quinta-feira, 12 de outubro de 2023

O sorriso que brilha

 


 





O sorriso que brilha
É como ouro que reluz
É como o corpo que seduz
Mesmo que em alma maltrapilha.

O sorriso singular
É aquele que me atrai
É aquele que vem e que vai
Que me convida a viver e sonhar.

O sorriso mais puro
É aquele que me encanta
É aquele da voz que canta
Que brilha no claro e no escuro.

O teu sorriso aberto
Estampa em ti a sutileza
Em teu rosto de luz e beleza
Que inspira a compor-te os versos:

Versos românticos para quem partilha
O sorriso que tanto brilha!

Euclides Riquetti

Oração às crianças

 


 


 



Crianças nos fazem felizes porque são crianças
Crianças nos dizem coisas que nos encantam
Crianças filhas de mães dignas, dóceis e santas
Crianças que nós amamos, lindas crianças!

A criança  torna o mundo muito mais feliz
Porque em cada olhar desperta ternura
Porque em cada rosto há carinho e doçura
Há amor em seus gestos e em tudo o que diz.

Deus, abençoe as crianças que cantam,  faceiras
E também as que buscam o pão pra comer
E aquelas sem pais e sem lar pra viver.

Proteja as que passam frio nas noites de inverno
E as que rezam, esperançosas, pelo Pai Eterno.
Abençõe, Meu Deus,  as crianças brasileiras!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Sorriso de criança

 


 


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Sorriso de criança 


Nada é mais autêntico que o sorriso da criança
Pois nele há singeleza, beleza, ingenuidade
Suas palavras simples  denotam sinceridade
Tempo do qual se guarda a mais saudosa lembrança.

Gestos muito simples, modos sempre delicados
Olhar sutil, bondade no seu coraçãozinho
A proteção materna que a atende com carinho
A segurança ao ter sues pais presentes e dedicados.

Sorriso de criança,  enternecedor e contagiante
Belíssima transpiração de inocência e de docilidade
Sorriso de criança, encantador e deslumbrante.

Sorriso de criança, dos sorrisos o mais risonho
Inspiração para o poeta, para os pais felicidade
Sorriso de criança, um mundo de amor e de sonho.

Euclides Riquetti

Obrigado, meu Deus!

 


 



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 Obrigado, meu Deus! 


Meu Deus,
Tu que é tão bom
Tu que podes tanto, tanto
Eu te faço esta oração
Porque só Tu és Santo.

Meu Deus,
Tu que me  compreendes
Tu que me dás atenção
Eu peço e Tu me atendes
Porque me dás Tua proteção.

Meu Deus,
Tu que estás sempre comigo
Tu que estás em todo o lugar
Eu Te peço o bom abrigo
Porque quero estar em  meu lar.

Meu Deus,
Tu podes sempre contar
Com a minha fidelidade
Eu aprendi que se eu Te amar
Só vou ter a  Felicidade.

Obrigado meus Deus!

Euclides Riquetti

Nossa Senhora Aparecida

 


 


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Nossa Senhora Aparecida


Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os brasileiros
Mãe dos pobres sem dinheiro
Mãe das senhoras e das meninas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe dos fracos e oprimidos
Mãe dos doentes e desassistidos
Mãe das crianças desaparecidas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os pescadores
Mãe das mães, dos pais pecadores
Mãe das mulheres frágeis e sofridas.

Nossa Senhora Aparecida
Mãe protetora, negra, morena
Mãe divina, angelical, mãe serena
Mãe tua, mãe minha, mãe querida!

Euclides Riquetti

Dia da Criança - 1963... lembranças!

 


 





Alunos da Escola Municipal Professor Guerino Riquetti -
Ouro - SC - com o professor Felipe Miqueloto

          No início da década de 1960, certamente que em 1963, meu pai, Guerino Riquetti,  era terceiranista do curso Normal do Colégio Mater Dolorum, em Capinzal, SC, que equivale à formação para o exercício do magistério em nível de Ensino Médio, hoje. Era o único homem dentre as mulheres. Lembro-me de algumas: Lourdes Eide Fronza, Noemi Zuanazzi, Estela Flâmia (Sfredo), Terezinha Bertaiolli (Dacás), Luinês Soares, Doraci Infeld, Inês Dalpizol, Alda Besbatti...

          Os alunos faziam trabalhos artesanais, dentro da disciplina de Trabalhos Manuais. Em outubro daquele ano, meu pai foi incumbido de produzir algo diferente para a época; uma placa alusiva à Semana da Criança. Embora o Dia da Criança tenha sido instituído no Brasil em 1924, somente em 1960 ele passou a ser comemorado, em razão de movimento propagado por uma fábrica de brinquedos (Estrela) e de outra que produzia material de higiene para crianças (Johnson & Johnson).  Três anos depois, eu via a primeira ação concreta em uma campanha em favor da criança, com placa produzida e fixada pelo meu pai ali onde se situa o Posto Dambrós, em Ouro. Foi justamente no ano em que o município foi criado.

           No local, havia uma barraquinha, uma espécie de bazar, construída e administrada por familiares de Viriato de Souza. Pouco após, num aterro, foi colocada a dita placa. Meu pai obteve a doação de uma placa já utilizada antes para outro fim, pelo Sr. Luiz Gonzaga Bonissoni, que no mesmo ano acabou elegendo-se Prefeito , pintou toda a base com tinta a óleo na cor branca e escreveu (desenhou) a mensagem com uma tinta cor "roxo-terra", semelhante a  um "vermelho  chassi", um pouco mais na cor terra. Indicava uma campanha que visava a conscientizar os motoristas sobre a importância de os motoristas terem cuidado com as crianças. Estava lá:

                                                   SEMANA DA CRIANÇA

                                              Motorista, seja amigo da criança!

                                                               20 Km

          Sim, a recomendação era para que os carros andassem bem devagar nas ruas das cidades de Ouro e Capinzal: apenas 20 Km por hora! Muitas vezes, ficávamos até duas horas sem que nenhum carro passasse pela Felip Schmidt. Havia alguns jipes Willys, principalmente na área rural, dois jeeps DKW, alguns Chevrolets e Fords americanos, meia dúzia entre fuscas e Aero-willys e poucos caminhões. Mas, já naquele tempo, havia a preocupação com a segurança das pessoas, em especial das crianças.

          Na época, aprendi que havia um "Dia da Criança" e nem se costumava receber presentes ainda. O anos se passaram, o mundo foi infestado de carros, gente equilibrada e também gente muito doida e irresponsável... Difícil de se imaginar, naquele tempo, que chegássemos ao ponto em que chegamos hoje.

          Então, amigos motoristas: Que Deus nos dê luz e proteção, tanto a nós condutores quanto às crianças, para que nada de rui  nos aconteça. Tenhamos, sempre, extremo cuidado.

E, a você, leitor, leitora, parabéns pela criança que está dentro de você!

Euclides Riquetti

Fervorosamente

 


 


Fervorosamente


Com um pedaço de carvão, escrevi seu nome

Dentro de um coração!

Cravado sobre a face plana da pedra branca

Na praia das águas mansas

Da ilha da magia!

E você foi lá, e escreveu o meu

Ao lado do seu...


Ficamos unidos, eu e você, nós

Que ficamos distantes e sós

Mas que registramos, em nossas vivas memórias

As desventuras, as agruras, êxitos e glórias!


Poderia ter sido com um pedaço de giz branco

Ou um lápis de cera amarelo

Mas, nisso tudo, o mais singelo

Foi-me ter sido franco e muito sincero:

Amo-a, quero-a, desejo-a, ardentemente

Fervorosamente!


Euclides Riquetti

De quem é a noite?

 


 


De quem é a noite?

De quem é a noite?

Dizem ser das estrelas cintilantes

Também dos namorados e dos amantes...

E, se for difícil vê-las?

Então se há de buscar a lupa

Ou o ouvido que escuta...


De quem é a noite?

É de quem de noite dorme

E de dia some...


E, se for muito escura?

Então poderei encontrá-la

Seduzi-la

Beijá-la

Apalpar seu corpo

E sua alma pura!


De quem é a noite?

Certamente sua e minha

Nossa...sua... todinha!


Euclides Riquetti

O passarinho que queria voar...


 



Pretendia voar o passarinho 

Era um filhote, na verdade

Queria libertar-se do ninho 

Voar para sua liberdade!


Era frágil o pequeno alado

Suas asas ainda fraquinhas

E o irmãozinho, coitado...

Tivera frágeis as perninhas.


O maninho já caíra, (voara?)

E ele também precisava voar

Fazer o que antes planejara

Para o mundo conquistar.


Nem tudo, porém deu certo

Caiu no chão, machucado

Sentiu seu fim estar perto

Pois estava bem fragilizado.  


Mas veio uma mão caridosa

Que o  recolheu e deu carinho

Então a avezinha gloriosa

Saiu voando de mansinho.



História: Um casal de pombinhas costuma fazer um ninho sobre um caibro, diante de minha janela. Ali põe ovos e os choca. Há duas semanas, nasceram dois filhotes. Nesta manhã, um deles caiu sobre a calçada dura e não resistiu às dores. O irmãozinho, como que a procurar o outro, acabou saindo do ninho e caindo ao lado do que já não tinha vida. Toquei em suas asas e percebi que ainda vivia, mas parecia estar com frio. Coloquei-o ao sol, debaixo de uma roseira. Refeito, voou e ganhou o mundo, uma hora depois. Fiquei muito contente, ganhei meu dia. E, a forma que tenho de eternizar o momento, é compor-lhes este poema...

Euclides Riquetti

A alegria de sentir saudades

 


 


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A alegria de sentir saudades


A cor do teu beijo
É de tom vermelho
E brilham os olhos teus
Que seduzem os meus.

O sabor do teu sorriso
E o cheiro de teu cabelo liso
Me encantam, me embriagam 
E, meus pensamentos, divagam...

Se hoje é dia de comemorar
À vida devemos brindar.
Enquanto o sol vem e vai
Bronzeia tua pele e sai...

Feliz seja nosso novo dia!
Que venham montes de alegria
Alegria pura, alegria de verdade
Alegria de sentir saudade!

Euclides Riquetti

Liberta-te das angústias que te afligem

 



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Liberta-te das angústias que te afligem

Liberta-te das angústias que te afligem
Que te incomodam, que te atormentam
Afasta-te de todos os que te agridem
Que o teu ânimo abalam e violentam.

Liberta-te de tudo o que te entristece
Agarra-te a aquilo que te traz o bem
Não é saudável aquilo que te aborrece
Não há o que receber de quem nada tem.

Busca, nas pessoas meigas ter o bom dia
O bom ânimo, o otimismo, a motivação
Alia-te a quem possa te dar toda a alegria.

Busca, procura encontrar toda a felicidade
A palavra de conforto, de apoio e atenção
Em quem lhe devota amor, luz e lealdade!

Euclides Riquetti

Dionísio Ganzala - Cabo do 5º BE - padrinho e afilhado! Anos 1970...



 

Dionísio Ganzala - Cabo do 5º BE - padrinho e afilhado! Anos 1970...

 



Relembrando de amigos...
          Recebi, no sábado, a informação do falecimento do amigo Dionísio Ganzala. Ligou-me sua sobrinha, Kátia Bazzo, minha ex-aluna, ex-colega de trabalho, que mora em Ouro. Ela sabia do carinho e apreço que eu tinha por ele. Fiquei muito triste por ele ter partido. Um pouco mais velho do que eu, natural do interior de Campos Novos, localidade de Pouso Alto, perto do Rio Pelotas, no hoje município de Zortéa. Conheci-os em União da Vitória, em março de 1972. Era Cabo do Exército Brasileiro, servindo ao 5º BE, em Porto União.

          Fui convidado pelo conterrâneo Leoclides Frarom, o Leo Fra, para morar na "República Esquadrão da Vida", localizada na Rua Professora Amazília, 322, bem em frente a onde se localiza o Banco do Brasil, em União da Vitória. Era uma casa de madeira com frente em alvenaria, amarela. Formamos uma turma de 10 jovens, todos estudantes, a maioria universitários. A antiga "CABOLÂNDIA" que antes abrigava cabos do 5º BE, estava hibrizada, agora com muitos civis, pois os que se desligavam do Exército, acabavam trabalhando em bancos e na iniciativa privada.

          Aderbal Tortato era ex-Cabo e trabalhava no Banco do Brasil. Mineo Yokomizzo e Francisco Samonek eram meus colegas de Letras na Fafi e também atuavam no BB. Evaldo Braun e Osvaldo Bet em companhias que construíam rodovias. Odacir Giaretta era moveleiro. E havia os Cabos Frarom, Backes (João), Dionísio (Ganzala). Depois vieram os Cabos Figueira (local), Maciel (Concórdia) e Godoi (Caçador).  E o Boles (Boleslau Myscza ), taxista e depois empresário, virou hoteleiro (Rio Hotel). O Aclair (Dias), também Cabo, que veio de Caçador, já havia buscado outro rumo, casara com uma bela de uma loira. O mesmo acontecera com o Cabo Arnaldo Della Giácomo. Também moraram conosco o João Luiz Agostini, seu irmão Carlos, que estão em União da Vitória, e o Eduardo Bet, de Bituruna, que fez carreira militar em Brasília. O Celso Lazarini, que jogou no Iguaçu, e está morando no Porto. Lodovino Pilatti, de Tangará, era uma espécie de convidado, também se alojava lá nos tempos de FAFI. Tínhamos um grupo com muita força intelectual e até física.

          O Dionísio era uma "santa alma". Um cidadão muito simples, levantava de madrugada e, às 5 horas, era normal ouvi-lo fazendo exercícios físicos e tomando banho com o chuveiro desligado naquelas madrugadas frias de inverno, que só quem morou lá sabe como é. Maior do que eu, que tenho 1,83 metros. Muito forte, um gigante. Competia nos jogos do Batalhão. Rastejava na lama sob arame farpado, subia pelas redes, pulava obstáculos, era um exímio remador. Corria atletismo e, nas marchas a pé, ia até São Mateus do Sul com seus companheiros. Nem cansava. Assim era meu colega Dionísio, com quem desenvolvi grande afinidade por sermos oriundos da mesma região.

          Fui estudar Letras e não tinha boa base em Inglês. Ele me deu seu livro básico para eu fosse resolvendo exercícios (ele estudava no São José, num curso intensivo que denominavam de mini-Ginásio, à noite). Depois, vendo que eu gostava de jogar bola e não tinha chuteiras, deu-me sua "Gaetta nº 43", que ficava um pouco folgada no meu pé, mas que quebrava o galho. Era assim o amigo. O que era seu era dos outros também.

          Quando criaram a Loteria Esportiva, começou  a jogar adoidadamente. Ensinou-me que "zebra" era quando um time grande perdia para um pequeno.  Era muito festeiro, frequentador de casas noturnas, de todos os ambientes possíveis. Fazia sucesso com as gatas. Me apresentava aos outros como "Sargento Riquetti", pois eu havia raspado o cabelo ao passar no vestibular e parecia mesmo um milico. Dava-me moral. Contava-me suas histórias de pescarias e caçadas na beira do Pelotas. Tinha planos, mas teria que deixar o Exército porque não conseguira estabilizar a "QM", como dizia ele.

          Aplicou suas economias de cinco anos num Fundo de Investimentos que quebrou e ele ficou sem nada. Saiu do batalhão e não tinha mais tudo o que economizara. Mesmo assim, com um colega do Exército, que era de Concórdia, compraram a"Boite Karandache", que acabaram vendendo porque há uma diferença muito grande entre você ser frequentador e ser administrador.

          Num fim de tarde, chegou um recado através de um vizinho, um funcionário gentil da Copel que tinha telefone: seu pai havia falecido em Pouso Alto, interior de Campos Novos. Veio com o Corcel 4 portas do Boles para dar adeus ao seu progenitor. Em razão disso, voltou para o sítio da família, definitivamente. E, quando fui morar em Zortéa, encontrei-o no escritório da Zortéa Brancher, onde eu trabalhava à tarde no Financeiro e lecionava pela manhã e noite na Escola Major. Ele, por sua vez, estava lecionando na Escola Municipal de Três Porteiras, ali perto de onde morava.

          A vida dele deu uma guinada extraordinária. Um dia, disse-me: "Riquetti, você sabe tudo o que eu já fiz na minha vida, de bom e de ruim. Mas agora estou com Deus. Fui um pecador, mas agora deixei de ser. Deus é minha vida e meu norte é a Bíblia". E o Cabo Dionísio, que baixara das Forças Armadas como Terceira Sargento da Reserva, era um soldado de Deus. Ficava muito nervoso quando as coisas saíam do rumo, defendia a moral e os bons costumes.

          As pessoas o jugavam doido, mas eu o compreendia e respeitava. Fora um bravo soldado no 5º BE e era o responsável pelo "Paiol de Munição", um serviço que era outorgado somente para pessoas de extrema confiança do Comando Militar. Um atleta vigoroso e obstinado e eu ficava chateado porque as pessoas não davam a ele o devido valor. Muitas vezes, as pessoas tratam os outros pelas aparências, sem conhecer as virtudes que eles têm. Nos últimos anos, juntou-se aos companheiros de Igreja, fez pregações, realizou batizados nos rios, foi servente de pedreiro, agricultor e até participou dos Movimentos  dos  Sem-terra. Eclético, nunca perdeu a candura...nem sua alma deixou de ser nobre, nem seus gestos deixaram de ser polidos!

          Ele e o Cabo Backes me apelidaram de "Alegria". Também me chamavam de "Sorriso". E o Backes o chamava de "Triste". Coisa de jovens! O Jair Backes, que é meu vizinho aqui em Joaçaba, informou-me que o Backes, João, seu irmão, o Cabo, faleceu há três anos,  no Mato Grosso. Tinha casado com a namorada, Holga, me parece, que era vendedora na Loja Vencedora, ali em União da Vitória.

          Ontem escrevi um poema que postei no meu blog: "No dia em que você partiu". Era minha homenagem aos amigos que se foram. vale para o Dionísio, o Backes, o Godoy, que fez carreira no Exército e já faleceu. Enquanto escrevia, as lágrimas dificultavam-me ver a tela do computador. Amigo verdadeiro é sempre amigo verdadeiro! Que os três amigos se encontrem lá no céu e possam continuar com o lema de nossa república de estudantes do início da década de 1970: "Neste Natal, nós, da República esquadrão da Vida, estaremos alertas e vigilantes". E continuamos sempre vigilantes, rezando pelos amigos que se espalharam pelo Brasil, tiveram suas famílias e são pessoas muito honradas.


           O Dionísio sempre me procurava lá em Ouro. Imaginei que aquela fortaleze devesse durar 100 anos! Mas não foi assim, infelizmente. Tenho algumas histórias que eu poderia escrever sobre ele. Quem sabe, num sonho, ele me autorize a contar. Ao contrário, serão segredos que ficaram em mim e nas pessoas que melhor o conheceram... De qualquer forma, em algumas ocasiões, pude ajudá-lo a resolver problemas seus. Ele me dizia que eu era "seu padrinho". E eu dizia que não, que era ele que era meu padrinho, desde os meus 19 anos, lá no Porto. Importa-nos, tanto a mim quanto a ele, que éramos amigos e o que eu posso fazer por ele é rezar e poder dizer aos amigos quem ele foi, o que foi, e quanto bom ele foi.


Grande abraço, amigo Dionísio, de seu amigo Riquetti, "sempre alerta e vigilante"!

Euclides Riquetti
07-09-2014

Eu, você, nós dois apenas... E o mar!

 


 


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Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!

O mar das ondas revoltas
Que leva embora as folhas soltas
Que o vento traz....
Sim, ele, o mar!

Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!

Olhe para ele e sua imensidão
Olhe com os olhos do seu coração...
Para seu balanço que barulha
Enquanto você mergulha!

Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!

E escute a sua canção
Aquela que vem junto com o vento
E, que por um momento,
Me enche de inspiração!


Eu, você, nós dois apenas...
E o mar!



Euclides Riquetti

Palavras mágicas de amor

 



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Três palavras mágicas:

Querer
Beijar
Amar

Uma frase mágica:

Eu te amo!

Euclides Riquetti

A música da noite

 


 




A música da noite
Veio embalando a brisa suave
Entrou em meu quarto
E pousou junto de mim.

Foi algo assim
Indescritível
Incrível
A música da noite...

A música da noite
Trouxe-me uma mensagem de amor
Uma mensagem de paz
Uma mensagem muito singela
Que veio pela janela
E me deu uma flor.

A música da noite
Trouxe-me a doce lembrança
De minha infância
E de  um rosto com traços suaves.

Ah, quantas saudades
Dessa mulher criança!

Trouxe-me o céu estrelado
A lembrança do passado
Dos anos dourados e dos sonhos sonhados
Mas não realizados.

A música da noite me trouxe você!
E eu me apaixonei...

Euclides Riquetti