terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Um ensaio sobre o nada ou "An essay about nothing"

 


Eu pretendia, eu buscava escrever 

Um ensaio sobre o nada:

Contestar as vãs filosofias

Atacar o convencional que anestesia

Vagar, ignoto, pela longa estrada. 


Eu queria, eu teimava em escrever

Palavras bonitas e selecionadas

Que te impressionassem...

Então, minha mente muito agitada

Brigava consigo mesma

Por não encontrar os termos certos

Nesses tempos tão incertos. 


Mas a minha mente escrevia

Nada mais que a poesia

De que tanto gostavas...


É que meu instinto romântico

Que vai do Pacífico ao Atlântico

Não me deixava pensar em nada senão

Escrever-te sobre minha paixão

Exacerbada!


E assim continuo a construir meu destino

A palmilhar meu único caminho

Que é chegar, mesmo que lentamente

Ou, quem sabe, de repente

Até as curvas perigosas de teu corpo

Onde se perde meu coração!


Então, minha obra tão prima

Não passou de uma tentativa frustrada:

Um arremedo, sem a luz que me anima

Um escrito que não combina

Um breve ensaio sobre o nada!

Ou, se tu ainda não viste assim:

An essay about nothing!


Euclides Riquetti

05-01-2021








O balanço solitário nas areias

 



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Balança numa árvore suspenso
Um balanço de cordas, solitário
Enfeitando um magnifico cenário
Embalado pelo vento intenso.

Dependurado na árvore altaneira
Resiste às águas oceânicas
Que agridem as pedras vulcânicas
Ali onde se balançou
Ali por onde andou
Aquela mulher inquieta e faceira
Que pisou as brancas areias
Da praia de Canasvieiras!

E o vento agita a maré
Que traz as águas para baterem
E o barrancos ofenderem
Sob o olhar do homem e da mulher.

Viva o mar que busca o que foi seu!
Que enquadra a ganância humana
Que pega de volta o que não é teu.

Viva a paisagem soberana
Da ilha da magia
Onde eu, um dia
Vi uma santa  musa profana
Conduzindo seu corpo de sereia
A sombrear  a areia!

Euclides Riquetti

Orlindo Rech - o taxista que deixou história em Capinzal e Ouro

 


       Orlindo Rech, que viria a completar 85 anos agora em fevereiro, faleceu domingo em Capinzal, de causas naturais. Casado com Dona Clorinda Perotôni desde 20 de maio de 1967, o originário de Linha Sagrado, Ouro,  e sua espoa era de sua vizinha comunidade de Pinheiro do Meio, 

       Seu Orlindo nasceu em Linha Sagrado, município de Ouro, comunidade que visitava todos os finais de semana e onde seu corpo será sepultado. Ele casou-se em 20 de maio de 1967 com a senhora Clorinda Perotoni com quem teve três filhos: Adélcio,  Alessandra e André. A família possui uma loja com oficina de reparação de rádios, televisores, instalação e som automotivo em outros serviços do ramo, na Rua Narciso Barison, centro de Capinzal, a Eletrônica Rech. 

       O casal veio morar na cidade depois de casados, indo trabalhar na Churrascaria do Chascove, Ludovino Baretta, cunhado deles. Trabalhava como churrasqueiro e a esposa nos outros afazeres do empreendimento. Meu irmão, Hiroito Vital Riquetti, o tio Piro, era adolescente e ajudava na alfaiataria do Chascove e na churrascaria, onde tinha a incumbência de acender o fogo pela manhã e ajudar a servir os clientes.  Quando faziam almoço ou jantar para casamentos, trabalhavam todos juntos.  Paralelamente, Orlindo dirigia uma das Kombis e o Opala 4 portas, vermelho, que pertenciam ao meu primo Chascove. Adiante, foi dirigir seu próprio táxi, em Capinzal, onde trabalhou por mais de 40 anos. 

       Ao final de 2019, quando fui participar de uma feira cultural promovida pelo Departamento de Cultura de Capinzal, na Praça Pedro Lélis da Rocha, onde se situa a estação e o terminal  rodoviário de Capinzal, conversei com ele. O seu ponto de táxi fica entre o prédio da Rodoviária e o terminal dos ônibus urbanos. Ali há algumas árvores, onde se destaca uma mangueira plantada pelo Orlindo há muitos anos. Eu precisava descarregar meus equipamentos e livros e ele me indicou um lugar para estacionar em que eu não teria problemas.

       Há pelo menos uns 5 anos eu comecei a pesquisar sobre bicicletas antigas, uma Monark Marathon, daquelas de fabricação na Suécia. Ele tinha uma ano 11957, toda original. Falou-me sobre ela, contou-me que uns larápios a furtaram, mas que fora encontrada algumas horas depois. O Adélcio, a Alessandra e o André me atenderam e o primeiro me mostrou o lugar onde a guardam, numa varanda atrás do sobrado deles, pendurada numa estrutura. Disse-lhes que é um bem que precisa ser mantido, que é um patrimônio histórico deles, uma verdadeira relíquia. Minha ´paixão por esse tipo de bicicleta veio em razão de que, nos primeiros anos da década de 1960, meu pai possuía uma similar, e foi furtada do porão de nossa casa, ali na Felip Schmidt, em Ouro, onde ainda temos nosso sobrado. 

       Há poucos anos, o gringo foi solicitado a fazer uma corrida com seu táxi. I passageiro o sequestrou e ele conseguiu libertar-se em General Carneiro, pouco antes de União da Vitória, sendo atendido por um jovem médico que trabalhou conosco no serviço de Saúde, em Ouro. Ouvi os relatos dele numa entrevista em rádio e a narrativa me comoveu. Olindo, além de um esposo exemplar e ótimo pai de família, era filho do  saudoso  João Rech Sobrinho, conhecido como Joanin garganta. A família Rech, até hoje, produz vinhos naquela comunidade. Seus sobrinhos Alceu e Josenei produzem a marca Monte Sagrado, que eu ajudei a criar. 

       A atenção que o Orlindo costumava dar às pessoas, não apenas aos usuários de seu táxi, mas de todos os que o conheciam, era algo sem parâmetros, o que se estende também aos seus colegas de ponto. 

       Seu corpo foi sepultado nesta segunda, 04 de janeiro, em Linha sagrado, comunidade da qual jamais se afastou, mesmo morando em Capinzal.

       A todos os seus familiares, parentesco e amigos, um afetuoso abraço meu e de meus familiares. Que encontrem conforto nas boas lembranças das histórias que ele lhes contava e no carinho que sempre lhes dedicou. 

Euclides Riquetti

05-01-2020

     



Esperando você passar!

 



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Fico esperando você passar
Seus pés marcando-se na areia
Molhando-se na água do mar
Inspiradora musa qual sereia
E eu, aqui, esperando você voltar...

Fico rezando pra que volte logo
E espalhe pelo vento seu perfume
Você é o jogo que eu mais jogo
Na noite escura é o vagalume
Por você não sei se canto ou choro!

E, na minha breguice mulamba
Vou escrevendo este poema novo
Pra reordenar a minha mente bamba
Pra que eu não me torne um louco
E possa navegar em onda branda.

Penso em você e olho pras galés
Que flutuam segurando os sonhos
Meu coração já não suporta um revés
Nem comportamentos medonhos
Apenas quer você, quer muito, quer!

Euclides Riquetti

Feliz aniversário, menino Ângelo!

 




       O menino Ângelo completa três anos neste dia 05 de janeiro. Sua chegada, nascido em Curitiba, há três anos, encheu o lar da Luana e do Fabrício de muita alegria. Criando com muito amor, carinho e disciplina, continua a fazer a alegria de toda a família. Inquieto, sorridente e falante, esbanja sua simpatia contagiante para  todos os que com ele convivem. 

       Cresceu em São José dos Pinhais, onde mora com os pais e a irmãzinha Beatriz, de oito meses. Tem uma amiguinha no prédio, a Mariana, três anos mais velha do que ele, mas com brinca todos os dias. Quando viaja, fica mencionando a amiguinha em cada coisa que faz, dizendo como ela faz as mesmas coisas por lá. Da janela do apartamento, desde bebê acompanha a passagem dos aviões que saem do Aeroporto Afonso Penna, e que buscam outras cidades do Brasil e do mundo. Mal aprendeu a falar, e gritava: "Olha o aviãââãooooo!". Papai vai tabaiá no avião lá Tampaulo (São Paulo)"!

       Também cresceu ouvindo o canto dos pardais e canarinhos que povoam as plantas do terreno da casa vizinha, umas goiabeiras e jabuticabeiras e de outras sortes. Uma cachorra que late chama a sua atenção...Motocicletas barulhentas, sirenes de polícia e ambulâncias, ônibus, tudo ele identifica muito bem quando está na rua. Gosta de Kombis e a vó Miriam já deu uma réplica clássica bem bonita pra ele. Quando lhe perguntamos quem lhe deu as roupas bonitas que usa, fala: "Foi s vovó Maria, lá de Ibicaré"!

       Torcedor do Furacão, Athlético Paranaense, ganhou um uniforme completo da Tia Michele. Ainda não aprendeu que o vovô João e o vovô  Cride são vascaínos, mas não vai lhe faltar tempo para isso também. 

       Estiveram aqui em Joaçaba por alguns dias, os últimos do ano. Alternaram-se entre nossa casa e a dos avôs e tios de Ibicaré. No dia 27 de dezembro, os seus pais, Luana e Fabrício, casaram-se oficialmente na Igreja de Ibicaré, quando a maninha Beatriz foi batizada. Presentes os tios e tias, cerimônia muito restrita por questões de segurança sanitária. As priminhas Júlia e Eluíza, os primos Murilo e Artur estavam presentes. Durante a celebração do Frei Davi Pícolli, olhavam admirados pera o frei que procedia os rituais. Logo que chegamos lá, veio correndo e me disse:  "Vovô, ali do lado tem o menino Jesus deitado. Ele tá todo machucado"! Já havia, em poucos instantes, dado uma volta por todos os setores do templo e identificado tudo o que havia, como é de costume dele. 

       No gramado de nossa casa, divertia-se com a Tia Carol e as outras  crianças, pulava na cama elástica, corria na bicicleta nova que ganhou dos padrinhos Vander e Juliana. Arrastava a maninha Beatriz sobre uma prancha de surfe que ganhou da prima Júlia, deslizando pelos gramados. Pulava numa piscininha com água, tomava água e chá na sua garrafinha e comia docinhos.       

       Gosta de ver máquinas e caminhões operando, se diverte muito com isso. De outra feita, observou que a Celesc tinha dois caminhões com guincho, um vermelho e outro amarelo. Um carregava postes quadrados e o outro redondos. É um arguto observador. Já sabe escolher a letra B de Beatriz, J de Júlia, A de Artur. A Luana e o Fabrício são ótimos educadores. Buscam métodos de ensinar as crianças, aplicam-nos e isso resulta em um belo desenvolvimento. 

       Cheio de  energia, corre o dia todo, interage com crianças e adultos, se diverte e nos diverte. É uma verdadeira bênção ter um neto como ele. Então, hoje, desejamos feliz aniversário ao nosso querido Menino Ângelo. Que continue esperto, ágil e querido como sempre foi. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Os trovões que te acordam

 

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Trovões e relâmpagos povoam o céu
Que se prateia na madrugada noviça
E fazem cair pingos de chuva ao léu
Que molham as plantas e as hortaliças.

Espero que venhas para tomar o café
Aquele que aromatiza toda a casa
Que me dê afagos e me faça cafunés
Enquanto me seduzes e me embriagas!

Pois que os trovões que te acordam
Que te assustam porque explodem
Sejam apenas uns riscos que bordam
Estes panos celestiais que te cobrem.



Euclides Riquetti

A vida não é perfeita

 



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O ser humano não é perfeito
Como não é perfeita sua vida
Tem suas virtudes e defeitos
Há a instabilidade desmedida.

As imperfeições são evidentes
Os nossos íntimos vulneráveis
Muitas vezes são tão aparentes
No âmago dos corpos frágeis.

Reações calmas ou violentas
Ou simplesmente inesperadas
Angústias nas almas sedentas.

Emoções em seres conturbados
E a esperança sempre buscada
Na imensidão do céu azulado.

Euclides Riquetti

Oração ao Monge São João Maria

 

 

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Estátua de João Maria, no Morro da Cruz, em Porto União - SC

Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençõe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

Apenas mais uma manhã

 



Uma manhã banal
Como outras manhãs banais
Pode ser uma manhã casual
Como outras tais e tais.

Uma manhã  tentadora
O meu corpo a te querer
A lembrança encantadora
O que mais pretender?

A manhã  inspiradora
Os pensamentos saudosos
Tua pele macia, sedutora
Os momentos só nossos...

O que mais querer?


Querer uma manhã de querer
Apenas mais uma manhã
E, numa manhã, podes crer
Poder crer no amanhã.

A tarde de um amanhã
De um ontem, de um hoje, de um sempre
Pode ser, de repente
Apenas uma tarde vilã...

Mas sempre haverá um mais e um mais
Um bom motivo pra viver
E então, as manhãs banais
Serão manhãs colossais
Serão aquelas manhãs,  tais e tais
Que tanto quero reviver!!!

Pois, queiramos ou não, o tempo passa...

(E nós vamos envelhecendo...)

Euclides Riquetti 

Futebol no Céu (crônica em homenagem a amigos que se foram) - replay

 


Euclides Riquetti é o mais alto dos que estão em pé - foto da década de 1990

Porque os amigos não podem ser esquecidos 

     O Táti, zagueirão do Arabutã, morreu e foi pro céu. Lá,  tinha uma organização de talentos, que eram alojados por setores. Eram pessoas que um dia brilharam aqui na terra e que o destino as levou para morar  lá em cima. Tinha o setor dos atletas famosos: Denner, Adilson, Dirceu e Everaldo, que morreram em acidente de carro; Garrincha, que bebeu além da conta; Serginho e Wagner Bacharel, que morreram em campo; e muitos outros, fora os europeus. Todos estes ouviam, atentamente, os conselhos do Mestre Telê Santana. Tinha o setor dos artistas: Cazuza, que teve aids; o Dollabella, que bebeu todas; o Chacrinha, que animava a Terezinha; o Bossunda, cujo o humor era maior que a bunda; Paulo Autran, esbanjando simpatia; o Paulo Gracindo, nosso Zeca Diabo;  Nair Bello, Mussun e Zacarias, que nos fizeram rir muitos dias ( e muitas noites de nossos invernos e verões). João Paulo agora forma dupla com Leandro, e até que combina:" Leandro e João Paulo"! Tinha também O dos talentos políticos: Rui Barbosa, que defendia a honra: Tancredo Neves, a democracia; Toninho Malvadeza, a Bahia; Brizola, que ia contra "os interésses" da burguesia; e Jânio Quadros, que tropeçava nos cadarços de seus sapatos tortos. O Airton Senna driblava as curvas do Reino de São Pedro, o Dílson Funaro dava cruzados nos brasileiros, enquanto os Mamonas Assassinas encantavam, com suas irreverências, os milhares de jovens que morreram, infelizmente, após as baladas de sábado à noite, em acidentes com carros e motos.
     O Táti olhou tudo, curiosamente, e procurava por algo. Caminhou por entre as árvores e em meio a muitas roseiras e cravos, lavou a cabeçona numa fonte de água, passou a mão nos olhos e, ao abri-los, deparou com um monte de conhecidos: Lá estava o Bailarino, com algumas sacolas, cheias de camisas, calções e meias: Havia as azuis  e brancas, da São José; as pretas e amarelas, do Penharol; as verdes e amarelas, do Grêmio Lírio; as brancas e pretasd, do Vasco da Gama; e,  finalmente, as brancas e vermelhas, do Arabutã. Sentiu-se em casa. Finalmente encontrara sua tribo: O Bailarino, poeta, sábio, filosofava e escalava o time: O Orlando vai ser o Goleiro, mas não pode cair do cavalo, pois o Roque Manfredini, que  ficou sepultado lá em Porto União, vai ficar na reserva, porque este jogo não é pra profissional. Na lateral direita, o Darci Moretto, pois o irmão dele, o Valcir Moretto, vamos aproveitar na ponta direita, que ele gostava de jogar também lá. na zaga, vamos deixar a posição vaga, pois logo,  logo vamos receber um zagueirão que está chegando, e vai ser a principal contratação da temporada. Na zaga, o Tchule, que além de bom de bola, gosta de tocar bateria e batucar um samba. Na esquerda, o Urco, que poderá ser o juiz; daí fica o Jonei Cassiano de sobreaviso, para aquele lado, pois ele sabe defender e apoiar muito bem. Cabeça de área, um problema que é fácil de resolver: deixamos o Olivo Susin mais plantado e o Alberi, que é acostumado a arrumar bombas injetoras, com liberdade pra sair jogando e injetar a bola no ataque. O Jundiá, que é liso e tá meio pesadinho, fica com a oito, armando pro Moretto na linha de fundo, pro Camomila, nas esquerda; e, no ataque, o Alcir Masson, nosso matador, bem na frente, chutando forte e reclamando com o juiz. Bem, eu, o Baixinho, escalo o time e entro lá pelo segundo tempo. O Rogério Toaldo, vai ficar de curinga, e me ajudar a cobrar a mensalidade.

     Aí chegou o Juca Santos, Glorioso Presidente, e perguntou: "e o Zagueiro, o Capitão, que você não escalou ainda?"

     Bailarino apontou para o lado e gritou: "Chega, Táti, que a número três tá guardada pra você! E daqui a pouco vai chegar um convidado especial: O Guaraná! vamos ter que arrumar uma brechina também pra ele".

Euclides C. Riquetti - Ouro - SC - escrita em 23-01-2008 e plublicada no Jornal  ""A Semana" - Capinzal-SC

Nem todas as almas são brancas




Nem todas as almas são brancas
Algumas  têm segredos bem guardados
Alvas, puras, doces, brandas, francas
Mas nem todas são  nuvens sem pecados!

Almas perdidas na inquietude
Maculadas, de breu, de asfaltos vertidas
Manchadas como da noite a negritude
Jazem no universo,  pervertidas.

E as nossas andam de mãos dadas
Nus nos caminhos da ilusão profana
Desde agora,  plenamente condenadas
Pela perdição e pelas ilações  mundanas.

Almas, nem todas são brancas
Nem a minha, nem a tua, nem outras tantas!

Euclides Riquetti

Vai, navegue nas alturas

 


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Vai, navegue nas alturas infinitas
Flutue sobre as suaves nuvens brancas
Leve consigo as mais ternas lembranças
Das manhãs mais doces, das tardes mais bonitas...

Vai, busque lugares diferentes
Viaje pelas estradas ainda desconhecidas
Ande pelas ruas sinuosas ou pelas avenidas
Levando nossos sonhos de crianças e de adolescentes...

Vai, procure minha alma navegando
E, quando a encontrar, segure-a firmemente
Ela é como o sonho que vai e que volta contente
Que repousou no tempo e que acabou voltando...

Vai, siga todos os caminhos do universo
Abrace este meu poema com toda a devoção
Guarde-o com cainho bem dentro de seu coração
Beijo-a em cada palavra que escrevo,  em cada doce verso!

Euclides Riquetti
22-02-2016

domingo, 3 de janeiro de 2021

No embalo dos sonhos (eu fui te encontrar)...

 



No embalo dos sonhos
Eu fui te encontrar
Na noite de outono
Teus lábios buscar
E encontrei teu sorriso
Ali perto do mar...

No encontro contigo
No meu terno sonhar
Quis ser teu amigo
De mãos dadas andar
Mas te dei meu abrigo
O meu peito pra amar...

Foi mais forte o amor
Foi bem mais que a amizade
E acabei por propor
Nossa felicidade
Quero um mundo de cor
Um amor de verdade...

No embalo dos sonhos
Nós nos encontramos
E felizes,  risonhos
Nos amamos, beijamos
E agora eu só quero
Dizer que te amo!

Euclides Riquetti

Vem preencher o vazio de minha alma

 



Vem preencher o vazio de mi´alma fragilizada

Abandonada, tímida, pesadamente solitária

Na beira das estradas, agonizante, desnorteada

Tropeçante sobre as cascalhentas imaginárias. 


Vem me animar com uma canção de acalanto

Acarinhar meu rosto tristemente envelhecido

Com sua voz suave, vem acalmar meu pranto

Esse ser tão maltratado por um amor bandido.


Vem, montada em cavala negra, gentil amazona

Pra me levar contigo pelos riachos e campinas

Carregar-me na garupa da indomável redomona!


Vem, salva-me da voracidade do perigo iminente

Traze-me a tua energia dos teus tempos de menina

Supre minhas faltas, como o fazias antigamente.


Euclides Riquetti

03-01-2021








Vem afagar-me na noite de janeiro

 



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Vem tua alma encontrar-se com a minha
Alegremente
E teu corpo encostar-se ao meu
Vem sutilmente...
Acariciam-me as tuas mãos
Suavemente
Beijam-me teus lábios
Docemente!

Vêm teus olhos fitar os meus
Com toda a tua candura
E tuas palavras encontrar as minhas
Com brandura...
És a musa que Deus me concedeu
De alma pura
A flor que colho e beijo
Com ternura!

Vem, alma escondida em corpo escultural
Vem afagar-me na noite de janeiro
Vem me levar contigo, pra qualquer lugar
Vem pra tornar-me teu amado companheiro

Vem, afaga-me
Leva-me
Ama-me

Na noite de janeiro!

Euclides Riquetti