quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Num poema, no brilho do luar

 



Resultado de imagem para imagens do ceu estrelado com lua

  

Num poema, no brilho do luar


Olhe para o universo vasto e estrelado
Contemple a beleza deste nosso céu
Olhe para o teto imenso e enluarado
Que se veste  com este santo véu.

Olhe para a beleza do medalhão prateado
Que compõe o cenário que nos cobre
Olhe todo este mundo santo e encantado
Que nos presenteia com seu retrato nobre.

Olhe, intensamente, para nunca mais esquecer
E marque cada canto de nosso belo espaço
Guarde, carinhosamente, enquanto você viver.

Abra sua janela, busque-me em algum lugar
Receba, com toda a paixão,  meu carinhoso abraço
Que lhe mando num poema, no brilho do luar.

Euclides Riquetti

Só as rosas me inspiram






 Só as rosas me inspiram



Só essas rosas me inspiram

Aquelas que cultivo cm paixão

Que no meu jardim desfilam

Aquelas da primavera-verão.


Rosas lindas e perfumadas

Que por si só nos encantam

Por nossas mãos são plantadas

Por mãos delicadas e santas.


Amo rosas,  verdadeiramente

Elas decoram-me os cenários

Tingem a vida, simplesmente

Em meus jardins imaginários.


Rosas, sempre belas, presentes

Me trazendo a inspiração

Tornando meus dias diferentes

E ânimo pro meu coração!


Euclides Riquetti

Há, entre nós....

 




 

Há, entre nós,  uma planta enramada
Cujas folhas, já amareladas
Foram levadas pelo vento...
Foram adubar os gramados e os canteiros
E desafiar meus mais libertinos pensamentos
A mergulharem nos seus sentimentos mais verdadeiros.

Há, entre nós, uma planta esquecida
Quase que fenecida!
Esperando o seu sopro perfumado
Enquanto o verde primaveril não reaparece
Ou o olhar de seu olho apaixonado
Não se restabelece...

E  eu espero que você me perceba
Sinta minha paixão e minhas fraquezas
Acolha, com amor, minhas sutilezas
Abra a janela e por ela e me receba!
Serei o cavaleiro e o cavalheiro
O medieval e o moderno
Serei seu namorado ou companheiro
Mas serei eterno!

Há, entre nós, a planta que deseja ser regada
Na noite da luz prateada
Enluarada!

Há, entre nós dois corações que pulsam
Mas que não se encontram
Que relutam
Porque se amedrontam...

E, enquanto isso, a planta segue desfolhada
Esperando ser socorrida
Regada
Abraçada.
E você com medo
De me dizer seu segredo!!!

Euclides Riquetti

Quando a tarde se encontra com a noite


 



Quando a tarde se encontra com a noite, depois do longo dia
Me transporto no tempo, mergulho no universo
Sinto uma leve saudade, uma gostosa nostalgia
Algo que me impele e me embala nos meus próprios versos.

Quando as estrelas desfilam diante de meus olhos inquietos
E o voo das andorinhas atiça as folhas verdes que balançam
A sinfonia do vento me atrai e me mantém desperto
E eu busco você nas palavras que me inspiram e me encantam.

Quando os ruídos da noite começam a se silenciar
Minha inquietação se transforma em ternura e alento
E meus olhos silentes fecham-se no meu divagar.


Então me revolve na alma cinzenta e  que  num novo dia
Eu possa lhe compor um poema enquanto sopra o vento
Possa projetar nos nossos  sonhos  a nossa  poesia...

Euclides Riquetti

Como uma gaivota afoita

 


 


Como uma gaivota afoita

Escolheste pra longe voar

Foste buscar abrigo pra noite

Ali bem perto do mar!


Voaste assim, tão de repente

Sem adeus, sem despedida

Para nas areias mais quentes

Deitar teu o corpo de menina.


Com tuas asas de cor de véu 

Foste planar no horizonte

Cortaste o azulado deste céu

Para buscar teu novo horizonte.


Pousaste perto do Atlântico

Novos desafios a enfrentar

Sonhas os sonhos românticos

Os que escolheste sonhar!


Euclides Riquetti

Tarde de sol?...







Manhã de céu desanimado
De sol se resignando, enfraquecido
Do vento triste, frio, acabrunhado
Dos rostos sóbrios, dos semblantes abatidos...

Tarde de gente altiva e animada
Rostos contentes e radiantes ressurgindo
Tarde doce, linda, ensolarada
O mundo inteiro está sorrindo.

Os corações tristes da manhã bem fria
Se alegraram na tarde redentora
E bailaram com as almas em harmonia.

De volta toda a energia reconfortante
Na espera pela noite promissora
Dos ternos sonhos e do sono deleitante.

Euclides Riquetti

O doce amargo do mate

 


 

O doce amargo do mate


O doce amargo do mate
Brota de teus lábios de luz
Vem de teu beijo escarlate
Que me excita e me seduz.

O doce amargo do mate
Que me acaricia e envolve
É sensação que me invade
Me anima e me absorve.

O doce  amargo do mate
Me abranda no chegar do dia
Quando espero que me abraces
Com muito amor e alegria.

O doce amargo do chimarrão
Que tomo no alvorecer
Vem pra alegrar meu coração
Me delicia e me dá prazer.

O doce  amargo do chimarrão
Tem o sabor do açúcar mascavo
É tão doce quanto a ilusão
Gostoso como o vinho rosado.

Ah,  doce amargo do chimarrão
Ah, amargo doce de charrua
Tem o sabor da divina paixão
Tem a graça da mulher nua!

Euclides Riquetti

Quem ama, doa! ( e perdoa...)

 


Resultado de imagem para imagem quem ama perdoa


Quem ama, doa
Quem ama, perdoa
E não magoa!

Quem ama, pede perdão
Não magoa, não!

Quem quer bem
Quem ama alguém
Respeita, também

Quem ama pede perdão
Não magoa, não!

Sim, quem ama doa
Quem ama, não magoa...
Apenas ouve... e perdoa!

Euclides Riquetti

Quem perdoa, não lamenta!

 


LEITURA ORANTE: Mt 18,21-19,1- Só perdoa quem ama

Quem perdoa, não lamenta
Apenas perdoa
Setenta vezes setenta
E nunca magoa...

Quem lamenta, deve ajudar
Estar à disposição
Não apenas lamentar
Mas sentir com o coração!

Quem sente com o coração
Tem o sentimento mais sincero
Dá à amada o devido chão
Assim penso, assim espero!

Quem dá amor de verdade
Nada espera em troca
E isso é a sinceridade
Que tanto me toca...

Porque, quem ama realmente
Quer ter companhia a seu lado
Quer amor sinceramente
Quer amar e ser amado.

Euclides Riquetti

O Kifas e Mr. Safik - Relembrando e saudando o Derlico

 




Ponte  Pênsil Padre Mathias Michelizza - liga Ouro

e Capinzal - Coberta de neve em agosto de 1965 

          Em abril de 2007, li um artigo no Jornal A Semana, assinado por um certo Mr. Safik, em que abordava situações saudosistas e acontecimentos de Capinzal e Ouro, fazia indagações sobre pessoas conhecidas dele. Descobri, com o amigo Belotto, que se tratava do Derlico, de quem eu muito ouvira falar em minha infância, e que seria amigo de diversos amigos meus, mas que eu era um pouco mais jovem que ele e eu fazia parte dos "da Rua da Cadeia", e não dos "Da Turma dos Bazzo". Nós, da Rua da Cadeia, éramos meu irmão Ironi, os Coquiara (Ivanir, Valdir e Altivir Souza), os Miqueloto (Irineu, Nito e Neri), os Masson (Rosito, Heitor, Zé Raul, Félix e Aquiles), os Dambrós (Luiz Alberto e José Anibal), os Oliveira (Nereu e Irineu, pioneiros do Navegantes)), os Lucietti (Anildo e Adelir Paulo, depois o Darci e o Nego), os Campioni (Ermindo e Vicente), e os primos "Richetti", Moacir e Cosme, o Bianco (Ivan  Casagrande). Depois veio o Alcedir Bernardi e o Ademir, e o Sidnei Surdi. Até o Gilmar Rinaldi (o Mêti), ex -goleiro que agora é empresário do Adriano Imperador, do Danilo, do Washington Coração Valente e mais outros craques, e jogou no  Inter, São Paulo Udinese e Flamengo, foi reserva do Taffarel no Tetra, fazia parte de nossa tribo, quando vinha para a casa da mana Matilde.  Toda essa tropinha "mandava" lá pelos lados da Cadeia, em Ouro.

         Da turminha dos Bazzo faziam  parte   o Vilmar Matté, o Ivoney Bazzo, o Ivan Maestri, o Nelito Colombo, o Alcedir (Sebinho) Dambrós, O Rubens e o Edson Bazzo, o Hélio Novelo, o Castanha (Clóvis Maliska) o Rogério Caldart e o Roberto, o Antoninho Sartori, o Areia, o Homero, o Rômulo e  o Egomar Sartori, o Ademar Miqueloto, possivelmente o Adilson Montanari  e muitos outros, como os dois Mários, o Pina e o Lebrão, Morosini e Fávero.

         Mas, ao ler o texto do "Mr. Safik",  fui buscar saber quem ele era e, sabendo ser o Derlico, compus uma resposta, em que assinei com o pseudônimo "Touareg", e que foi publicada n´A Semana,  no dia 25 de abril de 2007, um dia após ele completar 56 anos. Passados alguns dias, o Belotto ligou-me para saber se eu o  autorizava a informar para o Mr. Safik que o Touareg era eu. (Em algumas oportunidades de minha vida, escrevi textos com pseudônimos). Autorizado, Mr. Safik ligou-me e conversamos muito, por telefone, ficamos "amigos de telefone". Voltamos a  conversar mais duas vezes e os encontros esperados não deram certo.

          Mas, no início desta semana, o amigo Antoninho Sartori me comunicou que o Derlico estaria lançando o livro "Camponovenses", na sexta-feira, na Casa da Cultura, em Campos Novos. Ah, recusei convites para um belo jantar com o amigo Neca Deitos e os amigos, pois não poderia deixar de ir buscar o livro do Derlico.

          Fomos, eu e a Mirian. Lá, encontrei o Teco Ronsani, o Vilmar Matté e a Ilce, a Maíra Almeida e diversos outros conhecidos.

          Cumprimentamo-nos, efusivamente, eu e o Derlico, que tem nome Derly Pedro de Souza, e que lá eles o chamam de "Kifas". E assim foi saudado pelo Dr. Enéias Athanázio, que prefaciou o livro, e é  renomado escritor catarinense, bem como  pelo Ex-Senador Dirceu Carneiro, que representou as famílias enfocadas no livro.

         Foi uma noite cultural simples, mas de alto nível, sem os enfadonhos e demagógicos discursos de políticos, houve apresentações de violinistas jovens e adolescentes de Campos Novos, algo muito sublime e elegante.

          De início, fiz minha análise: Kifas é resultado da inversão das letras de Safik. Foi de seu apelido que ele tirou seu pseudônimo. Mas não tive tempo de perguntar-lhe o porquê do apelido Kifas. Mas, por outro lado, adquiri o livro e coloquei-me bem à frente da mesa de autógrafos, com o livro aberto e caneta pronta: Tive a honra de ser o primeiro a ter seu livro autografado no lançamento. Aliás, este é o segundo livro dele.

          Dando uma olhadela no exemplar, já me foi possível localizar muitos amigos e conhecidos, inclusive o Dr. Edson Ubaldo, eminente jurista, que tive a honra de ter como assessor jurídico nos meus dois últimos anos de mandato como Prefeito em Ouro. Ele, que também, como nós, é escritor.

    Agora é ler todo o livro para curtir uma viagem em nossa História, pois, Campos Novos foi município-mãe da maioria dos municípios das microrregiões da Ammoc e da Amplasc.



Euclides Riquetti
19-04-2012

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Os anjos te protegem

 



Os anjos te protegem

Enquanto tu dormes

E te saúdam com clarinetes

Sempre que tu acordes.


Os anjos te abençoam

Enquanto tu dormes

E eu te escrevo uma canção

Com os suaves acordes. 


A música da noite

Ainda te faz sonhar

Então sonhe comigo

Nesta noite de luar.


A canção do céu sereno

Inspira-me a te escrever

Então te faço este poema

De te amar e de te querer


Euclides Riquetti

Madrugada de 17-08-2023


Está no www.blogdoriquetti.blogspot.com




Noites românticas de agosto

 


  Resultado de imagem para imagem casal luar


Noites românticas de agosto

Agradáveis noites de agosto
Escondem corpos alados
Que abrigam corações almados
Amados,  no mês de agosto...

Agradáveis noites estreladas
Dos amantes e dos apaixonados
Dos namorados e namoradas
Dos sonhos acalentados.

Agradáveis noites das nuvens que flutuam
De Alpha e de Centauro, e do Cruzeiro do Sul
Do sol escondido que prateia a lua
Da negritude que sombreia  o universo azul.

Agradáveis noites dos sonhos relembrados
Dos nossos, (dos meus, dos teus...)
De nossos sonhos e pecados
Dos sonhos das Julietas e Romeus...

Euclides Riquetti

"Eu te dei meu amor por um dia... (Tributo ao pequeno gigante da canção - Nelson Ned)



 


          Nos anos 60 surgiu uma fortíssima corrente musical no Brasil, a Jovem Guarda, nome que veio de um programa que o jovem Roberto Carlos e seus amigos  Vanderlea e Erasmo Carlos apresentavam  na TV Record. Dezenas de excelentes cantores fizeram muito sucesso no estilo de cantar denominado "iê, iê, iê!",  que era uma alusão aos ritmos ditados por  The Beatles, a partir de Liverpool.


          Paralelamente, alguns cantores românticos também faziam muito sucesso, tinham voz de um padrão de médio para bom, alguns com voz de excelência. Agnaldo Rayol era conhecido como o "Rei da Voz". Moacir Franco, Antônio Marcos e  Agnaldo Timóteo faziam muito sucesso no gênero. E, um rapaz de baixíssima estatura, com apenas 1,12 metro, Nelson Ned, nascido Nelson Ned d´Ávila Pinto, de Ubá, MG, em 02 de março de 1947,  surgia como uma grande promessa.

          Dado a cantar em bares e boates, Nelson Ned foi levado à TV por Abelardo Barbosa, o Chacrinha, que viu nele um grande potencial tanto como compositor como que cantor. Não é à toa que Antônio Marcos, Algnaldo Timóteo e Moacir Franco gravaram canções de sua autoria.

         Lembro-me que no ano de 1969 ele lançou a música "Tudo Passará" e com ela começou a ganhar seus discos de ouro. Era assim a letra inicial:

"Eu te dei meu amor
Por um dia
E depois, sem querer, te perdi
Não pensei que o amor existia
E também choraria por ti...

Mas tudo passa, tudo passará
E nada fica, nada ficará
Só se encontra a felicidade
Quando se entrega o coração"

A letra simples, mas bem conectada à sua maravilhosa voz, garantira o sucesso. As rádios tocavam à exaustão, Nelson Ned era estrela em todos os programas de TV, sua música alcançava os primeiros lugares em todas as paradas de sucesso. E contrariava todas aquelas máximas de que cantor, para fazer sucesso junto à juventude,  tinha que ser bonito, ser galã.

          Nelson Ned foi bem sucedido  também cantando música gospel a partir de 1990, mas seu uge internacional foi com a gravação de "Happy Birthday My Darling", que em 1974 estourou nas paradas dos Estados Unidos, dando-lhe um disco de Ouro por lá também. Seus sucessos foram gravados em Português e Espanhol, por ele mesmo. Era tocado em fazia shows em teatros e estádios em toda a América Latina.  "Tudo Passará" foi gravada em cerca de 40 versões. 

         Neste domingo pela manhã Nelson Ned nos deixou, aos 66 anos. Estava internado em Cotia, SP. Com muitas deficiências desde 2003, quando sofreu um AVC, sua saúde estava muito debilitada. Nosso "pequeno gigante" da canção, em toda a sua simplicidade e humildade, mostrou ao público que tamanh, realmente, não é documento.

          Fique bem junto de Deus, Nelson Ned!

Euclides Riquetti
06-01-2014

Beijo sabor goiabada



Quer um beijo sabor goiabada?

Ou beijo de sorvete napolitano?

Quer primeiro ser abraçada?

Ou pode ser algo mais profano?


Posso te dar o que você quiser:

Beijos, abraços, muito carinho

Coisas de homem para mulher

Doces sonhos em meu caminho!


O beijo de fruta polpa magenta

Com suaves odores naturais

Ou, quem sabe, sabor de menta!


O beijo que me envolve, frutado

Em seus lábios muito sensuais

Beijo seu, que eu quero, roubado!


Euclides Riquetti

O amor tem fim ?

 


 


O amor tem fim ?

Apenas um pedaço de papel!
Mas se fosse pintor
Apenas o pincel...
Ou, então, só um violão
Se  fosse apenas cantor, ou se fosse menestrel!

Mas,  para o poeta
Com sua alma inquieta
Apenas um pedacinho de papel.
Branco, quadrado ou retangular
E um lápis para rabiscar
Uns versos com sabor...  de mel.

O poeta busca dentro de si
A força para harmonizar as palavras
E os vocábulos certos
Para compor os versos...

Ah, poeta que brotou de dentro de mim
Eu poderia ter tido outras formas de viver
As minhas epopeias.
Mas fui logo escolher
O desafio às ideias
De propagar, no papel,  o amor... sem fim!

Euclides Riquetti