quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Como as folhas caem

 







Como as folhas caem

Vejo, em ti, uma paixão louca que arde
É algo que me atiça e me incendeia
Que me provoca nas noites e tardes
Uma luz quente que brilha na candeia.

Vejo, em ti, algo que muito me entorpece
Um fulgor, um brilho, uma luz dourada
Um jeitinho maroto que me enternece
A fascinação no teu rosto estampada.

Vejo, em ti, a beleza, o charme, o encanto
E todos os seus atributos que me atraem
Por isso mesmo é que eu te quero tanto
E é tão verdadeiro como as folhas caem.

Euclides Riquetti

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Se te amar, amei, amava

 


 




Se te amar, amei, te amava
Também te querer eu te queria
Enquanto verbos eu te conjugava
Tu apenas rias...

Embalar teus sonhos eu embalava
Enquanto tu dormias
E tu não me ouvias, nem escutavas
Porque não me querias...

E eu compunha poemas
Que tu não lias
E eu cuidava de teus dilemas
Mas tu não sentias...

E meus propósitos se findavam
Porque tu não sabias
Que tu rias e eu chorava
Desde aquele dia...

Mas amar-te, eu te amei deveras
Nas noites escuras e nos dias
Chorei invernos, verões e primaveras
Chorei versos, chorei melodias!

Euclides Riquetti

Como uma gaivota afoita

 


 


Como uma gaivota afoita

Escolheste pra longe voar

Foste buscar abrigo pra noite

Ali bem perto do mar!


Voaste assim, tão de repente

Sem adeus, sem despedida

Para nas areias mais quentes

Deitar teu o corpo de menina.


Com tuas asas de cor de véu 

Foste planar no horizonte

Cortaste o azulado deste céu

Para buscar teu novo horizonte.


Pousaste perto do Atlântico

Novos desafios a enfrentar

Sonhas os sonhos românticos

Os que escolheste sonhar!


Euclides Riquetti

Na noite da super lua

 


 


 





Na noite da super lua
Tentei agarrá-la
Delicadamente
Deliciosamente
Com minhas mãos segurá-la...

Queria que ela me dissesse
Algo que me comovesse
Algo que me convencesse
Como o sol que me incandesce...

Na noite em que ela desfilou
Bela, maliciosa, altaneira
Bela, majestosa, faceira
Sobre as areias de Canasvieiras
Eu a beijei com minha alma ditosa...

E ela, branca, prateada, caprichosa
Me fez buscar palavras
Em minhas lavras
Para compor o tema
Deste meu poema
Que fiz e guardei para você
Pra você!

Euclides Riquetti

Para o amor não há fronteiras

 




Sintonizam-se pensamentos lado a lado 

Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fronteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti

Eu só queria falar das plantas

 







Eu só queria  falar das plantas que vêm da terra
Eu só queria  falar das flores que brotam das plantas
Eu também só queria  falar das senhoras respeitosas e santas
Que sempre rezam pra que os  filhos não morram nas lutas e  guerras

Eu só queria que as estrelas cintilassem na escuridão
E que o sol da manhã  nos energizasse com seus raios dourados
Que os ventos que sopram do sul para o norte não virassem tornados
E a calmaria pudesse estar sempre presente no meu coração.

Eu queria que os pássaros que pousam nos galhos da pitangueira
Enfeitassem com cores e  flores a vista azulada de minha janela
E entoassem os cantos que me fazem lembrar da moça faceira....

Eu só queria que no fim deste dia, depois de tanto cansaço
Eu  recebesse o carinho que um dia foi meu e que já ganhei dela
E me regozijasse no amor, no carinho e o seu terno abraço.

Euclides Riquetti

Para o amor não há fronteiras

 


 




Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fonteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti

Caminhos abertos


 


Caminhos abertos


Quando nossos caminhos são abertos

Os horizontes nos parecem mais claros

Quando se procuram os rumos certos

Desafia-se o desconhecido, o ignaro...


Quando se está triste, ou até confuso

E perdemos até algumas simples noções 

Nosso mundo nos parece bem obscuro

E nada consegue abrandar os corações...


Então, é preciso ter em quem apoiar-se

Buscar ajuda junto a quem for solidário

Elevar o ânimo para poder reafirmar-se.


E buscar, de todas as formas, a confiança

Entender aquilo que nos parece contrário

Renovar, a todo o momento, a esperança!


Euclides Riquetti

21-04-2023

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Falam os anjos

 



 Falam os anjos


Falam os anjos alados e celestiais
Saúdam as gentes com as gentilezas
Tecem vestes de linho para a nobreza
Mais do que merecem todos os mortais
Quando te componho este poema...

Nos versos dos poemas declamados
Trêmula, minha voz vai te encantar
Vai sobrevoando a terra e o verde mar
Subindo os montes de topo azulado
Procurando teu corpo para abraçar
Batendo em teus lábios adocicados
Olhando nos teus olhos abençoados!

Fogem meus olhos em busca dos teus
Soam os sinos na tarde ensolarada
Matizadas flores colhes na jornada...
Vão os anjos levar-te os beijos meus
Tantas tardes azuis no céu encantadas
Quantas vezes me permitir meu Deus.

Euclides Riquetti

Na doce inquietude da madrugada





 

Na doce inquietude da madrugada
Almas insones, corações aflitos
Reportam-se a canções e escritos
Na doce inquietude da madrugada...

Na manhã de sol suave e prazenteiro
O poeta  escreve versos românticos
Anjos entoam os mais sacros cânticos
Na manhã de sol suave e prazenteiro...

Na tarde da nostalgia e da meditação
Saem da pena maravilhosos versos
Que jaziam nos pensamentos submersos
Na tarde da nostalgia e da meditação...

Na noite em que as estrelas nos desafiam
Invadem meu ser as valsas das nostalgias
Os tangos me bailam com presteza e maestria
Na noite em que as estrelas nos desafiam...

Nos dias de cada outono  e de  cada inverno
Manhãs, tardes, noites, em todas as horas
Peço que me queiras, que  não vás embora
E te darei o amor de sempre, o amor eterno.

Amar-te-ei na noite abençoada
Na manhã hiemal, na tarde amena
Rezarei por tua alma branca e serena
Na doce inquietude da madrugada!

Euclides Riquetti

História do Xixo ... coisas de Porto União da Vitória

 


Reprise... escrevi em 2012:


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          O xixo é um alimento produzido basicamente com carne e muito popular na região Sul do Brasil. Em muitas cidades chamam de espetinho, ou espetinho de carne. Tem origem em países como a China, o Japão e a Russia, com 800  anos de história. Em cada lugar é feito com um tipo de carne, dependendo da preferência do consumidor, inclusive há casos de que misturam legumes em meio aos pedaços .Pejorativamente, chamam de "espetinho de gato" aquele que é vendido em praças públicas ou nas entradas de estádios. Mas é comum tendo gente vendendo xixo ao lado dos portões de cemitérios, em dias de finados.

          A ideia de escrever sobre o xixo me veio ontem à noite, quando meu filho Fabrício, o Gustavo Andrade, (Filho da  Nice, neto do Ivo Luiz Bazzo; e o Thiago Fagundes dos Passos, de Ibicaré,  com suas respectivas noivas, estiveram preparando peixes recheados na nossa garagem/churrasqueira de mnha casa, em Joaçaba. Discutiam sobre como fazer um bom xixo.

          Em minha infância, quando acompanhava meu pai, Guerino Riquetti, e seu inseparável e confidente sobrinho Rozimbo Baretta, nas festas em Ouro e Capinzal, percebia que os fabriqueiros (fabriccieri), dirigentes das capelas da Igreja Católica, retiravam os "miúdos", como coração e rins, dos animais, cortavam em pequenos pedaços e os assavam nos espetos para comer enquanto espetavam o churrasco e o punham ao fogo. Chamavam isso de aperitivo, que era ingerido junto com uma cachaça artesanal ou caipirinha de limão.

          Em minha juventude, quando fui para a Faculdade, em Porto União da Vitória, conheci o vedadeiro XIXO.  Deliciei-me. Era bom demais

          Meus amigos Leoclides Fraron, Odacir Giaretta e Osvaldo Bet, meus companheiros na "República Esquadrão da Vida", convidaram-me para ir à  Festa de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, onde, em 1972, iam acender uma fogueira com 39 metros de altura, com circuito acionado por controle remoto (um par de fios e um interruptor de luz). Lembro que o Grupo de Jovens do Bairro, liderados pelo Fernando Crestani, alguns anos, levantavam a grande fogueira. E o Sr.  Carlos Ewaldo Unterstell, comerciante e benemérito,  foi foi o que acendeu a fogueira, cujo fogo começaba lá no alto, e depois vinha descendo. Ao longo as pessoas viam aquele clarão que iluminava aquela parte de Porto União.

          Mas, como nosso escopo é falar do xixo, digo que foi nessa festa que  conheci. Faziam até 20.000 espetinhos, usando 2.000 Kg de canes. Era composto por coxão mole de bovinos, pernil de porco e coração de porco. Mas tinha um sabor inigualável. Os espetinhos eram de um arame de aço, assado em calhas de latao, e havia umas ripas na horizontal,defronte äs barracas, onde pregos sustentavam as argolas dos espetos, e íamos retirando os pedacinhos e devorando. Os espetos eram reutilizados. Você os podia comprar nos supermercados Passos e Unterstell, a bom preço.

          Dez anos depois, quando morava em Ouro, meu cunhado Nei me visitou e propôs-me a fazermos um xixo. Utilizou, junto, filé de carne de frango.Eu não sabia que isso era possível. Mas ficou muito bom.

          No início da década de 1980, o Fernado Crestani veio de Porto União para trabalhar no Bradesco, em Capinzal, e retomamos a amizade. E eu lecionava também na CNEC, que estava com problemas financeiros para pahar aluguel e salários de nós, professores. Sugerimos fazer uma fogueira e vender xixo. Antes, numa festa junina do Mater Dolorum, o Ruites Andrioni, da APP, mandou o Zó Boico com o gol azul da Jarp buscar100Kg de xixo em Porto Uniao, pois se entendia que só lá sabiam prepará-lo. E ele conhecera o xixo na casa do irmão dele, meu amigo Urtenilo Andrioni, o Nilo, que morava no Porto.

          Na metade da festa, não havia mas xixo.

          O Crestani ensinou-me a fórmula do xixo para vender nas promoções e ter lucro. Depois ensinei-a para o  Guiomedes Proner,  Neivo Ceigol  e o Albino Baretta. E ficava uma delícia, todos elogiavam o tempero. Hoje muitos continuam a fazer  xixo com uma única espécie de carne, de bovinos ou de suínos. Mas á outras fórmulas de composição.

          Então, vejamos nosso procedimento: para terem-se 100 Kg de xixo e produzir de 900 A 1.00O espetinhos, utilizam-se:

- 35 Kg de carne bovinha de coxão mole,  macia;
- 35 Kg de carne de pernil suíno,  pura;
- 45 Kg de carne de coração de porco (retiras nervuras e gorduras);
- 3 litros de óleo comestível;
- 3 litros de vinho branco, seco;
- 3 Kg  de sal fino;
- 3 pacotes de orégano;
- salsa, folhas de cebola, manjerona, hortelã -pimenta ou outros temperos verdes compatíveis.

Corte tudo e tempere. Com estas quantidades obterás um mínimo de 100 Kg de xixo, próprios para 1.000 espetinhos.

          Lembrar das festas juninas deOuro, Capinzel e Porto União me remetem aos tempos e isso às saudades. Era muito bom levar as crianças para se deliciarem com o xixo, o cachorro-quente, os pés-de-moleque, cocadinhas, doces de batata ou de  abóbora, e ver as danças das quadrilhas.

Euclides Riquetti
28-10-2012

Feliz...

 



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Feliz...
Por ter amado e sido amado
Por querer e ter quem queira
Por sonhar o sonho desejado
Porque a felicidade é bem maneira!

Feliz...
Por ser rodeado de gente
Que me compreende!

Feliz...
Porque a felicidade se conquista
Com a atitude certa
Na rua turbulenta
Na manhã cinzenta
Ou na praia deserta!

Feliz...
Por ter tido você!

Euclides Riquetti

Caminhos abertos

 


 


Caminhos abertos


Quando nossos caminhos são abertos

Os horizontes nos parecem mais claros

Quando se procuram os rumos certos

Desafia-se o desconhecido, o ignaro...


Quando se está triste, ou até confuso

E perdemos até algumas simples noções 

Nosso mundo nos parece bem obscuro

E nada consegue abrandar os corações...


Então, é preciso ter em quem apoiar-se

Buscar ajuda junto a quem for solidário

Elevar o ânimo para poder reafirmar-se.


E buscar, de todas as formas, a confiança

Entender aquilo que nos parece contrário

Renovar, a todo o momento, a esperança!


Euclides Riquetti

21-04-2023


domingo, 2 de novembro de 2025

Portal Cidadela - visite!

 



       O Jornal Cidadela, de Joaçaba - SC - é dirigido pelo experiente jornalista Mário Serafim, antigo Diretor da TV Barriga Verde. Vários assuntos são enfocados. Traz noticias, artigos informativos e de opinião, variedades, política e economia. Euclides Riquetti é colunista de opinião e aborda questões de política, economia, gestão pública, turismo e cultura.

       Você está convidado (a) por mim para conhecer o jornal, desfrutar de informações locais e em nível de Santa Catarina e do Brasil. Acesse o www.portalcidadela.com.br e chegará até ele.

       Bom entretenimento!

Euclides Riquetti

Escritor - poeta - cronista 

Triste...

 


 






Triste...
Porque a tristeza é melancólica
Real, não metafórica!

Triste..
Porque a tristeza existe!

Triste...
Porque mesmo a manhã ensolarada
Não foi suficiente
Para, na tarde acanhada
Ficar bem contente!

Triste...
Porque há um algo inexplicável
Que me detona, implacável
E me deixa triste
Porque você resiste...

Euclides Riquetti