terça-feira, 24 de setembro de 2024

Respostas que procuro em ti!

 


 







Respostas eu procuro que possam acalentar
Trazerem-me conforto ao meu confuso coração
Cálida e ousada é a paixão que já me fez vibrar
Elevando minha alma ao sonho e à ilusão.
Estradas tortuosas por onde andei a procurar
Eternas divagações de meus tempos de solidão...

Lembrança perdurada nos momentos sagrados
Planta cujas folhas frágeis jazeram  maltratadas
Jardim de rosas champanhe, chocolate, amandita
Primor de mulher,  terna senhora, jovem bonita
Cravina em vaso prateado,  perfume adocicado...

Castigos inundam nosso ser se nos distanciamos
Encantos são quebrados, e desejos  ocultados
Acalantos e afagos são, destarte, abandonados
Girassóis que deixam de sentir que os amamos.
Detalhes românticos  que foram segregados:
Promessas que poderíamos tê-las feito um dia
Canções melancólicas, de bucólica melodia.

Nas manhãs de dia claro e de céu anilado e azul
Idealizadas por minha visão poética,  sentimental
Completa-se minha inspiração de trovador do sul.
Depois da noite fresca e da madrugada outonal
Perfumes se espalham nos ares em seu leve lufar
Maestria que me leva até onde possa te encontrar...

Trazem-me as tardes teu semblante sorridente
Como o dourado acentuado dos raios solares
Traz-me a noite o sonho com teu corpo quente.
Cada poema que faço e cada rosa que cheirares
Dragam os anos que se foram assim num repente!

Euclides Riquetti

Na lentidão dos sonhos

 


 



Na lentidão de meus sonhos, na noite desvalida
Os anjos tocam seus clarinetes, harmoniosamente
Querem acordar-me,  suavemente
Querem apenas  dar-me de presente
Uma  noite já protegida.

Meu sonhos se portam bravamente!
Não é uma bravura com espadas
Nem com revólveres e coronhadas.
Não é um agredir minha agressora
Nem um reagir diante de uma mulher... sedutora!
É apenas um deixar-me levar por ela... mansamente!

Enquanto os cavalos da noite trotam seus galopes
Flechas encupidadas singram os ares embebidas
Para estraçalhar corações de mulheres ofendidas!
Ah, como sofrem aquelas que amam
E não são correspondidas!

E enquanto os sonhos vagam entre medos e coragens
Vão-se fortalecendo as almas que pedem passagem
Que querem se encontrar.
Para  singelos e delicados afagos
Trocarem beijos delicados
E apenas ... querer, desejar.... amar!!
Apenas isso...

Euclides Riquetti

História do Xixo ... coisas de Porto União da Vitória

atualizado...



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          O xixo é um alimento produzido basicamente com carne e muito popular na região Sul do Brasil. Em muitas cidades chamam de espetinho, ou espetinho de carne. Tem origem em países como a China, o Japão e a Rússia, com 800  anos de história. Em cada lugar é feito com um tipo de carne, dependendo da preferência do consumidor, inclusive há casos de que misturam legumes em meio aos pedaços .Pejorativamente, chamam de "espetinho de gato" aquele que é vendido em praças públicas ou nas entradas de estádios. Mas é comum tendo gente vendendo xixo ao lado dos portões de cemitérios, em dias de finados.

          A ideia de escrever sobre o xixo me veio ontem à noite, quando meu filho Fabrício, o Gustavo Andrade, (Filho da  Nice, neto do Ivo Luiz Bazzo; e o Thiago Fagundes dos Passos, de Ibicaré,  com suas respectivas noivas, estiveram preparando peixes recheados na nossa garagem/churrasqueira de mnha casa, em Joaçaba. Discutiam sobre como fazer um bom xixo.

          Em minha infância, quando acompanhava meu pai, Guerino Riquetti, e seu inseparável e confidente sobrinho Rozimbo Baretta, nas festas em Ouro e Capinzal, percebia que os fabriqueiros (fabriccieri), dirigentes das capelas da Igreja Católica, retiravam os "miúdos", como coração e rins, dos animais, cortavam em pequenos pedaços e os assavam nos espetos para comer enquanto espetavam o churrasco e o punham ao fogo. Chamavam isso de aperitivo, que era ingerido junto com uma cachaça artesanal ou caipirinha de limão.

          Em minha juventude, quando fui para a Faculdade, em Porto União da Vitória, conheci o verdadeiro XIXO.  Deliciei-me. Era bom demais

          Meus amigos Leoclides Fraron, Odacir Giaretta e Osvaldo Bet, meus companheiros na "República Esquadrão da Vida", convidaram-me para ir à  Festa de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, onde, em 1972, iam acender uma fogueira com 39 metros de altura, com circuito acionado por controle remoto (um par de fios e um interruptor de luz). Lembro que o Grupo de Jovens do Bairro, liderados pelo Fernando Crestani, alguns anos, levantavam a grande fogueira. E o Sr.  Carlos Ewaldo Unterstell, comerciante e benemérito,  foi foi o que acendeu a fogueira, cujo fogo começava lá no alto, e depois vinha descendo. Ao longo as pessoas viam aquele clarão que iluminava aquela parte de Porto União.

          Mas, como nosso escopo é falar do xixo, digo que foi nessa festa que  conheci. Faziam até 20.000 espetinhos, usando 2.000 Kg de carnes. Era composto por coxão mole de bovinos, pernil de porco e coração de porco. Mas tinha um sabor inigualável. Os espetinhos eram de um arame de aço, assado em calhas de latão, e havia umas ripas na horizontal, defronte às barracas, onde pregos sustentavam as argolas dos espetos, e íamos retirando os pedacinhos e devorando. Os espetos eram reutilizados. Você os podia comprar nos supermercados Passos e Unterstell, a bom preço.

          Dez anos depois, quando morava em Ouro, meu cunhado Nei me visitou e propôs-me a fazermos um xixo. Utilizou, junto, filé de carne de frango. Eu não sabia que isso era possível. Mas ficou muito bom.

          No início da década de 1980, o Fernado Crestani veio de Porto União para trabalhar no Bradesco, em Capinzal, e retomamos a amizade. E eu lecionava também na CNEC, que estava com problemas financeiros para pahar aluguel e salários de nós, professores. Sugerimos fazer uma fogueira e vender xixo. Antes, numa festa junina do Mater Dolorum, o Ruites Andrioni, da APP, mandou o Zé Boico com o gol azul da Jarp buscar100Kg de xixo em Porto Uniao, pois se entendia que só lá sabiam prepará-lo. E ele conhecera o xixo na casa do irmão dele, meu amigo Urtenilo Andrioni, o Nilo, que morava no Porto.

          Na metade da festa, não havia mas xixo.

          O Crestani ensinou-me a fórmula do xixo para vender nas promoções e ter lucro. Depois ensinei-a para o  Guiomedes Proner,  Neivo Ceigol  e o Albino Baretta. E ficava uma delícia, todos elogiavam o tempero. Hoje muitos continuam a fazer  xixo com uma única espécie de carne, de bovinos ou de suínos. Mas á outras fórmulas de composição.

          Então, vejamos nosso procedimento: para terem-se 100 Kg de xixo e produzir de 900 A 1.00O espetinhos, utilizam-se:

- 35 Kg de carne bovina de coxão mole,  macia;
- 35 Kg de carne de pernil suíno,  pura;
- 45 Kg de carne de coração de porco (retiras nervuras e gorduras);
- 3 litros de óleo comestível;
- 3 litros de vinho branco, seco;
- 3 Kg  de sal fino;
- 3 pacotes de orégano;
- salsa, folhas de cebola, manjerona, hortelã -pimenta ou outros temperos verdes compatíveis.

Corte tudo e tempere. Com estas quantidades obterás um mínimo de 100 Kg de xixo, próprios para 1.000 espetinhos.

          Lembrar das festas juninas de Ouro, Capinzal e Porto União me remetem aos tempos e isso às saudades. Era muito bom levar as crianças para se deliciarem com o xixo, o cachorro-quente, os pés-de-moleque, cocadinhas, doces de batata ou de  abóbora, e ver as danças das quadrilhas.

Euclides Riquetti
28-10-2012

Esperas que eu te faça um poema

 

 



Esperas que eu te faça um poema, esperas
Esperas que nos meus versos eu te enalteça, esperas
Esperas que eu revele sentimentos, esperas
Mas não farei isso em nenhum momento!

Pensas que eu sou uma falsa fonte de sensibilidade
De onde se pode tirar palavras que eu não posso dizer
Mas minha  poesia  se pauta na minha verdade
Não há como dividir com quem não a pode ter.

Meus versos levam a ti as mensagens sublimes
São frases envoltas de  recados inperceptíveis
Do senso mais liberto, amplo,  e que não reprime.

Meus versos pocuram ecos nos seus ouvidos
Levam-te meus afagos românticos e sensíveis
Meus versos procuram ecos nos seus sentidos.

Euclides Riquetti

Onde está minha Canção de Acalanto? - Reviver e agradecer a quem me influenciou a escrever poemas e crônicas!

 



 



Homenageando os professores Geraldo Feltrin, Francisco Boni, Francisco Filipak, e  Nelson Sicuro

       Em1972, quando ingressei no curso de Letras-Inglês da Fafi - Fundação Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória - Paraná, mergulhei nos meus estudos e na minha principal determinação, que era aprender Inglês a qualquer preço. Para reforçar minha aprendizagem e principalmente para garantir uma boa proficiência em conversação, paralelamente ao curso universitário matriculei-me no curso do Instituto de Idiomas Yázigy, que era de propriedade de meu professor Geraldo Feltrin.

       Eu estava muito motivado a aprender e devorava os materiais do Yázigy e de meus professores Geraldo, de Inglês, e de Francisco Boni, em Literatura Inglesa e Norte-americana. No cursinho, tínhamos os discos compactos com as lições em Inglês Americano. Eu procurava verificar as diferenças de pronúncia e também de algumas grafias entre o British English e o American English. 

       Logo no meu primeiro ano, o professor Geraldo nos trouxe uns discos com os sucessos internacionais daquela época. Dentre eles, o disco de B.J.Thomas, com seu sucesso Rock and Roll Lullaby. Fizemos a tradução em grupo. Dei algumas cópias datilografadas e outras manuscritas para alguns amigos.

       No decorrer do meu curso, tínhamos como professor de Português o Nelson Antônio Sicuro, que muito me incentivou a escrever poemas. Aprendi muita teoria literária também com o professor Francisco Filipak. Literatura Brasileira como o professor Nivaldo, que vinha de Curitiba e usava camisa Volta ao Mundo amarela. 

       No último ano,1975, eu já tinha um bom domínio em todas as matérias. Já conseguia compor poemas com razoável qualidade, conhecia as técnicas de métrica e rimas. Quando conheci os alexandrinos, sonetos com 12 sílabas fonéticas em cada verso, fiquei encantado e me desafiei. Então compus meu primeiro soneto, ainda por cima alexandrino, com o título "Uma canção de acalanto", e me inspirei na música de B.J.Thomas.

     De meus poemas de adolescência  juventude nada me estou. Não guardei sequer uma redação, um caderno, nem que fosse de Matemática. À medida que ia vencendo as séries, ia eliminando tudo. Só me restaram os dois poemas que estão no livro Prismas Volume IV que o Nelson Sicuro publicou em 1976, na Coleção Vale do Rio Iguaçu, com os títulos "Tu" e "Uma Oração para Você. Na época, comprei 5 deles, doei para familiares ou amigos e não tenho nenhum para mim.  Aqui estou colando a canção que me inspirou, que fez parte de minha vida e que fez muita gente chorar, quem sabe mesmo você, querida leitora.>

Rock And Roll Lullaby

She was just sixteen and all alone
When I came to be
So we grew up together
My mama child and me
Now things were bad and she was scared
But whenever I would cry
She'd calm my fears and dry my tears
With the rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Now just hold on tight

Sing it to me mama (mama mama ma)
Sing it sweet and clear, oh!
Mama let me hear that old rock and roll lullaby

You made it through the lonely days
But Lord the nights were long
And we'd dream of better moments
When mama sang her song
Now I can't recall the words at all
It don't make sense to try
'Cause I just knew lots of love came thru
In that rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right
Sha na na na na na na na
Now just hold on tigh

I can hear you mama, mama, mama, mama
Nothing loose my soul
Like the sound of the good old rock and roll lullaby

Rock de Ninar

Ela tinha apenas 16 anos e completamente só
Quando eu passei a existir
Então nós crescemos juntos
Minha mamãe criança e eu
Agora as coisas estavam ruins e ela estava assustada
Mas sempre que eu chorava
Ela acalmava meus medos e enxugava minhas lágrimas
Com um rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Cante para mim mamãe, (mamãe, mamãe, ma)
Cante doce e claro, oh!
Mamãe deixe-me ouvir aquele velho rock de ninar

Você conseguiu atravessar aqueles dias solitários
Mas Senhor as noites eram longas
E nós sonhávamos com momentos melhores
Quando mamãe cantava a canção
Agora eu não consigo lembrar todas as palavras
Não faz sentido tentar
Pois eu só sabia que muito amor vinha através
Daquele rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Eu posso ouvir você mamãe, mamãe, mamãe
Nada liberta minha alma
Como o som do bom e velho rock n' roll de ninar...


Euclides Riquetti - 

Como raios sutilmente dourados





Como raios sutilmente dourados 

Voas pela imensidão universal

Por sobre os montes encrespados

Totalmente absorta em sonhos alados

Alinhando-se no espaço sideral 

Tanto como se postam as estrelas

Acarinhadas por quem possa vê-las...


Campos a esperam com seus arranjos

Ruas se abrem para que tu andes

Doces cantos tu  ouvirás dos anjos.

Acenam-te eles desde os tempos d´antes

Tudo conspirando em teu favor:

Amor, amizade, e o perfume da flor!


Trazes em teu âmago os ideais do vencer

Lembranças que em ti se eternizam 

Clássicas melodias a te embevecer.

Levas em ti perfumes que harmonizam

Presença magistral és por onde passas

Gole de vinho tinto sugado das taças...


Euclides Riquetti

Belas noites de uma primavera-verão

 


 



Belas noites de uma primavera-verão
Céu estrelado, luar de lua cheia
Saudades no coração.
Sangue quente correndo nas veias
Com lembranças de ondas e de areia
Saudades do mar e de sua imensidão.

Primavera  de noites agradáveis
Sonham os sonhos sensuais as mulheres sedutoras
Templos  de desejos incontáveis
E tempos de noites e tardes inspiradoras
Que me incitaram às vontades tentadoras
Nas noites  das perdições inimagináveis.

Belas noites de mais um novembro estrelado
Numa   doce primavera enamorada
Em que quero ter-te ao meu lado
Mas que a distância, (ah, essa malvada!)
Quer-te de mim longe,  separada
Longe, sim, minha doce namorada!

Longe, sim, minha doce amada!
Longe, sim, minha doce namorada!

Euclides Riquetti

Foi-se embora aquele sorriso alegre

 


 


 



Foi-se embora aquele sorriso alegre

Foi esconder-se por detrás dum pano

E isso se passou é bem mais que ano

Enquanto isso o tempo corre célere...


Foram-se embora o meu ,o seu sorriso

Foram-se tantos que já nem sei quantos

Foram tantas lágrimas e tantos prantos

Já não vivemos naquele velho paraíso.


Esperamos tanto pela volta do normal

Que nunca chega e já não quer chegar

Todos sofrendo com esse grande  mal.


Então, que Deus ouça todas as orações

Dessas pessoas que só têm feito esperar

E precisa de alento para seus corações.


Euclides Riquetti

Homenagem a você, mulher!

 


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Homenagem a você, mulher!


      "A mulher foi concebida naturalmente tão perfeita, que se fosse uma árvore e perdesse as flores ainda continuaria charmosa; se perdesse as folhas,  tornar-se-ia  um corpo sublime; se perdesse os galhos, permaneceria sendo mulher; se lhe tomassem as raízes, restaria como um anjo, divina,  flutuante, elegante, frágil mas  forte,  exalando  amor e esperando respostas. Almas não se destroem: recompõem imagens, corpos, seres. Mulheres serão sempre perfeitas. Mulheres serão sempre mulheres, acima de tudo. E de todos!"

Minha homenagem a você, mulher!

Euclides Riquetti - Blog do Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

E o mar excita ...

 


 


 





O balanço das águas banha um porto

E o mar excita...

As areias finas acariciam seu corpo 

E a  Terra orbita!


O mar dos portos e das areias

Reflete a cor dos seus olhos claros

É o mar dos centauros e das sereias

Que inspira os poetas enamorados. 


O balanço das águas banha um porto

E o mar excita...

E as areias finas acariciam seu corpo 

E a  Terra orbita!


O mar dos sons e dos ventos bravios

Leva as areias e move as algas

E, mesmo no inverno de rigoroso frio

Balança com maestria as suas águas.


O balanço das águas banha um porto

E o mar excita...

E as areias finas acariciam seu corpo 

E a  Terra orbita!


O mar ousado das aventuras inglórias

É o mesmo que nos conforta no calor

É o mar das mil, das milhões de histórias

Em cada capítulo um toque de amor.


O balanço das águas banha um porto

E o mar excita...

E as areias finas acariciam seu corpo 

E a  Terra orbita!


Euclides Riquetti

Olho, saudosamente, o mar


 



Olho, saudosamente, o mar!

Imagens do passado gravadas em meu ser.

Voltam-me as lembranças do passado.


Olho, tristemente, o mar!

Os anos fizeram minha juventude fenecer

Os meus dias voaram em seus corpos alados.


Olho, carinhosamente, o mar!

Já não contabilizo os ganhos e as perdas

Nem sei se tenho dividendos em meus ativos.


Olho, sutilmente, o mar!

O mar que me foi gentil em suas sutilezas

E agradeço a Deus pelos meus anos vividos!


Enquanto olho, absortamente, o mar!


Euclides Celito Riquetti

Um sorriso discreto, um afago amoroso

 



 



                                                      Imagem de "O Rei de Porcelana"

Um sorriso discreto, um afago amoroso


Um sorriso discreto

Brota das maçãs de um rosto

E o moldura com encanto.


Um olhar de afeto

Mira um outro olhar suposto

E lhe oferece o acalanto. 


Um afago amoroso

Gera o gesto de afável carinho

A ventura da nobreza e a docilidade!


Porque o sorriso é algo valioso

Livre como a ave que deixa o ninho

E vai em busca de sua liberdade!


Euclides Riquetti

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Você é muito especial

 


 





Você é pra mim, alguém muito especial
De quem eu gosto, quero muito, demais
Gosto como gosto de peras, de goiabas
Como gosto de figos e uvas adocicadas
De todas as frutas e das flores tropicais:
Você é atraente e divinamente sensual!

Suas mãos e os braços são tão jeitosos
Seus ombros têm o gosto das essências
Gosto de seus olhos e de seus cabelos
Seus dedos finos, só desejo mordê-los.
Seus lábios têm desenho de excelência
Adoro sentir os seus aromas cheirosos ...

De sua boca, vêm palavras interessantes
Meu pensamento vaga para a encontrar
Você é feita dos mais nobres elementos
Com quem quero dividir os sentimentos.
Você é parte de meu sentir e meu sonhar
Com seu belo sorriso e modos elegantes!

Euclides Riquetti

Na letra daquela canção







Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti

Uma janela entreaberta

 



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Uma janela entreaberta
Uma porta fechada...
Haverá uma  hora certa
De sair para a calçada?

Um coração aberto
Uma alma delicada!
Qual será o seu pecado
Morena da pele bronzeada?

Uma lágrima sentida
Um olhar muito distante.
Por que assim, desiludida
Se a vida é tão importante?

Um pensamento guardado
Uma voz suave e bonita.
O seio me incita ao pecado...
Haverá uma palavra não dita?

Uma atitude que falta
O temor a uma paixão...
Por que não tirar a alça
Que prende o seu coração?

Uma manhã de sol quente
Uma tarde de verão.
Por que não ficam noite sempre
Noite de amor e paixão?

Um jardim com poucas plantas
Poucas flores, poucas rosas...
Por que não cultivá-las, tantas
Iguais a você, tão formosa???


Euclides Riquetti
Composta em 14-03-1995, no
Dia da Poesia.