quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Voltar a sorrir

 




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Hoje eu busquei sorrir um sorriso largo
O sorriso do meu adeus às turbulências
O sorriso que deveria ter recebido afago
De mãos que nos suprem as deficiências.

Talvez não seja aquele sorriso costumeiro
Mas é o melhor que eu posso obter
O sorriso do frágil coração hospitaleiro
O sorriso da estima e do bem-querer.

Mas, se o sorriso que tanto eu procuro
Aquele que quero para encontrar o meu
Esconde-se num mundo triste e escuro
Talvez me seja inútil ir buscar o seu...

Apenas isso...bem assim!

Euclides Riquetti

Vem dançar comigo!

 



Vem dançar comigo, guria
Vem, com teu vestido de renda
Vem, com teu vestido de prenda
Com teu sorriso cor de melodia.

Vem cantar a canção da dança
Vem, com teu embalo galante
Vem, com a tua luz no semblante
Com teu corpo belo, que balança.

Vem namorar comigo, guria
Vem, com teus beijos sem pecado
Vem, com toda a tua alegria.

Vem me amar, morena gaúcha
Vem, com teu jeito encantado
De gata, menina, da  cachucha!

Euclides Riquetti

A necessária autonomia da mulher

 


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         Sempre fui um razoável observador do comportamento humano. Posso dizer que, por ter vivido um considerável tempo,  já vi de tudo na vida. Vi maridos e namorados desestimulando as esposas (ou namoradas) a dirigirem carros, a estudarem, a terem um trabalho que lhes permita uma independência financeira e outras coisas mais. A autonomia de muitas mulheres vai sendo tolhida com o tempo e, com o passar deste, acabam inseridas num contexto de dependência e até de submissão. As mulheres já são maioria em muitos cursos universitários. Nos de formação para atividades da educação, são maioria esmagadora.

         Mesmo com todo o espaço que é dado ao tema no meio televisivo, especialmente nos debates que proporcionam, a situação de dependência, ou relativa dependência,  é uma realidade gritante dentre os casais. A tolerância exagerada acaba afunilando isso para uma situação nada agradável, nada conveniente para a mulher, que na ordem das coisas acaba fragilizada e com isso dominada pelo parceiro. Mas...

         Mas é sempre,  e há sempre, o tempo para jogar tudo pro alto e começar vida nova.  Claro, dar um basta na submissão! E buscar a necessária autonomia. Ter suas próprias coisas, sem depender do marido, ter uma boa renda e uma previdência que lhe permita viver com dignidade na maturidade ( a parte mais difícil...), ter liberdade para buscar a universidade, os cursos técnicos de formação profissional, poder juntar-se às amigas para comemorações ou simplesmente divertir-se. E dirigir seu carro, ora essa! E, o pior, é que muitas vezes o tal carro foi comprado com o dinheiro da mulher (ou parte dele).

        Minha solidariedade a todas as mulheres que se agigantam para buscar sua autonomia. Parabéns e vão à luta, amigas!

Euclides Riquetti
11-01-2015

Caem os pingos de chuva no telhado

 


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Caem os pingos de chuva no telhado
E minha imaginação navega...
Ou, quem  sabe voa para o teu lado
E meu coração a ti se entrega...

É uma chuva leve, intermitente
Uma chuvinha fresca e prazerosa
Que atiça muito a minha mente
E me provoca uma sensação gostosa...

Cai a chuva enquanto me transporto
Para me perder nos braços teus
Enquanto isso eu me conforto
Acalentando todos os sonhos meus...

E, enquanto a chuva cai suavemente
Te escrevo este poema com carinho
Te dou "bom dia" alegremente
Te mando meu abraço cheirosinho!

Euclides Riquetti

Voam, silenciosas, as andorinhas

 



Voam, silenciosas, na noite, as andorinhas
Como a que não querer que as vejamos
Abanam suas asas pequeninhas
Que as sustentam em seus voos calmos e planos.

Voam, silenciosas, sobre os telhados
Sobre os quartos onde dormem as crianças
Vagam  diante das janelas de vidros espelhados
Timidas em seus voares e em suas andanças.

Voam, silenciosas,  as andorinhas singelas
Voam com a delicadeza e a sua sutilidade
Sobre as casas verdes, brancas e amarelas.

E seu voo é como o dos anjos protetetores
Que cuidam dos lares, das praças, e da cidade
Vigiando tudo, nos céus dos esplendores.

Euclides Riquetti

Cuidar de vocês

 





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Cuidar bem de vocês e proteger
Rezar para que vivam felizes
Torcer pelo seus êxito, querer
Essas são as minhas diretrizes!

Pedir a Deus que abençoe
Que olhe por vocês lá de cima
Que a vida não lhes magoe
Que tenham a proteção Divina!

Esperar que tudo seja resolvido
Sem dor e sem turbulências
Que em cada dia que for vivido
Impere a calma e a sapiência.

E esperar sempre por vitórias
Que vençam a luta pelo bem
Que Deus, com Poder e Glória
Fortaleça vocês  também!

Euclides Riquetti

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Viajando pelo universo

 



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Se viajares  pelo universo
Transformarei teu sorriso em versos...
Se andares pela estrada asfaltada
Te farei uma poesia rimada...
Se andares sem direção
Te farei uma bela canção...
Se andares por meio aos espinhos
Irei na frente abrindo o caminho...
Se fores passear sob o luar prateado
Farei tudo para estar ao teu lado...
Se andares pelos bravios oceanos
Esperar-te-ei por meses e anos...
Se viajares pela imensidão
Dou-te para levar meu coração...
Com amor
Deu-te a flor:
Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Mais um amigo que volta! Então, Djair Picinato?! (reprisando...)

 




          Já mencionei aqui, no blog, algumas passagens de minha adolescência e juventude, as quais muito me marcaram. E imagino que você, leitor, leitora, quando as lê, também revolve seu pensamento para algo parecido que lhe aconteceu um dia em sua vida. Com mais ou com menos tempo de história, cada ser vai formando seu quinhão, vai enchendo seus cestos e balaios, vai moringando as ideias, vai alimentando um fabuloso leque de saudosismos.

           Pois, sempre que quero acalmar minha alma, ponho-me a lembrar de meus amigos, de algumas situações que presenciei, muitas de que participei, até outras que protagonizei junto com amigos. E, na tarde do domingo passado, 25 de outubro,  recebi um telefonema de uma senhora de voz alegre e gentil, que me perguntava: "É da casa do Euclides Riquetti?" - Respondi que sim. E, ainda: "Você é o Pisca?" - Respondi que sim, que era meu apelido, assim me chamavam quando queriam inticar comigo na adolescência e eu ficava fulo da vida. Depois, com o tempo, mudei de cidade, ganhei outros apelidos e acabei virando o Riquettão...

         "Você tem algum amigo de infância em Lages?" - perguntou-me.

         "Ah, certamente que tenho, falei. Tenho alguns. Seria o Djair Pecinatto?"
 
         "Ele mesmo! Sou a esposa dele. Vou passar-lhe o telefone!"

          Acho que a conversa com o amigo Djair levou mais de uma hora! Foi só alegria! Tenho a imagem do Djair "Picinato", meu conterrâneo capinzalense, muito presente em minha memória. Não consigo vê-lo como um senhor de 64 anos. O Djair que eu conheço tem menos de 20 anos, é magro, cabelo liso, claro e bem penteado para o lado direito, pele clara, gestos calmos e gentis. E vejo-o em duas situações, somente: vestido com o uniforme de gala do Ginásio Padre Anchieta, aquele de roupa de tergal ou tropical azul-marinho, com o quepe na cabeça portando o distintivo do educandário, sapatos pretos e meias brancas, aquele cinto preto de couro, com uma fivela niquelada portando um brasão de nosso colégio amado; ou aquele que vestia meias  e calção branco, camisa branca com uma faixa verde em horizontal no peito, a do nosso Palmeirinhas, da Rua da Cadeia, no Ouro. Há, havia também as camisas "regata", tingidas de verde e com "P" bordado em ponto corrente. E as meias listradas, brancas e verdes. Também as camisas de manga longa, brancas, para os dias de frio. tudo comprado com rifas "americanas" que fazíamos. Uma vez rifamos um ferro elétrico e um guarda-chuva...

          Fomos colegas de aula no Padre Anchieta em 1965 e 1966. Depois mudei de escola e, em 1971, foi embora para Lages. Em 1972 fui para Porto União da Vitória. E nunca mais nos vimos!

          Nossa conversa, ao telefone, foi muito animada. Falou-me que estava vendo uma foto de nosso tempo de Palmeirinhas, em que eu estou com as mãos mirando o chão, para esconder meus pés, pois estava descaço. Verdade! A coisa era tão preta pra mim, na época, que não tinha como comprar um par de chuteiras. No máximo, o que sue podia, era ter uma conga azul, ou branca, mas que, com os chutes, ia pro pau. os mais bem situados na grana conseguiam uma "bamba", que era mais forte. Adiante, um kichute...

           Contou-me a história daquele comerciante que levou o "Nízio" para um tratamento na Colônia Santana... foi de Kombi e tinha uns cacoetes bem acentuados. Lá, com atrapalho na avaliação, internaram o comerciante  e liberaram o Nízio. Lembramos do saudoso Diomedes, que ia para o açougue do Baretta, ali na Rua do Beco, (agora Giavarino Andrioni), segurando o prato de pôr a carne como se fosse o volante de um carro e fazendo, com a boca, um ruído como se fosse o ronco de um caminhão...

          Lembramos da sede do Palmeirinhas, primeiro na Rua da Cadeia, no porão do Bépi Thomazoni, pai do Mário, do Arlindo e da Nina, e depois no que sobrou de nossa casa, danificada pelo pesa da neve de 1965 e desbarrancamento de terra,  e que teve que ser demolida, ali onde temos nosso sobrado até hoje, na Felip Schmidt, no Ouro. Depois aos fundos da loja do pai dele, na "Oficina do Paraguai", no local onde hoje funciona a Churrascaria Riquetti, no centro de Capinzal, de meus primos, filhos e netos do tio Vitale.  Lembramos dos tempos de colégio, do futebol, falamos dos filhos, do que fazem, onde moram...

          Lembrou-me carinhosamente, do "Foguete", que era meu saudoso irmão Ironi, treinador do Palmeirinhas. Uma vez, quando o juvenil do Grêmio Esportivo São José estava invicto há mais de 30 jogos, nosso time conseguiu vencê-lo por 3 a 2 e o Djair fez dois gols. Ganhou, de "bicho", do Ironi, um ingresso para um filme no então Cine Glória. Como foi bom lembrar disso tudo!

         Foi um papo pra matar saudades, que muito me alegrou. Certamente que nos encontraremos em breve, pois em 40 anos ele somente voltou a Capinzal há poucos dias, onde procurou informação sobre nossa família e acabou se comunicando comigo.

          Grande abraço, amigão Djair! Foi muito bom ter reencontrado você e saber que você tem sua família, seus negócios, e que está morando em Lages, depois de ter vivido em Guarujá, no litoral paulista. E que Deus nos dê saúde para que possamos viver por muitos anos e nos encontrarmos em breve!

Euclides Riquetti
31-10-2015

Quando você cantou aquela canção de amor

 



Quando você cantou aquela canção de amor
Mexeu muito comigo, revolveu meus sentimentos
Ora, é como se isso já fizesse tanto tempo!

Quando você cantou aquela canção de amor
Mas que mexeu muito comigo
Mesmo que parecesse não ter sentido...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
Mas eu não sabia tocar nada, nada
Fiquei sem chão e sem estrada...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
E eu percebia que as notas me escapavam
E que as palavras não combinavam...

Então deixei meu violão "Freedom" jogado sobre a cama
Esperando que alguém me ensinasse a tocar
Aquela cama macia em que você poderia deitar...

E meu "Freedom" vai ficar sobre a cama
Ocupando o seu devido lugar
Até que você venha para me reencontrar!

Euclides Riquetti

Você abusou, a crônica

 



        
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          Os anos 60 e 70 foram pródigos em nos oferecer festivais da canção. Muitos cantores surgiram para o estrelato oriundos  dos festivais. De vez em quando me vejo cantando uma  daquelas músicas, como "Caminhando contra o vento...sem lenço e sem documento...

         Pois, na manhã de hoje, povoava minha cabeça aquela canção do Antônio Carlos e do Jocáfi, dupla de participantes do Festival Internacional da canção. Começaram em 1969 e fizeram muito sucesso a partir de 1970. Cantei: "Você abusou... tirou partido de mim, abusou..." E fui buscar a letra completa, que aqui estou colocando: os mais antigos a conhecem, conhecem a melodia. Os mais jovens poderão ver a melodia pesquisando. Letra simples, mas que com excelente embalo melódico, caiu bem no gosto popular:

"Você abusou
Tirou partido de mim
Abusou
Tirou partido de mim
Abusou
Tirou partido de mim
Abusou
Mas não faz mal
É tão normal ter desamor
É tão cafona sofrer dor
Que já não sei se é meninice ou cafonice
O meu amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração
Como expressão

Você abusou ....

Que me perdoe
Se eu insisto nesse tema
Mas não sei fazer poema ou canção
Que fale de outra coisa
Que não seja o amor
Se o quadradismo dos meus versos..."

          Até destaquei, aqui, esta parte tão significativa da letra, pois, em tempos de relações tão conturbadas entre as pessoas, parece atualíssima. Isso não quer dizer que assim deva ser, mas é, de fato, algo muito significativo e que nos remete a reflexões:

É tão normal ter desamor
É tão cafona sofrer dor
Que já não sei se é meninice ou cafonice
O meu amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração
Como expressão

           Ora, pessoalmente, como poeta romântico, ainda considero que o sentimento deve prevalecer sobre os instintos, que o filosófico deve prevalecer sobre o material, que o amor deve sobrepor-se à razão. Mas isso é coisa de poeta...Nem todos pensam assim.

Euclides Riquetti
14-01-2015

Que em todas as manhãs possa sorrir

 



Que em todas as manhãs possa sorrir
O sorriso largo de uma  alegria incontida
Que haja um recomeçar e não um partir
Que possa comemorar e celebrar a vida.

Que as linhas de seu rosto se liberem
E apaguem dele todas  as preocupações
Que as suas virtudes e anseios prosperem
E que possa viver as mais belas emoções.

E que me reserve ao menos um lugar
Um pequeno espaço em seu coração
Onde minha alma possa se amparar.

E que o mundo nos sorria num repente
Que possamos reviver a mais bela paixão
Dando asas aos sonhos de amor ardente!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Vou pra rua esperar o sol amanhã de manhã




Vou pra rua esperar o sol amanhã de manhã
Rever o voo das borboletas multicoloridas
Ver flores amarelas, sentir cheiro de maçã
E lembrar de nossas conversas divertidas.

Vou pra rua,  mesmo que o sol esteja ameno
Olhar para as águas que correm nas valetas
Lembrar de seu olhar triste, rosto pequeno
Rir junto com as crianças, fazer-lhe caretas.

Vou pra rua para ver quando você passar
Você, com toda a sua notada exuberância
Desfilando, alegremente, em todo o lugar.

Vou pra rua aplaudir sua divina passagem
Coroada de charme, de beleza e elegância
Enfeitando todo o cenário e toda paisagem!

Euclides Riquetti

O tamanho do seu sorriso

 




O tamanho do seu sorriso
É tão grande como sua alma
É dele que eu tanto preciso
Porque só ele me acalma!

O seu sorriso é um alimento
Que fortalece todo o meu ser
É com ele que eu me sustento
Me animo apenas em lhe ver!

Quero ele somente pra mim
Quero-o para minha alegria
Seu sorriso largo, sem fim
Para me animar todo o dia!

Quero seu sorriso bem assim:
Franco, bem bonito e sedutor
Sorriso de anjo querubim
Sorriso de carinho e amor!

Euclides Riquetti

Me pendure ao sol, no seu varal

 


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Me pendure ao sol, no seu varal
Preciso me secar depois da chuva
Preciso de sua  alegria matinal
Quero ser a mão para sua luva...

Me pendure, me seque, me retire
Me guarde com todo o cuidado
E que seu gesto muito me inspire
A escrever um poema caprichado.

Guarde-me dentro do seu coração
Num pequeno espaço reservado
E quando desejar-me com paixão
Saio de lá novamente animado.

Guarde-me para agora e sempre
Cuide de mim com muito amor
E, se chover de novo, de repente
Cuide de mim, cuide, por favor!

Euclides Riquetti

Quem ama, doa! (e perdoa...)

 



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Quem ama, doa
Quem ama, perdoa
E não magoa!

Quem ama, pede perdão
Não magoa, não!

Quem quer bem
Quem ama alguém
Respeita, também

Quem ama pede perdão
Não magoa, não!

Sim, quem ama doa
Quem ama, não magoa...
Apenas ouve... e perdoa!

Euclides Riquetti