quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

O voo da garça (mais uma vez...porque eu mesmo gosto deste meu poema!)

 


 


 




A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.

E, no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.

Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa e pousa a garça.

E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhinho, o passante
E voa de novo a garça.

Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.

E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!



          (A garça povoa os meus sonhos,
orienta minha vida.
          A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
          É minha emoção transmitida no papel...
Euclides Riquetti)

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Como numa manhã de inverno (EM PLENO FIM DE ANO!)

 





Uma manhã de inverno muito fria, gelada
Um sol chegando pra dourar o dia
Uma manhã com branco de geada
Um coração tomado de muita alegria...

Uma canção tocando com belos acordes
Um sonho antigo sendo realizado
Uma canção que embala enquanto dormes
Um cenário antes nunca imaginado...

Um caminhar com vento frio no rosto
Um poemar com rimas cadenciadas
Uma vontade de te ver de novo
Uma saudade sempre, aqui na estrada...

Eu quero apenas te encontrar sorrindo
O teu sorriso lindo
Os olhos com teu brilho..

Eu quero apenas te abraçar agora
Vê se não demora
Preciso ir embora...

Euclides Riquetti

Quando as verdes folhas dos platanos voltaram

 


 









Quando as verdes  folhas dos plátanos voltaram
Vieram  com elas minhas recordações
Dos outonos em que se soltaram
E me avivaram as emoções.

Caídas nas noites de melancolia
Para cobrir as pedras e os gramados
Abrem-me um vazio de nostalgia
Das manhãs dos céus azulados.

E, entre as lembranças que não fenecem
Volvo-me em tênues pensamentos
E perco-me nos sonhos que me enternecem.

E buscarei, no entanto, um novo abrigo
Para me  acalmar em  meus desalentos
No abraço carinhoso  que dividirei contigo.


Euclides Riquetti

Um luar ao amanhecer




 



Um luar ao amanhecer


Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã de pré- inverno, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento...

Até você!


Euclides Riquetti

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Preserve seus amigos verdadeiros

 


 


 




Preserve seus amigos verdadeiros


Preserve seus amigos verdadeiros
Aqueles que lhe querem sempre bem
Os que se mostram leais companheiros
Cuide bem deles se você os tem.

Não pretenda ser o centro do universo
Não pense que só você tem problemas
Pois estes podem bem ser reversos
Tão fácil como escrever um poema.

Busque valorizar quem reza por você
Lute contra o desânimo e o marasmo
Boa amizade a gente tem que perceber

Procure  lutar para ter êxito na vida
Esforce-se, lute, com muito entusiasmo
Agradeça a Deus por ter casa e comida!

Euclides Riquetti

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O doce aroma que perfuma





 


 

O doce aroma que perfuma

 


Traz-me o vento que balança a cortina
O doce aroma do fruto goiaba
Que vem perpassando o vão da janela
E me lembra de sua cor linda,  amarela
Cobrindo a polpa vermelho-rosada
Ah, doce aroma que perfuma...e que me anima!

Traz-me de volta seus olhos fugidios
E leva meus lamentos pelas águas do rio.
Traz-me o vento lembranças gostosas
Lembranças que me fazem bem e me afagam
Lembranças verdes e maduras
Que dividíamos com ternura
(E que de min´alma meus pecados apagam...)
Das frutas tenras, macias e saborosas.

Traz-me de volta seus  olhos fugidios
E leva meus lamentos pelas águas dos rio.

Do rio que sai de mim
E que busca você.
Apenas dele...

Euclides Riquetti

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Bom dia de Natal

 


 


 



Bom dia de Natal!

Uma manhã bem especial

Dia do Jesus Menino

Filho de pais peregrinos

Maria e José, natural!


Bom dia das crianças

Felizes em sua infância

Dia de alegria imensa

De agitação muito intensa

Porque é Natal!


Bom dia, minha gente

Muita saúde e presentes

Muito amor no coração

Muitas asas pra paixão e...

Feliz Natal!


Euclides Riquetti

Hora de não fazer nada

 


 



É hora de não fazer nada
De dar trela pro ócio e mais nada
É hora de jogar as pernas pro ar
Deixar os braços por conta,  na rede deitar.

Hoje é dia de não fazer nada
De ser um  dia de apenas lembrar
E quem sabe lavar a calçada
E no seu rosto pensar e pensar.

Pisar na grama, molhada, molhada
Olhar pro céu na manhã deste agosto
Jogar água nos pés, e  na escada
Deixar o resto e ficar absorto.

Agora é hora de escrever poesia
Ficar lembrando da vida passada
Lembrando de boleros que dão nostalgia
Quem sabe lembrando de antiga jornada...

É apenas hora de não fazer nada
De curtir a lembrança da amada
De escrever poesia e sentir alegria
De sentir alegria e escrever poesia..
(E mais nada!.

Euclides Riquetti

Cheiro de chuva e mato

 


 


 





Sinto, em você, o cheiro de chuva e mato
Os odores da paixão que se traduzem
Os sabores da ilusão que se misturam
Com meu cheiro, seu cheiro e o do mato!

Sinto, em você, o frescor da tarde chuvosa
A cor da flor, da semente que foi guardada
E que se tornou planta da mesma germinada
O odor da flor perfeita, do cravo,  da rosa! 

Sinto, em você, o cheiro doce da saudade
Das horas, dos dias e meses que passaram
Ainda  o cheiro das estrelas que apagaram
Que se reacenderam em sua real majestade!

Sinto, em você, o cheiro puro e indizível
E me delicio, em você, tão perdidamente
E me envolvo, com você, alegremente
No cheiro de chuva, de mato, indescritível!

Euclides Riquetti

Como as últimas chuvas de outono

 


 



Chove! São, do outrono, as chuvas derradeiras

Que descem do céu, copiosamente, ligeiras

Vão buscar os vales, vão em direção aos mares.

Que molham as frutas dos pomares

Das jaboticabas, caquizeiros e laranjeiras!


Chove, intensamente...

E talvez eu já não tenha mais pecados

A serem lavados!

Mas chove! Talvez que sejam as lágrimas do choro

Dos abalos, dos sustos, dos incômodos.


Chove, incessantemente...

E minha mente viaja para o passado distante

Paara os tempos da juventude galante

Livre e...livremente

Viaja no tempo, triunfante!


Mas o sol haverá de voltar

Trazendo toda a sua força e energia

Reanimando-me com seu simples brilhar

Porque, espero, efusivamente que venha

Para me reenergizar!

Euclides Riquetti

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Papai Noel esteve aqui

 




Foi Natal outra vez
Veio e foi-se o Papai Noel
Sobraram  presentes e papel
Tudo de bom ele fez.

Veio chegando em seu burrinho
Foi entrando pela janela
E da maneira mais singela
Deixou-nos os presentinhos.

Só ele entende de  sonhos
Sabe o que queremos ganhar
Na hora de presentear
Conhece os bons e os medonhos.

No Dia do Menino Jesus
Por Deus e Maria abençoado
Nossos sonhos são realizados
Graças ao Menino de Luz.

Tenhamos muita sabedoria
Pra entender todo esse mundo
E que o amor mais profundo
Traga-nos paz e harmonia.

Vale pra mim e pra ti
Que acreditamos no Bom Velhinho
Foi agora, há um pouquinho:
Papai Noel esteve aqui!

Euclides Riquetti

Alegro-me em inspirar-te

 


 




Alegro-me em inspirar-te 

Ser tema de um poema teu

É muito bom fazer parte

Inserir-me em tua bela arte

E ter-te em poemas meus!


Nenhuma palavra melosa

Apenas os versos discretos

Numa poesia melodiosa

Na tarde quente, charmosa

De meus sonhos secretos...


Apenas estrofes simplórias

Compostas com devoção

Para ficarem na  memória

A realidade duma história

Registrada em meu coração!


Euclides Riquetti

Barulho de trenó... Feliz Natal!

 





Barulho de trenó... Feliz Natal!

Ouvi, há pouco, um tropel de animais

Vinha de lá de cima, vinha de lá do alto
Acordei-me, surpreso, em sobressalto
Um barulho que eu não ouvira jamais!

Era um ritmo de dança, uma cadência
Algo singular, devidamente ensaiado
A harmonia de dedos tocando teclado
Acordes sonantes, da maior excelência.

Não era como a melodia de uma nota só
Mas um andor de chão e terno de renas
Com o bom velhinho vindo num trenó.

Era Papai Noel e seu saco de presentes
Cheio de alegria e  felicidades plenas
Deixando as crianças todas contentes:

Hô, hô, hô...

Euclides Riquetti

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Homenageando Aníbal Bess Formighieri (atualizado)

 

 




                                                                   
Homenageando Aníbal Bess Formighieri

       As famílias Bess Formighieri e Brancher tiveram uma inestimável não faz muito tempo. .  Trata-se de Aníbal Bess Formighieri, nosso compadre, marido da Vitória Leda Brancher (Formighieri), pai do Dudu e do Cacau. Na comunidade de Duas Pontes, hoje município de Zortéa, era conhecido como "Doutor Aníbal", diretor administrativo da Zortéa Brancher S/A-Compensados e Esquadrias.  A esposa, Vitória, era Diretora da Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida, onde trabalhei de 1977 a 1980, por três anos. Aníbal e Vitória são padrinhos de uma de nossas filhas, a Caroline. 

       Meu primeiro contato com ele se deu por telefone. Eu trabalhava na empresa Álvaro Mallon e Filhos, concessionária de Mercedes-Benz em União da Vitória, sendo o responsável pela sua filial. Foi uma sequência de telefonemas que durou mais de uma semana.. Senti firmeza nele, nas propostas que me fez, e "pedi a conta" na empresa onde trabalhei por cinco anos, tendo feito uma carreira muito produtiva e positiva. 

      E, em fevereiro de 1977, eu já estava com a mudança em Zortéa, com o fito de lecionar Inglês e Língua Nacional (Português), na escola local. Mas tudo isso não foi por acaso! Alguns meses antes, em uma de minhas visitas aos familiares, em Ouro, fui à Auto Elite, em Capinzal, onde trabalhava meu irmão Hiroito (Piro), e lá revi minha colega de aulas, a Erondina Moro, que me apresentou à Vitória, a qual havia ido fazer a revisão de sua Variant cor marrom. Conversamos, nos entendemos, e ela me convidou a voltar para minha região de origem, para trabalhar na escola que dirigia. Eu tinha o desejo de voltar, mas o que contou mesmo foi a insistência da família, através do Aníbal. 

      Chegamos e a casa onde iríamos morar não estava desocupada. Então descarregamos a mudança na escola e, depois, nos deslocamos a uma casa. Logo adiante, para uma outra bem melhor, grande e confortável, localizada ao lado da de Aníbal e Vitória. Eu tinha 24 anos e a Miriam 18.   Éramos um casal jovem e cheio de sonhos. Foi bom porque ali, em 05 de maio de 1979, tivemos nossas filhas gêmeas, Michele e Caroline. 

       Nossa integração com a comunidade foi rápida e criamos amizade, primeiro com os "patrões" e depois com os colegas professores, alunos, comunidade, colegas de trabalho na empresa onde eu atuava no Departamento Financeiro, como auxiliar, no período da tarde. Na escola, pela manhã e noite, lecionava Inglês, Língua Nacional, Educação Física e PPT, a Preparação para o Trabalho. Integramo-nos na área social e religiosa, jogando futebol no Grêmio Esportivo Lírio, e na Capela de Santa Catarina, onde batizamos nossas filhas, fui celebrante de culto e secretário da sua diretoria.

       Posso asseverar, com toda a segurança, que o Aníbal foi o maior benfeitor da história social e religiosa de Zortéa. Empenhava-se, firmemente,  na construção de melhorias tanto na escola, quanto na capela e no clube, o Grêmio Lírio. Houve uma época, anda antes de conhecê-lo, que trouxe quatro jogadores de futsal de excelência, de Passo Fundo,  para atuar pelo Lírio no Campeonato de Verão do Ginásio André Colombo, em Ouro, sagrando-se campeão. O time titular era completado pelo Pedro Raimundo Hilguert, o Camomila, de saudosa memória. 

       Uma vez, fomos com ele até Treze Tílias e encomendamos uma escultura de Jesus Crucificado, junto ao escultor Godofredo Thaler. Cedemos o cedro e a obra ficou perfeita, destinando-se à Capela de Santa Catarina,

       Quando da vinda dos padres missionários, em 1978, tivemos forte ligação com os mesmos, sendo que foram alojados, a pedido deles mesmos, na parte da sacristia da capela. Faziam as refeições na casa de  Aníbal e Vitória, e algumas na nossa e na de Pedro Domingos de Paoli. O Padre Mantovani, chamado de Padre Gringo, tinha muito jeito para liderar grupos e fez grande amizade conosco e com a comunidade. 

       No início da década de 1980, a família Brancher/Bess Formighieri mudou-se para Campo Grande, no Mato Grosso. Depois disso, pouco contato com eles nós tivemos. Uma vez, em Ouro, recebemos a visita de Aníbal, que esteve em nossa casa. Depois, quando do falecimento do pai da Vitória, Guilherme Brancher, nos encontramos na Igreja Matriz São Paulo Apóstolo, de Capinzal. 

       Tenhos ótima e saudosas memórias de Aníbal, Vitória, e das crianças. Uma amizade muito sincera e verdadeira. Muito nos ajudaram quando chegamos e quando saímos de Zortéa. Nosso reconhecimento e agradecimento pelo que fizeram por nós em nossa juventude, quando tínhamos muita energia, vitalidade, mas pouca experiência. Com a Vitória me animei a escrever, pois ela me incentivava a isso, e hoje posso dizer que a "criatividade" que despertamos em nossos alunos, através das obras de Samir Curi Meserani, consigo escrever infinitamente. Com a ousadia para o empreender, herdada de Aníbal, consegui realizar meus empreendimentos sociais, políticos e literários. 

       Muito haveria a dizer. Tenho certeza de que, tão triste como é o meu lamento, é o de todos os que o conheceram nos saudosos tempos de Zortéa. Deus saberá retribuir-lhe, lá em cima, por tudo o que fez de bom em Zortéa e pelos lugares por onde passou. Uma alma divina, um coração grandioso, tudo numa pessoa fenomenal, em que se configura um esposo e pai amoroso, respeitador e respeitável.

       Com um fraterno abraço em todos

Euclides Riquetti e família

17-06-2022 -  atualizado em 24-12-2024

Como um morango em tua boca

 



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Como um morango em teus lábios sedutores
Como um tango bailado em sapatos vermelhos
Como um poema declamado diante do espelho
Quero me perder nos seus instintos multicores!

Quando teu lápis desenhar meu rosto no papel
Quando teus olhos olharem para o céu azulado
Quando pintares flores violetas com o pincel
Quero estar ali contigo, bem feliz, ao teu lado!

Quando a manhã clarear mais cedo, promissora
Quando o sol brilhar alegre, levemente dourado
Quando eu cheirar tua pele morena e sedutora...

Então meu pensamento chegará em teu universo
E meus lábios tocarão os teus lábios adocicados
Eu cantarei pra ti os mais belos de meus versos!

Euclides Riquetti

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