quinta-feira, 31 de março de 2022

Enquanto cavalgo pelo universo

 



Cuida bem do meu coração

Que do teu eu bem sei cuidar

Eu quero ser tua forte paixão

Mas tu tens que me ajudar.


Cuida pra que ele não sofra

Pra que durma na madrugada

Não deixes que o amor morra

Querida paixão abençoada.


Estende-me tua mão proterora

E me dá teu abraço apertado

Que brilhe tua aura sedutora

E brilhem teus olhos rajados.


Enquanto cavalgo pelo universo

Cuida de me contar as estrelas

Vou te compondo meus versos

E tu me vais cuidando de vê-las. 


Sou andante, boemio e poeta

Pra ti escrevo este breve poema

Pois meu coração sempre alerta

Não quer dor e nem dilemas. 


E assim eu vou seguindo adiante

Voando neste meu cavalo alado

Com o esforço hercúleo e gigante

Volto sedento de amor a teu lado.


Euclides Riquetti

01-04-2022















O portal dos sonhos

 






Quadro de Euclides Riquetti - acrílico sobre tela


Passarei pelo portal dos sonhos para te buscar
Andarei por estradas bucólicas e por asfaltos
E no mar infinito do tempo irei te encontrar
Em caminhos de calmaria, sem sobressaltos...

Retratarei em tela as emoções e sentimentos
Transformarei meus devaneios em realidade
Buscarei teus olhos meigos e sempre atentos
E nos horizontes largos animarei saudades.

E escreverei meus sonetos de amor e de paixão
Espalharei meus versos pelas estradas e os ares
Irei, navegando na manhã pela imensidão...

E chegarei a ti, chegarei animado e contente
Esperarei o grácil momento de me abraçares
E ganharei teus beijos, ganharei certamente!

Euclides Riquetti

Ande, sutilmente, pelos caminhos do sol

 





 


          Ande,  sutilmente pelos caminhos do sol,  e vá encontrar o que você procura. Estenda, gentilmente,  suas mãos a quem você ama e entregue-lhe, incondicionalmente, o seu coração, com sua alma desprovida  de incertezas,  e seus olhos de inefável beleza. Vai, siga em frente, sem preocupar-se com pedras que possam estar em seu caminho, com plantas que em vez de flores lhe oferecem somente os espinhos.
 
          Abra seu sorriso franco que a torna feliz, retribua, com alegria, a cada manifestação carinhosa, e dispense a todos sua atitude generosa. Seja compreensiva com os que duvidam de você, mostre-lhes que você é sincera e verdadeira, porte-se com altivez e galhardia, mas não se esqueça de exercitar, em cada momento, a sua humildade. Você é mais você, em todas as circunstâncias.

          Permita, em cada dia, um renascer dentro de você, enseje expectativas em cada um que espera que lhe proporcione algo, esperanças que possam se renovar, possibilidades que se possam reabrir, caminhos que possam, novamente, ser percorridos. Situe-se ao lado do bem, não se importando se os outros pensam diferentemente de você. O que importa, sim, é a paz que restará em seu interior e que você fará resultar nos outros. 

          Dirija seu pensamento para o Altíssimo, faça-lhe orações despretensiosas, mas carregadas de boas intenções. Queira a felicidade para todos, independente de a terem ou não perdoado em seus pecados ou a aplaudido em suas vitórias, pois a vida nem sempre é dada a derrotas, e nem sempre a conquistar a glória.

          Ande, sutilmente, pelos caminhos do sol. E, depois que tiver feito tudo isso, sem que lhe fosse de obrigação ou compromisso, colha as flores que nasceram perto de você, nos caminhos que você trilhou, nos jardins onde as plantou. E verá, certamente, que tudo lhe valeu a pena!

Euclides Riquetti

Há uma dor em mim...

 

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Há uma dor em mim:
Algo inimaginável, inconcebível
Mas que me faz sofrer e me aflige
Não sei por que isso tem que ser assim
Mas há uma dor em mim!

Há um desconforto em mim:
Algo que me incomoda e preocupa
E de que não tenho nenhuma culpa
Mas há essa dor assim
É uma dor que está dentro de mim!

E, se o tempo cura as nossas feridas
As mais consistentes, as mais doloridas
Pois que este passe!
E, que nas novas jornadas a serem vividas
Venha o vento que anima e que você me abrace!

Apenas isso!

Euclides Riquetti

Novos ventos, novos alentos

 


 

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Trouxe-me o vento na morna noite novos alentos
A doce paz que meu coração há tanto procurava
Na verdade, eles amainaram meus sentimentos
Trouxeram conforto a uma alma que os buscava.

E os alentos que me revigoraram e me devolveram
Aquela energia que por dias havia desaparecido
Foram os bálsamos que de novo me fortaleceram
E me transportam a ti para novos sonhos revividos.

E, com eles, voltaram-me as esperanças ausentes
Que estavam navegando em estranhos universos
E me inspiraram a cantos românticos e repentes.

Ah, suaves alentos inebriantes que nesse novo dia
Me repõem toda a inspiração para meus versos
Obrigado por tanta  paz e pela renovada alegria!

Euclides Riquetti

Abrace a canção que vem do mar

 




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Abrace a canção romântica que vem do mar
E que nos traz a ternura da manhã dourada
Quando esperamos pela tarde ensolarada
Enquanto não nos chega a noite pra sonhar.

Abrace a canção suave que flerta com a pele
E que nos embevece enquanto nós sonhamos
Quando fechamos os olhos e então meditamos
E usufruímos tudo o que a vida nos concede.

Abrace aquela canção e também me abrace
E me convide para viajar pelo seu universo
Expressão autêntica, sem nenhum disfarce.

Então, dance comigo uma valsa da saudade
Enquanto lhe sussurro os mais doces versos
E me beije com ardor, mate minha vontade!


Euclides Riquetti

Esvazia teu coração

 


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Esvazia teu coração do que não te faz bem
Joga fora tudo o que não serve pra ti
Despe-o de tudo o que acumulaste ali
Livra-te de tudo conforme te convém.

Esvazia teu coração cumulado de erros
Joga para a terra as experiências inservíveis
Despe-o das lembranças frágeis e sofríveis
Livra-te de tudo o que te causa os medos.

Coloca  dentro dele os  meus versos francos
Sinceros mensageiros que te levam conforto
Mistura-os com teus dotes e teus encantos.

E, quando constatares que já raiou a aurora
Quando perceberes que ele não está mais morto
Abre-o para receber novas  paixões de agora.

Euclides Riquetti

Menino matreiro...

 


Fabrício - em evento no Mater Dolorum - Capinzal - SC - Infância muito feliz!




Corre pra lá
Vira pra cá
Pula que pula
Volta a pular
Criança marota
Criança feliz
Adora nas plantas
Fazer seu xixi.
 Sobe que sobe
Desce que desce
A noite vem logo
O céu escurece
Sorri como o sol
Sorriso matreiro
Mordendo o lençol
E o seu travesseiro.
Canta que canta
Cantigas de roda
Se finge de santa
Criança dengosa
Me conte  piada
Me conte menino
Você vai traçando
Seu jeito ladino.
Dorme que dorme
Bonito menino
Come que come
Vagar, vagarinho
Você é o anjo
Que me faz feliz
Você é o sonho
Que eu construí!

(Composta quando o Fabrício
tinha 8 anos)
Euclides Riquetti
09-03-1995

O primeiro vento

 


 



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O primeiro vento que roçou meu rosto
Trazendo-me um doce bálsamo floral
Veio para se impregnar no meu corpo
Na manhã de sol e de um mar colossal.

Veio suave e  me trazendo as gaivotas
Com seus gemidos e os seus planares
Olho, no oceano, as distantes ilhotas
E voa meu pensamento sobre os mares.

O mesmo lufar que me traz saudosas
As lembranças que me fazem feliz
Traz-me também a energia prazerosa
Que me impele a te querer e sentir.

Então, enquanto contemplo a calmaria
E me transponho pelo azul celestial
Eu me perco na nave da nostalgia
E busco te encontrar no espaço sideral!

Euclides Riquetti

O Voo da Garça

 



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O Voo da Garça

A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.

E no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.

Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa a pousa a garça.

E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhino, o passante
E voa de novo a garça.

Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.

E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!



(A garça povoa os meus sonhos, orienta minha vida.
A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
É minha emoção transmitida no papel...)


Euclides Riquetti

quarta-feira, 30 de março de 2022

Vai, voe pelos ares

 



Voe, voe pelos ares num pássaro de aço

Corte todas as nuvens intrepidamente

Deixe o pensamento fluturar levemente

Venha até mim e traga-me seu abraço!


Imagine-se como a águia de largas asas

Que sobrevoa as florestas, rios e cidades

Voe com a mais plena e segura liberdade

Busque reencontrar a sua própria casa.


Evite a ansiedade que a possa dominar

Cuide de ficar nas ondas da calmaria

Plane neste céu noturno em pleno ar...


Vibre com a simplicidade da chegada

Extravase e libere toda a sua euforia 

Comemore, feliz, seu retorno à morada!


Euclides Riquetti

30-03-2022













Sensação de liberdade

 


 



Sensação de liberdade

De andar na rua ao encontro do nada

De poder ver rostos expressivos

Talvez fazer novas amizades!


Sensação de liberdade

De esperar solitário pela madrugada

De rosto coberto com máscara de tecido

E ficar esperando pela mulher amada!


Sensação de liberdade

De poder viver a vida intensamente

E poder vagar por todas as ruas da cidade

Calmamente!


Euclides Riquetti

Pise nosso chão com alegria!

 



Pise nosso chão com toda a alegria possível

Sinta-se confortável em sua verdadeira casa

Não há outro lugar no mundo mais aprazível

Do que nossa terra magnífica e abençoada. 


Ande na a rua e veja como as pessoas sorriem

Parece que você lhes trouxe de volta o ânimo

Você é a água pura para que todos se saciem

Seu rosto traz luz com seu brilho magnânimo. 


Escolhi fazer-lhe este simples e terno soneto 

Para saudar sua vinda, encontrar a normalidade

Apenas suas duas quadras e seus dois tercetos.


Mas, mesmo que meu poema pouco lhe diga

Acredite, há nele a mais forte sinceridade

Devoto-lhe amor, carinho, ensejo paz na vida!


Euclides Riquetti

30-02-2022










Voa, pensamento...

 


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Sagaz inspiradora de palavras e  versos
Mergulha-se  em devaneios e ilusão
Escravos pensamentos estão despertos
Companheiros na  sua solidão.

Olhos brilhantes e meigos que  censuram
As palavras nos seus lábios pronunciadas
As mãos graciosas outras mãos seguram
O sonho que rouba as  madrugadas.

Vaga pisoteando pedras entre a verde relva
Vaga sem cuidados, sem limites, sem reservas.
Entre sucessos, tropeços  e conquistas.

Voa o pensamento entre as nuvens alvas
Voa no firmamento sua dileta alma
Enquanto a névoa lhe embaraça as vistas.

Euclides Riquetti

E que venha o mar

 


 


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E que venha o mar
Que venha com suas ondas brancas
Que venha para atiçar as lembranças
Que venha para me acalmar...

Que acalme meus desânimos acentuados
Me console pelos consolos já desconsolados
Me traga à memória teu rosto bonito e jovial
Me devolva o riso, a serenidade natural!

Que venha, de novo, o mar
Para me trazer renovadas esperanças
Para me trazer suas águas que balançam
Para me seduzir e me encantar...

Que amenize todos os meus tormentos
Me livre de alguns de meus sofrimentos
Me traga o prazer de me sentir contigo
Me apague as dores que eu tenho sentido!

Que venha o mar
Para agraciar-me com o calor do verão
Para lembrar-me que é teu o meu coração
Que venha, de novo, o mar!

Euclides Riquetti