quinta-feira, 13 de junho de 2024

Nada mais há a dizer

 


 



Nada mais há a dizer

Nada mais a fazer

Apenas beijar-te

E te dizer boa noite!


(Nada mais há além da escuridão

Decorada pelas estrelas de prata

Talvez o som de uma serenata

E o que resta de uma paixão!)


Nada mais há a se pedir

Além de se despedir

E então beijar-te

E te dizer adeus!


(Nada mais há além da escuridão

Decorada pelas estrelas de prata

(Talvez o som de uma serenata)

E o que resta de uma paixão!)


Nada mais há de se querer

Nada mais a pretender

|Além de cortejar-te

E fitar os olhos teus!


(Nada mais há além da escuridão

Decorada pelas estrelas de prata

(Talvez o som de uma serenata)

E o que resta de uma paixão!)


Euclides Riquetti

Lute, sempre, para ter seu grande amor

 







Lute, sempre, para poder ter seu grande amor
Não deixe que joguem pedras em seu caminho
De meus abraços e beijos sinta sempre o sabor
Sorva-os como se fossem um gostoso vinho...

Lute com toda a força que brota de sua alma
Defenda tudo o que deve ser seu serenamente
Não tropece em pequenas desculpas e ressalvas
Deixe que o amor aconteça verdadeiramente.

Libere-se de todo o tabu e de todo o preconceito
Encare o futuro real, sepulte o que deu errado
Use a  energia animadora que há em seu peito
Viva a vida com amor, viva o paraíso sonhado.

Liberte-se das convenções, libere seus instintos
Veja que nosso mundo, essa tenda a nos abrigar
Nos cobre como um manto em lugares distintos
Viver é querer, é o sonho  inimaginável sonhar!

Euclides Riquetti

Sensível...intenso...atencioso: romântico!

 



O ser romântico é altamente doce e sensível
Vive o amor intenso, sonha e faz sonhar
Viaja pela mente, pisa em terra, flutua no ar
Torna fácil o difícil, possível o impossível!

O ser romântico é cordato, gentil, atencioso
Trata a mulher com a reverência que merece
Na perda, absorve as dores, mas não esquece
Galante, sabe ser dócil, afável e carinhoso!

O ser romântico peca pela sua sensibilidade
Poeta, enaltece a bela musa em seus escritos
Devota-lhe o amor, a confiança, a lealdade!

Enamorado, enaltece os dons imperceptíveis
Os seus defeitos, considera atributos benditos
E suas virtudes, versa como dotes incríveis.

Euclides Riquetti

Lenda de São João Maria, o monge andante

 


 



A fé no Monge João Maria – E a Canonização popular | Click Riomafra

      Ao longo dos dois últimos séculos, era normal se verificarem pessoas andantes das estradas, a maioria sem identificação, que levavam em si segredos os mais diversos. Eu mesmo conheci algumas, em minha adolescência. Despertavam a curiosidade dos moradores das cidades e mesmo das comunidades interioranas. Além desses, outras figuras religiosas marcaram época no Vale do Rio do Peixe, como Frei Bruno, na região de Joaçaba; e Frei Crespin Baldo, no antigo Rio Capinzal, em Linha Sete de Setembro, no local onde está instalado hoje do Distrito de Santa Lúcia, em Ouro.
       Tanto Frei Bruno como Frei Crespin têm atribuído a si a prática de milagres, especialmente pela realização de curas. Sobre Frei Bruno, é dito que ele andava pelas ruas com seu cajado, cumprimentando a todos e dando conselhos a quem os pedisse. Era um andante urbano. Contam que, deslocando-se entre Joaçaba e Luzerna, seguia sem interromper a viagem em que se aprofundava a meditar, e era possível que fosse localizado em ambos os lugares ao mesmo tempo.  Depois de sua morte, as pessoas passaram a pedir a ele a intercessão para operar curas de seres portadores de doenças graves, quando que em estado quase que terminal. Relatos nos dão conta de que muitas foram as graças alcançadas por seus fiéis seguidores que, cada vez mais, lhe devotam a Fé.
       Frei Crespin, morreu num acidente de jipe, na Linha Entrada, em Capinzal, quando ia com outros frades a Curitiba para um encontro religioso. O jipe tombou sobre ele e sua boca acabou calcada num pequeno buraco de uma valeta, tendo morrido afogado, após a ingestão de água e barro. Igualmente, é venerado por todos os que o conheceram. Eu mesmo fui abençoado por ele quando criança, nas proximidades da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, em Leãozinho, Ouro, quando este ainda pertencia a Capinzal. O processo de canonização de Frei Bruno está em fase bem adiantada, enquanto que, com relação a Frei Crespin, há uma tentativa inicial, ainda incipiente.
       Mas é certo que, muito além do que consta nos relatórios escritos, há muitas histórias sobre ambos andando de boca em boca, de coração em coração. Algumas revestidas de acréscimos em razão do entusiasmo de pessoas que acreditam em ambos, e no seu poder de curar.
       Lá em Leãozinho, Ouro, uma vez, ainda à época de Crespin, um andarilho esteve na gruta de Nossa Senhora de Lourdes e, por ser época de inverno, ao final da década de 1950, ele se alojou numa benfeitoria da Capela local, um pequeno galpão perto do rio que dá nome à comunidade, acendendo um fogo, de repente com alguma técnica que conhecia, uma vez que não portava fósforos nem isqueiros. Estive lá com uma das filhas de meu padrinho, João Frank, que me criou a partir de meus 13 meses de vida, até meus oito anos, quando voltei à família de meus pais, para frequentar a escola rudimentar. À época, houve muita especulação sobre a identidade daquele homem, que nada pedia, pouco falava, e muito rezava. Um saco velho de algodão, com alguns pertences, era tudo o que possuía. Meu padrinho, um homem justo e de bom coração, mandou-nos que lhe levássemos comida, frutas, açúcar mascavo, pão, vinho, salame e café com leite. Fomos lá, entregamos e percebemos uma tênue alegria no rosto sofrido daquele senhor, que nos agradeceu e abençoou.
       Histórias de andantes pelas estradas também ouvi de meu avô, Victório Baretta, em Linha Bonita, em minha adolescência. Ele era bodegueiro no interior de Rio Capinzal, no Distrito de Ouro, e recebia pessoas em seu casarão de nove quartos, uma sala comercial e duas outras, um escritório, uma cozinha e o compartimento do lavador de louças. O banheiro ficava instalado num galpão à parte, onde se localizava o tanque de lavar roupas, que recebia água de bica. Um chuveiro de campanha, em zinco galvanizado, um paiol capaz de armazenar mais de mil sacas de milho em espigas, cerca de três mil dessas, um considerável armazém, estábulos e chiqueiros completavam o conjunto da propriedade. Era normal ver andantes de alojando em alguma das benfeitorias. Os viajantes, mascates, que deixavam seus animais na casa de pasto, eram acomodados em quartos do casarão. Eu mesmo vi muitos desses andarilhos, que andavam me parecia sem rumo, mas que todos sabiam rezar e agradeciam, respeitosamente, pelo abrigo e comida que nossa família lhes dava.
       No início dos anos setenta, me deparei com um volume de histórias muito interessantes sobre um monge que teria vivido no Vale do Rio Iguaçu, que andou pela região da Lapa, Ponta Grossa, Guarapuava, e Porto União da Vitória, na região em que fervilhou a Guerra do Contestado, e vindo mais ao Sul, propriamente em Lages, Curitibanos e Campos Novos, e no Norte do Rio Grande do Sul. O Monge João Maria, como era chamado, que pode ter sido apenas um homem ou dois, ou mesmo três, segundo contam, certamente que com o sobrenome de Agostini, depois Agostinho; ou João Maria de Jesus. As informações, no entanto, nos levam a crer que era o mesmo homem, com características bem peculiares. Seria um curandeiro, um místico, um conselheiro, um contador de histórias, um religioso, ou um fugitivo da Lei? Imagino, pelo que ouvi sobre ele, ao longo de minha vida, ser um misto de tudo isso, um ser humano de grande alma e coração, capaz de operar milagres, de influenciar positivamente e psicologicamente as pessoas que acreditavam nele, um receitador de chás de ervas, incentivador de que rezassem a Jesus, um andarilho capaz de fazer andarem os paralíticos e de repor o sorriso no rosto dos deprimidos. E assim é construída uma aura em torno dele. É o herói humilde, com muito caráter, o benfeitor e defensor dos fracos e oprimidos, muitas vezes adorado, e por alguns rejeitado, pois representaria perigo para os poderosos, em razão de verdades pronunciadas em suas palavras.
       Por outro lado, é dito que, nos lugares onde era mal recebido, lançava pragas que, em pouco tempo, se concretizavam. Monge ou profeta, predisse muitas coisas que calaram na mente das pessoas, em especial dos sertanejos do Sul do Brasil, e que foram sendo passadas adiante, oralmente. Um monge leigo, que usava roupas velhas, talvez uma túnica de sacerdote muito desgastada, um gorro na cabeça, sandálias muito rústicas, um saco velho, de algodão encardido, uma velha Bíblia e um cajado. Seus discursos ou sermões encantavam os ouvintes, humildes, falando do fim do mundo, de coisas que iriam acontecer. Profetizou: “Chegará um tempo em que ninguém saberá quando será inverno nem verão”, e isso se verifica, hoje, nas constantes anormalidades climáticas.  “Plantem o que dá debaixo da terra”. “As mulheres tomarão uso da vestimenta dos homens”. “Filhos e filhas não obedecerão seus pais, haverá filhos contra os pais e pais contra filhos”. “Haverá uma águia de aço carregando gente” (avião). “Haverá um burro preto carregando gente” (carro). “Um gafanhoto de aço roncador destruirá as florestas” (motosserra). “Uma cobra preta cruzará toda a região e engolirá muita gente, por ela só caminharão pés de borracha” (asfalto e carros).
       Também é dito que, quando das tempestades, o Monge ficava sentado ao relento, mas não se molhava. Ainda, que era capaz de estar, ao mesmo tempo, em dois lugares, rezando numa gruta e curando um doente numa casa. Jamais os índios ou os animais selvagens o atacavam. Fazia surgir olhos d´água nos lugares em que pousava. Curava doentes com infusões da planta conhecida como vassourinha, e suas rezas. Ainda, dizem que, uma vez, após jejuar por dois dias, dois anjos o levaram para o céu. No entanto, muitas são as versões sobre a data e o local de seu desaparecimento.
       As histórias contadas sobre o Monge são muitas e são propagadas ao longo dos últimos dois séculos. A mais recente, surgiu em União da Vitória, após a Enchente de 1983, que fez subirem muito as águas de três rios que banham Santa Catarina: Iguaçu, na divisa de nosso estado com o Paraná; Rio do Peixe, que corre de Norte a Sul; e Rio Itajaí, que vai do Planalto ao leste, desaguando no Atlântico. Dizem que, numa das passagens de João Maria por União da Vitória e Porto União, passou pela casa do Coronel Amazonas Mendes Marques, proprietário de embarcações que transportavam gente e mercadorias pelo Rio Iguaçu. Com sede e fome, foi recebido pelo Coronel, que residia à margem Norte da Ferrovia denominada, à época, Rede Viação Paraná-Santa Catarina, no hoje Bairro São Cristóvão. Recebeu da família do Coronel Amazonas comida para matar sua fome e água para saciar sua sede. Disse, então, ao Coronel, que um dia haveria uma grande inundação, e que as cidades gêmeas, Porto União e União da Vitória, iriam ficar submersas às águas do Rio Iguaçu, parando de subir quando chegasse ao último degrau da escada com que as pessoas chegavam a sua residência. Pois, na Enchente de 1983, a maior da história e que causou danos irreparáveis a catarinense e paranaenses, isso se concretizou: quando a água chegou ao último degrau, seu nível parou de subir. E, dias depois, foi lentamente se normalizando, com o Iguaçu voltando, normalmente, ao seu leito. Visitei, pessoalmente, algumas das fontes abençoadas pelo Monge, que costumava acampar-se ao lado delas: a da Água Santa, em Zortéa; uma num mato no acesso à fazenda Nossa Senhora de Belém, de Alceu Saporite, nos campos de Água Doce; e o “pocinho” de “São João Maria”, no Morro da Cruz, em Porto União. Ali, muitas crianças são até hoje batizadas, inclusive alguns de meus familiares o foram.
       Sempre que conduzo turistas para o Vale do Rio Iguaçu, na condição de condutor cultural, tenho passagem obrigatória pelo Pocinho de São João Maria, onde pelo menos duas esculturas talhadas em madeira o mostram com a imagem com que as pessoas verdadeiramente o conhecem. Ali são feitas orações e há muitas imagens de santos levadas a ele. São a simbologia dos supostos milagres que ele realiza. Eu mesmo compus a “Oração do Monge São João Maria”, que tem sido espalhada para o mundo através da internet:

       Oração ao Monge São João Maria


Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençoe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!

       São João Maria, líder espiritual do sertanejo sul-brasileiro, para onde quer que tenha ido parar seu corpo, em algum lugar da América do Sul, deixou sua alma vagando para alojar-se em muitas das fontes onde repousou. Um curandeiro, milagreiro ou um místico andarilho, o Monge Andante, a quem respeito como Santo, por quem já rezei, a quem já pedi proteção, abençoa o povo brasileiro!

Euclides Riquetti – Joaçaba – SC – novembro de 2018 

Gotas de cristal




Resultado de imagem para imagem lágrimas rosto mulher


As lágrimas que rolam pelo seu rosto se transformam em pequenos cristais
Que, ao encontrarem as minhas, fundem seu brilho prateado
Enquanto seus lábios róseos, macios e adocicados
Desejam acariciar os meus ainda mais.

As lágrimas que brotam de seu ser carregam  seivas densas de emoções
Que, ao contato com as minhas, ensejam ternos sentimentos
Enquanto reúnem os mais puros e tênues elementos
Que se misturam às mais frágeis emoções.

O cálice do amor recolhe as lágrimas santas, já santificadas
Na realeza de seus olhos de azul mar
Que se tornam esmeraldas brancas e  cristalizadas.

E eu me faço e desfaço em lágrimas de desejos
Deleitando-me em seu choro e seu sonhar
Oferecendo-lhe meus abraços e meus beijos.

Euclides Riquetti

quarta-feira, 12 de junho de 2024

O inefável silêncio do amor



 



Resultado de imagem para foto jardim com mulher


O amor é inefavelmente silencioso
Difícil de ser descrito ou definido
É um sentimento que se fortalece
Que vem pequeno e depois cresce
Vai tomando uns rumos incontidos
E vai se tornando grande e formoso!

O amor é sentimento que encoraja
É capaz de tornar um fraco valente
E acalmar o mais intrépido humano
Torna humilde o poderoso soberano
Ou alegra o ser triste e descontente
Desafia um acomodado pra que aja!

O amor pode agir com leve sutileza
Ou nas atitudes muito barulhentas
Navegar em mares de total calmaria.
Para agir não escolhe hora nem dia
Nem manhãs azuis e tardes cinzentas
Na tenda da plebeia ou da princesa.

Euclides Riquetti

Mas não se esqueça de falar de amor...

 






Fale de negócios, fale de arte, fale de futebol
Fale das plantas, fale dos jardins, fale da flor
Fale de dias cinzentos, chuvosos, ou de sol
Mas não se esqueça de falar de amor!

Fale de lugares, fale de vales, fale de viagens
Fale dos montes, do por do sol, de sua bela cor
Fale dos rios e dos riachos, fale das paisagens
Mas não se esqueça de falar de amor!

Fale de amor, porque só ele constrói pontes
Fale de amor, amor de homem, amor de mulher
Fale de amor, porque ele alisa os horizontes.

Fale de flores, não fale das lágrimas de dor
Fale de todos os assuntos que você quiser
Mas não se esqueça de falar de amor!

Euclides Riquetti

Como se o tempo não tivesse passado

 


Resultado de imagem para imagens mulher no infinito


É como se meu tempo não tivesse passado
E é como se tudo fosse um sonho eterno
Algo fascinante, algo encantador e terno
Que calou em mim; ficou aqui gravado..

É como se a vida fosse só o que foi vivido
É como se não houvesse um futuro adiante
Nada de novo, apenas o passado já distante
Apenas um livro diário já escrito,  antigo...

É como se tudo fosse estático, permanente
Apenas dias nublados, chuvas, tempestades
Ventos que sopram os fogos das vaidades
Como se tudo fora o passado sem presente...

É tudo muito confuso, escuro, sem clareza
É o céu na noite em que somem as estrelas
Em que se olha e não se pode percebê-las
É o futuro incerto e o presente sem certeza!

Euclides Riquetti

Desafie-se

 


 

 





Desafie-se!
Não deixe que a abominável letargia paire sobre você
Nem que as digitais severas do tempo se lhe imprimam
Não aceite as imposições das inconveniências
Cuide de evitar as adversidades quando se aproximam.

Desafie-se!
Não se deixe dominar por eventual acomodação
Nem que a podem as facilidades do conformismo
Não rejeite a ajuda das pessoas bem intencionadas
Procure exalar o carisma que brota de seu sorriso.

Desafie-se!
Saiba angariar as amizades que lhe  fazem tanto bem
Rejeite e repudie as conversas que ensejem pessimismo
Veja que há pequenas coisas que você pode fazer
Que podem alegrar a vida sem atos de heroísmos.

Desafie-se!
Leve em conta que os obstáculos podem ser transpostos
Contabilize tudo o que fez de bom em toda a sua jornada
Considere todas as vitórias e todas as suas conquistas
Cuja soma é bem maior do que as pedras encontradas.

Desafie-se!
Perceba que muitas  pessoas gostariam de ser como você
Mostre-lhes toda a sua fibra de mulher forte e guerreira
Olhe para o céu e agradeça por tudo aquilo que já tem
Comemore por ter propagado o bem  em sua vida inteira.

Então, vai...

Vai estender a mão a quem tanto a quer
Vai lançar seu olhar a quem a valoriza
Vai sorrir-lhe seu belo sorriso de mulher
O sorriso que me encanta e a eterniza!

Vai, com todo o meu afeto e meu carinho
Vai!

Euclides Riquett

Teu segundo sol

 


 


Resultado de imagem para fotos casal e sol

Eu quero ser o teu segundo sol
E que tu sejas minha segunda lua
Ficar garboso como um girassol
E ter o charme e a confiança tua.

Eu quero ser elemento importante
E fazer parte de tua vida agitada
Não um desassossego delirante
Mas a harmonia por ti desejada.

Ser teu sol em momento carente
Ser a inspiração para tua poesia
Ser a seiva que te deixa contente
Ser o responsável por tua alegria.

E, sendo teu segundo sol dourado
Poder contar com a reciprocidade
Ter o prazer de viver ao teu lado
Uma vida plena de felicidade!


Por isso eu quero apenas ser
O teu segundo sol
E que tu sejas
Minha segunda lua!

Euclides Riquetti

Te amo mais que coca-cola


 




Te amo mais que coca-cola

Te quero mais que coca-cola

Em todas as horas do meu dia

Vivo feliz,  é só alegria

Porque o clima vem e rola:

Beijar com sabor de coca-cola!


Te amo mais que torta de morango

Ou também de requeijão

Ouvir bolero, ouvir um tango

Sonhar no embalo da canção!


Te amo mais que coca-cola

Te quero mais que coca-cola

Em todas as horas do meu dia

Vivo feliz, é só alegria

Porque o clima vem e rola

Beijar com sabor de coca-cola!


Te amo mais que coca-cola

Que é a bebida que eu mais quero

Pode ser da tradicional

Se não tiver, pode ser zero

Mas você é melhor que coca-cola

E te amo mais que coca-cola!


Euclides Riquetti

Gabriela Weber - Uma História de Amor!

 


 





                                      Relembrando...

 

          A Gabriela Weber era uma jovem muito bonita. Estudiosa.  Inquieta. Trabalhadeira. Caprichosa. Preocupada com o futuro. Responsabilíssima. Carinhosa. Generosa. Adorada pela família, pelo namorado, pelos amigos. Sonhadora, tinha os mesmos sonhos da maioria dos jovens de sua idade:  Queria ser feliz!

          Na manhã de 13 de outubro de 2011,   saí de casa muito cedo para ir ao meu trabalho em Ouro. Passei, de carro, pela Escola do Bairro Nossa Senhora de Lourdes, fui em direção à BR 282. Também Passei diante de uma sequência de casas ao lado esquerdo da Avenida Santa Luzia, e de prédios ao lado direito. Eram poucos minutos antes das 6,30. De uma dessas casas, também, saiu com sua motocicleta a jovem Gabriela...

         Gabriela tinha 18 anos, era terceiranista do Colégio Certi, aqui de Joaçaba. Trabalhava numa gráfica aqui na parte alta da cidade, 1 Km distante da sua casa.  No dia anterior, Dia da Criança, Dia de Nossa Senhora Aparecida,  recebeu um telefonema: Era para ir mais cedo do que o horário de costume para o trabalho, na manhã seguinte,  pois com a proximidade do final do ano havia muito serviço a darem conta. Acordou muito cedo naquele dia pós-feriado, plena Primavera. Os dias já costumavam clarear mais cedo, as pessoas eram acordadas pelos cantos dos passarinhos. Próximo à casa de Gabriela, muitos deles  nas árvores. Flores nas floreiras e nos jardins das casas. O vento, no entanto, sacudindo os eucliptos, as plantas pequenas, as árvores altas. O céu, naquela manhã, teimava em não clarear. Nuvens escuras o  cobriam, havia perspectiva de tempestade, de turbulência.

          Dona Rosa da Silva, a mãe da Gabi, não queria que ela saísse de casa, pois  o tempo estava ameaçador, perigoso. Mas o senso  de responsabilidade da jovem era muito grande. Tinha os sonhos a realizar, precisava ser assídua no trabalho, na escola. Nunca deixara de cumprir seus compromissos e não seria naquele dia que iria falhar.

          Gabriela logo ia casar. Amava e era muito amada pelo namorado, o Jair da Silva. Queria estudar Pedagogia, ser professora, adorava crianças. Não gostava de ver criança chorando, aquilo lhe partia o coração. Tinha a vocação para o magistério, para a maternidade. Gostava de crianças, gostava de animais. Tinha seus gatos  de estimação, não admitia que fossem maltratados. Duas semanas antes,  o casalzinho havia sido  padrinho de um casamento. O sonho deles era o do casamento também.

          Gabriela gostava de jogar  futebol e vôlei, de ir à praia. Viajar a encantava, principalmente quando o destino era estar nas areias das praias, nas águas  do mar. Tinha planos, muitos planos. Trocar a motocicleta por um carro para se sentir mais segura era um deles.

          Fazia amizades com facilidade, tinha amigos jovens, crianças, pessoas de todas as idades. Adorava festas sertanejas, que frequentava sempre que possível. Mas também gostava de estar em casa, junto com a família, escutado música ou vendo filmes na TV. A menina que gostava da cor pink e que tinha sonhos rosados e gostava da música "Sem ar", de D´Black (uma belíssima canção),  também gostava do Grupo Roupa Nova, de Jorge e Matheus, Fernando e Sorocaba, e Paula Fernandes.

          Mas naquela manhã em que saiu antes do horário de  costume para o trabalho, a moça bonita,  de pele macia, olhos brilhosos e cabelos castanhos,  não imaginava o que estava a esperá-la: No trajeto para o trabalho, na Rua 12 de Outubro, paralela à BR 282, os fortes ventos partiram o tronco de uma árvore. Fatalmente, Gabriela Weber ia passando pelo local com sua moto. Atingida na cabeça, teve morte instantânea. Chamada, sua mãe, a Dona Rosa, foi a terceira pessoa a chegar ao local. Foi levada ao Hospital Universitário Santa Terezinha pelos Bombeiros Socorristas, mas lá já chegou sem vida.

          A voz silenciou, o sorriso se apagou, seu rosto serenou... Gabriela partiu deixando uma legião de amigos e os familiares: Rosa e Osmar, seus pais; Carla Cristina, Daiane, Viviane e Douglas, seus irmãos; Vany, a cunhada, e os sobrihos. E Jair, o namorado, com quem pretendia realizar o sonho maior: O de viver, para sempre, sua História de Amor.

          Dos muitos recados que lhe passaram pelas  redes sociais, escolhi o postado por sua colega  Bonnie, que sintetiza o que seus amigos pensavam dela:

"Gabi, eu gostaria de dizer que você era uma pessoa maravilhosa e que nunca irei te esquecer. Foi um imenso prazer ter te conhecido, nunca me esquecerei de nosso tempo juntas na escola, de como você era simpática e bonita. Nunca achei que isso iria acabar um dia, sempre achei que você teria um grande futuro... Adeus, Gabi, em sinto muito... sem palavras... ( de sua amiga Bonnie)".

          Por dois anos eu  passava diante daquela casa e via a figura solitária de uma senhora que olhava para a rua, para o céu, imóvel sentada numa cadeira da varanda. Ficava imaginando o que aquela família deveria estar passando. E, quando lia notícias de  mães que perderam seus filhos, me comovia. Há uns meses subi a escada e fui conversar com aquela mulher simples e  de aspecto tão triste. Apresentei-me, ouvi sua história, a  da  filha Carla Cristina, e pedi-lhes licença para escrever esta crônica sobre a Gabi. A Gabi, como tantos outros jovens que perderam a vida, não foi  uma simples folha em branco. Teve seus sonhos, sua História. Amou e foi amada.  Não partiu por vontade própria, mas a fatalidade a afastou de seus entes queridos.

          Tenho em mim a lógica de que os filhos é que devem enterrar os pais. Infelizmente, como a Dona Rosa, muitas outras mães tiveram que passar por isso.

          Que Deus tenha para a Gabriela um belíssimo lugar no paraíso. Que possa, com sua bondade e sorriso, ser luz para os que aqui ficaram e que sentem muita dor pela sua perda.

           Esteja bem, tenha a certeza de que seus familiares e amigos muito a amaram também, Gabi!

Euclides Riquetti

Quando a lua cheia chegar

 


 



Quando a lua cheia de novo chegar

Para por romance nos corações dos namorados

E voltar-nos o seu  brilho lunar prateado

Estarei esperando por seus olhos encantados

Que me fazem viver, sentir, respirar...

Quando, solitário,  eu ouço a suave sinfonia

Da natureza que repousa abençoada

Que me cobre com seu manto sagrado

E eu olho para a imensidão estrelada

Sou arrebatado por tênue nostalgia.

Ah, doce sensibilidade de poeta

Vem me confortar com sua inspiração

Vem me animar a alma e o coração

Vem trazer-me a palavra certa

Que me faz rimar amor com paixão.

Vem ensinar-me a esperar

A lua cheia voltar!

Euclides Riquetti

Champanhe

 


 

Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...





Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

Somente eu te amo o suficiente - Only me love you enough...

 


 

Somente eu te amo o suficiente - Only me love you enough...



Somente eu te amo o suficiente
Pra te oferecer um poema e uma rosa
Pra te dizer que o inverno que chega agora
Inspira-me a te compô-lo assim de repente!

Somente eu sei o valor que tu tens
Sei de teus dotes e de tua determinação
E do quanto sabes amar com tua devoção
Entendo tuas angústias, ter compreendo bem!

E, na gradação rítmica, te componho
Um soneto novo, simples, delicadamente
Amar-te sempre é o melhor que te proponho.

E, na gradação silábica, eu o declamo
Para que tu o ouças no ouvir de tua mente
Para que sintas o quanto eu te quero e te amo!

Euclides Riquetti