quarta-feira, 28 de julho de 2021

Como uma fera desprotegida

 




Vejo
Desejo
Não o horizonte azul
Nem a neve no sul
Apenas vejo ... e desejo!

Espero
Quero
O melhor momento
Do mundano pensamento
Calmamente,  eu espero... porque quero!

Tu sorris
Tu, ali
Indefesa e desprotegida
Fera desassistida
Em meio a meus pensamentos banais... e vis!

Entendo
Compreendo
Há uma lógica destoante
Em teu rosto fascinante
Belo, formoso, estupendo!

E eu me declaro
Na negra noite, ou no dia claro:
Sou teu fã incondicional!
Não, o mundo não é banal:
Tu és bonita, e resistes
Porque tu és real, e existes!

Euclides Riquetti

terça-feira, 27 de julho de 2021

Neve de 1965 - Uma paisagem europeia em Capinzal e Ouro - Será que se repete?

 



 
Ouro - SC - Neve 1965 - foto arquivos RC -
Vista da Ponte Pênsil - antes do Rio, alojamentos
da Empresa Castello Branco S/A - que estava
restaurando a RFFSA
 

Capinzal SC - Neve 1965 - foto arquivo RC
Rua XV de Novembro - aos fundos OURO SC
antes do povoamento do Morro de Navegantes



Relembrando de Ouro e Capinzal... nestes dias muito frios no Sul do Brasil, 51 anos depois...
          Quando se fala em épocas em que as pessoas viveram, ou mesmo para estimar quantos anos viveram, muitos têm o hábito de dizer:  "A fulana (ou o fulano), viveu mais de 100 anos, porque sempre me dizia que tinha presenciado x florações das taquaras".  Bem, uma pessoa que deve ter vivido muitas florações das taquaras foi o "Caboclo Estevão", que morou em Pinheiro Baixo, Ouro, e era homem de confiança de um de nossos pioneiros, o Veríssimo Américo Ribeiro, carroceiro. O Estêvão teria vindo com o colonizador da região de Vacaria-RS, trabalhou com os Ribeiro e depois foi para Bonsuecesso, e os que o conheceram dizem que ele era uma  pessoal leal e bondosa. Guardo comigo uma foto dele, cedida pelo amigo João Américo Ribeiro, que cuida da propriedade da família em Pinheiro Baixo. Ele deve ter vivido mais de 100 anos...  O caboclo tinha uma mão enorme. (O Benito Campioni, irmão da Márcia, minha colega de trabalho, também tem uma mão daquelas de segurar e derrubar boi no chão). Quando o encontro, brinco muito com ele sobre isso,  meu ex-vizinho, gente boa.

          Esse intróito todo, fi-lo para chegar ao assunto do título: as neves que tive o prazer de presenciar, e que marcaram, de alguma forma, a minha vida. Mas, diferentemente das florações das taquaras, ela não tem um ciclo definodo para vir.

          O inverno de 1965 foi muito forte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Eu tinha doze anos, estudava no Ginásio Padre Anchieta, e começou a fazer muito frio naquela estação. Tínhamos uma casa nova, de madeira, bem desenhada, ali na Felip Schmidt, ao lado da Indústria de Bebidas Prima, onde produziam refrigerantes e engarrafavam vinhos e outras bebidas. Quando fizeram o "engarrafamento", escavaram o terreno e deixaram um barranco, que com as chuvas que precederam o inverno foi desmorronando, pondo nossa casa em risco de desabamento. Na noite do dia 19 para 20 de agosto, fazia muito frio. De manhã, meu pai, Guerino, acordou-nos cedo para vermos e espetáculo que se desenhava à nossa frente: Ali onde hoje há o Posto da Combustíveis da Família Dambrós, havia uns gramados e umas plantinhas sobre as terras que eram jogadas para formar um aterro, e tudo estava coberto de neve. A Ponte Nova estava recoberta por um manto alvo, e o mesmo era contemplado nos telhados das casas, a maioria de madeira. Até os cabos de aço de sustentação da ponte pênsil acumulavam camadas de neve. As ruas de Ouro e Capinzal pareciam aqueles caminhos que se veem em filmes,  numa autêntica paisagem europeia. Os poucos carros que havia, e as carroças e charretes, estavam todos recobertos pelo branco brilhante. Os telhados do Hospital São José, do Hotel Imperial, do Hotel do Túlio, do Cine Glória, do Cine Farroupilha, da Distribuidora de Peças e Acessórios, da Casa do Ernesto Zortéa, do Marcos Fortunato Penso, do Pedro Surdi, da Dona Dileta da Silva, do Adelino Casara, do Adelino Beviláqua, e de muitas outras edificações, era possível vê-los por nós, que observávamos a paisagem com nossos olhos originários do Ouro.

          O peso da neve mexeu com a estutura de nossa casa. Tivemos que abandoná-la. Fomos distribuídos nas casas dos parentes, dos tios Arlindo Baretta,  Adelino Casara e Victório Riquetti. Eu, fui para a casa da Tia Maria, do meu primo Moacir. Lembro-me bem, que à tarde, precisei ir à Comercial Baretta fazer umas compras para a tia, e meu único par de sapatos estava molhado, gelado. Fui com as chuteiras do Moacir, que tinha as traves altas , e que minha ingenuidade fazia-me pensar que a sola ficaria mais alta que a neve. Só ilusão: congelei os pés. Aulas suspensas. O Frei Gilberto (Giovani Tolu), suspendeu nossas aulas, estava muito feliz, porque via, aqui na América do Sul, a mesma nostálgica paisagem que sua mente trazia de sua infância na Itália.

          O Joe e a Bunny,  eram  norteameriacanos que atuavam junto aos Clubes 4-S no interior do Ouro, havendo um clube pioneiro em Linha Sul ( o primeiro de Santa Catarina),  moravam de pensão na casa do Sr. Guilherme e da Dona Mirian Doin.  Eles eram dos 4-H, clubes dos Estados Unidos da América que tinham as mesmas funções e objetivos que os 4-S do Brasil:  Head,  Hands, Heart, and Health, que em português entndíamos como: Saber, Servir, Sentir e Saúde.  Acostumados com a nove do Norte, fotografavam, faziam bonecos e esculturas. O Joe, que jogava basquetebol na quadra do Padre Anchieta com o Dr. Leônidas Ribeiro, o Rogério Toaldo e outros, era alto e usava óculos ( até para jogar). Ficou maravilhado com a neve. E, nós, tivemos que demolir nossa casa, da qual tenho muitas saudades...

         Como resultado do frio, houve perdas e animais nos sítios e fazendas. Lembro que houve muita mortandade de abelhas. Até mesmo o mel que vinha de Abdon Baptista, não veio mais. Não vinha mais o caminhãozinho carregado, com as latas de 20 Kg, com que estávamos acostumados. E o produto encareceu. Alías, ficou sumido pelos anos seguintes, até que os enxames e as colmeias foram-se recompondo.

          Além dos eventos climáticos que resultaram na enchente de 1983, penso que a neve de 1965 seja o outro fenômeno que mais nos marcou.

          Ah, acho muito bonitas a neve e a geada. Mas, agora, com ar quente no carro, é muito mais fácil de encarar o frio. Viva a bela lembrança do passado!  E viva a moderna tecnologia!

Euclides Riquetti
15-07-2012

No entardecer da tarde fria

 



No entardecer da tarde fria

Deste inverno avassalador

O frio chegou ainda de dia

Veio com força e com vigor!


Os animais já emudecidos

Abrigaram-se pelo arredor

O horizonte já enegrecido

E o vento castigando sem dó.


Entardecer, uma espera incerta

Anoitecer, uma noite de geada

Amanhecer, a paisagem coberta

E uma tarde de sol, abençoada!


Euclides Riquetti

27-07-2021


 






A Caixa d ´Água da Maria Fumaça em Rio Capinzal

 

 

 

          Era o ano de 1910 e o povo vibrava em todo o Vale do Rio do Peixe. Inaugurava-se, neste dia, a estrada de ferro que ligaria Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina, e Porto União, na divisa com o Paraná, a região contestada que viu muito sangue ser derramado tão logo isso aconteceu.

          Rio Capinzal, um povoado que se localizava no Baixo Vale do Rio do Peixe, e que pertencia ao vasto município de Campos Novos, situava-se à margem esquerda do Rio do Peixe. A área, que se constituíra em local de pouso de tropeiros, bastante povoada por capim paulista e com enorme quantidade de água, era o lugar ideal para o descanso das tropas de bovinos e muares que iam do Rio Grande do Sul para São Paulo. E ali levantaram-se algumas dezenas de residências urbanas, construídas em madeira de pinheiro, um lugar que deveria prosperar muito com a inauguração da ferrovia. Do outro lado do rio, um pequeno povoado chamado de Distrito de Abelardo Luz, pertencente à Colônia de Palmas, do Paraná. Sim, o atual Ouro pertencia ao Estado do Paraná naquela época. A ligação entre os dois povoados dava-se por balsa e botes. Mais ao Sul, entre as atuais  Linha Savoia e Linha Dambrós, antigamente chamada Ribeirão Doze Passos, também era possível que os animais atravessassem o Rio do Peixe sem depender de embarcações, isso quando as éguas deste estivessem baixas. E, em seus cargueiros ou carroças, levassem as mudanças dos descendentes de italianos vinham para colonizar a área à direita do rio.

          E, com a estrada de ferro, foram construídas algumas benfeitorias para dar suporte à sua logística: alguns armazéns, para depósito de mercadorias; muitos estrados para o empilhamento de madeiras gradeadas, tábuas e madeiras quadradas; mangueiras para alojamento de tropas de bovinos destinados a Ponta Grossa e São Paulo; uma estação ferroviária, com local para venda de passagens, comunicação por telefone ou telégrafo; sala de estar para os passageiros, com bancos de madeira para assentar-se; uma sala para depósito de mercadorias; e um café-bar. Em frente, paralelamente à ferrovia, uma extensa plataforma com rampas de acesso ao Norte e ao Sul. E, pendurado num caibro, um sino de bronze que chamavam de "pode" (póde). O pode era acionado para dar autorização para o trem dar partida. O agente da estação ou seu auxiliar repicava o sino, o trem apitava,  e saía de mansinho...  todas essas lembranças me vêm à mente porque muito ouvi falar nas histórias de Rede e porque convivi com pessoas que fizeram parte dela. Acima da "Ponte Nova", localizavam-se as casas, também em madeira, pintadas de um misto de ocre e marrom, onde residiam os turmeiros, encarregados da manutenção da ferrovia.

          Localizada logo após a plataforma de embarque e desembarque, uns 40 metros desta, no sentido Norte, localizava-se a Caixa d´Água. Essa nos traz muitas e muitas histórias à lembrança. Um reservatório enorme para a época, onde se armazenava a água que vinha em canos de metal que lhe traziam a água desde o Morro da Pedreira. Havia um comando composto por uma haste de ferro com um volante, e um dispositivo de lona tecida, uma mangueira com mais de 20 centímetros de diâmetro, que era dirigida para o sentido da Maria Fumaça que ali estacionava, onde era alimentado o reservatório desta, a fim de gerar o vapor que acionava os mecanismos de movimento da locomotiva.  Ao lado da mesma, e à sua frente, do outro lado da ferrovia, os depósitos de lenha empilhada a céu aberto, trazida pelos caminhões, dentre eles o do Sebastião da Silva, pai do Naco, meu colega de ida aos bailecos de Piratuba, Lacerdópolis e Barra do Leão nos dois primeiros anos da dácada de 1970.  

           E o vapor era obtido através da elevação da temperatura da água, o que se sucedia na caldeira, alimentada por fogo de madeira  combustível, a lenha. E, com muita alegria, ouvíamos o apito produzido pela liberação de vapor, que chegava ao longe. Coisas muito simples, que representavam alta tecnologia para a época, mas de grande resultado.

          Nos dias de jogos ou treinos no campo municipal, mas que pertencia à Companhia da Estrada de Ferro, e se situava onde hoje funciona a Estação Rodoviária de Capinzal e a Praça Pedro Lélis da Rocha, os jogadores saíam do campo, nos intervalos, e iam ali para beber água ou tomar uma "refrescada". O volante que servia para liberação da água, por uma espécie de registro, e pela mangueira, era acionado à  esquerda e a água, pura e límpida, descia por sobre o corpo dos jogadores, que bebiam dela enquanto se banhavam, principalmente no verão. Mas os times visitantes não sabiam da existência desta, e enquanto os "da casa" se deliciavam, recuperavam-se e voltavam ao campo muito dispostos para o segundo tempo, os outros se recuperavam, no máximo, recostados nas paredes de madeira que circundavam o mesmo.

          Houve tentativas de desmancharem a caixa de água para vender o metal. Ora, uma voz se fez presente e bradou: "Essa caixa faz parte de nossa história, não pode ser demolida". Vinda de uma pessoa humilde, mas ardorosa defensora de Capinzal, do Sr. Alduir Silva, o popular Binde, impediu que ela fosse retirada. Imaginem perdermos um bem histórico, que foi importado da Inglaterra para, a partir de 1910, disponibilizar a água que produzisse o vapor o qual acionava a locomotiva destinada a puxar os vagões do trem. Vejam os leitores da importância de as cidades terem pessoas que gostam do lugar onde nasceram e defenderem sua história e seu patrimônio histórico! Obrigado, Binde!

          Aquele conjunto que ali reinou até a ocorrência da enchente de 7 de julho de 1983, resta-me na memória saudosa que não me abandona. E na de muitas pessoas de minha geração e das que nos precederam, que não viram o mundo mudar, mas que tiveram o prazer de andar de trem, ir para o Norte ou o Sul, andarem ali com a namorada, com o namorado. Em nosso trem se iniciaram e também se findaram, certamente, muitas histórias de amor... Conheço algumas, que guardo para mim, são minhas, me emocionam...

Euclides Riquetti
04-07-2013

Escute a chuva que cai lá fora




Escute a chuva que cai lá fora, copiosamente
Parece que os pingos choram a perda de alguém
Até me dá até vontade de chorar também
Enquanto essa chuva  cai, assim tão inclemente...

Imagine aqueles que não têm sequer um teto
E os que têm que cuidar dos animais no campo
Os pássaros que não podem nos trazer seu canto
Os homens e as mulheres sem um rumo certo...

Escute a chuva que cai, impiedosamente
Parece a turbulência de uma alma fragilizada
Na manhã de inverno, descompassadamente...

Então,  guarde este soneto enquanto a chuva cai
Embale-se nos versos da minha cândida toada
Guarde pra não perder,  porque  o tempo se esvai...

Euclides Riquetti

Turismo – a retomada após a pandemia

 



       O Turismo foi o setor de atividade econômica que mais sofreu durante a pandemia. Agora, os  horizontes  parecem reabrir-se aos poucos. Primeiro, a temporada de inverno aqui no Sul, principalmente nas Serra Gaúcha e Catarinense, incluindo o Planalto. Os pontos de altitude, onde o frio tem sido intenso, com a ocorrência de geadas e sincelos, têm atraído turistas de vários lugares do Brasil. Temperaturas abaixo de zero, vinhos das melhores viníferas e comida muito variada e  deliciosa, boas acomodações nos hotéis e pousadas, tudo nos favorece. E, a partir de setembro, com a chegada da Primavera, certamente que nossas praias estarão bombando e recebendo um forte contingente de visitantes.

       O que garante o otimismo do setor é o fato de que a vacinação contra a Covid 19 tem se intensificado. O tempo de permanência nas câmaras de frio tem sido reduzido e as doses estão indo para os braços dos que precisam se imunizar. O Ministério da Saúde tem sido ágil na importação e na distribuição, Butantã e Fiocruz têm feito sua parte na produção e ainda realizado importantes pesquisas para que novos medicamentos sejam desenvolvidos. Todos os gestores da pandemia estão empenhados em resolver a situação. E 95% dos brasileiros querem tomar a vacina.

       Sempre defendi a ideia de viabilização de ações integradas de turismo microrregional e regional. Até conduzi, na condição de animador cultural, excursões para o Paraná e o Rio Grande do Sul. Também incentivei a vinda de pessoas de outras cidades para Joaçaba e outras cidades da microrregião. Um trabalho silencioso, mas de resultado. Agora, vemos que os municípios estão organizando seus Conselhos de Turismo.

       O exemplo mais recente é o Município de Lacerdópolis, onde Rosalino Prando foi eleito seu Presidente. Idealista e empreendedor, junto com seus irmãos Renato e Paulo, têm uma das propriedades mais encantadoras do Vale do Rio do Peixe. O Sítio dos Prando, localizado entre as comunidades de São Luís e Serra Alta, em Lacerdópolis,  a 900 metros de altitude, dois Km à Leste da Academia para a Ciência Futura, instalada na Associação Nova Concórdia (Ouro-SC), além da exuberância da vista natural, recebeu benfeitorias de arquitetura magnificamente sustentável. Nas redondezas, o extremo cuidado ambiental. Em sua casa de eventos, já estão agendados dois casamentos e uma festa de formandos em Medicina. Em nossos municípios temos muitos atrativos, mas falta-nos um trabalho bem planejado e integrado.

Pavimentação da “Estrada de Santa Helena” – A Rodovia SC 467 sai da BR 282 e nos liga a Santa Helena. A partir dali, vai pela Encruzilhada Ouro a Ouro e a Capinzal, passando pelo Oratório de nossa Senhora do Caravággio. Também nos conecta com Jaborá. O trecho até Santa Helena recebeu pavimentação com parelepípedos de basalto há algumas décadas. Agora, a Prefeitura de Joaçaba contratou uma empresa para elaborar um projeto de pavimentação asfáltica. Rodovias em boas condições de trafegabilidade são sinônimo de desenvolvimento. O Governo do Estado promete realizar a obra tão logo o projeto esteja pronto. Parabéns a todos os que estão envidando esforços para que isso também se realize.

A partida de Roberto Minatti – Sabe, leitor,  aquela frase que diz que "O coração tem razões que até a razão desconhece"? Pois, a frase do pensador francês Blaise Pascal se aplica bem para um fato ocorrido nesta segunda-feira, 19-07-2021, em que perdemos o amigo Roberto Minatti, 40 anos, natural de Jaborá e servidor do Município de Joaçaba há 21 anos. Minatti era também advogado e uma espécie de "Coringa" na Prefeitura de Joaçaba. Atencioso, sempre disposto a ouvir, aconselhar e ajudar as pessoas. Numa única vez precisei da opinião dele sobre algo, uma providência que precisava, e ele foi muito solícito. Eu já o conhecia de outros invernos, pois tivemos participação em alguns eventos públicos. Discretíssimo, fazia a parte dele com muita dedicação e competência. Se alguma vez deixou de ajudar alguém, tenham certeza, é porque isso estaria além do alcance e das possibilidades dele. 

      Na segunda, logo após o almoço, no centro da cidade, uma pessoa me perguntou se eu soubera de um acidente ocorrido na Avenida Santa Terezinha, em que um homem havia perdido a vida em acidente de trânsito. Adiante, em casa, ouvi numa rádio local que um servidor da Prefeitura de Joaçaba havia partido em circunstâncias ainda não determinadas. Procurei notícias na internet e, quando vi aquela foto, levei um grande susto: Era o Roberto Minatti, infelizmente!

       Recentemente,  precisei verificar uma documentação na Prefeitura de Joaçaba. Estava no corredor do andar de cima,  quando alguém bateu em minhas costas e falou: "Riquetti, tudo bem?" Era o sempre atencioso e simpático Roberto Minatti. Agora, poucos dias depois, a notícia de uma verdadeira tragédia. Nas redes sociais, centenas de manifestações de sentimento pela perda de pessoa tão querida, tanto pelos colegas, como pelos seus chefes, pelos subordinados e pela sociedade. Imagino a dor dos familiares.  Um homem que tinha muita sensibilidade, equilíbrio, calma e uma maneira gentil de tratar a todos. 

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Publicado no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC

Em 23-07-2021

 

 

Devaneios

 




A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!


Euclides Riquetti

Muitas virtudes em você

 



Há muitas virtudes em você
Que nem me é possível descrever
Coisas que me encantam, pode crer
Coisas me fazem amar você...

Há muitas virtudes em você
Qualidades que só você as tem
Coisas que me fazem querer bem
Coisas me fazem amar você...

Há virtudes incontáveis em você
Seu modo de sorrir muito me atrai
O modo de se vestir-se quando sai
São coisas que me fazem amar você...

Há virtudes inconfessáveis em você
Coisas que aqui não posso descrever
Mas há algo que posso lhe dizer:
Amo muito, muito mesmo, só você!

Euclides Riquetti
10-08-2015

Cabelo molhado de chuva fresca

 



http://www.sitiodamulher.com/wp-content/uploads/2010/04/cabelo-molhado-da-chuva.jpg

Seu cabelo é molhado de chuva fresca
Na noite que começou bem calorenta
Se amanhã é sábado e hoje é sexta
Atração fatal, vem, me experimenta...

Cabelo molhado, escuro e cheiroso
Na noite deliciosa deste meio verão
Que amanhã seja o dia maravilhoso
Dia de vivermos desmedida paixão.

Cabelo molhado que eu cheiro tanto
O perfume do shampoo mais natural
 Maciez de seda, brilho sensacional.

Cabelo solto, do frescor e do encanto
Cabelo do charme, de cor de sedução
Me deixe tocá-lo com a minha mão!

 Euclides Riquetti

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Andar sobre as nuvens, sonhar...

 



Andar sobre as nuvens, sonhar
Na flutuação divinamente algodoada
Na tarde azul e ensolarada
Deixar-se levar, viver,  embalar
Na tarde de outono encantada...

Andar sobre as nuvens alentadoras
Na imensidão do céu de azul pincelado
Na estação das folhas, no dia acanhado
Deixar-se afagar pelas vistas sedutoras
Na espera  da hora de um encontro almejado...

Andar sem corpo, sem peso,  sem volume
Apenas alma, olhos, coração
Apenas alma, olhos, paixão
Seguindo os rastros de teu perfume
Tentando me reencontrar da perdição...

Sim, apenas andar sobre as nuvens!

Euclides Riquetti

Rayssa "Fadinha" Leal a nossa teenager; e Kelvin Hoefler, ambos medalha de prata em Tóquio.

 



      Rayssa Leal, a Fadinha, skatista de 13 anos, conquistou hoje a medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão. A Maranhense, que já vinha encantando o Brasil e o mundo, é a terceira mais jovem atleta das Olimpíadas e a primeira mais jovem brasileira a conquistar uma medalha olímpica. A menina emocionou os brasileiros e nos encantou com a sua simpatia. 



       Outro brasileiro, Kelvin Hoefler, 27 anos, de Guarujá, SP, também conquistou uma medalha de prata, no skate, na madrugada de domingo, 25. Foi nossa primeira medalha em Tóquio no skate. 

       A conquista de medalhas olímpicas para qualquer atleta significa a superação de seus próprios limites, a luta contra muitas adversidades e os ganhadores, sejam de ouro, prata ou bronze. Muito suor para a conquista e lágrimas para a emoção! 

       O Skate é um esporte novo nas olimpíadas, mas é muito difundido no Brasil. 

       Parabéns aos nossos dois vitoriosos skatistas!

Euclides Riquetti

26-07-2021


Versos árcades

 




O autor, falando de poesia e de poemas...


Não farei rimas consonantais
Nem abusarei de combinações vogais
Apenas direi o que o coração ditar
Não rimarei adjetivo com verbo regular.

Farei poemas de meus desatinos
Farei sonetos com verso livre
E se julgar que for de bom alvitre
Comporei sonetos alexandrinos...

Farei paródias de canções conhecidas
Repetirei os verbos, porei conjunções
Mas não ousarei desatar emoções
E nem buscarei lembranças perdidas.

Não farei mais nada que não seja eterno
E nem serei um reles parnasiano
Eu a esperarei, ano após ano
Outono, verão, primavera e inverno.

E, quando disser: eu também o amo
Eu lhe entregarei meu coração  profano
Onde ainda cabe nosso amor mundano...

Euclides Riquetti

Cumplicidade

 



Há uma cumplicidade entre nós dois
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade

Sonhei contigo...

 






Sonhei contigo, sonhei , sonhei,  amei
Sonhei  contigo, amei,  sonhei, sonhei
Sonhei contigo, nas noites em que as estrelas adormeceram...
E nas noites em que elas reviveram:
Sonhei contigo, sonhei, amei, sonhei!...

Euclides Riquetti

Preciso roubar um beijo teu...

 





Preciso roubar um beijo teu
Por isso eu quero estar perto de ti
Quero que tu sintas o beijo meu
Quero te sentir, sentir, sentir...

Euclides Riquetti