quarta-feira, 9 de abril de 2025

Um jeito especial de sentir saudades

 

 

 




Um jeito especial de sentir saudades

Tenho um jeito muito especial de sentir saudades:
Saudade com paixão
Saudade com emoção
Saudade apenas de saudade...

Eu, como você, sou movido a sentimentos
Que se alimentam com estímulos
Alegrias de verdade
Encantamentos...

Tenho um jeito muito especial de sentir saudades:
Saudade dos ausentes
Saudade dos presentes
Saudade de bons papos e de amenidades!

Eu, como tantos e tantas
Eu, meus pensamentos e sentimentos
Eu, nossos memoráveis doces momentos
Eu e você, e nossas boas lembranças
Temos recordações que nos fazem
Sentir saudades...


Tenho, sim, sei que tenho
Um jeito muito original
Que seguro e mantenho
De um modo tão especial
Que é retratar em versos
Nos poemas diversos
Que tenho saudades de você...

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

terça-feira, 8 de abril de 2025

Inquietação

 




Há uma inquietação que invade meu ser
Na manhã em que o sol não se faz presente
Na manhã em que tudo me parece indiferente...

Há algo que me perturba, que não sei dizer
Que me deixa indisposto, frágil, sonolento
Que me torna tão volúvel quanto o vento...

Há um mundo de infortúnios e impropérios
Que me assustaria, se não tivesse força pra encarar
Que te amedrontaria, se não tentasses enfrentar...

Mas, mesmo que tudo seja coroado de mistérios
Nada afrontará  meu ímpeto avassalador
Nada me afastará de teu brilho e teu esplendor!!!

Euclides Riquetti

Homenageando minha saudosa mãe...

 


 


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 Homenageando, nesta data, minha querida e saudosa mãe Dorvalina Adélia Baretta Riquetti, falecida há 22 anos. 


Mãe - das dadivosas mãos, mãe

Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.

Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.

Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.

Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.

Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.

Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.

Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.

Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.

Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.

Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.

Euclides Riquetti

Você foi um anjo

 



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Você foi um anjo que bateu asas
Que foi pousar  num campanário
Que sobrevoou os jardim das casas
Deixando meu coração solitário.

Você foi um anjo que me alentou
Que me deixou marcas inapagáveis
Tantos poemas você me inspirou
Viagens e sonhos inimagináveis.

Você foi um anjo de amor e ternura
Um anjo que me entregou uma flor
Um anjo da alma revestida de alvura.

Você foi um anjo bonito, idealizado
Anjo que à vida me trouxe muita cor
Anjo que me fez feliz e enamorado.

Euclides Riquetti

Mulher, mulher

 

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Mulher carinhosa, mãe gentil
Inteligente, bonita e elegante
Rendo-lhe a homenagem sutil
Imaginando-a feliz, fascinante
Alma tão serena, olhar pueril
Maravilhosamente cativante!

Como flores que me aprazem
Antes de um escaldante verão
Raízes profundas que jazem
Muito bem fincadas no chão
Indescritível é sua imagem
Grande é seu doce coração.
Nome de santa e de coragem
Amores de amor e de paixão
Nas noites que se refazem!

Real, constante e verdadeira
Imagem em poemas diversos
Que escrevo à minha maneira.
Um nortear para meus versos
Espalhados pelas ladeiras
Todos pelo mundo dispersos
Trazidos à vida prazenteira
Indo embalar-se  no universo!

Euclides Riquetti

Meus poemas Haicai




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Olhar de janela
Paisagem de imensidão
Riqueza na mão.

Ponte majestosa
Liga cidades irmãs
E almas bondosas.

No vale encantado
Vai o sinuoso rio
Do peixe e do nado.

Natureza viva
Esperança renovada
Verde e colorida.

Dia ensolarado
Vem meu verão, vem meu sol
Alento esperado.

Só não vem você
Acalentar minha alma
E não vem por quê?

Acho que não vem
Porque há um pecado em querer
E culpa também.

Então pensamentos
De dúvidas povoados
Misturam-se aos ventos.

E eu aqui...

Euclides Riquetti

Deixe que eu me perca em seus olhos

 






Deixe que eu me perca e seus olhos bonitos
De mar, de pinhão, ou de céu infinito...

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Deixe que eu me jogue em seu corpo atraente
De sereia, de musa, de mulher, de serpente...



Deixe que eu sinta seu perfume gostoso
De alfazemas, de cravos, de rosas, cheiroso...



Deixe que eu beba de seus vinhos e licores
De cabernet, malbec, syrah, anis e de flores...


Deixe que eu sorva os líquidos de seu corpo
Deixe-me ancorar neste belo porto!

Euclides Riquetti

A teoria do desejo relativo

 









Pela teoria do desejo relativo
Ficar contigo
É de que eu preciso...

Preciso sempre que isso se confirme
Que haja reciprocidade
Porque, a busca da felicidade
É um propósito muito forte e firme!

Talvez que minha teoria
Não passe da influência da nostalgia
Ou de minha teimosia...

Mas, a pura e sacrossanta verdade
É a de que sou um ser imperfeito
Cheio de defeitos
Que fica a teorizar
Na procura da tranquilidade...

Bem assim!

Euclides Riquetti

o mesmo mar onde banhas os teus pés

 

N

 



No mesmo mar onde banhas teus pés

Eu banhei meu corpo

E, depois, olhando para as negras galés

Pretendi ancorar em teu porto...


Invertendo versos e vocábulos

Fiz uma pequena confusão linguística

E, pelos exatos cálculos

Não era para ser poesia narcisista!


Então, preocupado em rimar

Olhei bem para o cenário

E vi que ali estava o teu mar

Um vasto e convidativo santuário...


Mergulho nele

Como se estivesse mergulhando em ti

Somos eu e ele

Juntos cá, ou mesmo juntos ali!


Sim, juntos, na perdição!


Euclides Riquetti

Sobre um Pioneiro do Oeste Catarinense - replay


 








Joaçaba - 1942


          Já me referi ao cidadão José Waldomiro Silva, que nasceu no interior de Campos Novos, em 21 de junho de 1902, na fazenda do avô paterno, Jordão Francisco da Silva. Silva é um exemplo de pessoa simples, que deu a volta por cima, que podemos considerar um vencedor, com méritos. Um menino de fibra, que tornou-se um homem de fibra, um líder incontestável. Exerceu, em sua vida,  mais de uma dezena de ocupações. O menino que, aos 12 anos,  ajudava a defender o povoado de Rio Capinzal empunhando uma Winchester 44, mesmo pobre, conseguiu, pela sua maneira simples a carismática de ser, eleger-se duas vezes prefeito de Joaçaba e duas vezes Deputado Estadual. Mas sua biografia vale mais pela maneira como conduziu sua vida simples, mas de sucesso, do que pela carreira política.


          Aos sete anos, mudou-se para as proximidades do Rio Pelotas, próximo da hoje Zortea e, em 1910, a família foi para Rio Uruguai, ali próximo de Marcelino Ramos. Acompanhou a chegada da linha férrea, sendo que seu pai vendia carne para os trabalhadores da mesma. Ficaram pobres depois que revolucionários que vinham do Rio Grande do Sul passaram pela propriedade da família e saquearam seus bens.  Viu a construção da ponte sobre o Rio Uruguai, ligando Santa Catarina ao Rio Grande, em Marcelino Ramos.

          Em seu livro, "O Oeste Catarinense - Memórias de um Pioneiro", ele conta toda a história de sua vida, com riqueza de detalhes sobre a construção da estrada-de-ferro, a enchente de 1911, o assalto ao trem pagador pelo grupo liderado por Zeca Vacariano e Manoel Francisco Vieira. Em 1912 foi  morar em São João do Triunfo (Paraná), voltando, em 1914, aos 12 anos, para Rio Capinzal.

          Sobre essa época,  faz uma minuciosa descrição do centro de Capinzal e dos acontecimentos de então,  sobre os conflitos entre os revoltosos do Contestado e os homens da madeireira Lumber. Conta sobre o acampamento de 500 soldados de uma Força Federal que ficaram acampados nas proximidades da estação Férrea de Rio Capinzal, para guarnecê-la,  na época. Interessante é saber que, naquele tempo,  a área situada à  margem esquerda do Rio do Peixe, chamada Rio Capinzal era ligada por uma balsa de Afonsinho da Silva à do lado direito, o futuro Distrito de Abelardo Luz, onde havia somente a rua central povoada, e hoje se localiza a cidade de Ouro, que pertencia a Palmas,  Paraná, enquanto que a outra, Rio Capinzal,  pertencia a Santa Catarina.

           Vale muito a pena conhecer as descrições e narrações de José Waldomiro Silva, pois foi uma testemunha presencial dos conflitos em nossa região contestada.

          Das descrições em seu livro, citarei uma que julgo importante para todo o capinzalense conhecer, às páginas 21 e 22:   "O nome de Rio Capinzal se originou do seguinte fato: Segundo voz corrente na época, o fazendeiro-proprietário das terras de Capinzal, de nome Antônio Lopes, cuja fazenda de campos e matos fazia fundos com o Rio do Peixe na barra do rio que levou o nome de Capinzal. Para fazer pastagens e invernar suas criações, fez grande desmatação à  margem do Rio do Peixe, da barra do lajeado ali existente, acima e, depois da queima, semeou capim melado ou capim gordura, cuja semente trouxe de São Paulo, para onde viajava seguidamente com tropas de muares que vendia em Itapetininga, tendo assim formado uma grande pastagem (capinzal)"

          Em 1917, quando da criação e instalação de Cruzeiro, no povoado de Limeira (hoje Joaçaba), eles foram morar ali, onde exerceu diversos ofícios, inclusive o de balseiro. Em 1921, morou em Rio do Peixe (Piratuba), depois em Irani, e voltando para Limeira (Joaçaba), ao final de 1924 para exercer a função de Escrivão de Paz. No ano seguinte, foi para Itá como cartorário, voltando a Limeira em 1927.

         Em suas memórias, José Waldomiro Silva fala da Revolução de 1930, da Construção da Ponte Emílio Baungharten, entre Joaçaba e Herval, sobre a passagens dos comboios de trem, sobre a fundação do Clube 10 de maio, de Joaçaba, sobre a morte do pioneiro de Treze Tílias Andreas Thaler, sobre a fundação do Município de Concórdia, o Tiro de Guerra, a enchente de 1951, e outros fatos marcantes.

          Em 1947, já aposentado, foi morar em Ponta Grossa, mas foi convidado a voltar a Joaçaba para concorrer a Prefeito, tendo sido derrotado por Oscar Rodrigues da Nova. Fez sua campanha montado em lombo de cavalos emprestados pelos seus correligionários, visitando as fazendas de Herciliópolis e Irani.

            Novamente candidato, foi eleito Prefeito de Joaçaba, assumindo em 31 de janeiro de 1951, ficando até 1954, ano em que se elegeu Deputado estadual, sendo o mais votado do Estado, reelegendo-se em 1958. E, em 1960, elegeu-se novamente Prefeito de Joaçaba, vencendo ao jovem Paulo Stuart Wright por uma diferença de apenas 9 votos. Ao final da década de 1960 foi morar em Florianópolis e em 1987 lançou o seu livro de memórias.

           José Waldomiro Silva foi propriamente um cigano. Nas cidades onde morou frequentou escolas do antigo primário, mas sua evolução na escrita veio em razão de tê-la praticado muito na atividades cartoriais. Seu livro de memórias nos traz muitas informações valiosas, inclusive citando os nomes dos primeiros moradores dos povoados onde residiu. Vale a pena ler!






Joaçaba - foto atual - aos fundos, Herval d ´Oeste


Euclides Riquetti
14-09-2013

segunda-feira, 7 de abril de 2025

O levante do luar dourado

 


 



 






O levante do luar dourado

Levanta-se, no fim da tarde,  no eldorado
O luar dourado que resplandece
E, ao levitar sobre o mar,  extensamente ondulado
De um  prateado fulguroso se reveste
Para abençoar o horizonte santificado. 

Levanta-se, com a cor do ouro casto e polido
O luar fogoso a redesenhar o agreste
E, ao escalar as nuvens, no acorde sustenido
Energiza  os coqueirais perfilados do Nordeste
No quadro fantástico pela  natureza esculpido.

E os sonhos  dos amantes e dos enamorados 
Juntam-se no vagar das ondas da imaginação
Enquanto os ideais já  quistos e projetados
Juntam-se no eternizar do  poema e da canção
No concerto dos ventos gentis ali soprados. 


Euclides Riquetti

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Deixe-me abraçá-la

 





Deixe-me abraçá-la

Deixe-me abraçá-la bem de mansinho
Com toda a suavidade possível
Abraçar seu corpo irresistível
Bem assim: terno e  devagarinho!

Deixe-me abraçar seu corpo divino
Correr minhas mãos por todo ele
Sentir o calor que brota dele
Fazer dele meu porto de destino..

Deixe-me dizer de sua elegância
Dos gestos graciosos e dos carinhos
De sua beleza e exuberância...

E, depois de tudo dito, tudo escrito
E de trilharmos os mesmos caminhos
Demo-nos um beijo gostoso e infinito...

Euclides Riquetti

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Pobrezinho, mas bem perfumado! Crônica saudosista dos meus tempos de União da Vitória!

 




          Tenho ótimas lembranças e saudades de meu amigo Padilha. Trabalhei com ele de 1972 a 1977 no Mallon, em União da Vitória. Iniciamos na Rua Clotário Portugal 974, e depois nos transferimos lá para a BR, um pouco depois do Café Primor, da família Krügger dos Passos. O Padilha era o perfeito "gente boa"! Ele o Sapo (Alcir Teixeira), eram os bambas em Caixa, Diferencial e Motor.

          O barracão da oficina, agência Mercedes-Benz, era enorme. Havia a parte que dava de frente para a rua, em que, no térreo, trabalhávamos na Seção de Peças eu, o Mauro (Iwanko) e o Altamiro (Beckert). No kardex, a Alvina (Nunes Lell).  Nosso chefe era o Silvestre Schepanski, um compridão  que viera de Canoinhas. Jogara futebol no Santa Cruz. Tinha uma Synca Chambord em que a bateria não ajudava muito. Vinha de biclicleta para o serviço. Na oficina, o Solon Carlos Dondeo, que tinha uma novíssima Variant verde-oliva, comandava a tropa. O Carlos Konart era o recepcionista, que tinha o cargo charmoso de "Consultor Técnico". O Polaco (Dionízio Horodeski), o Justino (Polzin), o Miguel (Semianko) e  o Ilmo, lidavam com caixas e diferenciais. O Sr. Luiz era ótimo chapeador. O Sr. Pedro, com o genro Airton, faziam a parte de ferraria.

          O Padilha vinha à janelinha da Seção de Peças: "Bom dia, Euclides! O Respeito é a chave de todas as portas!". Eu o cumprimentava, ria. O Padilha era um ótimo astral, sempre tinha uma palavra amiga, um jeito bom de motivar os colegas. Pegava no pé todos. E ainda perguntava: "Como está a bonitona lá de cima? Será que vai trazer a folha hoje (de pagamento)? Referia-se à Sandra (Probst), uma moça de uns 19 anos, do escritório.  E emendava; Ah, seu eu fosse mais novo!!!

          De certa vez, o Padilha cometeu uma gafe sem tamanho. Ficou um tempão envergonhado. Ocorre que tínhamos um freguês, proprietário de um caminhão Mercedes LP-321, um "cara chata", azul, o Luiz Carlos Daldin. O Daldin tinha cabelo raspado, cabeça bem calva. Pois naquele dia viera um gaúcho muito parecido com ele e do mesmo tamanho, usando calças US Top, e com um caminhão idêntico ao dele. Precisava trocar uma mola da suspensão. Caminhão consertando, ele sentou ali defronte à recepção, ao lado esquerdo da entrada da oficina e ficou tomando um chimarrão. Havia uns exemplares do "Jornal O Comércio" e "Traço de União" para lerem,  e algumas revistas. Pois o Padilha veio com a mão suja  de graxa lubrificante  Marfak e passou na cabeça careca do cara. Este, virou-se e olhou para o Padilha sem entender nada. O Padilha endoideceu! Passou a mãe engraxada na cabeça do cara errado.  Só faltou ajoelhar-se para pedir desCulpas...  E os colegas vieram, todos, para ver o que acontecia. Uns zoavam e outros tentavam ajudar o mecânico a explica-se. Ainda bem que o gaúcho era "do bem e da paz", entendeu a brincadeira e foi lavar a careca com uma estopa embebida em gasolina...

          O Padilha era muito feliz. E nos fazia felizes. Muitas vezes chegava na janela faceiro, cantando ou assobiando e dizia: "Pobrete, mas alegrete! Café preto, mas bem doce! Pobrezinho, mas bem perfumado!" Assim era nosso colega Padilha, o simpático amigo de quem nunca mais tive notícias...

         Tenho muitas saudades de meus colegas lá da Mercedes da Rua Clotário Portugal. Depois, mudamos lá para a BR, onde novos funcionários foram contratados e a turma ficou bem maior...

         Lembro, sempre com muita alegria, dos bons momentos que vivemos ali!

Euclides Riquetti
20-06-2014

Frango na Cerveja (dell Capocuoco Richetto) Io sì!

 


     

Frango na Cerveja (dell Capocuoco Richetto) Io sì!


       O frango ou galinha na cerveja é um prato muito delicioso e de baixíssimo custo. Você vai encontrar muitas receitas e até orientações no you tube. Formulei uma receita e fiz no domingo passado. Você precisará dos seguintes ingredientes para a sua preparação:

- 4 coxas de galinha com sobrecoxas (entre 1,5 e 1,7 Kg).
- 1 cerveja clara,  de latão (473 ml)
- 1 cebola grande
- 12 batatinhas pequenas
- 5  dentes de alho
-  3 folhas de loro
- 5 folhas de manjericão
- 2 colheres de sal temperado
- vinagre branco para lavar a carne
- orégano a gosto
- salsa
- sálvia
- papel alunínio
- 1 pirex grande, untado com margarina ou manteiga


a) Corte  as coxas e sobrecoxas, tornando-as em 8 pedaços. Lave-as com água e vinagre branco. Drene e coloque numa vasilha, tempere-as com o sal temperado e regue com cerca de 250 ml de cerveja. Deixe em descanso, cobertas.

b) No liquidificador, coloque a cebola já em pedaços, o alho, as folhas de loro, o manjericão, a salsa, a sálvia e o restante da cerveja.  Bata e obterá um molho esverdeado e bastante consistente. Coloque num vasilhame.

c) Pegue cada um dos pedaços de frango e mergulhe no molho e vá dispondo no pirex. Pegue as batatinhas e faça o mesmo, dispondo-as sobre os pedaços de frango. Em seguida, pegue o molho que sobrou e vá jogando sobre tudo, mesmo o que sobrar no pirex. Espalhe o orégano por cima de tudo.

d) Envolva o pirex e o conteúdo em papel alumínio, com a parte fosca por fora. Leve ao forno previamente aquecido e deixe por 80 minutos (1 h 15 min).

e) Vá lavando os utensílios para não arrumar encrenca com a patroa e, se for ansioso, pegue um livro e leia. Pode escutar rádio enquanto espera, ou bisbilhote na internet.

f) Tudo cozido, retire do forno, retire o papel alumínio, drene o líquido gerado deixando apenas 1 cm de altura o restante. As batatinhas, retire-as e coloque numa forminha em separado para dourar tudo  no mesmo forno. Coloque de volta para dourar por até meia hora. Recomenda-se o forno  a 280 graus. Depois, retire e faça a festa. Com arroz branco e tudo o mais que você tiver direito.
Vai ficar muito "delicious" e o custo ficará entre dez e doze reais, dependo da sua habilidade em comprar as coisas nas promoções dos supermercados.

Capocuoco Richetto - Euclides Riquetti

23-05-2020

www.blogdoriquetti.blogspot.com

Se eu me apaixonasse

 




 




Se eu me apaixonasse pelo seu sorriso breve
Será que eu mergulharia na ótica da ilusão?
Ou, então, sentisse de perto seu perfume leve
Eu sentiria o pulsar do sangue em seu coração?

Se eu cuidasse das frases que você escreve
E captasse o que se esconde em cada uma?
Ou, então, eu bebesse da água que você bebe
E você não mais entendesse coisa alguma?

Se eu respirasse o mesmo ar que você respira
Será que eu me deixaria contaminar por ele?
Ou, então, quando o vento me afaga e inspira
Eu flutuaria nas ondas e remansos vindos dele?

Ora, se eu me apaixonasse agora, simplesmente
E mergulhasse num mundo docemente mágico
Eu a amaria com todo o amor, verdadeiramente
Eternizando, no presente, o passado nostálgico!

Euclides Riquetti