terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Me deu vontade de dizer "te amo!"

 


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Me deu vontade de dizer "te amo!"
Não sei se isso é saudosismo
Se é um mero proselitismo
Ou se é coisa de início de ano.

Me deu vontade de dizer isso, agorinha
E de transformar tudo em poesia
Algo sem dramas, sem melancolia
Mas que sai da alma minha!

Me deu vontade e por isso eu fiz
Fiz pra ti este soneto de amor
Amor de amar e de ser feliz!

Então, abraça meus versos com jeitinho
E escreve-os numa pétala de flor
E guarda-a com todo o teu carinho!

Euclides Riquetti

Sinfonia na manhã



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A sinfonia do passaredo me acorda
Neste  primeiro sábado de novembro...
É o novembro das madrugadas quentes
É o novembro das almas  que se tocam
É o novembro dos pensamentos que atiçam as mentes...

Reviro as páginas antigas de meus bagunçados apontamentos
E me vêm à mente as  lembranças de momentos
De antigas primaveras, antigos verões
De antigos versos, antigas melodias e canções
Porque, simplesmente, é novembro!

É uma manhã pra  pensar em ti
É uma  manhã pra rezar por ti.
É uma manhã para olhar o céu e nada pedir
Apenas agradecer por estar aqui
Apenas me alegrar por existir!


Me voltam os embalos das noites e tardes dançantes
De corpos que bailam, que acalentam, que seduzem
Há  lábios rosados, azulados,  vermelhos que reluzem
Há  risos que me afagam e  mãos que me conduzem
Há um rosto num corpo, um corpo a me provocar...

Eu divago no despertar pela  soberana orquestra
Harmoniosa  na manhã de novembro, extensa aldeia em festa
Não haverá, jamais, outra sensação como esta:
Regida pela mão de Deus, habilidosa Maestra
Vem como a suave brisa,  vem me acariciar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Com o verbo amar

 



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Tentei rimar
Algo com o verbo amar
Busquei seu nome
Mas ele some
Você não me responde
Acho que se esconde..

Mas vou encontrar
Em algum lugar
Descobrir o motivo
De você ter sumido
Ah, sim,eu buscarei
E, pode crer, encontrarei.

Em todos os caminhos
Onde houver espinhos
Ou nos jardins em cores
Onde houver flores
Buscarei, incessantemente
Amar você... intensamente!

Euclides Riquetti

Quero que mergulhes em mim

 



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Divina paisagem matinal
Em que o vento balança as folhas da palmeira
E as plantas jazem sob o azul do manto celestial
De onde vem-me o doce aroma da cidreira.

Pássaros pousados nos galhos que se embalam
Bailam na harmonia  em  realeza
E seus belos cantos nos ares se propagam
Numa grande sinfonia da natureza.

Eu me transporto para o enlevo de teus braços
E me alento no desejo de estar junto de ti
Buscando apenas os teus beijos e teus abraços.

Preciso, ardentemente, mergulhar no teu divino ser
E quero que teu ser mergulhe em mim
E no teu corpo me envolver e  me perder.

Euclides Riquetti

Desculpa-me

 



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Desculpa-me se eu não consigo ser
Tudo aquilo que sempre esperas
Se há  um dar e não há  um receber
Se fogem os sonhos e as quimeras...

Desculpa-me pela minha ansiedade
Talvez bem maior que a volúpia
Talvez seja minha a  fragilidade
Quando sou tomado de angústia...

Desculpa-me por não ser perfeito
Por não conseguir resolver tanto
Não sei se isso é o meu defeito...

Porém, tenho alma e sentimentos
E quando luto contra meus prantos
É porque não quero o sofrimento!

Euclides Riquetti

Voltei pra ti

 




Voltei pra ti...estou aqui!
Vim pra rever nossas rosas
Ali no jardim, orgulhosas
Esperando por mim e por ti!

Rosas vermelhas encorpadas
Todas elas sorrindo
Rosas pink, rosa, rosadas
Compondo um cenário lindo!

Rosas, apenas elas e nada mais!
Com seu charme que atrai
Pra não se esquecer delas jamais
Perfume que vem e que vai...

Voltei pra ti... estou aqui!
Voltei pra te abraçar
Voltei apenas porque senti
Que aqui contigo é meu lugar!

Euclides Riquetti

domingo, 6 de dezembro de 2020

Quando a chuva parou de cair

 



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Quando a chuva parou de cair no telhado
E já era bem de tardinha
Restava o ar fresco e o chão molhado
A calçada lisa,  e a graminha
Suspendia as pétalas que caíram com o vento...

E elas se misturavam com as folhas já castanhas
E se confundiam com meus sentimentos
E com meus pensamentos
Nas horas tristes e estranhas...

E uma melancólica melodia vinha
De algum lugar
Para pousar
Em meus ouvidos e na pele minha!


E eu divagava...
Andava, em trenós ou andores
Eu, meus anseios e minhas dores
Eu, meus devaneios e meus desamores
A escrever-lhe meus versos
E a espalhá-los no universo
Enquanto eu chorava
Quando a chuva parou de cair!

Euclides Riquetti

Fez-se noite o dia de tempestade

 



 
 
 

 

Fez-se noite o dia de tempestade
Em que escureceram no céu as nuvens cor de asfalto
Fez-se noite a manhã, perdeu-se a claridade
A negritude tomou a tarde como que de assalto
Choveu, à noite, no campo e na cidade.

Fez, Deus, que chovesse a chuva dos justos
A chuva que lavou as almas dos pecadores
Que energizou os gramados e os arbustos
Que regou as terras da plebe e dos senhores
A chuva que inspira os sábios e os incultos.

Fez, a chuva violenta,  os danos e os estragos
Pôs pânico nos canários, pardais e nas andorinhas
Veio em gelos esféricos, ovais ou alongados
Maltratou os espinhos  e as ervas daninhas
Estraçalhou as flores nos jardins florados.

A chuva calma e amena, gentil e  reparadora
Parceira do sol, abençoada, chuva leve e  divina
Que cai doce e serena , fresca e redentora
Poe as cores de volta e a  paisagem  recombina
Cumpre seu papel na natureza sedutora...

Euclides Riquetti

Silenciar

 



Há horas na vida em que é preciso silenciar

Fechar-se, abster-se, apenas observar, ouvir

Nada dizer, somente deixar o tempo passar

E esperar pelo que possa vir... a seguir...


O silêncio faz bem e promove os acertos

Faz com que os seres organizem sua mente

Que se harmonizem os afrouxares e apertos

Pra que tudo se equilibre novamente!


Depois dos momentos pensados e silentes

Podem vir novos horizontes e sorrisos

As reflexões profundas fazem bem às gentes

Nossos passos ficam mais firmes e precisos.


A vida há de se conduzir nas ondulações

Para buscar os remansos das águas tranquilas

Para acalmar ânimos, superar frustrações

Para que ela possa, alegremente, ser vivida!


Euclides Riquetti

06-12-2020







Imagine-se

 




Imagine-se numa barca enorme
Flutuando sobre as águas do mar.
Faça de conta que ali você dorme
Sob um sol ameno a se bronzear...

E, enquanto dorme, você sonha
Com alguém que a possa querer
Com uma vida graciosa  e risonha
Sem lugar para a dor e o sofrer...

Imagine-se recebendo os afagos
Que minhas mãos podem fazer
E delicie-se com os meus agrados
Perca-se nas volúpias e no prazer...

E, enquanto você absorve a energia
Que vem do mar, do sol, de mim
Comemore a luz de mais um dia e...
Beije-me com seus lábios de cetim!

Bem assim!

Euclides Riquetti

Na letra daquela canção

 







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Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti

O que se espera dos prefeitos eleitos?


Joaçaba - SC 


       No domingo, 29, aconteceram as eleições em 57 cidades brasileiras onde houve a necessidade legal de realização de um segundo turno para se elegerem prefeitos e seus respectivos vices. Os candidatos de centro levaram os grandes resultados, inclusive com vitórias em São Paulo e Rio de Janeiro. Se levássemos em conta o passado dos partidos, poderíamos até dizer que o PSDB, que reelegeu Bruno Covas, em São Paulo, pela sua origem, o antigo PMDB, sucessor e predecessor do MDB, seria um partido de centro-esquerda. E o DEM, que elegeu Eduardo Paes, no Rio de janeiro, para um terceiro mandato, também pela sua origem, seria um partido de centro-direita, originário do antigo PDS, sucessor da Arena.

       O MDB comandava 1.055 prefeitura, perdeu 251 e comandará 784, sendo o partido que mais municípios governará; o PP  685 e o PSD 654. E, em meio a isso tudo, temos um bem-sucedido centrão, composto por PP (o legítimo herdeiro do PDS), PSD (oriundo, como o DEM, do antigo PFL), PL, PTB, Republicanos, Solidariedade, PSC, Avante, Patriota, e PROS, os quais reúnem políticos vindos de “tudo o que é lado”, mas a maioria da direita histórica, com doses homéricas de fisiologismo. O Centrão governará 45% das cidades brasileiras. O PSDB vai governar para 34 milhões de pessoas; o MDB para 26 milhões; o DEM para 25,5 milhões. Neste segundo turno, o PT participou em 11 cidades e só conseguiu eleger 4 prefeitos. Nenhum prefeito em capitais. O centro, se bem articulado, elege com facilidade o próximo Presidente da República.

       No cenário todo, vimos que os institutos de pesquisas erraram de longe, passando vergonha em alguns lugares. A diferença que era apontada em São Paulo entre Covas e Boulos foi maior em favor do candidato do PSDB. Erraram bem ao ficarem em cima do muro em Porto Alegre e Recife. No Ceará, passaram vergonha, embora o eleito tenha sido o favorito nas pesquisas, mas com um resultado bem aquém do esperado. Para uma eleição em São Paulo, com mais de 5 milhões de eleitores, entrevistam a mesma quantia de pessoas que o fazem em médias e pequenas cidades. Uma amostragem, para ser próximo do real, precisava buscar a opinião de muito mais entrevistados porque o universo é bem maior.

       A leitura dos resultados nos mostra que Bolsonaro, Dória e Lula não empolgam mais ninguém. Dória fez discurso vangloriando-se de ter promovido a reeleição de Bruno Covas em São Paulo, o que mostra que é um arrogante. Todos sabem que o sobrenome Covas, como foi o de Franco Montoro, são fortes em São Paulo, berço da Social Democracia Brasileira. E que Dória foi um oportunista que se aproveitou das desgraças de FHC, Alkmin, Serra e Aécio Neves para chegar ao Governo de São Paulo. Já na segunda, armou mais confusão com atitudes desastradas e demagógicas em relação à pandemia em seu estado, quanto às faixas de classificação dos riscos da Covid.  Bolsonaro é um desastre político, que não sabe usar as coisas boas que faz, desafiando a inteligência do ser humano. Como presidente, age como um vereador encrenqueiro.

       A esquerda foi bem representada por Guilherme Boulos, que mostrou ser mais forte e articulado do que qualquer outro político da esquerda brasileira. Tem argumentos fortes, é intelectualmente bem preparado, inteligente e respeitoso, pois antes mesmo do final da apuração das urnas de São Paulo, telefonou a Covas reconhecendo a vitória deste e parabenizando-o. Com um discurso moderado, plantou agora para colher no futuro.

       Agora, o compromisso dos prefeitos eleitos e dos reeleitos é atender às expectativas dos que lhes confiaram a força de seus votos. As cidades têm problemas estruturais que precisam ser vistos e solucionados. A educação precisa ser gerida com liderança forte e não conta apenas o discurso dos gestores e as estatísticas. A ação educativa precisa estar articulada com o social e o humano. Não é a questão de colocar mais ou menos dinheiro na parada, mas sim de ter programas que deem resultado em níveis de aprendizado e em melhoria do padrão social do cidadão. Entraves ao desenvolvimento precisam ser extirpados da administração pública. Governantes precisam ser bem assessorados, precisam de planejamento claro e exequível, ótimo nível de organização, clareza e severidade no comando e, quando precisam dar um soco na mesa, devem fazê-lo sem nenhum receio. O regime político no Brasil não é o Parlamentarista, os assessores têm que compreender e respeitar o comando, sem fazer coisas ilegais. Então, agora, mão à obra. Temos menos de um mês para o início dos novos mandatos. Que é marinheiro velho, já sabe onde não pode mais errar. E quem vem em primeira viagem, precisa ter muitos ouvidos para ouvir e filtros bons e limpos para perceber o que é útil e o que é inútil naquilo que lhes chega.

Euclides Riquetti – Escritor –

Publicação no Jornal Cidadela -

Joaçaba - SC- 27-12-2020

 

      

Pensar em ti ( e me perder de amor...)

 



Em meio ao calor sufocante
A chuva se intimidou
E na tarde de sábado,  escaldante
Em que o vento silenciou
Um meio de me deleitar:
Pensar, querer, desejar, pensar!

Pensar em ti
Em te querer
Em te rever
Pensar em ti!

E meu pensamento desaprisionado
Abraçou-se na liberdade
Fez-se um pássaro alado
Que sobrevoou a cidade
Viajou pelos ares sobre as montanhas
Sobre florestas desconhecidas e por terras  estranhas.

Voou na calmaria
Meu pensamento
Sedento
De chegar até ti.
E, com muita ousadia
Pousar bem ali
Ao lado do teu coração...

E me perder de amor!

Euclides Riquetti

sábado, 5 de dezembro de 2020

Se dói tua alma...

 







Se dói a tua alma de dor enferma
Doem meus braços que te seguram
Sofrimento e dor na vida efêmera
Doem meus olhos que te procuram.

Se tua alma enferma dói de paixão
Se dói de dor teu coração abalado
Se tua vida é um cantar sem emoção
Viajo pelo céu para estar a teu lado.

A dor d´alma é pior que a dos braços
Porque esta te maltrata em dia frio
Pois aquela, pior que meus cansaços
Mata com sua dor meu orgulho e brio.

Anda, então, busca o novo, o vivo
Rende-te aos novos e ousados desafios
Vem encontrar-me em meu atual abrigo
Busca novos ares mesmo que bravios.

Euclides Riquetti

Futebol no céu

Arquibancada e cabines de transmissão de nosso estádio da Baixada Rubra - do Arabutã FC - localizado em Ouro - SC - palco de grandes espetáculos, agora sentimos o vazio dos que se foram...

Crônica em homenagem a amigos que se foram)  - reprisando

     O Táti, zagueirão do Arabutã, morreu e foi pro céu. Lá,  tinha uma organização de talentos, que eram alojados por setores. Eram pessoas que um dia brilharam aqui na terra e que o destino as levou para morar  lá em cima. Tinha o setor dos atletas famosos: Denner, Adilson, Dirceu e Everaldo, que morreram em acidente de carro; Garrincha, que bebeu além da conta; Serginho e Wagner Bacharel, que morreram em campo; e muitos outros, fora os europeus. Todos estes ouviam, atentamente, os conselhos do Mestre Telê Santana. Tinha o setor dos artistas: Cazuza, que teve aids; o Dollabella, que bebeu todas; o Chacrinha, que animava a Terezinha; o Bossunda, cujo o humor era maior que a bunda; Paulo Autran, esbanjando simpatia; o Paulo Gracindo, nosso Zeca Diabo;  Nair Bello, Mussun e Zacarias, que nos fizeram rir muitos dias ( e muitas noites de nossos invernos e verões). João Paulo agora forma dupla com Leandro, e até que combina:" Leandro e João Paulo"! Tinha também O dos talentos políticos: Rui Barbosa, que defendia a honra: Tancredo Neves, a democracia; Toninho Malvadeza, a Bahia; Brisola, que ia contra "os interésses" da burguesia; e Jânio Quadros, que tropeçava nos cadarços de seus sapatos tortos. O Airton Senna driblava as curvas do Reino de São Pedro, o Dílson Funaro dava cruzados nos brasileiros, enquanto os Mamonas Assassinas encantavam, com suas irreverências, os milhares de jovens que morreram, infelizmente, após as baladas de sábado à noite, em acidentes com carros e motos.
     O Táti olhou tudo, curiosamente, e procurava por algo. Caminhou por entre as árvores e em meio a muitas roseiras e cravos, lavou a cabeçona numa fonte de água, passou a mão nos olhos e, ao abri-los, deparou com um monte de conhecidos: Lá estava o Bailarino, com algumas sacolas, cheias de camisas, calções e meias: Havia as azuis  e brancas, da São José; as pretas e amarelas, do Penharol; as verdes e amarelas, do Grêmio Lírio; as brancas e pretasd, do Vasco da Gama; e,  finalmente, as brancas e vermelhas, do Arabutã. Sentiu-se em casa. Finalmente encontrara sua tribo: O Bailarino, poeta, sábio, filosofava e escalava o time: O Orlando vai ser o Goleiro, mas não pode cair do cavalo, pois o Roque Manfredini, que  ficou sepultado lá em Porto União, vai ficar na reserva, porque este jogo não é pra profissional. Na lateral direita, o Darci Moretto, pois o irmão dele, o Valcir Moretto, vamos aproveitar na ponta direita, que ele gostava de jogar também lá. na zaga, vamos deixar a posição vaga, pois logo,  logo vamos receber um zagueirão que está chegando, e vai ser a principal contratação da temporada. Na zaga, o Tchule, que além de bom de bola, gosta de tocar bateria e batucar um samba. Na esquerda, o Urco, que poderá ser o juiz; daí fica o Jonei Cassiano de sobreaviso, para aquele lado, pois ele sabe defender e apoiar muito bem. Cabeça de área, um problema que é fácil de resolver: deixamos o Olivo Susin mais plantado e o Alberi, que é acostumado a arrumar bombas injetoras, com liberdade pra sair jogando e injetar a bola no ataque. O Jundiá, que é liso e tá meio pesadinho, fica com a oito, armando pro Moretto na linha de fundo, pro Camomila, nas esquerda; e, no ataque, o Alcir Masson, nosso matador, bem na frente, chutando forte e reclamando com o juiz. Bem, eu, o Baixinho, escalo o time e entro lá pelo segundo tempo. O Rogério Toaldo, vai ficar de curinga, e me ajudar a cobrar a mensalidade.

     Aí chegou o Juca Santos, Glorioso Presidente, e perguntou: "e o Zagueiro, o Capitão, que você não escalou ainda?"

     Bailarino apontou para o lado e gritou: "Chega, Táti, que a número três tá guardada pra você! E daqui a pouco vai chegar um convidado especial: O Guaraná! vamos ter que arrumar uma brechina também pra ele".

Euclides C. Riquetti - Ouro - SC - escrita em 23-01-2008 e plublicada no Jornal  ""A Semana" - Capinzal-SC


Nosso gramado - muita qualidade e muitos espetáculos.