terça-feira, 24 de agosto de 2021

Versos árcades


 

Não farei rimas consonantais
Nem abusarei de combinações vogais
Apenas direi o que o coração ditar
Não rimarei adjetivo com verbo regular.

Farei poemas de meus desatinos
Farei sonetos com verso livre
E se julgar que for de bom alvitre
Comporei sonetos alexandrinos...

Farei paródias de canções conhecidas
Repetirei os verbos, porei conjunções
Mas não ousarei desatar emoções
E nem buscarei lembranças perdidas.

Não farei mais nada que não seja eterno
E nem serei um reles parnasiano
Eu a esperarei, ano após ano
Outono, verão, primavera e inverno.

E, quando disser: eu também o amo
Eu lhe entregarei meu coração  profano
Onde ainda cabe nosso amor mundano...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Apenas um raio de luz

 


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Eu queria ser apenas um raio de luz
Ou a ponta de uma estrela prateada
Ou então a nuvem branca que seduz
Em meio à manhã serena e azulada.

Eu queria ser um suave brilho solar
Ou um ventinho fresco e audacioso
Ou então um grão da areia do mar
Que acaricia o seu corpo formoso.

Eu queria escrever - lhe as canções
Para que lhes pusesse as melodias
E dividíssemos as nossas emoções.

E, mais do que o querer, eu quero
Quero me perder em mil fantasias
E isso é tudo o que eu mais espero!

Euclides Riquetti

Vale do Rio do Peixe (Vale Soberano)

 



A névoa alva nivela os montes no vale soberano
Torna-se  uma imensidão de algodão desfiado
Como se Deus o tivesse num sopro criado
Para que os anjos pudessem caminhar sobre o  plano.

O Rio do Peixe  se oculta calmo e sinuoso
Até o  ruído das aves some , esconde-se nas plantas
As mães protegem  seus filhotes com as asas  santas
A natureza repousa seu  concerto mudo, silencioso.

Vale encantado de nosso Rio do Peixe, que orgulho!
Venho do planalto e te contemplo  em todas as  manhãs
Mergulham  em ti os vindos  das paisagens  chãs
E eu também mergulho,  nesta tenra manhã de julho.


Euclides Riquetti

O sol e a poesia

 

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O sol e a poesia

O sol da manhã negou-se a me trazer a poesia
Não me deixou sorver os seus raios dourados
E não me trouxe a minha tão esperada alegria
E meus desejos de te querer foram abortados.

O sol veio, deu o ar de sua graça e foi embora
Partiu a brilhar para outro ser que não fosse eu
E eu fiquei procurando reavê-lo em toda a hora
Tentando buscar o lugar onde ele se escondeu.

O sol, aquele mesmo sol que já nos alimentou
Que nos deu a energia, a força e o maior vigor
Simplesmente veio, sorriu e logo se ausentou...

Sim, o sol nos anima, nos motiva e nos inspira
Quero que volte para me inspirar a te compor
Um poema novo, como ar que a gente respira.

Euclides Riquetti

Doces lábios de morango

 



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Beijo seus lábios doces de morango
De divina pele avermelhada
O delicioso aroma vai-me contagiando
Com o gosto de sua  essência adocicada.

Sorver seus lábios e sentir  seus olhos distanciados
Perdidos na planície que se estende  ao longe
Sentir seu coração aberto aos meus afagos
Tentando me levar pra não sei onde.

Ah, doces lábios de morango que me seduzem
Ah, corpo grácil que me aquece nesta tarde fria
Ah, mãos suaves que nas noites me conduzem

Morangos que bailam na música da grande orquestra
Que devolvem a minh' alma a nostalgia
Que fazem minha vida ser u'a grande festa!

Euclides Riquetti

Poeme comigo ( e poemarei contigo)



Poeme comigo e, claro, poemarei contigo

Poeme com todos os versos e as estrofes

Venha sentir meu beijo a você oferecido.

Poeme comigo agora, enquanto ainda podes.


Poeme, sonhe, viaje pelo céu, simplesmente

Deite sobre as nuvens brancas que flutuam

Aproveite a chance de amar verdadeiramente

E abrace meus poemas que se perpetuam!


Poeme, sim, e deixe sua imaginação vagar

E ir ao encontro das melhores sensações

Imagine apenas nós dois ali na beira do mar

Trocando afagos, alimentando doces emoções.


Euclides Riquetti

23-08-2021













Abra seus olhos

 



 

Abra seus olhos e saia de seu sonho letárgico
Busque encontrar algo muito melhor
Veja quanta coisa boa há ao seu redor
Veja o quanto o mundo é divinamente mágico!

Abra seus olhos, tire-lhes essa venda insana
Busque ver a realidade que se faz presente
Saia da clausura que lhe dopa a mente
Venha para ver que a vida é bem melhor que a lama...

Abra seus olhos pesados e dormentes
Dê-lhes a leveza  e o merecido descanso
Abra seus olhos e venha enxergar novamente...

Venha, com toda a sua força e energia
Venha se embalar no sonho e no balanço
Venha compartilhar de   minha  imensa alegria.

Euclides Riquetti

domingo, 22 de agosto de 2021

Apenas tons florais

 




Mergulho meu ser num paraíso de cores
Flutuo em espaços românticos e colossais
Me perco a deleitar-me entre plantas e flores
Nos perfumes mais doces e nos tons florais.

Apalpo os ramos das flores brancas do perdão
Da lealdade, da paz, da inocência e da pureza
Nas margaridas, orquídeas e lírios em profusão
Nas tulipas e nas rosas em toda a sua beleza.

Me encanto com as flores  na vermelha cor
As gérberas que denotam fidelidade e atração
Pelos cravos e os crisântemos devoto amor
Pois todas elas me despertam intensa  paixão.

Excitam minha memória as flores amarelas
Da amizade, da alegria, do calor do verão, do sol
Me lembram os campos com as flores singelas
O nosso sucesso, a felicidade a beleza do girassol.

O azul que me vem do céu, o azul cor do mar
O azul da confiança e da verdadeira harmonia
O azul das hortênsias, o azul índigo e sem par
Da íris e das violetas que me enchem de alegria.

Na cor roxa das flores respiro dignidade
Relembro dos dramas e do que quero esquecer
Pressinto o mistério, mas busco a liberdade
A calmaria que me atrai e meu ânimo a crescer.

As flores verdes me trazem o alento e a esperança
Dão a minha vida o mais harmônico esplendor
Da natureza pródiga me trazem a doce  lembrança
São a força da juventude, do desejo e do vigor...

O carinho, a doçura, o entusiasmo e a gratidão
Tudo posso expressar com as azaleias e bromélias
Dou-lhe tudo o que possa conter em meu coração
Amo dálias, sempre-vivas, beijos, e camélias.

Flores cor-de-rosa, dou-lhas, carinhosamente
Elas, com todo o seu charme e com toda a afeição
Para que as admire e aspire-as graciosamente
Aceite-as como minha marca, eterna devoção.

Flores, não importa sua cor, mas sua beleza
Rainhas dos jardins, princesas engalanadas
Desde as mais simples às de maior beleza
Me fazem lembrar de você, mulher amada!

Euclides Celito Riquetti

Mulheres bem vestidas em Rio Capinzal

 



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          Cresci em meio a homens e mulheres que lidavam com tecidos  e máquinas de costura. Algumas tias minhas eram costureiras. E, nas famílias de origem italiana, fazia parte da formação das filhas o "saber costurar". Desde a adolescência,  as meninas eram ensinadas a pregar botões e a fazer barras em saias e calças. Mas, quando moças, tinham a obrigação em colocar,  dentre suas habilidades de jovens prendadas,  o aprender do manejo da máquina de costura.

          Mas, sabemos, é sempre mais fácil aprender a costurar com "uma estranha", que tem mais paciência para ensinar,  do que com a mãe ou a irmã mais velha. E as jovens buscavam aprender com alguma vizinha. Outras, até procuravam as melhores costureiras de sua comunidade ou cidade e pagavam para aprender. Os aprendizes de alfaiate faziam o mesmo. Tinham que pagar para aprender.

           Quando noiva, a moça recebia como dote, para seu casamento, uma máquina de costura, uma vaca de leite e um baú cheio de peças enxoval. Uma bela colcha para cama de casal, lençóis e sobre-lençóis, travesseiros e fronhas. Toalhas de banho, feitas com sacos de algodão alvejados e com franjas e bordados. Toalhas de mesa e toalhas de pratos impecavelmente trabalhados.  A preparação do enxoval era um ritual sagrado...

          As mães compravam tecidos  com o dinheiro da venda de queijos e ovos. Compravam peças inteiras de tecidos de algodão, um tricolines para camisas para o serviço, normalmente xadrez. Com o mesmo tecido faziam fronhas, lençóis e até toalhas de mesa. Para o serviço pesado dos homens, peças de brim Diamantino, de fibras mais grossas de algodão, com entrelaces de fios brancos, cinzas e pretos. Para forros de roupas compravam o Morim. Mas também usavam a cambraia, tecidos em crepe de lã, seda ou algodão,  cretones, e  casimiras. Estas, só os alfaiates ou as boas costureiras sabiam utilizar. Os alfaiates faziam ternos. As costureiras, tailleurs.

          A História nos conta que as vestimentas mais antigas no mundo eram constituídas de peles de animais. A lã das ovelhas e outros animais, o algodão, o linho e a seda são materiais utilizados na confecção de tecidos dentre 2.500 e 3.000 anos aC. A partir da revolução industrial,  começaram a desenvolver tecidos a partir de moléculas, os fios sintéticos. Hoje estes estão presentes abundantemente no mercado, através do nylon e do poliéster.
           A necessidade de as pessoas se protegerem e, mais ainda, esconderem seu corpo, ou mesmo para "aparecer bem no meio social", fizeram com que os tecidos fossem inventados e reinventados em toda a história da Humanidade. Hoje temos uma grande variedades disponível, de todas as qualidades, cores, estampas, origens  e padrões.

          Na década de 1960 , nas alfaiatarias, começaram a aparecer, em nossas cidades,  os tecidos denominados "Tropical ou "Tergal", sintéticos, uma revolução na região, pois eram tecidos que não se amassavam, fáceis de serem passados a ferro. E os alfaiates fizeram sucesso e alimentaram nossa vaidade masculina. Era o sonho de todos ter uma roupa que não amassasse.

          Mas, e as mulheres, que opções tinham, quando precisassem comprar algo pronto, bem produzido, bem acabado?

          Bem, ou tinham suas costureiras ou buscavam comprar algo da moda nas casas de comércio então  existentes. E, em minha memória, voltam-me as casas comerciais que atendiam minha mãe sempre que precisava de algo: O Bazar da Dona Maria Fávero e  a Casa Marilu, na antiga  Capinzal,  e a Loja da Dona Serafina Andrioni, pelas bandas do Distrito de Ouro.

          Minha mãe comprava o que precisava para vestir-nos nessas lojas. Ela gostava de blusas de bouclê, que comprava da Dona Carmen Bridi, na Marilu Modas. Dizia que gostava do atendimento e da simplicidade daquela mulher que, mesmo numa "loja chique", atendia a todas com muito carinho e distinção. Sua loja ficava ali na XV de Novembro, um pouco acima do "Bananeiro", Augusto Hoch, defronte à casa da Dona Tosca Viecelli, por ali.

        E, para nós, na loja da Dona Maria Girardi Fávero, (a amiga e vizinha da Tia Clarinda), um bazar com produtos diversificados, em que também vendia "roupas prontas". Ali comprava para si blusinhas de Bon-lon. E, depois, para nós, as camisas "Volta ao Mundo". E, na Dona Serafina Andrioni, as blusas de lã. Eu lembro que, aos 15 anos, fui na Dona Maria, ali logo abaixo do cinema, comprar uma camisa para mim: de cor marfim,  com detalhes em azul xadrez. Fiz sucesso com ela... E, na Dona Serafina, precisei de uma blusa, e fui  sábado à tarde à casa dela,  e ela saiu da cozinha para ir vender-me um blusa cor canela, de gola olímpica. A prestação...

          Hoje, os tempos mudaram, os costumes mudaram, há grande ofertas de produtos do vestuário já prontos, para todos os gostos, todas as preferências, todos os bolsos... As famílias de Dona Maria e de Dona Carmen foram embora. A primeira está em Ponta Grossa,  a outra em Curitiba.  Os filhos saíram para as universidades e não voltaram. As mães foram atrás deles. E a sucessão familiar acabou acontecendo apenas na loja da Dona Serafina Andrioni. Quando faleceu, deixou seu comércio para uma das filhas, a Miraci. Ela a transformou na "Boutique das Lãs". E continua ali, no mesmo lugar, na Felip Schmidt, em Ouro. Construiu uma sala em separado, atrás de seu casarão, entrada pelo lado de uma loja existente.

          E a filha de Dona Serafina, a Miraci, continua ali, atendendo, colocando novelos de lã e outros fios nas mãos de nossas trIcoteiras e crocheteiras, que produzem peças maravilhosas. Sempre amável, educada, discreta. Uma pessoa confiável que herdou a simplicidade e a honestidade de sua mãe. Perdeu o marido ainda jovem e encaminhou muito bem a vida de seus filhos, está honrando a memória de sua mãe.

          De todas as personagens, ficam-me as lembranças. Foram senhoras que ajudaram muitas mulheres a se apresentarem bonitas, elegantes. Talvez que o resultado de terem-se vestido bem tenha ajudado muitas jovens a chamar a atenção dos rapazes, que acabaram encantando seus namorados, que viraram  maridos, e hoje são os avôs que estão por aí, colocando as fotos dos netos no facebook.  Essas senhoras ajudaram a fazer a história e, quem sabe, a felicidades de muitas outras. Por isso, minha homenagem a elas. Que Deus guarde bem a Dona Serafina, lá no céu, e dê saúde a longevidade à Dona Maria e à Dona Carmem.

Minha homenagem a elas!

Euclides Riquetti
04-05-2013

Será que é mesmo?!

 



Mais um dia de expectativas
Acordar cedo e tomar chimarrão
Procurar as notícias mais positivas
Mas... Ah, quanta decepção!

Nos noticiários e nas redes sociais
Muito valor pra quem é perdulário
Além das sacanagens colossais
Há muito lixo nos comentários!

Frio intenso na manhã nublada
Depois, o nevoeiro se dissipando
Céu azul na tarde ensolarada
E eu aqui... apenas digitando!

Não tenho milho e nem tenho pombos
Nem tem praça perto de minha casa
Mas tem buracos, já caí um tombo
Tem promessa de..., mas  que nada!

Enquanto isso, faço a minha parte
Escrevo poemas e publico no blog
Dizem que isso é obra de arte
Será que é mesmo?! Oh, my God!

Euclides Riquetti

Não deixe que o tempo corra

 





Passe suas mãos em meu rosto
Não deixe que o tempo corra
Não deixe que termine o mês de agosto...

Passe-as com sutileza, me faça um carinho
Não deixe que um  sentimento morra
Não me deixe ficar sozinho...

Passe suas mãos em meu rosto e me faça sentir
O doce aroma de flores que existe nelas
Passe-as com a alegria que nos faz existir

Quero, também, acariciar em seu rosto a pele macia
Quero poder lhe dizer as palavras mais singelas
Quero ver seu rosto sorrir com muita alegria.

Não deixe que o tempo corra...
Não deixe que um sentimento morra...
Minhas mãos querem acariciar seu rosto
Agora, antes que termine...
O mês de agosto!

Euclides Riquetti

Nunca é tarde...



Quando corações parecem perder o chão
E um sentimento de vazio se aloja neles
Quando surgem  asas frágeis à emoção
E se quer dar um norte seguro àqueles...

Quando os devaneios do mundo banal
Superam a lógica da vivência humana
Quando o virtual  se sobrepõe ao real
E se mergulha no mar do rumo insano...

Quando a inquietação atormenta o ser
E como que abala sua força emocional
Quando parece que algo foge das mãos
E se precisa da compensação natural...

Então se precisa de um anjo a nos guiar
Alguém que nos proteja, que nos guarde
Alguém em quem possamos confiar
Pois, pra sermos felizes, nunca é tarde!

Euclides Riquetti

Braços longos e frágeis

 



Braços longos e frágeis

Mas muito ágeis.

Para o sustento, 

O movimento.

Para o poeta, 

A massagem discreta.

Para a vida,

O abano da mão estendida.

Para o dia-a-dia,

Movê-los com alegria.

Para as saudades,

Lembrar da felicidade

De todos os abraços,

Mesmo que com dor e cansaço!


Mas, sobretudo, lembrar

Que existe um mar

Que existe um mundo

Um oceano profundo

E em algum lugar

Um coração a palpitar!


(Bem assim!)


Euclides Riquetti

22-08-2021

Ame, perca-se, perdidamente...

 



Ame!
Perca-se, perdidamente
Entregue-se totalmente...

Derrube normas, regras e conceitos
Mostre suas virtudes e defeitos
Suas inquietudes, suas atitudes
E ame!

Dispa-se vivamente
Desnude-se completamente
Esqueça os que se importam com seus jeitos
E aplauda quem rejeita preconceitos:
Ame!

Jamais esconda seu olhar apaixonado
Não disfarce os seus  sentimentos
Em nenhuns  momentos
Apenas cuide daquele amor
Que a procura esperançado...

Quebre comportamentos
Rompa o silêncio
Mergulhe nos prazeres que lhe fazem bem
Ame, com suas forças, limites ou cansaços
Com seus lábios, com sua alma e seus abraços
Mas ame!

Ame nos dias de sol e nas noites estreladas
Naquelas que exaltei em prosa e verso
Nos dias de chuva e nas tardes acaloradas
Ame tudo o que existe no Universo:

Ame!

Euclides Riquetti

sábado, 21 de agosto de 2021

Vem dançar comigo!




Vem dançar comigo, guria
Vem, com teu vestido de renda
Vem, com teu vestido de prenda
Com teu sorriso cor de melodia.

Vem cantar a canção da dança
Vem, com teu embalo galante
Vem, com a tua luz no semblante
Com teu corpo belo, que balança.

Vem namorar comigo, guria
Vem, com teus beijos sem pecado
Vem, com toda a tua alegria.

Vem me amar, morena gaúcha
Vem, com teu jeito encantado
De gata, menina, da  cachucha!

Euclides Riquetti