domingo, 11 de janeiro de 2026

À minha querida e saudosa mãe, Dorvalina Adélia Baretta Riquetti

 


 

 Homenageando, nesta data, minha querida e saudosa mãe Dorvalina Adélia Baretta Riquetti pelos 26 anos de seu falecimento

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Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.

Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.

Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.

Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.

Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.

Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.

Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.

Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.

Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.

Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.

Euclides Riquetti

Beijo sabor goiaba

 

 


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Quer um beijo sabor goiabada?
Ou beijo de sorvete napolitano?
Quer primeiro ser abraçada?
Ou pode ser algo mais profano?

Posso te dar o que você quiser:
Beijos, abraços, muito carinho
Coisas de homem para mulher
Doces sonhos em meu caminho!

O beijo de fruta polpa magenta
Com suaves odores naturais
Ou, quem sabe, sabor de menta!

O beijo que me envolve, frutado
Em seus lábios muito sensuais
Beijo seu, que eu quero, roubado!

Euclides Riquetti

Voa, pensamento...

 


 




Sagaz inspiradora de palavras e  versos
Mergulha-se  em devaneios e ilusão
Escravos pensamentos estão despertos
Companheiros na  sua solidão.

Olhos brilhantes e meigos que  censuram
As palavras nos seus lábios pronunciadas
As mãos graciosas outras mãos seguram
O sonho que rouba as  madrugadas.

Vaga pisoteando pedras entre a verde relva
Vaga sem cuidados, sem limites, sem reservas.
Entre sucessos, tropeços  e conquistas.

Voa o pensamento entre as nuvens alvas
Voa no firmamento sua dileta alma
Enquanto a névoa lhe embaraça as vistas.

Euclides Riquetti

Memórias da Juventude (Bom dia, Silvestre! - União da Vitória))

 

 



em 06/08/20

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Simca Chambord

          Trabalhei com o Silvestre Schepanski na Rua Clotário Portugal, 974, em União da Vitória (PR), na concessionária da Mercedes-Benz, então Álvaro Mallon e Filhos, de 1972 até o início de 1977, quando fui morar em Zortéa. Eu estava em meu primeiro ano de faculdade, na FAFI. Trabalhei na seção de peças e, nos dois últimos anos, fui gerente da filial, na Avenida Manoel Ribas, na antiga sede da Transiguaçu, próxima ao Posto Ipiranga, dos irmãos Ravanello.

           Silvestre era meu chefe. Estudava à noite, fazia o "ginásio" no Túlio de França, estava na sexta série do então Segundo Grau, em 1972. Não gostava de novelas. Dizia que tinha um cunhado que ficava vidrado com a "Selva de Pedras", em que a Simone (Regina Duarte), fazia par com outro jovem ator, Francisco Cuoco. Achava que isso era uma extrema perda de tempo. Anos depois, converteu-se a noveleiro também.

          O Silvestre tinha uma Simca Chambord e uma bicicleta. Não raro, alguém tinha que empurrar a Sinca, pois a bateria dela não era lá essas coisas. A bicicleta nunca o deixava na mão. Ah, bem que eu gostaria de ter aquela Chambord branca e vermelha, hoje. Ou a Sinca Jangada, do meu professor de Direito usual na CNEC, em Capinzal, Benoni Zóccoli. Hoje, o Silvestre está com os filhos bem encaminhados, anda de caminhonete poderosa, é um empresário bem sucedido, tem uma fazendinha, imóveis, e é dono da "Auto Peças Silvestre", na Marechal, em União da Vitória, uns 500 metros abaixo do Estádio Enéas Muniz de Queirós, do Ferroviário.

          A grande virtude do Silvestre era defender os seus subordinados perante os chefes das outras sessões. Ele era muito bem dado com o Romeu da Silva, que era vendedor de caminhões, e a quem ainda me referirei numa crônica. Quando alguém da oficina mecânica da concessionária pegava no nosso pé por alguma razão, ele nos defendia. Depois, em particular, mostrava nossos pontos certos e nossos pontos errados. defendia, arduamente, os interesses da empresa. Aprendi muito com ele.

          O Silvestre era natural de Canoinhas, jogou no Santa Cruz, tinha intimidade com a bola, isso nós percebíamos quando de jogos da nossa turma da Mercedes. Magrão e alto, bigode bem arrumado, era um zagueiro que sabia sair jogando para distribuir a bola ao ataque.  Lembro que, na época, ele tinha dois filhos: o Gérson e a Mari. Hoje, eles tocam as negócios do pai. Na última vez que estive na loja de peças deles, conversei com todos. o atendimento é bom e fornecem peças até mesmo para concessionárias, tão variado e organizado é seu estoque.

           Deixo aqui meu reconhecimento a ele, ao Altamiro Beckert, ao Mauro (Iwankio?), à Sandra  Probst (Bogus), a saudoso Solon Carlos Dondeo e a todos os que, de alguma forma, me ensinaram alguma coisa em 1972, quando iniciei meu trabalho lá. Tudo o que aprendi na Mercedes, muito me ajudou em minhas atividades comerciais e mesmo públicas, em minha vida profissional.

Grande abraço em todos!

Euclides Riquetti
25-11-2015

sábado, 10 de janeiro de 2026

Você é a luz de Deus

 


 



Você é a luz de Deus
Que clareia, que brilha, que aquece
Que à tardinha nos dá adeus
Que chega quando o dia amanhece.

Você é a luz que alimenta
Que anima e que energiza
Que conforta a alma sedenta
E a todos nós ilumina.

Você é quem conforta a planta
Com seus raios que reluzem
Anima-a, com sua força santa
Com seus raios que a seduzem.

Luz protetora  e divinal
Que nos orienta e que nos guia
Com sua energia natural
Nos abençoa todo o dia!

Obrigado, Rei Sol!

Euclides Riquetti

Uma Oração para Você

 




 
 
Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Degustar os teus encantos




Degustar os teus encantos


Um beijo na tua boca

Bem no fim da tarde

Só quero que te acalmes

E que fiques bem!


Um beijo bem gostoso

De perder a respiração

Mas encontrar a inspiração

Bem no fim da tarde!


Um beijo bem demorado

E um abraço natural

Com desejo adicional

Pra que fiques bem!


Um pacote acalorado

Abraço, beijo e até desejo

Te querer, tudo sem medo

Ser casal apaixonado!


Sim, abraços e beijos tantos

Corpo e alma bem colados

Olhar teus olhos encantados

Degustar os teus encantos!


Euclides Riquetti

Nego Joe (Antonio Carlos Andrioni Souza) conterrâneo em "Flor do Caribe" (para relembrar)

 



Blog do Riquetti: Nego Joe (Antonio Carlos Andrioni Souza) conterrâneo em  Novela da Globo

Nego Joe, o Neguinho do Dario (de Souza) e da Bete (Andrioni), junto com amigos e Neymar Júnior, em Irapema - SC - onde reside


Na segunda-feira, 31 de agosto,  no horário das 18 horas, a TV Globo iniciará a reprise da novela Flor do Caribe. Uma das canções da trilha da novela tem como título "Primeiro Raio de Sol" da Banda nego Joe, do conterrâneo Antônio Carlos Andrioni de Souza, o Nego! Então, estou reprisando uma crônica que escrevi em março de 2013: 
          "Quando, no dia 11 de março de 2013,   às 18 horas, a TV Globo brindar o público brasileiro com a novela "Flor do Caribe", dirigida pelo Jaime Monjardim, e você, durante a trama ouvir a canção que diz "Quando o primeiro raio de sol/Encontrar o teu sorriso/Vai perceber que os seus olhos são/As janelas do paraíso!",  capinzalenses e ourenses terão muito a comemorar. É que a canção "Primeiro Raio de Sol",  interpretada pela banda catarinense  Nego Joe, liderada pelo vocalista e compositor Antônio Carlos Andrioni de Souza - o Nego, foi incluída na trilha daquela novela.

           Antônio Carlos,  o Nego como é chamado pelos amigos e familiares, filho do Dario "Nilson Dias" Pereira de Souza, e da Beth Andrioni, nasceu em Capinzal e passou sua infância em Ouro. Seu pai tocava em "Os Invencíveis" e, como diz o professor Sérgio Durigon, "o Nego Dario segura a barra de qualquer banda". A Beth costumava acompanhar o marido nos bailes em que tocava e,  desde pequeno,  o Nego acompanhou o pai. Nego ganhou prêmios em Lacerdópolis e Ouro, depois passou a ter conquistas regularmente nos festivais do meio Oeste Catarinense. Na época era aluno de nossa Escola Estadual Prefeito Sílvio Santos. Era aplicado, estudioso. As meninas achavam ele bonitinho, uma gracinha!

         Gostava muito de jogar futebol, treinando nas bases do Arabutã  Futebol Clube e no Ginásio André Colombo. Acompanhava o pai nos treinos e jogos, especialmente nas tardes de sábado. Formávamos com o Dario a dupla do lado direito, ele na ponta e eu na lateral dos veteranos.  Agora é mais chique dizer "master".  Foi apelidado de Nilson Dias porque era muito parecido com o atacante do Botafogo do Rio que tinha esse nome.E tinha o cabelo "black-power" igualzinho a este. E, na nossa cidade, apelido pegava mesmo, eu que o diga. Uma vez fomos jogar na terra dele, Água Doce. Não sei se jogamos bem, mas compramos maçãs num depósito que havia ao lado do campo a "preço módico". E a torcida pegava no pé dele porque estava lá jogando contra sua cidade. Ele apenas sorria. Como ele não reclamava de nada, quando o time ia mal o treinador descontava em cima dele. Sabia que o rapaz era educado e ficava quietinho. Pai e filho foram meus alunos.
          Talentoso, o Nego não apenas herdou do pai o gosto e o conhecimento refinado sobre a música. Herdou dos pais a sua maneira dócil e educada de ser.

          Radicado em Balneário Camboriú, fundou sua banda em 2004 e veio crescendo sistematicamente. Fez várias aberturas para shows de renomadas bandas brasileiras, inclusive em edições do Planeta Atlântida, o maior evento musical do verão  em SC e no RS. Em 2006, com  sua "Canção da Paz", venceu o FEMIC catarinense. Na época nós os trouxemos para a cidade para um show. Esbanjou simpatia e animação. Em 2012 teve participação na novelinha Malhação, da Globo,  com "Give me Love".

          Agora, a Banda que faz sucesso nas redes sociais e em eventos do Sul do Brasil, amplia grandemente seu raio de atuação. E nós vamos ficar torcendo para que o Nego e seus companheiros faça muito sucesso. De música eles conhecem muito. São bastante responsáveis e profissionais, o que lhes dá credibilidade e abertura de espaços. A letra da canção é formidável. Muito apropriada para tematizar um par romântico. Parabéns, Nilson Dias e Bete, pelo filho que vocês têm!"

          Abraços e Boa Sorte, Nego!

ER
março/2013

Sofrência

 


 



É até bom ser acometido de sofrência

Uma dor aguda que só me atrapalha

Uma canção perdida em fogo em palha

Minha alma ferve em alta turbulência.


Busco rimas e palavras pra compor

Um poema de amor assim sem musa

Versos escritos pra bordar na blusa

Um poema fácil, leve e sedutor!


Procuro o sono, pois quero descansar

Mas há questões difíceis de resolver

Bom mesmo seria dormir e sonhar.


Mas a vida nos prega peças e nos judia

Por isso me demora tudo para acontecer

Então, rezar e esperar por um novo dia. 


Euclides Riquetti

Gente que fez: Universidade do Vale do Iguaçu - União da Vitória - PR

 



                                   Avenida Manoel Ribas, União da Vitória - PR - foto da época
          No início da década de 1970, quando ingressei da FAFI, em União da Vitória, iniciava-se, na cidade, uma forte campanha para que a cidade pudesse se desenvolver. Até então, vivia-se em função da industrialização da madeira com fornecimento para o mercado interno e para exportação. Havia madeireiras poderosas na cidade. Serragem e beneficiamento de pinheiro araucária,   imbuias e outras madeiras nativas garantiam a economia.

           Na época, pelo menos dois fatores deram um "baque" na economia local: Com a guerra de Israel e os Países Árabes, em outubro de 1973, houve alta nos preços dos combustíveis, em especial a gasolina. Não se conhecia ainda o etanol e havia muitos caminhões acionados a gasolina, elevando os custos de produção. O óleo diesel era mais barato e a solução foi os proprietários irem comprando motores a diesel e adaptando-os aos caminhões Ford  e Chevrolet. Em  seguida, veio uma "proibição" da exportação de madeiras e a economia de Porto União da Vitória foi muito abalada. Lembro-me do desespero de empresários com menos poder de fogo e dos operários com medo de perderem o emprego e dos caminhoneiros perderem seus fretes.

          Talvez antevendo isso tudo, algumas pessoas influentes na cidade começaram a planejar a implantação de uma instituição de ensino superior forte, que viesse a alavancar o desenvolvimento de Porto União da Vitória: a criação da Universidade do Vale do Iguaçu, cujo embrião foi a FACE - Faculdade de Administração e Ciências Econômicas, com o empenho de pessoas dedicadas como José Nelson Dissenha, Moacir de Melo, Hélio Bueno de Camargo, o Professor Raul Bortolini, Odilon Muncinelli, Sérgio Ângelo Francisco Mattioli e alguns colaboradores.

         Lembro de uma reunião havida, possivelmente no Clube Apollo,  em que a ideia da nova Universidade nos foi trazida. A FAFI disponibilizava, então, Letras, Pedagogia, História e Geografia, que se transformou em Geociências. Na memorável reunião, o Dr. Mattioli, Juiz de Direito, falou da importância de termos a Universidade do vale do Iguaçu e de que precisávamos unir nossa força moral e intelectual, com apoio do empresariado e da classe política, para que isso acontecesse. Naquela noite, uma pequena mensagem nos era passada, impressa num pedacinho de papel: "Universidade do vale do Iguaçu - Não somos tão ricos que nada possamos receber, nem tão pobres que nada possamos dar" - guardo isso muito bem em minha memória...

         Os anos passaram, a maioria dos cursos sonhados na época já estão funcionando na UNIUV, a cidade sobreviveu a algumas enchentes, tem um comércio  e a prestação de serviços bastante diversificada, uma "capacidade intelectual instalada" forte e sempre em ascensão.

          As cidades não podem deixar de reconhecer a importância que as pessoas que mencionei acima, e muitas outras, tiveram para seu desenvolvimento e sua sustentabilidade. Parabéns a essas pessoas por terem plantado as primeiras sementes, lá atrás.

Euclides Riquetti
18-07-2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Mulher envelopada

 



Mulher envelopada

Divinamente esculpida

Em lençol embrulhada

Devidamente protegida!


Mulher perfumada 

Com perfume discreto 

Simplesmente desejada

Eu te dou meu afeto.


Mulher poderosa

Sempre tão tentadora

Quente e muito fogosa

Simplesmente sedutora.


Quero querer e te amar

Te querer com ousadia

Me perder, me deleitar

Te dizer uma poesia!


Mulher envelopada

Gostosa

Dengosa

Cheirosa

Desejada!


Euclides Riquetti

09-01-2025

www.blogdoriquetti.blogspot.com 










Se tua alma me chama

 



Se tua alma me chama

E o meu corpo te ama

Meu coração só te quer

Com seu tudo de mulher!


Com rimas emparelhadas

Na subida da escada

Te beijar de grau em grau

Até chegar no girau. 


Apalpar teu corpo nu

Namorar eu com tu

De dizer um poema

Que não seja do sistema.


Amar com liberdade

E matar a saudade

Só pensar em coisas boas

Como um pato na lagoa.


E entre poemas poemetos

Vou compondo sonetos

Nada de pavor ou ódio

Só curtir o nosso ócio.


Tu e eu, eu mais tu

Sol de ouro, céu azul

Dar-te uma rosa flor

E vivermos o amor!


Euclides Riquetti

09-01-2025






Do outro lado do universo


 


 

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Do outro lado do universo


Me vale sentir que você sorri
Do outro lado do universo
O sorriso que eu posso sentir
Quando me perco nos versos.

No universo de um  romance
Apenas um distância a limitar
Pois  não há o que não alcance
O sonho que nos faz sonhar...

Por sobre pedras e arvoredos
Voa distante a  imaginação 
Vai libertar-se daqueles medos
Que afligem o meu coração...

Me vale sentir que você sorri
Do outro lado do universo
É aquele sorriso que eu senti
Quando lhe fiz estes versos!

Euclides Riquetti

Amar-te

 



 

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Amar-te

Amar, te amei incessantemente
Querer, te quis perdidamente
E, se meus olhos se fecharem de repente
Ter-te-ei amado infinitamente
Eternamente
Para sempre!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Silêncio no Asfalto - soneto undecassílabo


 








Euclides Riquetti recebendo premiação das mãos de Jucelino Ferraz, Prefeito em Exercício de Joaçaba, pelo primeiro lugar no "Concurso de Poesias Roberto Russoswsky", em 20-12-2018, por obter  Primeiro Lugar na categoria Soneto. O concurso foi promovido pela Gerência  da "Casa da Cultura Rogério Sganzerla" 




Silêncio no asfalto


O asfalto liso, azul-cinza matizado
É palco de nostalgias e de dilemas
O asfalto que tem o brilho prateado
É canteiro de meus prantos e poemas.

O asfalto escuro vai perdido na curva
Onde morre o sonho e vagam os atritos
Coração dilacerado em alma turva
Na sentida dor, abalos e conflitos.

O asfalto inóspito se alonga na vista
Duas faixas douradas decoram a pista
No desafio sutil, terno e sedutor.

É um instigar e uma dúvida presente
Tétrico palco da tragédia iminente:
Calou-se a voz do poeta sonhador...




Euclides Riquetti



22-12-2018