quinta-feira, 27 de julho de 2023

Ler com o coração



 



 Ler com o coração


Ver com os olhos, mas ler com o coração

Saber entender, compreender

Mais do que simplesmente ler

Mergulhar na leitura com paixão!


Sentir as frases inteiras, as palavras isoladas

E achegar-se, sutilmente, nos significados

Mergulhar em todos os monossílabos articulados

Perceber todas as sílabas pronunciadas!


Ler, sim, com a leitura da paixão ardente

Navegar os pensamentos nas ondas do ar

No mundo dos encantos, dos poemas, mergulhar

Lavar com a chuva fria a alma da gente!


Ler com o coração o que está no âmago do outro ser

Tentar sentir do sangue das veias a  quentura

Banir a presença de qualquer amargura

E contemplar com os olhos a beleza que se pode ver.


Ler com emoção

Ler com paixão

Ler com o coração!


Euclides Riquetti

Andar nas nuvens

 


 



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Fui andar nas nuvens,flutuar
Buscar não sei o quê
Fui nem sei por quê
Mas fui passear!

Seria o  passeio dos justos
Ou da desolação?
Seria preocupação
Ou vazão a instintos brutos?

Fui andar perto do céu azul
Fui encontrar a paz
Pois é assim que se faz
Aqui no meu amado Sul...

Seria a busca das verdades
Das respostas escondidas
Para as dores sentidas
Para as aflições e as vontades?

 Fui com propósitos e propostas
Fui flutuar nas nuvens brancas
Procurar almas tão santas
Que me dessem as respostas!

E, agora, já sei o porquê
De ter ido buscar ali
Remédio pra dor que senti:
Encontrar você!

Euclides Riquetti

Eu já era poeta...


 





Eu já era poeta...

Quando o meu olhar de poeta
Encontra o seu de poetisa
E meus dedos buscam as teclas
Para a composição concisa
Uma musa inspiradora
Deliciosamente sedutora
Me provoca e inspira...

Devaneios se alojam em meu ser
E no anjo que está dentro de você!

Quando meu coração de poeta
Encontra o seu de poetisa
E ambos pulsam na noite discreta
Em que o vento nos traz a brisa
Que acaricia seus lábios
Dos desejos e dos presságios
E você me inspira e provoca...

Devaneios se alojam em meu ser
E no anjo que está dentro de você!

E então eu tenho a certeza absoluta e precisa:
Em outro mundo
Em outro lugar
Em outro tempo
Eu já era poeta.

E naquele mundo
Naquele lugar
Naquele tempo
Você já era poetisa...

Euclides Riquetti

Ecoam cânticos angelicais

 


 







Ecoam nos céus os cânticos angelicais
Secundados pelas clarinetas dos serafins
Ecoam nos céus os cantos universais
E perdem-se nas imensidões e nos confins.

Festejam os anjos as glórias triunfais
As vitórias do bem sobre o vil e o mal
Festejam os anjos com perfumes e florais
A vida eterna no paraíso celestial.

E, quando as carruagens flutuam ao vento
Levadas pelo trotear dos cavalos brancos
As gaivotas brancas  plainam no firmamento.

Vai, meu coração, pelas celestiais savanas
Vai para te encontrar, vai juntar-se a tantos
Parceirar-se  aos anjos em suas caravanas...

Euclides Riquetti

Escute minha canção

 




Escute, calmamente, esta minha nova canção
Abrace-a, com carinho,  retenha-a sutilmente
Saiba que eu a fiz com a alma e meu coração
Buscando chegar até você, calar em sua mente.
Entenda meus propósitos de dar-lhe felicidade
Animando-a em seus momentos de desolação
Plantando em você a semente fértil da lealdade
Sensualidade a acender as fogueiras da paixão
Elegância que a torna desejavelmente atraente.

Sedução da pele clara que me encanta e atrai
Preocupação com o futuro, medo de surpresas
Seiva que me abastece com a energia renovada
Retidão diante das inconstâncias e dos sinais
Amor pra dar, pra receber, índole abençoada
Desejo do corpo que provoca e das sutilezas!

Escute cada nota, cada palavra escrita e cantada
Procure entender a mensagem que quero passar
Há um mundo desafiador, há uma nova estrada
Há o caminho que a conduz para um despertar...
Escute, preste toda atenção em tudo o que digo
E encontre a luz para resolver  seus problemas
Siga adiante, busque apoio, venha a meu abrigo
Inspire-me a continuar escrevendo meus poemas.

Volva seus olhos brilhantes para o céu tão bonito
Cuide da imensidão cingida por nuvens brancas
Procure encontrar nas estrelas a sua significação.
Veja, há a beleza do azul na vastidão do infinito
Onde encontro seu olhar que encaro com emoção
E, no céu, astros que se escondem na distância.



Euclides Riquetti

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Um coração que palpita


 

 

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Um coração que palpita 



Um coração sul-americano palpita
Um elemento que vibra e faz vibrar
É um coração que nos agita
Agita por aqui e além do mar!

Um sul-americano guerreiro
Que se aloja na vida prazenteira
Um coração bem brasileiro
Uma alma gloriosa e altaneira!

Um coração que habita o Sul
Coração intrépido e muito valente
Aqui onde nosso céu é mais azul
Há um coração alegre e irreverente!

Um coração que sabe dizer "te amo!"
Que nunca teve endereço certo
Mas passe dia, passe mês, ou ano
Do teu sempre estará por perto!

Euclides Riquetti

O perfume que vem do leste

 




Posso sentir o doce perfume que vem do Leste
Que vem flutuando, leve, vem de algum lugar
É algo que me envolve, seduz e me enternece
Tem gosto de flores, de sol, da cor azul do mar.

É um perfume que me atrai, me atiça, me desafia
E me traz uma sensação divinamente irresistível
Um misto de sedução, sensualidade, de euforia
Um cheiro de pele clara, atraente e indescritível.

E eu ouço as nuvens silenciosas que mo trazem
E refuto os algodões escuros dos dias chuvosos
Que me roubam os perfumes na noite selvagem!

Então eu  espero que volte o dia claro de lume
Que se dissipe o cinzento dos dias nebulosos
Pra que me volte o olor de seu suave perfume!

Euclides Riquetti

Dia dos avôs - alegria sempre presente!

 



             

                  

               

          Quem não tem muitas boas lembranças de sua avó? - Ora, crianças, frequentemente são cuidadas pelas avós, afinal, são as que mais dispõem  de tempo, uma vez que a grande maioria delas já cumpriram seu tempo de trabalho profissional e, aposentadas, elas mesmas procuram algo com que se (pre)ocuparem. E, há no mundo preocupação ou ocupação melhor do que cuidar de um netinho, uma netinha? Ah, certamente que não há! E o vovôs? Bem, esses estão aí para dar às crianças aquilo que os pais modernos não dão, porque leram na literatura (farta, por sinal...), para aprender como cuidar de um bebê ou como educar um filho". Pape de vovô não é muito diferente do que o da vovó.

          Essa geração de pessoas bem maduras que está no estágio  "pós-vovó", não precisa de nenhuma consultoria para saber como lidar com crianças. Elas não precisam de supernânis ou de qualquer outro tipo de conselheira do lar. Elas têm no seu interior a autoridade da experiência e do conhecimento, sabem  dizer não quando é preciso,   não têm nenhuma culpa em relação a terem se omitido em algum momento, nem deixado de estarem presentes sempre que isso se justificou.

          Vovós sabem quando a criança está doentinha, sabem qual o remedinho certo, qual o chazinho ideal, sabem quando há manha apenas, sabem até o que as crianças estão pensando...E ainda deixam as netinhas usarem os vestidos, os sapatos, os colares, as pulseiras, os chapéus, os cintos da vovó para suas brincadeiras, seus desfiles pelos corredores e pelas salas das casas...

          Netos são  alegria da casa. E, hoje, por serem tão poucos, recebem a atenção redobrada, triplicada, pois quantas titias e avós postiças estão aí a candidatar-se para ajudar ( e a mimar...), as adoráveis crianças da presente geração.

          E as vovós  têm bem clara a importância do papel delas em ajudar as crianças em tempos em que as mães trabalham fora, estudam, têm compromissos para todas as horas do dia e da noite.

          E nós, os vovôs, qual o nosso papel? Bem, nós temos que fazer a nossa parte: cuidar bem da vovó para que ela possa continuar a ter energia e vitalidade suficientes para fazer tudo o que a criança precisa. E ainda inventar brInquedos  convencionais, fazer balanços com pneus e cordas, carregar no cavalinho do pescoço, jogar bola e ajudar a localizar bons filmes de desenho na TV.

          É uma pena que os pais, muito focados em seu trabalho, seus projetos e vida pessoal, estejam perdendo de vivenciar momentos que jamais voltarão, pois as crianças crescem muito depressa e, quando vemos, não cabem mais em nosso colo, nem mais o desejam.

          Será que os pais atuais terão que esperar também para que se tornem avós e possam ter o tempo disponível para sentir quão relevante e maravilhosa é a vida da criança,  e quanta luz ela nos traz?

Euclides Riquetti
  

Um recado...




Recebi um recado
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!

Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo  Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!

Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria

Vou, sim. Vou com você, querida!

Euclides Riquetti

Olhe ao redor de você

 




 





Olhe ao redor de você, preste atenção
Veja quantas flores há, quantas plantas
Sinta o perfume que vem do seu chão
E veja todas as belezas, tantas, tantas
Sinta meu massagear em seu coração
Sinta meu orar pela sua alma santa!

Perceba as belezas que há neste mundo
Quantas coisas bonitas para admirar
Curta nosso ar puro, respire bem fundo
Veja quantos pássaros voam pelo ar...

Olhe bem, veja as coisas formosas
E, nesse tempo, lembre-se de mim
Veja todas as flores maravilhosas:
O cravo, o lírio, a dália e o jasmim...
Sinta o encanto que vem das rosas
Veja que o mundo é um belo jardim!

E, no belo cenário, procure o poeta
Que lhe escreve o poema preferido
Lírico-amoroso, em letra discreta
Para lhe revelar seu amor bandido!

Euclides Riquetti

O ressurgir da uva Goethe em Ouro - pela família Rech

 



                                                     Euclides Riquetti, Vanderlei e Jussara Rech 

       A família Rech  é a mais tradicional na produção de uvas, vinhos e frutas em Ouro. Descendentes de João Rech Sobrinho, Guido Rech e de Saule Rech são os que ainda mantêm a tradição. Vanderlei Rech, sua esposa Jussara e o filho Vanderlan, moradores em Vila Unida, na Linha Sagrado, em Ouro, além de produzirem os frutos e vinho, também dedicam-se à produção de frutas, como pêssegos, ameixas, figos e morangos. Neste inverno, uma estufa comporta 13 mil pés de morangos. A propriedade se localiza ao lado de uma estrada que encurta a distância entre Linha Vitória e Sagrado ao Pinheiro Alto. 

       Desde criança me acostumei a ver os Rech em Ouro e Capinzal com um caminhão Chevrolet carregado de uvas, fazendo a venda ao comércio e a particulares. Os anos se passaram e, seis décadas depois, a atividade de produção ainda está intensa, com os filhos de Noé e Zélia (Baretta, minha prima, ambos in memoriam), Hilário, descendente do Nonno Saule, e Vanderlei, filho de Deoclides e Vicenza. Os filhos de Noé produzem os vinhos de nome "Monte Sagrado", e o Hilário o "Nonno Saule". 

       Estivemos, recentemente, na casa de Vanderlei. Fomos rever seus parreirais e pomares. A simpatia está presente e a alegria também. Vanderlei é conhecido como o "Gordo" e ele não se incomoda que o alcunhem assim. A sua onda do momento é a uva Goethe! 


                                  Vin Bell Fior - de uva Goethe- produzido em Ouro pelos Rech 


       Degustando um vinho produzido com uva Goethe, foi-nos contando um pouco da História da família, nos passando valiosas informações. O seu grande entusiasmo pelas parreiras de rara preservação no Brasil e porque não, no mundo, é dos maiores e atrai a atenção dos visitantes. Na propriedade ou na rua, onde quer que o assunto seja abordado, seus olhos se enchem de brilho. É um exímio contador de histórias, bem humorado e piadista. Cativa o interlocutor com seus jeito simples, sua fala mansa e seus gestos "Italianos", com o movimento peculiar de suas mãos.

       A uva Goethe foi uma criação do norte-americano Edward Staniford Rogers, no Século XIX, que realizou cruzamentos entre as uvas americanas e as europeias, chegando a uma variedade híbrida, aclimatada aos ambientes dos Estados Unidos, de coloração branca, sabor adocicado, para consumo in natura ou mesmo para a produção de vinhos finos. É o resultado do sabor das uvas europeias com a resistência climática e fitossanitária das americanas. Na segunda metade da década de 1880,  a variedade chegou a Santa Catarina, através de Giuseppe Caruso Mac Donald, que a trouxe à região de Urussanga, em Santa Catarina, onde foi difundida. Urussanga é o grande produtor da Goethe, rara no Brasil, mas também presente em Linha Sagrado, Ouro, também aqui em Santa Catarina. Em 1887 o vinho da Goethe era já produzido em razoável escala em Urussanga e Azambuja. A região era habitada por imigrantes originários do norte da Itália. Urussanga é a Capital Catarinense do Vinho. 

       Segundo Vanderlei, seu bisavô Noé Rech, filho de João Rech, foi nascido em 1899, em  Sere del Grappa, Itália, e chegaram ao Brasil em 1918, residindo no Distrito de Mato Perso,  mas Noé morreu com 37 anos. Na época, Mato Perso pertencia a Caxias do SUl, e hoje faz parte do município de Flores da Cunha.  Era casado com Francesca de Cesaro. Noé e seu filho Guido Rech trouxeram as mudas de parreiras, chamadas de carmelas,  da Itália, e a variedade era chamada de "La Rossarda". Foram trazidas em sacos confeccionados em couro, com areia úmida dentro para evitar que perecessem. Os sacos eram trazidos enrolados em roupas pois havia a ideia de que era proibido trazer as mudas para o Brasil. Hoje está presente em Urussanga e Ouro. 

        Guido Rech, filho de Noé, era avô  de Vanderlei. Em Ouro, vieram o Guido e seus irmãos  Saule, João Rech Sobrinho, Aquilino e Terezinha (Molinetti). Sabino  e Atílio vieram para Salto Veloso. E Angelina  (Reolon) foi para Campo Mourão, no Paraná. Arnelinda e Metilde (Conte),ficaram no Rio Grande do Sul.  Os que vieram para cá, chegaram ao Distrito de Ouro em 1938, Vieram Francesca de Césaro Rech,  Guido e Adele, fixando-se no local onde o Vanderlei mora hoje e tem seus parreirais  e pomares. A família sempre produziu uvas e vinhos. 

     No Ano  2000, em razão do mau uso de defensivos agrícolas houve o risco de se perder as parreiras e quase que ocorreu a sua extinção. Porém, Deoclides Rech, marido de Vicenza Masson Rech, (pais de Vanderlei), começou a fazer enxertos das parreiras, chegam a dez delas. Deoclides faleceu em 2016. Hoje o casal Vanderlei e Jussara, junto com o filho Vanderlan, que está concluindo seu curso de Engenharia Agronômica, sabem da importância de La Rossarda para os catarinenses e para o Brasil. Eágri e Embrapa estão empenhadas em preservá-la e fazer com que tenha grande importância no mercado vinícola do Brasil. 

       O vinho Goethe era o preferido do Presidente Getúlio Vargas, que mandava buscar o vinho em Urussanga para seu próprio consumo.  

       Vanderlei possui 1.000 parreiras em produção, sendo seis gerações da família produzindo a Goethe. A produtividade por hectare é menor do que a das outras parreiras convencionais e de produção consolidada. Mas vale a pena mantê-la pela sua importância histórica e pelo próprio valor de mercado.

       Parabenizo a Família Rech pela persistência em preservar a espécie da Goethe e ainda evitar que outras variedades se extingam.  

Euclides Riquetti

26-07-2023






Quando sentires o sabor do sol

 



Quando sentires o sabor do sol


Quando sentires o sabor do sol, de novo
Ele, que vem depois da chuva copiosa
Retire seu  lápis de um antigo estojo
E dê asas a sua imaginação prodigiosa...

Quando o puseres por entre seus dedos
Rabisque no papel as palavras afáveis
Esqueça infortúnios, livre-se dos medos
Escreva doces versos de amor, adoráveis.

Deixe que o prantear dê lugar à luz
Que seus ânimos ensejem os belos dias
Acredite, sempre, na mão que conduz...

A poesia é a canção da alma que excede
E que nos pode trazer alentos e alegrias
É como sabor do sol que bronzeia a pele...

Euclides Riquetti

Quando se douram os trigais

 




 

 
 

 

Quando se douram os trigais

Quando se douram os novos  trigais
Fica primavera na minha alma
Quando se esverdeiam os laranjais
Deles brotam as  flores mais  alvas.

Quando se azulam as águas cristais
E correm em direção aos  oceanos
Penso em dias que não voltam mais
Que se somaram em meses e anos.

Quando o caminho fica  extenso
E o porvir fica bem  menor
Olho pro meu passado e penso
Se o que me aguarda será melhor.

Não posso deixar tristes as manhãs
Nem as tardes perderem o sentido
Minhas noites jamais serão vãs
Jamais  serei um poeta exaurido.

Quando se douram os novos trigais
É meu recomeço, minha nova energia
É a força que volta cada vez mais
E me dá ânimo, luz e alegria.
E eu aqui,  pensando em você...

Apenas em você...
E em nada mais!
 
Euclides Riquetti

Venha ver... está chovendo lá fora

 








Venha ver... está chovendo lá fora
Cântaros despejam as suas águas
Que banham os passantes de agora
E já banharam minhas mágoas...

Venha ver... ainda está chovendo
E pingos de cristal em seus conflitos
Vêm do céu que foi escurecendo
E se quebram nos paralelepípedos.

Molha a chuva as frágeis florinhas
Que, sufocadas por pés desalmados
São feridas pelas ervas daninhas.

Mas elas reemergirão bravamente
Como você que resistiu no passado
E reviverá, vitoriosa, doravante!

Euclides Riquetti

terça-feira, 25 de julho de 2023

Flores amarelas...

 


 





Acariciar o seu cabelo liso
Sentir seu  cheiro seco e perfumado
Imaginar um campo ensolarado
Com flores simples, simplesmente belas
Gramados verdes, flores amarelas
É apenas disso que eu tanto preciso.

Sentir calor em seu abraço quente
Beijar sua boca doce e bem moldada
E no seu corpo que me atiça a mente
Viajar no tempo da vida passada....

Perder-me em sonhos e encantamentos
Nos campos verdes, natureza viva
Flores amarelas brancas, flores vida
Ver nos seus olhos aquele brilho breve
E  no seu rosto um sorriso leve
Alimentar a alma com meus sentimentos

Sentir o vento que sopra num  repente
Devanear sem me lembrar das horas
Comemorar aquilo que a gente sente
Viver  o presente, o aqui e o agora...

Euclides Riquetti