sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Vem beber do cálice da paixão

 


 


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Vem beber no cálice da paixão
Vem beber do vinho que nos excita
Vem beber de minha alma e de meu coração
Vem beber-me  com tua boca bonita...

Vem, e traz com ela teu corpo sedutor
Os teus olhos amendoados
Delicados...
A tua pele macia
E tua  voz de poesia...

Traz também as tuas mãos carinhosas
As tuas pernas formosas
O teu rosto divinal
O teu corpo colossal.

Vem beber de meus sonhos
De meus lábios risonhos
Vem banhar-te em meu suor
Declamar-me versos de cor.

Vem. Te espero...
Vem beber no cálice da paixão!

Euclides Riquetti

Dezembro ...

 







Dezembro chegou, enfim
Chegou com os raios de sol
Ou com as chuvas  molhando os trigais
Com perfumes nos campos florais
Chegou dezembro, enfim
O dezembro das tardes... e das manhãs de sol.

Dezembro chegou com ares de dezembro mesmo
Dezembro chegou  porque era sua vez
Depois de novembro.

Dezembro veio para cobrir tua pele de verniz!

Chegou o dezembro tão esperado
O dezembro de Natal, do velhinho de vermelho
Do velhinho bom e animado
Que traz presentes pras crianças.

A chegada de dezembro suscita lembranças!
Doces e ternas lembranças
Da infância
Que todo mundo diz
Foi muito feliz!

Dezembro é o mês em que a cidade reluz
Para esperar...
O Menino Jesus!

(E eu espero você...)


Euclides Riquetti

Quando a poesia brota do fundo do coração

 


 




Quando a poesia brota do fundo do coração
Ela pode vir em gentil forma de poema
Ou mesmo como letra de uma bela canção
Algo que encanta, não importa o tema...

O sentimento poético é nato no ser humano
Não tem por que ser entendido ou interpretado
Que seja aceito pelos seres em tempos insanos
Quando o mundo confuso nos parece virado...

Benditas as poetas e as mulheres escritoras
Que levam aos leitores suas maravilhas criadas
Benditos os escritores das almas sonhadoras.

Que usem o talento e lhes venha a inspiração
Deus os ilumine nas tardes e nas madrugadas
Coloquem no papel os sentimentos do coração!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Na noite em que choveu









Na noite em que choveu, perdi o luar
Perdi as estrelas, perdi a estrada
Só não perdi a madrugada
Que ficou para me afagar...

Afagaram-me o miados da gata
Os latidos da fêmea desconsolada
Os relinchos da zaina domada
Na noite chuvosa e... ingrata!

Afagou-me a mulher sem nome
Que me desejou bons sonhos
Leves, coloridos, rionhos
Que falou-me ao telefone

Mas, sobretudo, afagou-me quem me acariciou
Me abraçou, beijou, amou
E me fez feliz!


Euclides Riquetti

Lá, onde mora o coração

 









Lá, onde mora o coração
Há mistérios infindáveis
Há enigmas indecifráveis
Há segredos inconfessáveis
Lá onde mora o coração.

Lá,  onde mora o coração
Consegue chegar o pensamento
Vai pelo ar, com o vento
Vai livre, vai com o tempo
Lá onde mora o coração.

Lá , onde mora o coração
Há lábios certamente rosados
Há lábios por mim desejados
Há amor e há pecados
Lá onde mora o coração...

Euclides Riquetti

Uma janela entreaberta


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Uma janela entreaberta
Uma porta fechada...
Haverá uma  hora certa
De sair para a calçada?

Um coração aberto
Uma alma delicada!
Qual será o seu pecado
Morena da pele bronzeada?

Uma lágrima sentida
Um olhar muito distante.
Por que assim, desiludida
Se a vida é tão importante?

Um pensamento guardado
Uma voz suave e bonita.
O seio me incita ao pecado...
Haverá uma palavra não dita?

Uma atitude que falta
O temor a uma paixão...
Por que não tirar a alça
Que prende o seu coração?

Uma manhã de sol quente
Uma tarde de verão.
Por que não ficam noite sempre
Noite de amor e paixão?

Um jardim com poucas plantas
Poucas flores, poucas rosas...
Por que não cultivá-las, tantas
Iguais a você, tão formosa???


Euclides Riquetti

Cumplicidade

 




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Há uma cumplicidade entre nós dois:
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade.

Euclides Riquetti

Andar nas nuvens

 




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Fui andar nas nuvens,flutuar
Buscar não sei o quê
Fui nem sei por quê
Mas fui passear!

Seria o  passeio dos justos
Ou da desolação?
Seria preocupação
Ou vazão a instintos brutos?

Fui andar perto do céu azul
Fui encontrar a paz
Pois é assim que se faz
Aqui no meu amado Sul...

Seria a busca das verdades
Das respostas escondidas
Para as dores sentidas
Para as aflições e as vontades?

 Fui com propósitos e propostas
Fui flutuar nas nuvens brancas
Procurar almas tão santas
Que me dessem as respostas!

E, agora, já sei o porquê
De ter ido buscar ali
Remédio pra dor que senti:
Encontrar você!

Euclides Riquetti

Na lentidão dos sonhos




Na lentidão de meus sonhos, na noite desvalida
Os anjos tocam seus clarinetes, harmoniosamente
Querem acordar-me,  suavemente
Querem apenas  dar-me de presente
Uma  noite já protegida.

Meu sonhos se portam bravamente!
Não é uma bravura com espadas
Nem com revólveres e coronhadas.
Não é um agredir minha agressora
Nem um reagir diante de uma mulher... sedutora!
É apenas um deixar-me levar por ela... mansamente!

Enquanto os cavalos da noite trotam seus galopes
Flechas encupidadas singram os ares embebidas
Para estraçalhar corações de mulheres ofendidas!
Ah, como sofrem aquelas que amam
E não são correspondidas!

E enquanto os sonhos vagam entre medos e coragens
Vão-se fortalecendo as almas que pedem passagem
Que querem se encontrar.
Para  singelos e delicados afagos
Trocarem beijos delicados
E apenas ... querer, desejar.... amar!!
Apenas isso...

Euclides Riquetti

"O Texaco e o Gasolina" = Homenageando saudosos amigos

 

                                      Ivo Maximiliano Faccin faleceu hoje e está sendo velado na Funerária Frei Bruno, em Joaçaba. 

 Escrevi em 2013 e faz parte de um de meus livros de crônicas.

          Apelido, quem já não teve um, pelo menos?  Há algum forma de esquecê-los?  Duvido!

          Para que esqueçam os apelidos da gente, só tem um jeito: mudar de cidade, voltar somente um bom tempo depois, bem mudado. Fiz isso e quase que se esqueceram dos meus. Embora tenha ficado conhecido pelo meu sobrenome, ainda há os que me identificam por eles. Na semana passada fiquei muito contente ao reencontrar os amigos lá de União da Vitória e ouvir eles me chamarem de "Alegria".

          Porém  havia uns que me chamavam de "Sorriso". E eu me acostumei com isso, à época. Ser reconhecido pelo sorriso ou por estar sempre em franca alegria era muito massa. Com os incômodos da vida muitas vezes viramos tristes. Mas sempre encontramos uma maneira de voltar a ser "alegria".

          E lembro que,  na minha adolescência,  o cara que não tivesse um apelido razoável ( se é que ter apelido possa ser  coisa razoável...) era fora do contexto. Começava pelos colegas de Colégio, isso se estendia para o campinho de futebol e ia parar lá na catequese. Não tinha jeito mesmo, e quanto mais o cidadãp esbravejava, mais o apelido pegava!

          No final da  década de 1950 havia dois postos de gasolina que eu conhecia, um em Capinzal, bem ali na Rua XV de Novembro, pouco antes do início da subidinha para o alto da XV. Não havia nem calçamento na rua ainda. No Distrito  de Ouro havia um bem no meio da Rua da Praia, onde ela se encontrava com a Felip Schmidt e, dali, havia uma subida para a Coxilha Seca. A  Rua do Comércio, hoje, chama-se  Presidente Kennedy. A Rua da Praia se transformou em Governador Jorge Lacerda na década seguinte, uma homenagem ao Governador que contruiu a Ponte Irineu Bornhausen, que liga Capinzal e Ouro, e aquela defronte à propriedade do Marcos Penso e do João Flâmia, na hoje Rua Ernesto Hachmann, centro de Capinzal. Mais tarde fecharam os dois e o João Flãmia abriu um com a bandeira da Ipiranga. Trabalhei lá em 1971, meu chefe era o Ivan Ramos, que está em Floripa. Éramos nós dois,  mais o Dário Novello, o Tonico Flâmia, O Alcides Venâncio, o Valêncio de Souza, o Antenor Rodrigues, o Nego, irmão do Ivan, o Mingo Barbina e o Tio Nica, o borracheiro.

          O Posto localizado em Capinzal pertencia às famílias Sartori e Lancini e tinha como atendente o Gasolina. O do Ouro  era atendido pelo conterrâneo lá do Leãozinho, o Texaco. Herdou o apelido por causa da Bandeira do Posto, que pertencia às Indústrias Reunidas Ouro.  O outro, acho até que era da Esso, por causa da cor das bombas.

          Essas lembranças me voltaram hoje pela manhã quando estava no centro de Joaçaba. Encontrei o Gasolina sentado num banco no Ponto de Táxi. Eu sempre o via e achava que ele era taxista. Não é. É representante da Bitter Águia, de Capinzal, há uns 35 anos.  O bitter da família do "Laco" tem muita história, tradição e qualidade. Perguntei-lhe se estava aposentado, disse que estava. E passei a perguntar sobre o Posto em que trabalhava. Disse-me que foi da Barra do Leão para Capinzal com 15 anos, em 1955. E que trabalhava dia e noite.  Perguntei-lhe sobre óleo diesel e disse-me que os caminhões eram todos a gasolina, então só vendiam gasolina. À noite vinham muitos caminhões para abastecer. Eram os das madeireiras que levavam tábuas e toras. E os porcadeiros.

          O Texaco, após trabalhar no posto,  virou caminhoneiro. Tinha um Mercedes LP 321 "cara chata". Depois foi trabalhar na Prefeitura do Ouro até se aposentar. Era uma pessoa muito honesta e bondosa. Dirigia um FORD F 13000 plataforma, para transportar máquinas pesadas. Uma vez fomos para  União da Vitória  buscar areia, isso em 1990. Estávamos construindo o Centro Comunitário de Novo Porto Alegre. Estourou um pneu a atrasamos a volta. Chegamos em casa tarde da noite. Íamos e voltávamos contando histórias e relembrando de passagens da vida. Era, realmente, um bom papo.

          Hoje, ao encontrar o Gasolina, muitas lembranças me vieram à mente. Ah, ele tinha o nome do Ivo Faccin. O Texaco, Itacir Oneido Reina. E, como trabalhei no Posto Dambrós e no Ipiranga, não posso deixar de dizer meu apelido da época, que também foi o de escola, do campinho de futebol, da catequese, da Boate Cabana. Até porque estaria sendo injusto com os que me leem no blog e não lembram quem eu era:  Eu era o "Pisca"!

Euclides Riquetti
14-02-2013

Contemplo uma rosa solitária

 



Contemplo uma rosa solitária

Da roseira no velho vaso renascida

Em tempos de primavera ali florida

A desafiar minha veia literária. 


Relembro de quantas delas já plantei

De tons fortes, belas, coloridas

Rosas abençoadas, enternecidas 

Que em bucólicos jardins eu cultivei. 


Inspiro-me nas flores, no sol, no luar

Absorvo seus perfumes indescritíveis

Inefáveis odores e cenários incríveis

Até areias que bordam o mar...


Euclides Riquetti

14-122-2024



Por todos os matizes

 


Por todos os matizes

Quando você, de novo, vier a se acordar

Na manhã quente que antecede o verão

Ouça, com ternura, o que diz seu coração

E espere por seu dia auspicioso chegar!


Quando você ouvir um passarinho

O primeiro a harmonizar seu terno canto

Lembre que a Maria Mãe, com o seu manto

Vai dar-lhe a sua proteção e seu carinho!


Quando você notar que há uma nova flor

A desabrochar da roseira de seu jardim

Credite isso à sensibilidade que há em mim.


Então externe todo o seu potencial amenizador

Ajude as pessoas a sentirem-se felizes

Ajude o mundo a colorir-se por todos os matizes!


Euclides Riquetti

14-12-2023


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Quarta Crônica do antigamente - (Do dia em que convivi com Pelé em Capinzal)

 


                Ator David Cardoso, cinegrafista Barzinho (Aderbal Gaspar Meyer), Pelé, Euclides Riquetti (eu mesmo!), Celso Farina, Ronaldo de Oliveira (Cheiroso) e Ademir Pedro Belotto)

         Minha antiguidade é relativamente antiga. Já escrevi, em outras oportunidades, sobre ser antigo. Sou muito, muito, mas nem tanto. Sou do tempo em que os adolescentes levantavam muito cedo, no domingo, para ir à Missa das Seis, na Matriz. Primeiro o "compromisso", depois a bola. Então, a maioria dos amigos (eu ia com o irmão Ironi), levantava às 5,30, quanto tocava o sino, para ir à Igreja, "confessar", escutar bem o sermão do Frei Gilberto "Fujão", do Frei Lourenço "Brabo", do Frei Tito "Bondoso"  e, depois, comungar. E, comungando, não poderia fazer pecado no domingo, nem na segunda, nem na terça...

          Então,  o negócio era não pensar marotezas, nem dar caneladas nos outros nas peladinhas do campInho, porque tudo isso era pecado, muito pecado. E havia dos pecados veniais, que eram os mais simples, mais fáceis de se obter o perdão por se tê-los cometido, que poderiam ser extinguidos se estivéssemos arrependidos, mesmo sem contá-los ao padre, bastando para isso declinar um simples "ato de contrição". Tinha o grande e o pequeno, que era mais fácil de decorar. Se o pecadinho era um "nadica di nada", podia ser o pequeno. Coisa  assim como dar uma olhadinha numa menina, coisinhas simples. Mas, se fosse uma coisa como "pegar" uma pera do quintal do vizinho, mesmo que ela estivesse caído com o vento, isso era roubo, um roubo leve, sim, mas isso era sério, poderia se acostumar e, mais tarde, tornar-se um contumaz ladrão. Então, por enquanto, precisava ser  um "ato de contrição grande", que tinha no livrinho de catequese. Era como uma medida liminar judicial, permitia que você comungasse mesmo assim, mas, adiante, quando tivesse oportunidade de confessar ao padre, mostrando aparente arrependimento, após esse julgamento, estaria   perdoado,  e a alma, que enegrecera, voltava à brancura. Ficava branca como camisa lavada com "Rinso".

          Acho que a alma da Marjorie Estiano deve ter ficado um pouco cinzenta quando ela casou com o Rodrigo, que era a grande paixão de sua irmã, Ana, a bela tenista que se encontrava em coma, mãe da Júlia, em "A Vida da Gente". E deve ter rezado pelo menos uns três "atos de contrição", daqueles bem longos, quando a mana da Manu acordou, na novela. Seria um "pecado mortal"??

          Os pecados mortais rondavam as mentes perturbadas de minha geração temente a Deus. Hoje, as pessoas nem sabem mais que pecados mortais existem,  e agridem, roubam, matam...

          Quando o Pelé esteve em Capinzal, em 1989,  estivemos com ele lá na Perdigão. Estávamos eu, o Frei Davi, o Celso Farina, o Barzinho, o Irineu Maestri, o Ademir Belotto, o Jaime Baratto, o Ronaldo Cheiroso (que trabalhava lá),  convidados pelo Altrair Zanchet. Com o "Rei", viera o ator David Cardoso, o Rei da Pornochanchada, ator e diretor em quase 100 filmes nacionais, protagonista da novela "A Moreninha", sucesso da Globo, em que ele era o Leopoldo, e contracenava com a Lucélia Santos.

          Conversei muito com ele, ele havia sido candidato a Prefeito no Mato Grosso, não lembro se em Campo Grande ou Dourados, perdera, e queria saber como eu, com 35 anos, havia sido eleito Prefeito. Falei sobre meu engajamento em causas comunitárias, sociais e culturais, minha liderança junto a alguns segmentos sociais e profissionais, e que isso me dera base para a conquista. Ainda, abordei-o sobre o filme Férias no Sul, filmado em Blumenau e Gramado, em que ele contracenara com a Vera Fisher, a glamourosa atriz e ex-miss brasileira. Contou-me que teve um "flerte" com ela, que ela era "o máximo"... Ah, ele e o Pelé vieram  juntos porque estavam filmando no Pantanal, um filme de combate aos matadores de jacarés, em que o Pelé era o Policial e o David Cardoso era o mocinho. O ator tivera deliciosos pecados com ela, todos veniais, compreensíveis...

          Mas, como tenho afirmado, sou antigo, muito antigo. Sou do tempo do Sapeca e da Tia Bena, do João Maria Barriga-de-Bicho, da Nega Júlia, do Zeca Gomes, do Vinte-quatro... figuras folclóricas de Capinzal e Ouro que, certamente, sabiam muito bem a diferença entre "pecado venial e pecado mortal", mesmo que não tenham aprendido o "ato de contrição", porque eram almas ímpias e puras, negros de alma muito alva, da estirpe de nosso Cruz e Souza, sem pecados que lhe valessem qualquer condenação...

          Não sou tão antigo quanto o Simbolista, mas sou antigo, sim!

Euclides Riquetti
27-12-2010

Sonhos desfeitos

 






Sonhos desfeitos
Olhares intimidados
Pensamentos acanhados
Seres imperfeitos...

Caminhos tortuosos
Ilusões impedidas
Dores sentidas
Corações saudosos...

Sabores suaves
Flores incolores
Sentimentos desertores
Não são vulgares...

Caminhos sem fim
Sol fugiu do amanhecer
Só esperar o entardecer
Bem assim..

Euclides Riquetti

O perfume que vem de ti

 


 


As mulheres clássicas preferem os aromas florais



O perfume que vem de ti
É mais envolvente que os demais.
Talvez venha de essências florais
Talvez do modo como sorris.

O perfume com que me atrais
Que teu corpo produz e exala
Nunca  aos outros se iguala
Nunca senti antes, jamais.

O perfume em ti impregnado
É o aroma que a ti me impele
Que atrai o corpo, que atrai a pele.
Que chama para estar a teu lado.


Teu perfume é terno e singular
É algo simplesmente angelical
Não há outro contagiante igual
Vem de teu corpo para perfumar.

Euclides Riquetti