quarta-feira, 5 de maio de 2021

Revelando o Segredo do Bolo de Aniversário na Escola Professor Guerino Riquetti, em Ouro.

 

Na foto> Naiara Zanini (Secretária da Escola),  Euclides Riquetti (Convidado),  Euclides Pereira (Diretor de Educação), Edineia Rech Schlindwein (Secretária Municipal de Educação), , Andreia Simone Rech (Diretora  da Escola) , Márcia Pereira (Orientadora Pedagógica), Josiane Garcia (Psicopedagoga), Aline Maia (Psicóloga), Jucilene Sarmento (Orientadora Pedagógica). 

       Estive na terça, 04 de maio, revisitando a Escola Municipal Professor Guerino Riquetti, no Bairro Nossa Senhora Navegantes, em Ouro. Na oportunidade, reencontrei alguns antigos colegas, que foram meus alunos e se tornaram professores, novos amigos e ainda aluninhos que nasceram depois que eu vim morar em Joaçaba, a maioria filhos ou netos de ex-alunos meus. Também conversei com as Agentes Coloir Bartezal e Noeli Tomão, minhas amigas.  

       O objetivo era participar da comemoração dos 30 anos da Escola Municipal Professor Guerino Riquetti, que construímos e inauguramos há três décadas. Foi uma alegria rever meus amigos e poder conversar com todos, chamá-los pelo seu nome, trocar ideias. Falei-lhes sobre a história do Bairro onde ela se localiza, um loteamento implantado pela Urbanizadora Nossa Senhora dos Navegantes, de propriedade do Senhor Sílvio Santos, prefeito de Capinzal, a que o Ouro pertencia antes de sua emancipação, em 1963. 

       Ali poucas casas havia, algumas pessoas utilizavam a área mais plana para plantar algumas culturas. Minha família plantava batata doce, mandioca e pipocas. Meu pai e minha mãe realizavam o plantio e eu e meu irmão mais velho, o saudoso Ironi, íamos com uma enxadinha para retirar os tubérculos da terra.

       Mas a curiosidade de todos ficava por conta da adivinhação do Segredo do Bolo. Confeitado pelo Adriano Bauermann, da Padaria e Confeitaria Santa Lúcia, com cobertura branca, continha detalhes das cores da nossa escola, azul e amarelo. Fiz suspense, contei uma história relacionada ao conteúdo secreto. Discorri um histórico sobre a vida de meu pai em Caxias do Sul, a vinda para Linha Bonita, no antigo Distrito de Rio Capinzal, depois no Seminário São Camilo de Iomerê e no São Camilo da Vila Pompeia, em São Paulo. Falei da fuga dele do seminário, da sua vida clandestina em São Paulo, durante a Segunda Guerra Mundial, da volta dele com um mascate até Linha Bonita, onde conheceu minha mãe, Dorvalina Adélia Baretta, com quem se casou. Por não ter trazido os documentos, mesmo tendo iniciado a Filosofia em São Paulo, estudou num curso complementar e depois o antigo Normal, hoje Magistério, no Mater Doorum, em Capinzal. Professor em escolinhas da zona rural, depois em grupos escolares, tendo sido Diretor no André Rebouças, da Barra do Leão, e na Sílvio Santos, em Ouro. 

       Após os 50 anos, voltou à Faculdade, a Fafi, em União da Vitória, onde cursou Geociências, curso sucessor ao de Geografia. Numa das aulas, havia um professor dele, o Arbus, que vinha de Curitiva e aterrorizava os alunos do curso de Pedagogia, lecionando-lhes Estatística nas noites das sextas e nas tardes de sábado. Era tão terrível e temido, que antes mesmo da hora de início das aulas, às 13,30 do sábado, já disponibilizava as provas aos alunos. E dava prazo para que terminassem às 18,50 h, pois ele tomaria o ônibus da Estrela Azul, ali perto, na Rodoviária, para voltar a Curitiba. Os alunos ficaram apavorados com o nível das provas dele.

       Numa sexta-feira à noite, deu aulas para meu pai, que estava no Primeiro Ano. Meu pai tinha gastrite e por isso colocava uma bala de menta ou hortelã na boca enquanto participava das aulas. Era profundo conhecedor de História e Geografia, certamente mais do que seu jovem professor. Este, implicou com meu pai dizendo que ele estava mascando chicletes e que se fizesse isso seria mandado para fora da sala. Uma prepotência desse professor que, ao meu ver, pela insegurança de sua pouca experiência, tinha que mostrar seriedade e autoridade de alguma forma. Meu pai ficou muito revoltado e depois me contou de sua indignação e revolta. falei-lhe sobre o terrorismo que tal professor fazia com os alunos e ele entendeu. 

       Então, retiramos um invólucro do bolo, na parte lateral e dentro estava o segredo que eu lá colocara: UMA BALA DE MENTA!

       Há duas semanas, fui até o Mercado Masson, no Ouro, comprei balas, pedi ao Valdovino um pedacinho de papel branco, que usa para anotações. Enrolei a bala, fui à padaria, pedia uma caixa de fósforos vazia ao Adriano, coloquei a bala dentro. E, depois, embrulhamos num plástico filme. Ninguém, além de mim, sabia qual era o segredo do bolo. Sob a curiosidade de todos, o menino que vendeu cinco listas de adivinhações e eu apresentamos o conteúdo aos presentes, a bala. 

       Sete pessoas adivinharam o que estava contido no bolo,  então foi sorteado um deles para ser o premiado, recaindo a escolha para a Senhora Neide Zanol Masson, do Mercado Masson. Vejam bem: a bala saiu de lá e para lá voltou. Na entrega do bolo, tiranos fotos com Pedro Otávio da Rosa, que foi quem vendeu o palpite  para a ganhadora, sua mãe Naiara Zanini, Dona Neide , e Valdovino Masson, seu marido.  Dona Neide fez doação do bolo para a própria escola, para que fosse compartilhado dentre os alunos da mesma. Coincidente, quando eu estava lá no mercado, foram entregar o bolo, então posamos, juntos, para  uma foto. 

Foi uma alegria poder fazer-me presente na escola que leva o nome de meu pai. Feliz aniversário para toda aquela comunidade escolar!


Grande e carinhoso abraço em todos!


Euclides Riquetti

05-05-2021

       

       


  Disse mais ou menos assim:

       "Meu pai estudo


Flores pra você!

 


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Pra você, um bom dia bem sul brasileiro
Um abração muito carinhoso
Um beijão muito gostoso
Um afago bem prazenteiro! 

Pra você, muito amor e muito carinho
Com alegria, o meu bom dia
Pra que você goste muito e sorria
E fique contente como um...passarinho!

Pra você, eu desejo plenas felicidades
Uma manhã muitíssimo faceira
Uma caminhada na rua ou na esteira
Uma tarde com muita tranquilidade!

Então, daquele meu jeito já costumeiro
Mando-lhe versos e muitas flores:
No palco da vida, somos ambos atores
Eu, você, e nosso bom dia sul brasileiro!

Euclides Riquetti

terça-feira, 4 de maio de 2021

Parabéns, Michele e Caroline, filhas queridas! Feliz aniversário!

 


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Michele, em algum lugar do mundo

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Caroline, com a filha Júlia

Michele e Caroline, as duas perolazinhas
Vindas ao mundo para nos trazer encanto
Dois pequenos rostos, quatro mãozinhas
Um par de olhos que nos levou ao pranto.

Foi emoção incontida, foi muita alegria
Ao chegarem as gêmeas do olhar terno
Pois a vida mudou-nos, desde aquele dia
Logo que elas saíram do ventre materno.

Duas meninas lindas, doces e saudáveis
Acarinhadas com o amor que mereceram
Personagens de tantas cenas memoráveis
Acalentadoras dos sonhos que nasceram.

A busca das letras na escola, a infância
O encontro com toda a gama de amigos
Dos primeiros desenhos as lembranças
Todos protegendo-as de todos os perigos.

A chegada do irmão, um presente sagrado
A felicidade no lar, com todo o carinho
Filhos queridos, por Deus abençoados
A proteção necessária em todo o caminho.

A adolescência badalada e efervescente
A turminha avassaladora do seu colégio
Uma geração destemida e muito valente
Com quem conviver  foi um privilégio.

Uma juventude intensa e com energia
A busca incessante da melhor formação
As conquistas escolares com galhardia
As vitórias diárias com muita emoção!

Na vida, flores coloridas e confrontos
Num mundo imperfeito, a desilusão
Mas,  apesar de alguns desencontros
Para cada obstáculo, uma superação!

Se correm ágeis os cavalos do tempo
Porém ganhos se acumulam fartamente
Que vivam a alegria em cada momento
Com sua alma leve e o coração contente!

Se é o tempo que nos esclarece e define
Que nos mostra quão gloriosa é a vida
Feliz aniversário, Michele e Caroline
Feliz aniversário, filhas queridas!

Euclides Riquetti

Ironi Vítor Riquetti - mais um aniversário!

 



Ironi        
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        No dia 04 de maio, completaram-se 24 anos do falecimento de meu querido irmão Ironi. Partiu aos 51 anos, vitimado por doença gravíssima. Estava internado no HUST, em Joaçaba e passou seu ultimo dia de vida na UTI. Eu vim cedo de Ouro para Joaçaba, pois minha cunhada, a Lurdes, me avisara de que ele passara mal e fora transferido para a UTI do hospital. 
          O pessoal da família já estava exausto, tinham ido comer algo em alguma lanchonete. Eu permaneci nas proximidades do hospital, era de tardinha, e os funcionários me informaram de que ele havia falecido. Esteve internado algumas vezes, no mês anterior, em hospital de Curitibanos e no Spessatto, de Joaçaba. Dada a gravidade da situação, o último internamento ocorreu no Hospital Santa Terezinha, hoje HUST.
          Deixou a esposa Lurdes, a filha Graziela, adolescente, e a Gabriela, com apenas 4 anos. Nossa mãe, Dorvalina,  já estava adoentada, mas conseguimos levá-la até o local onde foi velado, na Funerária Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro. Tínhamos perdido o pai, Guerino, em 1977. Minha mãe viveu mais um ano e meio depois da partida dele. Ficaram os irmãos Euclides, Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar. As cunhadas Miriam, Marise e Isolete, o cunhado Luiz Fernando Ghidini.  Na época, os sobrinhos Michele, Caroline e Fabrício (meus filhos), Rafaela e  Roberta (filhas da Iradi), Naiana (filha do Hiroito), e Guilherme e Ana Carolina (filhos do Edimar).
          Meu irmão Ironi construiu o sobrado de nossa família, no centro da cidade, em Ouro, onde mora meu irmão Vilmar. Estudou no Mater Dolorum, e nos ginásios Padre Anchieta e Juçá Barbosa Callado, em Capinzal. Aprendeu com Ângelo Gramazzio a profissão de pedreiro e construiu diversas edificações em Ouro e Capinzal. Formou diversos outros profissionais, que até hoje atuam na profissão.
         Meu irmão  muito me apoiou nos tempos em que eu estudei na Fafi, em União da Vitória. Muitas vezes, quando eu voltava para minha cidade, em visita aos familiares, ele me mandava na alfaiataria do tio Ivo Mário Baretta para fazer uma calça nova, de tergal. Quando minha irmã, Iradi, foi mirar em União da Vitória, deu-lhe uma máquina de costura para que ela pudesse trabalhar sem se preocupar com emprego e poder financiar seus próprios estudos.
         Era torcedor do Botafogo e do Palmeiras. Jogou futebol nos campinhos de nossa cidade, no Palmeirinhas e no Noroeste, de Nossa Senhora da Saúde, era bom jogador.  Aos 18 anos, já era treinador do Palmeirinhas, do Ouro. Alto, forte, e com olhos azuis, atraiu a atenção da Lurdes Maria Andrioni, com quem se casou.
          Quero agradecer  minha cunhada Lurdes por ter cuidado bem de meu irmão nos anos de convivência matrimonial, do que resultou o nascimento da Graziela e da Gabriela. Grazi é casada com Fabiano Lago e têm um filho, Pedro Miguel.
          Dele tenho ótimas e saudosas lembranças, sempre tivemos carinho mútuo. Nos seus últimos anos de vida, costumava vir em minha casa em muitas noites e domingos. Ele tinha admiração pelas nossas filhas e influenciou o Fabrício a trocar de time de preferência na infância: de são-paulino, virou palmeirense.
         O primeiro carro da família ele comprou em 1976, um fusca azul, modelo 1300 L, com rodas de tala larga, som, Kadron e volante de Fórmula 1. No toca-fitas, Raul Seixas, com "Amigo Pedro", e os outros sucessos dele. Era fã de Roberto Carlos e de todos os cantores, cantoras e grupos da Jovem Guarda. Tinha, na juventude, os discos do RC, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, e colecionava os LPs de "As 14 mais", com os cantores da Jovem Guarda. Quando começou a construir nosso sobrado, comprou "Coração de Papel", um compacto do Sérgio Reis. O Ivanir Csagrande, popular Nico, trazia para ele os discos lançados em São Paulo. Comprava revistas de fotonovelas e pendurava os pôsteres dos artistas da Revista Capricho nas paredes do nosso quarto.
         A perda de nosso pai abalou-o muito, com a todos nós. Ele for o filho que mais tinha convivido com nosso pai e sentiu muito a sua perda. Está sepultado no cemitério da Vila São José, em Ouro, junto com os pais Guerino e Dorvalina.
          Meus sentimentos, e de toda a minha família, a todos os que participaram da vida junto com meu amado e saudoso irmão.
Euclides Riquetti
04-05-2021

Apenas um recado...Do brilho prateado

 



Recebi um recado
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!

Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo  Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!

Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria

Vou, sim. Vou com você, querida!

Euclides CELITO  Riquetti
Poeta e Cronista - Joaçaba - SC
É colunista do jornal Cidadela onde escreve sobre política, economia, gestão pública e outros assuntos, 

É noite...

 



É noite...
Uma noite qualquer
Como tantas outras:
Com sofá
Com janela
Com luar...
É a noite mais bela
Com um homem pensando...
Numa linda mulher: você!

É noite...
Noite da saída discreta
Secreta!
Noite dos pecados perdoáveis
Imagináveis
Confessáveis
Mas pecados
Pelos corpos desejados
Pelos beijos roubados
Pecados!
Apenas pecados... perdoáveis... perdoados!

E, balançam no céu as estrelas prateadas
Com fios transparentes
Estrelamente estreladas
No teto do céu... penduradas.

Esperando que termine esta noite
Que voltem as manhãs azuis
E as tardes douradas
E, de novo, a noite
Prateada...

Euclides Riquetti

De todos os versos, o primeiro


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Gastei muito papel, talvez o caderno inteiro
Para escrever o poema ideal
Algo fenomenal
De todos os versos, o primeiro
O bonito, terno, sensacional.

Eu queria, certamente, encantar
Chamar toda a tua atenção
Fazer teu coração balançar
Tua cabeça repensar
Despertar amor e paixão...

Gastei todo o meu papel
Risquei e rabisquei ternamente
Até embaralhei minha mente
Busquei retratar com  pincel
Algo belo e  surpreendente!

Eu queria, certamente, chamar
Toda a tua  atenção
Dos teus olhos cor de mar
Os teus sonhos, teu sonhar
Tua alma e teu coração...

Sinceramente
Verdadeiramente
Apaixonadamente...
Apenas isso!

Euclides Riquetti

Pioneiros do Navegantes - Ouro - SC

 



          O Bairro Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, surgiu em decorrência de o ex-Prefeito de Capinzal, Sr. Sílvio Santos, através de sua Urbanizadora Nossa Senhora dos Navegantes, tê-lo idealizado. O loteamento, em si, já existia na década de 1960, com as ruas longitudinais abertas, porém com um mínimo de habitantes.

           Uma descrição simplificada nos remete a dizer que, onde hoje se situa a Rua Formosa, que faz sua ligação com a Felip Schmidt, havia basicamente duas famílias residindo:  a primeira, Família Scapini, ocupava uma casa de madeira no lado direito no sentido sentido de ida do Centro para o Bairro, defronte à propriedade da família do Sr. Biaggio Spada, ali onde há atualmente o casarão azul, com janelas brancas, que foi construído lá atrás, como casa do Cartorário David Cruz. A segunda, após o entroncamento com a Rua Brasil, também do lado direito, onde funcionava um misto de residência e clube de bailes do Sr. João Fontoura. Pejorativamente, os populares o denominavam de "Sete Facadas", embora o nome oficial fosse Salão do Fontoura. Mais adiante a família do Sivo Molitetti veio para ali e está até hoje.

          Ali próximo da Capela de Nossa Senhora Aparecida, logo abaixo, onde reside a família Ribeiro e outros  descendentes, havia a residência do Sr. José Ferreira, que tornou-se conhecido como o "Zé de Amargá". O Vovô Zé  obteve esse apelido porque, para tudo o que as pessoas lhe falavam, dizia: ´"É de amargá" (amargar)!  Era um moreno escuro bem alto, magro,  simpático, forte, e muito trabalhador. Foi trabalhador da Prefeitura Municipal de Ouro, emprego pelo qual se aposentou. Antes, trabalhou para os padres na construção do Seminário Nossa Senhora dos Navegantes.  Foi um dos primeiros funcionários da Prefeitura. Ajudava na confecção de calçamentos e conservação de estradas, tinha muita energia e habilidade para com a pá, a marreta  e a picareta. Após aposentado, continuou a realizar serviços de escavações e remoção de terras, sendo excelente cavador. Com cerca de 80 anos ainda trabalhava como um gigante. Dizia-me: "Preciso trabalhar para comprar carne. Comer feijão, arroz, carne, polente e radici, que isso me dá forças para continuar trabalhando". Morreu com idade avançada e sempre foi um digno pai de família, religioso e  muito respeitado.

          Bem ao centro do morro, próximo de onde se situa a Escola Professor Guerino Riquetti e o Centro de Educação Infantil Raio de Sol, residia o Sr. Sebastião Félix da Rosa, conhecido como "Véio Borges" e também por "Champanhe". Tinha muitos filhos, que eram exímios roçadores de matos e capoeiras. Tinham grande habilidade no manejo das foices e  enxadas. Faziam empreitadas em todas as bandas, tinham resistência para o trabalho. De descendente direto dele ainda temos a Dona Lurdes, casada com o Francisco da Silva, que está ali, rodeada de sobrinhos e netos, até hoje. É uma senhora muito simpática, trabalhou muito em sua Juventude. Quando ofendida, por causa de sua cor, partia pra cima do mal educado e o fazia correr. Não levava desaforo pra casa. Numa casa ao lado, residia o Alípio, conhecido como "Rancheira", um pedreiro entroncado, que cultivava um bigidão. Sua irmã, Dona Jandira Pedroso, é que ficou morando ali na casa da família.

          E, ao final da Rua Agenor Jacob Dalla Costa, morava o Sr. Abílio de Oliveira, com dois filhos, o Nereu e o Irineu, que foram embora para Porto União. Uma filha, antes ainda de ele ir  morar ali, fora dada em adoção, no Engenho Novo, Capinzal. O Nereu era um bom jogador de futebol, tanto na linha como no gol.  Hilário da Rosa, o Chuchu, filho do Sebastião da Rosa, também era um verdadeiro craque de futebol. Era muito habilidoso mas gostava de jogar sem chuteiras. Com estas  nos pés, tinha dificuldades, pois acostumara-se a driblar nos campinhos, sempre de pé no chão. No início da década de 1960,  veio a família do Sr. Olino Lucietti, fixando residência na mesma propriedade, onde até hoje está sua esposa e descendentes.

          Nos primeiros anos da década de 1980 já havia outras famílias morando no Bairro: Os Freitas, lá próximo da casa do Zé Ferreira, os Esganzela, vizinhos do Lucietti, a Dona Aurora Tonini, o Caetano Rech, a Família dos Anjos. O Agnaldo de Souza, que trabalhava como Agente da Estação Ferroviária, tinha uma casa ali, mas estava alugada para um terceiro.

          Como algumas dessas famílias estavam desmembradas, no recenseamento de 1980 contei ali 16 domicílios, pois em algumas unidades havia uma família no pavimento principal e outra no porão das casas. Em 1981 não havia ainda  rede de fornecimento de água nas residências. Nos períodos de estiagem, um caminhão da Prefeitura levava água para as famílias. Esta era despejada nos poços, caixas, tonéis  ou fontes. Na época, o Sr. Vilson Surdi organizou um documento manuscrito, com a assinatura de um representante de cada uma das famílias que ali moravam, menos de 20, solicitando a consrução de rede de águas, sendo que foi atendido pelo Prefeito Ivo Luiz Bazzo. O Sr. Sílvio Santos cedeu um terreno para que o SIMAE instalasse ali o primeiro reservatório de águas. Também doou o terreno para a construção da Capela e de uma cancha de bochas, o que foi possível com o apoio do Prefeito Domingos Antônio Boff. Boff também iniciou a construção da creche local, que foi concluída pelo Prefeito Euclides Riquetti. Este construiu a escola Professor Guerino Riquetti.

          Hoje o Bairro é muito bem estruturado, tendo um bom comércio instalado, bom nível de ensino na Escola, um ginásio de Esportes construído na gestão do Prefeito Sérgio Durigon. A pavimentação de suas ruas foi realizada, gradativamente, por todos os prefeitos que atuaram a partir de 1983. Também comporta, em sua parte mais elevada, as torres repetidoras para retransmissão local das imagens dos principais canais de TV brasileiros. Uma emissora de rádio Comunitária, a Rádio Cidade FM, perrtencente à Associação de Difusão Comunitária Prefeito Luiz Gonzaga Bonissoni ali se situa.

          Do alto do Bairro Nossa Senhora dos Navegantes é possível avistar-se toda a cidade de Capinzal. Uma paisagem encantadora, com o Rio do Peixe dividindo os dois pequenos Municípios. Vale a pena fazer-lhe uma visita.

Euclides Riquetti
23-04-2013

Só você é assim...

 



Apenas uma palavra...



Diga-me apenas uma palavra bonita
Mas que brote de seus lábios rosados
Que se perca em meio aos raios dourados
Na imensidão infinita.

Do céu, este  teto  belo e azulado
Que abençoa essas praias  benditas:
Sempre ternas e hospitaleiras
Santas e belas, prazenteiras.

Diga-me apenas uma  palavra sedutora
Que venha lá do fundo de sua alma pura
(Algo assim, sensual, provocadora...)
Que me traga a  suavidade e candura.

Mas se a palavra, porém,  lhe faltar
Faça com que me chegue um  recado
Mande-me pelo  murmúrio do mar
O  seu coração acalentado.

Que esperarei, esperarei...
Como sempre tenho esperado!

Euclides Riquetti

O cheiro do vento...




Feche os olhos e sinta
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que   a  natureza  se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!

Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura,  dê-me  sua mão
Frágil, mas terna, elegante e  macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota  do seu coração!

Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Bom dia, Ouro! "O Segredo do Bolo" da Escola Professor Guerino Riquetti - A pista pode estar aqui...

 



Aviso aos Navegantes! Ou melhor, aos alunos, direção, funcionários e professores da Escola Municipal Professor Guerino Riquetti, localizada no Bairro Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro. 

       Nesta terça-feira, 04 de maio, aniversário do falecimento de meu saudoso irmão Ironi Vítor Riquetti, que nos deixou há 23 anos. Ele foi o capataz responsável pela construção da Escola Professor Guerino Riquetti, que inauguramos há 30 anos. Nesse dia, estarei me encontrando com o pessoal da escola, às 10 horas, naquele educandário, imagino que o evento ocorra no Ginásio de Esportes da escola. Dentre outras atividades, será revelado por mim o SEGREDO CONTIDO NUM BOLO. Claro que é relacionado à vida de meu pai, Guerino Riquetti. Inspirei-me num acontecimento que fez parte da vida dele. 

       Palmeirense desde os tempos do Palestra Itália, clube que frequentava em sua juventude, quando de sua construção, sempre foi fã da cor verde. Aliás, seu irmão Vitório Richetti, falecido há 14 meses, até pintava suas casas na cor verde. Tanto na Linha Bonita quanto no centro da cidade, onde morou na vida adulta. 

      Os anos passaram, Guerino faleceu em 18 de junho de 1977, aos 55 anos. Foi Diretor do Básico I, antigo Grupo Escolar da Escola de Educação Básica Prefeito Sílvio Santos, em Ouro. Antes, fora diretor do Grupo Escolar André Rebouças, na antiga Barra do Leão. Seus anos foram bem vividos, tanto na infância em Monte Bérico, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, na Colônia de Linha Bonita, na infância, no Seminário São Camilo, em Iomerê, e a adolescência e juventude no Seminário São Camilo, de São Paulo. Com exceção dos tempos em que ficou com a vida limitada por causa de doença grave, quando veio a falecer, viveu intensamente sua vida "doce e bela". 

      Será uma grande alegria estar presente, de novo, na nossa escola. Estarei lá, com minha máscara, meus cuidados e meu álcool em gel. 


Grande abraço em todos, porque a vida é doce, verde e bela! Já tentou adivinhar qual o segredo que coloquei no bolo? Seu filho ou o filho de seu vizinho, já lhe apresentou a listinha de adivinhação? Colabore com a escola e está desafiado a adivinhar o que eu coloquei lá. 

Beijar seus ombros


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Quero beijar seus ombros morenos
Deliciosamente serenos..
Beijar suas mãos bonitas
Graciosamente catitas..
Beijar seus olhos cativantes
Amavelmente brilhantes...
Enfim, seus lábios rosados
Com maestria desenhados!

Quero acariciar seus ombros macios
Deliciosamente saborosos e  sadios..
Acariciar suas mãos elegantes
Graciosamente atraentes...
Acariciar seus olhos encantadores
Amavelmente sedutores...
Beijar seus lábios provocantes
Que me levam a excitações...
Estonteantes!

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Moça Mulher

 



Ombros elegantes
Pés nus acariciando a calçada
Molhada...
Ou maltratando-se nos pedriscos da rua
Que é nossa, que minha, que é tua
Pés nus roçando a água...

Idealizo-te:
Olhos cativantes
Brilhantes
Provocantes:
Cintilantes!

Ternos  braços
Esperando meu abraço.

Lábios rosados
Almados
Desejados
Gostosos
Pecaminosos!

Morenice brejeira:
Short jeans franjado
Do algodão malhado
Estonado e...
Desbotado!
Sorriso de moça faceira.

Provocante e provocadora:
Blusinha branca casual
Brincos acrílicos
Pendurados
Grandes e  argolados
Cabelos inspirando meus  versos líricos
Dengosa  e sensual...

Moça mulher:
Vai, enegrecendo as  almas dos passantes
Embasbacados e confusos
Confusos como eu!

Apenas confuso...
Euclides Riquetti 

Olhos nos olhos (quero divagar contigo...)

 


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Olhos nos olhos, peito no peito
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!

Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!

Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.

E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!

Euclides Riquetti