A liberdade é como o vento:
Sopra, ora para esta, ora para outra direção...
Liberdade é o fogo que queima a lenha, vira brasa e aquece a água e as almas.

Os poemas que você guardou, guarde-os bem...
Aqueles bilhetinhos escritos em papel branco
Ou em papel fino, já amarelado
Onde meus versos são mais sinceros e francos
Guarde-os todos, simplesmente!
Os poemas que você leu ou ouviu-me recitar
Os em que falo de flores, de musas e de mar
Os de alegria desmedida, de entusiasmo, de euforia
Até os em que me entrego à saudade e nostalgia
Pegue-os todos pra você, guria!
Segure e guarde bem meus poemas criados
Pois têm um recado simples, mas importante
O futuro vem sempre depois do antes
Então, os meus versos brancos ou os rimados
Quero que deixe protegidos no coração guardados!
Sim, meus poemas são meu grande capital
Eles e as pessoas a quem eu mais amo
Tudo o resto terá apenas o seu valor material
Passarão os dias, os meses, serão fugidios os anos
A vida é só um andar por um caminho natural.
Então, guarde todos os meus poemas!
Euclides Riquetti
Todos os meus versos foram lapidados para ti
Para que, sempre que os leres, possas sorrir
Sempre que os declamares, penses em mim!
Todos os meus versos das redondilhas maiores
Também os que escrevi nas redondilhas menores
Foram escritos para ti, com os seus pormenores.
Eu deveria ter-te escrito muitos alexandrinos
Pois que os conheço desde quando era menino
E ser poeta foi meu rumo, meu melhor destino
Milhares deles que nas horas tristes eu os criei
Fi-los para ti, compu-los, com carinho carpintei
E, no meu sonhar, nos teus ouvidos os declamei.
Euclides Riquetti