quinta-feira, 20 de junho de 2024

Ivo Jorge Seganfredo - mais uma triste despedida

 



       Tomo conhecimento, neste momento, do falecimento de meu amigão Ivo Jorge Seganfredo, 70 anos, nascido em 21 de novembro de 1953,  pelo que lamento muitíssimo e manifesto meus votos de profundo pesar a toda a família e aos nossos amigos.

       Fui vizinho da família Seganfredo em Ouro, na comunidade de Leãozinho, onde nascemos eu e ele. Frequentamos a mesma capela em nossa infância, participamos das mesmas festas da Igreja, tomamos refrigerante em garrafinha de vidro com a tampinha furada por um prego. Subimos as escadas da gruta e brincamos na ponte sobre o Rio Leãozinho, que está lá até hoje, uma verdadeira obra de arte. 
       
       Ao realizar o curso de Técnico em Contabilidade, de 1969 a 1971, na antiga Escola Técnica de Comércio Capinzal, que funcionava onde hoje se situa a Escola da Fé, em Capinzal, fui colega de Maria de Lourdes Ferreira, uma jovem que, pela manhã, cursava o "Normal", no Mater Dolorum, preparativo à atuação no Magistério Público Estadual. Maria de Lourdes, adiante, foi trabalhar na então Escola Frei Crespin, na "Linha Sete de Setembro", hoje Distrito de Santa Lúcia. Lá ela conheceu o jovem Ivo Seganfredo, com quem se casou e teve três filhos. Foi professora e Diretora daquele educandário. Agora, o casal vinha morando em Capinzal, próximo da Escola Viver e Conhecer, pouco depois do estádio da AE Vasco da Gama. 

       Quando voltei a morar em Ouro, depois de ter residido em Porto União da Vitória, onde cursei a FAFI, morei em Zortéa e acabei voltando ao Ouro em 1980. Reencontrei o Ivo, que era aliado político do saudosos Prefeito Ivo Luiz Bazzo. Passamos a conviver na política quando fui Secretário da Administração de Bazzo e, adiante, atuando nas mesmas trincheiras durante três décadas.

       Quando fui Prefeito daquela cidade, o Ivo foi meu colaborador na condição de "Intendente Distrital" e depois Diretor de Obras. Realizamos obras e ele defendia muito aquele distrito, reivindicando a implantação de Sistema de Distribuição de Águas, início de um projeto de habitações populares,  criação de Posto de Saúde e, sobretudo, na transformação daquela localidade em Distrito. Com fortíssimo empenho do Doutor Pedro Morosini, vereador e também por um tempo Secretário Municipal de Ação Social, e com projeto de Morosini para transformar a localidade em Distrito, conseguimos ver a ação concretizada. A rede de distribuição de águas pelo SIMAE nós iniciamos e foi concluída no mandato do prefeito seguinte, Domingos Antônio Boff.  Seganfredo era filiado ao Progressista, partido do qual fez parte desde os tempos do antigo PDS. 

       Constituiu, com os filhos, uma empresa de transportes coletivos, prestando os serviços de transporte de estudantes e idosos, principalmente. Era um entusiasmado pelas ações em prol dos grupos da Terceira Idade. Já aposentado, vinha vivendo para a família, apoiando os filhos e os netos. Acostumou-se a viajar e o fazia regularmente. 

       Nossa última conversa foi por telefone. Ele me ligou para saber se eu ainda organizava excursões para Bituruna, Faxinal do Céu e Porto União da Vitória. Falei que parei por causa da pandemia e que indicaria alguém que o fizesse. Depois o encontrei num evento político em Ouro e não mais nos falamos. 
 
       Ouro e Capinzal perde uma pessoa muito carismática, entusiasmada, que cuidou, carinhosamente, de toda a sua família. Lembro das preocupações com a saudosa mãe dele e do gosto que ele tinha pela política. Um bom pai, avô e marido, uma pessoa de Fé, grande devoto de  Frei Crespin. Está sendo velado na sala em anexo à capela de Santa Lúcia e o sepultamento se dará às 15 horas de hoje, no cemitério local. 

       Grande e afetuoso abraço aos familiares e amigos.

Euclides Riquetti e Família

20-06-2024 
 
 
       

Deus já está no controle de tudo

 



Deus já está no controle de tudo

Ele cuida de nossos movimentos

Organiza os nossos pensamentos

Protege-nos do perigo, sobretudo!


Guia-nos com sua mão Poderosa

Sua sombra cobre a imensidão

Nós precisamos de sua proteção

Pra viver a vida mais prazerosa.


Dirigem-Lhe os súditos as orações

Esperam pela sua bênção Divina

Seres sufocados por baixa estima

Querem  o alento para os corações.


Óh, Deus, carpinteiro do Universo

Óh, Deus, timoneiro de mil naus

Livre -nos dos elementos maus

Une os pastores que tão dispersos.


Euclides Riquetti

20-06-2024









Ser um dia chamado Sol

 




Ser um dia chamado Sol
Ser um astro na Primavera
Ser a semana do girassol
Ou a resposta que você espera...

Ser a estrela que a orienta
Ser o Norte que você busca
Ser o sorriso que você ostenta
Ou o brilho com que me ofusca...

Ser papel em que você escreve
Ser o teclado em que você digita
Ser o silêncio nem que seja breve
Ou o olhar que a deixa bonita...

Ser a alegria que você persegue
Ser a tristeza que você refuta
Ser a vitória que você consegue
Ser a canção que você escuta...

Quero ser sol, estrela, papel
Quero ser luz, alegria, o infinito
Quero ser giz, quero ser pincel
Quero pintar seu corpo bonito!

Euclides Riquetti

Viver e ser feliz!

 


 

 



Medos
Segredos
Anseios
Devaneios!

Dizer
Ver
Crer
Viver!

Dizer segredos
Ver devaneios
Crer nos anseios
Viver  sem os medos.

Viver aqui
Viver ali
Viver em ti
Viver por ti.

Viver, viver, viver
Viver e acreditar
E poder dizer, dizer:
Perto de ti ... ficar, ficar!
Ficar, bem perto de ti, sem medo!
E ser feliz!

Euclides Riquetti 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

O lufar da noite escura


 




 

O lufar da noite escura


Lufa o vento do leste ao oeste
Calmamente, vindo do mar
Traz o perfume do olor celeste
Levando a folha pra flutuar...
Alisando a copa das ciprestes
Suavemente, vai te encontrar!

Levemente, teu sorriso voa
Vai encantar alguns corações
Planando no céu que te abençoa:
Tenta  reencontrar suas emoções
Amar e entregar-se às paixões.

Quando a alma sente o doce cheiro
Também ela sente o calor ameno
Qual a noite de discreto sereno
Toda iluminada pelo candeeiro
Imaginada pelo poeta fagueiro!

E, assim, vão vindo novos dias
Tempos de certo recolhimento
Então imagino tuas mãos macias
Acariciando-me em todo momento
Enquanto escrevo-te esta poesia!

Euclides Riquetti

Não maltratem as rosas ...

 





Não maltratem as rosas
Nem maltratem as flores
Cuidem bem das cheirosas
E das de todas as cores...

Não maltratem as rosas
Nem as pessoas de bem
Nem as mães caridosas
As daqui e as de além...

Cuidem para que não sofram
Não deixem que as pisem
Cuidem para que não morram
Nem que elas desanimem...

Rosas são deusas vegetais
De quem restarei devoto
Por quem rezarei demais
Com poemas meus próprios...

Cuidem bem de todas elas
Como aqueles que as cultivam
Também eu cuido delas
Pois quero que sobrevivam.

Sei que tu as cuidas direitinho
Dá-lhes água e muito adubo
Muito mais lhes dás carinho
E muito amor, sobretudo!

Também as amo como te amo
Também as quero como as queres
Dou-te uma rosa com ramo
Uma flor que muito venero...

Para ti...
Apenas para ti...
Bem assim...
Só assim:

Uma rosa com muito amor!

Euclides Riquetti

Era uma vez... um poeta!

 


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Era uma vez... um poeta!

 


Era uma vez um poeta, que tinha uma história
Que procurava a musa certa, os versos certos
As estrofes completas, nas mais vãs memórias
Viajava por caminhos tortos, longos e desertos.

Havia um poeta, palavras, e mulher inspiradora
Canetas, papéis, sílabas, fonemas e morfemas
Sussurros em ouvidos, a pele fresca e sedutora
E, como havia poeta , havia romances e poemas!

Pois, se poeta havia, havia uma alma perfumada
Havia sonhos, tardes quentes, imensidões de areia
Rosto bonito, cabelo liso, céu anil, pele dourada

E, sendo apenas um poeta, carpintava as ilusões
Desenhava em palavras seu corpo grácil de sereia
Ouvia no vento suave o som de uma bela canção!

Euclides Riquetti

Me tenha valido sonhar!





Teus olhos me encontram

Meu corpo encontra o teu

Nossos corações pulsam

Pulsam o teu e o meu...


No encontro de nossas almas

Se juntam nossos pensamentos

E nossas ansiedades escravas

Somam pecados e tormentos...


Então meu cérebro fervilha

Buscando entender o teu

Quando a poesia maltrapilha

Me manda buscar o que é meu!


E, enquanto escrevo meus versos

Simples, ternos e apaixonados

Eu e meus desejos incertos

Sonhamos acordados!


Busco a musa, incessantemente

Busco na beira daquele mar

E, quem sabe, assim, de repente

Me tenha valido sonhar!


Euclides Riquetti

Açougueiros de Rio Capinzal - memórias

 


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Reeditando... mais uma de minhas crônicas que foi publicada, neste mês, no livro "Capinzal - Cidade do meu coração"...
   
          Em minha infância, costumávamos brincar numa rua de Rio Capinzal. Chamavam-na de Rua do Beco. Hoje tem nome: Rua Giavarino Andrioni. Jogávamos "taco" e bola. Brincávamos de esconde-esconde, fazíamos fogueiras no inverno, no meio da rua. Era tudo muito divertido.

          Meus amigos "de rua" foram indo embora: O Ademir e o Milton Mantovanello foram para Cascavel. O Ademir Bernardi para a Barra do Leão. O Paulinho Lucietti, cujo nome era Adelir, foi para Dois Vizinhos. O Mário e o Arlindo Thomazoni, para Araruna. O Moacir e o Cosme Richetti, irmãos, bem como os irmãos  Altevir e o Valdir Souza, para Joaçaba. O Celito Bandido Baretta, para a Linha Bonita. Os irmãos Adelto e Adélcio Miqueloto  são os que ainda restaram em Ouro.

          Um dos momentos mais divertidos ali era quando os tropeiros traziam bois para o abate. Vinham, normalmente, de Capinzal. Traziam os mais mansos conduzidos "soltos", em tropas,  e quando havia algum muito bravo levavam no laço. E,nós,  todos, subíamos no barranco para ver as façanhas dos boiadeiros. Algumas vezes, não raro, uma das reses fugia, eles corriam atrás dela pela cidade os cavaleiros, seus cavalos galopantes e os cães bem adestrados. E, quando a coisa apertava, os tropeiros gritavam e nós fugíamos, entrando no moinho do Bernardi, ou correndo para os barrancos mais altos. Até que os animais fossem recapturados e recolocados numa mangueira.

          A mangueira era  feita com madeira forte, de angico e bugre. Ao lado, uma pequena edificação onde eram abatidos, diariamente dois os três animais e alguns porcos.  Um cepo com uma cavidade, por onde era introduzida uma ponta do laço que os homens puxavam em dois, para trazer o animal até o local do abate. Depois, a sangragem e a elevação, com uma talha de correntes, a retirada do couro, das vísceras, a água existente num tanque jogada em baldes para lavar a carçaça pendurada. A serra partindo o boi em meio ao espinhaço. É dali que saem  o filé, a alcatra, a costela, a  fraldinha, o mignon. Um tacho com permanente braseiro, de ferro fundido, onde era aquecida a água para a pelagem dos porcos. Depois, esse mesmo tacho era utilizado para o cozimento da banha. Após a prensagem, os torresmos. E sempre sobrava um pouquinho para nós, de graça!

          Lembro bem dos homens que ali trabalhavam: O Guilherme, os tios Arlindo Baretta e e Anildo Mázera, o Ivo Campioni e o Vitorino Lucietti, que era sócio do empreendimento, que pertencia à Comercial Baretta. Além do abate, vendiam a carne, a banha, as morcelas, os salames e o queijo-de-porco. E as pessoas vinham cedo, antes de o dia clarear, para comprar a carne. Lá, do outro lado do rio, havia o "picador", na Rua XV, dos Miqueloto, que tinham o abatedouro na saída para a Siap. E o procedimento de trazer os animais era o mesmo. Mas esses tinham uma "gaiota", um carroção puxado por cavalos que levava a carne para o picador, em Capinzal.

         Pelos lados dos Miqueloto, os Srs. Benjamim e Luiz eram os capitães e colocavam todos os seus filhos na área de trabalho, desde pequenos. O sobrinho Romeu Neis  e o Pedro Lima eram os mais práticos. Sabiam conduzir o gado e abater.

          As carnes eram penduradas para resfriarem-se e, no verão, na Câmara Fria. Nos açougues, os cortes eram feitos com serras de fita, de acordo com o que era pedido pelos fregueses. Se a carne não for refriada, o corte sai horrível, fica com uma aparência ruim, nem dá vontade de comer depois. Mas os habilidosos açougueiros cortavam os pedaços com o peso desejado pelo freguês, com pouco erro. Tinham muito conhecimento do ofício. E os pedaços, embrulhados em folhas de papel "de embrulho", que estavam sobre o balcão. Nesses papéis era feito, a lápis, o cálculo da despesa, "de cabeça", pois não havia calculadoras disponíveis. E quase que sempre faltando uma das suas quatro pontas. É que aquela parte era usada para escrever o nome do freguês, o valor do gasto, e jogar na gaveta, quando ele não tinha caderneta. Para cobrar no fim do mês. E nem precisava de assinatura...A palavra valia! Muito!!!

Euclides Riquetti
11-04-2013

Eu quisera ser...como o beija-flor


Eu quisera ser
Aquele que te encanta
Que te faz tremer...
Enquanto cantas.

Eu quisera ser
Como o beija-flor
Que no alvorecer
Te beija com amor...

Eu quisera ser
Como o sol brilhante
Que te leva a ter
Calafrios a todo o instante...

Eu quisera ser
A canção que tu cantas
E poder te dizer
O quanto me encantas...

Eu quisera ser
Um poeta terno
E poder merecer
Teu amor eterno...

Eu quisera ser
O grande inspirador
E poder te dizer
Que sou teu único amor!

Euclides Riquetti

Um coração aberto

 



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Um coração aberto

Uma janela entreaberta
Uma porta fechada...
Haverá uma  hora certa
De sair para a calçada?

Um coração aberto
Uma alma delicada!
Qual será o seu pecado
Morena da pele bronzeada?

Uma lágrima sentida
Um olhar muito distante.
Por que assim, desiludida
Se a vida é tão importante?

Um pensamento guardado
Uma voz suave e bonita.
O seio me incita ao pecado...
Haverá uma palavra não dita?

Uma atitude que falta
O temor a uma paixão...
Por que não tirar a alça
Que prende o seu coração?

Uma manhã de sol quente
Uma tarde de verão.
Por que não ficam noite sempre
Noite de amor e paixão?

Um jardim com poucas plantas
Poucas flores, poucas rosas...
Por que não cultivá-las, tantas
Iguais a você, tão formosa???


Euclides Riquetti

No porto do sol




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No porto do sol

No porto do sol, pisando nas areias brancas
Olhando para o mar das ondas espumantes
Imaginando os prazeres mais eletrizantes
Componho poemas para as almas santas.

No porto dos desejos, dos sonhos projetados
Vejo,  nas sombras, a sua silhueta desenhada
Enquanto, nas estrelas,  na noite enluarada
Navega, pelo infinito, a paixão exacerbada.

Despem-se os pensamentos que se embalam
Na manhã azul, da inspiração derradeira
Em que as palavras brotam e se propagam.

E que,  em cada porto, em cada ancoradouro
Eu lá possa encontrar minha  musa verdadeira
Com seu sorriso bonito, divino, e duradouro.

Euclides Riquetti

Antônio Pelizzaro Sobrinho - memórias de Rio Capinzal

 


 



      Tomei conhecimento, na manhã do sábado, 04 de dezembro de 2021, da partida do amigo Antônio Pelizzaro Sobrinho. Uma pessoa muito digna e generosa, convivi com ele em duas fases da minha vida: Na adolescência, quando eu tinha doze anos, 1965, e eu trabalhava na empresa Totti Bazzi e Cia Ltda, em Ouro. Na juventude e maturidade, quando morei em Zortéa, entre 1977 e 1980. Depois disso, nos víamos ocasionalmente,  no comércio de Capinzal e Ouro.

       Na minha adolescência, o Seo Antônio vinha com seu caminhão verde escuro, trazia alguns produtos para negociar com o Clarimundo Bazzi, levava outros que comprava para o consumo em sua propriedade. Morava ali na entrada do Loteamento Santa Terezinha, uns 200 metros de onde se situa a Auto Elite, em Capinzal. Os filhos Diolino, Angelina e Silvalina estudavam no Mater Dolorum. Os dois primeiros foram meus colegas de aula, ele no Padre Anchieta e ela no Juçá Barbosa Callado. Pessoas de muita confiança e sinceras. 

       Nos tempos de Zortéa, ele frequentava com a Dona Elvira nossa Capela de Snta Catarina, vinha do Agudo. Muito contribuiu para que pudéssemos realizar as benfeitorias para que a Capela fosse cconcluída. Também era colaborador da Igreja Matriz de nossa Paróquia de São Paulo Apóstolo. 

       O seu jeito de se movimentar, andando calmo e seguro, a fala mansa e os leves movimentos das mãos eram algumas de suas caracerísticas mais marcantes. O "cabelão Grisalho", agora bem branquinho, penteado para trás, era sua marca registrada! Sobre o seu passamento, a família escreveu e publicou:

"Queridos amigos. O nosso querido pai Antonio Pellizzaro Sobrinho faleceu ontem, dia 01/12/2021 às 23h15min. A sua esposa Elvira Pellizzaro, suas filhas Angelina e Silvalina, bem como todos os familiares em pesar, com grande tristeza informam que o corpo será velado hoje 02/12 na Capela Funeraria de Zortea pela parte da manhã e o cortejo para o sepultamento às 16h e será realizado no cemitério de Nossa Senhora Aparecida no Agudo,"

Silvalina 0 Antônio - Elvira - saudoso Diolino e Angelina
foto de 2016

Com todo o carinho de nossa família, fique bem, amigão Pelizzaro! Descanse em paz e feliz em sua morada celestial! O seu crédito moral perante a sociedade onde viveu inserido e diante de Deus tem um ativo enorme. Com minhas orações,

Euclides Riquetti
04-12-2021

Quando o silêncio da madrugada nos acorda


 


 


 

Quando o silêncio da madrugada nos acorda


Quando o silêncio da madrugada nos acorda
E nos mergulha numa insólita inquietude
Ficamos como a taça de vinho que transborda
Tristeza na alma, coração em plena solitude.

Quando o silêncio da madrugada nos invade
E nos incita ao desejo do abraço amoroso
Há uma força que me induz e me persuade
A buscar seu  beijo doce, quente e prazeroso.

Quando chega a manhã clara de céu límpido
E se tem a certeza de que o sol vai brilhar
Uma sensação de alegria me invade o íntimo.

Então, veremos que tudo na vida vale a pena
Enquanto  se tiver algo bom por que se lutar
Enquanto vier inspiração para meus poemas.

Euclides Riquetti

terça-feira, 18 de junho de 2024

Pele com cheiro de avelã

 



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Pele com cheiro de avelã

Paira algo  muito doce e  gostoso  no ar
É algo tão terno, difícil de se descrever
Talvez um verso novo para me encantar
Talvez uma estrofe que você possa ler.

Um poema de luz no céu é derramado
Com que eu  a proclamo e abençoo
No vasto universo de estrelas decorado
O céu abre lugar para seu cândido voo.

Venha, espalhe  pelos ares seu perfume
Traga-me suas palavras e sua candura
Seja no dia meu norte, na noite meu lume.

Traga seus lábios com gosto de hortelã
E a sua voz com aromas e com doçura
Quero beijar sua pele com cheiro de avelã.

Euclides Riquetti