonais. A inconstância climática, ameaçadora. O maio prazenteiro, festivo, dócil, não fora suficiente para atribuir-se a sensação de ânimo de que tanto precisava. Dona Rosa,  que já se travestiu de amarela, branca, lilás, azul, champanhe, rosa, pink, bordô, decidiu que seria vermelha. Vermelha escarlate, vermelha como lábios de morango, como faces de cereja. Vermelha!

          Girassol, sempre soberbo e acostumado a ser o centro das atenções, estava preocupado. Junho lhe seria perverso, certamente. Sem espinhos para defendê-lo,  não adaptado ao frio sulino, corria sérios riscos. E seu ciclo, curto, não lhe garantia sobrevida. Foi aconselhar-se com algumas florinhas pouco significantes que se avizinhavam. Havia beijos, dentre elas. Bonitas, mas frágeis. Sua insignificância contava pelo pouco poder de resistência, não por lhes faltarem charme e beleza. Tentavam consolá-lo com palavras animadoras e otimistas: "Olha, amigo, você  esteve ali, majestoso e poderoso ( e mais todos os outros "osos" que existem), enquanto que a Comadre Rosa aguentava, mesmo frágil, todas as ações das intempéries". Você não tem nada a fazer. Deixe que o colham e que as sementes que caírem por aí se transformem numa nova planta...

          E veio o junho dos namorados, de Santo Antônio, de São João, de São Pedro, dos folguedos juninos, das muitas calorias e dos  poucos exercícios. Ficou para trás o maio das noivas e das mães. Dona Rosa, reenergizada, veio com  tudo. Encantou, deslumbrou, sorriu, Viu-se, novamente, princesa. Uma princesa que também nos deixará energizados, encantados,  felizes e sorridentes, enquanto o amigo feneceu e boa parte de suas sementes misturaram-se à terra. Ficarão em dormência, esperando por uma boa temporada para que se transformem, novamente, em belíssimos girassóis. Muitos deles...

E penso: O que seria das rosas se todos gostassem dos girassóis?


Euclides Riquetti

Pra dizer que eu te amo

 





Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti

Meias brancas, de algodão

 

Imagem relacionada


Você, com meias brancas de algodão
Meias de cano curto, com elastano
Delicadeza nos pés que tocam o chão
Que atiçam meu imaginário profano!

Você, com seus pés bem protegidos
Pisando na calçada fresca e limpa
Tênis brancos para os pés esculpidos
Ressaltando a pele de bronze retinta!

Você, com seu ar jovial, provocante
Desfila na passarela dos meus sonhos
Me encanta com seu jeito elegante
Anima-me nos dias mais enfadonhos!

Você, com suas meias acolchoadas
Com os pés devidamente acomodados
Com sua beleza de mulher idealizada
Que atrai meu pensamento provocado.

Você, apenas você e mais ninguém
Inspiração de meus versos e escritos
Ser singular a quem quero tanto bem
Corpo perfeito, olhar doce e bonito!

Euclides Riquetti

domingo, 24 de maio de 2020

Caminhar na manhã fria..



Resultado de imagem para imagens caminhando na rua

Caminhar na manhã fria
Ir de encontro ao vento
Ao encontro do pensamento
Com ousadia!

Caminhar buscando inspiração
Andar pelas ruas
Reencontrar lembranças suas
Luvas de lã nas mãos...

Andar por caminhos sinuosos
Ir contemplando as flores
Amenizando todas as dores
E os sentimentos pecaminosos.

Andar apenas por andar
Andar como se estivesse flutuando
Ou andar como se estivesse caminhando
Com você perto do mar.

Pensando em você!

Euclides Riquetti

Bom dia, "amore mio"! - utopia...





Bom dia, amore mio!
Domingo de sol, céu azul, dia claro
Nada de calor, nada de frio
Espetáculo ímpar e raro!

Bom dia, bela de amor e de coração!!
Que venham todas as horas
Que esperarei com paixão:
Quero que fique, não vá embora!

Bom dia, razão de meus conflitos!
Você mexe comigo, muito me atiça
Coloca minha alma em atrito
Me faz andar em areia movediça...

Bom dia, doce-baby amor
Entregue-me seu corpo elegante
E eu lhe darei esta flor
E lhe cantarei "Amada Amante"!

Euclides Riquetti

Nas turvas tardes de domingo





Nas inglórias e turvas tardes de domingo
Vem sol, vem chuva, e vem o sol de novo
E, enquanto o céu, de novo,  vai se abrindo
Minha alma arde em chamas, arde em fogo...

Nas turvas tardes de domingo, tão confusas
Corações estão sôfregos e despedaçados
Mesmo as mentes limpas ou aquelas sujas
Vão redesenhando as dores do passado...

E, enquanto as dores ferem a dor de morte
As mentes dóceis loucas  se embaralham
Mas os ânimos reacendem minha sorte
E as lenhas se repartem e se enfornalham...

Para queimar minha alma trôpega e carente
Para abrandar a ira de quem não compreende
Para dizer que minha alma sofre e sente
Porque você não me escuta nem me entende!

Euclides Riquetti

sábado, 23 de maio de 2020

Frango na Cerveja (dell Capocuoco Richetto)

     


       O frango ou galinha na cerveja é um prato muito delicioso e de baixíssimo custo. Você vai encontrar muitas receitas e até orientações no you tube. Formulei uma receita e fiz no domingo passado. Você precisará dos seguintes ingredientes para a sua preparação:

- 4 coxas de galinha com sobrecoxas (entre 1,5 e 1,7 Kg).
- 1 cerveja clara,  de latão (473 ml)
- 1 cebola grande
- 12 batatinhas pequenas
- 5  dentes de alho
-  3 folhas de loro
- 5 folhas de manjericão
- 2 colheres de sal temperado
- vinagre branco para lavar a carne
- orégano a gosto
- salsa
- sálvia
- papel alunínio
- 1 pirex grande, untado com margarina ou manteiga


a) Corte  as coxas e sobrecoxas, tornando-as em 8 pedaços. Lave-as com água e vinagre branco. Drene e coloque numa vasilha, tempere-as com o sal temperado e regue com cerca de 250 ml de cerveja. Deixe em descanso, cobertas.

b) No liquidificador, coloque a cebola já em pedaços, o alho, as folhas de loro, o manjericão, a salsa, a sálvia e o restante da cerveja.  Bata e obterá um molho esverdeado e bastante consistente. Coloque num vasilhame.

c) Pegue casa um dos pedaços de frango e mergulhe no molho e vá dispondo no pirex. Pegue as batatinhas e faça o mesmo, dispondo-as sobre os pedaços de frango. Em seguida, pegue o molho que sobrou e vá jogando sobre tudo, mesmo o que sobrar no pirex. Espalhe o orégano por cima de tudo.

d) Envolva o pirex e o conteúdo em papel alumínio, com a parte fosca por fora. Leve ao forno previamente aquecido e deixe por 80 minutos (1 h 15 min).

e) Vá lavando os utensílios para não arrumar encrenca com a patroa e, se for ansioso, pegue um livro e leia. Pode escutar rádio enquanto espera, ou bisbilhote na internet.

f) Tudo cozido, retire do forno, retire o papel alumínio, drene o líquido gerado deixando apenas 1 cm de altura o restante. As batatinhas, retire-as e coloque numa forminha em separado para dourar tudo  no mesmo forno. Coloque de volta para dourar por até meia hora. Recomenda-se o forno  a 280 graus. Depois, retire e faça a festa. Com arroz branco e tudo o mais que você tiver direito.
Vai ficar muito "delicious" e o custo ficará entre dez e doze reais, dependo da sua habilidade em comprar as coisas nas promoções dos supermercados.

Capocuoco Richetto - Euclides Riquetti

23-05-2020






Natureza Colossal

 


 
 

 
                                          Rio do Peixe - ponte entre Lacerdópolis e Barra
                                          Fria (Erval Velho) - SC
Eu amo as plantas verdes de meu vale
Os belos girassóis, os cândidos cinamomos
Contemplo as águas dos riachos e das sangas
Que vagam entre as pedras rumo ao rio.

Encanto-me com os pássaros que cantam
E as borboletas entre as flores coloridas
Me perco em  ver crianças que sorriem
Com seus rostos inocentes  feitas anjos.

Admiro os jovens belos e sadios
Que buscam ideais de vida pura
A nobreza da alma das pessoas
Os rostos que irradiam muita alegria.

A  natureza  é a vida plena , é colossal.
É a dança harmônica do Universo
Que se move consoante a grande orquestra
Sem rimas, só com notas musicais.


Euclides Riquetti
 
Rio do Peixe em Capinzal - SC

A perda de credibilidade da imprensa e considerações sobre o que realmente nos importa


       

       É muito possível que, quando você vê uma notícia na Televisão, estejam, de alguma forma, querendo fazer a sua, a minha cabeça. E, agora, nesses tempos de pandemia, é vergonhosa a insensatez de muitos jornalistas que trabalham na TV aberta, e mesmo em alguns canais que atendem aos seus assinantes, quando tentam fazer valer aquilo que eles pensam, que tentam nos vender como verdades absolutas. Daí, necessário que o cidadão busque a pluralidade das fontes de informação, que busque ter um razoável nível de entendimento das questões, que procure se certificar se aquilo que querem lhe dizer tem algum cunho de verdade. Aliás, o tempo disponível que as pessoas têm hoje em suas casas, pode ser usado para a releitura de alguns livros que se encontram adormecidos lá na estante num compartimento de sua casa.

       Não à toa, o experiente jornalista Alexandre Garcia tem propagado conhecer pesquisas que indicam que a Imprensa Brasileira, em especial a grande imprensa, tenha menos popularidade que o Presidente Jair Bolsonaro, consequentemente mais rejeição do que este. Se chegamos a esse ponto, é porque há um crescente descrédito dela. E isso é perceptível a quem tem muitas relações com a sociedade, conversa, constata. Houve um tempo em que as instituições Imprensa, Judiciário, Igreja e Família eram as mais respeitadas. Agora, o quadro se altera...

O espaço que é dado para questões de pouca importância, ou para análise em debates de coisas que não ajudam em nada o telespectador, mas lhe geram apenas estresse e nervosismo, bem que poderia ser aberto para questões mais sérias. Por exemplo, pouco se fala ou escreve sobre a importância do agronegócio, principalmente para economia do Brasil, que é movimentado nas regiões Sul e Centro-Oeste. Nas questões de saúde,  não buscam mostrar como está o comportamento da população dos três estados sulinos, onde diversas atividades foram sendo gradativamente liberadas. Deixam de colocar informações sobre como anda o atendimento a pacientes acometidos por diversas outras outras doenças que não a Covid 19.  A ladroeira, o tráfico, os acidentes nas estradas e a violência doméstica parece que nem estejam acontecendo.

      Sempre entendi, e constatei  que,  enquanto se dá importância a determinado fato, e o debate gira em torno dele e de suas personagens, há outra parte que age despudoradamente, há comportamentos condenáveis. Há, em muitos hospitais, a falta de insumos básicos, os funcionários trabalham desprotegidos, a remuneração para aos da base de serviços é muito baixa e a indenização ou paga pelos serviços que hospitais e prestadores de serviços recebem pelo que prestam ao SUS é vergonhosa. Canais que transmitem ou reportam sobre esportes, mostram tapes de eventos já passados. E poucas vezes debatem sobre os valores astronômicos que jogadores de futebol recebem, enquanto os clubes brasileiros, administrados pelo coração e o fígado de seus dirigentes, vivem o clima da quebradeira.

       Aqui no Sul, neste momento, está em curso uma forte estiagem. O nível das águas dos rios está baixíssimo. Os produtores rurais precisam adquirir alimento para os animais para suprir os que sua lavoura própria não garante.  E escuto uma pessoa da Defesa Civil do nosso Estado dizer que os Relatórios de Avaliação de Danos, os AVADANs emitidos pelas comissões municipais de defesa civil não são aprovados quando não se registra a falta de água para consumo humano. E que vão mandar cestas básicas para as prefeituras distribuírem para os atingidos. Isso revela grande desconhecimento da realidade da agricultura e despreparo para enfrentarem a situação atual. Vale lembrar que a Defesa Civil de nosso Estado vem sendo praticamente comandada por pessoas de Florianópolis ou do Vale do Itajaí, e  Isso me faz lembrar de uma vez em que a Anita Dacaz Rossa era prefeita de Lacerdópolis, e a Defesa Civil mandou dois sacos de feijão para serem distribuídos dentre os atingidos por desastres naturais aqui nos municípios da AMMOC. E, as prefeituras deviam fazer a entrega de alguns Kg para cada família, promover a entrega, pegando em documento o número da Cédula de identidade, do CPF, e do número de pessoas da família contemplada.  A despesa e o serviço para isso, para cumprir a logística e a burocracia era muito alta. Disse a Prefeita: “Podem ficar com seus dois sacos de feijão que eu dou de meu próprio dinheiro muito mais do que isso para eles, se necessário for”. Agora, duas décadas depois, parece que nossas autoridades não aprenderam nada, que não vão visitar os pontos em que há o problema, e que as soluções que têm são de nos envergonharem.

       Ora, os municípios, em sua maioria, investiram na perfuração de poços artesianos profundos, em projetos de redes de distribuição de águas nas comunidades, enfrentaram as dificuldades burocráticas, deixaram as propriedades recebendo água potável em suas casas e, a maioria delas, a suficiência de água para a criação de animais. Também, pretendem disponibilizar dinheiro para a contratação de caminhões pipas para levar água onde há falta dela. Normalmente, os municípios já dispõem ou já dispuseram de caminhão do gênero, é um item que precisa fazer parte da frota municipal. Então, não seria a hora de a Secretaria de Agricultura e a Defesa Civil terem um cadastro com os equipamentos de produção de cada município, qual a estrutura desenvolvida para garantir o abastecimento de água em todas as propriedades agrícolas e qual a necessidade diária de água para cada propriedade? Para mim, caminhão pipa na hora da desgraça é o mesmo que falar em implantar hospitais de campanha aqui e ali...

       É hora de termos um planejamento em cada estado, de modo que se estruturem as cidades, que se independam do Governo Central, que se invista naquilo que realmente gera o alimento, o trabalho e o bem-estar.  

 Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

A chuva da manhã de outono

 





Resultado de imagem para fotos manhã chuvosa

Na manhã chuvosa de outono me chega a canção
Que me vem trazida pelo vento
Pousa, suavemente, em meu pensamento
E se aloja em meu frágil  coração.

Vem, num carrossel de anjos que vêm
Com sua melodia indescritível
Canção de sabor aprazível
Vem me deliciar também.

Na manhã chuvosa de outono vem a canção que me afaga
A canção da noite, que você repete
E que me acalenta, me confunde e me embriaga.

Na manhã chuvosa de outono meu coração silencia
Enquanto se acalma, pensa, reflete:
Quer esperar você, cheio de uma doce  nostalgia.

Euclides Riquetti

Quando me deste o céu

 




Quando me deste o céu, eu te dei o mar
Quando me  deste o sol, eu te dei meu sorriso
Quando me deste as estrelas, eu te dei o luar
E descobri que tu és tudo de que eu tanto preciso.

Quando me propuseste sonhos, eu te permiti sonhar
Quando me disseste adeus, eu permiti o teu retorno
Quando me ofereceste carícias, te permiti me amar
E vi que tu és mais do que um simples adorno...

Quando a chuva molha as gramíneas e as plantas
Quando a chuva molha as pétalas das roseiras
Quando a chuva molha o corpo com que me encantas

Eu me entrego em divagações ternas e saudosas
Eu me inspiro em suas risadas doces e faceiras
Eu me perco em suas curvas belas e formosas.

Euclides Riquetti


sexta-feira, 22 de maio de 2020

Obra-prima



 

Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que marcasse, que ficasse eternizada.
Quem sabe uma poesia com boa rima
Quem sabe uma foto envernizada.

Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que ninguém houvesse ainda feito.
Podia ser uma escultura pequenina
Podia ser um monumento perfeito.

Pensei em buscar  uma obra-prima
Algo raro, quem sabe inimaginável.
Podia ser uma  composição divina
Uma ópera de lírica admirável.

Pensei, repensei, tentei, retentei...
Busquei tirar algo de minha inspiração
Fui longe, longe, mas sabes quem eu encontrei?
Foste tu, bem escondida...no fundo de meu coração!

Euclides Riquetti

A mesma água que banhou teus pés




A mesma água que banhou teus pés
Molhou também os meus...
Veio, trazida pela maré
Alisando as areias no balé
Das ondas do oceano teu!

As nuvens brancas que povoaram
O céu azulado do outono
Nos abençoaram
E voltaram de novo...
Enquanto as gaivotas voavam!

O mesmo sol que queimou tua pele
Também queimou a minha
(E deixou aquela marquinha...)
Então, espere-me sempre, me espere
Tanto quanto o sol brilha...
Tanto quanto tu caminhas!

Euclides Riquetti


Sopram os primeiros ventos de outono



Sopram os primeiros ventos de outono
Que amedrontam as folhas nos galhos da planta
O sol, porém, vem dourado e  risonho
E nos abençõa com sua energia sacrossanta.

Ondulam-se as águas do imenso oceano
Vêm requebrar-se nos rochedos imponentes
Espumam-se nas praias do mar soberano
Sinfonia a embalar as almas das gentes.
 
É o outono da noite fria e do dia ensolarado
Dos ibiscos vermelhos, brancos e amarelos
Da noite coberta pelo manto estrelado.

É o outono das folhas que cobrem as calçadas e gramados
Dos poetas que escrevem seus poemas singelos
E embalam os sonhos dos que amam ... e dos que são amados!

Euclides Riquetti