segunda-feira, 15 de junho de 2020

Torta de morango, com nata - poema de amor?

 

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Quero torta de morango, com nata
Quero comer a delícia
Com um pouco de malícia
E te fazer uma serenata.

Quero torta de morango, com nata
Quero devorá-la inteira
Na tarde prazenteira
Em que o amor me arrebata.

Quero que tenha chantili
Recheio de coco e  chocolate
Enquanto meu coração bate
De tanto amor que tem por ti.

De  morango avermelhado
Quero com doce de leite
Que me queira, que me aceites
Sou eterno namorado!

Euclides Riquetti

Não maltratem as rosas...

 






Não maltratem as rosas
Nem maltratem as flores
Cuidem bem das cheirosas
E das de todas as cores...

Não maltratem as rosas
Nem as pessoas de bem
Nem as mães caridosas
As daqui e as de além...

Cuidem para que não sofram
Não deixem que as pisem
Cuidem para que não morram
Nem que elas desanimem...

Rosas são deusas vegetais
De quem restarei devoto
Por quem rezarei demais
Com poemas meus próprios...

Cuidem bem de todas elas
Como aqueles que as cultivam
Também eu cuido delas
Pois quero que sobrevivam.

Sei que tu as cuidas direitinho
Dá-lhes água e muito adubo
Muito mais lhes dás carinho
E muito amor, sobretudo!

Também as amo como te amo
Também as quero como as queres
Dou-te uma rosa com ramo
Uma flor que muito venero...

Para ti...
Apenas para ti...
Bem assim...
Só assim:

Uma rosa com muito amor!

Euclides Riquetti

domingo, 14 de junho de 2020

Nas tardes ensolaradas deste outono






Vai, busca encontrar o teu porto seguro
Fazendo um voo calmo no firmamento
Traze de volta a sensualidade do vento
Bebe do vinho mais tinto e mais puro
Flechada pelo cupido ousado e valente
Bela senhora do sorriso envolvente...

Nas tardes ensolaradas deste outono
Presta atenção nas doces mensagens
Percebe a luz escondida nas imagens
Diáfana sutileza em dia leve e morno...
Deferência ao ser que em ti se insere
Seiva que brota das ramas vigorosas
Tenra é tua pele com cheiro de rosas
Elídios os versos que o poeta escreve!

Talvez que o céu fique mais azulado
Reinando sobre nós a tenda universal
Sensível és tu com teu olhar natural.
Cada astro na noite do céu estrelado
Procura por ti onde quer que estejas
Tendo teu sorriso lindo e encantado
Prateando a noite coberta de estrelas!

Euclides Riquetti

Abra seus olhos

 

 

Abra seus olhos e saia de seu sonho letárgico
Busque encontrar algo muito melhor
Veja quanta coisa boa há ao seu redor
Veja o quanto o mundo é divinamente mágico!

Abra seus olhos, tire-lhes essa venda insana
Busque ver a realidade que se faz presente
Saia da clausura que lhe dopa a mente
Venha para ver que a vida é bem melhor que a lama...

Abra seus olhos pesados e dormentes
Dê-lhes a leveza  e o merecido descanso
Abra seus olhos e venha enxergar novamente...

Venha, com toda a sua força e energia
Venha se embalar no sonho e no balanço
Venha compartilhar de   minha  imensa alegria.

Euclides Riquetti

sábado, 13 de junho de 2020

Quando vier, de novo, a primavera



Quando vier, de novo, a tão esperada primavera 
Depois de um outono e um inverno de incertezas
Quando as flores voltarem a colorir todas as terras
E as águas amainarem-se em suas corredeiras
Espero que os cenários se apresentem com clareza!

Quando se dissiparem todas as nuvens escuras
E as dúvidas que pairam nas mentes diminuírem
E os olhos puderem buscar a esperança nas alturas
Quando o pânico e os medos, enfim, se reduzirem
Espero que todos os campos voltem a se colorirem. 

E, então, renovados os ânimos, todos voltarão à vida
O sorriso voltará aos rostos agora entristecidos
A energia que nos move voltará a nos dar guarida.
E os trigais, agora verdes, já restarão amarelecidos
Mas nossos temores ainda não estarão esquecidos!

Buscaremos, novamente, retomar nossas rotinas
Amar, novamente, com a força do amor e da paixão
Promover o elevar de nossa combalida autoestima 
Pisar, com firmeza em cada canto deste nosso chão
Reviver nossos sonhos, alimentar a força do coração!

Euclides Riquetti
13-06-2020









José Maliska Sobrinho - o cidadão, o poeta! - reeditando...

 



          Li, recentemente, o livro "José Maliska Sobrinho - Biografia". Valeu a pena ter lido!

          Conheci o Sr.  José Maliska Sobrinho quando ele vizinhou conosco no Distrito de Ouro, pouco antes de este emancipar-se de Capinzal. Mas ouvira falar dele no inverno de 1960, quando sua esposa, Pierina Motter Maliska veio a falecer e eles moravam nas proximidades da Prefeitura Municipal. A Sede da Prefeitura de Capinzal se localizava em Ouro, seu distrito,  e não no local onde hoje há a sede daquele município. Coisas da política, das velhas rivalidades entre UDN e PSD.

        Meu primeiro contato com os Maliska veio na semana seguinte ao falecimento de Dona Pierina, que deixou nosso mundo ao dar à luz uma filha, a Maristela, em 10 de julho de1960. Um parto muito difícil, em que as opções do médico eram entre a de salvar a mãe ou a filha. Dona Pierina, com 36 anos, sugeriu que salvassem a bebê. Achava que tinha vivido bastante e que a menina é que precisava ser contemplada com a vida. Apesar de todos os esforços do médico e das auxiliares, naquela madrugada de sábado para domingo,  nasceu a Maristela e sua mãe foi pro céu. Eu e o Moacir Richetti, meu primo, fomos entregar os convites para a missa de sétimo dia de casa em casa. A saudosa Tia Maria Lucietti, segunda esposa do Tio Victório, era amiga deles e fomos atender a um pedido de pessoas ligadas à família Maliska.

           Quando eles vieram morar no casarão que fora construído pelo Sr. Marcos Penso, na Rua Senador Pinheiro Machado, e que hoje pertence aos herdeiros de Idalécio Antunes, fiz amizade com os filhos, especialmente o Rui. O Rui era um menino educadíssimo e que parecia frágil, mas muito inteligente. Ensinou-me o que era um estádio de futebol, quando fazia um deles num monte se serragem que havia perto do casarão, na rua, onde brincávamos ao final das tardes.  Naquele tempo,  era normal que, num dia inteiro, nenhum carro passasse pela rua, uma vez que estes eram raros. Antes, era utilizada pelos caminhões da família Penso. Depois, poucos por ali transitavam.

          A História de José Maliska Sobrinho e toda a sua família é contada pelos filhos de seu segundo casamento, com Celina Miqueloto, os amigos Marcos Augusto Maliska e Maurício Eugênio Maliska, num livro biográfico que publicaram através da Juruá Editora, de Curitiba, em 2012 e que no ano seguinte passou a chegar às mãos dos amigos da família. Fui presenteado pelo meu ex-aluno Marcos e pelo seu mano Maurício. Agradeço de coração!

          Emocionei-me diversas vezes ao ler a história dos Maliska. Já considerava o Sr. José pela fineza  e amabilidade com que tratava as pessoas na época em que eu era um adolescente. E eu admirava aquela caligrafia dele, inconfundível, nos documentos em que escrevia no seu Cartório, em Capinzal. Um verdadeiro gentleman, elegante no vestir-se, no andar e no falar calmo, equilibrado e pausado. O Maliska, além de todas as virtudes e atributos como bom pai e marido, também cidadão muito responsável nas suas atividades públicas e profissionais, era ainda um exímio atirador. O amigo Nelito Francisco Colombo sempre me contava das façanhas do "Venho Maliska", com seu 38.

          José era um dos melhores amigos de meu pai. Formavam um grupinho de amigos em que ele, meu velho Guerino, o Luiz Gonzaga Bonissoni, o Werner da Silva, o Giavarino (Bijuja) Andrioni e meu primo Rozimbo Baretta se reuniam num bar, ali defronte à Ponte Irineu Bornhausen, no Ouro, e ficavam tomando umas pinguinhas e contando histórias e causos. Agora, lendo o livro, pude reviver algumas das que meu pai nos contava... E passei a entender o porquê de seu entendimento fácil com o Maliska e o Bonissoni, pois  tinham o mesmo perfil cultural e intelectual, foram grandes leitores e pesquisadores, aprendiam a fazer as coisas com facilidade, tinham ótima expressão oral e escrita. Tudo beirando à perfeição!

           Toda a vida da família Maliska, começando pela narração da  vinda deles para o Brasil, quando o pai de José, Francisco, veio da Polônia,  e casou-se no navio com Júlia Romanowski, alemã, que nele conheceu está relatada no livro biográfico. As dificuldades desse casal e dos filhos, se aventurando por terras do Rio Grande do Sul, as cartas trocadas entre a parentada e seus descendentes, tudo é informação digna do maior crédito e constam nas paginas da edição.

         Não vou aqui fazer uma resenha de tudo o que está na obra,  mas li cada linha, observei e analisei cada detalhe do que está escrito. Tenho muitas lembranças do José, da Isabel, da Eleonor (que mora aqui em Joaçaba e que seguidamente a encontro na rua)  do Luiz, que é advogado aqui em Joaçaba e com quem costumo me deparar na fila de um banco, do Aliomar que andava com aquele Corcel  branco de 4 portas, em 1970,  e vinha com o Rui para abasctecer no Posto Dambrós, e da pequena Maristela, que foi criada pelo tio Dr. Antônio Maliska e pela Delfa,( irmão e cunhada de José). Da Carmen, que foi embora quando eu era criança, poucas lembranças tenho.

          Descobri, no livro, o lado poético do Sr. José. Um romântico autêntico, que escrevia palavras bonitas, que sabia amar e fazer-se amar. Retirei, da página 85, parte do que escreveu numa carta à amada Pierina, quando ela tinha ainda 15 anos:

          "Para mim, apesar de ser pequenino, tenho o coração grande para te amar; eu julgo que tu terás pena de mim, sem teu amor a flor logo há de morrer: conforme florescem as plantas, e a lua vai se ostentando cada vez maior, uma força poderosa em mim vai se alastrando. Qual será o coração que vendo as maravilhas da natureza não sinta vontade? Alta noite enluarada, minha alma triste e abandonada vive sempre a pensar!... Moreninha, tu és uma jabuticaba, madurinha a valer. Enquanto não proseamos, meu coração não para de bater..."

        Que bom constar isso e  poder me referir de maneira carinhosa a uma pessoa que nos deixou em 23 de junho de 1979, e  que seus filhos hoje resgatam sua história de generosidade e cidadania através de um livro, onde se resgata a história de um cidadão honrado e que nos deixou belos exemplos.

Parabéns!

17-01-2016

Quando rezo por você

 






Quando rezo por você, peço que tenha saúde
Que tenha paz e alegria, que viva com satisfação
Que continue a crescer em você o dom da virtude
A pureza de alma, a grandeza de seu coração...

Se eu rezo, é porque penso, porque me preocupo
É porque quero o seu melhor, seu sucesso pessoal
Para o êxito em seus projetos, um plano maduro
Vislumbrando um horizonte belo e magistral.

Rezo porque acredito em Deus e Nossa Senhora
Porque tenho muita confiança na força do bem
Porque onde houver amor, haverá em toda a hora
A harmonia constante e paz de espírito também.

Quando peço aos céus que a proteja e ilumine
Faço-o com toda a convicção de meu íntimo ser
Peço a Deus que a abençoe e que lhe determine
Que seu caminho tenha a luz para seu viver...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Deixe que o vento leve as folhas

 







Deixe que o vento leve as folhas embora
Mas que não leve junto o seu belo sorriso
Deixe que eu acarinhe seu cabelo liso
E que ele acalme meu coração que chora.

Deixe  que o vento leve as folhas já caídas
Aquelas que secaram e se desprenderam
As que eram verdes e, de dor, já feneceram
As folhas marrons e aquelas amarelecidas.

Que leve as folhas,  mas não leve a vida
Que nos deixe o tempo que nos envelhece
Que  reanime a voz quando ela emudece
Que reacenda a chama do amor esquecida.

E,  que quando os anos já tiverem passado
Quando a história for maior que o porvir
Que nossas almas  possam sempre sentir
Que o amor vivido possa ser relembrado!

Euclides Riquetti

Um luar ao amanhecer

 


Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã de pré- inverno, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento...

Até você!



Euclides Riquetti

Descem os anjos do céu...

 

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Descem os anjos do céu com seus clarinetes dourados
Deixando nas nuvens seu rastro largo e intenso de luz.
Sorrisos se espalham nos rostos dos seres encantados
Celebrando a alegria da música suave que nos seduz
Elevando minh´alma a um plano de inefável felicidade
Alimentada pela paixão que nos move com afabilidade!

Doce canção embala meu coração que sai para buscar
Sua bela imagem que se esconde no fundo do meu ser
Calmamente, procurando pelos belos olhos cor de mar
Fazendo com que me tome uma forte vontade de viver
Amadamente, carinhosamente, sonho que quero sonhar.

O lindo sol nos desafia a sorvermos seus raios dourados
O amor a ser celebrado nos convida para a grande festa
O querido novo dia me impele a buscar o sonho sonhado.
Todas as estrelas me guiam ao navegar sobre as florestas
Preciso ir até você, perder-me em você, querer, desejar
Para nos envolvermos com ardor, querer, cantar, amar!

Então, enquanto as horas do tempo vão-se pelas ladeiras
Os sabores da paixão invadem meu corpo e minha alma
E odores de perfumes exalam-se em cravos e em roseiras.
Vai-se o dia e vem a noite após a tarde tranquila e calma
Vem a nova manhã, uma nova aurora muito prazenteira!

Euclides Riquetti

Amor do outono bravio

 





No outono bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinaliza-se a vinda de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 11 de junho de 2020

No dia dos namorados...








No dia dos namorados:

Venha pra perto de mim
Chegue aqui, bem pertinho
Me abrace devagarinho
Bem assim...

Venha e me afague
Me acarinhe e me queira
A vida inteira...

Fuja do frio da madrugada
Do vento da tarde outonal
Fuja do que lhe faz mal
Na manhã de geada...

Venha e me embriague
Me acaricie e se entregue inteira
De qualquer maneira...

Venha pra me dizer que sempre me quis
E que quer ser feliz
Quer ficar junto de mim
Bem assim!

Euclides Riquetti

Vem, vamos dançar




Vem, vamos dançar
A valsa dos namorados
Vamos, precisamos comemorar
Como dois apaixonados...

Embarca na nave dos sonhos e vem
Encosta teu corpo em mim
Teus lábios nos meus também
Bem assim!

Vem, ao menos um valsar
Com nossos olhos bem fechados
Um terno e doce bailar
Passos em harmonia cadenciados!

Junta teus ideais aos meus
E que nossos pensamentos naveguem
Para buscar os horizontes teus
Porque nossas vidas seguem...

Vem...

Euclides Riquetti
11-06-2020


O frio chegou

 






O frio chegou
Quando a tarde começou
Chuvosa.

O frio veio lentamente
Anunciando-se sutilmente
Porque estava com saudades!

Queria apenas reencontrar
O seu velho lugar
Na minha mente saudosa.

Ele veio e pra ficar
E no inverno respirar
Nossos perfumes e nossos ares.

Quer apenas acariciar
E seu rosto beijar
Na tarde chuvosa
De lembranças, de saudades
Das saudades mais saudosas...
Das nossas saudosas saudades
Dos tempos eternos
Dos outros invernos.

Veio, como vieram outros tantos
De todos os nortes e de todos os cantos:

Ele veio de mansinho
Quietinho
Devagarinho
E quer apenas ficar!

Euclides Riquetti

Escrevi meus versos na areia branca

 











Escrevi meus versos na areia branca
Daquela praia onde você molhou seus pés
Depois copiei-os numa folha de papel
E quando os leio minha dor se espanta...

Escrevi meus versos inspirado em recordações
Dos bons momentos em que juntos nós vivemos
E as boas lembranças é o que de melhor nós temos
Dos afagos, dos carinhos e das muitas  emoções...

Escrevi meus versos pra poder eternizar
Pra que os leia e guarde sempre na memória
E, através deles, meu carinho registrar .

Eles são a prova de um amor que existe
E fazem parte de nossa bela história
Quanto mais o tempo passa, mais ele resiste!

Euclides Riquetti