quinta-feira, 4 de maio de 2023

Quatro paredes


 



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Quatro paredes 

Eu estou aqui, bem onde você está
E estarei sempre onde você estiver.
Eu estou aqui, sim, aqui neste lugar
E ficarei  presente, se você me quiser.

Sim, eu, você, nós e seu belo rosto
Com seu corpo feito de moça mulher
E eu fico com você, com muito gosto
Se você diz que me ama e me quer.

Aqui, nós dois, quatro paredes e nós
O romantismo que o ambiente requer
O prazer de estarmos juntos e sós
E as palavras doces que você disser.

Sim, apenas as quatro paredes brancas
Muito amor, romance, muita sedução
Palavras de carinho, sinceras e francas
E o pulsar do meu e do seu coração!

Euclides Riquetti

Revisitando antigas amizades com a Iradi - minha irmã de União da Vitória

 


                                                            Dona Aurora Vidi, Iradi e Euclides

       Passei uma semanada com minha irmã Iradi Lourdes Riquetti Ghidini, que mora desde março de 1977 em União da Vitória. Lá,  ela e o Luiz Fernando, tocam o restaurante da família, junto com a filha Roberta. A outra filha, Rafaela, farmacêutica como sua irmã, mora em Piçarras, perto do mar! A Roberta tem uma filhinha, Maria Luíza, e é casada como  Thiago. 

       Ela chegou em minha casa há uma semana, em fim de tarde. Busquei-a na estação rodoviária, aqui perto de casa, onde posou. No outro dia, cedo, começamos nossa programação de reencontrar pessoas de nossa relação de parentesco. Perdemos todos os tios e tias, já. Restam-nos os agregados!

        Já ao chegarmos em Ouro, visitamos a tia Anita (Boaretto) Baretta, esposa do tio Alcides, saudoso  simpaticíssimo irmão de nossa mãe, Dorvalina Adélia. Foi muita  alegria rever a "Tia Nita", que além de cunhada, posso  listar como uma das melhores amigas de minha saudosa mãe. Falou-nos dos filhos, dos netos, e lá se encontrava um menino, seu bisneto, neto da Elenita. A tia, professora aposentada na Linha Bonita, é uma doceira habilidosa e caprichosa. Além do seu talento natural para cozinhar, ainda ajudou sua sobrinha Amélia (Mosquen) Masson, uma das doceiras mais requisitadas do Meio-Oeste Catarinense, agora radicada em Florianópolis, a maravilhar as festas de aniversários e casamentos de tantos e tantas. 

       Depois de nossa "visita de médico", passamos à casa da Lourdes, esposa do nosso saudoso irmão Ironi Vítor, que nos deixou em 1998. Mãe de Grasiela e Gabriela, sogra do Fabiano Lago e avó do Pedro Miguel. "Tia Lurdes", professora aposentada, é uma verdadeira artista, faz arranjos belíssimos a partir de qualquer tipo de material. Era  useiro vê-la dentro de um ônibus, deslocando-se para as cidades vizinhas, para fazer entrega de arranjos florais em embalagens de papelão. Cuidadosa e detalhista, imagine quantas noivas a foram ao altar realizar seu sonho de matrimônio empunhando arranjos que ela confeccionou. 

       Dali fomos para a casa da Tia Elza (Dambrós Baretta) esposa do Tio Arlindo, irmão da mãe, o último tio "de sangue" a falecer. Dona Elza está com 95 anos, é perfeitamente lúcida, tem memória computacional, é mãe de Salete (Cascavel-PR), Celita (casada com Vilmar Savaris), Roselei, e Sirlei. A tia é muito amada e bem cuidada pelas filhas e pelo neto Milton Silva Júnior. No passado, além de cunhada, foi amicíssima de minha mãe. Habilidosa na confecção de massas e embutidos, fazia agnolinis muito saborosos, grande, e bem recheados. Lembro bem de quando ela estava esperando a Roselei, que ela passava lá por casa depois de ter ido às compras, principalmente na loja da Dona Maria Girardi e Dona Serafina Andrioni. Mostrava o que tinha comprado, minha mãe fazia o chimarrão, conversavam animadamente. Quando meu pai esteve doente, e depois minha mãe, ela e o Tio Arlindo sempre estavam presentes para ajudar e apoiar. Saudades daqueles bons e memoráveis tempos. 

       Conversa boa e animada, saímos dali  e fomos à vasa da Tia Élis (Dambrós) Baretta, esposa do saudoso Tio Juventino, irmão da mãe, mãe dos gêmeos Marcelo e Marcos Antônio, o Marquinho da Prefeitura, como é conhecido. O Marcelo nos recebeu, foi-nos mostrando as obras de arte da tia, muitas pinturas, móveis antigos que guarde, e arranjos florais. Atualmente, qualquer folha de planta que estiver disponível em algum terreno perto de sua casa, vira um belo arranjo. Foi uma alegria rever a tia, que foi colega de trabalho de minha esposa Miriam, com quem sempre tivemos estreita relação de amizade. Posso asseverar que, em tudo o que ela tocava, havia como resultado uma bela obra de arte, o que cultiva até hoje. 

       Quase ao meio-dia, fomos ao cemitério municipal rever nossos parentes já finados. Fizemos nossas orações diante dos túmulos de nossos pais, Guerino e Dorvalina, e do irmão Ironi. Relembramos de passagens de nossos tempos de criança e de jovens, de quanto eles foram bons para conosco, dando-nos educação e apoiando-nos em todas as circunstâncias. Ao lado, os jazigos de Tio Vitório Richetti, em que vários familiares dele estão sepultados, inclusive nossos nonos Frederico e Genoveva (Píccolli) Richetti, e os filhos Amarildo e Cleverson, que se foram na infância e na juventude, respectivamente.    Dali fomos aos em que estão sepultados nossos nonos, Victório e Severina (Coltro) Baretta, os simpáticos e queridos avôs maternos, e os tios Juventino, Aristides, Ivo e Névio. Nutrimos muito carinho por todos os que nos deixaram. 

       Ao meio-dia nos deslocamos a Capinzal, onde fomos almoçar na Churrascaria Riquetti, encontrando os primos Maicon, Serginho e Denize (Costenaro) Riquetti. E almoçamos com nosso irmão Hiroito Vital, a esposa dele, Marise (Fruhauf), a a filha deles, Naiana Laís (Riquetti) Gratt. Boa conversa, nos despedimos pouco depois e fomos dar um rolê na Rua XV, palco de muitas passagens em nossa vida. Tudo está muito mudado, mas alguns prédios antigos ainda ali permanecem. Numa floricultura, a mana adquiriu um vaso com um belo de um antúrio, para levarmos para a madrinha dela, Aurora (Zaleski) Vidi. 

     Fomos recebidos pelo meu caro e antigo aluno, e até hoje meu amigão, o Polônio Tonini. Conversei também com sua esposa Andréa (Andrioni), filha do saudoso Nelci.    Imaginem a cena de, depois de 50 anos, minha irmã rever a madrinha dela! Noventa anos, muita energia, vitalidade e lucidez. Dona Aurora, que era da Linha Bonita, e tinham moinho com seu marido Clemente, dos filhos Vilson, Valmir e Valmir. Lembro bem de quando o moinho deles pegou fogo e eu era criança, e meus pais  moravam  perto da casa deles. (Eu havia ido passear lá, morava com meu padrinho desde pequeno). Muita alegria, memórias, falar dos filhos e netos, reviver o passado, a vizinhança com ela ali na Rua Dona Linda Santos. Na ocasião, lá chegou a Cláudia Valduga, irmã de meu amigo e aluno César, ex-deputado, que é Vereador em Chapecó. Foram pelo menos duas horas de boa conversa, muita alegria e troca de gentilezas. A memória de Dona Aurora é fantástica. Tinha como grande amiga, colega de trabalho e vizinha a mãe do Polônio. Ele até fez um portão entre os dois terrenos para que ela pudessem se visitar e ir para o trabalho juntas.

       Na metade da tarde, visitamos nosso irmão Edimar, marido da professora Isolete, o Nenê da Dorvalina, nosso familiar que herdou todos os traços dos Baretta. Foi uma conversa animada, boas recordações do passado remoto e recente, vindo à tona os filhos e netos. Edimar e Isolete têm os filhos Guilherme, advogado e morador em Porto Alegre, e Ana Caroline, Engenheira, casada com Matheus Ortiz e que têm como filha a Helena, uma paixão de menina, graciosa, inteligente, bonita e ágil. Ainda deu um tempo para visitarmos a Gena Casara, nossa prima, filha da tia Clorinda e de Adelino, meus padrinhos. Gena, mãe de meu afilhado André Luiz e Marina, que moram nos Estados Unidos, estudou na antiga FAFI, em União da Vitória. Além de primas, ela e a Iradi têm muita ligação, estão sempre em contato uma com a outra.

       Depois deixei-a na casa do Hiroito e da Marise, onde ficou hospedada, e passou dividindo seu tempo na visitação a outras pessoas, sem a minha presença. Ela participou do evento em que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a ALESC, homenageou os políticos ourenses, em sessão solene, no Clube Floresta, na noite de sexta-feira. Estivemos lá com minha esposa Miriam e o irmão Hiroito. No domingo, fomos a ParaíRS, no VI Encontro da Família Richetti/Riquetti, na terça visitamos a Tia Marli (Lasta) Baretta, esposa do saudoso Tio Marcelino. Lá conversamos com a filha dele e o neto Felipe, fomos almoçar no Restaurante do Paraná, em Santa Lúcia, retornamos à minha casa, sendo que à noite fomos jantar na Sushi Campany, em Herval d ´Oeste, com a filha Caroline e a neta Júlia e a Miriam.

       Na madrugada de ontem, 03, tomamos café em minha casa e, às 5,30, estávamos na Rodoviária de Joaçaba, onde tomou ônibus para a volta a sua casa, em União da Vitória.

        Estivemos e estamos aproveitando para passar o maior tempo juntos, viver bons momentos, rever amigos e familiares.

Euclides Riquetti

04-05-2023


Para as mulheres


 


Para as mulheres


             "A mulher foi concebida naturalmente tão perfeita, que se fosse um árvore e perdesse as flores ainda continuaria charmosa; se perdesse as folhas,  tornar-se-ia  um corpo sublime; se perdesse os galhos, permanceria sendo mulher; se lhe tomassem as raízes, restaria como um anjo, divina,  flutuante, elegante, frágil mas  forte,  exalando  amor e esperando respostas. Almas não se destroem: recompõem imagens, corpos, seres. Mulheres serão sempre perfeitas. Mulheres serão sempre mulheres, acima de tudo. E de todos!"

Minha homenagem a você, mulher!

Euclides Riquetti

A chuva que cai...

 



 
 

 
 

A chuva que cai
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.

A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!

A chuva  cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...

A chuva que cai
E rola na calçada
Leva  embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.

A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!

( E eu penso em você...)
 
Euclides Riquetti

Bela e majestosa - a rosa

 


Aquele botãozinho se transformou em rosa

Divinamente rubra, solitária e encantadora

Capaz de te atrair com a sua arma sedutora

Ser flor, simplesmente, ser bela e majestosa!


Se ontem era um botão, hoje deixou de sê-lo

Tornou-se a rosa flor, com todos os encantos

A rainha dos meus embalos e dos acalantos

Nas rimas dos versos, ou presa no Teu cabelo.


Amanhã, será apenas lembrança, certamente

Talvez que sobre o perfume em ti impregnado

Ou seja apenas recordação do dia já passado

Gravada em tua memória para hoje e sempre!


Euclides Riquetti

03-05-2023






Um dia você chorou...

 





Resultado de imagem para fotos lagrimas no rosto

Um dia você chorou, vibrou, vibrou, chorou
Seus belos olhos encheram-se de gotinhas de cristal
Você que calou, sofreu, sofreu, calou
Seu grito de alegria fez explodir, afinal.

Você esteve lá, elegante, glamourosa
De seu rosto moreno brotou um sorriso sensual
De seus lábios saíram as palavras mais carinhosas
Você vibrou com a conquista colossal!

Na madrugada silenciosa me veio seu doce sorriso
As palavras mágicas se embalaram no meu ser
E seu rosto comovido, bonito,  me encantou...

Então, meu coração bateu mais forte, mais preciso
E, no papel, pus este soneto pra dizer:
Você é o algo belo com que Deus nos presenteou!

Euclides Riquetti

Sentir saudades

 


 




Sentir saudades  por ter perdido alguém
Isso  gera em mim um  sentimento profundo
Eu fico como se desabasse o mundo
Como se meu corpo ficasse desnudo
E isso não me faz bem...
.
Sentir saudades  mexe com meu coração
Dá-lhe asas para que possa voar
Para que possa tentar reencontrar
Onde quer que seja, em qualquer lugar
Tudo o  que eu perdi por minha omissão.

Mas há o lado bom em sentir saudades
E isso vem como um sinal de alerta
É quando então algo em mim desperta
Para curar as feridas abertas
É  quando supero minhas fragilidades.

Sentir saudades nas noites enluaradas
Como se a andar numa praia deserta
Buscar alento às feridas abertas
Buscar no tempo as respostas certas
Buscar em ti as respostas esperadas

Euclides Riquetti

 

Ironi Vítor Riquetti - 25 anos sem meu irmão!

Passam-se os anos, mas a saudade fica...

        
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       Exatamente neste dia 04 de maio, completam-se 25 anos do falecimento de meu querido irmão Ironi. Partiu aos 51 anos, vitimado por doença gravíssima. Estava internado no HUST, em Joaçaba e passou seu ultimo dia de vida na UTI. Eu vim cedo de Ouro para Joaçaba, pois minha cunhada, a Lurdes, me avisara de que ele passara mal e fora transferido para a UTI do hospital;
          O pessoal da família já estava exausto, tinham ido comer algo em alguma lanchonete. Eu permaneci nas proximidades do hospital, era de tardinha, e os funcionários me informaram de que ele havia falecido. Esteve internado algumas vezes, no mês anterior, em hospital de Curitibanos e no Spessatto, de Joaçaba. Dada a gravidade da situação, o último internamento ocorreu no Hospital Santa Terezinha, hoje HUST.
          Deixou a esposa Lurdes, a filha Graziela, adolescente, e a Gabriela, com apenas 4 anos. Nossa mãe, Dorvalina,  já estava adoentada, mas conseguimos levá-la até o local onde foi velado, na Funerária Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro. Tínhamos perdido o pai, Guerino, em 1977. Minha mãe viveu mais um ano e meio depois da partida dele. Ficaram os irmãos Euclides, Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar. As cunhadas Miriam, Marise e Isolete, o cunhado Luiz Fernando Ghidini.  Na época, os sobrinhos Michele, Caroline e Fabrício (meus filhos), Rafaela e  Roberta (filhas da Iradi), Naiana (filha do Hiroito), e Guilherme e Ana Carolina (filhos do Edimar).
          Meu irmão Ironi construiu o sobrado de nossa família, no centro da cidade, em Ouro, onde mora meu irmão Vilmar. Estudou no Mater Dolorum, e nos ginásios Padre Anchieta e Juçá Barbosa Callado, em Capinzal. Aprendeu com Ângelo Gramazzio a profissão de pedreiro e construiu diversas edificações em Ouro e Capinzal. Formou diversos outros profissionais, que até hoje atuam na profissão.
         Meu irmão  muito me apoiou nos tempos em que eu estudei na Fafi, em União da Vitória. Muitas vezes, quando eu voltava para minha cidade, em visita aos familiares, ele me mandava na alfaiataria do tio Ivo Mário Baretta para fazer uma calça nova, de tergal. Quando minha irmã, Iradi, foi mirar em União da Vitória, deu-lhe uma máquina de costura para que ela pudesse trabalhar sem se preocupar com emprego e poder financiar seus próprios estudos.
         Era torcedor do Botafogo e do Palmeiras. Jogou futebol nos campinhos de nossa cidade, no Palmeirinhas e no Noroeste, de Nossa Senhora da Saúde, era bom jogador.  Aos 18 anos, já era treinador do Palmeirinhas, do Ouro. Alto, forte, e com olhos azuis, atraiu a atenção da Lurdes Maria Andrioni, com quem se casou.
          Quero agradecer  minha cunhada Lurdes por ter cuidado bem de meu irmão nos anos de convivência matrimonial, do que resultou o nascimento da Graziela e da Gabriela. Grazi é casada com Fabiano Lago e têm um filho, Pedro Miguel.
          Dele tenho ótimas e saudosas lembranças, sempre tivemos carinho mútuo. Nos seus últimos anos de vida, costumava vir em minha casa em muitas noites e domingos. Ele tinha admiração pelas nossas filhas e influenciou o Fabrício a trocar de time de preferência na infância: de são-paulino, virou palmeirense.
         O primeiro carro da família ele comprou em 1976, um fusca azul, modelo 1300 L, com rodas de tala larga, som, Kadron e volante de Fórmula 1. No toca-fitas, Raul Seixas, com "Amigo Pedro", e os outros sucessos dele. Era fã de Roberto Carlos e de todos os cantores, cantoras e grupos da Jovem Guarda. Tinha, na juventude, os discos do RC, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, e colecionava os LPs de "As 14 mais", com os cantores da Jovem Guarda. Quando começou a construir nosso sobrado, comprou "Coração de Papel", um compacto do Sérgio Reis. O Ivanir Csagrande, popular Nico, trazia para ele os discos lançados em São Paulo. Comprava revistas de fotonovelas e pendurava os pôsteres dos artistas da Revista Capricho nas paredes do nosso quarto.
         A perda de nosso pai abalou-o muito, com a todos nós. Ele for o filho que mais tinha convivido com nosso pai e sentiu muito a sua perda. Está sepultado no cemitério da Vila São José, em Ouro, junto com os pais Guerino e Dorvalina.
          Meus sentimentos, e de toda a minha família, a todos os que participaram da vida junto com meu amado e saudoso irmão.
Euclides Riquetti
04-05-2023

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Ter teu amor e te amar também!

 



Ter teu amor e te amar também!

Um apaixonar-se com paixão

Um entregar-se a ti,  totalmente

Perder-se em ti, perdidamente

Com a singeleza do coração...


Fazer-te poemas bem discretos

Com palavras fáceis, diferentes

A simplicidade, simplesmente

E mandar-te os poemas certos...


Sonhar os sonhos de apaixonado

Tentar te conquistar é razoável

Amar e sempre ser muito amado...


Querer-te com amor, querer bem

Ser pra ti aquele ser tão amável

Ter teu amor e te amar também!


Euclides Riquetti

03-05-2023













Enquanto ouço teus mantras




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Enquanto ouço teus mantras

Chove na tarde cinzenta
Uma chuvinha entristecida
Que cai leve e lenta
Com cheiro de despedida.

Chove a chuva esperada
Para mais um mês de inverno
Uma garoinha abençoada
Como um abraço fraterno.

Uma chuvinha discreta
Sem ventos, na calmaria
Para animar o poeta
A escrever sua poesia.

Uma chuvinha deliciosa
Que me inspira a poetar
Pensar na mulher carinhosa
Que me faz sentir e  sonhar.

Chove, sim, a chuva redentora
Que reanima almas e plantas
Que torna a vida promissora
Enquanto ouço teus mantras...

Euclides Riquetti

Deixe-me abraçá-la

 



Deixe-me abraçá-la bem de mansinho

Com toda a suavidade possível

Abraçar seu corpo irresistível

Bem assim: terno e  devagarinho!


Deixe-me abraçar seu corpo divino

Correr minhas mãos por todo ele

Sentir o calor que brota dele

Fazer dele meu porto de destino..


Deixe-me dizer de sua elegância

Dos gestos graciosos e dos carinhos

De sua beleza e exuberância...


E, depois de tudo dito, tudo escrito

E de trilharmos os mesmos caminhos

Demo-nos um beijo gostoso e infinito...


Euclides Riquetti

Desnude sua alma





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Desnude sua alma


Desnude sua alma, dispa-se de seus conflitos existenciais
Fale com o coração aquilo que seu pensamento lhe dita
Faça com as mãos graciosas  o que sua mente premedita
Como se cada momento que vive não lhe volte jamais.

Desnude sua alma, seu corpo,  e abra seu afável coração
Deixe que eu mergulhe neles com a força de meu ser
Mostre ao mundo as cores da vida vivida com paixão
E que nada pode apagar esse  imenso desejo de viver.

Ou, cubra-se com o manto que esconde todas as inquietudes
No anular-se da vida, na composição de seu grande cenário
No entregar-se aos infortúnios que dissipam as belas virtudes.

Ou,  entre numa redoma do vidro mais espesso e inviolável
No proteger-se contra todo o inimigo de seu imaginário
Mas nunca deixe de ser a senhora do ânimo inabalável.

Euclides Riquetti

O amor que faz sofrer...

 







É difícil entender
Quem parece não me querer
Mas, de repente, diz que me quer.
Ah, mulher!...

É difícil perceber
Se ela finge não saber
Se sabe e não quer dizer
Ou se é coisa de mulher...

Mas há algo que me mexe
É uma coisa que me desce
Pelo corpo todo, todo
E me deixa tão feliz...

É algo que transpira
É algo que me inspira
Que me alenta e dá consolo
Como a bela Flor-de-Liz.

Pelos caminhos da vida
De chegada e despedida
Em cada lágrima caída
Só quero entender você.

Pelas verdades e mentiras
Pelas almas ressentidas
Nos aclives  desta vida
Sou como o sol que  lhe vê.

Como a águia vou voando
Enquanto os anos vão passando
Mais uma primavera chegando
Logo, logo, vamos ter outro verão.

E você a me provocar
Fazendo de novo balançar
Minha alma profanar
E maltratar meu coração.

Pois o amor  nunca passa
É o sentimento que vem e laça
É a flecha  que me fere e mata
Que me faz feliz, mas me faz morrer

Por querer
Por sofrer
Sofrer por você!

Euclides Riquetti

Meu lado bem Paraná





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,
Meu lado bem Paraná
Eu tenho dentro de mim um lado bem Paraná
E sei bem quando angariei, sei bem como aconteceu
Foi algo que não morreu, de quando morei por lá
E ficou dentro de mim esse meu lado Paraná!

Ficou dentro de minha alma, gravou-se  na minha  memória
Misturou-se com meu sangue o vinho que fui tomar
Não me esqueço dos bons tempos ali em União da Vitória
E dos amigos que fiz, quando ali  fui estudar.

Pesquei no Rio Iguaçu, nadei em suas águas brandas
Li poemas do Furlani e os romances do Zé  Cleto
Tive aulas com Nelson Sicuro, professor naquelas bandas
E com o Geraldo Feltrin aprendi um  Inglês esperto.

Agora,  depois de décadas,  ali volto em meu pensamento
Pras dragas retirando areia e no fundo a verde paisagen
Lembranças da ponte do arco que resta  através do tempo
Do Cristo no alto do morro, protegendo a bela cidade.

Dos poetas herdei a veia que me tornou compositor
Com os colegas da Fafi eu aprendi a me portar
Nas danças dos domingos à tarde eu fui encontrar o amor
E tornei-me um verdadeiro Bicho do Paraná!

Euclides Riquetti

terça-feira, 2 de maio de 2023

De alma e de corpo



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De alma e de corpo

Passam os dias
Passam outros e outros
Vem nova semana
Vem outra, outra ainda
Longa, morosa, infinda:
Só tu não vens!

E chega um novo mês
Para animar
Meu coração já insano
Enquanto fico a  esperar
Que comece um novo ano
Que venham outros, muitos talvez, outra vez.

Passa o tempo, inclemente
Num repente!
Só não passa a dor no coração
De  quem  perdeu  algo precioso
Forte, imedível, inimaginável...
Passa simplesmente.



A vida corre  e o tempo passa
Enquanto sento na praça
Na espera da sorte
Que deveria vir do norte
Mas não vem...
Nem do Sul, nem de lá, nem de cá!

Todo o meu conforto
É imaginar-te em mim pensando
Acreditar que não me esqueceste
Que não te arrependeste
De ter sido minha de alma...
E de corpo!

Euclides Riquetti