terça-feira, 9 de junho de 2020

Eu te espero pro café da manhã...

 




Eu te espero pro café da manhã
Eu e as uvas e minhas maçãs
Quero ouvir de baladas a tangos
Quero tortas, biscoitos, morangos.

Eu te espero porque eu preciso
Reencontrar o teu doce sorriso
Quero sentir teu perfume frutado
Quero morder o teu lábio rosado.

Eu te espero porque sinto saudades
Eu te quero com virtudes e defeitos
Quero viver nosso amor de verdade
Quero olhar pros teus olhos perfeitos.

Eu te espero pro café da manhã
Eu, meus versos e meus poemas
Vem meu sol, vem meu talismã
Vem tornar minhas horas amenas!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O anjo azul sobrevoou as flores

  


O anjo azul sobrevoou as flores na tarde cinzenta
Estendeu suas asas e planou divino sobre meu jardim
Abençoou primeiro as rosas champanhe e as magentas
Depois o cravo bordô, o lírio amarelo e o vaidoso jasmim.

O anjo azul entoou um cântico santamente sagrado
Secundado por clarinetes com seus acordes triunfantes
Alegrou-nos com seus versos docemente cadenciados
Encantou-nos com a harmonia das notas ressonantes.

O anjo azul azulou com sua túnica discreta a manhã nova
O anjo azul enfeitou com seus cabelos dourados a manhã ditosa
O anjo azul te protegeu com suas armas em todas as horas...

E eu esperei por ele enquanto olhava pela minha janela
E eu rezei por ele e pedi por ele na oração venturosa
Enquanto o dia passava e eu ficava a esperar por ela...

Euclides Riquetti

A linguagem chula, a linguagem chique e as futricas.



      As situações de emergência e os estados de calamidade pública são a pior coisa que pode acontecer no Brasil, muito embora os decretos que as formalizam sejam relevantes e necessários. Ocorrem em momentos de muitas dificuldades para uns e muito oportunismo para outros, que usam das crises causantes como oportunidades para se aproveitar da situação, quando não para roubar. É muito vergonhoso, mas é uma realidade.

       A dor das pessoas que estão sofrendo pela perda de seus entes queridos, vitimados pela Covid 19, torna-se ainda maior quando não conseguem nem se despedir deles ou mesmo dar-lhes um funeral decente. Mas, mesmo em tempos de pandemia, as intrigas entre os políticos e, agora, também com relação ao STF, continuam em mares de tempestade. Parece que a perda de vidas humanas tem importância secundária, infelizmente.

       O sempre recorrido “Estado Democrático de Direito” vem sendo ameaçado em muitas formas e não é privilégio de um Poder, mas praticamente dos três que se situam em Brasília, onde deveria haver harmonia entre eles. Em âmbito de estados e municípios, todas as querelas de Brasília são rejeitadas. Aqui em Santa Catarina, além de vivermos a harmonia, a imprensa não é futriqueira como em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, felizmente!

       Causam-nos indignação saber de tantas falcatruas que estão acontecendo Brasil afora, onde o dinheiro sagrado que deveria ser empregado em sagradas ações para salvar vidas é empregado inadequadamente, dando vantagens para aproveitadores. Aqui mesmo em nosso Estado, corre uma CPI na Assembleia Legislativa para apurar possíveis irregularidades na aquisição de 200 respiradores para UTIs, ao valor de R$ 33 milhões de reais, em valores que são, no mínimo, o dobro que que os mais caros do mercado.

       Enquanto isso, acompanhamos, curiosos, os fatos e os teatros do cenário nacional. Ministros do STF, como aquele que é primo de Fernando Collor, e o outro, que é amigo de Michel Temer, têm protagonizado espetaculismos em razão de decisões que tomam, contestadas por um lado aplaudidas por outro. As coisas eram bem diferentes quando não havia televisionamento de sessões dos tribunais. Pessoas públicas usam as redes sociais para falarem o que pensam e cada vez mais se afundam e são contestadas.

       Bolsonaro e seus filhos, Celso de Mello e Sérgio Moro, são três péssimos exemplos na área, tanto no que dizem quanto no que escrevem. Comedido, o General Hamilton Mourão é bem melhor do que eles, pois coloca suas posições sem ofender ninguém. Ao presidente cabe dar bons exemplos, mas faz o contrário. Celso de Mello está ainda ali por um casuísmo que alterou a idade para aposentadoria compulsória de 65 para 70 anos. Sérgio Moro mostrou que não é confiável e agora enche de razão os advogados que defendem Lula. Nas entrevistas à televisão, alguns ministros do Supremo falam uma linguagem tão chique, que a maioria dos cidadãos não entende nada do que querem dizer e, em situação de leitura, pior ainda. Temos vivido o confronto entre a linguagem chula e a linguagem chique.

       No último fim de semana, ocorreram muitos conflitos na rua, principalmente em São Paulo. Aqueles que foram lá para se confrontar na Avenida Paulista contra os bolsonaristas, são os mesmos que aprontam após a realização   do futebol, que armam confusão na saída do metrô e nos pontos de ônibus. Aliás, como o brasileiro sempre precisou de pão e circo, a volta do futebol, sem público, seria uma maneira de fazer com que as pessoas ficassem em casa vendo jogos e as notícias, agora escassas, sobre a maior paixão dos brasileiros. Enquanto isso, a imprensa brasileira mira as manifestações que estão ocorrendo nos Estados Unidos, em razão de um policial branco ter sufocado até a morte um cidadão negro, George Floyd.  As desgraças, lá, como aqui, continuam ocorrendo. E, paralelamente, os oportunistas fazem saques no comércio na Califórnia, com atos de vandalismo criminoso. A segregação racial, lá, ainda e um problema visível e muito preocupante. Em Curitiba, e em outros lugares do mundo, manifestações antirrascistas já ocorreram na segunda-feira à noite.

       O respeito para com o semelhante e com a forma diferente que há no pensar entre um ser e outro, o equilíbrio do ser humano, e a valorização da vida, precisam estar em primeiro plano para que haja a harmonia entre os cidadãos. E as intrigas tornadas públicas por quem deveria dar o bom exemplo, são plenamente condenáveis. Em seu oportunismo e na politicagem, todos eles se igualam.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Desolação - o universo da alma...

 








Penam-se as almas, dilaceram-se corações aflitos
Corroem-se os sentimentos, mutilam-se paixões
Constroem-se seres inquietos, ensejam-se conflitos
Tropeça-se nas pedras bandidas das tensas desilusões.

Edificam-se muros frágeis com a  solidez das verdades
Encurtam-se os caminhos, alongam-se as trajetórias
Derrubam-se barreiras, despem-se as frívolas vaidades
Descobre-se que há lutas renhidas, perdidas e inglórias.

O universo é, por si mesmo,  algo não dimensionável
Sujeito a tempestades, intempéries e turbulências
O universo é uma imensidão desconhecida e formidável.

O universo da alma se constitui em algo dócil e  sensível
Sujeito a decepções, inconstâncias e incoerências
O universo  humano comporta a face do incompreensível.

Euclides Riquetti

domingo, 7 de junho de 2020

Venha, entre na pista, e dance!

Conhecido como "Clube 25" - o Centro Cultural 25 de Julho, de

Porto União, SC, comportava, na década de 1970, nos domingos, memoráveis tardes dançantes, animadas, alternadamente, pelos conjuntos "Disparo 70" e Guitarras Vibrantes. Saudosos amigos meus eram guitarristas e vocalistas nas bandas que nos divertiam. Terminavam pouco antes das 20 horas e todos saímos Meio que correndo para o Cine Ópera, época dos filmes de Gianni Morandi, Giggiola Cinquetti e os faroestes com Guiliano Gemma. 


No fim de tarde, no domingo livre
Vai ter balada, ter agito e dança
Vai ter embalo e vai ter festança
No fim de tarde, no domingo livre!

Entre no ritmo com toda a harmonia
Venha comigo,  é nossa grande chance!


Venha pra pista, venha logo e dance
Venha pra pista viver o romance!
Venha pra pista no domingo  livre
Venha pra pista, venha logo e dance!


Entre no ritmo com toda a harmonia
Venha comigo,  é nossa grande chance!

Seja no clube ou na danceteria
Venha encontrar-me e me dê uma chance
Venha pra pista no domingo livre
Venha pra pista, venha logo e dance!


Entre no ritmo com toda a harmonia
Venha comigo,  é nossa grande chance!

Nos fins de tarde de todos os domingos
Nos dias de embalo com muito romance
Te esperarei quero bailar contigo
Venha comigo, venha logo e dance!


Entre no ritmo com toda a harmonia
Venha comigo,  é nossa grande chance!

Euclides Riquetti

As últimas rosas do outono

 



 


Foram-se as últimas rosas de outono
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas que imergiram na calmaria...

Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.

Deixou-me  deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento,  mutilado
Que  deixou-te maltratar meu coração.

E,  enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.

Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...

Euclides Riquetti

sábado, 6 de junho de 2020

Gostar de flores





Gostar de flores, poder admirá-las
Vê-las nos jardins ou nas praças
Em seus canteiros, apalpá-las
Sentir seu perfume, ver sua graça.

Gostar de seus perfumados olores
Encantar-se por elas, simplesmente
Também pela variedade de cores
A flor enternece e o coração sente...

Gostar com toda a sensibilidade
Sentir toda a sua significação
Amá-las e protegê-las de verdade...

Eternizá-las com paixão desmedida
Cuidar delas em cada estação
Pô-las em poemas por toda a vida.

Euclides Riquetti
06-06-2020








Anjinho

 

Brincando com o neto Ângelo em janeiro, em São José dos Pinhais,
quando ele completou 2 anos de idade...

Abri a janela devagarinho
Fui olhar para meu quintal
Ouvir aquele passarinho
Que canta alegre e jovial...

Abri a janela com cuidado
Para ver os passarinhos
Mostrei-os ao Ângelo amado
Meu belo e querido netinho!

Abri a janela sorridente
Fui olhando as plantinhas
Ah, fiquei muito contente
Pois elas estão crescidinhas.

Toda a vez que eu olho
Pela janela, bem quietinho
Lembro de quem eu adoro:
De você, querido netinho!

Euclides Riquetti
15-10-2018

(Ao meu neto Ângelo Fagundes dos
Passos Riquetti - aos 9 meses, meu
querido "Anjinho")


Dionísio Ganzala - Cabo do 5º BE - padrinho e afilhado!






Soldados do 5. Batalhão de Engenharia de Combate Blindado - Porto União - SC




Porque dos verdadeiros amigos, daqueles que tiveram importância em nossa vida, 

jamais devemos nos esquecer!

domingo, 7 de setembro de 2014

          Recebi, no sábado, a informação do falecimento do amigo Dionísio Ganzala. Ligou-me sua sobrinha, Kátia Bazzo, minha ex-aluna, ex-colega de trabalho, que mora em Ouro. Ela sabia do carinho e apreço que eu tinha por ele. Fiquei muito triste por ele ter partido. Um pouco mais velho do que eu, natural do interior de Campos Novos, localidade de Pouso Alto, perto do Rio Pelotas, no hoje município de Zortéa. Conheci-os em União da Vitória, em março de 1972. Era Cabo do Exército Brasileiro, servindo ao 5º BE, em Porto União.


          Fui convidado pelo conterrâneo Leoclides Frarom, o Leo Fra, para morar na "República Esquadrão da Vida", localizada na Rua Professora Amazília, 322, bem em frente a onde se localiza o Banco do Brasil, em União da Vitória. Era uma casa de madeira com frente em alvenaria, amarela. Formamos uma turma de 10 jovens, todos estudantes, a maioria universitários. A antiga "CABOLÂNDIA" que antes abrigava cabos do 5º BE, estava hibrizada, agora com muitos civis, pois os que se desligavam do Exército, acabavam trabalhando em bancos e na iniciativa privada.

          Aderbal Tortato era ex-Cabo e trabalhava no Banco do Brasil. Mineo Yokomizzo e Francisco Samonek eram meus colegas de Letras na Fafi e também atuavam no BB. Evaldo Braun e Osvaldo Bet em companhias que construíam rodovias. Odacir Giaretta era moveleiro. E havia os Cabos Frarom, Backes (João), Dionísio (Ganzala). Depois vieram os Cabos Figueira (local), Maciel (Concórdia) e Godoi (Caçador).  E o Boles (Boleslau Myska), taxista e depois empresário, virou hoteleiro (Rio Hotel). O Aclair (Dias), também Cabo, que veio de Caçador, já havia buscado outro rumo. O mesmo acontecera com o Cabo Arnaldo Della Giácomo.Também moraram conosco o João Luiz Agostini, seu irmão Carlos, que estão em União da Vitória, e o Eduardo Bet, de Bituruna, que fez carreira militar em Brasília. O Celso Lazarini, que jogou no Iguaçu, e está morando no Porto. Lodovino Pilatti, de Tangará, era uma espécie de convidado, também se alojava lá nos tempos de FAFI. Tínhamos um grupo com muita força intelectual e até física.

          O Dionísio era uma "santa alma". Um cidadão muito simples, levantava de madrugada e, às 5 horas, era normal ouvi-lo fazendo exercícios físicos e tomando banho com o chuveiro desligado naquelas madrugadas frias de inverno, que só quem morou lá sabe como é. Maior do que eu, que tenho 1,83 metros. Muito forte, um gigante. Competia nos jogos do Batalhão. Rastejava na lama sob arame farpado, subia pelas redes, pulava obstáculos, era um exímio remador. Corria atletismo e, nas marchas a pé, ia até São Mateus do Sul com seus companheiros. Nem cansava. Assim era meu colega Dionísio, com quem desenvolvi grande afinidade por sermos oriundos da mesma região.

          Fui estudar Letras e não tinha boa base em Inglês. Ele me deu seu livro básico para eu fosse resolvendo exercícios (ele estudava no São José, num curso intensivo que denominavam de mini-Ginásio, à noite). Depois, vendo que eu gostava de jogar bola e não tinha chuteiras, deu-me sua "Gaetta nº 43", que ficava um pouco folgada no meu pé, mas que quebrava o galho. Era assim o amigo. O que era seu era dos outros também.

          Quando criaram a Loteria Esportiva, começou  a jogar adoidadamente. Ensinou-me que "zebra" era quando um time grande perdia para um pequeno.  Era muito festeiro, frequentador de casas noturnas, de todos os ambientes possíveis. Fazia sucesso com as gatas. Me apresentava aos outros como "Sargento Riquetti", pois eu havia raspado o cabelo ao passar no vestibular e parecia mesmo um milico. Dava-me moral. Contava-me suas histórias de pescarias e caçadas na beira do Pelotas. Tinha planos, mas teria que deixar o Exército porque não conseguira estabilizar a "QM", como dizia ele.

          Aplicou suas economias de cinco anos num Fundo de Investimentos que quebrou e ele ficou sem nada. Saiu do batalhão e não tinha mais tudo o que economizara. Mesmo assim, com um colega do Exército, que era de Concórdia, compraram a"Boite Karandache", que acabaram vendendo porque há uma diferença muito grande entre você ser frequentador e ser administrador.

          Num fim de tarde, chegou um recado através de um vizinho, um funcionário gentil da Copel que tinha telefone: seu pai havia falecido em Pouso Alto, interior de Campos Novos. Veio com o Corcel 4 portas do Boles para dar adeus ao seu progenitor. Em razão disso, voltou para o sítio da família, definitivamente. E, quando fui morar em Zortéa, encontrei-o no escritório da Zortéa Brancher, onde eu trabalhava à tarde no Financeiro e lecionava pela manhã e noite na Escola Major. Ele, por sua vez, estava lecionando na Escola Municipal de Três Porteiras, ali perto de onde morava.

          A vida dele deu uma guinada extraordinária. Um dia, disse-me: "Riquetti, você sabe tudo o que eu já fiz na minha vida, de bom e de ruim. Mas agora estou com Deus. Fui um pecador, mas agora deixei de ser. Deus é minha vida e meu norte é a Bíblia". E o Cabo Dionísio, que baixara das Forças Armadas como Terceira Sargento da Reserva, era um soldado de Deus. Ficava muito nervoso quando as coisas saíam do rumo, defendia a moral e os bons costumes.

          As pessoas o jugavam doido, mas eu o compreendia e respeitava. Fora um bravo soldado no 5º BE e era o responsável pelo "Paiol de Munição", um serviço que era outorgado somente para pessoas de extrema confiança do Comando Militar. Um atleta vigoroso e obstinado e eu ficava chateado porque as pessoas não davam a ele o devido valor. Muitas vezes, as pessoas tratam os outros pelas aparências, sem conhecer as virtudes que eles têm. Nos últimos anos, juntou-se aos companheiros de Igreja, fez pregações, realizou batizados nos rios, foi servente de pedreiro, agricultor e até participou dos Movimentos  dos  Sem-terra. Eclético, nunca perdeu a candura...nem sua alma deixou de ser nobre, nem seus gestos deixaram de ser polidos!

          Ele e o Cabo Backes me apelidaram de "Alegria". Também me chamavam de "Sorriso". E o Backes o chamava de "Triste". Coisa de jovens! O Jair Backes, que é meu vizinho aqui em Joaçaba, informou-me que o Backes, seu irmão, o Cabo, faleceu há três anos,  no Mato Grosso. Tinha casado com a namorada, Holga, me parece, que era vendedora na Loja Vencedora, ali em União da Vitória.

          Ontem escrevi um poema que postei no meu blog: "No dia em que você partiu". Era minha homenagem aos amigos que se foram. vale para o Dionísio, o Backes, o Godoy, que fez carreira no Exército e já faleceu. Enquanto escrevia, as lágrimas dificultavam-me ver a tela do computador. Amigo verdadeiro é sempre amigo verdadeiro! Que os três amigos se encontrem lá no céu e possam continuar com o lema de nossa república de estudantes do início da década de 1970: "Neste Natal, nós, da República esquadrão da Vida, estaremos alertas e vigilantes". E continuamos sempre vigilantes, rezando pelos amigos que se espalharam pelo Brasil, tiveram suas famílias e são pessoas muito honradas.


           O Dionísio sempre me procurava lá em Ouro. Imaginei que aquela fortaleze devesse durar 100 anos! Mas não foi assim, infelizmente. Tenho algumas histórias que eu poderia escrever sobre ele. Quem sabe, num sonho, ele me autorize a contar. Ao contrário, serão segredos que ficaram em mim e nas pessoas que melhor o conheceram... De qualquer forma, em algumas ocasiões, pude ajudá-lo a resolver problemas seus. Ele me dizia que eu era "seu padrinho". E eu dizia que não, que era ele que era meu padrinho, desde os meus 19 anos, lá no Porto. Importa-nos, tanto a mim quanto a ele, que éramos amigos e o que eu posso fazer por ele é rezar e poder dizer aos amigos quem ele foi, o que foi, e quanto bom ele foi.


Grande abraço, amigo Dionísio, de seu amigo Riquetti, "sempre alerta e vigilante"!

Euclides Riquetti
07-09-2014

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Um sábado belíssimo: fique bem...



Resultado de imagem para imagem sol em Joaçaba

Tenha um sábado belíssimo
Um dia levemente ensolarado
Um céu azul com matizado
De nuvens brancas, lindíssimo!

Tenha um sábado de alegria
Muita jovialidade e animação
Muita paz no seu coração
E o prazer de viver este dia!

Tenha um sábado diferente
Com suas coisas dando certo
E meu espírito estará perto
Cuidando de você, certamente!

Tenha um sábado gracioso
Muita motivação para a vida
Reencontros sem despedidas
Um dia simplesmente gostoso!

Pois vou fazer-lhe uma oração
Pedir pra todos muita saúde
Equilíbrio com amplitude
Muito carinho no coração.

Fique bem, fique muito bem!

Euclides Riquetti

Flores amarelas...

 





Acariciar o seu cabelo liso
Sentir seu  cheiro seco e perfumado
Imaginar um campo ensolarado
Com flores simples, simplesmente belas
Gramados verdes, flores amarelas
É apenas disso que eu tanto preciso.

Sentir calor em seu abraço quente
Beijar sua boca doce e bem moldada
E no seu corpo que me atiça a mente
Viajar no tempo da vida passada....

Perder-me em sonhos e encantamentos
Nos campos verdes, natureza viva
Flores amarelas brancas, flores vida
Ver nos seus olhos aquele brilho breve
E  no seu rosto um sorriso leve
Alimentar a alma com meus sentimentos

Sentir o vento que sopra num  repente
Devanear sem me lembrar das horas
Comemorar aquilo que a gente sente
Viver  o presente, o aqui e o agora...

Euclides Riquetti

Venha ver... está chovendo lá fora

 







Venha ver... está chovendo lá fora
Cântaros despejam as suas águas
Que banham os passantes de agora
E já banharam minhas mágoas...

Venha ver... ainda está chovendo
E pingos de cristal em seus conflitos
Vêm do céu que foi escurecendo
E se quebram nos paralelepípedos.

Molha a chuva as frágeis florinhas
Que, sufocadas por pés desalmados
São feridas pelas ervas daninhas.

Mas elas reemergirão bravamente
Como você que resistiu no passado
E reviverá, vitoriosa, doravante!

Euclides Riquetti



Quando se douram os trigais



 

 
 

 
Quando se douram os novos  trigais
Fica primavera na minha alma
Quando se esverdeiam os laranjais
Deles brotam as  flores mais  alvas.

Quando se azulam as águas cristais
E correm em direção aos  oceanos
Penso em dias que não voltam mais
Que se somaram em meses e anos.

Quando o caminho fica  extenso
E o porvir fica bem  menor
Olho pro meu passado e penso
Se o que me aguarda será melhor.

Não posso deixar tristes as manhãs
Nem as tardes perderem o sentido
Minhas noites jamais serão vãs
Jamais  serei um poeta exaurido.

Quando se douram os novos trigais
É meu recomeço, minha nova energia
É a força que volta cada vez mais
E me dá ânimo, luz e alegria.
E eu aqui,  pensando em você...

Apenas em você...
E em nada mais!
 
Euclides Riquetti

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Quando sentires o sabor do sol



Quando sentires o sabor do sol, de novo
Ele, que vem depois da chuva copiosa
Retire seu  lápis de um antigo estojo
E dê asas a sua imaginação prodigiosa...

Quando o puseres por entre seus dedos
Rabisque no papel as palavras afáveis
Esqueça infortúnios, livre-se dos medos
Escreva doces versos de amor, adoráveis.

Deixe que o prantear dê lugar à luz
Que seus ânimos ensejem os belos dias
Acredite, sempre, na mão que conduz...

A poesia é a canção da alma que excede
E que nos pode trazer alentos e alegrias
É como sabor do sol que bronzeia a pele...

Euclides Riquetti


O perfume que vem do leste



Posso sentir o doce perfume que vem do Leste
Que vem flutuando, leve, vem de algum lugar
É algo que me envolve, seduz e me enternece
Tem gosto de flores, de sol, da cor azul do mar.

É um perfume que me atrai, me atiça, me desafia
E me traz uma sensação divinamente irresistível
Um misto de sedução, sensualidade, de euforia
Um cheiro de pele clara, atraente e indescritível.

E eu ouço as nuvens silenciosas que mo trazem
E refuto os algodões escuros dos dias chuvosos
Que me roubam os perfumes na noite selvagem!

Então eu  espero que volte o dia claro de lume
Que se dissipe o cinzento dos dias nebulosos
Pra que me volte o olor de seu suave perfume!

Euclides Riquetti