terça-feira, 20 de abril de 2021

Se um dia...

 

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Se um dia
A gente se reencontrar
Numa estrada estreita
Ou mesmo na beira do mar
Então te pedirei perdão
Por te querer, por te amar!

Se um dia
Nosso caminho se cruzar
Onde quer que seja
Que ele se entrelaçar
É provável que me ignores
Por que já não me queres mais!

Mas se um dia
A gente quiser sonhar
Mesmo com o sonho distante
Pelo universo a navegar
Talvez a gente se entenda
E possa de novo se amar!

Euclides Riquetti

Homenagem: Parte, em Curitiba, Celso Kaminski, meu querido cunhado.

 




CELSO KAMINSKI, 77 ano(s). Data de Falecimento: segunda-feira, 19 de abril de 2021. Profissão: CORRETOR(A). Filiação: FRANCISCO KAMINSKI e ANNA JUCA KAMINSKI. Data de Sepultamento: 20 de abril de 2021 às 12:00h. Local do Velório: CAPELA MUNICIPAL SÃO FRANCISCO DE PAULA - CAPELA 03 DO SÃO FRANCISCO DE PAULA. Local do Sepultamento: MUNICIPAL SÃO FRANCISCO DE PAULA. (Gazeta do Povo - Curitiba)


       Perdemos, nesta madrugada, em Curitiba, Celso Kaminski, meu cunhado, marido da Sirlei. Celso estava com muitas complicações clínicas e seu estado de saúde evoluiu para um quadro de debilidade nos últimos dias. Falei com ele pela última vez há duas semanas, por telefone. Nosso papo, como sempre, foi muito longo. No prato, futebol, voley, política e economia, nossos assuntos preferidos. Naquele dia, estava acompanhando jogos de voley, me parece que do Minas contra o Praia Grande. 

       Nossa amizade iniciou-se em 1973, quando ele ia a Porto União com a Sirley, na casa da mãe dela, Anna Anzolin Carmignan. Sirlei é minha cunhada. Uma vez, em 1974, visitei-os em sua casa, na Rua Alferes Poli, em Curitiba, quando eu havia ido participar de um curso naquela cidade, no Senai, não muito longe da casa deles. O Celso sempre foi uma pessoa muito cordata, de bom humor. Até dos infortúnios fazia chacota. Nossa amizade sincera foi crescendo com os anos, costumávamos reunir nossas famílias na nos feriadões de Carnaval, Páscoa, e Natal Novo. Foram muitos churrascos em família, principalmente em sua casa, em Curitiba, com chopp e coca-cola! Íamos primeiro a União da Vitória e, nas últimas três décadas, em Curitiba. Algumas vezes visitou-nos com a família quando morávamos em Ouro. Traziam os filhos Juliana, Fernando e Cassiano. 

       Nas vindas deles, com outros cunhados e suas famílias, organizávamos jogos de futsal nos ginásios André Colombo, em ouro, e no Diletto Bettaiolli, em Capinzal. Era torcedor e foi conselheiro do Paraná Clube, de Curitiba. Em São Paulo, torcia pelo Santos e no rio de Janeiro pelo Fluminense. Mas sua paixão, mesmo, era ser paranista, cube do qual foi sócio desde os tempos em que o Ferroviário se fundiu com outro clube e formaram o Colorado. Depois, com a fusão com o Pinheiros, formaram o atual Paraná Clube. Uma vez, mandei confeccionar um agasalho, azul, com detalhes em branco e vermelho, com as inscrições Paraná Clube e o nome dele nas costas da jaqueta. Ficou tão contente que a Sirlei vestiu um vestido azul, sapatos de salto, em apresentaram-se para o almoço de natal, na casa deles. De certa feita, há uma década, fomos ver um jogo do Paraná  contra o Grêmio de Porto Alegre, na Vila Capanema. 

       Quando os reuníamos, dávamos um jeito de sair para jogar uma sinuca no centro de Curitiba, ali na XV de Novembro, numa local do segundo piso, perto do Bondinho da XV. Éramos eu, ele, nossos cunhados Nei, Círio, o Primo Jandir Anzolin, Claudionor, e vez por outra o Emílio ou o Kiko. Jogávamos em duplas. Era papo muito descontraído, umas cervejas, cola-cola, pasteis e tacos na mão. Na modalidade, ele jogava muito bem. era tacada certeira. Quando em minha casa, jogamos sinuca no Ateneu Clube e no Bar do Danilo Coeli, nas dependências do Diletão.  Ele gostava muito dos sobrinhos, todos eles. Em Curitiba, levava-os para o Zoológico, Passeio Público, Jardim Botânico, Ópera de Arame, Bosque do Papa, enfim, todos os lugares que pudessem ser de interesse de adultos e crianças.

       Advogado e Economista, tinha escritório na Westphalen em parceria com o Juca Folador. Adiante, adquiriram duas fábricas de calçados e constituíram a Indústria de Calçados Domani, em São José dos Pinhais. Já aposentado, passou a trabalhar como Correto de Imóveis. Nos últimos anos, sua saúde o obrigou e ficar em casa e conviver com os netos quando das visitas deles.

       Estivemos na casa deles em 2019, quando levamos o pequeno Ângelo para que conhecesse, e em janeiro de 2020. Depois, com a vinda da pandemia, passamos a nos comunicar apenas por telefone, ocasionalmente. Ele, que costumava frequentar um senadinho anexo a uma lotérica, na Rua Chile, trancou-se em casa. Com 77 anos, tomou as duas doses da vacina contra a Covid 19. Dizia-me que iria de terno e gravata para tomar a vacina, que seria um momento muito especial para ele. Na última quinta-feira, a Sirlei me disse que ele não estava bem, que havia perdido muito peso, que suas funções estavam prejudicadas e que ele havia caído um tombo. Era a terceira vez que isso acontecia. Há poucos anos, a queda num banheiro em Itapema  lhe resultou em fratura de fêmur, mas superou após cirurgias e tratamento em Curitiba. 

       O Celso está partindo, mas deixa muitas lições e bons exemplos para a esposa, os filhos e os netos. Esforçou-se para dar-lhes bons estudos, frequentaram o Bom Jesus desde o Pré-escolar à conclusão do Ensino Médio. Juliana, médica endocrinologista, trabalha em Curitiba, formou-se na Universidade Federal do Paraná;  Fernando, Engenheiro Eletrônico, formou-se na UTFPR, estagiou e trabalhou no exterior e atualmente está na Petrobrás, morando em Santos;  Cassiano formou-se em Direito na Federal é é procurador estadual no Paraná, atuando em Curitiba. Deixa três netos, sendo um menino e duas meninas. A Juliana nasceu no momento exato de meu casamento com a Miriam, irmã da Sirlei.

       Ser cunhado e sobretudo amigo do Celso foi uma grande alegria para mim. Estamos todos muito entristecidos com a sua partida. Nem poderemos comemorar a saída da pandemia com um churrasco, como eu lhe havia proposto. Sua inteligência, sua cultura geral com domínio de qualquer assunto que fosse, sempre serviram de amparo para todos os seus parentes. Apoiava a todos sem jamais esperar nada em troca. Agora, que tenha a felicidade merecida na eternidade e que os filhos, esposa e netos e noras possam superar a dor da perda dele.  Tio Celso, como nós o chamávamos, foi chamado por Deus. Inteligente e conhecedor, sabia que sua hora estava chegando, mas nunca se entregava. Deus abençoe a todos!

Euclides Riquetti, com o carinho de toda a nossa família.

20-04-2021

       

 

Eu vim te ver de madrugada

 





Transpus muralhas e paredes
Pra vir te ver de madrugada
Eu vim matar a minha sede
Voltei sedento, ganhei nada...

Não ganhei beijo, nem abraço
Nem o frescor de teu perfume
Vim e voltei com meu cansaço
Voando qual um vaga-lume...

Agora quero a compensação
Um "sim te quero, sim te amo"
Pra amainar minha frustração
Pra alegrar meu fim de ano!

Porque as muralhas e paredes
Não serão barreiras a impedir
Passá-las-ei por muitas vezes
Nada me impedir[a de vir!

Volto a  te ver de madrugada
Venho pra poder ficar contigo
Morena atraente, bronzeada
É só de ti que eu tanto preciso!

Euclides Riquetti

Queria te ver de madrugada

 




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Eu queria te ver de madrugada
Como na  noite do inverno frio
Ou numa tarde bem ensolarada
Como no último verão de estio.

Queria te ver por sentir saudade
E por me fazeres muita falta
Rever-te é alegria, é felicidade
É ficar com a estima muito alta!

Queria te ver, queria te abraçar
Olhar bem dentro de teus olhos
Olhos da cor de um imenso mar...

E só sentir teu cheiro canelado
Um misto de canela e cravo
E sorver teus beijos adocicados!

(Bem assim...)

Euclides Riquetti

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Quando a lua prateada voltar




Quando a lua cheia de novo chegar
Para por romance nos corações dos namorados
E voltar-nos o seu  brilho lunar prateado
Estarei esperando por seus olhos encantados
Que me fazem viver, sentir, respirar...

Quando, solitário,  eu ouço a suave sinfonia
Da natureza que repousa abençoada
Que me cobre com seu manto sagrado
E eu olho para a imensidão estrelada
Sou arrebatado por tênue nostalgia.

Ah, doce sensibilidade de poeta
Vem me confortar com sua inspiração
Vem me animar a alma e o coração
Vem trazer-me a palavra certa
Que me faz rimar amor com paixão.

Vem ensinar-me a esperar
A lua prateada  voltar!
 
Euclides Riquetti

Fim de tarde

 



Fim de tarde:
O sol começa a se por
O coração a se opor...
E as almas ardem.
É fim de tarde!

Fim de tarde:
As sombras da noite se libertam
E flertam...
Flertam comigo
Contigo
Flertam...

Fim de tarde: a noite vem.
Vem, como as demais
Quando cessam os pardais
E há o encontro dos pensamentos casuais
Na noite que vem
Escura...

Fim de tarde:
Da noite emergente é o prenúncio
Da  manhã que vem é prévio anúncio
É mais um fim de tarde:
Como as demais
(Não voltará, não, nunca,  jamais)
O que vai, não volta mais...
Apenas volta, no firmamento
A lembrança de ti em meu pensamento.

Mas, como a tarde, tu também vais
E não voltas...(mais!)

Euclides Riquetti

À mulher amada...

 



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À mulher, o poeta mandou flores vermelhas
E lhe deu paixão
Em centelhas.

Escreveu-lhe versos de amor
Que desenhou
Nas pétalas de uma flor.

Desenhou também um coração
E nele seus nomes pincelou
Com toda a sublime devoção:

A de amá-la, infinitamente
A de respeitá-la, eternamente
A de cortejá-la, docemente
A de valorizá-la, certamente.

E o poeta fez-lhe versos surpreendentes
Alegres
Bonitos
Românticos
Comoventes!

Pintou com suas palavras um retrato sem igual
Fantástico
Belíssimo
Magistral.

O poeta queria mandar-lhe um jardim todo.
Mas seria tolo
Se assim o fizesse.
Melhor que ele mesmo lhe dissesse:

Mando-lhe um ramalhete de cada vez
Assim me diz minha sensatez.

Educado,
Preciso fazer-lhe um agrado
Mostrar-lhe minha alegria
Um pouco de cada dia.

À mulher amada
A certeza de ser cortejada
Desejada
Endeusada!

Ao poeta
Que não é Deus nem profeta
Apenas uma certeza:
Poder descrever sua beleza
Infinita
De mulher bonita.

E fazê-la sentir-se, todos os dias
Muito bem amada
Pois é assim que ele a quer:
Feliz sempre, ter muita alegria
Pois todo o dia é dia
É Dia da Mulher!



Euclides Riquetti

Brilhou, de novo, o sol...

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Brilhou, de novo, o sol que se ofuscara
Que se escondera ao final da Primavera
O sol fugidio  que  tanto me preocupara
Que me torturou pela angustiante espera.

Seu brilho pôs-me alegria no meu coração
Deu entusiasmo a este ser que se abalara
Reconduziu-o ao caminho da inspiração
Ao verso romântico que já se ausentara.

Brilhou o sol, brilharam a estrela e o luar
Fizeram com que voltasse toda a alegria
Depois que a busquei  para me confortar.

Então, os últimos dias do ano se salvaram
E vi dissipar-se a dúvida que me afligia 
E voltaram-me os sonhos que me faltaram.

Euclides Riquetti

domingo, 18 de abril de 2021

Feliz aniversário, Júlia! Feliz aniversário, Beatriz! Nossas netas abençoadas.

 

Júlia - completando hoje 11 anos...Parabéns!





Beatriz - fazendo artes...1 aninho hoje... Parabéns também!


       Um ano passado: 19 de abril de 2020 - um domingo belo de sol, Júlia, a Jujubinha,  nossa neta, filha da Caroline, estava de aniversário. Programei para ir buscá-la em Água Doce para que viesse comemorar, em nossa casa, seus  dez anos. Nossa indiazinha, como todos nós, estava ansiosa esperando a chegada da priminha Beatriz, filha do filho Fabrício Guilherme e da Luana, que nasceria na Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba. 

       Apanhei a Júlia em Água Doce às 15 horas. Naquele momento, estava nascendo a Beatriz, em Curitiba. Tomamos a estrada para casa, em Joaçaba, e recebemos as primeiras fotos da recém-nascida. Era tudo alegria e comemoração... No dia do décimo aniversário da Júlia, ela ganhava uma priminha!

       Na estrada, a Júlia vinha abrindo as imagens que recebia de Curitiba, estávamos muito contentes, fazendo planos, imaginando o quanto nos divertiríamos em nossos encontros familiares, agora com a priminha dela. 

       Chegamos à casa dela, ao lado da nossa, saboreamos salgados e doces. Após um intenso tratamento para garantir sua saúde, a Beatriz tornou-se uma menina simpática, feliz, adorável. No dia 27 de dezembro de 2020 foi batizada pelo Frei Davi Píccoli, em Ibicaré. Teve como padrinhos de batismo a tia Michele e o Daniel. 

       Beatriz, passou uma semana aqui em nossa casa há poucos dias.  Ela e o Ângelo nos divertiram, nos encantaram, deram muita alegria a todos. Foram idas e vindas até a casa da Vó Maria e do Vô João, em Ibicaré, Foram as brincadeiras no gramado do pomar, no salão do térreo da casa, com o carinho de todos. A Júlia tem muita habilidade em lidar com crianças, realizou  todas as brincadeiras possíveis com a Beatriz e o Ângelo. Este, gosta de correr. A pista do Clube Comercial foi nosso lugar predileto. Os pequenos brincando na areia e correndo no gramado. Beatriz engatinha e se move muito rápido. Gosta de subir escadas e vai pegando tudo o que acha em seu caminho. Sob o olhar de censura, faz de conta que nada está acontecendo com ela. A Júlia jogando bola (handebol e futebol), com o tio Fabrício e comigo. Ela é minha parceira e me entende muito bem. Quando eu conto piadas sem graça, ela dá uma olhadinha, depois uma risadinha educada. Gosta muito de estudar, está no Sexto Anto do Fundamental no curso Superativo, junto à UNOESC, aqui em Joaçaba. 

       Tem muita consciência e noção das coisas, sabe distinguir realidade de fantasia, gosta de esportes, tem boa performance no ciclismo, gosta de jogar handebol, dança, com preferência para dança clássica e ritmos. Gosta de cantar, é muito centrada nas suas aulas online, ajuda sempre que é solicitada. Também gosta muito de cozinhar, criando até algumas receitas. Neste dia de aniversário, vai almoçar conosco. 

       Parabenizo às aniversariantes e seus familiares. Tenham sempre muita saúde e sejam felizes!


Euclides Riquetti 19-04-2021


Onde está minha Canção de Acalanto?

 



       Em1972, quando ingressei no curso de Letras-Inglês da Fafi - Fundação Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória - Paraná, mergulhei nos meus estudos e na minha principal determinação, que era aprender Inglês a qualquer preço. Para reforçar minha aprendizagem e principalmente para garantir uma boa proficiência em conversação, paralelamente ao curso universitário matriculei-me no curso do Instituto de Idiomas Yázigy, que era de propriedade de meu professor Geraldo Feltrin.

       Eu estava muito motivado a aprender e devorava os materiais do Yázigy e de meus professores Geraldo, de Inglês, e de Francisco Boni, em Literatura Inglesa e Norte-americana. No cursinho, tínhamos os discos compactos com as lições em Inglês Americano. Eu procurava verificar as diferenças de pronúncia e também de algumas grafias entre o British English e o American English. 

       Logo no meu primeiro ano, o professor Geraldo nos trouxe uns discos com os sucessos internacionais daquela época. Dentre eles, o disco de B.J.Thomas, com seu sucesso Rock and Roll Lullaby. Fizemos a tradução em grupo. Dei algumas cópias datilografadas e outras manuscritas para alguns amigos.

       No decorrer do meu curso, tínhamos como professor de Português o Nelson Antônio Sicuro, que muito me incentivou a escrever poemas. Aprendi muita teoria literária também com o professor Francisco Filipak. Literatura Brasileira como o professor Nivaldo, que vinha de Curitiba e usava camisa Volta ao Mundo amarela. 

       No último ano,1975, eu já tinha um bom domínio em todas as matérias. Já conseguia compor poemas com razoável qualidade, conhecia as técnicas de métrica e rimas. Quando conheci os alexandrinos, sonetos com 12 sílabas fonéticas em cada verso, fiquei encantado e me desafiei. Então compus meu primeiro soneto, ainda por cima alexandrino, com o título "Uma canção de acalanto", e me inspirei na música de B.J.Thomas.

     De meus poemas de adolescência  juventude nada me estou. Não guardei sequer uma redação, um caderno, nem que fosse de Matemática. À medida que ia vencendo as séries, ia eliminando tudo. Só me restaram os dois poemas que estão no livro Prismas Volume IV que o Nelson Sicuro publicou em 1976, na Coleção Vale do Rio Iguaçu, com os títulos "Tu" e "Uma Oração para Você. Na época, comprei 5 deles, doei para familiares ou amigos e não tenho nenhum para mim.  Aqui estou colando a canção que me inspirou, que fez parte de minha vida e que fez muita gente chorar, quem sabe mesmo você, querida leitora.>

Rock And Roll Lullaby

She was just sixteen and all alone
When I came to be
So we grew up together
My mama child and me
Now things were bad and she was scared
But whenever I would cry
She'd calm my fears and dry my tears
With the rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Now just hold on tight

Sing it to me mama (mama mama ma)
Sing it sweet and clear, oh!
Mama let me hear that old rock and roll lullaby

You made it through the lonely days
But Lord the nights were long
And we'd dream of better moments
When mama sang her song
Now I can't recall the words at all
It don't make sense to try
'Cause I just knew lots of love came thru
In that rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right
Sha na na na na na na na
Now just hold on tigh

I can hear you mama, mama, mama, mama
Nothing loose my soul
Like the sound of the good old rock and roll lullaby

Rock de Ninar

Ela tinha apenas 16 anos e completamente só
Quando eu passei a existir
Então nós crescemos juntos
Minha mamãe criança e eu
Agora as coisas estavam ruins e ela estava assustada
Mas sempre que eu chorava
Ela acalmava meus medos e enxugava minhas lágrimas
Com um rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Cante para mim mamãe, (mamãe, mamãe, ma)
Cante doce e claro, oh!
Mamãe deixe-me ouvir aquele velho rock de ninar

Você conseguiu atravessar aqueles dias solitários
Mas Senhor as noites eram longas
E nós sonhávamos com momentos melhores
Quando mamãe cantava a canção
Agora eu não consigo lembrar todas as palavras
Não faz sentido tentar
Pois eu só sabia que muito amor vinha através
Daquele rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Eu posso ouvir você mamãe, mamãe, mamãe
Nada liberta minha alma
Como o som do bom e velho rock n' roll de ninar...


Euclides Riquetti - 18-04-2021



Ganhar teu beijo...ganhar teu abraço!

 




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Quero dar-te um abraço terno
Um abraço simples, mas que seja eterno
Não mais descolar-me de ti:
Um eterno e terno abraço,  (em ti...)
Eterno, eterno abraço terno!

Quero levar-te o abraço do encantamento
O abraço que se perde no firmamento
E que se encontra, depois, ali depois do raio de sol
O abraço que se esconde... sob o branco lençol!
E que te percas em mim por um mágico momento...

Quero que aceites meu abraço dado
Quero que me apertes  no abraço apertado
O abraço na manhã que te surpreende
O abraço no teu corpo que me acende
E que busca o teu beijo sagrado...

Enfim, não te surpreendas, não
Com as reações de teu coração!
E não te assustes com minha ousadia
Nem  te incomodes com tanta rebeldia
Pois quero apenas tua atenção.

Quero dar-te um abraço terno
Quero ganhar teu beijo, quero muito, quero!

Euclides Riquetti

O que planejar agora para o pós-pandemia?

 



       A vida dos empresários e de todos os trabalhadores da cultura e do turismo e dos transportes coletivos tem sido das piores durante os tempos da pandemia do novo coronavírus, que causa a doença Covid 19, a qual tem feito milhões de vítima em todo o mundo. São setores interligados e os que mais sofreram com as restrições impostas pelos decretos dos governadores e dos prefeitos em todo o Brasil. Cidades que dependem apenas do turismo são as mais atingidas. E, embora não pareça, mesmo em nossa cidade há muito empresário e trabalhador penando pela impossibilidade de realizar eventos. Os transportadores de estudantes ficaram praticamente um ano parados, sem renda, e com as prestações de seus veículos vencendo.

         Nosso Estado, num todo, conseguiu resultados animadores em sua economia, mesmo com as adversidades. O setor da agricultura e da pecuária, mais sua industrialização, foram os que protagonizaram os melhores resultados e ajudaram a nos salvar. A construção civil, com o consumo de muita mão-de-obra e materiais, foi um dos setores que se mantiveram aquecidos.

       As pessoas em geral, de uma forma ou de outra, conseguiram criar alguma coisa, ou trabalharam na força e na coragem, mesmo com as fortes campanhas do “fique em casa”.  Porém, artistas e montadores de equipamentos para espetáculos, todas as equipes de retaguarda de shows, ficaram sem renda, pois dependem da presença de público em seus eventos. Os próprios clubes de futebol estão penando, salvando-se apenas na publicidade e nas contribuições de seus associados. Restaurantes tiveram sensível redução de frequentadores e nem todos conseguem praticar as atividades em formato delivery. Casas de lanches, estas sim, com seus motoboys fazendo entregas em domicílio, faturaram bem. Mas tudo isso vai passar. Hotéis nas cidades turísticas sofreram grandes revezes. A crise sanitária  não passou na última primavera, em setembro do ano passado, como se esperava. Veio e foi-se o verão, estamos no outono e as expectativas, no território nacional, são sombrias. Sendo o aniversário de nossas cidades comemorado em final de agosto, há a sugestão que se estabeleça uma programação comemorativa que se estenda pelo mês de setembro. Programar e que as contratações tenham cláusulas rescisórias em caso de a situação sanitária não melhorar.

       O início da vacinação contra a Covid 19 foi retardado e agora está lento. O próprio Instituto Butantan, maior produtor de vacinas, teve que interromper sua produção por falta dos insumos que devem ser trazidos da China, país que está priorizando, primeiro, salvar os seus. Muitas querelas políticas, excessiva judicialização, notícias falsar, muita opinião controversa, desencontros de informações, por interesses particulares ou mesmo por falta de competência, estão ocasionando mortes e distância das soluções. Mas depois que tudo isso estiver acabado, certamente que teremos dados e informações que nos permitirão ver quem errou mais ou quem acertou mais. Por enquanto, nem se sabe em quem acreditar!

       Então, agora, com a esperança de que, mesmo com atrasos, a vacinação ajude a reduzir a transmissão do vírus letal, precisamos planejar ações de recuperação dos setores mais afetados de nossa economia, para recomposição da renda dos que mais precisam, dos que mais perderam até agora. Imagino que em setembro nossa vida esteja próxima de seu normal, aquele normal que nem sempre valorizamos, em que éramos felizes e não sabíamos. Vejo que os empresários, estimulados pelo SEBRAE, estão se propondo a realizar ações para a melhoria da economia. O setor público, que é o que costuma ser mais lento na arrancada, precisa se programar também, não se pode pecar por excesso de zelo. Alguns eventos já estão sendo agendados, a exemplo da Gera 2021. Claro que, adiante, se necessário for, se realinhem posições, se corrijam os rumos, mas a população precisa sentir que seus líderes estão acreditando em dias melhores.

       Os dados oficiais nos mostram que a situação está melhorando no Oeste e no Meio-Oeste Catarinense. Precisamos continuar com os cuidados recomendados pelas autoridades sanitárias, termos a sorte de que não faltem vacinas para que a transmissão do vírus possa regredir e os hospitais tenham vagas para que as pessoas possam ter o melhor atendimento possível. Um ponto positivo da semana foi que Joaçaba vacinou idosos a partir de 65 anos ainda na segunda-feira, enquanto que algumas outras cidades vacinaram este grupo apenas na terça.

       Fato positivo do início da semana foi a determinação da Governadora Interina Daniela Reinehr de que sejam acionados todos os meios possíveis para que o dinheiro pago pelos tais respiradores, ao custo de R$ 33.000.000,00 sejam devolvidos. Nessa, Moisés foi muito devagar. Alíás, a Governadora começou a substituir os secretários que auxiliavam o Governador afastado Carlos Moisés. Imagino que esteja confiante de que acabará ficando efetivada no cargo. Os empresários catarinenses estão pressionando para que o julgamento de Moisés ocorra o mais rápido possível. Não poderemos continuar na incerteza, pois isso prejudica Santa Catarina em todos os sentidos. Aguardemos e veremos todos os desdobramentos do caso.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Um beijo com embalo de tango

 



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Não quero  beijo sabor chuchu
Quero apenas um bem vermelho...
Mas que venha de ti, venha de tu
Um beijo desenhado no espelho.

Pode ser um beijo bem curtinho
Um beijinho doce, apenas beijo
Com o sabor do beijo,  beijinho
Bejinho cheio de amor e desejo...

Vai, me dá um, ou me dá dois
Três... quatro...  infinitamente
Daqueles pra relembrar depois
Pra relembrar ... eternamente!

Tão bom como aquele de chima
Ou como aquele de morango
Um de cereja também combina
Um beijo com embalo de tango!


Euclides Riquetti

O aroma mentolado de teus lábios

 



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Invade, invariavelmente, todo o meu ser
O aroma mentolado de teus lábios
Cega-me os olhos o nevoeiro do amanhecer
E minh´alma se refugia em vão sacrário.

Correm, as lágrimas, em teu rosto moreno
Quem sabe de emoção, quiçá de sofrimento
Enquanto, lá fora, cai um gélido sereno
E me inunda a alma o triste lamento...

Espalha-se, com o vento, o calor perfumado
Exalado de teu corpo esbelto, escultural
E teu cabelo esvoaçante, seco e alongado
Cinge tua silhueta atraente e sensual!

E canta, no galho verde, a ave mais canora
E seu canto ecoa em todos os cantos da terra
E eu penso em ti, quero que voltes bem agora
Vem logo, vem ainda antes da primavera!

Euclides Riquetti

Eu te fiz tantos poemas...

 



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Eu te fiz tantos poemas que nem me lembro
Gastei muita tinta em muito papel
Tentando ser um romântico menestrel
Inspirado pela tua perda ou pelo medo.

Eu escrevi milhares de versos, todos pra ti
Que nem sequer sei se tu já os leste
Mas, que não os lendo, talvez pouco perdeste
Alguns rabiscados de cuja letra esqueci.

Eu sonhei, nas noites, os sonhos dourados
Andei por ares remotos nas turbulências
Busquei sóis, luas, estrelas nas adjacências
Encontrei teu universo lindo e encantado!

E, como que num trono celestial, iluminado
Tu estavas lá com toda a tua elegância
Desafiando-me com toda a tua exuberância
Olhando pro mar revolto, escuro, abençoado!

Euclides Riquetti