domingo, 27 de dezembro de 2020

Poetava o poeta (na beira do mar...)

 



Poetava o poeta
Na beira do mar
Fora ali na manhã discreta
Apenas para pensar
Sentir o vento e ...
Imaginar
Fazer seu pensamento navegar:
Poetar!

Poetava o poeta alexandrinos
Sobre mulheres, velhos e meninos!

Poetava redondilhas maiores
De sonhos  encantados
Já sonhados
Que rimava com as menores.

Ritmava em seus sonetos as raridades
O  romance,  o desejo
O ardor de cada beijo
Os encantos e sonoridades:
Poetava poemas e...  musicalidades
Poetava...

E, enquanto poetava
Sussurrava aos ventos
O nome de uma mulher
Que amara
Que amava...


Fitar teus olhos , beijar teus lábios

 





Fitar teus olhos, com toda a doçura que há dentro de mim
Beijar teus lábios, com toda a candura e o amor sem fim!

Ensejar para que o meu pensamento chegue até ti
Desejar que teu coração esteja aberto pra mim!

Voar, pelos ares do infinito azul, até teu quarto
Perder-me em devaneios nos teus braços!

Reencontrar-me no teu corpo, abraçar-te, sutilmente
Afagar-te o rosto, perder-me em ti, deliciosamente!

Querer-te, louvar-te,  pretender-te
Prender-te, segurar-te, deliciar-te
Querer-te, amar-te, bendizer-te!

Querer que tu sejas feliz!

Euclides Riquetti

sábado, 26 de dezembro de 2020

Saí para te encontrar...no mar!


 


Saí para te encontrar, no mar.

No mar que me mete medo

Porque guarda muitos segredo

Muitas lendas, muitos enredos


Do amor, do querer e do amar...

Saí para te encontrar na manhã azul

Num mar do Sul.

Encontrei-te flutuando com teus pés descalços

Nas areias infinitas

Nas águas bonitas.

Encontrei-te caminhando no asfalto

Ao lado da areia do mar

Que me faz sonhar.

Encontrei-te sorrindo com teus olhos de esmeralda

E teu sorriso encontrou o meu

Que abraçou o teu.

Encontrei-te na manhã da maré verde e calma

E me senti livre, contente, feliz

E passei o dia livre,  contente, feliz

Contigo

E com teu sorriso lindo!

Euclides Riquetti

Que sejas feliz é o que me importa

 



Livra teu coração da turbulência
Não deixes que a inquietude tome conta de teu ser
Aja com sabedoria e inteligência
Não te deixes intimidar pela prepotência
Dê asas ä Fênix que há dentro de ti.

Procura encontrar um mar de águas brandas
Onde possas ancorar teu coração
Que seja possível buscar respostas francas
Onde ondas se transformem em espumas brancas
E possas ver  a esperança na imensidão.

Escreve tua historia com os termos certos
Tanto quanto  existe sal na água do mar
Mantém teus belos olhos bem abertos.

E, quando o desespero bater em tua porta
Chama-me que serei eu a te amparar
Pois que sejas feliz é o que me importa!

Euclides Riquetti

2020 - Um ano pra nunca mais nos esquecermos dele

 


 


       O ano que está por se findar vai ficar sempre muito presente na memória das pessoas que habitam nosso Planeta Terra. Ainda antes de seu início, já ouvíamos notícias de que na China surgia um vírus batizado de Novo Coronavírus, o qual ocasionava uma doença gravíssima que foi denominada Covid 19. Matou milhões de pessoas no mundo e, no Brasil, chegaremos quase que a 200.000 mortes por causa do vírus letal.
       Ao final da primeira quinzena de março, os brasileiros entraram em polvorosa, pois começaram a noticiar casos de infecções e mortes em nosso País. Aqui na região, começaram a editar decretos tanto e Estado quanto os municípios. Em nível nacional, querelas feias entre o Presidente da República, que dizia que o que estava acontecendo não passava de mais uma gripezinha. Confrontos com governadores, em especial com João Dória, de São Paulo, e mesmo com o STF -Supremo Tribunal Federal. Na verdade, a bagunça que começou lá atrás, persiste até hoje.
       O ministro da Saúde, Luiz  Henrique Mandetta, vinha se tornando a estrela dos acontecimentos, foi substituído por outro e depois por outro. E ninguém conseguiu resolver nada, até porque os outros países também não resolveram, e agora estão assustados porque o vírus, modificado, começa a dar grandes preocupações a partir do Reino Unido. No Brasil, os índices de contágio e de mortes vinham caindo, falava-se que era para continuarem com os cuidados, pois uma nova onda poderia surgir. No entanto, a primeira onda se prolongou e, no momento, ao findar o ano, a situação está gravíssima.
       Santa Catarina parecia ser um estado exemplar na tomada de medidas para amenizar a situação da pandemia, e quando tudo parecia ir para a normalidade, começaram a surgir muitos novos casos. As UTIs e as alas covid dos hospitais passaram a ficar lotadas, pacientes da nossa microrregião passaram a ser internados em outras, e tudo foi piorando. E continuamos a perder amigos e conhecidos.
       Para uma grande parte da população, parece que nada está acontecendo. Continuam reunindo-se em bares e outros pontos de reunião em busca de lazer, as transmissões do novo coronavírus acabaram por se acelerar, os mais jovens levam o mal para casa, as pessoas mais frágeis, idosas, ou com comorbidades começaram a passar mal e muitos perderam e continuam perdendo suas vidas.
       Acompanho as estatísticas, a situação de cada dia, e aquilo que nos trazia otimismo, agora nos traz a desesperança e as preocupações. Joaçaba e cidades circunvizinhas estão no alerta gravíssimo e assim estão quase todas as regiões e Santa Catarina. Enquanto isso, a busca, no mundo, por vacinas que possam trazer tranquilidade às populações. E, em nosso País, vergonhosamente, os políticos agindo irresponsavelmente e o judiciário ajudando a dificultar as coisas. Em alguns países as vacinas já estão sendo aplicadas. No Brasil, nenhuma delas, até o início desta semana, havia sido liberada dela ANVISA. Acompanhei muitos casos de reclamações, nos últimos 20 anos, pela demora daquela agência em aprovar o uso de medicamentos aqui no Brasil que já estavam aprovados e em produção em muitos países. Aqui, parece que sempre precisamos ser mais cautelosos do que em lugares onde a tecnologia e o conhecimento resultante de pesquisas estão muito à frente de nós. Claro que uma vacina que tem gerado tantas expectativas precisa de uma análise muito profunda para ser aprovada.
       Enquanto na Europa pessoas idosas estão sendo as primeiras a tomarem as vacinas, aqui em São Paulo, o mimado governador João Dória convidou os ex-Presidentes da República para serem os primeiros a tomarem a Coronavac, vacina chinesa que será produzia pelo Instituto Butantã, de São Paulo. Fernando Henrique Cardoso está disposto a tomar. José Sarney pediu que a enviem para Brasília que ele toma lá. Lula não respondeu ao convite e Fernando Collor teria dito que não tomará. Ora, por que não fazer a primeira aplicação num profissional da saúde, alguém que está lidando diretamente com os doentes, sujeito a morrer, como muitos já morreram?
       Aqui em Santa Catarina, na região de Presidente Getúlio, houve a ocorrência de chuva concentrada na semana passada, sendo que até a segunda-feira, havia a confirmação de 20 mortes, infelizmente, por causa das inundações e alagamentos. O Exército Brasileiro está presente no local, auxiliando a Defesa Civil e os órgãos de saúde, para que se possa ter, muito rapidamente, caráter de normalidade nas cidades atingidas. O Brasil precisa, sempre, de ações efetivas no combate aos eventos adversos e menos politicagem.
       Que venha o novo ano com menos problemas e que as novas administrações municipais possam retribuir às populações dos municípios tudo aquilo que receberam em forma de votos.
Tenhamos, todos, um Bom Natal e um Venturoso Novo ano de 2021.
Euclides Riquetti – escritor –

Publicado no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC - 25-12-2020 - edição especial

Você é o sol, a luz, a água, o vinho

 



Você é o sol que me alimenta
Você é a luz que nunca se apaga
É a água que me sustenta
É  o vinho que me embriaga.

Você é a flor que mais me encanta
Você é a estrela que não se extingue
É minha força e minha esperança
É a cor que meu horizonte cinge.

E, por ser sol e ser luz
Por me alimentar e não se apagar
É a estrela que me seduz
É o vinho que me faz amar.

E, por ser flor e ser encanto
Encanta minhas tardes de verão
E, por ser a lágrima de meu pranto
Alenta as mágoas de meu coração...

Euclides Riquetti

Tu tens a mim e eu tenho a ti!



Entrego-te meu corpo e minha alma
Sem ressalvas
Para que os uses
E abuses.
Reservo-me a parte negra,  e dou-te a alva...

E te ofereço  meus beijos
Que se perdem com os teus
Que satisfazem teus desejos
E os desejos meus
Os que se avivam agora e os que hão de vir:
Tu tens a mim e eu tenho a ti!

Entrego-te,  de olhos fechados
Meu coração flechado
Despido
Livre, ou
Atingido
Pelo cupido!

Entrego-me o que tenho de mais sagrado:
A parte de min´alma sem pecado
E fico com o lado carvão.
(O lado escuridão)!

Entrego-te o melhor de mim:
Entrego-te meus versos, minhas estrofes e meus sonetos
Os limitados e os perfeitos
Os livres e os alexandrinos
Que só têm um destino:
Dizer que tu podes ter a mim
E que eu posso ter a ti!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Vem afagar-me na noite de janeiro

 


Vem tua alma encontrar-se com a minha
Alegremente
E teu corpo encostar-se ao meu
Vem sutilmente...
Acariciam-me as tuas mãos
Suavemente
Beijam-me teus lábios
Docemente!

Vêm teus olhos fitar os meus
Com toda a tua candura
E tuas palavras encontrar as minhas
Com brandura...
És a musa que Deus me concedeu
De alma pura
A flor que colho e beijo
Com ternura!

Vem, alma escondida em corpo escultural
Vem afagar-me na noite de janeiro
Vem me levar contigo, pra qualquer lugar
Vem pra tornar-me teu amado companheiro

Vem, afaga-me
Leva-me
Ama-me

Na noite de janeiro!

O tempo nos mostrará (todas as verdades)

 



Não te aflijas se não te dão o devido valor
Não esperes compensações de onde não podem vir
Não te  preocupes se recusarem te dar o amor
Pois sempre haverá quem  olhará por ti.

O mundo é assim mesmo, tem  imperfeições
E estas são em número altamente expressivo
Mesmo os que amamos nos dão desilusões
Mas tu podes sempre contar comigo.

Não te aflijas ele não é como tu queres
Pois cada coisa tem o seu devido momento
Busque em ti mesma a calma, não te desesperes.

O tempo nos  mostrará  todas  as verdades
As razões que fazem os acontecimentos
O verdadeiro caminho da felicidade.

Euclides Riquetti

Reflexão para final de ano (crônica)

 


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          Quando criança ainda, numa de minhas férias escolares, fui passar um mês com meus avôs em Linha Bonita. Os Baretta  eram comerciantes, tinham um casarão que mais atrás servira também de pousada. E, naqueles idos de 1961, eu era bastante observador, cuidava dos movimentos das pessoas e daquilo que faziam. Lembro que,  nos domingos à tardinha, após os jogos de futebol, vinham os jovens de toda a redondeza para jogar baralho. E tomar umas "birotas". Naquele tempo não tinham geladeira, pois não tinham energia elétrica suficiente, embora a maioria das casas tivessem  um rodão d´água, que acionava um dínamo, que permitia clarear os ambientes apenas para umas duas, no máximo três lâmpadas. Então, a cerveja era resfriada num tanque de alvenaria, construído sob o assoalho de madeira, com água do poço, retirada com baldes de madeira também. E pediam para minha nona, Severina, cozinhar ovos na água, em dúzias, para matarem a fome no final de tarde.

          Lembro que um dos jovens senhores que vinham até lá era o Vitalino Bazzo, com chapéu de feltro cinza, terno da mesma cor, de um xadrez discreto. (Foi na década de 1970 que os paletós "xadrezão" entraram na moda. Combinavam com aquelas calças boca-de-sino e os cabelos longos das pessoas). E havia o Américo Módena, o Fernande Maziero, o Dirceu Viganó, o Nézio e o Vilson Rech, o Alcides Antonietto, o Nelson Falk, o Itacir Dambrós, o Valdir Baretta, que se misturavam com outros mais jovens e com meus tios. Tinham chapéu de feltro, que eram os chiques. Alguns, de palha. Comprei um aos 9 anos, quando já estava morando na cidade e trabalhava. Lavava louça e lustrava a casa para uma prima. Com meu primeiro salário, comprei um belo chapéu.... Ah, e trabalhar não tirou nenhum pedaço de mim, não me queixo disso, mas me orgulho, pois aprendi a valorizar todas as minhas coisas.

          Na época, havia um cidadão que vinha da Estação Avaí, que ficava do outro lado do Rio do Peixe ,o Sérgio Martins, e ia ver a namorada, filha de um dos muitos Barettas que ali moravam, do Serafim. E tinha algo que dava inveja a todos os outros: um par de galochas de borracha, pretas. Era um material bem elástico e flexível, um "sapato maior que envolvia um sapato menor", que não deixava que o de couro embarrasse, nem que nele entrasse umidade. E ainda tinha um guarda-chuva com as varetas de madeira, bem grande. Vinha a pé, passava pela balsa ou bote, vinha de uma distância de dois quilômetros e meio para ver a namorada. Quando passava defronte à bodega, todos o invejavam. Naquele tempo não conhecíamos ainda as capas  chuva, de nylon, que apareceram por lá apenas uns cinco anos depois. Imagine o sucesso dele se tivesse também uma capa de chuva. Ter uma, foi um de meus sonhos de adolescência, que não pude realizar, pois só "quem podia" conseguia ter uma. (Só consegui comprar um chapéu...)

          Era o tempo em que não havia tratores para trabalhar. Colhíamos trigo com foicinhas, usávamos as enxadas para carpir, as máquinas pica-paus para plantar milho. E trilhadeira alugada para colher o trigo. Havia máquinas acionadas a mão para debulhar ou moer milho. Depois vieram equipamentos a gasolina e os elétricos. Foi uma "revolução na roça".

          E, relembrando dessas coisas, das galochas que caíram em desuso, lembrei-me do cinzeiro que meu pai ganhou de uma aluna, lá do Belisário Pena, do 4º ano, a Cássia.  Isqueiro  era um presente bonito para um aniversário, dias dos pais, formaturas. (Agora, eu não daria cinzeiros ou isqueiros para ninguém).  E davam também abotoaduras, algumas combinadas com um filete metálico que prendia a gravata, tudo ornando e combinando. E, antes ainda, as mulheres usavam luvas e  chapéus, que as tornavam mais elegantes. Bonitas não, pois bonitas elas já eram, apenas que os ornamentos as deixavam mais atraentes, chamativas, engraçadas.

         Hoje os sonhos de consumo são outros, criaram outrs necessidades para nós, encontraram outras formas de nos atrair, contagiar. As máquinas de escrever foram substituídas por computadores com impressoras. Muitos deixaram de fumar e dar um isqueiro ou um cinzeiro de presente é coisa muito brega e deselegante. Luvas, agora, para o trabalho,  para pilotar motos, ou proteger contra o frio. As máquinas fotográficas convencionais foram substituídas por digitais. Os filmes de película 35 mm estão dando lugar a sistemas digitalizados. As vitrolas , os gravadores de rolo ou fita, os toca-discos, deram lugar a mídias moderníssimas, chegando-se aos blue rays.

          Muitos  acessórios clássicos, tão presentes nas novelas e filmes de época e revistas  podem voltar à nossa mente nesses dias em que paramos para refletir a chegada de mais um final de ano. Pensar nos chapéus de feltro, nas abotoaduras, nas luvas das senhoras, nos isqueiros, nos cinzeiros, nas galochas, nas agulhas dos toca-discos e nos discos de vinil. Quanta coisa mudou e quanto ainda tudo vai mudar. Até as bodegas das colônias desapareceram, junto com a energia da juventude de muitos amigos que se foram ou que estão aí, resistindo ao tempo. Olhamos para trás e vemos um filme que nos traz simples, mas saudosas lembranças.  E nos resta pedir saúde a Deus, e que nossas ideias não caiam de uso, não se tornem obsoletas também!

Euclides Riquetti

Traz-me a voz do vento o teu sorriso

 



Traz-me a voz do vento o teu sorriso
De que eu preciso!
Traz-me teu rosto sorridente
Que perpassa portas, janelas, jardins
E que chega até a mim
Em  teu perfume envolvente.

Traz-me o barulho do vento o teu ninar
O teu sonho
O teu semblante risonho
Que vem me acalmar!

Traz-me o vento tuas palavras doces
Dizendo-me que fostes
Andar ao mar.

E  o sol te deixou mais morena
Com teus cabelos cacheados
E teus ombros bronzeados
Uma  mulher bonita, dócil, serena!

Traz-me  a voz do vento o teu sorriso
E é meu destino
Te esperar!

Euclides Riquetti

De Alfred Hitchcock e de Rogério Sganzerla

 



          Neste quinta feira, 09 de janeiro, será  aniversário do falecimento do cineasta brasileiro Rogério Sganzerla. Partiu aos 57 anos, em 2004,  depois de acometido por doença grave. O Joaçabense ainda tem um crédito a cobrar de nossa cidade: uma mostra de seus filmes, dentre eles "O Bandido da Luz Vermelha", de 1969, que o projetou na sétima arte. Uma considerável filmografia, interrompida com sua morte. Inspirado em  Orson Welles, mas buscando sua linha própria conforme sua índole contestadora,  e  ainda  em outros ícones do cinema mundial, foi um dos principais produtores do cinema brasileiro. Longas-metragens, curtas e documentários cumpuseram uma fiilmografia de 27 películas, dentre elas Copacabana, Mon Amour e Carnaval na Lama. Seu último filme, o Signo do Caos, foi rodado em 2003.

          Num desses canais de Telecine, assisti, ao final da tarde, ao filme "Hitchcock - Biografia", uma produção norte-americana de 2012, do Diretor Sacha Gervasi. Conta a história dos tempos em que o cineasta produziu "Psicose" (Psycho), em 1960. Ele é interpretado por Anthony Hopkins e sua esposa, Alma Reville,  por Helen Murren. A belíssima Scarlet Johansson vive a protagonista de Psicose. A película biográfica mostra os eventos que acontecem durante o período de filmagem deste fabuloso filme. O drama de ter que por em risco sua  própria casa para bancar Psicose, com a anuência da mulher, quando ninguém mais queria patrocinar seus filmes. É uma biografia bem disfarçada, um drama que nos envolve do começo ao fim do filme. Psicose teve um orçamento muito reduzido em razão da falta de apoio: US 800.000.00  - mas faturou US 60.000.000.00 nas bilheterias dos cinemas de  todo o mundo. Quando achavam que ele estava ultrapassado, com sua inteligência e criatividade, surpreendeu o mundo.

          Algumas nuances de Hitchcock, que imprimia na vida real e nos filmes o mesmo método de observação da realidade, com ousadia, determinação e inteligência, estão  muito bem transparecidas em toda a ação do filme. Mistério, terror, horror presentes em seus filmes. Na biografia, apenas mostrados indiretamente.   Mostra-nos, ainda, que em sua vasta filmografia houve o dedo opinativo de Alma, sua esposa.  Tirei a conclusão de que a presença dela foi fundamental para o seu sucesso. Seus filmes denotam suspense e fogem do convencional "água-com-açúcar" costumeiro.

          Mas, voltando ao Rogério Sganzerla, que foi para São Paulo para correr em Interlagos ainda antes de completar os 18 anos e se transformou em cineasta, para se ter noção da importância dele no contexto cultural do final da década de 1960, no maior sucesso da cantora bahiana Gal Costa, sucesso de 1969, em que ele lançou "O Bandido da Luz Vermelha", ela cantava:

"Meu nome é Gal, tenho 24 anos
Nasci na Barra Avenida, Bahia
Todo dia eu sonho alguém pra mim.
Acredito em Deus, gosto de baile, cinema
Amo caetano, Gil, Roberto, Erasmo, Macalé
Paulinho da Viola, Lanny, ROGÉRIO SGANZERLA
Jorge Ben, Rogério Duprat,
Wally, Dircinho, Nando
E o pessoal da pesada"

Dois grandes do cinema, guardadas as devidas propoções. Produziram fora do padrão convencional, produziram o diferente, merecem minha homenagem pelo seu talento!

Parabéns, Hitchcok, parabéns,  Sganzerla! 

Ângelo Sganzerla, irmão do Rogério,  faleceu há pouco tempo, também era cineasta. Enfrentou um câncer e perdeu a vida muito cedo. Quando eu o encontrava, batíamos belos papos. A mãe deles, Dona Zenaide Clementina, centenária já, e a irmã, Zenaide, e o irmão Albininho,  moram aqui no centro de Joaçaba e é impressionante a lucidez de "Dona Clementina". Ser amigo deles todos é uma alegria para mim, pois sempre fui admirador do Rogério. Pessoas bem sucedidas, mas muito simples.  

Euclides Riquetti
10-01-2014

Há um horizonte azul a nos esperar

 



Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Papai Noel esteve aqui

 



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Foi Natal outra vez
Veio e foi-se o Papai Noel
Sobraram  presentes e papel
Tudo de bom ele fez.

Veio chegando em seu burrinho
Foi entrando pela janela
E da maneira mais singela
Deixou-nos os presentinhos.

Só ele entende de  sonhos
Sabe o que queremos ganhar
Na hora de presentear
Conhece os bons e os medonhos.

No Dia do Menino Jesus
Por Deus e Maria abençoado
Nossos sonhos são realizados
Graças ao Menino de Luz.

Tenhamos muita sabedoria
Pra entender todo esse mundo
E que o amor mais profundo
Traga-nos paz e harmonia.

Vale pra mim e pra ti
Que acreditamos no Bom Velhinho
Foi agora, há um pouquinho:
Papai Noel esteve aqui!

Euclides Riquetti

Há uma loba voraz dentro de ti!

 



Há uma loba voraz dentro de ti
Capaz de atacar e de ferir...
Há uma alma oprimida e  assustada
Esperando a hora de ser libertada
Para buscar o teu "Ser Feliz":
Sim, há uma loba faminta dentro de ti!

Garras e  dentes afiados
Um coração que não quer ser domesticado
Mas que procura a desejada  liberdade:
O direito de ter o amor puro e verdadeiro
E de sentir a merecida felicidade
Em todos os dias ...  e no ano  inteiro.

Solta um uivo forte e assustador
E liberta-te do mundo opressor!
Exercita até mesmo a tua vaidade
Distribui sorrisos, abraços,  beldade!

Faze valer a tua capacidade infinita
De ser mulher poderosa e loba  bonita
De amar, de querer e de ser desejada!

Solta teu uivo, corajosa mulher
Há uma  loba voraz dentro de ti
Pois só  queres amar e também ser amada!

Euclides Riquetti