terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Vivamos, pois os anos passam!

 


 



Vivamos, pois os anos passam

E não devemos deixar

Que a vida simplesmente passe!


Vivamos tudo intensamente

Alimentando nosssos sonhos...

Amorosamente!


Cuidemos bem de quem nos cuida

Sejamos gentis e afáveis

Cultivemos gestos amáveis...


Ativemos, sempre, a sensibilidade

Procuremos controlar nossa ansiedade

Cuidadosamente!


Sermos capazes de amar 

Para sermos amados

Se desejar e sermos desejados...


De despertar paixões equilibradas

E não nos perdermos nas estradas

Descuidadamente!


Vivamos cada hora de cada dia

Com toda a possível alegria

Porque os anos passam!


( E não voltam nunca mais!)


Euclides Riquetti

13-05-2022


Catando grimpas e revirando a memória! Saudosismo... Homenageando amigos do passado!

 


 





          Há algumas coisas que a gente fazia quando criança e que, depois, o tempo nos dá uma pausa e as esquecemos por completo. Adiante, circunstancialmente, surgem ocasiões que nos fazem voltar atrás e nos remetem a reflexões... a lembranças, ternas e agradáveis lembranças!

          Pois, nesta manhã agradável e ensolarada aqui do Sul do Brasil, saí para dar uma volta na quadra, aqui perto de casa. Levei um pedaço de fio de luz que estava ali, "pendurado num prego". Ora, ainda tem gente que pendura coisas em pregos, como têm aqueles que mais ainda, penduram "num prego atrás da porta". Tenho um almoxarifado cheio de ferramentas em minha casa. Organizado, não bagunçado!

           Tenho muitas ferramentas, pois as fui angariando desde a construção da casa. Não vou ficar aqui dizendo quantas e quais, pois você não vai, mesmo, se interessar por minhas ferramentas, desde as convencionais às elétricas, do martelo à serra elétrica, da picareta à furadeira. Mas tem os "brinquedos", os apetrechos do esporte, das raquetes de tênis de quadra aos molinetes de pesca do Fabrício, da bola de futebol à de basquete, ainda todas as medalhas que ele ganhou desde o futebol até o haecon-do.

            Mas hoje vou falar das grimpas das araucárias. Das que caem dos pinheiros quando sopra o vento. Das da região de União da Vitória, onde morei na juventude, onde eu li "Eu Vi Cair o Último Pinheiro", do autor José Cleto, pai do Esoani Parísio Cleto, o fera que tirou primeiro lugar no vestibular de Letras da Fafi, em 1972, que tinha barba de filósofo, era uma inteligência acima da média, bem sucedido,  mas muito simples e amigo, capaz de dar atenção ao mais simples dos mortais... Ele nos dizia que seu nome era raro porque os pais, José e Celina usaram, as três ultimas letras de José, invertidas: ose virou "eso"; e de Celina: ina virou "ani" e, aglutinando-as, deu eso+ani= "Esoani". E assim os pais escolheram seu nome, exótico, diferente, único, talvez.

          E vou falar das aventuras da infância, primeiro no leãozinho (Capinzal-Ouro), onde o Stefenito Frank ajuntava os pinhões no potreiro, acendia um fogo de grimpas e jogava sobre este os pinhões, sapecando-os. Delícia!

           Lembro, também, dos pinhões maduros  que catávamos nos potreiros do Benjamim Miqueloto e do Augusto Masson, e que sapecávamos no meio das grimpas em chamas, nos domingos de tarde, ali próximo da "cadeia", no Ouro. O Dito, o Itcho e o Zé (Rosito, Heitor e Raul Masson); o Nito e o Neri (Irenito e Neri Miqueloto); o Bode Branco  e o Carlinhos (Ivo e Carlos Guerra), o Lombo Preto (Arcílio Massucatto), dos Coquiarinhas (Altivir e Valdir Souza), meu o Foguete e o Pisca (Ironi e Euclides Riquetti...), o Paulinho (Adelir Paulo Lucietti), o Tostão e o Nego (Darci e Valdecir Lucietti), o Armindo (Ermindo Campioni); o Tratorzinho (Luiz Alberto Dambrós), o Adecho, o Ademar e o Micuim  (Adelcio, Ademar e Adelto Miqueloto)   o Cosme e o Moacir (Richetti), do Nereu e do Nico (Nereu e Irineu Oliveira), e outros moleques.

          Pois hoje eu cato grimpas, como fiz outrora, para começar o fogo na churrasqueira aqui de casa. Melhor que papel, é fogo imediato e garantido. Lenha queimando, churrasco delicioso, pois, quem tem o costume de fazer fogo com lenha, não troca por carvão de jeito nenhum...

Grande abraço a todos os amigos que passaram pela minha vida, os que aqui citei e os demais, alguns presentes e outros já ausentes, foram morar no céu. A estes, minhas orações...

Euclides Riquetti
19-07-2015


Lembranças...

 


 







Lembranças... 
É fácil falar do vento, que rima com o pensamento
Do ar, que vem do mar
Da flor, que revela o amor
Do sentimento, que remete no tempo...

É fácil falar do inverno, do amor eterno
Da desmedida paixão
Que explode no coração
E que leva do céu ao inferno!...

É fácil falar da terra, da alegria da primavera
Da planta que cresce
Do broto que floresce
Dos longos anos de espera!

É fácil falar de um porto e de um olhar absorto
Do dia do verão quente
Que queima a pele da gente
E do cansaço que mata o corpo!

É tudo muito belo !!!
Formosa inspiração !!!

Difícil
É lembrar de cada estação
Dia, mês, ano...
De cada beijo profano
De cada momento mundano
De corpo e alma em profusão...

E em cada olhar
Em cada pensar
Em cada lembrar
Querer que tu voltes
E não te ver voltar!...

Euclides Riquetti

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Perdas ensejam saudades...

 




 

Perdas são sempre sentidas
Ensejam  as saudades
Aguçam a sensibilidade
Ferem os corações e as almas doridas...

As perdas dilaceram os ânimos
E mutilam os pensamentos
Fazem a mente viajar pelo tempo
Perder-se em dias, meses e anos...

As perdas deixam marcas que não se apagam
Que ficam conosco eternamente
E que nos destroem  lentamente.

As perdas acontecem e as vidas passam
Fica a dor a matar quem já tanto sofreu
Fica o tempo a lembrar-nos de quem se perdeu...

Euclides Riquetti

Objetos em desuso - reflexão para final de ano - (Os tempos das galochas...)


 


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          Quando criança ainda, numa de minhas férias escolares, fui passar um mês com meus avôs em Linha Bonita. Os Baretta  eram comerciantes, tinham um casarão que mais atrás servira também de pousada. E, naqueles idos de 1961, eu era bastante observador, cuidava dos movimentos das pessoas e daquilo que faziam. Lembro que,  nos domingos à tardinha, após os jogos de futebol, vinham os jovens de toda a redondeza para jogar baralho. E tomar umas "birotas". Naquele tempo não tinham geladeira, pois não tinham energia elétrica suficiente, embora a maioria das casas tivessem  um rodão d´água, que acionava um dínamo, que permitia clarear os ambientes apenas para umas duas, no máximo três lâmpadas. Então, a cerveja era resfriada num tanque de alvenaria, construído sob o assoalho de madeira, com água do poço, retirada com baldes de madeira também. E pediam para minha nona, Severina, cozinhar ovos na água, em dúzias, para matarem a fome no final de tarde.

          Lembro que um dos jovens senhores que vinham até lá era o Vitalino Bazzo, com chapéu de feltro cinza, terno da mesma cor, de um xadrez discreto. (Foi na década de 1970 que os paletós "xadrezão" entraram na moda. Combinavam com aquelas calças boca-de-sino e os cabelos longos das pessoas).  baldes do poço. E havia o Américo Módena, o Fernande Maziero, o Dirceu Viganó, o Nézio e o Vilson Rech, o Alcides Antonietto, o Nelson Falk, o Itacir Dambrós, o Valdir Baretta, que se misturavam com outros mais jovens e com meus tios. Tinham chapéu de feltro, que eram os chiques. Alguns, de palha. Comprei um aos 9 anos, quando já estava moranda na cidade e trabalhava. Lavava louça e lustrava a casa para uma prima. Com meu primeiro salário, comprei um belo chapéu.... Ah, e trabalhar não tirou nenhum pedaço de mim, não me queixo disso, mas me orgulho, pois aprendi a valorizar todas as minhas coisas.

          Na época, havia um cidadão que vinha da Estação Avaí, que ficava do outro lado do Rio do Peixe ,o Nelson Martins, e ia ver a namorada, filha de um dos muitos Barettas que ali moravam, do Serafim. E tinha algo que dava inveja a todos os outros: um par de galochas de borracha, pretas. Era um material bem elástico e flexível, um "sapato maior que envolvia um sapato menor", que não deixava que o de couro embarrasse, nem que nele entrasse umidade. E ainda tinha um guarda-chuva com as varetas de madeira, bem grande. Vinha a pé, passava pela balsa ou bote, vinha de uma distância de dois quilômetros e meio para ver a namorada. Quando passava defronte à bodega, todos o invejavam. Naquele tempo não conhecíamos ainda as capas  chuva, de nylon, que apareceram por lá apenas uns cinco anos depois. Imagine o sucesso dele se tivesse também uma capa de chuva. Ter uma, foi um de meus sonhos de adolescência, que não pude realizar, pois só "quem podia" conseguia ter uma. (Só consegui comprar um chapéu...)

          Era o tempo em que não havia tratores para trabalhar. Colhíamos trigo com foicinhas, usávamos as enxadas para carpir, as máquinas pica-paus para plantar milho. E trilhadeira alugada para colher o trigo. Havia máquinas acionadas a mão para debulhar ou moer milho. Depois vieram equipamentos a gasolina e os elétricos. Foi uma "revolução na roça".

          E, relembrando dessas coisas, das galochas que caíram em desuso, lembrei-me do cinzeiro que meu pai ganhou de uma aluna, lá do Belisário Pena, do 4º ano, a Cássia.  Isqueiro  era um presente bonito para um aniversário, dias dos pais, formaturas. (Agora, eu não daria cinzeiros ou isqueiros para ninguém).  E davam também abotoaduras, algumas combinadas com um filete metálico que prendia a gravata, tudo ornando e combinando. E, antes ainda, as mulheres usavam luvas e  chapéus, que as tornavam mais elegantes. Bonitas não, pois bonitas elas já eram, apenas que os ornamentos as deixavam mais atraentes, chamativas, engraçadas.

         Hoje os sonhos de consumo são outros, criaram outrs necessidades para nós, encontraram outras formas de nos atrair, contagiar. As máquinas de escrever foram substituídas por computadores com impressoras. Muitos deixaram de fumar e dar um isqueiro ou um cinzeiro de presente é coisa muito brega e deselegante. Luvas, agora, para o trabalho,  para pilotar motos, ou proteger contra o frio. As máquinas fotográficas convencionais foram substituídas por digitais. Os filmes de pelícola 35 mm estão dando lugar a sistemas digitalizados. As vitrolas , os gravadores de rolo ou fita, os toca-discos, deram lugar a mídias moderníssimas, chegando-se aos blue rays.

          Muitos  acessórios clássicos, tão presentes nas novelas e filmes de época e revistas  podem voltar à nossa mente nesses dias em que paramos para refletir a chegada de mais um final de ano. Pensar nos chapéus de feltro, nas abotoaduras, nas luvas das senhoras, nos isqueiros, nos cinzeiros, nas galochas, nas agulhas dos toca-discos e nos discos de vinil. Quanta coisa mudou e quanto ainda tudo vai mudar. Até as bodegas das colônias desapareceram, junto com a energia da juventude de muitos amigos que se foram ou que estão aí, resistindo ao tempo. Olhamos para trás e vemos um filme que nos traz simples, mas saudosas lembranças.  E nos resta pedir saúde a Deus, e que nossas ideias não caiam de uso, não se tornem obsoletas também!

Euclides Riquetti

Uma luz que irradia encantamento

 




Há uma luz em ti, que irradia encantamento
Que brota de teu sorriso natural
Que adorna teu rosto divinal
Que me incita ao  profano pensamento...

Há uma luz em ti, que a torna muito mais bonita
Que põe uma aura em redor de teu belo corpo
De cabelos dourados, de um fantástico rosto
Uma beleza singela, uma alma bendita!

Há uma luz que brilha em todas as horas
A luz própria de uma verdadeira diva
E que mesmo na noite não se vai embora.

Há uma mulher determinada e atraente
Uma mulher serena, deslumbrante e altiva
A mulher do sorriso leve e  da paixão ardente.

Euclides Riquetti

Não deixe o sol ir embora

 



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Não deixe o sol ir-se embora
Faça alguma coisa pra ele ficar
Pois que ele chegou bem agora
Então não o deixe se apagar...

Segure o sol até o mês de agosto
Falta pouco tempo para isso
Deixe-o brilhar em seu rosto
Deixe-o enfeitar o seu sorriso!

Deixe que ele seja nossa fantasia
Que durma à noite  no Ocidente
Que brilhe pra nós durante o dia
E que durma apenas lá no Oriente.

Não deixe o sol ir-se  embora
Faça com que ele se apaixone
E que nos traga nova aurora
E que ele  nunca nos abandone!

Então o sol que há em você
E que também há em mim
Precisa ficar conosco porque
Preciso de seu brilho sem fim!

Euclides Riquetti

domingo, 30 de novembro de 2025

Mensagem do desejo

 



Uma rosa, muitas rosas, todas as rosas

Plantadas carinhosamente para ti

De todas as cores, formosas, cheirosas

Cultivadas cuidadosamente ali e aqui

Rosas de todas as bandas e lugares

Das colinas verdes, dos jardins e altares


Rosa de um nome, da cor e da bela flor

Todas elas dos mais belos dos jardins

Mas tu, especialmente, por louvor

Mereces a exaltação que sai de mim

Nas palavras que encadeio nos versos

Nas estrofes em que me manifesto!


Flor saída do ventre da mãe ou da roseira

Rosa de inverno ou uma rosa de verão

Contemplada por mim, de uma maneira

Amada por quem te devota uma paixão

Aceita meus poemas e o meu cortejo

Recados da alma, mensagem do desejo!


Euclides Riquetti

30-11-2025










Abençoa, meu Deus, todos os pais

 


 

 



Abençoa, meu Deus, todos os pais

Aqueles que se dedicam e preocupam

Os que pelos filhos sempre labutaram

Sem reclamos, sem choro, sem os ais!


Abençoa os que geram e protegem

Todos os que lhes dão amor e carinho

Que superam obstáculos e espinhos

E os que pelas Leis Divinas se regem. 


Abençoa as esposas, os filhos, as filhas

Os que vivem a família e o entendimento

Nos momentos difíceis ou entretenimento

À luz do Senhor, são estrelas que brilham.


Que Deus proteja a todos os ainda presentes

Também àqueles que já partiram

Aqueles cujas almas aos céus subiram

Para que lá no céu se regozijem contentes!


Euclides Riquetti

Sensação de liberdade

 


 



Sensação de liberdade

De andar na rua ao encontro do nada

De poder ver rostos expressivos

Talvez fazer novas amizades!


Sensação de liberdade

De esperar solitário pela madrugada

De rosto coberto com máscara de tecido

E ficar esperando pela mulher amada!


Sensação de liberdade

De poder viver a vida intensamente

E poder vagar por todas as ruas da cidade

Calmamente!


Euclides Riquetti

Para as mães, todas as flores

 


 


 


Para as mães, todas as flores

Todas as rosas de todas as cores

Brancas, vermelhas, azuis, amarelas

Porque todas as flores são singelas!


Para as mães, os abraços dos filhos

Dos abastados aos mais maltrapilhos

Porque são, sempre, os filhos amados

Não importando os seus predicados!


Para as mães, o carinho imedível

Todos os gestos do amor possível

As homenagens mais sinceras 

Por todas as noites de longa espera!


Para as mães, o amor incondicional

O abraço de afeto mais fraternal

E o ideal para este momento

Do filho amado o reconhecimento!


Para a minha mãe que está lá no céu

Um arranjo de flores envoltas em véu

À minha mulher-mãe me resta aplaudir

Meu beijo ardoroso com ela dividir!


Para a mãe-filha e a mãe-nora parabéns

Para as mães amigas o aplauso também

E, que no dia que a todas é consagrado

O meu fraterno abraço apertado!


Euclides Riquetti

Um dia você chorou...

 






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Um dia você chorou, vibrou, vibrou, chorou
Seus belos olhos encheram-se de gotinhas de cristal
Você que calou, sofreu, sofreu, calou
Seu grito de alegria fez explodir, afinal.

Você esteve lá, elegante, glamourosa
De seu rosto moreno brotou um sorriso sensual
De seus lábios saíram as palavras mais carinhosas
Você vibrou com a conquista colossal!

Na madrugada silenciosa me veio seu doce sorriso
As palavras mágicas se embalaram no meu ser
E seu rosto comovido, bonito,  me encantou...

Então, meu coração bateu mais forte, mais preciso
E, no papel, pus este soneto pra dizer:
Você é o algo belo com que Deus nos presenteou!

Euclides Riquetti

sábado, 29 de novembro de 2025

Jeito de pecado






 

Jeito de pecado

Foi de madrugada
Que pensei em você:
Senti algo no peito
Foi assim, do meu jeito
De gostar, de beijar, de querer.

Desejei o seu corpo
Elegante, maroto.
Beijei os seus lábios quentes
Acariciei seu cabelo envolvente
Amei você, perdidamente!

Fui atrevido, incontido bastante
Encantei-me com seu jeito elegante
E, entre pensamentos profanos
Meu coração cigano
Ficou transportado
Para o mundo desejado!

Desejei, ousei...
Pequei. Quis.
Quis ser feliz!...
E foi muito, muito bom!
Bom, mas com jeito de pecado!...

Euclides Riquetti

Aquela canção de que você gostava tanto

 


 



Aquela canção de que você gostava tanto

E a outra que você cantarolava no chuveiro

Tem aquela do cantor perdido em prantos

E todas as outras de todos os cancioneiros,


Têm as que lembram um antigo carnaval

E as que você ouviu naquele verão distante

Todas as  de primavera e outras de natal

De "Casa de Bamba" até a "Amada Amante!


As canções marcaram todas as nossas épocas 

Deixaram marcas nos corações e na memória

As badaladíssimas  do rádio e as mais discretas

Todas elas fazem parte de nossa história...


Histórias de amor se constroem com cinema

Filmes românticos e canções para dançar

Mas a nossa eu construo com mil poemas

Com vagões de rimas, com o amar e o sonhar!

Euclides Riquetti

É noite

 



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É noite, dos pensamentos sem dono
É noite de novo...
É noite das estrelas prateadas
Das almas condenadas (perdoadas??).
Mas é noite!

É a noite dos namorados
É a noite dos sonhos encantados...
É a noite das orações
Das dores nos corações...
É, sim, é a noite!

A noite é  dos amantes
Dos beijos provocantes
A noite é dos aflitos
Dos versos escritos e ditos
A noite é apenas a noite...

E, atrás daquela  janela
Alguém se esconde.
Atrás da cortina singela
Uma voz responde:
Estou aqui...
Pensando em ti!
Somente em ti.
Em ti...
(Aqui...)