quinta-feira, 11 de abril de 2024

Jeito de pecado...


 


  
Foi de madrugada
Que pensei em você:
Senti algo no peito
Foi assim, do meu jeito
De gostar, de beijar, de querer.

Desejei o seu corpo
Elegante, maroto.
Beijei os seus lábios quentes
Acariciei seu cabelo envolvente
Amei você, perdidamente!

Fui atrevido, incontido bastante
Encantei-me com seu jeito elegante
E, entre pensamentos profanos
Meu coração cigano
Ficou transportado
Para o mundo desejado!

Desejei, ousei...
Pequei. Quis.
Quis ser feliz!...
E foi muito, muito bom!
Bom, mas com jeito de pecado!...

Euclides Riquetti

O som da alma que canta


 


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O som da alma que canta
É como uma história já contada
É como a canção já cantada
Enquanto o sol se levanta...

É um som que vem de mim
E que some lá no horizonte
Que se sobrepõe à ponte
No azul do infinito sem fim!

É como a discrição do poema
Que exala perfumes discretos
Com versos brancos seletos
Perfumados de alfazema!

O som que se espalha no ar
Na noite da doce melodia
Flutua na leveza da harmonia
E vai buscar nosso mar!

Euclides Riquetti

Noites românticas




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Agradáveis noites de outono
Escondem corpos alados
Que abrigam corações almados
Amados,  nos tempos de outono...

Agradáveis noites estreladas
Dos amantes e dos apaixonados
Dos namorados e namoradas
Dos sonhos acalentados.

Agradáveis noites das nuvens que flutuam
De Alpha e de Centauro, e do Cruzeiro do Sul
Do sol escondido que prateia a lua
Da negritude que sombreia  o universo azul.

Agradáveis noites dos sonhos relembrados
Dos nossos, (dos meus, dos teus...)
De nossos sonhos e pecados
Dos sonhos das Julietas e Romeus...

Euclides Riquetti

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Procura, na escuridão da noite...


 



Procura, na escuridão da noite, encontrar respostas
Busca entender a causa das mazelas e dores sentidas
Procura, na escuridão da noite,  fazer o que gostas
Busca deleitar-te nas delicias que nos oferece a vida.

Busca, em todos os cantos e em todos os lugares
Procura a paz para tuas angústias e tuas inquietações
Busca absorver a energia do sol que nos trazem os ares
Procura a paz que acalenta e aquece os corações.

Busca, procura, tenta encontrar todas as  razões
Que levam as pessoas a ações inconsequentes
Que as submetem às mais tensas inquietações.

Procura, busca,  tenta ir além daquilo que te convém
Despoja-te dos orgulhos e ofensivas insolentes
Faze o bem, sempre, sem  considerares a quem!

Euclides Riquetti

O Voo da Garça




 

O Voo da Garça

 


A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.

E no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.

Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa a pousa a garça.

E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhino, o passante
E voa de novo a garça.

Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.

E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!



(A garça povoa os meus sonhos, orienta minha vida.
A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
É minha emoção transmitida no papel...)


Euclides Riquetti

Nas tardes ensolaradas deste outono

 




Nas tardes ensolaradas deste outono


Vai, busca encontrar o teu porto seguro
Fazendo um voo calmo no firmamento
Traze de volta a sensualidade do vento
Bebe do vinho mais tinto e mais puro
Flechada pelo cupido ousado e valente
Bela senhora do sorriso envolvente...

Nas tardes ensolaradas deste outono
Presta atenção nas doces mensagens
Percebe a luz escondida nas imagens
Diáfana sutileza em dia leve e morno...
Deferência ao ser que em ti se insere
Seiva que brota das ramas vigorosas
Tenra é tua pele com cheiro de rosas
Elídios os versos que o poeta escreve!

Talvez que o céu fique mais azulado
Reinando sobre nós a tenda universal
Sensível és tu com teu olhar natural.
Cada astro na noite do céu estrelado
Procura por ti onde quer que estejas
Tendo teu sorriso lindo e encantado
Prateando a noite coberta de estrelas!

Euclides Riquetti

Nada além de amor e poesia

 



Nada além de amor e poesia

Você vai encontrar em meus escritos

Sejam poemetos do dia-a-dia

Sejam eles clássicos ou eruditos!


Encontrará crônicas sociais

Em que os humildes são ressaltados

Versos românticos essenciais

Coisas de amar e ser amado!


Escrever é uma questão da habilidade

Quem sabe um pouco de inspiração

Temas como sol, mar e saudades

Estrofes brotadas do fundo do coração.


Escrever, criar, ordenar, compor

Organizar palavras em versos leves

Para as mulheres, carinho e muito amor

Para mim mesmo a água que você bebe!


Euclides Riquetti

10-04-2024





Atire, em mim, a sua primeira pedra!

 

 





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Atire, em mim, sua primeira pedra
Alveje-me com toda a força de sua raiva
Com todo o ódio que sua alma encerra
Com a turbulência de sua mente sem alma...

Fale-me com a força de sua eloquência
Expulse-me de sua mente com furor
Jogue-me na lama com sua insolência
Atire em mim sua frustração e seu rancor...

Ataque-me nas ondas do mar revoltoso
Alimente minha sede com a água salgada
Queime-me com o sol quente e fogoso
Que agride minha pele sofrida e desgastada...

Faça de mim o alvo de suas agressões, mas
Cuide para que os papéis não se invertam
Pois só quem semeia o bem colhe a paz
Só com luz e amor os anjos se contentam!


Euclides Riquetti

Eterno romântico

 


 



Eterno romântico
Eu até faria um poema acéfalo
Desarrumado, feio e esquálido
Infinitamente torto e indiscreto
Um poema desbotado e pálido...

Talvez um  poema heterorrítmico
Escrito com carvão preto, vegetal
Pra afrontar um outro isorrítmico
Árcade, brega, insosso sem igual. 

Eu faria algo bobo e detestável
Sem efeito, sem nenhum sentido
Poema inútil não recomendável
Falando sobre um amor bandido.

Mas isso está fora de cogitação:
Serei um eterno poeta dos sonetos
Cantarei o amor, o afeto e a paixão
Ser eterno romântico eu prometo!

(Apenas isso...
Bem assim!)

Euclides Riquetti

No silêncio da madrugada


  



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No silêncio da madrugada

Acordo na madrugada, num repente
Apenas a música do silêncio e da magia...
Não há mais barulhos, foi-se a gente
Na fresca madrugada, calma e silente
Apenas uma leve nostalgia!

Na madrugada do lençol macio, da cama quente
Um frágil pulsar de corações
Nos corpos que se encostam levemente
Quando  amantes  se perdem sutilmente
E brotam mil amores, mil paixões.

É no silêncio da madrugada que eu escuto seu coração
Não sei  de onde, mas manda-me sua música contagiante
De seu pulsar harmônico embebido de paixão.

É na madrugada que meu pensamento move-se no ar
E vai em busca  de seus olhos cativantes
Vai em busca de encontrar seu belo olhar...

Euclides Riquetti

terça-feira, 9 de abril de 2024

Sobre os campos de alfazemas


 

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Sobre os campos de alfazemas


Navego, impetuosamente, o corpo desnudo
Plano sobre os vastos campos de alfazemas
Ando a procurar, num novo lugar do mundo
Uma  musa que me inspire os meus poemas.

Busco, além dos montes, uma larga planície
Algo que se estenda ao longo daquele mar
Espero te ver, te sentir, te querer, te abraçar
Nas areias da praia, e sua branca superfície.

Procuro, nas novas plagas, nas novas ruas
Os perfumes florais que andas a espalhar
As fragrâncias exaladas por tua alma nua.

E, se busco, na intermitência dos meus dias
O porto sol onde eu possa agora me ancorar
Quero aplacar todas as minhas mágoas frias.


Euclides Riquetti

Abra seus olhos e sorria


 



Abra seus olhos e me sorria
Como se fosse pela primeira vez
Como se não fosse apenas mais um dia
Um dia de incertezas, um dia de um talvez...

Olhe nos meus olhos e me  dê o seu sorriso
Faça como você costuma fazer
Você sabe o quanto eu preciso
Amar, amar, e sentir prazer.

Sinta o que meus olhos têm a dizer
Na manha bonita ou na tarde ensolarada
Na noite misteriosa em que não consigo ver
Quando me acordo durante a madrugada.

Dê-me apenas o brilho do seu olhar
E me faça sorrir e ficar contente
Temos um longo caminho a trilhar
Mas vivamos felizes cada minuto presente!

Euclides Riquetti

Inspiração ou desolação?


 


 

Inspiração ou desolação

Inspiração foi embora...
Deu lugar à desolação
Ao vazio toda a hora
Nem sequer uma ilusão...

Inspiração tomou voo
Fugiu, foi ao mar
Eu não a perdoo
Não devia me deixar...

Inspiração me deixou
Eu, sem caneta e papel
Solidão me pegou
Fiquei pintor sem pincel...

Mas quem sabe desperte
Em mim algo diferente
Algo que me liberte
Da angústia frequente...

Quem sabe você possa
Consertar os estragos
Pois a vida que é nossa
Só quer carinhos e afagos...

Quem sabe meu lamento
Tenha logo resultado
E que me volte com o vento
O seu corpo perfumado...

E que seus olhos brilhantes
Me devolvam a inspiração
Pra que eu possa, como antes
Escrever-lhe uma canção!

Euclides Riquetti

Deixe-me entrar em seus pensamentos

 


 





Deixe-me entrar em seus pensamentos


Deixe-me entrar em seus pensamentos
Sejam eles puros, ou então atrevidos
Deixe que eu invada o seu íntimo ser
Eu e meu coração frágil ou... tímido!

Deixe-me conhecer sua alma por dentro
O seu lado cinza  e o seu lado branco
Quero ser um anjo a chegar para ver
Se há algo além de beleza e encantos...

Deixe-me perguntar se me ama e deseja
Se represento algo, se bastante me quer
Ou se não passo de um sonho vivido
Algo a inundar seu corpo de mulher...

E, na configuração do que quer que veja
Delineie a imagem de um anjo protetor
E, se tudo parecer que não faça sentido
Ao menos creia nos desígnios do amor!

Euclides Riquetti

Nas areias macias

 


 


 




Brincam, as crianças, nas areias macias
Correm atrás de bolas multicoloridas
Jogam-se nas águas espumosas, frias
Mergulham gaivotas buscando  comida.

O vento fresco borda desenhos criativos
Os pés desnudos repisam nos castelos
Erigidos pelas mãos ágeis das meninas
Areia e água trazida no balde amarelo.

Descreve o poeta a cena do amanhecer
O camelô a oferecer as cangas e saias
A confeiteira acena com doces de prazer
Passam os namorados felizes pela praia.

O camelô vende óculos, bonés e viseiras
Vende sanduíches, churros ou cocadas
Tem batida deliciosa, caipira brasileira
Cuias pra chima habilmente torneadas.

Passam vendendo milhos e pamonhas
Pulseiras do mais bonito artesanato
Bolsas, mantas,  e roupas medonhas
Badulaques e muitos outros artefatos.

Assim é nossa praia bela e hospitaleira
Um pedaço de céu, areia e muito mar
Água que atrai, nossa bela Canasvieiras
Lugar de viver, tomar sol, rir e nadar!

Euclides Riquetti