quarta-feira, 26 de junho de 2024

Alvorecer

 




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Levanta-se, no céu, emerge de atrás dos montes
A luz da foguenta, quente, e avermelhada esfera
Vem tingir, com suas cores, a superfície da terra
Vem  por réstia nas águas dos lagos  e das fontes.

Como um grande bastidor que se suspende no ar
Obra-prima das mãos perfeitas do nosso Criador
Vem  para inspirar-me os versos para te compor
Um poema-oração para que nós possamos  rezar.

É um  alvorecer perfeito, a beleza que se exprime
Na paisagem divinal da bem-aventurada natureza
É o encantamento a revelar o sentimento sublime.

É neste universo amplo, incompreensível e sedutor
Que me entrego a ti, com toda a doçura e a sutileza
Que navego nas nuvens de nosso mundo de amor.

Euclides Riquetti

Pra dizer que eu te amo

 




Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti

Quando o relógio marcar oito horas

 


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Quando o relógio marcar oito horas
A manhã estará  apenas começando
Meu pensamento irá te procurando
Espera ver teu sorriso sem demora.

Oito horas, em sábado de inverno
Ansioso eu espero pela primavera
É ansiosa, é dolorosa essa espera
É um esperar tão delicioso, terno!

Oito horas, início de uma jornada
Uma perspectiva de outra vitória:
Um dia a ser gravado na memória
Uma boa lembrança a ser gravada.

Então há, em cada manhã de sábado
Um desejo de renovar a esperança
Um desejo a atiçar uma lembrança
De que preenchas um coração vago.

Euclides Riquetti

Como a luz de um farol (inspiradora musa...)

 



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Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!

Também brilha na noite
Com sua roupa platinada
E, na madrugada
Brilha intensamente!

Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!


Como um raio de luz
Você me seduz
E eu me encanto
Com seu sonho santo!

Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!

E o seu brilho dourado
Que na noite é prateado
Torna você minha musa
Inspiradora musa!

Euclides Riquetti

Derrama teu brilho prateado

 


 

Derrama teu brilho prateado


Derrama, ó lua, teu brilho prateado
Faze  soprarem os ventos da inspiração
Madrinha dos namorados enamorados
Dos poetas e dos cantadores apaixonados
Vem me acalentar  com uma bela canção.

Abençoa-nos em nossos bons momentos
Anima-nos a ver o que os olhos não veem
Protege-nos dos males e dos sofrimentos
Livra-nos dos infortúnios e dos desalentos
Conforta nossa alma e o coração também.

Senhora, dona da noite, abençoada
Traze-me de volta os versos dispersados
Ajuda-me a encarar uma nova jornada
Quero reencontrar minha eterna namorada
Quero beijar teus lábios doces e rosados.

Euclides Riquetti

Que bom te ver, te ouvir, te sentir

 






Que bom te ver, te ouvir, te sentir
Que bom te querer, te querer, ter-se aqui!

Que bom ver o vento balançando as folhas
Que bom que a gente pode fazer escolhas!

Que bom escutar-te e poder responder-te
Que bom encontar-te e poder te abraçar
Que bom te dizer "te amo" e dest´arte
Sentir o teu sim estampado no olhar.

Que bom ver que o tempo é mais que  lembrança
Que bom relembrar de nossa primeira dança!

Que bom apenas poder te dizer
Que bom apenas ouvir a melodia
E poder te dizer que também neste dia
Eu estou em ti e tu estás no meu ser.

Que bom escrever românticos  poemas
Com palavras doces de que me lembro
Quando vagam no céu os trenós e as  renas
No calor das tardes e manhãs de dezembro.

E eu, aqui pensando em parnasianos!...

Euclides Riquetti

Bom entardecer, guria!

 


 






Bom entardecer, guria!
Quem sabe tomes um chimarrão
Comas uma cuca da Nona
Escute o tocar da acordeona
No entardecer deste rincão!

Bom entardecer, guria!
Escuta a gaita que geme
O sol a rebombear no horizonte
A ricochetear no pernoite
Enquanto que a alma treme!

Bom anoitecer, guria!
E escuta o barulho dos céus
Dos corpos penados que choram
Porque os deuses demoram
Pra vir acudir tantos réus!

Bom anoitecer, guria!
Veja o negrume na imensidão
Pois já é hora do aconchego
De dormir o sono sem medo
Enquanto se acalma o coração!

Euclides Riquetti

Morando em República - Dos meus tempos de Porto União da Vitória

 


 


União da Vitória - Avenida Manoel Ribas - muitas saudades..

          Morar em repúblicas de estudantes, principalmente quando se tem regras de convívio bem definidas e, sobretudo, quando as pessoas se entendem, é muito auspicioso. Posso falar disso de cadeira, pois morei numa dessas em plena juventude, em União da Vitória.

          Cheguei ali no final de fevereiro de 1972 e, após ficar três dias num hotelzinho, busquei uma pensão de custos compatíveis com minhas possibilidades. Encontrei a "Pensão Nova", ao lado da Prefeitura de Porto União, que de nova só tinha o nome. A primeira providência foi comprar um daqueles espelhos de moldura de madeira cor laranja, tão tradicionais, mais para ver minha cara de tristeza do que para corte de barba. Hoje, ainda fazem daqueles espelhos, iguaizinhos, só que com "soada" de plástico em vez de madeira.

          Os primeiros dias naquela cidade foram deprimentes. Ainda bem que as aulas começaram de imediato. Ia para a Fafi, ali na Praça Coronel Amazonas e, ao passar na frente de dois sobrados idênticos, visualizava uma placa" "República Embaixada do Sossego".  No térreo, depois, implantaram a lanchonete X Burguer. Imaginava que seria um sonho poder morar numa república, ter colegas e fazer amigos para conversar, trocar conhecimentos, viver alegremente. Lembrei-me de que em Capinzal havia uma, a dos funcionários do Banco do Brasil, e nela moravam, dentre eles, dois colegas e um professor meu: Valdir Marchi, Itamar Peter e Wolfgang Behling, o Professor Wolf. Este, era muito compenetrado em nos ensinar Matemática, sendo que ás vezes, distraído, colocava o giz entre os lábios e o cigarro punha entre os dedos, para escrever no quadro-negro.

          Meu sonho de morar em República tornou-se realizado graças ao Cabo Leoclides Frarom, meu amigo capinzalense que estava servindo no 5º BE.  Eu andava na calçada, defronte à Casa do Bronze, na Rua Matos Costa, quando passou uma viatura do Éxercito e escutei aquela voz conhecida que gritou: "Rua Professora Amazília, 408 - no Paraná" Passe lá amanhã! .  Fui!!!

          Veio o convite: "Quer morar conosco?" - Convite feito, convite aceito! Fui morar na "República Esquadrão da Vida", colegas muito leais e divertidos. Uma vez mandaram cartão de Natal com a mensagem:  "Nós, da República Esquadrão da Vida, neste Natal e Ano Novo, estaremos alertas e vigilantes" Era a senha  para sua proteção e o cumprimento natalino. 

          Já nos primeiros meses mudamos para o nº 322, da mesma rua. Morar quase 4 anos com a turma foi muito bacana! Quanto aprendi, quanto socializei-me! Primeiro, fui corrigindo minhas pronúncias erradas das palavras. Depois,  alguns hábitos. Minha parte Jeca foi ficando de lado...

          Fiz lá amigos que jamais esquecerei, pois muito me ajudaram: O Cabo  Dionízio Ganzala, que me deu suas chuteiras de presente e um livro de Inglês Básico. O Osvaldo Bet, que tinha já na época poucos cabelos, era faixa laranja no judô, e lá adiante conquistou a preta. O Cabo Backes, que era nativo do Lajeado Mariano, que num final de domingo, após um jogo do Iguaçu,  matou a galinha que a Dona Lídia criava numa gaiolinha e cozinhou sem retirar todas as penas, mas que matou nossa fome. O Evaldo Braun, que estava se despedindo, indo embora para São Paulo.

          Havia o  Aderbal Tortatto, da Barra do Leão, que trabalhava no Banco do Brasil, a quem chamávamos de "Pala Dura, o Impecável", porque se arrumava muito bem para ir encontrar-se com a fotografa de "A Fotocráfica", com quem se casou. O Tortatto, quando foi Cabo do Exército, atuava com jóquéi no final de semana para melhorar a renda... O Odacir Giaretta, marceneiro, palmeirense e coxa  fanático,  que tinha um sonho: Ser contador. Virou contador e foi montar escritório próximo ao estádio do Coxa, em Curitiba. E vieram o João Luiz Agostini (Milbe), que depois trouxe o Carlinhos, seu irmão. E o Eduardo, irmão do Osvaldo, que chamávamos de Betinho. O Mineo Yokomizo, o Japa, que me deu um sapato 39 (o meu era 42, mas usei mesmo assim...), trabalhava no Banco do Brasil, era meu colega de turma.O Francisco Samonek, que o Japa chamava de "Sabonete", ex-seminarista, do BB, agora lidera ações sociais na Amazônia. O Ludus, Luoivino Pilattri, de Tangará, era eventual e tocava violão.

         Mais adiante os cabos Godoy (de Caçador, Odacir Contini (de Concórdia)  e Maciel, também de Concórdia, com quem eu praticava meu Inglês. E o Cabo Figueira, que nos dias de temperatura abaixo de zero tomava banho frio, às 5 da manhã, para ter disposição durante o dia. E o Frei Guilherme Koch, parente do tenista Thomas Koch, parceir de Edson Mandarino. O Frei era Diretor do Colégio São José. Viera aprender como  era a vida real. O "Boles", cujo nome era Boleslau, que tinha um táxi, viera de Cruz Machado.  O Celso Lazarini, o "Breca" de Lacerdópolis, que fora  goleiro do Igauçu. O Celestino Dalfovo, o Funilha, que não gostava de enxugar os pés, era da região dos arrozeiros de Rio do Sul.

          E o Frarom  era nosso "Administrador", controlava as despesas da Mercearia, o ordenado da cozinheira, o aluguel. O convite dele foi muito bom, muou minha vida.

         Lá,  no Esquadrão da Vida, tínhamos uma geladeira que não funcionava. Tomávamos café preto da garrafa térmica, amanhecido, e comíamos pães franceses com margarina (cada um comprava a sua). Todos os dias tínhamos feijão, arroz e um ovo, mas seguidamente tínhamos bifes (um para cada um). De vez em quando saía uma limonada. Ganhávamos gelo para colocar no Q Suco e no Q Refresco,  da mãe do Neomar Roman (primo do Odacir Giaretta), que hoje é médico. Assistíamos às corridas do Emeron Fittipaldi na F1 pela janela. A mesma Senhora deixava a janela da sala dela aberta para vermos TV. Nos revezávamos em nossa janela para ver os "lances" da corrida. Ah, e no domingo, além de frango, tínhamos maionese... Que delícia, que mordomia! Como valorizávamos o pouco de que dispúnhamos!

          Foram esses, sim, os melhores anos de minha juventude. Ter morado com esses e  mais alguns, foi uma grande realização pessoal. Vivi, aprendi, vivi. Um bom modo de viver.  E há, ainda, muito para contar, oportunamente.

Euclides Riquetti
27-11-2012

Não tenho respostas

 



Para suas perguntas

Não tenho respostas

Sou um péssimo jogador

Apenas um pretenso escritor

Fico fechado em copas!


Perguntas difíceis 

Não há como responder

Faltam-me as palavras certas

Minhas ponderações são desertas

Talvez haja algo a esconder...


Perguntas desafiadoras

Mas que me levam à reflexão

Teria eu sido atingido

Pela flecha algoz do cupido

Que me feriu o coração?


Ficarás assim sem resposta

Vais formular a que lhe convenha

Pode ser simples  ou complexa

Com dimensão côncava ou convexa

Responder,? Permite que me abstenha!


Euclides Riquetti

26-06-2024




O suave barulho da chuva

 




O suave barulho da chuva

Há um suave  barulho na chuva que cai lá fora
E que afaga suavemente meu pensamento
Enquanto o tempo segue  frágil e lento
Levando meus versos jogados ao relento
Na noite  fagueira que se vai  embora...

Há um barulho terno na chuva que cai
E um mergulhar no mar da imaginação
Que me transporta ao porto solidão
Ao cais do oceano da grande ilusão
Na busca do sonho que vem e que vai...

Ah, chuva que molha minha saudade
Chuva que apaga as marcas da nossa  vaidade
Que deixa seus cabelos úmidos e sensuais

Chuva que banha sua pele queimada
Que  refresca o cair da doce madrugada
Vem curar a dor dos meus ais!!!

Euclides Riquetti

Não há tempo que possa apagar...

 




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Não há tempo que possa apagar
Algo que possa ter existido
Algo que se queira lembrar
Não importa quando  tenha acontecido
Mas que até hoje nos faz sonhar...

Não há tempo que apague
Memórias que estão registradas
Como não há luz que não se propague
Pela imensidão das estradas
Quando a saudade nos invade...

Nada há  que possa impedir
Que os corações pulsem eternamente
Enquanto ainda houver um sentir
Ou uma lembrança latente
Que nos resgate um pequeno sorrir...

Nada há que extinga da nossa  mente
Bons momentos que nós vivemos
Que estarão  sempre presentes
Nos sentimentos que ainda temos
Doces, ternos e envolventes...

Euclides Riquetti

As crianças estão sorrindo

 



As crianças estão sorrindo

Porque a vida muito lhes sorri

Já os velhos estão sentindo

O peso dos anos já vividos.


A vida é assim, infelizmente

Tem os ciclos, nada vai mudar

Então vivê-la alegremente

E só deixar o tempo passar.


Jamais ser um papel em branco

Não passar sem deixar registro

E entre os poréns e entretantos

Ir vivendo com otimismo.


Nos tropeços, ir-se levantando

No sucesso, a comemoração

Com coragem, ir superando

Amar o amor, amar com paixão.


Euclides  Riquetti

26-06-2024



 










Meu lado bem Paraná - saudação a União da Vitória

 



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Meu lado bem Paraná - saudação a União da Vitória

Eu tenho dentro de mim um lado bem Paraná
E sei bem quando angariei, sei bem como aconteceu
Foi algo que não morreu, de quando morei por lá
E ficou dentro de mim esse meu lado Paraná!

Ficou dentro de minha alma, gravou-se  na minha  memória
Misturou-se com meu sangue o vinho que fui tomar
Não me esqueço dos bons tempos ali em União da Vitória
E dos amigos que fiz, quando ali  fui estudar.

Pesquei no Rio Iguaçu, nadei em suas águas brandas
Li poemas do Furlani e os romances do Zé  Cleto
Tive aulas com Nelson Sicuro, professor naquelas bandas
E com o Geraldo Feltrin aprendi um  Inglês esperto.

Agora,  depois de décadas,  ali volto em meu pensamento
Pras dragas retirando areia e no fundo a verde paisagen
Lembranças da ponte do arco que resta  através do tempo
Do Cristo no alto do morro, protegendo a bela cidade.

Dos poetas herdei a veia que me tornou compositor
Com os colegas da Fafi eu aprendi a me portar
Nas danças dos domingos à tarde eu fui encontrar o amor
E tornei-me um verdadeiro Bicho do Paraná!

Euclides Riquetti - Blog do Riquetti 
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

terça-feira, 25 de junho de 2024

Voltei pra ti

 





Voltei pra ti...estou aqui!
Vim pra rever nossas rosas
Ali no jardim, orgulhosas
Esperando por mim e por ti!

Rosas vermelhas encorpadas
Todas elas sorrindo
Rosas pink, rosa, rosadas
Compondo um cenário lindo!

Rosas, apenas elas e nada mais!
Com seu charme que atrai
Pra não se esquecer delas jamais
Perfume que vem e que vai...

Voltei pra ti... estou aqui!
Voltei pra te abraçar
Voltei apenas porque senti
Que aqui contigo é meu lugar!

Euclides Riquetti

Sobre as drogas




"Se droga fosse bom, teria outro nome"! 

Alguém disse isso. E está gramaticalmente, semanticamente e lexicamente certo!


Euclides Riquetti 

25-06-2024