O governador de
Santa Catarina, Carlos Moisés, viveu seu inferno astral no segundo semestre
deste ano. De março a junho, teve que lidar com a situação da pandemia, quando
Santa Catarina demonstrou estar com controle sobre a mesma. A partir de julho,
com o recebimento de pedido para instalação de processo de impedimento em
virtude de alterações salariais dos Procuradores do Estado e, posteriormente,
por causa de uma aquisição desastrada de respiradores destinados a comporem as
UTIs de hospitais por preços além da realidade de mercado. Do primeiro, foi
absolvido pelo tribunal especial que o julgou. Do segundo, certamente que se
livrará, até porque a Polícia Federal, após intensa investigação, o eximiu de
culpas na operação de compra.
Nos cinco meses
de andamento dos processos, culminando com seu afastamento do cargo e agora com
sua volta ao comando do Executivo Estadual, é possível perceber quanto todo o
imbróglio, notadamente político, causou de prejuízos a Santa Catarina. E,
então, quem pagará pelo prejuízo causado ao Estado, com toda a energia, inteligências
e estruturas que foram usados para acusar, atacar, defender, julgar e absolver
o Governador? Muitas horas de serviço de servidores, perda de tempo pelos
parlamentares, e toda a despesa gerada no uso das estruturas, o trabalho da
Justiça, que poderia ter sido usado para julgar outras questões importantes, para uma ação que se mostrava visivelmente
política.
Enquanto isso,
os casos de contaminação pela Covid 19 foram aumentando, as mortes, que estavam
sendo reduzidas, tiveram número de crescimento assustador nas últimas semanas.
Fora o nomeia-e-demite de secretários, diretores e assessores, pela
vice-Governadora, situação agora desfeita por Moisés, que voltou ao cargo. Na
minha cabeça, e de muitos outros, conta que, quando se viu que Daniela Reinehr
não foi afastada, o impedimento não interessava mais aos parlamentares, que
tinham seus interesses na ação, certamente de olho nos dois cargos e em todos
os demais que uma mudança de governo resultaria.
O Governador
Carlos Moisés, agora, precisa agir rápido para dar caráter de normalidade a
Santa Catarina, com ações firmes e concretas para a contenção da expansão do
novo coronavírus, tocar os projetos que tinham sua execução programada e,
inclusive, convocar os policiais militares que prestaram concurso e ainda não
foram chamados, uma vez que diversas regiões estão reclamando e reivindicando a
recomposição do efetivo, que está bem abaixo do ideal para a quantidade de
habitantes que nosso estado tem. Além disso, a própria fiscalização do
cumprimento dos decretos relativos à Coovid 19 precisa ser reforçada.
De nossa
Economia, com os setores em recuperação, a oferta de empregos voltando, é
preocupante o que acontece com os serviços de turismo. Presenciei situações no
litoral de Santa Catarina no início deste mês. Hotéis e restaurantes vazios,
vendedores ambulantes na praia sem ter quem compre seus produtos, pessoas com
medo, prestadores de serviços quebrados e com pouquíssimo serviço. A volta da
pandemia, com toda a sua força, em nosso estado, é culpa de todos os valentões
que não se cuidam e não cuidam de seus familiares, que se expõem ridiculamente,
desafiando a natureza da doença.
No âmbito
federal, o ex-juiz Sérgio Moro aceitou trabalhar para um escritório de
advogados que atende empresas condenadas ou investigadas pela Lava Jato. Chutou
seus pênaltis, arrebentou com as melhores empresas brasileiras, tornou-se
figura midiática, e agora vai defender o pênalti. Vergonhoso isso, seu Moro!
Peça desculpas ao Brasil e vá ganhar dinheiro com suas palestras para quem
estiver disposto a contratá-lo. Pisou na bola, menino mimado, e seu projeto político já está ruindo. Enquanto
isso, no fim de semana, o STF constituiu e formou maioria para dar como
inconstitucional a possibilidade de reeleição de Rodrigo Maia, à Câmara, e Davi
Alcolumbre ao Senado, como seus presidentes. Gilmar Mendes, Dias Toffoli,
Ricardo Lewandoswki e Alexandre de Moraes foram os que votaram em favor da
reeleição, contrariando a Constituição que deveriam defender.
Em São Paulo, João
Dória promete iniciar a vacinação contra a Covid 19 em 25 de janeiro. A Anvisa nem aprovou a
vacina ainda... Dia 25, dia do Padroeiro
da cidade de São Paulo! Isso me faz
lembrar de quando PSDB homenageou 45
professores da rede estadual aqui da região de Joaçaba. Por que não 50, ou 40?
Política feita na época e nenhuma reclamação, oportunismo e demagogia!
Euclides Riquetti – www.blogdoriquetti.blogspot.com