sábado, 2 de setembro de 2023

Eu vim te ver de madrugada

 


 


Eu vim te ver de madrugada


Transpus muralhas e paredes
Pra vir te ver de madrugada
Eu vim matar a minha sede
Voltei sedento, ganhei nada...

Não ganhei beijo, nem abraço
Nem o frescor de teu perfume
Vim e voltei com meu cansaço
Voando qual um vaga-lume...

Agora quero a compensação
Um "sim te quero, sim te amo"
Pra amainar minha frustração
Pra alegrar este meu ano!

Porque as muralhas e paredes
Não serão barreiras a impedir
Passá-las-ei por muitas vezes
Nada me impedir[a de vir!

Volto a  te ver de madrugada
Venho pra poder ficar contigo
Morena atraente, bronzeada
É só de ti que eu tanto preciso!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Cabelo molhado de chuva fresca


 



   Cabelo molhado de chuva fresca


Seu cabelo é molhado de chuva fresca
Na noite que começou bem calorenta
Se amanhã é sábado e hoje é sexta
Atração fatal, vem, me experimenta...

Cabelo molhado, escuro e cheiroso
Na noite deliciosa deste meio verão
Que amanhã seja o dia maravilhoso
Dia de vivermos desmedida paixão.

Cabelo molhado que eu cheiro tanto
O perfume do shampoo mais natural
 Maciez de seda, brilho sensacional.

Cabelo solto, do frescor e do encanto
Cabelo do charme, de cor de sedução
Me deixe tocá-lo com a minha mão!

 Euclides Riquetti

Confesso-te que sonhei

 


 




Confesso-te que sonhei
Confesso-te que me lembrei
De ti...

Mas, se no meu sonho tu estavas presente
E eu te queria, apaixonadamente
Não ficavas perto de mim...

E eu,  que senti saudades
Que te esperei por uma eternidade
Não consegui
Me aproximar de ti!

Confesso-te que chorei
Confesso-te que eu lamentei
Por não poder ficar contigo
Aqui...

Então eu me perguntei
Será que foi o que pensei?:
Te perdi para o inimigo
O trágico destino
Perdi?

Quem será que foi o bandido
Esse ser tão atrevido
Que te tirou de mim?

Confesso-te que sonhei
Confesso-te que lembrei
Mas te perdi...
Sim, eu te perdi!

Euclides Riquetti

A barca do tempo a nos levar...

 


 



A barca do tempo está a nos levar

Para um novo ano...

Na manhã nova ela vai ancorar

Num paraíso sacro ou profano

Onde possamos nos encontrar...


A barca carrega nosso legado

Armazenado pelo longo tempo

Traz nela toda a carga do passado

Vai sobre a água, contra o vento

Vai ancorar no ano que é chegado!


A barca é que leva nossas dores

E também leva as folhas leves

Leva os vasos com nossas  flores

Pelos anos vai, pela vida  segue

Pelo caminho cinza, ou de cores.


 Nós é que lhe damos direção

Temos nossas mãos e nossa mente

Nós é que seguramos o timão

Que dirigimos o que o coração sente

Escolhendo a realidade ou a ilusão!


Euclides Riquetti

Crônica de fim de tarde: "Padinho, neca cavai?"

 


 





1. Eu, em Leáozinho, na casa de meu padrinho. 2. Irmãs de meu nonno Frederico Richetti. 3. Foto de minha carteirinha de estudante da FAFI - 1972. Família de Frederico Richeetti. 


       Provavelmente que meus leitores já estejam até cansados de saberem que saí de casa com um ano, um mês e vinte e um dias, pois nasceu minha irmã Iradi, e fui morar com um vizinho, que se tornou meu padrinho, João Frank, marido de Rachele Vitorazzi Frank, em Leãozinho, no Distrito de Ouro, município de Capinzal. Sim, nossa antiga Rio Capinzal, vale do Rio do Peixe, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

       A responsável pela minha saída de casa desde tão cedo, dando rumo diferente para minha infância, a Iradi Lourdes Riquetti Ghidini, mora em União da Vitória - PR, desde março de 1977. No dia seguinte ao em que ela ali chegou, em vim de volta para minha região, indo morar nas Duas Pontes, interior de  Campos Novos, hoje município de Zortéa, e depois para Ouro, e na sequência morando em Joaçaba. 

       Pois tenho lebranças de quando era bem pequeno!  Lembro que, num dia de chuva, estavam procurando pela tesoura. Com ela cortariam palha de trigo para fazer tranças, as quais usavam para costurarem, fazendo chapeús e "esportas", sacolas retangulares ou quadradas, onde carregavam pequenas compras que iam buscar na bodega, distante dois minutos de sua casa. Apontei com o dedo para uma parede e mostrei o objeto cortante pendurado num prego, ao alto, pelo cabo. Certamente que isso era para eu não pegá-la e fazer alguma arte ou machucar-me! Todos ficaram muito admirados porque eu os ajudei a resolver a pequena questão. 

      Moravam, na casa, a Ladires, que adiante casou-se com o Ivo Spuldaro, e que mudaram-se para outra cidade. Eles são pais do Missionário Católico Carismático Ironi Spuldaro, muito conhecido no Paraná e, com extensão, através de suas mídias, no Brasil e no mundo. O Estefenito (Estefano), que depois casou-se com a Irlandina Biarzi; o Aristides, que casou-see com uma Zanol; Catarina, que se casou com Dionízio "Capelão" Pilatti; Delcia, que se casou com Aldérico Zanini. Fui criado como irmão deles todos. 

       Além de todas as lembranças, muitas, convivo com a presença saudosa das famílias de Cesário Frank, Egídio Seganfredo, "Quino" Bazzo, João Andrioni, Primo Biarzi, Danilo Pìssolo (ou Pissoli),  Lanfranco Savaris, mais os Guzzo, Santini, Tonini, Ferrandim, Pilatti, Reina, Penso, Lorenzeti, Buselatto,  Panisson, Marcon,  Santórum, Vetorazzi, Spironello, Bresolin,  e outros. 

       Minhas tarefas principais eram divertir os adultos, dar risads, cantar junto com eles, roer rapadura de açúcar mascavo, comer puxa-puxa, atirar pedrinhas em passarinhos e no riacho. Seguidamente, ia à casa do Cesário, onde jogava bolicas com a Valde, Valdecir Frank, que nos deixou ainda antes da pandemia. 

       Mas hoje, já cedo, me veio à mente uma frase que dizem que foi a primeira que consegui formular, logo aos dois anos: "Padinho, neca cavai?" 

       Frase marcante, tando que ela povoou a maioria de minhas horas hoje, O que significava? - Pois bem, era: "Padrinho, onde vai com os cavalos?" - cavai, no dialeto italiano eram os cavalos. Provavelmente que ele saía com algum filho, a cavalo, daí eu usar "cavai em vez de caval". O "neca" seria uma corrptela de "aonde vai". 

       Somente aos oito anos voltei a morar com meus pais, já ali no Ouro, onde temos até hoje a propriedade da família, e mora meu querido irmão Vilmar, bem na frente do Posto de Combustíveis da família de José Dambrós. Mas as lembranças de minha vida na infância estão sempre em mim, desde o corte de cabelo com topete, a blusinha verde com listras brancas que minha mãe mandou-me e eu usava somente para aos terços e missas na Capela de Santa Catrina, as calças curtas, o sapato preto que meu pai comprou na loja do Leôncio Zuanazzi. 

       E, assim, vamos vivendo! Conhecendo pessoas, tentando aproveitar da melhor maneira possível os anos que nos restam...


Euclides Celito Riquetti

Alegria de sentir saudade


 

 

Alegria de sentir saudade



A cor do teu beijo
É de tom vermelho
E brilham os olhos teus
Que seduzem os meus.

O sabor do teu sorriso
E o cheiro de teu cabelo liso
Me encantam, me embriagam 
E, meus pensamentos, divagam...

Se hoje é dia de comemorar
À vida devemos brindar.
Enquanto o sol vem e vai
Bronzeia tua pele e sai...

Feliz seja nosso novo dia!
Que venham montes de alegria
Alegria pura, alegria de verdade
Alegria de sentir saudade!

Euclides Riquetti

Muitas virtudes em você

 


 




Há muitas virtudes em você
Que nem me é possível descrever
Coisas que me encantam, pode crer
Coisas me fazem amar você...

Há muitas virtudes em você
Qualidades que só você as tem
Coisas que me fazem querer bem
Coisas me fazem amar você...

Há virtudes incontáveis em você
Seu modo de sorrir muito me atrai
O modo de se vestir-se quando sai
São coisas que me fazem amar você...

Há virtudes inconfessáveis em você
Coisas que aqui não posso descrever
Mas há algo que posso lhe dizer:
Amo muito, muito mesmo, só você!

Euclides Riquetti

Não deixe que a amargura tome conta de seu ser

 


 








Não deixe que a amargura tome conta de seu ser
Que ela apague seu sorriso bonito
Não deixe que ela franza linhas em sua testa...

Não deixe que a tristeza tome conta de você
Que ela desvie seu olhar do infinito
Reponha a beleza em seu rosto de festa...

Deixe que eu ajude sua alegria voltar
A redesenhar em você a luz dessa alegria
Deixe que eu faça você se reanimar...

Deixe que Deus lhe dê a força do universo
E que eu possa lhe restituir a euforia
O que farei em orações e versos!

Euclides Riquetti

Moça mulher

 




Resultado de imagem para foto pés mulher pisando


Moça mulher

 

Ombros elegantes
Pés nus acariciando a calçada
Molhada...
Ou maltratando-se nos pedriscos da rua
Que é nossa, que minha, que é tua
Pés nus roçando a água...

Idealizo-te:
Olhos cativantes
Brilhantes
Provocantes:
Cintilantes!

Ternos  braços
Esperando meu abraço.

Lábios rosados
Almados
Desejados
Gostosos
Pecaminosos!

Morenice brejeira:
Short jeans franjado
Do algodão malhado
Estonado e...
Desbotado!
Sorriso de moça faceira.

Provocante e provocadora:
Blusinha branca casual
Brincos acrílicos
Pendurados
Grandes e  argolados
Cabelos inspirando meus  versos líricos
Dengosa  e sensual...

Moça mulher:
Vai, enegrecendo as  almas dos passantes
Embasbacados e confusos
Confusos como eu!

Apenas confuso...

Euclides Riquetti

Sou teu fã e tu me inspiras

 


 

100 viagens que toda mulher precisa fazer. Confira!

Sou teu fã e tu me inspiras


Sou teu fã e tu me inspiras

Fico em ti muito inspirado

A compor-te mais um poema 

Imaginando-te numa bela cena

Em meio a meus anjos alados:

Sou teu fã e tu me inspiras!


Ah, muita inspiração presente

Sonhos que viajam pelo céu

Vão ao encontro de teu rosto

Belo e formoso a meu gosto

Mesmo que se cubra em véu

Ah, divina inspiração presente!


Ah, inspiração, por que somes?

E demoras tanto para voltar

Tu bem sabes que sendo teu fã

Minha mente precisa estar sã

Para sempre te sentir e abraçar

Então, amor, por que somes?


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 


Tecendo versos...


 





Tecendo versos...

 


Tecendo versos, carpinto uma poesia
Traçando linhas sutis ou curvas tortas
Batendo asas nas ondas das melodias
Vai minha alma pra ver se te importas
Planar nos ares com leveza e maestria
Longe de meus olhos que te buscam
Alentar as saudades que me ofuscam...

Por mares te busco nos ventos bravios
Trilhando os ares, na manhã ensolarada
Decidido a te encontrar em calor ou frio
Olhando por você na longa madrugada.
Presença constante enquanto eu sorrio
Luto pelo teu amor com forte devoção
Retorno  pra te buscar na nova jornada
Teimando em conquistar o teu coração.

Motivo de minha inspiração e vontades
Sorriso largo que me seduz e me encanta
Alentos para meu ser e minhas vaidades.
Nave a navegar, és voz que chora e canta
Vais pelo universo buscar tua felicidade
Rezando  pelo Deus que nos fortalece.
Quando o sol volta , de novo, a brilhar
Tento chegar até ti, para poder te beijar!

Euclides Riquetti

Deixa que o perfume dos ventos te acaricie

 



 



Deixa que o perfume dos ventos te acaricie
Afague tua pele e beije teus  lábios que eu tanto desejo
Erice  teus cabelos macios  e aplaque  teus medos
Permite  que o perfume dos ventos se delicie...

Deixa que a brisa da noite refresque teu corpo fogoso
Apalpe teus seios, teus braços, com toda a ternura
Que leve pra ti  os aromas  e toda doçura
E que a noite se transforme em algo sublime  e gostoso.

Deixa-te navegar na distância numa  viagem bonita
Ultrapassar as barreiras que te impedem de ser feliz
Voa pelos ares da mente na imensidão infinita

Deixa  que teu rosto receba o carinho de minhas mãos
E sente  o seu  toque sensual que você sempre quis
Deixa-te trazer até mim, embalada pelo som da minha canção!

Euclides Celito Riquetti

Oração ao Monge São João Maria

 


 


 

 

Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençoe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

Veja! Setembro já chegou...



Llegan la primavera y el horario oficial de verano de 2018


   Veja! Setembro já chegou...  

Veja! O sonhado Setembro já chegou!

E logo vem a Primavera esperada
Nunca fora antes tão aguardada
Desde que o relógio do mundo parou...

Passamos um Outono peculiar
Muitas coisas diferentes acontecendo
Pessoas preocupadas, sofrendo
Sem viagens, passeios, sem mar!

Aguardamos, com ansiedade, os dias
De sol, de céu azul, de amenidades
Que nos voltem, nos campos e cidades
O sorriso no rosto, a nossa energia!

Que os sofreres deem lugar ao humor
O entusiasmo esteja presente nos seres
E que a vida possa repor nossos haveres
Nos dê créditos de alegria, paz e amor!

Euclides Riquetti

Visite o blog do Riquetti e sinta o romântico
de suas milhares de poesias.
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

No dourado da tarde...

 


 



Na última noite de lua cheia de novembro
Ela veio correndo
E tomou o lugar do sol.
Trazia estampado o seu sorriso
Aquele de que eu tanto preciso.
E era muito bonito
Do tamanho do infinito
Tão largo como o do girassol.

Na noite da lua plena
Minha alma me ordena
A escrever-lhe algo encantador:
Pode ser um verso, simplesmente
Mas tem que ser bem caliente...
Ou um poema inteiro
Bem real e verdadeiro
Com centenas de  palavras de amor.

E, nas outras noites,  quando andar pelas ruas
Verá que em todas as luas
Há beleza e charme.
Sim, porque elas nos trazem belas lembranças
De seu sorriso maroto, ou de criança
Dos sorrisos e de canções cantadas
Das amenidades e das gargalhadas
Na manhã azul, ou no dourado da tarde.

Apenas isso..
Bem assim!

Euclides Riquetti