quinta-feira, 2 de junho de 2022

Quando a lua prateada voltar

 

                               

Quando a lua cheia de novo chegar
Para por romance nos corações dos namorados
E voltar-nos o seu  brilho lunar prateado
Estarei esperando por seus olhos encantados
Que me fazem viver, sentir, respirar...

Quando, solitário,  eu ouço a suave sinfonia
Da natureza que repousa abençoada
Que me cobre com seu manto sagrado
E eu olho para a imensidão estrelada
Sou arrebatado por tênue nostalgia.

Ah, doce sensibilidade de poeta
Vem me confortar com sua inspiração
Vem me animar a alma e o coração
Vem trazer-me a palavra certa
Que me faz rimar amor com paixão.

Vem ensinar-me a esperar
A lua prateada  voltar!
 
Euclides Riquetti

Foto de Velly Cardoso

Se as estrelas nos fazem sorrir

 



Se as estrelas nos fazem sorrir

É porque ainda estamos aqui...

Pois se elas nos fizessem chorar

Seria pela falta do amor-amar!


Sorríamos, então! E...

Bom dia!


Euclides Riquetti

02-06-2022





Fragmentos poéticos

 




           Primeiro canto
Preciso roubar um beijo teu
Por isso eu quero estar perto de ti
Quero que tu sintas o beijo meu
Quero te sentir, sentir, sentir...

             Segundo canto
Beijar-te-ei com ardor, eternamente
Perder-me-ei  em ti,  perdidamente
E em ti me inspirarei para compor
Por ti exaltarei o meu amor
Para  ti escreverei por hoje e sempre...

             Terceiro canto
Sonhei contigo, sonhei , sonhei,  amei
Sonhei  contigo, amei,  sonhei, sonhei
Sonhei contigo, nas noites em que as estrelas adormeceram...
E nas noites em que elas reviveram:
Sonhei contigo, sonhei, amei, sonhei!...

               Último canto
Há uma cumplicidade entre nós dois
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade

Euclides Riquetti

Viver e ser feliz!

 


 



Medos
Segredos
Anseios
Devaneios!

Dizer
Ver
Crer
Viver!

Dizer segredos
Ver devaneios
Crer nos anseios
Viver  sem os medos.

Viver aqui
Viver ali
Viver em ti
Viver por ti.

Viver, viver, viver
Viver e acreditar
E poder dizer, dizer:
Perto de ti ... ficar, ficar!
Ficar, bem perto de ti, sem medo!
E ser feliz!

Euclides Riquetti 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Por caminhos opostos

 



Quem andou por rumos opostos

Por algum tipo de discordância

Ou, simplesmente pela distância

Ancorou-se em diferentes portos. 


Nem sempre o caminho escolhido

Leva os seres à mesma direção

Talvez que o pisar de cada chão

Tenha guiado pelo já percorrido.


Os anos passam bem rapidamente

E o amanhã de todos é tão incerto

Que mesmo num coração deserto

Podem brotar plantas das sementes.


Euclides Riquetti

01-06-2022









Se te chamo de amor, é porque te amo

 







Se te chamo de amor, é porque te amo
Porque te quero, quero só pra mim
E, mesmo,  com o passar dos anos
Nosso amor nunca chegará ao fim!

Se te chamo de gata, é porque te acho
Uma gatinha que me arranha e mia
Me perco em ti, pra ti me despacho
Quero buscar em ti a minha alegria!

Mas se te chamo e não me respondes
Dói-me o coração ferido pela dor
Não sei por que tu tanto te escondes
E tanto recusas receber meu amor!

Euclides Riquetti

Na areia do mar

 



Pra dizer que eu te amo

 


Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti

Elas, você... e o mar!



Todas as águas das chuvas da manhã airosa
Que tomam as valas, as correntes, as baixadas
E as que jorram nas fontes da natureza silenciosa
As águas santas, límpidas, por Deus abençoadas
Até as das brancuras das montanhas  sagradas
Todas elas vão para o mar...

Todas as águas que banham as areias  no verão
Trazidas pelo balanço da inconstância do oceano
E as que brotam nas campinas e na imensidão
Na paisagem harmônica do horizonte soberano
Além  do que possa medir meu imaginário humano
Todas elas vão pro mar...

Todas as que já banharam o  seu corpo escultural
Todas as que já mataram sua sede na tarde de sol
Todas as que já lavaram os pecados de minha alma
Todas aquelas que, gélidas, fazem-se em neve alva
Me impelem e animam a compor-lhe meus poemas
Me inspiram a lhe  poetar:

Elas, você... e o mar!

Euclides Riquett

Apenas um céu gentil acima de ti

 




Há apenas um céu gentil acima de ti
Que, de dia, te cobre com lençol azulado
Que, de noite, te louva com um manto estrelado
Ou, um cenário de universo imenso e prateado
Mas que, em todas as horas, te protege e sorri...

Há campos floridos que esperam por ti
Cercados pelo verde das árvores folhadas
Das sempre-vivas amarelas, das rosas imaginadas
Onde campeiam almas sedentas de serem amadas
Onde eu campeio para encontrar teu sorriso....

Há campos floridos para adornar tua vida
Há lugares que te remetem aos tempos de infância
Que atiçam tua mente com as saudosas lembranças
Que te devolvem as mais fortes de todas as esperanças
A alegria de viver, a felicidade incontida!
Os campos floridos nunca te abandonam
Estão nas telas dos pintores, nas bucólicas paisagens
Os campos floridos te adornam e te enfeitam
Vão e voltam, nem que seja de passagem
Como aqueles que te querem, de amam, te respeitam

Como eu!

Euclides Riquetti

Na noite em que choveu


 




Na noite em que choveu, perdi o luar
Perdi as estrelas, perdi a estrada
Só não perdi a madrugada
Que ficou para me afagar...

Afagaram-me o miados da gata
Os latidos da fêmea desconsolada
Os  relinchos da zaina domada
Na noite chuvosa e... ingrata!

Afagou-me a mulher sem nome
Que me desejou bons sonhos
Leves, coloridos, rionhos
Que falou-me ao telefone

Mas, sobretudo, afagou-me quem me acariciou
Me abraçou, beijou, amou
E me fez feliz!


Euclides Riquetti

Obrigado por me amar

 


 


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Obrigado por me amar, por dizer que me quer
Obrigado por me deixar feliz, ser um sonhador
Obrigado por dizer que também quer meu amor
Que estará comigo quando nossa velhice vier!

Obrigado por me escrever palavras sedutoras
Obrigado por olhar o céu nas noites estreladas
Obrigado por tornar as manhãs encantadoras
E fazer com que as tardes sejam abençoadas!

Obrigado por me amar, me desejar, me querer
Obrigado por tudo o que você ainda me fizer
Obrigado por me inspirar a criar e a escrever.

Agradeço a Deus pelo amor que você me deu
Agradeço por seus beijos e afagos  de mulher
Agradeço por eu ter você e eu poder ser seu!

Euclides Riquetti

História de dois principezinhos e uma princesinha


 



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          A princesinha pegou um caderno e um lapisinho, rabiscou algo e passou para o principezinho. O príncipe Luís César estava a catar raízes. Uma raiz de uma planta boa para fazer chás. O Xá do Reino deles era um chato de galochas.  Depois foi tomar um cafezinho no bar do chinesinho, que era seu vizinho. A mulher do chinês fazia limpeza no bar da empresa do marido. A altivez da mulher do chinês era de dar inveja.

          Luís César tinha um primo, Luiz Adriano,  que lhe dava atenção máxima, extrema. A compreensão deste  para com as defecções daquele eram de verdade. O maior defeito dele era não gostar muito de estudar, pois havia muitas matérias chatas. Ambos haveriam de encontrar um meio de gostar delas.  Até que uma xícara de café cairia bem. Daria um pouco de ânimo a eles.

          Os primos planejavam fazer uma viagem. Estavam enrolando-se, então alguém disse: "Viajem logo, pois é  inverno e haverá neve na montanha. Haverá problemas para escalarem as árvores. E, ainda, vocês sabem, terão dificuldade em encontrarem um guia montês por lá se estiver frio".

          Ajeitaram suas mochilas e partiram. Antes, despediram-se da princesa. Sua Alteza era uma bela de uma moça. Uma moça bem moçoila. Cochichavam: "os guardas do palácio tinham cara de chuchu"! As mulheres iam tomar banho de cachoeira e deixavam partes do corpo à mostra", e outros cochichos. Luiz deu a Luís uma amostra do que iriam ver na montanha: tinha uma foto de um urso marrom perseguindo uma hiena. Será que seria perigoso o lugar, além de terem que enfrentar um frio rigoroso?

          No dia aprazado, foram. Deveriam executar o seu plano, sem exceções. Fazer com que seu projeto fosse exitoso de qualquer jeito. Encontraram um velho caçador que morava numa choupana e que fora assessor de um parlamentar cassado, daí ter requerido aposentadoria e se dedicado a guiar pessoas nas montanhas. Os animais que fossem caçados não deveriam ser abatidos. Na verdade, deveriam apenas serem capturados. Uma captura bem diferente das que costumamos ver nos filmes.

         Nas montanhas,  encontraram alguns montanheses trabalhando na lavoura: usavam enxadas para  carpir, foices para roçar,  e enxós para cavoucar nas madeiras e fazer canoas e utensílios caseiros, principalmente gamelas e pilões para a cozinha. Moravam em casinhas pequenas.

          Os simpáticos colonos, de origem japonesa, indicaram-lhes os lugares onde se encontram animais, principalmente raposas e aves raras. Luís César e Luiz Adriano localizaram algumas raposas de pele matizada. Eram matizes de marrom, cinza e branco. Elas são muito ariscas e não se deixam apanhar. E, como já dito, nada de tiros. Caçar, sim, abater, não! E as aves, com suas penugens coloridas, embelezavam grandemente o cenário.

          Pegaram suas câmeras digitais e  fotografaram tudo. Era a melhor maneira de caçar, sem fazer qualquer tipo de mal aos animais. E, ainda, cuidavam de não esbarrar em plantinhas para não prejudicar seu crescimento. Plantas e animais, água muito limpa, neve lá nos picos das montanhas. É assim que se compõe o mais ilustre cenário da natureza. Abater animais, jamais!

          Já em casa, a princesa os esperava com um pote de 2 litros de sorvete Sabrina, importado de Herval d ´Oeste, uma cidadezinha  que fica perto de Joaçaba, no Vale do Rio do Peixe, em Santa Catarina.  Tomaram todo o sorvete, que estava  muito delicioso. E, juntos, postaram as fotos no facebook, ganhando milhares de curtidas, centenas de comentários e  dezenas de compartilhamentos.

Foi uma bela de uma caçada, em que todos ganharam, ninguém perdeu. E, sobretudo, ganhou a natureza, que foi preservada.

Euclides Riquetti

Corpos e almas que se esculpem e se queimam


 


Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...

Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...

Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...

Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na  razão
Vidas que navegam em  incertezas...
São corpos que envelhecem cedo,  cedo
São almas que levitam,  sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.

(E se vão embora!...)

Euclides Riquetti

Meus segredos e meus medos

 



Tu sabes  meus segredos

E conheces meus medos.

Conheces minhas virtudes

Meus defeitos

Que não têm jeito...


Tu conheces minha força

E minhas limitações

A realidade em amplitude

E minhas ilusões.


Tu me entendes se te convém

Ou me tratas com desdém.

Me admiras num momento

E me condenas em meu silêncio...

Mas eu estou sempre aqui

Bem aqui

Esperando por ti!


Euclides Riquetti

01-06-2022