quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Revisitando o Deus Negro

 



          Não sei o porquê de hoje ter-me voltado à década de 1970, uma das mais produtivas de minha vida. Mas algo me impeliu a retornar a ela e, por conseguinte, relembrar de como era a vida dos jovens. Eu queria estudar, fazer uma carreira, construir uma vida digna, ter confortos que não tive antes, "ser alguém". E então  lembrei-me de pessoas que me apoiaram, me ajudaram... e também dos que me jogavam na vala da "ninguenzada".

           Quanta coisa contabilizei naquela década: Fiz 18 anos, terminei o curso de Técnico em Contabilidade, passei no vestibular, mudei de cidade, de estado, de trabalho, badalei muito, namorei,  terminei meu curso de Letras/Inglês, casei-me, tirei carteira de motorista, comprei meu primeiro carro, fiz concurso para professor, fiz minha casa, tive duas filhas, gêmeas. Ah, e escrevi algumas poesias que acabei jogando no lixo. Como gostaria de reavê-las! Apenas duas salvei, porque foram publicadas num livro, em União da Vitória e me restaram "Tu" e "Uma Oração para Você", esta muito significativa, que compus no verdor de meus 20 anos...

          Naquela década,  usávamos cabelos compridos, calças boca-de-sino e mais adiante pantalonas, camisa xadrez ou com estampas florais,  meias vermelhas, perfume Lancaster ou Pretty Peach. E, quem conseguia obter,  calça Lee ou Levi´s importada, indigo-blue. Era bacana ter jaquetas Lee ou então verde-oliva, a cor do Exército Brasileiro. Comprávamos distintivos "US Army" ou "Marinner", que aplicávamos nos ombros das jaquetas,  e isso era marca de prestígio perante a galera. Alguns conseguiam umas camisetas de malha de algodão que tinham a inscrição: "University of Californy" ou "Columbus University". Isso significava sucesso garantido.

          E as mulheres? Bem, a maioria delas também usava roupas assim, unissex. E a minissaia dos anos 1960 e as saint tropez  acabaram  substiuídas  por shorts curtos, aquelas meias "cabaret" e botas de cano médio ou longo. E, a partir de 72,  aquela onda de, no inverno, usar blusa de tricô e meia da mesma lã e das mesmas cores.

          Nos cinemas Guiliano Gemma fazia o Ringo derreter os corações das mulheres e as múscas italianas e  francesas que vinham nos compactos simples ou duplos e nos long-pays imperavam nas rádios.  A onda "inglês" veio meio junto, com  "The Beatles" em seu rock.

          Mas a grande onda da década veio por conta de uma ofensiva da Igreja Católica no sentido de mobilizar as novas lideranças jovens e reanimar as já maduras para suas lides religiosas.  Começaram com o cursíhos, obra iniciada na Espanha bem antes do que no Brasil.  Nunca participei de um, mas muitos amigos meus fizeram parte de ações cursilhistas. Jovens que optaram por deixar o seminário passaram a atuar como professores ou engajando-se nas atividades da Igreja. Inteligentes e com boa formação,  eram bons exemplos a serem seguidos.

         Foi nessa época que o corumbaense que foi para São Paulo aos 16 anos, Neimar de Barros, deixou o trabalho de junto à TV do Sílvio Santos, onde dirigiu os programas "Cidade Contra Cidade" e "Boa Noite Cinderela" e converteu-se de ateu para Católico Apostólico Romano. Tornou-se escritor poeta e pensador,  e passou a ter forte liderança dento da Igraja Católica. Visitou mais de 4.000 comunidades religiosas e vendeu mais de 4 milhões de exemplares de seus mais de 10 livros que escreveu nas línguas portuguesa e espanhola.

          Em 77, quando eu me iniciava efetivamente no Magistério Catarinense, na Comunidade de Duas Pontes, hoje município de Zortéa, em Santa Catarina, a moda  era ler "Deus Negro", de Neimar de Barros. Logo depois surgiram outros livros dele e o que mais chamava  atenção era "O Diabo é Cor-de-rosa". Todos liam, recomendavam, iam passando adiante a idologia, o pensamento do convertido autor. E, em seu rastro,  também vinha o Artur Miranda, que conheci lá na Casa Paroquial de Capinzal.
          Em 1986 Barros concedeu uma entrevista à Revista Veja que fez grandes estrondos nos meios religiosos brasileiros. Declarou que estava infiltrado na Igreja a serviço da maçonaria ( o que nunca foi comprovado, acho que foi invencionismo dele), que estava descobrindo os podres da mesma e disposto a revelá-los para o mundo. E declinou diversas "vergonhas" que estariam acontecendo nos meios eclesiásticos. A repercussão foi das piores.

         Eu tinha lido justamente os dois livros que mencionei, entrei na onda da época, era imaturo, não tinha propriedade sobre minha opinião ainda. Fiquei muito revoltado com ele e mesmo os comentários que li sobre ele, oriundos de seus admiradores internautas, não me fizeram mudar em relação ao péssimo conceito que formei a seu respeito. Acho que ele foi ou oportunista, ganhando muito dinheiro e se promovendo em cima da de nossa Fé, ou  um baita enganado,  que usou de meios pouco legítimos para atingir  seus nebulosos objetivos.

          Acho que de bom alguma coisa restou nessa história:  muitos jovens, na época, foram surgindo como lideranças nas cidades, alguns que se conheceram nesses encontros até constituíram família, tornaram-se importantes gestores públicos e privados, emprendedores, educadores. Enfim, essa geração teenager que tornou-se adulta  naquela década, deixou filhos com elevado nível de formação pessoal e intelectual que estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo,  fazendo sua parte no contexto de nossa história.

          No ano passado, dia 06 de maio, bastante debilitado em função do Alzaimer de que estava acometido, Neimar de Barros veio a falecer. Sua morte passou em branco. Não pela doença, mas por ter sido rejeitado pelos eus fãs em razão da falta de coerência entre o que pregou e o que deixou de concreto como exemplo. Caiu no ostracismo e os brasileiros o esqueceram. Só lembram de seu nome os pré-idosos que viveram em seu tempo. Os outros, só conhecem o Neymar que joga no Santos, baita craque de bola!

Euclides Riquetti
27-02-2013
         

Um poema de amor e paz

 


Mulher campo florido Fotografias de Banco de Imagens, Imagens Livres de  Direitos Autorais Mulher campo florido - Página 2 | Depositphotos®

Um poema de amor e paz 

Estou te escrevendo este poema
Faço o que todo o poeta faz
És uma flor roubando a cena
Em meu soneto de amor e paz.

Um poema de muita alegria
Um sonho de cor e sedução
Pinto o cenário que um dia
Deu-me à luz muita paixão.

Descrevo flores e perfumes
Com seus mais finos odores
Teus olhos são os meus lumes
Desenho-os em multicores.

Nada há que mais  me envolva
Não  há nada que me apraz
Nada há mais  que me revolva
Do que um poema de amor e paz!

Euclides Riquetti

Champanhe

 


 

Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...
Champanhe 


Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

O sorriso da criança

 




Ângelo - neto - filho do Fabrício e da Luana- 

Há, em cada criança, um sorriso especial
Expressão singela de ingenuidade
Há a beleza na sua infantilidade
Há a leveza de um olhar angelical.

O seu amanhecer, em cada dia que se inicia
Se reveste de carinho e de muito amor
Traz paz ao nosso mundo, lhe dá cor
Traz em cada gesto a sua indizível alegria.

Ah, crianças que são a grande dádiva de Deus
Crianças que são a alegria de nosso  mundo
Em cada abraço um afirmar profundo
Da lealdade e dos afetos seus...

Euclides Riquetti

Lembranças que entristecem

 





Há lembranças que me entristecem
Há outras que me alegram sempre...
Lugares por onde ando que fornecem
Cenários que me marcam docemente.

As boas, procuro reavivar com alegria
Deleitar-me, mergulhar em devaneios
Sorver aquela doce e suave nostalgia
Navegar nos sonhos, alimentar anseios.

Castelos azuis com as janelas brancas
Ruas que sobem, ladeiras que descem
Há lembranças boas, lembranças santas.

Lábios que beijei, corpo bem abraçado
Versos escritos, bocas que emudecem
Imagens presentes, volvidas no passado.

Euclides Riquetti

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Dias muito quentes de verão

 



Dias muito quentes deste verão

Coroam dezembro, coroam o ano

Em palcos diversos, divergências 

A briga da política com a ciência

Incertezas, teimosia, enganos

Cenários indefinidos, desenganos

Poucas esperanças no coração.


Calor que sufoca, sol que teima

Chuva que não vem, desolação

Poeira nas estradas, fogo no asfalto

Nenhuma solução que venha do alto

Intempéries causando desvastação

Aqui desconforto e preocupação

O homem agride e a natureza queima.


Euclides Riquetti

29-12-2021







Amar: Jamais te perder!

 


 
 

 
 
 
 

Mar...
Luar....
Olhar...
Sonhar! (Querer)

Flor...
Amor...
Calor...
Dor! (Sofrer)

Navegar
Divagar...
Namorar...
Amar! (Pretender)

Canção...
Paixão...
Emoção...
Coração! (Viver, viver!, viver!)

E, entre verbos e substantivos
Te ver... tecer... te ter...
E, entre versos (re) sentidos:
Teu ser...
Apenas te querer.
(Jamais te perder!)
 
Euclides Riquetti

Se as esperanças naufragarem...

 



Se as esperanças naufragarem, então

O que será de nossa vida

O que será da minha e da tua

Sem romance, sem o  lunar da lua?


Se as esperanças naufragarem, então

Só nos restará a despedida

Não haverá o que conserte o coração

E nossa vida vai ficar sem chão!


Elas não podem, então, naufragarem

As esperanças de nosso recomeçar

Deixe as coisas se acomodarem

A solução virá, virá de algum lugar!


É tudo como um romance de novela

Depois das tormentas, o sol reaparece

Fico aqui como eu fosse seu sentinela

Guardo a você a paixão que entorpece!


Euclides Riquetti

29-12-2021






Todos os meus pecados

 


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Espero  por um novo tempo, um terno  novo dia
Uma nova e bela manhã, uma nova esperança
Um tempo de muito  amor, um tempo de alegria
Um tempo de colher, um  tempo de bonança...

Um belo novo ano, com êxito e sucesso
Saúde, paz e flores, rosas perfumadas
Poemas sem dilemas, versos e mais versos
Pecados absolvidos, almas perdoadas.

Um novo ano feliz,  com abraços e muitos beijos
Uma rosa vermelha, champanhe ou amarela
Lábios de cereja, de doce e de desejo...

Manhãs ensolaradas, tardes de céu azulado
Pensamentos profanos passando pela janela
Indo juntar aos teus, todos os meus pecados...

Euclides Riquetti

De sol, de Canasvieiras, de areia...

 


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De sol, de Canasvieiras, das águas do mar
De cangas nas areias, de cor e de bronzear
De tranças, de morenice, de céu todo azul
De sabores, de brejice, dos ventos do Sul.

De ritmos, de danças, perfumes e de cantos
De istmos, de balanços, flores e de encantos
De toalhas brancas e de sandálias rasteiras
De maiôs vermelhos e de saias de rendeiras.

E assim se define a tarde quente e ensolarada
Assim se embeleza a vasta praia emoldurada
Redesenhada em todos os sorrisos e na beleza
Colorida por mulheres sensuais e incertezas!

Euclides Riquetti

Aplauda a generosidade humana, aplauda!

 


 


Aplauda a generosidade humana, aplauda

As pessoas que fazem o bem apenas por fazer

Aquelas cujo amor está inserido em sua alma

Aquelas que pelo ajudar sentem prazer. 


Aplauda as pessoas que oferecem bondade

E que esta brota do fundo de seu coração

De cujos gestos emana plena solidariedade

Que vivem porque para viver há uma razão.


O ser humano é capaz de realizações nobres

De praticar o bem farta e muito largamente 

De beneficiar mesmo aqueles mais pobres. 


Respeitemos o ser humano que souber doar

Aplaudamos, assim, quem doa generosamente

Pois, quem faz o bem, sabe muito bem amar!


Euclides Riquetti

Em que nível anda a sua felicidade?

 



Em que nível anda a sua felicidade?

De cinco a dez, que nota você consegue?

O que a incomoda, diga de verdade

Seja ela boa ou ruim, a sua vida segue!


Faça uns pequenos cálculos, some

Veja o que de bom no dia lhe acontece

Da hora em que levanta, até a em que dorme

Subtraia-lhe  tudo o que a aborrece!


Realizadas as contas, e visto a passivo

Reflita sobre a condução de sua vida

Se algumas decisões a deixam no ativo

Ou se as perdas seguem indefinidas.


Ainda consegue amar o que está perto

Ou já não há mais sentimentos?

Será que você escolheu o caminho certo

Ou os sonhos se foram com o vento?


Uma vida, pessoa, não precisa seguir  torta

Ao menos, deixe seu coração sonhar

Ser feliz é sempre o que mais importa

Mantenha  sua chama da esperança no ar!


Euclides Riquetti

29-12-2021








Pra ti, um poema muito especial

 



Pra ti, um poema muito especial

De fim de ano!

Escrito sem camisa, um tanto profano

Meu poema com versos ousados

Para este fim de ano!


Pra ti, os sonhos prateados

Os mais bem sonhados

Encantadores

Acalentados...


Pra ti, as palavras simples escolhidas

Articuladas para meus versos

Sem métrica ou medidas!


Pra ti, a liberdade de escrever e pensar

O sonho ( e o desejo) de andarmos de mãos dadas

Acariciadas

Na beira do mar

Seja em Mariscal ou Canasvieiras

Pisar nas quentess e clara areias!


Pra ti, a inspiração que é bem-vinda

Porque te amei e te ami ainda!


Pra ti, a liberdade de dizer-te,em poesia

Que se deve amar sempre, todos os dias

Porque o futuro é incerto

É um leque bem aberto

É o futuro que tanto quero

É o passado que me deixou nostalgia!


Pra ti, um pedido de desculpas

A reconquista de um sorriso

E os afagos suaves de que tanto preciso

Sem culpas!


Bem assim...


Euclides Riquetti

29-12-2021

(Enquanto o vento balança as cortinas brancas)









Dezembro nos dando adeus... (Reedição)

 


     



       O mês de dezembro e o ano estão terminando. Muito calor aqui no Sul, muita gente se movimentando, buscando as praias para banhar-se. Mas, para muitos, não houve alegria...

       Nos últimos dias tivemos perdas que nos comoveram. Primeiro, dois dias antes do Natal, houve aquele acidente aqui em Joaçaba, em que o Luciano Matos de Souza, 38 anos,  marido da colega professora e diretora escolar Lúcia Giacometti, pai do Luiz Miguel, bateu-se, com sua moto, contra o carro de seu pai. Ele deixara aqui o caminhão de seu trabalho, pegara a moto e voltava para sua casa, em Ouro, para passar o Natal com a esposa e os filhos. A última vez que o vi, foi há pouco tempo, quando houve uma festa em comemoração ao aniversário da Escola Prefeito Sílvio Santos, em que recebemos homenagens. Veio à mesa onde estávamos, conversamos, perguntou-me sobre o Fabrício, falou-me do menino dele. Agora, o fim trágico a despedida...

       Depois foi o acidente com o Cléo Azevedo, 35 anos,  meu ex-aluno, dos tempos da Sílvio Santos, que capotou seu carro no Bairro Navegantes, no Ouro. Encontrei-o algumas vezes, neste ano, aqui em Joaçaba, num restaurante, onde fazia suas refeições aos sábados, junto com seus patrões e colegas de trabalho, os Vanzin. Vários de seus colegas também foram meus alunos. Joguei futebol com ele para o time do Bairro Navegantes, eu já veterano e ele jovem, uma dúzia de anos atrás. Trabalhava na construção civil, tinha esposa e filha. O seu principal legado foi a doação de seus órgãos vitais, que foram retirados no Hospital Santa Terezinha, o HUST, na semana passada, e encaminhados para dar vida nova a outras pessoas. Um gesto humano da família, algo muito bonito. Seu coração vai continuar a pulsar em outro corpo, mas é algo seu que aqui permanece. Fique bem, amigo!

       Agora, no fim de semana, a perda da Sílvia Morais, uma jovem senhora, 39 anos, que foi minha aluna no Sílvio Santos. A Sílvia viveu sua infância no Pinheiro alto, Ouro, neta do Seu Alcides, filha do Ivande, meus amigos e companheiros de jornada política, no final dos anos 80. Era uma menina quieta, educadíssima, estudiosa, que gostava de ler e escrever. Seu corpo foi encontrado após o Natal, no apartamento em que morava, em Capinzal. Lamento muito a sua partida e fico imaginando o quanto sua família deve estar sentida pela inestimável perda.

Pois que Deus conforte as  famílias de todos eles, que possam superar tudo isso, que recomecem outra vez, que busquem amar os que ficaram. A eles e a todos os amigos e conhecidos que partiram, desejo que encontrem uma paz verdadeira onde estiverem.

Carinhosamente,

Euclides Riquetti e família

31-12-2019

O perfume das flores

 


Flores para Jardim: Modelos de Flores e Jardins para Inspirar Vocês


Não me importa qual o perfume das flores
Todas elas me atraem  e me seduzem
Não importa quais sejam as suas cores
Mas sim os encantos que produzem...

Não importam quais as mãos que as plantaram
Todas o fizeram com amor e com carinho
Não importa com quais  águas as regaram
Ou se tenham ramos ternos  ou de espinhos...

Importa-me, sim, que sejam flores, apenas isso
Que possam deleitar-nos com sua doce singeleza
E que possam sorrir  com todo o garbo e todo o viço...

Flores de todas as cores, matizes e perfumes
Flores que inspiram os poetas por sua beleza...
Flores que te entrego porque tu  me seduzes...

Euclides Riquetti