quinta-feira, 6 de julho de 2023

Como um rio de águas turbulentas

 





Como um rio de águas turbulentas
Que descem com seu barulhar
Buscas aquelas águas cinzentas
E juntas vão ao encontro do mar!

Bem gostaria de que fossem brandas
As águas que correm nos rios
Nos rios de todas as bandas
Como agora em tempos de estio!

Mas, nestes tempos de incertezas
Que minhas águas encontrem as tuas
Que seja um encontro da natureza
Um encontro de nossas almas nuas!

Euclides Riquetti

A rosa abandonada

 



A Rosa Abandonada

Restava  a rosa lá acanhada
A despetalar-se
A mutilar-se
Abandonada
Na beira da estrada...

Condoí-me em dores
Sentido de pena
Daquela pequena
A rainha das flores
Das cores e dos amores!

Apanhei-a delicadamente
Dei-lhe nova terra
Pra que, na Primavera
Volte, simplesmente
E refloresça novamente!

E, quando o verão chegar
Ela estará ali, linda, formosa
Com seu esplendor de rosa
A embelezar meu pomar
E, de novo, muito me inspirar!

Bem assim!

Euclides Riquetti
03-04-2020

Faltariam poucos dias


 




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Faltariam poucos dias pra eu pisar
As macias e claras areias
E sentir as águas do mar
Da adorável Canasvieiras.


Ali onde eu me sinto bem
Ali onde tudo é encantador
E você se sente feliz também
Onde o sol tem belo esplendor.

É bom poder andar e  rever
As pedras grandes e o trapiche
Os perfumes exalados sorver
E tudo o que ali existe...

Ali, onde o sol vem do Leste
Nas manhãs de todas as estações
E vai para o grande Oeste
Para aquecer corações.

Faltariam poucos dias para eu andar
Sob voos de gaivotas e garças
Em meio a pessoas dispersas
Em meio a almas esparsas!

Faltariam poucos dias...

Euclides Riquetti

Feridas abertas




Feridas abertas


Respostas incertas
Perguntas obscuras
Feridas abertas
Noites mais escuras...

Tempos de incertezas
Em tardes ensolaradas
Manhãs cinzentas
Frias madrugadas...

Corações muito aflitos
Com danos morais
O seres em conflito
Em corpos mortais!

Dias dessas lembranças
Precisam ser esquecidos
Que volte a esperança
Aos corações sofridos...

Que se veja o horizonte
Azul claro como o mar
E que a água das fontes
Se possa de novo tomar!

Euclides Riquetti

Me dê um daqueles sorrisos largos

 


 

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Me dê um daqueles seus sorrisos largos
Daqueles que me encantam e me seduzem
Como se estivéssemos de braços dados
Sob as luminárias prateadas que reluzem...

Me deixe ouvir o seu sorriso entusiasmado
Aquele que me mostra seu contentamento
O sorriso do rosto perfeitamente desenhado
Aquele que não sofreu a ação do tempo.

Me deixe sentir o sorriso doce e franco
Aquele retratado naquela minha poesia
Inspirador como o voo do cisne branco.

Me deixe fazer-lhe apenas mais um afago
Abraçar você com toda a minha alegria
Enquanto em versos ternos me embriago.

Euclides Riquetti

Feliz novo dia!

 


 




Feliz novo dia!



Quando, de manhã, você tiver constatado
Que tudo o que fez ontem foi altamente produtivo
Que o caminho que você percorreu foi bem pavimentado
Para que sua luz intensifique seu brilho antigo...

Quando, de manhã, você tiver já planejado
Ter um dia junto com as pessoas que você quer
Ter um dia magnífico, um dia bem abençoado
Fique esperançosa com tudo o que lhe vier...

Quando, na manhã, o sol ressurgir, depois do dia chuvoso
E os ventos já estiverem totalmente acalmados
E você puder receber um abraço sutil e carinhoso
Terá as recompensas pelos sonhos sonhados...

E, quando os dias se mostrarem mais claros e bonitos
Porque a primavera florida já se aproxima
Verá que há mais azul a cingir o firmamento infinito
Porque sua alma é a luz que a todos ilumina!

Tenha um dia bastante abençoado
Um FELIZ NOVO DIA!

Euclides Riquetti

Água, terra, fogo, ar, e a força do mar!

 


Água, terra, fogo, ar, e a força do mar!

Rezou por mim, rezou, obrigado!

Pois as suas orações muito me valem

Você as reza, e a minha vida reage

Agradeço que esteja ao meu lado!


As orações têm o poder da água

Elemento fantástico, natural

De você, emana a força colossal

Que alivia a dor e dissipa a mágoa!


Suas orações têm a força da terra

Elemento forte que nos alimenta

Emissor da energia que me sustenta

Que rebrota a flor na Primavera!


Orações rezadas são como o fogo

Avivado por suas palavras proferidas

Energizado, gerador de nova vida

O lago manso, sem algas nem lodo!


As suas orações me chegam pelo ar

O puro zéfiro duma noite estrelada

Obrigado à sutileza da oração rezada

Água, ar, terra, fogo, e a força do mar!


Euclides Riquetti

06-07-2023



















quarta-feira, 5 de julho de 2023

Deixa que o perfume dos ventos te acaricie

 



 


Deixa que o perfume dos ventos te acaricie

Deixa que o perfume dos ventos te acaricie
Afague tua pele e beije teus  lábios que eu tanto desejo
Erice  teus cabelos macios  e aplaque  teus medos
Permite  que o perfume dos ventos se delicie...

Deixa que a brisa da noite refresque teu corpo fogoso
Apalpe teus seios, teus braços, com toda a ternura
Que leve pra ti  os aromas  e toda doçura
E que a noite se transforme em algo sublime  e gostoso.

Deixa-te navegar na distância numa  viagem bonita
Ultrapassar as barreiras que te impedem de ser feliz
Voa pelos ares da mente na imensidão infinita

Deixa  que teu rosto receba o carinho de minhas mãos
E sente  o seu  toque sensual que você sempre quis
Deixa-te trazer até mim, embalada pelo som da minha canção!

Euclides Celito Riquetti

A chama da paixão que arde

 


 





Quando a chama da paixão arde
Não importa se é noite, dia, ou fim de tarde....
Quando um coração transborda amor
Pouco conta se faz frio, neva ou faz calor...

Quando um sorriso num rosto se estampa
Porque a alegria vem dele brotando...
Quando, na manhã azul, o sol se levanta
 E seus raios as areias da praia vão bordando...

Quando os namorados fazem juramentos
E querem  misturar pra sempre os sentimentos...
Quando a poeira estiver se assentando na estrada
Depois do trote galopante da boiada...

Quando minhas rimas facilmente se combinam
Porque as palavras se foram campear ao vento...
Quando a melodia das canções nos fascinam
Mesmo que a alma se fira em sofrimento...

O coração arde em paixão
Sim, de verdade, é  a chama da paixão que arde!

Euclides Riquetti

A mais inspiradora tarde de sol


 


 



A mais inspiradora tarde de sol - ensolarada

O céu mais azul de uma bela tarde inspiradora

A poesia nascendo, como a árvore plantada

A esperança de dias melhores, confortadora!


O sol brilhou e enfeitou a tarde do meu verão

Até nossas plantas ficaram mais enverdecidas

Foi como se despertasse aquela antiga paixão

E as melhores horas nunca fossem esquecidas!


Dias de sol dourado nos estimulam e animam

Movem-nos para a busca das mais férteis fontes

Até parecendo que novos sinos em nós repicam!


Então, que a noite nos seja auspiciosa e tentadora

Que sonhos nos acalantem nos longes horizontes

Que o despertar nos devolva a manhã encantadora!


Euclides Riquetti

Mulher guerreira

 


 


 




Mulher decididamente guerreira
Alma bondosa, bela, carinhosa
Vence obstáculos e as barreiras
No caminho e na estrada sinuosa.

Doa o coração aos entes amados
Canta-lhe doces canções de ninar
Espera realizar o sonho sonhado
E banha os pés nas águas do mar.

Musa a inflamar versos ao poeta
Ao atiçar a sua mente criativa
Mulher segura, firme e discreta.

Musa mulher, tema de canção
Modelo emoldurada na pintura
Leva meu sonho na imensidão!

Euclides Riquetti

Estender as mãos!

 


 

 



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Estender as mãos!


Entenda suas mãos a quem precisa
Àqueles que têm alguma limitação
Àqueles cuja vida não é favorecida
Àqueles que tiveram menos atenção!

A vida pode nos dar oportunidades
Mas nem sempre as podemos segurar
Às vezes faltam-nos as habilidades
Cada ser é um ser - há de se pensar!

Incentive as pessoas para resolver
A buscarem a luz ao que as aflige
Mostre-lhes como a vida pode ser.

Guie-as para que busquem solução
É isso que o mundo ordena e exige:
Agir rápido, com firme determinação!

Euclides Riquetti

Enchente de 1983 - 40 anos!

 


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Rua XV de Novembro - Capinzal

SC - foto Rádio Capinzal




           Quantos anos tinhas no dia 7 de julho de 1983?  Então, se eras jovem ou criança, deves ter ficado com marcas em sua alma  que jamais serão esquecidas. Quem viveu as incertezas climáticas daquele início de inverno, sabe por quantas situações de anormalidade os moradores do Vale do Rio do Peixe passaram. E o mesmo ocorreu com os do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e os do Rio Iguaçu, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Paraná, onde o volume de águas esteve acima dos parâmetros até então conhecidos.

          Ouro e Capinzal compõem meu cenário daquele tempo, quando eu morava em Ouro e tinha duas filhas, gêmeas, com 4 anos, Michele e Caroline. Eu era professor, atuava na Escola Sílvio Santos, e era possível perceber, já há um mês antes, que as chuvas torrenciais que caíram em junho prenunciavam novas chuvas e enchentes. Os dias alternavam-se quentes ou frios. Nos dias quentes, já era de se imaginar temporais, as águas do Rio do Peixe com elevação de seu nível normal. Na parte aos fundos da escola, as águas da chuva formavam um lago, cobrindo o pátio todas as vezes que chovia. Reclamavam que a drenagem era insuficiente, mas a cada nova chuva mais água vinha do "Morro dos Padres", e as valas e tubulações não davam conta de escoá-las. A Festa Junina, de Santo Antônio, ficou prejudicada. E, no dia 7 de julho, cedo as aulas foram suspensas, os alunos deveriam ir para suas casas, pois o rio já saía de sua caixa, os riachos da área rural estavam transbordando, e os alunos precisariam retornar para as propriedades rurais, para não ficarem ilhados em algum lugar.

          Lembro que os caminhões das Prefeituras de Ouro e Capinzal começavam a retirar mudanças das casas ribeirinhas, pois havia um histórico de enchentes que precisava ser respeitado. Dez anos antes, na Grande Enchente do Rio Tubarão, o Rio do Peixe chegara a meio metro dos trilhos da ponte férrea sobre o Rio Capinzal. A preocupação das autoridades era pertinente. Naquele tempo,  nem se sabia da existência de órgãos de Defesa Civil. As pessoas norteavam-se pelas informações que ouviam na Rádio Capinzal e na Rádio Catarinense, esta de Joaçaba. O Aílton Viel narrava, o Jorginho Soldi reportava, e todos ficavam com os ouvidos ligados ao rádio para saberem notícias. Com os ventos que precederam a enchente, foram tombadas as torres repetidoras de TV, e o acesso às informações vinha, mesmo, pelo rádio.

         Ainda na parte da manhã, lembro que o Celito Matté liderava um grupo de pessoas para por sacos de areia nas portas dos fundos do Ginásio Municipal de Esportes (André Colombo), mas, isso foi em vão, pois logo as águas adentraram à quadra, destruindo o belo piso de madeira. Foram lá para o sexto degrau da arquibancada. Destruiu documentos que estavam na Secretaria do Ginásio, peças do Museu Professor Guerino Riquetti, que estavam alojadas som a Biblioteca Municipal Prefeito Ivo Luiz Bazzo.

          No meio da manhã, com a ajuda do primo Hélcio Riquetti, retiramos a mudança da colega professora Elzira, levando para o andar de cima da casa da mãe dela. O fogão a lenha, pesado, deixamos no andar de cima do sobradinho de seu irmão Kiko, que à tardinha  também foi alcançado pelas violentas e barrentas águas do Rio do Peixe.   E os caminhões se alinhavam na Felip Schmidt e Jorge Lacerda para carregar os estoques das casas comerciais e mudanças. Em Capinzal, ao anoitecer, as águas chegavam ao Depósito do Supermercado Barcella, ao do D´Agostini, às Casas Pernambucanas, Bradesco, Rodoviária, Fórum da Comarca, Hotel Beviláqua, cobriram a ponte Governador Jorge Lacerda,  também a ponte próxima ao Moinho Crivelatti e todas as outras possíveis passagens do Sul para o Norte do Centro de Capinzal, no rio do mesmo nome. A nova Central Telefônica, da Telesc,  que havia sido inaugurada poucos dias antes, foi invadida pelas águas. Eu havia comprado telefone e só tivemos o prazer de utilizá-lo por um, dia. Depois ficamos sem, por mais de um mês, apenas com um ramal improvisado, na Prefeitura de Capinzal,

          Quando entardecia,  as águas invadiram a Praça Pio XII, em Ouro. Retiramos a mudança do colega Jerônimo Santanna, com a pick-up do Luiz Toaldo. Depois fomos retirando a da casa do amigo Selvino Viganó. Lembro que do guarda-roupas de cerejeira, novo, fixo, só pudemos levar as portas. Logo depois, riui a primeira casa acima da Ponte Pênsil, em Ouro, onde funcionou a fábrica de ladrilhos do Iraci Toigo (antes anida fora do Armédio Pelegrini). E, ao mesmo tempo, 96 casas que se localizavam entre a estrada-de-ferro e o rio, em Capinzal, foram sendo derrubadas em série, pela violência das águas.

         O Agnaldo de Souza, Agente da Estação Férrea, marido de minha colega Professora Gracita, colocou a mudança na Estação, mas a água chegou lá também. Salvou apenas uns sacos com roupas, que ficaram sujas de óleo que vinha do norte, misturado às águas...

          No Parque e Jardim Ouro, 12 casas que se situavam na Rua Voluntários da Pátria, a Beira-rio, foram levadas pelas águas. A ponte próxima à Igreja de Caravággio no Rio Leãozinho, foi coberta pelas águas, bem como a SC 303, próximo ao Ramal Lovatel. Em Snata Bárbara o Lajeado dos Porcos cobriu-se pela enchente. Em Lacerdópolis a parte próxima ao Lajeado Nair foi a primeira a ser atingida, depois toda a área central da cidade.

          Já noite, as águas continuavam a subir, atingindo a Loja D ´Agostini, a Serraria da São José, no Campo,  a tipografia Capinzal, a ferraria do Luiz Segalin, a Funilaria do Santo Segalin,  a Comercial Maestri, o Bamerindus, o Bolão Ouro, a Auto Mecânica Ouro, a Prefeitura, o Posto de Saúde, enfim, dezenas de casas comerciais e centenas de residências.

          E ficamos sem energia elétrica, sem água potável, pois o ponto de captação do SIMAE foi totalmente destruído. Nos mercadinhos e armazéns foram vendidas todas as velas que dispunham em seus estoques. A gasolina acabou nos postos. Nos açougues faltava a carne. Alguns gêneros de primeira necessidade faltavam nas lojas. As farmácias haviam sido inundadas. A Rádio catarinense anunciava que  a ponte de concreto armado Emílio Baungart, que ligava Joaçaba a Herval D ´Oeste, fora destruída. E que o Rio Itajaí e o Iguaçu faziam horrores com os moradores de cidades como Rio do Sul, Blumenau, Itajaí e Porto União da Vitória. Nossa Ponte Pênsil também teve o madeiramento de suas cabeceiras arrancado dos cabos de aço de sustentação. Enfim, foi um Deus-nos-acuda!

          Mas sobrevivemos. Cada cidade buscou, de uma forma ou outra, recuperar-se, com ajuda do Governo federal e Estadual. Blumenau, para recuperar a autoestima, criou a Oktoberfest. Em União da VItória, criaram uma área ambiental nos pontos mais vulneráveis, acima da Ponte do Arco. Em Capinzal, o Prefeito Celso Farina obteve doação de casas de madeira que foram retiradas das obras da Usina de Itaipu, as quais eram utilizadas para alojar operários em sua construção,  e as  implantou na Cidade Alta, em São Cristóvao, e  criou a  Área de Lazer" (Arnaldo Favorito) ali onde antes havia 96 casas. Também aproveitou para remover as famílias que ocupavam áreas próximas à estrada-de-ferro, acima da ponte Irineu Bornhausen, levando-as para a Cidade Alta e arborizando o local. Em Ouro, o Prefeito Domingos Boff construiu casas nos altos do Parque e Jardim Ouro, onde agora se situa o Centro Comunitário do Bairro Alvorada. E projetou  um conjunto de casas da pela Cohab, que dei continuidade na condição de Prefeito, em 1989.

          Registros fotográficos de Jaime Baratto, Olávio Dambrós e de Nélito Colombo, dentre outros, mostram a gravidade da situação na época.

          Só de lembrar me dá vontade de chorar. Agora, 35 anos depois, parece que tudo aconteceu ontem.

Euclides Riquetti

Conversando com alunos do Mater Dolorum, em Capinzal

 




                                        

       Na segunda, 03, estive em Capinzal para participar de um evento escolar nas dependências do Colégio Mater Dolorum. Uma sala com a parede ao norte arredondada, onde um vitral ali instalado nos primeiros anos da década de 1960 nos possibilita ver a parte central das cidades gêmeas, Ouro e Capinzal. O Rio do Peixe segue ali, agora calmo e silencioso. O Capinzal, de tantas histórias e memórias, está sumido em meio ao casario e aos prédios que se implantaram ao logo dos tempos. É o local onde foi nossa sala dos professores e, em outros tempos, a Biblioteca, a Secretaria, e mesmo o Pré-primário, onde meu filho Fabrício e as filhas Michele e Caroline tiveram aulas. Saudosas lembranças voltaram-me à mente. No Mater fui aluno, professor e pai!

     Fui convidado pelo estudante Cauan Tonial, filho do amigão Rafael, que foi meu aluno no Sílvio Santos, e pelo próprio pai, a participar de um evento da Trilha Atelier Mater Dolorum. O Mater, que tem uma história bonita e importante, é uma grande expressão da educação do Vale do Rio do Peixe, sempre se destacou pelas atividades culturais e educacionais, como por exemplo o Simpósio da Educação. Seus alunos buscaram as fronteiras nacionais e internacionais para levar e buscar conhecimentos. A escola é berço de importantes profissionais e artistas de todas as áreas. 



       Fui bem recepcionado, inicialmente, pelo Cauan e o professor Giovan, que foi meu aluno no Sílvio Santos. A professora Raíssa, com sua habilidade e simpatia, foi a que conduziu nossa "reunião", em que depusemos sobre fatos importantes de nossa vida, dentro da ótica madura do Envelhecer com saúde, na temática "Valorização do Envelhecimento". Fui ladeado pelos outros participantes, Hilário Rossetti, Aquiles Mantovani, Alfredo Franke, as senhoras Vitória e Mara, e o colega professor Sílvio Scalsavara. Havia um grupo de 23 estudantes do Ensino Médio presentes, atenciosos e educados. 





       Cada um dos convidados pôde relatar um pouco sobre suas experiências de vida,  relatando fatos com precisão, estabelecendo uma relação de empatia entre falantes e ouvintes. Foi, para mim, mais uma experiência importante, pois gosto de me conectar, presencialmente, com velhos e novos amigos, assim como já fiz em outras ocasiões em escolas de Capinzal, Ouro, Zortéa e Joaçaba. Construo minha história na relação com as histórias dos outros. Parabenizo os organizadores e os que se dispuseram a dividir seu conhecimento e a sua maturidade com os demais.

       Um grande abraço em todos, carinhosamente. 

      Euclides Riquetti

05-07-2023

      

Vou, vejo e volto...

 


 


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Vou à praia e vejo o mar revolto...
Vou para me inspirar no dia afável
Na manhã quente e adorável.

Na manhã de encantos a me encantar
Vou, vejo e volto
Para te buscar.

Com isso ou aquilo, pouco me importo...
Vou para ver as espumas que campeiam
E se quebram nas areias que se incendeiam
Com o sol levante
Dourado, causticante
Mas vou, vejo e volto.

É o mesmo sol que queima minha pele
E que me entusiasma, me anima
Me impele...

Me impele a pensar
Viajar no tempo
Voltar ao presente
De repente!

Me impele a sonhar
Navegar no pensamento
Para te reencontrar...

Porque eu te quero!

Euclides Riquetti