quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Pele com cheiro de avelã

 


 






Paira algo  muito doce e  gostoso  no ar
É algo tão terno, difícil de se descrever
Talvez um verso novo para me encantar
Talvez uma estrofe que você possa ler.

Um poema de luz no céu é derramado
Com que eu  a proclamo e abençoo
No vasto universo de estrelas decorado
O céu abre lugar para seu cândido voo.

Venha, espalhe  pelos ares seu perfume
Traga-me suas palavras e sua candura
Seja no dia meu norte, na noite meu lume.

Traga seus lábios com gosto de hortelã
E a sua voz com aromas e com doçura
Quero beijar sua pele com cheiro de avelã.

Euclides Riquetti

Então me abrace


 



Então me abrace, carinhosamente
Só um pouquinho...
De mansinho...
Me afague e me abrace!

Então me abrace, sutilmente
E, com ímpetos leves de desejo
Me dê um beijo...
Me beije e me abrace!

Então me abrace com seu abraço sensual
Encoste seu peito no meu
Deixe-me sentir que não morreu
O amor que sentimos
E que por muito tempo nutrimos
Um pelo outro...

Então me abrace com seu abraço legal
E me faça sonhar
E me faça cantar
Uma canção de ninar
Sem nenhum disfarce...

Então me abrace, doce e desejável mulher
E faça comigo o que você quiser:
Uma, duas, três
Mais uma vez
Nós e nossa nudez...
Mas me abrace!

E me faça voar
Como se eu fosse planar
Até alcançar
Você....

Mas me abrace!!!

Euclides Riquetti

Deixe-me entrar em seus pensamentos

 


 







Deixe-me entrar em seus pensamentos
Sejam eles puros, ou então atrevidos
Deixe que eu invada o seu íntimo ser
Eu e meu coração frágil ou... tímido!

Deixe-me conhecer sua alma por dentro
O seu lado cinza  e o seu lado branco
Quero ser um anjo a chegar para ver
Se há algo além de beleza e encantos...

Deixe-me perguntar se me ama e deseja
Se represento algo, se bastante me quer
Ou se não passo de um sonho vivido
Algo a inundar seu corpo de mulher...

E, na configuração do que quer que veja
Delineie a imagem de um anjo protetor
E, se tudo parecer que não faça sentido
Ao menos creia nos desígnios do amor!

Euclides Riquetti

O amor que faz sofrer...

 


 



É difícil entender
Quem parece não me querer
Mas, de repente, diz que me quer.
Ah, mulher!...

É difícil perceber
Se ela finge não saber
Se sabe e não quer dizer
Ou se é coisa de mulher...

Mas há algo que me mexe
É uma coisa que me desce
Pelo corpo todo, todo
E me deixa tão feliz...

É algo que transpira
É algo que me inspira
Que me alenta e dá consolo
Como a bela Flor-de-Liz.

Pelos caminhos da vida
De chegada e despedida
Em cada lágrima caída
Só quero entender você.

Pelas verdades e mentiras
Pelas almas ressentidas
Nos aclives  desta vida
Sou como o sol que  lhe vê.

Como a águia vou voando
Enquanto os anos vão passando
Mais uma primavera chegando
Logo, logo, vamos ter outro verão.

E você a me provocar
Fazendo de novo balançar
Minha alma profanar
E maltratar meu coração.

Pois o amor  nunca passa
É o sentimento que vem e laça
É a flecha  que me fere e mata
Que me faz feliz, mas me faz morrer

Por qurer
Por sofrer
Sofrer por você!

Euclides Riquetti
(Num outono do passado).

Meu Deus - poema oração

 


 



Meu Deus,
Tu que és tão bom
Tu que podes tanto, tanto
Eu te faço esta oração
Porque só Tu és Santo.

Meu Deus,
Tu que me  compreendes
Tu que me dás atenção
Eu peço e Tu me atendes
Porque me dás Tua proteção.

Meu Deus,
Tu que estás sempre comigo
Tu que estás em todo o lugar
Eu Te peço o bom abrigo
Porque quero estar em  meu lar.

Meu Deus,
Tu podes sempre contar
Com a minha fidelidade
Eu aprendi que se eu Te amar
Só vou ter a  Felicidade.

Obrigado meus Deus!

Euclides Riquetti

Dom Agostinho Sartori - ourense bispo de Palmas - PR (homenagem poética)

 


 



Foi há apenas alguns anos
Que esta terra viu nascer
Um menino inteligente
Que lutava por vencer.

Tinha o dom da boa conduta
Era bom seu coração
Estudava pra aprender
Para à vida dar razão.

E o menino puro e simples
Foi crecendo e meditando
Quer na escola, quer na Igreja
O bom caminho foi trilhando.

Ficar longe da família
Foi preciso pra estudar
Pra poder doar-se a Deus
À religião se dedicar.

Persistente nos seus atos
Fez da vida provação
Soube ser sempre sensato
E cultivar sua vocação.

Estou falando deste homem
Deste que fala mansinho
Que nos escuta, que nos ouve
É assim Dom Agostinho.

Estou pedindo a nosso Deus
Que lhe dê toda a atenção
Pois pessoa tão devotada
Precisa de sua proteção.

A São José o Padroeiro
Estou rogando sua bondade
Que lhe inspire o bom conselho
Que lhe dê a Santidade.

Assim sendo, bom pastor
Homenageado deste dia
Deus lhe dê a proteção
Dele e de Santa Maria!

Euclides Riquetti

Composto em 15-09-1995,
para ser lido na Homenagem
que o Poder Legislativo Municipal
e a Comunidade de Linha
Bonita, Ouro,  prestaram ao Reverendíssimo
Bispo da Diocese de Palmas-PR, cidadão
ourense e nascido naquela comunidade.
A homenagem foi uma proposição do
Vereador Nézio Módena.

Sartori faleceu em 06 de junho de 2012,
aos 83 anos.

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Amor...saudade...gratidão!




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Verto em palavras aquilo que sinto no meu coração
Idealizo os sonhos de amor, de gratidão e de lealdade
Pego a chama que invade a alma e queima meu peito.
Raios rabiscam o céu com seus riscos de luz e efeito
Dançam os anjos no céu e eu me revolvo em paixão
Afáveis lembranças me levam até você com saudade.

Naves de fogo cortam os ares e ilustram o firmamento
Reabrem-se espaços e caminhos para seguirem flutuando
Calmas e alvas, as  nuvens se afastam para a passagem...
Elevo minhas orações enquanto sobrevoo as paisagens
Por infinitos campos e florestas vai o meu pensamento
Reinado de encantos e vaidades, meus egos superando:
Voo que me leva até você, que busca amor, dá gratidão.

Placidamente, sobrevoo as montanhas, florestas e mares
Também absorvo as cores mais singelas da natureza
Claramente, vislumbro você nos mais diversos lugares
Cada som que ouço, traz a meus ouvidos os seus cantares
Toadas que nos embalam, cenários da mais rara beleza!

Assim busco você, procuro-a onde estiver!


Euclides Riquetti

Como um leão faminto

 


 


 


Como um leão faminto

Muitas vezes eu me sinto
Tal qual pássaro sem voar
Ou como um leão faminto
Sedento por se alimentar.

Talvez como o cachorrinho
Que não recebeu teu afago
Ou como o medroso gatinho
Que espera pelo teu agrado.

Outras como o beija-flor
Que plana sobre o pomar
Que vai buscar em cada flor
O néctar pra se saciar.

Quero ser a águia poderosa
Que voa para te raptar
Com as garras portentosas
Que te leva pra te devorar.

Ou, simplesmente o ursinho
Que seguras para o ninar
Para te dar meu carinho
Que é meu jeito de te amar.

Te amar, adorar, te querer
Como um animal carente
Te desejar, beijar e te ter
Assim: perdidamente!

Euclides Riquetti

O Zique, a Goiaba e a Guaiaba

 


 



          A goiaba é um fruto rico em Vitamina C, tem mais que a laranja ou o limão. Já mencionei, em algum de meus textos, que na minha adolescência eu comi muita goiaba. Primeiro, porque quando saí de casa, com menos de 14 meses de idade, e me levaram para morar com meu Padrinho,  no Leãozinho, lá havia uma goiabeira bem ao lado do tanque de lavar roupas. O tanque fora confeccionado com pedras retangulares habilmente cortadas,  cimentadas e  sobrepostas bem entrelaçadas. Uma bica de bambus conectados trazia a água de algum lugar do morro da roça. Lembro bem da goiabeira que produzia os frutos de um verde bem escuro. Deliciávamo-nos com eles.

          Neste  de domingo, fui dar minha caminhada de final de tarde  e, chegando na Pista do Clube Comercial, senti um agradável olor vindo de algum lugar. Um delicioso aroma que eu conhecia de muitos anos. Virei-me para o lado e lá estavam dois pés de goiabas amarelas, daquelas cuja polpa é branca. Lembrei-me de quando minhas crianças eram pequenas e havia goiabeiras abundantemente, nos terrenos vizinhos, das famílias do Aldecir Campioni e do Benjamim Miqueloto. As crianças faziam muita festa com as goiabas: a Carol, a Michele, o Fabrício, o Felipe, o Maxuel, o Júnior, a Evelin, a Aquidauana, o Tiago, a Márcia, a Janaína, o Renato. Tínhamos o cuidado de dar-lhes aquelas que iniciavam o amadurecimento, pois as madruas, frequentemente, são portadoras do bicho-da-fruta, aquele que vem dos ovos que as moscas-da-fruta põem e buscam, quando vão se tornando "bichos", o interior dos pomos. Eu, pelo menos, não era adepto do "o que não mata, engorda!

          Não sei por que razão, se pela ausência das moscas ou pela variedade, (ou porque a gente não enxerga direito), mas as goiabas de polpa branca não possuem bichos, mesmo maduras. Não aquelas ali, que as pessoas retiram das goiabeiras e comem, ali na Pista. Nem vou pesquisar sobre isso, pesquise você, caro leitor (a).

          O Zique é meu afilhado, filho dos finados Compadre Carmozino e Comadre Jurema. Quando o batizamos já era grandinho, uns 9 anos, os pais tinham se tornado católicos e fizemos isso lá na Matriz São Paulo Apóstolo, nossa suntuosa Igreja de Capinzal. Tem as mesmas características da Basílica de São Pedro, em Roma, com uma abóbada semelhante. Pois que o Ezequiel devia ter uns nove anos quando o batisamos e, quando ele viu que o Padre jogava água na cabeça dos bebês com aquele jarro grande, esmaltado de branco, ele apavorou-se e saiu correndo pela Igreja. Deu-nos um trabalhão o Zique, mas eu, o Compadre e alguns dos demais presentes conseguimos levá-lo para a Pia Batismal.

          O Zique cresceu, jogou bola como Goleiro do Bairro Alvorada, foi para a Escola até o final do Ensino Fundamental, não quis mais estudar e foi trabalhar. Então casou-se e teve filhos. Quando ele me encontra, junta suas mãos, agora maiores que as minhas e me diz: "Bênça, Padrinho!" - E eu lhe respondo: "Deus o abençoe, Ezequiel!" E, depois,  peço-lhe como vai o serviço, as crianças, se estão indo para a escola direitinho.

          Pois que dia desses estávamos numa turminha, lá numa obra,  e começaram a falar que era tempo de goiaba. E ele: "Eu como muita guaiaba. Faz bem pra saúde e é gostosa!"  Um seu colega falou: "Zique, não é "guaiaba", é "goiaba!" E começaram a teimar... Então  me pediram  para mediar a questão. Falei-lhes: Olha, o nome certo é goiaba, embora muitas pessoas chamem elas de guaiaba. Guaiaba é uma palavra "não oficial", mas tem gente que a chama assim. Mas o Zique falou: "Sabe, Padrinho, tem das duas. Goiaba é daquelas mais amarela e guaiaba é daquelas mais verde!" E todos desandaram a rir. O Zique é esperto, acha saída para situações assim.

        Rimos muito. Prezo essa gente humilde e trabalhadora como se fossem minha família, eles bem sabem disso. Esses meus amigos e companheiros, pessoas muito simples a quem sempre pude dar minha atenção e retribuir-lhes a amizade, quando se reúnem, não deixam ninguém triste. Riem  muito, fazem-nos rir também.  Tudo é motivo pra piada e risos. E gostam de melancia, "vergamota" e "guaiaba".

          Mas, e afinal, você, leitor (a), prefere goiaba ou guaiaba?


Euclides Riquetti
30-04-2013

De alma e de corpo

 




Passam os dias

Passam outros e outros
Vem nova semana
Vem outra, outra ainda
Longa, morosa, infinda:
Só tu não vens!

E chega um novo mês
Para animar
Meu coração já insano
Enquanto fico a  esperar
Que comece um novo ano
Que venham outros, muitos talvez, outra vez.

Passa o tempo, inclemente
Num repente!
Só não passa a dor no coração
De  quem  perdeu  algo precioso
Forte, imedível, inimaginável...
Passa simplesmente.



A vida corre  e o tempo passa
Enquanto sento na praça
Na espera da sorte
Que deveria vir do norte
Mas não vem...
Nem do Sul, nem de lá, nem de cá!

Todo o meu conforto
É imaginar-te em mim pensando
Acreditar que não me esqueceste
Que não te arrependeste
De ter sido minha de alma...
E de corpo!

Euclides Riquetti
12-06-1998
(Dia dos namorados)

 

Um Poema de Amor



Não há manhã sem sol que não seja agradável
Não há noite de luar que não o seja também
Não há tarde de chuva que seja interminável
Que não  se possa parar pra  pensar em alguém.

Não haverá mais amor numa carta chorosa
Não haverá  mais amor que em minha poesia
Não há, mas espero você, carinhosa
No canto que eu canto e que lhe leva a magia.

Não há nenhum dia que eu não componha um poema
Não há um só momento que eu não pense em lhe ver
Não há uma semana em  que eu não escreva
Um poema de amor, só de amor por você!

Euclides Riquetti

Corações que palpitam


 



Seus corações palpitam
Têm vontade de vencer
Querem dizer para o mundo
Que têm tudo a oferecer.

Jamais pensem serem fracos
Pois fracos tombam no caminho
Voem livres como os pássartos
Tracem o próprio destino.

Vocês são fortes, são gigantes
Como as árvores frondosas
Com seus olhos cintilantes
Com as faces brancas, rosas.

Vocês são todos carinho
A natureza contemplada
São vida sem dor, sem espinhos
São a alma preservada.

Vocês foram meu poema
Foram minha inspiração
Dos meus versos são o tema
Repetido no refrão.

Seu futuro é infinito
É do mundo a imensidão
Bem por isso eu lhes dedico
Esta simples criação.

Parabéns, meus alunos!

Composto em 10-03-1995 e declamado
para meus alunos da Escola Prefeito
Sílvio Santos - Ouro-SC.

Os pássaros da noite

 


 


Quando os pássaros da noite sobrevoarem o seu telhado

E, com seus gorgeiros afinados você for então acordada 

Pegue seu acervo com meus poemas levemente rimados

E releia-os lembrando de mim, sinta cada estrofe criada.


Quando você ouvir o barulho sutil das estrelas prateadas

Pense no significado de cada palavra dos meus versos

Que sorriem como um rosto em tela habilmente pintada

E que você os escolheu dentre meus poemas dispersos.  


Quando a luz natural começar a perpassar suas cortinas

Anunciando-lhe a chegada de mais um dia de incertezas

Revolva o pensamento para seus leves tempos de menina.


Mas nunca se esqueça de agradecer a Deus pelo que tem

Porque a vida já lhe deu tantos presentes, tantas gentilezas

A vida lhe deu certas agruras, mas sonhos lhe deu também. 


Euclides Riquetti

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Sonhei que te abraçava

 


 




Sonhei que te abraçava
Sem camisa
E que te beijávamos
Eu e a brisa...
Era nosso encontro
Com todo o frenesi
Um momento muito santo
Que eu curti
Junto de ti
Ao teu lado
Lábios bem beijados
Corpo bem colado.

Sonhei que te carregava
Nos meus braços
E que eu te namorava
Flutuando no espaço
Éramos apenas nós dois.
Porque houve um antes, um agora
Há em toda a hora
E haverá um depois.

Sim, mas em meus planos
Sem nenhum engano
Som um mais um
E obtenho um "nós dois"

Se sonhar é bem legal
Verdadeiro como o infinito
Vou te ver em meu sonho matinal
Que será muito bonito
E quererei te beijar
Eu e a brisa
E, de novo te abraçar
Sem camisa!

Euclides Riquetti

Foi tão bom reencontrar-te

 

 



Foi tão bom reencontrar-te

Depois de muito te procurar

Na tarde de chuva, de mate

Já estava a me preocupar!


Choveu na noite e na manhã

Choveu na tarde alvissareira

Até o aroma da doce da romã

Sumiu, foi cheirar cidreira.


Depois de intensa procura

Encontrei-te numa ladeira

Na tarde e noite já  escura.


Foi grande alegria te rever

Depois de uma tarde inteira

Bem agora ao anoitecer!


Euclides Riquetti