quinta-feira, 17 de março de 2022

Será que os deuses estão loucos?

 

S

 






Espere um pouco
Observe o tempo
Ouça o lufar do vento
Será que os deuses estão loucos?

Pare e fique olhando
Olhe bem o sol dourado
O céu de anil azulado
Nuvens brancas flutuando.

Então, por que tanto venta?
Se já vem novembro
Foi-se o outubro nevoento
E o dia não esquenta?

O mundo está  solto
Jogado no espaço infinito
E meu coração em conflito
Acha que os deuses estão loucos!

Euclides Riquetti

Compondo meus sonetos na beira do mar...

 


 



Desconecte-se, completamente,  da sua realidade
Saia pra  fora de si, de seu mundo real
Embarque  no seu pensamento e viaje
Navegue pelo espaço sideral...

Vá, em nau imaginária, para os outros planetas
Tente encontrar neles os poetas e escritores
Abrace-se aos satélites e aos cometas
Mergulhe nos seus perfumes e colores.

E, em cada porto celestial, em cada estação
Em cada lugar em que estiver me procurando
Deixe-se entregar pela desmedida paixão

E, se outros poetas,  você não encontrar
Volte para mim, pois estou aqui esperando
Compondo meus sonetos na beira do mar.

Euclides Riquetti

Eu queria que a lua me dissesse

 


 




Eu queria que a lua me dissesse

Onde você foi se esconder...

Não deixou recado

Nenhum endereço informado

Nada que me pudesse ajudar 

A encontrar você...


Será que foi pra montanha

Onde será que foi morar

Ou teria sido numa choupana

Ali pertinho do mar?


Foi e deixou lembranças

Sumiu qual uma criança

Que viu seus desejos negados.

Ou uma adulta em pecado

Uma garça que voou

Um animal que cansou

E que foi embora discretamente.


Eu queria, simplesmente

Que a lua me dissesse

Agora, já, de repente

Como posso a encontrar

Me desse endereço certo

Se está longe ou perto

Onde eu possa lhe buscar!


Euclides Riquetti

quarta-feira, 16 de março de 2022

Eu quero que tu sintas

 


 



 
 
Eu quero que tu sintas
Sinceramente
O valor da amizade
Que existe entre a  gente.
Eu quero que tu sintas que me preocupo
E se eu tiver algumas falhas
Aqui me desculpo!

Eu quero que tu sintas
Que sou teu amigo
Que tenho um coração
Bastante afetivo.
Eu quero que tu sintas que podes confiar
Que eu sou teu companheiro
Em todo dia e lugar!

Minha amizade é como a tua
Leal, firme, verdadeira
Tem o encanto da lua
A fidelidade companheira.
Minha amizade é simples mas sincera
É amizade o ano inteiro
E tão pura como o ar... na Primavera!

Euclides Riquetti

Como raios sutilmente dourados

 





Como raios sutilmente dourados 

Voas pela imensidão universal

Por sobre os montes encrespados

Totalmente absorta em sonhos alados

Alinhando-se no espaço sideral 

Tanto como se postam as estrelas

Acarinhadas por quem possa vê-las...


Campos a esperam com seus arranjos

Ruas se abrem para que tu andes

Doces cantos tu  ouvirás dos anjos.

Acenam-te eles desde os tempos d´antes

Tudo conspirando em teu favor:

Amor, amizade, e o perfume da flor!


Trazes em teu âmago os ideais do vencer

Lembranças que em ti se eternizam 

Clássicas melodias a te embevecer.

Levas em ti perfumes que harmonizam

Presença magistral és por onde passas

Gole de vinho tinto sugado das taças...


Euclides Riquetti

As roseiras de setembro


 





As roseiras de setembro se embonitaram
Para esperar o outubro prazenteiro
Para esperar o mês fagueiro
Que as flores projetaram.

As roseiras novamente se enfeitaram
Para colorir minha noite e meu dia
Para me animar com sua alegria
E acalantar os sonhos que ficaram.

As roseiras me trazem as mais belas rosas
As flores que aromatizam meu jardim
Formosas, lindas, apetitosas
Quero-as todas pra você e pra mim!

Euclides Riquetti

A Neve de 1975 (União da Vitória...Palmas...Curitiba)

 


 

Crônica que faz parte de meu livro "Crônicas do Vale do Rio do Peixe e outros lugares" 






Neve 1975  - Curitiba PR



 

         O dia 17 de julho de 1975 foi muito marcante para mim. Estava no último ano do curso de Letras/Inglês na FAFI, em União da Vitória-Paraná, morava num casarão histórico do centro de Porto União,  na Rua Prudente de Morais (daqueles mal assombrados, mas bem antigo, mesmo!!!), Cursava Inglês no Yázigy, na Avenida Manoel Ribas e gerenciava a filial da Mercedes-Benz, localizada na mesma.

          A noite fora muito fria e o ar estava úmido. Flocos de neve começaram a cair e cobrir o asfalto da Avenida. Os Chevettes, os Aero-willys, as Sincas Chambord, os Jipes, as Pick-ups, as Brasílias, os Dodge Dart,  Charger e Polara que a Grande Rio dos Scaramella vendiam,  os Galaxies, os Opalas, os Karmann Ghia, as Variants, os TLs, os Corcéis,  os Fuscas, as Veraneios, os Ônibus, os Caminhões, o Trem, e até o Mercedes azul do Jorge Mallon estavam cobertos de uma espessa camada de neve, parecendo todos da mesma cor.  Os telhados de todas aquelas casas de descendentes de ucranianos, poloneses, russos, jordanianos, sírios, libaneses, árabes,  portugueses, e até de italianos, ficaram, também, recobertos de branco. Da mesma cor alva restaram os cobertos das dragas dos Irmãos Hobi e da Extração de Areia Santa Terezinha, aportados nas margens do rio Iguaçu, que meu patrono, o poeta Ivonnish Furlani eternizou em "Eu Sou o Verso".

           Logo após o meio-dia , passei defronte às antigas Casas Buri, a maior loja da cidade, concorrente das Casas Pernambucanas. Havia uma dúzia de funcionários e nenhum, mas nenhum cliente, mesmo! E, todos, comissionados precisando vender para ganhar um dinheirinho.  Um amigo, o Nei Carlos Bohn, era um deles. O Japonês era o gerente. Geladeiras "Clímax 300 L" e de outras marcas se enfileiravam à espera de compradores. Havia as azuis, as amarelas, as vermelhas (as brancas estavam fora de moda...). Havia fogões a gás nas mesmas cores. Sofás estampados da linha floreal, do tempo em que os tecidos eram produzidos no Brasil e não na China, como hoje. Havia as TVs Philco, Philips, Colorado RQ e até algumas Sharp. As funcionárias vestiam blusas de  tricô em lã e meias três/quartos da mesma cor e do mesmo fio. Era a moda da época. Os homens, vestiam suas jaquetas por sobre as camisas sociais de azul-claro  e as gravatas discretas, algumas em crochê ou tricô. Os seus bigodes eram cuidadosamente emparelhados e os seus cabelos tinham um bom corte padrão, feito ali no Salão  dos Estudantes ( foi onde fui raspar a cabeça quando me passaram o trote fora de época pela passagem no vestibular).

          Entrei, todos olharam para mim. Fui ao encontro do Nei que, respeitosamente, como é de seu feitio, veio cumprimentar-me. (Hoje é meu cunhado e compadre...) Lasquei: "Quanto vocês me dão de desconto se eu comprar essa geladeira azul "Clímax 300 L " que vai combinar com o fogão Geral (azul) que comprei na Willy Reich?" A resposta veio rápida: "5%" e dá para segurar o cheque até o dia 5 de agosto! Repliquei: "Preciso de 15%, pois hoje vocês não vão vender nada mesmo, com esse frio e essa neve!"

          Ele olhou para o chefe Japonês e a resposta veio como um raio: "Pode dar 15% de desconto para ele!!!. Fiz um grande negócio e eles, com seu Lojão Buri, não ficaram sapateiros naquele dia...

          Tem outras histórias de negócios que fiz naquele dia na empresa onde trabalhava, mas isso é história para outra ocasião.

          A Neve de 1975 atingiu todos os municípios do Sudoeste do Paraná, principalmente Palmas, Guarapuava e Pato Branco. Chegou a Cascavel. Em Curitiba, falei com o amigo Ângelo Caron, por telefone, houve muita alegria nas ruas nevadas naquele dia. Depois soube que os três estados do Sul tiveram cidades que puderam deliciar-se com o espetáculo da neve.

          Atualmente, São Joaquim, Urubici e outras cidades catarinenses daquelas paragens, praticamente veem neve em todos os anos. E recebem muitos turistas, mesmo que com uma estrutura não muito favorável.

          Bem, se você for para Gramado, no RS, vai ver neve em dezembro, no desfile natalino, das luzes. Mas aquela é neve artificial, não vale tanto quanto a nossa.

          Euclides Riquetti
          19-07-2012

 

Voavam os condores andinos

 


 






Voavam os condores andinos
Suavemente, voavam
E eles, espertos, ladinos
Me encantavam...
Enquanto meus pensamentos
Juntavam-se aos ventos
E a procuravam!

E você, do outro lado da montanha
Me esperava
Como ainda me espera:
No outono, na primavera
No inverno, no verão
Com seu doce coração
Com saudade tamanha
Me espera!

Quisera eu ser seu objetivo
Ser sua meta
A ansiedade de sua busca
Concreta
Quisera eu ser  o sujeito ativo
A preenchê-la, por definitivo
E, de maneira muito discreta
Da mesma forma simples como eu vivo
Ser apenas o seu guia... o seu poeta!

Euclides Riquetti

Havia um sol...

 








Havia um sol a aquecer a tua  aura serena
Um sol que migrou e foi brilhar lá bem longe
Pra encantar uma tímida e frágil falena
Que além do meu vale verde se esconde.

Havia um brilho lunar a pratear teus encantos
Um luar que amenizou a aflição de tua alma
Pra acalmar os teus ais, teus choros e prantos
E fazer-te mais doce, mais terna e  mais calma.

Havia um pedido de perdão e um desculpar-se
Pois um de nós dois, certamente que errou
Um pergunta sem resposta, apenas um calar-se.

Um calar-se que faz sofrer, que nos fere e pune
Mas que não apaga um sentimento que ficou
Pois o tempo que apaga é o mesmo que une....

Euclides Riquetti

Pele com cheiro de avelã

 



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Paira algo  muito doce e  gostoso  no ar
É algo tão terno, difícil de se descrever
Talvez um verso novo para me encantar
Talvez uma estrofe que você possa ler.

Um poema de luz no céu é derramado
Com que eu  a proclamo e abençoo
No vasto universo de estrelas decorado
O céu abre lugar para seu cândido voo.

Venha, espalhe  pelos ares seu perfume
Traga-me suas palavras e sua candura
Seja no dia meu norte, na noite meu lume.

Traga seus lábios com gosto de hortelã
E a sua voz com aromas e com doçura
Quero beijar sua pele com cheiro de avelã.

Euclides Riquetti

O sol da noite escura



O sol da noite escura

O sol da noite brilhou de repente
Intensamente
Depois  foi embora
Suavemente
Com seus raios transparentes.

Ele veio apenas para clarear os espaços
Pavimentar a avenida do amor e da paixão...

Foi o amor-sol que brilhou
E que me aliciou
Dentro de seu coração
E que me guiou até  seus braços.

O sol da noite escura  se fez sol de prata
E, no encanto da serenata
Brilhou!
Brilhou na noite como brilha no dia
Por pura magia...

O sol da noite
Forte, magnânimo
Reenergizou o meu ânimo
E fez rebrotar em mim plantinhas que estavam amedrontadas.

Agora, pedir que nossas almas sejam reconfortadas
Iluminadas pelo sol da noite
E por Deus abençoadas!
Euclides Riquetti

Águas de Marte - o poema

 


 




Diz a N.A.S.A
Que em Marte tem
Água salgada!

Não sei se ali vão erigir hotéis
Nem se construirão bordéis
Se asfaltarão as estradas!

Não sei se alojarão profetas
Nem sei se será destino de poetas
Se haverá noites e madrugadas!

Dizem que a água aparece na primavera
Corre nas encostas no verão
E, no outono, vai desaparecendo

Eu não tenho tempo pra ficar na espera
Não posso esperar um tempão
Pois que irei envelhecendo...

Enquanto isso, escrevo poemas arretados
Enquanto correm as águas de setembro
Enquanto me inspiro e relembro.
E os ventos arrancam telhados
Das eiras e das beiras
Como na última quinta-feira!

Euclides Riquetti

terça-feira, 15 de março de 2022

O presente que tu mereces

 




O presente que tu mereces 


Se alguém te estenderem a mão, aceita

Nunca deixes de retribuir a gestos assim

Reconhece aquele que te valoriza, enfim

Um manifesto de afeto nunca se rejeita.


A solidariedade é importante sempre

Ainda mais em tempos de dificuldade

São bem vindos o apoio e a lealdade

Bem agora quando a paz está ausente.


Valoriza, então, quem tanto te valoriza 

Recebe com alegria o que te oferecem:

Eu te ofereço um poema que te eterniza.


Pega-o, afaga-o, lê-o e depois guarda-o

Há versos gentis e os que te entristecem.

Meu poema é o presente que tu mereces.


Euclides Riquetti

15-03-2022












Se te derem um poema


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Se te derem um poema de mim roubado
Nascido de minha singular inspiração
Peço-te que o leias com todo o cuidado
E venhas a mim através da imaginação...

Sobrevoa a vasta floresta do Atlântico
Os riachos azuis vai deixando pra trás
Vem pra este vale verde e romântico
Deixa que os rios corram para o mar!

Busca encontrar-me onde me imaginares
Talvez caminhando numa longa estrada
Distante das areias quentes e dos mares
Quem sabe em rancho velho ou pousada.

Estarei te esperando de abraços abertos
Alma sem dono, com as mãos estendidas
Meus olhos te procuram livres, despertos
Pra que tu venhas recompor minha vida!

Euclides Riquetti

Te amar, te querer, incessantemente!

 





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Apenas dizer "te amo" e nada mais
Dizer isso do fundo de meu coração
Dizer palavras simples, naturais:
Escrever no muro com giz ou carvão!

Dizer "te amo" tantas vezes quantas
Quantas vezes isso for preciso
Com palavras doces e sacrossantas
Desejar-te uma vida de pleno paraíso!

Além de "te amo", dizer "eu te quero"
Dizer-te isso com toda a sinceridade
Seja no verão, ou no intenso inverno
Dizer que te amo com sinceridade!

Além das palavras já ditas e escritas
Dizer-te da forma mais convincente
Dizer-te com as palavras mais bonitas
Te amar, te querer, incessantemente!

Euclides Riquetti