terça-feira, 8 de novembro de 2022

A música do vento

 


 



A música do vento... embala meus sonhos
E me leva pra longe... me faz navegar
A música do vento... afaga meu rosto
E me transporta pra perto... pra perto do mar!

A música do vento me vem como uma canção
Que você cantava
Pra me animar
A música do vento acalma meu coração
Me faz pensar em você
E de novo sonhar

Adoro o vento que vem brando
Que sopra suavemente
Que vem me acariciando
Como se fossem suas mãos...

Adoro o vento soprando
Deliciosamente
E que vem acalentando
As minhas doces ilusões...

A música do vento é assim,  prazenteira
A música do vento me traz esperanças
De reencontrar a verdadeira
E a mais saudosa das lembranças.

A música do vento... me faz sonhar!

Euclides Riquetti

Ventos que vêm e que vão

 


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Ventos que vêm e que vão
São como as águas que correm
Que caem do céu e que somem
Nos sulcos de nosso chão.

Ventos que sopram gentis
Balançam as árvores frondosas
Afrontam as peles cheirosas
Das mulheres índias tupis...

Ventos que na noite barulham
Atiçando este lobo faminto
Que quer saciar seu instinto
Enquanto as estrelas brilham...

Ventos dos cenários bonitos
Que me trazem a doce melodia
Me fazem aprazível companhia
E se dispersam no infinito!

Euclides Riquetti

Deve estar escrito... bem assim!

 


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Deve estar escrito em algum lugar
Que você não me quer amar...
Deve estar escrito num caderno
Que você não quer um amor eterno...

Deve estar escrito na letra da canção
Que você não se importa com meu coração...
Deve estar escrito no verso do poema
Que você não quer saber de meu dilema...

Deve estar escrito num outdoor
Que você conhece meus lamentos de cor...
Deve estar escrito em sua alma encantada
Que você  não se importa com nada...

Não se importa com o que me acontece
Se me ajuda ou me entristece...
Não se importa com a realidade
Se me faz sentir amor ou saudade...

 Não se importa se o sol brilha na manhã
Ou se chove sobre a terra chã...
Não se importa se as flores permanecem coloridas
Ou se fenecem com poucos dias de vida...

Não se importa se o luar ainda continua prateado
Ou se ele já não anima os namorados...
Não se importa em dar a esperança
A quem de você tem as melhores lembranças...

Apenas isso... bem assim!

Euclides Riquetti

Quando você cantou aquela canção de amor

 




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Quando você cantou aquela canção de amor
Mexeu muito comigo, revolveu meus sentimentos
Ora, é como se isso já fizesse tanto tempo!

Quando você cantou aquela canção de amor
Mas que mexeu muito comigo
Mesmo que parecesse não ter sentido...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
Mas eu não sabia tocar nada, nada
Fiquei sem chão e sem estrada...

Quando tentei dedilhar acordes no meu violão
E eu percebia que as notas me escapavam
E que as palavras não combinavam...

Então deixei meu violão "Freedom" jogado sobre a cama
Esperando que alguém me ensinasse a tocar
Aquela cama macia em que você poderia deitar...

E meu "Freedom" vai ficar sobre a cama
Ocupando o seu devido lugar
Até que você venha para me reencontrar!

Euclides Riquetti

Joia rara






Você é uma preciosidade
É como uma joia rara
Tem lábios doces como demerara
Tem pele morena clara
Uma verdadeira beldade!

Você é uma verdadeira raridade
Um ser encantador
Como um botão de rosa flor
Que exala perfume e cor
Um mar de serenidade!

Você é uma pessoa fascinante
Que tem o poder de me animar
Tem carinho e amor pra dar
Tem olhos bonitos como o mar
Uma mulher exuberante!

Você me traz a felicidade
Me atrai com seu modo de ser
Com seu jeito grácil de viver
Com tudo o que há de bom em você
Com seu amor e... sensualidade!

Euclides Riquetti

Quando se é talismã

 



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Quando se é talismã
Se é objeto de desejo
Tal qual o sol da manhã
Ou o sabor de um beijo...

Quando se é talismã
Se pode levar a boa sorte
Dar-lhe um cachecol de lã
Que lhe sirva até a morte...

Quando se é talismã
E se perde o que se tem
A vida se torna vã
E perde o sentido também...

Quando já não se é talismã
E se percebe que isso morreu
Busca-se com afã
Recuperar o que se perdeu!

Euclides Riquetti

Perdas

 


 


Perdas são sempre sentidas
Ensejam  as saudades
Aguçam a sensibilidade
Ferem os corações e as almas doridas...

As perdas dilaceram os ânimos
E mutilam os pensamentos
Fazem a mente viajar pelo tempo
Perder-se em dias, meses e anos...

As perdas deixam marcas que não se apagam
Que ficam conosco eternamente
E que nos destroem  lentamente.

As perdas acontecem e as vidas passam
Fica a dor a matar quem já tanto sofreu
Fica o tempo a lembrar-nos de quem se perdeu...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Com todas as nossas culpas

 


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Devolva-me, por favor, os meus poemas
Pague-os com juros e com correção
Principalmente aqueles cujos temas
Sejam minha alma e o seu coração!

Devolva-os embrulhados em papel azul
E, quem sabe, amarrados em fita rosa
Aqueles em que a imaginei lá no Sul
Entre as flores amarelas, bem formosa!

Devolva-me tudo o que a possa lembrar
De momentos bons e de infortúnios
Aqueles em que o poeta descreve o mar
Aqueles em que descreve nossos conluios!

Devolva-os grudados em galhos de roseira
Perfumados com os mais tenros odores
Para que a vida possa tornar-se alvissareira
E, de novo, se contemplar as flores!

Devolva-me o tempo que já foi perdido
E todas as estrelas que possa contar
O sol que brilhou e que perdeu o sentido
E toda a conjugação do verbo amar!

Devolva-me o sol, as estrelas, isso tudo
Todos os verbos, os adjetivos dos sonetos
As nefastas lembranças do outro entrudo
Meus versos solitários, os meus poemetos!

Devolva-me, com um pedido de perdão
E eu retribuirei com um pedido de desculpas
Faça por mim, ao menos uma doce oração
E eu ficarei com todas as nossas culpas!

Euclides Riquetti

Como telhas quebradas, como vasos quebrados

 


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Como telhas quebradas
Como vasos quebrados
Almas  tristes, mutiladas
Corações despedaçados...

Como árvores desgalhadas
Como folhas que secaram
Almas  desamparadas
Corações que tombaram...

Como pássaros feridos
Como coelhos caçados
Pensamentos banidos
Poemas não inspirados...

Como canários desolados
Como crianças abandonadas
Pensamentos conturbados
Poesias desencontradas...

Nada mais que isso
Nada mais pra mim
Sem esperança e sem viço
Bem assim!
Euclides Riquetti

Arabutã - 78 anos de história e de glórias!

 

   


       O Arabutã Futebol Clube, de Capinzal - SC - foi fundado há 78 anos. Tem seu estádio, O estádio da Baixada Rubra, localizado no Bairro Parque e Jardim Ouro - em Ouro - SC. Neste sábado, 12, em seu estádio, acontece o Reencontro de Gerações, quando atletas, ex-atletas, dirigentes, ex-dirigentes e familiares estarão comemorando mais um aniversário de nosso Clube.

       Joguei no Juvenil, como ponteiro esquerdo, até parar para dedicar-me aos estudos e ao trabalho. Depois de ter ido estudar e trabalhar em União da Vitória, voltei à região para lecionar em Duas Pontes, hoje Zortéa, onde joguei no Grêmio Esportivo Lírio, inicialmente nos aspirantes e depois como titular da lateral direita. . Aos 30 anos voltei ao clube, atuando no grupo dos veteranos, onde permaneci por duas décadas defendendo as cores alvi-rubras. Lateral direito, quarto-zagueiro e lateral esquerdo foram as posições onde atuei. Acabei dirigente dos veteranos, tendo sido numa oportunidade seu Presidente. No clube, fui Secretário numa das gestões de Vilmar Pedro Matté. 

                                          Em pé: Valdomiro Correa (treinador), Zucco, Altair, Ademir Rech, Euclides Riquetti, Vicente Gramázzio e Malmir mazzo Padilha; agachados Mingo da Balbina, Valêncio, Braguinha, Carmelino Nora e Sérgio Scarton. 


       Rubens Leal, o Binho, Henrique Verela Pain, Elói Correa e Vilson Farias foram as pessoas com quem mantive contato nesse período em que estão organizando o evento. Parabenizo-os pela iniciativa, bem como a todos os outros que estão se dedicando ao Clube. 

     Neste sábado, vai ser uma grande alegria rever colegas com quem atuei e jogadores por quem eu torci durante cinco décadas.

       Um grande e fraterno abraço em todos!

        Euclides Riquetti - o Riquettão

        07-11-2022

   

Avida não é perfeita

 



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Avida não é perfeita

 


O ser humano não é perfeito
Como não é perfeita sua vida
Tem suas virtudes e defeitos
Há a instabilidade desmedida.

As imperfeições são evidentes
Os nossos íntimos vulneráveis
Muitas vezes são tão aparentes
No âmago dos corpos frágeis.

Reações calmas ou violentas
Ou simplesmente inesperadas
Angústias nas almas sedentas.

Emoções em seres conturbados
E a esperança sempre buscada
Na imensidão do céu azulado.

Euclides Riquetti

Quero te encontrar no fim da tarde

 


 






Quero te encontrar no fim da tarde, bem à tardinha
Pra te dizer "boa noite" e  te desejar belos sonhos
Pra que durma alegre, sorrindo, sonho de rainha
Pra que todos os seus dias sejam de paz e risonhos.

Quero te encontrar no fim da tarde e poder escutar
Palavras carinhosas que vêm de teu íntimo profundo
Ver o brilho de teus olhos, também poder te admirar
E dizer que te amo com todo o amor deste mundo.

Quero, sim, ah como eu quero poder encontrar-te
Nem que seja somente para poder afagar a tua mão.
Ah, como eu quero poder te ver, poder abraçar-te.

E, em cada abraço, em cada toque bem carinhoso
Sentir o frescor da pele e o pulsar de teu coração
E a forte energia que vem do teu corpo formoso.

Euclides Riquetti

Perguntas-me quem sou...

 





Perguntas-me quem sou...
De onde eu vim...
Para onde vou...

Não sei!
Não sei se responderei!
Não sei se errei ou...acertei!

Nas vias tortuosas
Aconteceu assim:
Apalpei tuas curvas formosas!

E, se eu não sei
E, se não sei se responderei
Apenas proporei:
Não te afastes
Não te ocultes
Não me culpes!

Perguntaste-me quem eu era
E eu, que antes não te dissera
Te digo agora:
Te amei o amor verdadeiro
O amor de leal companheiro
Que te amou em toda a hora!

Euclides Riquetti

Divinamente...divina!

 






Divinamente...divina!
Encantadora, formidável, clara...
Persona incontestável, adorável, rara
Olhos cor de turmalina...

Divinamente...divina!
Povoa os sonhos do poeta acanhado
Tímido poeta do olhar encabulado
Dama poderosa... corpo de menina!

Divinamente...divina!
Coração a transbordar amor aos seus
Alma a amainar os conflitos meus
Musa inspiradora que encanta e fascina!

Divinamente...divina!
De lembranças que se eternizaram
Dos tempos bons que restaram
De poemas em papel dourado, querida!

Euclides Riquetti

O cheiro do vento

 


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Feche os olhos e sinta
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que   a  natureza  se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!

Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura,  dê-me  sua mão
Frágil, mas terna, elegante e  macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota  do seu coração!

Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...

Euclides Riquetti