quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Ao meu pai

 




AO MEU PAI

Dias sem pássaros, noites sem estrelas
Dias de densas nuvens, o vento a volvê-las
Noites tão escuras, luar contido, ausente
Fazem dos meus sonhos futuro sem presente...

Dias de chuva forte, sem sol, sem luz no céu
Dias sem esperança, cinzento mausoléu
De alguém que foi distante, buscando seu destino
Tombando para sempre, subindo ao céu divino.

Conforto-me em saber que fez o bem na terra
Que pela sua bondade fará novos amigos
No céu que é manto azul, é flor da primavera
Verá,  mais uma vez, seus entes tão queridos.

E entre dias sem lindas noites, noites sem dias lindos
Eu fico recordando, pensando nos já findos
Em que você se foi, naquele longo inverno
Buscando nova vida, buscando o Pai Eterno!

Euclides Riquetti
Composto em julho de 1993.

Por que meu pai teve que abandonar o seminário? Ainda bem...





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          Na década de 1950, as cidades de Santa Catarina eram muito pacatas. As do Oeste e Meio-Oeste Catarinense eram pequenas. Seus moradores vieram entre 30 e 50 anos antes, a maioria originários da Serra Gaúcha, onde se situam Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves e outras cidades, cujos distritos originaram muitas outras. Eram filhos e netos de imigrantes italianos, que ali chegaram a partir da década de 1970. Meu familiares, de parte de minha mãe, os Baretta, chegaram em 1876. Os Richetti vieram de datas próximas às deles. Para Santa Catarina, para o antigo Distrito de Abelardo Luz, o primeiro nome da vila onde hoje se situa o Município de Ouro, vieram em meados da  década de 1920. Meu pai, Guerino,  nasceu em 1921,  e minha mãe, Dorvalina Adélia,  em 1923. Viraram moradores da Linha Bonita, embora meu pai tenha morado em outras paragens do nosso antigo Município de Cruzeiro, hoje Joaçaba.

          Ouvir as histórias que eles e os tios me contavam sempre me foi muito interessante. Ser antigo me permitiu ter vivido quando ainda nem se sabia que TV existia. E,  rádio, só alguns tinham. Dizem que na época da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas iam para a cidade (1939 a 1945), passavam na casa do André e da Dona Elza Colombo para saber notícias da Guerra, pois havia expedicionários nossos combatendo na Europa, mais precisamente na Itália.

          Foi justamente durante essa Grande Guerra que meu pai fugiu do Seminário,  do Instituto São Camilo, de São Paulo. Com nove anos (1932),  ingressou no Seminário de Iomerê, ele e outros vizinhos, um Boaretto, tio do Leonir, Prefeito de Capinzal, o Albino  Baretta, Padre que faleceu há poucos anos,  e não me recordo bem qual o outro.

          Em 1994 realizamos, na Linha Bonita, o Primeiro Encontro da Família Baretta, idealizado pelo amigo Albino Baretta, não o Padre, mas o filho do Pierim. O Catequista, Ministro da Eucaristia, que cuidou do irmão dele, paraplégico, o Neto, por cerca de 30 anos e que mora em Capinzal. Foi uma festa e tanto. Vieram familiares de diversos estados brasileiros. E também veio, de São Paulo, o outro Albino, o Padre, que já estava velhinho, com mobilidade limitada. Perguntei-lhe se fora amigo de meu pai, em São Paulo. Ele nada respondeu. Mais adiante o primo Rozimbo me contou o porquê de o Albino não gostar de meu pai e eu o compreendi. Fiquei muito contente por ele não gostar de meu pai. A Festa da Família Baretta foi algo bonito. Repetiu-se uma vez, mas depois não mais aconteceu.

          Devo minha vida justamente ao Padre Albino Baretta. Albino significa "alvo", "branco", bem claro. Mas foi justamente porque ele era inquieto, e aquele que viria a ser meu pai também, que eu existo. Senão vejamos:

          Os seminaristas do São Camilo, de Iomerê,  foram todos para São Paulo, na Vila Pompéia, onde meu pai ficou de 1932 a 1942, tendo, então, 19 anos. Fez ali o Colegial, equivalente ao hoje Ensino Médio, que já foi Segundo Grau. Estudava Filosofia que, pela regra, são dois anos de Filosofia e três de Teologia para que o Noviço se torne Padre. Meu pai usava batina escura, era alto e magrão, tinha óculos clássicos. Aprendera Canto Orfeônico, Francês, Italiano, até tocava piano e órgão. Gostava muito de História e Geografia, tinha sempre excelentes notas. Mas também gostava de trabalhar, costume ou hábito de todos os descendentes de italianos. Sabia lidar com o serrote, o martelo, a marreta, o nível, o metro, a colher de pedreiro, o esquadro. Os mais limitados iam de enxada, foice, picareta... Ele, bom de cálculo (ensinou-me a calcular medições de terras e volumes quando eu estava no segundo ano primário), era pedreiro. E, no Seminário, sempre havia o que fazer. Herdara do Nono Frederico as habilidades.

          Bem, num dia daqueles, estava meu pai a construir uma cancha de bochas, lá na Vila Pompéia, quando o colega Albino Baretta começou a dar palpites, em vez de ajudar. Meu pai deu-lhe uma marretada no dedão de um pé e foi sangue para tudo o que é lado.

          À noite, a Cúpula Diretiva do Seminário, Imbuída do maior senso de justiça, reuniu-se para decidir o futuro do rebelde Guerino. Era uma decisão difícil, que ficou adiada para a manhã seguinte. Precisavam analisar tudo, calmamente, mas, à espreita, o réu já percebia que seu destino seria a rua, a expulsão, uma vergonha para a Família Italiana, em plena Segunda Guerra Mundial. Então, enquanto todos dormiam, jogou uma trouxa de roupas pela janela do quarto, saiu devagarinho e silenciosamente pelo corredor, sem ser percebido, e adeus seminário. É por isso que o Padre Albino é responsável por eu existir. E, terei imenso prazer em lhe proporcionar, cara leitora, a continuidade dessa história.


Euclides Riquetti
25-03-2012

Quando, de novo, o sol nos voltar a brilhar

 




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Quando, de novo, o belo sol nos voltar a brilhar
E pudermos ouvir o coro dos canários e pardais
Quando o doce canto das gaivotas nos acordar
Como nas manhãs de que não esquecerei jamais
E Deus, com suas Divinas Mãos nos abençoar
Entenderei que o pouco é melhor que nada mais!

Talvez nosso desejo de possuir nos torne exigentes
Desperte em nós a vontade do mais ter e do querer
Renunciar a bens preciosos nos deixa descontentes
Quando nos acostumamos a ganhar é difícil perder
E não haverá nada que nos possam deixar contentes
Se não abrirmos mãos de nossa vontade de vencer!

E, quando chegamos ao ponto de sentir pena e dor
De nos martirizarmos por causa de vãs desilusões
É porque dentro de nós ainda existe muito amor.
Mas, quando aprendermos a dominar as emoções
E buscarmos um mundo de beleza e de muita cor
Poderemos brindar à alegria e paz nos corações!
Euclides Riquetti

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

O primeiro sapato de salto alto da Gisele Bündchen

 


 



          Horizontina é uma cidade do Noroeste do Rio Grande do Sul. Está quase que com 20.000 habitantes. A fama da cidade veio, inicialmente, por ser sede da SLC, a fabricante das colheitadeiras de grãos famosíssima. Hoje a antiga SLC é de propriedade da John Deere Brasil e fabrica ali uma grande diversidade de máquinas agrícolas.

          Porém, nas duas presentes décadas, a cidade ficou muito mais conhecida em razão de ser o berço de nascimento da top model Gisele Bündchen. A mais poderosa modelo da atualidade, também considerada uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo, nasceu em 20 de julho de 1980. Também é relacionada entre as 100 pessoas mais influentes do Brasil. Mais um mês e a esposa de Tom Brady, o famoso jogador de futebol americano, completa 35 anos. O casal tem dois filhos.

            "La Bündchen" é uma pessoa de sucesso. Poucas modelos conseguiram sustentar-se por 20 anos em nível tão alto. Tanto que já amealhou aproximadamente Um Bilhão de Reais.  Modelo, atriz,  empresária e filantropa, Gisele tem um patrimônio superior a isso.

          Acompanho a vida da modelo como já acompanhei a da Shirley Malmann e outras gaúchas. Aliás, a mulher gaúcha é sempre exemplo de beleza e elegância. E, mais que isso, modelo de determinação. Sabem o que querem!

          O caso de Bündchen é o de uma pessoa fadada ao sucesso. Mas não que este tenha caído do céu espontaneamente. Na escola, em seus estudos de Primeiro Grau, era uma aluna muito forte lá em Horizontina. Obtinha notas muito altas. Era uma grande líder, capitã do time de voley da cidade. Um de seus professores costuma dizer que ela era tão talentosa e determinada que, se não fosse modelo, certamente chegaria à seleção brasileira de voleibol.

          GB teve duas participações no cinema: Em 2004 protagonizando "Taxi", no papel de Vanessa; e em 2006, uma participação especial em "O Diabo Veste Prada", no papel de Serena. Agora, depois de considerar o desfile que fez na São Paulo Fashion Week, em março deste ano, o último de sua carreira, seus fãs esperam por vê-la atuando novamente no cinema.

          Um vídeo de 1995,  que circula pela internet e foi reproduzido no programa Profissão Repórter, da TV Globo nesta semana, mostra-a em seu baile de debutantes, juntamente com duas irmãs. Era a mais alta dentre todas as debutantes. Naquele dia, usou seu primeiro salto de saltos altos. E, desde então, anda com desenvoltura e elegância sobre eles.

          Trabalhou como modelo fotográfico e em desfiles para Valentino, Zara, Bulgari, Versace, Victoria,s Secret,  Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, Dolce & Gabbana, Colcci, etc. Foi capa  de revistas como Vogue, Arena, Marie Claire, Vanity Fair, Forbes, Newsweek, Time e Rolling Stone.       
          É  provável que tenha  aparecido em mais de quinhentas capas de revistas. É a segunda mulher que mais fez isso, perdendo apenas para a deslumbrante Princesa Lady Di.

          Embora não use isso para se promover ( e nem precisa disso), pratica permanentemente a filantropia, principalmente defendendo causas ambientais e humanitárias.

         Gisele Bündchenm é uma brasileira que muito nos orgulha!

Euclides Riquetti
17-06-2015

Uma palavra carinhosa

 



Preciso de uma palavra carinhosa
Bem simples
Mas de efeito.
Uma palavra substanciosa
Que não precisa ser elogiosa
Para meu coração imperfeito!

Pode ser uma palavrinha já dita
Bem antiga...
Ou uma palavra bonita
E já repetida.

Ou palavras curtinhas
Monossilábicas
Mas nunca trágicas...

Preciso de uma palavra que brote
De seu belo coração
Que esconde mil histórias
De vida e de muita emoção
Mas que seja uma palavra doce
Que me devolva o chão...

Apenas de uma palavrinha, verdade
Ou, quem sabe, a sua generosidade
Me dê uma frase inteira
Alvissareira
Que me conforte
Me anime
Fortaleça o meu coração!

Euclides Riquetti

Apenas uma palavra de amor

 


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Quero que digas apenas uma palavra:
Um palavra de amor
Que venha de tua lavra
De teus poemas,  a fina flor...

Uma palavra que não esteja no dicionário
Talvez um pequeno sussurro
Que não esteja no glossário
Que não tenha sentido obscuro...

Preciso ouvir uma palavra carinhosa
Muito mais que um não ou um talvez
Que venha de tua voz melodiosa...

Quem sabe uma palavrinha inventada
Com a lógica da alma e da sensatez
Pelos teus lábios pronunciada!

Euclides Riquetti

A fuga da alma





A fuga da alma não tem estradas
Não tem espaço onde se esconder
Não há como deixar de se viver
Aquilo que já se sentiu na caminhada...

Se se foge do corpo, não se foge dela
Se se foge do pensamento que persegue
Não se foge da lua nem mesmo da estrela
Não há força que nos carregue...


A fuga da alma não tem estradas
Não tem espaço onde se esconder
Não há como deixar de se viver
Aquilo que já se sentiu na caminhada...

Se se busca um porto e não se encontra
É porque não temos o rumo certo
O mundo novo que nos amedronta
É o mesmo que nos inspira a novo verso...


A fuga da alma não tem estradas
Não tem espaço onde se esconder
Não há como deixar de se viver
Aquilo que já se sentiu na caminhada...

Euclides Riquetti

ENQUANTO CHOVE...



A chuva fina que cai
Refresca sua pele morena
Leva embora seus dilemas
E pelas valas se vai
A chuva fina  que cai...

A chuva que molha seus cabelos
É a mesma que rega a planta
Enquanto que você canta
E  atiça os meus desejos
Enquanto molha seus cabelos.

E enquanto chove
Olhe bem nos meus olhos
Pois há, ali, um recado pra você:
Olhe bem nos meus olhos
Enquanto chove.

Olhe bem e procure entender
Há uma mensagem sem igual
Guarde com carinho, meu bem
É pra você, meu bem-querer
É algo muito especial.

Então, enquanto chove
E a chuva refresca sua pele morena
E alisa suas franjas e melenas
Diga-me que também me deseja
Enquanto chove...

Euclides Riquetti

BUSQUE A PAZ







Evite magoar as pessoas amigas
As de hoje, as de ontem, as antigas.

Busque a paz, onde quer que esteja
Procure  paz, quando quer que seja!

Seja cordial com quem lhe quer bem
Seja gentil e terá gentilezas também.

Busque a paz, onde quer que esteja
Procure  paz, quando quer que seja!

Acalme seu coração conflitado
E reencontre o seu mundo sonhado.

Busque a paz, onde quer que esteja
Procure  paz, quando quer que seja!

Não vale a pena radicalizar
A vida premia quem sabe sonhar.

Busque a paz, onde quer que esteja
Procure  paz, quando quer que seja!

Euclides Riquetti

Versos brancos e rosas vermelhas

 





Sorriem os cravos e as rosas vermelhas
Como se a primavera tivesse chegado
No primeiro dia de agosto,  ensolarado
Dia de sol, amor explodindo em centelhas.

Sorriem as dálias e as sempre-vivas
Sorriem também os lírios acanhados
Saúdam você , que busca em sua vida
Ver os seus sonhos todos realizados.

Sorri você o seu sorriso qual criança
O gentil sorriso do rosto e da voz que fala
Que você guarda desde a sua infância.

E eu escrevo versos nas pétalas macias
E tomo o vinho que me inspira e embala
Com as palavras que me contagiam.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Uma Oração para Evita (Perón) - poesia!

 



“Só me casarei com um príncipe ou um presidente”
A frase que a adolescente Eva Duarte dizia quando morava no interior da Argentina.
E acabou casando com Juan Domingo Perón, tornando-o Presidente da Argentina.
Compus esta oração em Buenos Aires, no dia 23-01-2013 - após ter visitado o jazigo
dela na Recoleta.

 


 
 
 
 
Santa Evita de todos os argentinos
Que já protegeste teus pobres descamisados
Cuida bem dos velhinhos e dos meninos
Que foram por todos abandonados
Não te esqueças de todos os oprimidos
Nem daqueles nos combates tombados.

Santa Eva Duarte de Perón
Olha pelas Madres de la Plaza de Mayo
Abre para todos teu coração
Ilumina as noites com teu candelaio
Escuta o lamento de minha oração
Mira os mais  fracos com teus olhos claros.

Santa Evita da Casa Rosada
Estende teus braços sobre  a Recoleta
Repousa teu corpo,  em granitos guardada
Inspira os poetas de todo o planeta:
Que seja  tua gente por ti abençoada
E deixe que no Plata vaguem as barquetas.

Mãe Evita de todos os filhos
Mito que se propaga nos lugares e nos anos
Bela e formosa menina de Junin
Deixa-nos uma história que tanto amamos
Eternizada em  "Não chores por mim..." (Argentina!)
Habitas o coração de todos los hermanos.

E também o meu...

Euclides Riquetti

 (Buenos Aires, 23-01-2013).

O tempo passa, sutilmente...

 


 



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Passa o tempo, sutilmente  passa
Passa pra mim e  pra você  também
Infelizmente, nosso tempo passa

 (E você não vem e não me abraça)
Rápido, mas quieto, ele vai além...

Passa pra mim e pra você o tempo
Manhã vem, tarde vai, noite vem mais uma vez
Passa o dia de sol, passa o cinzento

 (E eu caminhando só, eu no  relento...)
Caminhando e pensando em você!

Passa o tempo como passa a vida!
Passa e nos deixa seus sinais
Há a hora da chegada, a hora da partida!

 (A hora esperada, e a que quero esquecida...)
 E há aquelas que eu quero mais e mais!

Euclides Riquetti

Busque a felicidade









Busque, constantemente, a sua felicidade
Busque encontrá-la perto ou na imensidão
Procure, na harmonia e na tranquilidade
Dar respostas ao que pede o seu coração.

Busque, firmemente, a sua felicidade
Busque alento para sua alma e seu ser
Procure nas pessoas a alegria e a bondade
Para reconquistar seu direito de reviver.

Busque, com toda a força de sua mente
Busque nas cidades, vilarejos ou no mar
Vá buscar respostas ao que você sente.

E, quando encontrar o que você procura
Comemore a alegria por de novo sonhar
Dissipadas que foram suas nuvens escuras!

Euclides Riquetti

Em algum lugar


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Por debaixo do céu, em algum lugar
É possível que você esteja
Andando na beira do mar
Ou talvez rezando numa igreja
Mas, certamente que abaixo do céu
Você deve estar!

Não sei exatamente onde
Mas eu  posso imaginar
Não sei se você se esconde
Para eu não a encontrar.
Talvez eu tenha que a procurar
Na beira do mar!

Procurarei, sim, eternamente
Procurarei de modo diferente:
Escreverei um poema na areia
E, quem sabe você, vestida de sereia
Possa ler o meu recado
E, se for se seu agrado
Venha me encontrar!

Euclides Riquetti

Bom dia, amore!

 


 


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Bom dia, amore!
Aqui estou!
Faça de conta que sou um fiore
Que em seu jardim desabrochou!

Um fiore pequenino
Que veio bebê
Que se tornou um menino
Que gostou de você...

Mas que se manteve fiore
E que lhe deu
E que recebeu
Carinho e amore:
Um sutil e romântico fiore!

Sou apenas isso:
Um fiore que sabe amar
Que busca sempre encontrar
Uma forma poética de lhe dizer
Que é importante viver
Sorrir e não chorar!

E, sobretudo:
Amar, amar, amar...

Euclides Riquetti

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Corações em percalços

 

Pés descalços




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Pés descalços
Acariciam as calçadas
Abandonadas.
Corações em percalços
Com batidas descompassadas
Retumbam em almas maltratadas
Rejeitadas, mutiladas.


Pés nus buscam caminhos de luz
E pisam na relva umedecida
Adormecida
Sustentando o corpo que seduz.

O corpo que atrai
E que distrai
Furta meus pensamentos pecaminosos
Libidinosos...
E me mergulha nas águas
Me afoga nas mágoas.

Algo me atira às incertezas do momento
Que vaga lento, lento
Como a nau que vai
E se perde no infinito
Bonito...
Bonito, mas cheio de ruelas obtusas
Confusas
Como eu!

Euclides Riquetti