quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Nas ondas do sonho

 






Nas ondas do sonho
Ganhei  teu abraço
Um beijo gostoso
Um olhar carinhoso
Depois do cansaço...

Nas ondas do sonho
Enrolaste-me em laço
Entreguei-me de todo
A teu corpo cheiroso
Perdi-me em seus braços!

Mulher carinhosa
Na tarde de verão
Na tarde gostosa
Me atacas fogosa
Roubas meu coração.

E nas ondas do sonho
Me levas embora
Com teus beijos de fogo
De amor e de gozo
Me levas, senhora
Me levas embora.

E eu
Por minha própria vontade
Me deixo levar!

Leva-me
Para algum lugar
Onde possas me amar
E me fazer sonhar.
Leva-me
E não me deixes voltar!

Euclides Riquetti

Dia chegando

 



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Levanto-me cedo, dia chegando
Para ouvir o canto dos passarinhos
Que começam a sair dos ninhos
E me apraz ouvi-los cantando...

Levanto-me cedo, manhã gostosa
Ar fresco, leve, limpo e puro
Para ver os animaizinhos no escuro
Esperando pelo raiar da aurora...

Levanto-me para ter mais tempo
De ficar pensando em quem eu quero
Para contar com o seu amor sincero
Que vem a mim trazido pelo vento...

Levanto-me porque é um novo dia
É hora de viver a vida intensamente
É hora de comemorar efusivamente
De vivermos a vida com alegria!

Euclides Riquetti

Quando, de novo, o sol brilhar

 






Quando, de novo, o belo sol nos voltar a brilhar
E pudermos ouvir o coro dos canários e pardais
Quando o doce canto das gaivotas nos acordar
Como nas manhãs de que não esquecerei jamais
E Deus, com suas Divinas Mãos nos abençoar
Entenderei que o pouco é melhor que nada mais!

Talvez nosso desejo de possuir nos torne exigentes
Desperte em nós a vontade do mais ter e do querer
Renunciar a bens preciosos nos deixa descontentes
Quando nos acostumamos a ganhar é difícil perder
E não haverá nada que nos possam deixar contentes
Se não abrirmos mãos de nossa vontade de vencer!

E, quando chegamos ao ponto de sentir pena e dor
De nos martirizarmos por causa de vãs desilusões
É porque dentro de nós ainda existe muito amor.
Mas, quando aprendermos a dominar as emoções
E buscarmos um mundo de beleza e de muita cor
Poderemos brindar à alegria e paz nos corações!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Você é o sol, a luz, a água, o vinho

 


 



Você é o sol que me alimenta
Você é a luz que nunca se apaga
É a água que me sustenta
É  o vinho que me embriaga.

Você é a flor que mais me encanta
Você é a estrela que não se extingue
É minha força e minha esperança
É a cor que meu horizonte cinge.

E, por ser sol e ser luz
Por me alimentar e não se apagar
É a estrela que me seduz
É o vinho que me faz amar.

E, por ser flor e ser encanto
Encanta minhas tardes de verão
E, por ser a lágrima de meu pranto
Alenta as mágoas de meu coração...

Euclides Riquetti

O menino- aranha - na beira do mar


 


                                           Foto do autor, com autorização do pai.


O menino aranha

Brinca de brincar

Na beira do mar.


Areia e água salgada

Na tarde ensolarada

Hora de se banhar. 


A mão protetora

Suave e redentora

A acompanhar


Proteção paterna

E a condução Divina

A abençoar!


Menino-aranha

Que o pai acompanha

Na areia do mar!


Euclides Riquetti

Sorrir, cantar, sorrir, amar!

 


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É preciso sorrir
Como é preciso beber água
E respirar o puro ar
É preciso sorrir!

Sorrir o sorriso belo
Sem angústia, sem mágoa
O sorriso no cantar
Apenas o sorriso belo!

Sorrir com os olhos
Sorrir com os lábios rosados
Sorrir os sonhos idealizados
Sorrir com os olhos!

É preciso cultivar
O sorriso prazenteiro
Nosso melhor companheiro
Aquele que nos faz cantar!

Sorrir o bem-estar
Sorrir para a vida
Sorrir a alegria sentida
Sorrir, cantar, sorrir, amar!

Euclides Riqueti

Caminhar ao sol

 


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Caminhar ao sol, sorver seus raios dourados
Deliciar-se ternamente, feliz, feliz contente
Raios brilhantes, luminosos e  brilhados
Bronzeando as peles, os ombros elegantes
Aquecendo a alma da pensativa caminhante.

Caminhar ao sol, a mente navegando bem distante
E perdida em pensamentos já morenos
Em pecados que guiam passos errantes
Deletando da alma todos os venenos
Que possam inpregnar-se nos espíritos serenos.

Caminhar ao sol, como se em frio  intenso
Amenizá-lo, numa agradável sensação de bem-estar
Caminhar ao sol, num prazer imenso

Caminhar ao sol, embeber-se de luz e de  paixão
Deixar o pensamento leve a navegar
Afagar a alma, acalentar o coração!

Euclides Riquetti

Se um dia...

 


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Se um dia
A gente se reencontrar
Numa estrada estreita
Ou mesmo na beira do mar
Então te pedirei perdão
Por te querer, por te amar!

Se um dia
Nosso caminho se cruzar
Onde quer que seja
Que ele se entrelaçar
É provável que me ignores
Por que já não me queres mais!

Mas se um dia
A gente quiser sonhar
Mesmo com o sonho distante
Pelo universo a navegar
Talvez a gente se entenda
E possa de novo se amar!

Euclides Riquetti

Dia da Criança - 1963... lembranças!

 





Alunos da Escola Municipal Professor Guerino Riquetti -
Ouro - SC - com o professor Felipe Miqueloto

          No início da década de 1960, certamente que em 1963, meu pai, Guerino Riquetti,  era terceiranista do curso Normal do Colégio Mater Dolorum, em Capinzal, SC, que equivale à formação para o exercício do magistério em nível de Ensino Médio, hoje. Era o único homem dentre as mulheres. Lembro-me de algumas: Lourdes Eide Fronza, Noemi Zuanazzi, Estela Flâmia (Sfredo), Terezinha Bertaiolli (Dacás), Luinês Soares, Doraci Infeld, Inês Dalpizol, Alda Besbatti...

          Os alunos faziam trabalhos artesanais, dentro da disciplina de Trabalhos Manuais. Em outubro daquele ano, meu pai foi incumbido de produzir algo diferente para a época; uma placa alusiva à Semana da Criança. Embora o Dia da Criança tenha sido instituído no Brasil em 1924, somente em 1960 ele passou a ser comemorado, em razão de movimento propagado por uma fábrica de brinquedos (Estrela) e de outra que produzia material de higiene para crianças (Johnson & Johnson).  Três anos depois, eu via a primeira ação concreta em uma campanha em favor da criança, com placa produzida e fixada pelo meu pai ali onde se situa o Posto Dambrós, em Ouro. Foi justamente no ano em que o município foi criado.

           No local, havia uma barraquinha, uma espécie de bazar, construída e administrada por familiares de Viriato de Souza. Pouco após, num aterro, foi colocada a dita placa. Meu pai obteve a doação de uma placa já utilizada antes para outro fim, pelo Sr. Luiz Gonzaga Bonissoni, que no mesmo ano acabou elegendo-se Prefeito , pintou toda a base com tinta a óleo na cor branca e escreveu (desenhou) a mensagem com uma tinta cor "roxo-terra", semelhante a  um "vermelho  chassi", um pouco mais na cor terra. Indicava uma campanha que visava a conscientizar os motoristas sobre a importância de os motoristas terem cuidado com as crianças. Estava lá:

                                                   SEMANA DA CRIANÇA

                                              Motorista, seja amigo da criança!

                                                               20 Km

          Sim, a recomendação era para que os carros andassem bem devagar nas ruas das cidades de Ouro e Capinzal: apenas 20 Km por hora! Muitas vezes, ficávamos até duas horas sem que nenhum carro passasse pela Felip Schmidt. Havia alguns jipes Willys, principalmente na área rural, dois jeeps DKW, alguns Chevrolets e Fords americanos, meia dúzia entre fuscas e Aero-willys e poucos caminhões. Mas, já naquele tempo, havia a preocupação com a segurança das pessoas, em especial das crianças.

          Na época, aprendi que havia um "Dia da Criança" e nem se costumava receber presentes ainda. O anos se passaram, o mundo foi infestado de carros, gente equilibrada e também gente muito doida e irresponsável... Difícil de se imaginar, naquele tempo, que chegássemos ao ponto em que chegamos hoje.

          Então, amigos motoristas: Que Deus nos dê luz e proteção, tanto a nós condutores quanto às crianças, para que nada de rui  nos aconteça. Tenhamos, sempre, extremo cuidado.

E, a você, leitor, leitora, parabéns pela criança que está dentro de você!

Euclides Riquetti

Sorriso de criança

 


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Nada é mais autêntico que o sorriso da criança
Pois nele há singeleza, beleza, ingenuidade
Suas palavras simples  denotam sinceridade
Tempo do qual se guarda a mais saudosa lembrança.

Gestos muito simples, modos sempre delicados
Olhar sutil, bondade no seu coraçãozinho
A proteção materna que a atende com carinho
A segurança ao ter sues pais presentes e dedicados.

Sorriso de criança,  enternecedor e contagiante
Belíssima transpiração de inocência e de docilidade
Sorriso de criança, encantador e deslumbrante.

Sorriso de criança, dos sorrisos o mais risonho
Inspiração para o poeta, para os pais felicidade
Sorriso de criança, um mundo de amor e de sonho.

Euclides Riquetti

Nossa Senhora Aparecida

 


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Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os brasileiros
Mãe dos pobres sem dinheiro
Mãe das senhoras e das meninas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe dos fracos e oprimidos
Mãe dos doentes e desassistidos
Mãe das crianças desaparecidas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os pescadores
Mãe das mães, dos pais pecadores
Mãe das mulheres frágeis e sofridas.

Nossa Senhora Aparecida
Mãe protetora, negra, morena
Mãe divina, angelical, mãe serena
Mãe tua, mãe minha, mãe querida!

Euclides Riquetti

Oração às crianças

 


 



Crianças nos fazem felizes porque são crianças
Crianças nos dizem coisas que nos encantam
Crianças filhas de mães dignas, dóceis e santas
Crianças que nós amamos, lindas crianças!

A criança  torna o mundo muito mais feliz
Porque em cada olhar desperta ternura
Porque em cada rosto há carinho e doçura
Há amor em seus gestos e em tudo o que diz.

Deus, abençoe as crianças que cantam,  faceiras
E também as que buscam o pão pra comer
E aquelas sem pais e sem lar pra viver.

Proteja as que passam frio nas noites de inverno
E as que rezam, esperançosas, pelo Pai Eterno.
Abençõe, Meu Deus,  as crianças brasileiras!

Euclides Riquetti

Feche seus olhos e me responda

 


 



Feche seus olhos e me responda
Não quero que me diga que não me entende
Não quero que nada, nunca me esconda
Pois sei que se você quer, você me compreende.

Feche seus olhos e escute minha voz
Quero que ouça o que tenho a lhe dizer
Quero que saiba que eu estou muito só
E que em todos os momentos só penso em você.

Deixe que seu pensamento me busque e me encontre
Que venha juntar-se a meus sonhos românticos
Para que eles sejam entre nós uma doce ponte.

E, quando ouvir os anjos tocarem seus clarins
E eles orquestrarem os seus mais belos cânticos
Pensarei em você e espero que  pense  em mim....

EuclidesRiquetti

O vento sutil que afaga o rosto

 


 





O vento sutil que afaga o rosto
 
Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.

Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares  e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que  delira.

Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos  já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem  animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!


Euclides Riquetti

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Estúpido Cupido (Novelas de época

 )

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          Acompanho novelas desde o final do ano de 1975. Foi quando terminei a Faculdade e casei-me. Antes, morei na República Esuadrão da Vida, em União da Vitória, onde não tínhamos TV. Só víamos, pela janela, a TV da casa vizinha, nas manhãs de domingo, quando o Fittilpi pilotava sua Lótus "John Player Special", preta, bonita como o luxuoso helicóptero de meu vizinho rico, nos circuitos de ´Fórmula 1. Nos outros dias era estudar e trabalhar,  apenas.

          Na época, a novela das seis da Rede Globo era "O Feijão e o Sonho", baseada no romance de Orígenes Lessa, de 1938, ano que amibientava a novela.  Lembro que o Cláudio Cavalcanti representava  um escritor sonhador, marido de uma dona de casa vivida pela Nívea Maria. Eram um casal de meia idade para aquele tempo, jovem para os dias de hoje. Tinham duas filhas, uma interpretada pela Lídia Brondi e a outra por Myriam Rios, hoje Deputada no Rio de Janeiro. A Myriam foi convidada pelo Ator/Diretor Herval Rossano. Ela participava de uma seleção num programa de domingo na Globo. Ele viu de casa, telefonou para contratá-la na mesma hora, independente dos testes. Foi seu primeiro trabalho na tela. Mergulhei naquela novela das 18 horas, ficava com muita pena da personagem da Nívea Maria, porque o marido vivia só o sonho e não trazia o feijão para casa...  Aliás, há muitos poetas e romancistas que se esqueceram de levar comida para casa. Apenas levaram seus escritos para embalar os sonhos dos leitores. Ajudaram o mundo das pessoas a ser melhor! Conheço muitas pessoas assim.

          Depois, outra novela que muito me marcou, foi a "Estúpido Cupido", que passou em 1976 e 1977 e era ambientada na fictícia cidade de Albuquerque. Era muito divertida. A música de abertura era "Estúpido Cúpido", a versão nacional de "Stup Cupid", interpretada pela bela Celly Campello. E entre os atores Mauro Mendonça e Maria Della Costa, um timaço de jovens que fizeram muito sucesso nos anos seguintes: Françoise Forton, Rocardo Blat, Ney Latorraca, Luiz Armando Queiroz, (que interpretava um adoidado mas inteligente Belchior), Nuno Leal Maia (o Acioli),   Tião Ávila, (o simpático Carneirinho)  e Djane Machado, (a Glorinha). Mas, quem  dava banhos de beleza e interpretação era a freirinha Irmã Angélica, papel da divina Elizabeth Savalla, que partia o coração dos rapazes, arrancava suspiros dos telespectadores. Bem que podiam reprisar essa novela, nem que fosse na TV a cabo.

         E a trilha sonora, então, era de arrebentar: Celi Campello com "Estúpido Cupido" e "Banho de Lua" , Osmar Navarro com "Quem é?", Carlos Gonzaga com "Diana", Sérgio Murilo com "Broto legal", Demétrius com "Ritmo da Chuva", e Ronie Cord com "Biquini Amarelo". Até hoje essas músicas fazem sucessos nos bailes da região, quando, ali pelas 2 da mnhã, os conjuntos abrem espaço para nós dançarmos os ieieiês de nossa juventude. E ainda havia o "Al Di Lá", com o Emílio Pericoli e "América", com Trini Lopez, Elvis Presley com "Don´t be cruel", e Johnny Mathis, interprtetando "Misty", na  trilha internacional.

          Gosto muito das novelas de época,d as 18 horas, e das divertidas, das 19,30. Mas observo algumas incoerências da atualidade, pois usam expressões como por exemplo "não está mais aqui quem falou", que é recente e nunca vi na literatura. Difícil acreditar que na amientação de Lado a Lado, 1905, se utilizasse essa expressão. Também falam em "professora divorciada", para a personagem de minha musa de crônicas Marjorie Estiano. Sabe-se que o divórcio, no Brasil, só vigorou a partir de 1977, daí gerar uma incoerência. Aliás, noto que cuidam excelentemente do figurino, da linguagem corporal, mas não se preocupam com a linguagem falada. Deviam cuidar disso também, embora haja quem diga que a TV deve por a linguagem mais atual, para maior interação do público.  Não concordo!

Euclides Riquetti
27-12-2012