sábado, 11 de dezembro de 2021

Poema de fim de noite

 



Poema de fim de noite

Talvez alguma nostalgia

Não é chicote de açoite

Apenas saudades, guria!


Poema de fim de semana

Letras e versos incertos

Solidão na quente cama

Coração já bem desértico. 


Poema de fim de sábado

A deserção da inspiração

Cada um foi pro seu lado

Nada de amor no coração.


Último poema publicado

Amanhã é ficar dormindo

Curtir o dia mais sagrado

O dia de paz do domingo!


Euclides Riquetti

11-12-2021




Quando a poesia brota do fundo do coração

 




Quando a poesia brota do fundo do coração
Ela pode vir em gentil forma de poema
Ou mesmo como letra de uma bela canção
Algo que encanta, não importa o tema...

O sentimento poético é nato no ser humano
Não tem por que ser entendido ou interpretado
Que seja aceito pelos seres em tempos insanos
Quando o mundo confuso nos parece virado...

Benditas as poetas e as mulheres escritoras
Que levam aos leitores suas maravilhas criadas
Benditos os escritores das almas sonhadoras.

Que usem o talento e lhes venha a inspiração
Deus os ilumine nas tardes e nas madrugadas
Coloquem no papel os sentimentos do coração!

Euclides Riquetti

Um porto seguro

 




Busque encontrar um porto seguro
E navegar nos mares da tranquilidade
Evite as turbulências do céu escuro
Busque a calmaria nos dias de tempestade.

Busque viver com pessoas otimistas
Com gente que a respeita e lhe quer amar
Mais vale ter poucos amigos leais e realistas
Do que ter muitos em quem não  confiar.

Busque tornar seus dias alegres e prazenteiros
Ter alguém simples, mas com que possa contar
Para compartilhar seus medos, para  juntos sonhar.

Busque os encantos mais puros e verdadeiros
A sinceridade nos gestos, o sorriso mais largado
Busque apenas ser feliz e me ter ao seu lado...

Euclides Riquetti

Crônica de fim de tarde: "Padinho, neca cavai?"

 





1. Eu, em Leáozinho, na casa de meu padrinho. 2. Irmãs de meu nonno Frederico Richetti. 3. Foto de minha carteirinha de estudante da FAFI - 1972. Família de Frederico Richeetti. 


       Provavelmente que meus leitores já estejam até cansados de saberem que saí de casa com um ano, um mês e vinte e um dias, pois nasceu minha irmã Iradi, e fui morar com um vizinho, que se tornou meu padrinho, João Frank, marido de Rachele Vitorazzi Frank, em Leãozinho, no Distrito de Ouro, município de Capinzal. Sim, nossa antiga Rio Capinzal, vale do Rio do Peixe, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

       A responsável pela minha saída de casa desde tão cedo, dando rumo diferente para minha infância, a Iradi Lourdes Riquetti Ghidini, mora em União da Vitória - PR, desde março de 1977. No dia seguinte ao em que ela ali chegou, em vim de volta para minha região, indo morar nas Duas Pontes, interior de  Campos Novos, hoje município de Zortéa, e depois para Ouro, e na sequência morando em Joaçaba. 

       Pois tenho lebranças de quando era bem pequeno!  Lembro que, num dia de chuva, estavam procurando pela tesoura. Com ela cortariam palha de trigo para fazer tranças, as quais usavam para costurarem, fazendo chapeús e "esportas", sacolas retangulares ou quadradas, onde carregavam pequenas compras que iam buscar na bodega, distante dois minutos de sua casa. Apontei com o dedo para uma parede e mostrei o objeto cortante pendurado num prego, ao alto, pelo cabo. Certamente que isso era para eu não pegá-la e fazer alguma arte ou machucar-me! Todos ficaram muito admirados porque eu os ajudei a resolver a pequena questão. 

      Moravam, na casa, a Ladires, que adiante casou-se com o Ivo Spuldaro, e que mudaram-se para outra cidade. Eles são pais do Missionário Católico Carismático Ironi Spuldaro, muito conhecido no Paraná e, com extensão, através de suas mídias, no Brasil e no mundo. O Estefenito (Estefano), que depois casou-se com a Irlandina Biarzi; o Aristides, que casou-see com uma Zanol; Catarina, que se casou com Dionízio "Capelão" Pilatti; Delcia, que se casou com Aldérico Zanini. Fui criado como irmão deles todos. 

       Além de todas as lembranças, muitas, convivo com a presença saudosa das famílias de Cesário Frank, Egídio Seganfredo, "Quino" Bazzo, João Andrioni, Primo Biarzi, Danilo Pìssolo (ou Pissoli),  Lanfranco Savaris, mais os Guzzo, Santini, Tonini, Ferrandim, Pilatti, Reina, Penso, Lorenzeti, Buselatto,  Panisson, Marcon,  Santórum, Vetorazzi, Spironello, Bresolin,  e outros. 

       Minhas tarefas principais eram divertir os adultos, dar risads, cantar junto com eles, roer rapadura de açúcar mascavo, comer puxa-puxa, atirar pedrinhas em passarinhos e no riacho. Seguidamente, ia à casa do Cesário, onde jogava bolicas com a Valde, Valdecir Frank, que nos deixou ainda antes da pandemia. 

       Mas hoje, já cedo, me veio à mente uma frase que dizem que foi a primeira que consegui formular, logo aos dois anos: "Padinho, neca cavai?" 

       Frase marcante, tando que ela povoou a maioria de minhas horas hoje, O que significava? - Pois bem, era: "Padrinho, onde vai com os cavalos?" - cavai, no dialeto italiano eram os cavalos. Provavelmente que ele saía com algum filho, a cavalo, daí eu usar "cavai em vez de caval". O "neca" seria uma corrptela de "aonde vai". 

       Somente aos oito anos voltei a morar com meus pais, já ali no Ouro, onde temos até hoje a propriedade da família, e mora meu querido irmão Vilmar, bem na frente do Posto de Combustíveis da família de José Dambrós. Mas as lembranças de minha vida na infância estão sempre em mim, desde o corte de cabelo com topete, a blusinha verde com listras brancas que minha mãe mandou-me e eu usava somente para aos terços e missas na Capela de Santa Catrina, as calças curtas, o sapato preto que meu pai comprou na loja do Leôncio Zuanazzi. 

       E, assim, vamos vivendo! Conhecendo pessoas, tentando aproveitar da melhor maneira possível os anos que nos restam...


Euclides Celito Riquetti

11-12-2021


    

       

  

A questão Coimbrã – o elogio mútuo e a rasgação de sedas

 


Questão Coimbrã | Toluna


       Pessoas que fazem parte de um determinado grupo social ou profissional precisam pautar-se, em suas manifestações, pela ética e pelo bom-senso. O falar polido e elegante não faz mal pra ninguém, é coisa para gente educada. Porém, muitas vezes, a fala entre grupos pode tornar-se ridícula, quando há a presença do narcisismo coletivo, se é que a expressão possa ser usada para indicar o que eu quero dizer. No meio televisivo, isso é muito presente.  É crítica contra todo mundo, e nada de autocrítica. Parecem semideuses que entendem de tudo, mas que fazem afirmações muitas vezes sem terem nenhuma certeza do que dizem, vão na toada do momento. Traduzindo: Jornalistas que fazem parte dos quadros de canais de notícias que dizem informar seus assinantes durante as 24 horas do dia, aos telespectadores que pagam para vê-los, em vez de informar melhor, repetem ou requentam os assuntos, fazem uso de práticas, além de apologia à fofocas, ao elogio mútuo. Isso é coisa muito antiga, que já teve reparos dentre os falantes de nossa Língua Mater, nossa “Flor do Lácio”, desde a segunda metade do Século XIX, em Portugal. Os meios mudaram, mas os métodos continuam os mesmos!
       Em 1865, em Portugal, o poeta romântico Pinheiro Chagas publicou “Poema da Mocidade”, o qual foi contemplado com um posfácio extremamente elogioso, de outro poeta do mesmo gênero, Antônio Feliciano de Castilho. Ao mesmo tempo, Castilho alfinetava uma nova geração de poetas que estava surgindo, que integravam a “Escola de Coimbra”, aquela “Geração de 70”, de estudantes de Coimbra, mais realistas e naturalistas do que românticos. Ideias novas, modernas, eu diria progressistas. Feliciano de Castilho escreveu que os jovens poetas tentavam “subverter a noção de poesia e de falta de bom senso e de bom gosto”. Castilho ficou mais conhecido pelo apadrinhamento a outros escritores do que pelas suas obras medíocres.  Um desses novatos, Antero de Quental, contrapôs-se a Castilho, que os conhecedores de literatura sabem que foi um poeta medíocre.
       Quental escreveu, como resposta, a “Escola do Elogio Mútuo”, em que criticava Castilho e seus seguidores, pois este enaltecia os poetas mais conservadores e estes lhe retribuíam elogios. Na verdade, isso foi uma coisa muito vergonhosa que aconteceu na história da literatura de nossa Língua. Era só bajulação e elogios entre si! Esse episódio é conhecido como a “Questão Coimbrã”. A mesma prática veio se propagando através dos tempos e está muito presente entre os comentaristas das emissoras de televisão. É só prestar atenção na rasgação de seda entre eles: um elogia o penteado ou o corte do cabelo do outro (ou outra), a cor da gravata, o modelo do paletó, o corte do traje, a cor da blusinha, uma foto que foi por um deles postada numa rede social, e assim por diante. Isso foge muito do que seja jornalismo...
       Por outro lado, estão prontos a criticar seus alvos ou proteger seus queridos. Já bajularam Fernando Henrique Cardoso e Lula, depois defenestraram este último, e sua sucessora Dilma Rousseff.  Dividiram-se na proteção ou na crítica a Michel Temer e, agora, mostram os defeitos de Jair Bolsonaro. São os donos da verdade, todos muito auto-suficientes, principalmente os que integram as emissoras Globonews, CNN News e a Globo aberta. Outros canais, emissoras de transmissão aberta, por sua vez, bajulam o Poder e os poderosos. Uma prática que também pode ser desprezada. E, mesmo pregando o distanciamento social, ficam lá, muitas vezes recostados um no outro, nem meio metro de distância, uma elogiando os brincos da outra, arrogância presente, uma coisa muito feia e desprezível.
       Com o Presidente Bolsonaro tendo que se resguardar em razão da Covid 19, parece que ele se acalmou um pouquinho, deve estar refletindo sobre sua conduta de comunicação inadequada e de comportamento pessoal diante da pandemia. E, quando há um consenso de que todos precisam atuar de forma homogênea, lá vem o Senhor Gilmar, o GM, a falar das Forças Armadas Brasileiras dando-lhes uma conotação de genocidas. Devia ter ficado quieto, a função dele e de seus pares deveria ser a de julgar se os atos das pessoas e dos governos estão dentro dos parâmetros da Constituição Brasileira. No STF, também a bajulação entre os ministros é muito frequente quando proferem algum voto nos processos que julgam. Gilmar Mendes é criticado por agir ora como juiz, ora como político. Deveria, pelo cargo que ganhou de graça, sem concurso, no mínimo comportar-se como juiz, que é o que se pressupõe que deva ser.
       No Congresso Nacional, então, vimos duplas situações nos últimos 30 anos. A presença do elogio mútuo ou a agressão verbal exacerbada: “Vossa Excelência é um corrupto, um ladrão”! – Ora, se é corrupto ou ladrão não pode ser “Excelência”, não acham, amigos leitores? Isso quando não tentam um meter o braço no outro. O respeitar para ser respeitado, passa longe de Brasília!

Euclides Riquetti – Escritor – Minha coluna no Jornal Cidadela - Joaçaba - SC -  em 17-07-2020

Flores com sabor de vinho, de mel...

 











Se te mandarem flores com sabor de vinho
Com cores alegres, sutis e envolventes
Recebe-as com afeto, amor e carinho
Guarda-as em  vasos de vidro,  transparentes.

Se te mandarem flores com sabor de mel
Com as cores mais doces, gentis e puras
Coloca-as a adornar santos num capitel
E reza pelas almas negras, cinzas, escuras.

Se te mandarem lírios brancos ou amarelos
Lembra-te de que eles são frágeis à luz solar
Embora sejam divinos, perfumosos e singelos
Guarda-os à sombra pra que possam durar.

Se te mandarem rosas simples da estação
Ou sempre-vivas, flores do campo,  margaridas
Girâneos e  mesmo cravos de máscula paixão
Absorve-os como tudo o que há de bom pra vida.

Flores com sabor de vinho, mel e com perfumes
Flores de ternura e encanto sem medida
Flores transcendem eras, lugares e costumes
Flores, o que há de melhor em nossa vida!

Euclides Riquetti

Amar ... luar...olhar!

 


Mar...
Luar....
Olhar...
Sonhar! (Querer)

Flor...
Amor...
Calor...
Dor! (Sofrer)

Navegar
Divagar...
Namorar...
Amar! (Pretender)

Canção...
Paixão...
Emoção...
Coração! (Viver, viver!, viver!)

E, entre verbos e substantivos
Te ver... tecer... te ter...
E, entre versos (re) sentidos:
Teu ser...
Apenas te querer.
(Jamais te perder!)


Euclides Riquetti

Reze por mim que eu rezo por ti

 



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Reze por mim que eu rezo por ti
Rezo pela Nossa Senhora de Guadalupe
Rezo na Capela que temos aqui
E peço a Deus que sempre me desculpe.

Peço, em todas as minhas orações
Proteção por toda a nossa família
Peço aos santos de minhas devoções
Que nos guardem em suas vigílias.

Peço forças para nossas fragilidades
Que dê nos dê alento nas aflições
Que, com toda a sua  generosidade
Nos proteja contra as perdições.

Reze por mim que eu rezo por ti
Peço a proteção do Senhor Bom Jesus
Para que te faça muito, muito feliz
Ele que teus passos guia e conduz.



Eucides Riquetti

Quando vi o mar

 


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Quando vi o  sol a brilhar
Vi sua silhueta se confundindo
Com um visual muito lindo...
Com o escuro dos montes e das ilhas
De suas pedras andarilhas
Que querem rolar pro mar...

Quando busquei a inspiração fatal
Para lhe fazer um poema que a encantasse
Algo que, profundamente, a marcasse
Imaginei-me a sussurrar em seu ouvido
Flechado pelas setas do cupido
Enquanto me embevecia com o vento matinal...

Meu ser alado voou sobre as areias clareadas
Depois sobre a água furta-cor
Então embrenhou-se nas nuvens algodoadas
E foi abraçar meu grande amor!

Euclides Riquetti

Cortejar-te

 



Cortejar-te

Querer-te

Desejar-te

Amar-te!


Perder-me

Mergulhar em ti

Absorver-te

Absorver-me!


Beijar-te

Possuir-te

Ir além

Mas não ir

Para o além:


Ficar aqui

Bem perto

De ti!


Euclides Riquetti

11-12-2021

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Enquanto você sonhava

 





Enquanto você sonhava
Eu...sonetava!
Procurava sonetar com rimas perfeitas
Nada de frases feitas...
Pois eu...carpintava!

Carpintar poemas é predileção
Compor sonetos é uma alegria
Mergulhar em redondilhas é dedicação
Desafiar-se em alexandrinos é ousadia!

Carpintar poemas é como pintar quadros
Da renascença ao Cubismo
Ironias me soam como descalabros
Sou romântico de pré-realismo!

Então, enquanto você sonhava
E eu sonetava meus sonetos
Com duas quadras e dois tercetos
Eu também sonhava!

Euclides Riquetti

Querer-te

 





Querer-te em todas as horas do dia

Querer-te na fresca madrugada

Para que eu possa matar a nostalgia

Querer-te para que te sintas amada.


Querer-te porque és muito atraente

Querer-te porque és bela e sensual

Porque isso me soa bem normal

Querer-te deliciosa e envolvente.


Querer-te, apenas por muito desejar-te

Querer-te porque é bom te querer

Querer-te comigo em toda a parte...


Querer-te abraçada, olhando o mar

Apenas pelo prazer de te beijar e ter

Pelo gosto de ter, pelo prazer de amar!


Euclides Riquett

Naquela noite de fim de primavera

 



Naquela noite muito quente

De um fim de primavera

Eu te amei e, certamente

Foi tudo o que eu quisera.


Depois de um frio inverno 

De manhãs cinza nublada

Sem ti, que tanto eu quero

Perdi-me na longa estrada.


Tentei tanto te reencontrar 

Nas ruas movimentadas

E nem mesmo ali no mar

Também não te encontrava.


Foram dias, semanas, meses

Até eu poder me acostumar

E foram tantas, tantas vezes

Que até desaprendi a chorar. 


Agora, bem mais maduro

Entendo melhor tuas reações

Por isso, amor, agora eu juro

Tudo virou só  recordações.


Euclides Riquetti

10-12-2021








Meu primeiro poema

 



Meu primeiro poema
Tinha que ser surpreendente
Tinha que contagiar num repente
Tinha que ter alma de gente
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que ter versos singelos
Como os lírios amarelos
Como os belos castelos
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que começar às onze horas
Para continuar até agora
Antes de nos irmos embora
Meu primeiro poema.

Seria um poema divino
Da alma branca lavada
Da noite abençoada
E da nova manhã esperada (da madrugada)
Ah, sim, seria um poema divino!

(Seria um poema perfeito
Sem nehum defeito)

Mas, como sou imperfeito
Como minhas métricas e rimas
Só consegui escrever
As palavras acima...

Para ti!

Euclides Riquetti

Fui me pretear ... na beira do mar!

 



Fui me pretear
Na beira do mar.
Preteei-me um pouco
Na beira do mar
Pois queria morenar.

Foram sete manhãs
Foram algumas tardes
Sem alardes
Apenas com saudades...

Apenas com a convicção
De que corpo e coração
Poderiam descansar
Na beira do mar.

E me morenei
Quase me preteei
Na beira do mar
Onde havia gavotas brancas
E algumas pardas dentre tantas
Voavam no mar.

Comiam o pão que lhes jogava aquela senhora
Que ali se soleou outrora
Mas que agora
Leva o neto
Esperto
Para ver o mar.

E eu, contemplativo
Fico olhando aquilo
Com a saudade a me  matar
Dos anos que se foram
Passados a sonhar
Vendo a vida passar.
(E melancolia a me judiar)
Na beira do mar.

Euclides Riquetti

Parodiando o poeta louco...

 



De poeta e de louco
Eu também tenho, sim, um pouco!
Tenho um pouco de cantador
Tenho um pouco de compositor
Apenas um pouco...

Tenho um pouco de profeta
Tenho um pouco de poeta:
O profeta prediz
O poeta diz
O louco -  desdiz
Mas é feliz!

Euclides Riquetti
22-01-2012

E eu, que sou poeta
Nos poemas que eu já fiz
Escrevi as palavras certas
Pra mim e pra ti.
Escrevi!

Euclides Riquetti 

Quero te encontrar no fim da tarde

 






Quero te encontrar no fim da tarde, bem à tardinha
Pra te dizer "boa noite" e  te desejar belos sonhos
Pra que durma alegre, sorrindo, sonho de rainha
Pra que todos os seus dias sejam de paz e risonhos.

Quero te encontrar no fim da tarde e poder escutar
Palavras carinhosas que vêm de teu íntimo profundo
Ver o brilho de teus olhos, também poder te admirar
E dizer que te amo com todo o amor deste mundo.

Quero, sim, ah como eu quero poder encontrar-te
Nem que seja somente para poder afagar a tua mão.
Ah, como eu quero poder te ver, poder abraçar-te.

E, em cada abraço, em cada toque bem carinhoso
Sentir o frescor da pele e o pulsar de teu coração
E a forte energia que vem do teu corpo formoso.

Euclides Riquetti

Imensidão

 


Imensidão


É nossa toda essa imensidão
É nosso o vento que acaricia minha pele
É nossa toda essa imensidão
É nosso o luar que prateia a madrugada
É nossa toda essa imensidão
É nosso o poema que a alma concebe
É nossa toda essa imensidão
É nosso o canto, sinfonia da passarada.

É nosso o infinito do céu matizado
E também são as cores do arco-íris
É nosso o desenho da planta, articulado
E também o sorriso dos rostos felizes.

É nosso esse mundo de verde, de azul, de infinito
É nosso o frescor no dia que amanhece
É nosso esse vale encantado, bonito
É nosso o sonho que a alma aquece...

São nossos a alma, o sonho, o sorriso
É meu, muito meu, o prazer de estar contig

A canção na madrugada chuvosa

 






Na madrugada, enquanto chovia
Eu te abraçava
Porque esperava o dia
E, mais uma vez
Reviver o sonho
E a poesia!

Na madrugada, enquanto chovia
Eu apenas pensava
E também escrevia
Um novo poema
Uma nova canção
Com tua melodia!

Era a melodia do encantamento
Que gravei em meu pensamento
Quando você cantou...
Era a canção do momento
Que veio junto com o vento
Quando você cantou!

A canção da madrugada chuvosa
É a mesma da tarde gostosa
Da tarde do abraço e do beijo...
É a canção da alma dengosa
Que canto em verso e prosa
Pra dizer que eu te desejo!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Abençoa, Meu Deus, as pessoas de bem

 



 
 
 
 

 
 

Ironi Spuldaro Missionário, Carismático - quem é?

 


 



De vez em quando, me chegam vídeos ou textos sobre os mais diversos assuntos que são trazidos pelo meu computador. Hoje, recebi uma matéria sobre o pregador católico e carismático Ironi Spuldaro, de Guarapuava - Paraná. Eu já conhecia sua história, estive com a mãe dele lá em Ouro, há menos de dois anos, quando do falecimento de Catarina Frank Pilatti, eesposa do Dionízio Pilatti, ali conhecido como Dionízio Capelão (por causa do chapéu que costuma usar). Ironi é filho de Ladires Frank Spuldaro e Ivo Spuldaro. Ladires foi praticamente minha irmã, pois fui criado pelos meus padrinhos, João Frank e Raquele Vitorazzi Frank, pais dela.

Quando nasceu minha irmã, em 09 de janeiro de 1954, Iradi Lourdes Riquetti Ghidini, que é casada com Luiz Fernando Ghidini, proprietários do Restaurante X Burguer, de União da Vitória - Paraná, eu tinha apenas 1 ano, um mês e 21 dias. Meus pais, Guerino Riquetti e Dorvalina Adélia Baretta, moravam em Leãozinho, então Distrido de Ouro, pertencendo à época ao Município de Capinzal. Meus pais tinham um filho, meu irmão, Ironi Vítor Riquetti, nascido em 11 de março de 1947, que nem tinha completado 6 anos ainda. E não tinham como cuidar do ironi, de mim, Euclides Celito, e de minha irmã, Iradi Lourdes. Então, bebê ainda, fui morar com meus padrinhos, que tinham os filhos Ladires (adiante mãe do Ironi Spuldaro, esposa de Ivo Spuldaro), Estefefano Neto, o Estefenito (adiante casado com Irlandina Biarzi), Aristides  (adiante casado com uma Zanol,  Catarina (adiante cadsada com Dionízio Pilatti) e Delcia (adiante casada com Aldérico Zanini). Eles eram todos solteiros, adolescentes e jovens, e eu era o bebê de quem eles cuidavam, a quem eles educavam, nos rígidos princípios morais e nas doutrinas na Igreja Católica Apostóilica Romana. 

Os anos foram passando, cada jum seguiu seu rumo. Além do saudoso Ironi, da mana Iradi, vieram o Hiroito, Vilmar e Edimar, Quando o Hiroito nasceu, em 06 de abril de 1956, eu morava com meus padrinhos, no Leãozinho. Uma vez me levaram para passar uns dias com meus pais, que estavam morando em Linha Bonita, Ouro, e lá descobri que eu tinha um irmãozinho, de poucos dias, o Hiroito Vital, que hoje mora em Capinza, é conhecido como Piro, marido da Marize e pai da Naiana laís Riqueti Gratt, casada com Éverton Gratt. Eu voltei amorar com meus pais, então já morando na cidade, em Ouro, apenas aos oito anos de idade, para começar aa frequentar o Primpario, no Colégio mater Dolorum. Fiquei em Capinzal até o início de 1072, quando saí para cursar a FAFI, em União da Vitória. 
Numa conta geral, só morei com minha família, meus pais, por 12 anos no total. Com 19 eu já morava em UInião da Vitória e cursava letras/Inglês na FAFI.Em 13 de dezembro de 1975 casei-me com a Miriam e tivemos nossos filhos e netos. Mas, voltando ao assunto introduzido, há de se registrar que o nome do Missionário Ironi Spuldaro, raro, por sinal, foi herdado de meu irmão, Ironi Vítor, falecido em 04 de maio de 1998, e que deixou a essposa Lurdes Maria (Andrioni) Riquetti e as filhas Graziela e Gabriela. Graziela hpoje é casada com Fabiano Lago e têm um filho, Pedro Miguel, moradores em Ouro. 

Descobri, recentemente, que o missionário Ironi Spuldaro, morador em Guarapuava e nascido m Chopinzinho, em 1966, tem muitos seguidores no Brasil, notadamente no Paraná. Em Joaçaba, Porto União da Vitória tem seguidores nas suas redes sociais. Ouvi vídeos por ele publicados, tem um currículo bastante qualificador e é respeitado pela sua postura como missionário e ser humano. 

Parabéns, Ironi!

Euclides Riquetti

Meus braços estendidos

 









Não derrames lágrimas que não sejam por alegria
Não deixes que te atormentem por motivos banais
Não aceites que te insultem em nenhum de teus dias
Não permitas que te entristeçam nunca, jamais!

Anda, vai em busca do que te possa fazer muito feliz
Anda, vai realizar nos horizontes azuis o teu sonhar
Anda, vai encontrar  a voz doce que sempre te diz:
Que na vida há muitas  formas de querer e de  amar.

Saiba que em todas as estradas haverá espinhos
Que a maioria dos  problemas podem ser superados
Que o mundo te dará  oportunidades e novos caminhos...

E que,  tanto no céu azul,  quanto nos campos floridos
Sempre haverá canções bonitas, ou sonetos rimados
Um coração muito aberto,  e meus braços estendidos!

Euclides Riquetti

Morando em República - Dos meus tempos de Porto União da Vitória

 


União da Vitória - Avenida Manoel Ribas - muitas saudades..

          Morar em repúblicas de estudantes, principalmente quando se tem regras de convívio bem definidas e, sobretudo, quando as pessoas se entendem, é muito auspicioso. Posso falar disso de cadeira, pois morei numa dessas em plena juventude, em União da Vitória.

          Cheguei ali no final de fevereiro de 1972 e, após ficar três dias num hotelzinho, busquei uma pensão de custos compatíveis com minhas possibilidades. Encontrei a "Pensão Nova", ao lado da Prefeitura de Porto União, que de nova só tinha o nome. A primeira providência foi comprar um daqueles espelhos de moldura de madeira cor laranja, tão tradicionais, mais para ver minha cara de tristeza do que para corte de barba. Hoje, ainda fazem daqueles espelhos, iguaizinhos, só que com "soada" de plástico em vez de madeira.

          Os primeiros dias naquela cidade foram deprimentes. Ainda bem que as aulas começaram de imediato. Ia para a Fafi, ali na Praça Coronel Amazonas e, ao passar na frente de dois sobrados idênticos, visualizava uma placa" "República Embaixada do Sossego".  No térreo, depois, implantaram a lanchonete X Burguer. Imaginava que seria um sonho poder morar numa república, ter colegas e fazer amigos para conversar, trocar conhecimentos, viver alegremente. Lembrei-me de que em Capinzal havia uma, a dos funcionários do Banco do Brasil, e nela moravam, dentre eles, dois colegas e um professor meu: Valdir Marchi, Itamar Peter e Wolfgang Behling, o Professor Wolf. Este, era muito compenetrado em nos ensinar Matemática, sendo que ás vezes, distraído, colocava o giz entre os lábios e o cigarro punha entre os dedos, para escrever no quadro-negro.

          Meu sonho de morar em República tornou-se realizado graças ao Cabo Leoclides Frarom, meu amigo capinzalense que estava servindo no 5º BE.  Eu andava na calçada, defronte à Casa do Bronze, na Rua Matos Costa, quando passou uma viatura do Éxercito e escutei aquela voz conhecida que gritou: "Rua Professora Amazília, 408 - no Paraná" Passe lá amanhã! .  Fui!!!

          Veio o convite: "Quer morar conosco?" - Convite feito, convite aceito! Fui morar na "República Esquadrão da Vida", colegas muito leais e divertidos. Uma vez mandaram cartão de Natal com a mensagem:  "Nós, da República Esquadrão da Vida, neste Natal e Ano Novo, estaremos alertas e vigilantes" Era a senha  para sua proteção e o cumprimento natalino. 

          Já nos primeiros meses mudamos para o nº 322, da mesma rua. Morar quase 4 anos com a turma foi muito bacana! Quanto aprendi, quanto socializei-me! Primeiro, fui corrigindo minhas pronúncias erradas das palavras. Depois,  alguns hábitos. Minha parte Jeca foi ficando de lado...

          Fiz lá amigos que jamais esquecerei, pois muito me ajudaram: O Cabo  Dionízio Ganzala, que me deu suas chuteiras de presente e um livro de Inglês Básico. O Osvaldo Bet, que tinha já na época poucos cabelos, era faixa laranja no judô, e lá adiante conquistou a preta. O Cabo Backes, que era nativo do Lajeado Mariano, que num final de domingo, após um jogo do Iguaçu,  matou a galinha que a Dona Lídia criava numa gaiolinha e cozinhou sem retirar todas as penas, mas que matou nossa fome. O Evaldo Braun, que estava se despedindo, indo embora para São Paulo.

          Havia o  Aderbal Tortatto, da Barra do Leão, que trabalhava no Banco do Brasil, a quem chamávamos de "Pala Dura, o Impecável", porque se arrumava muito bem para ir encontrar-se com a fotografa de "A Fotocráfica", com quem se casou. O Tortatto, quando foi Cabo do Exército, atuava com jóquéi no final de semana para melhorar a renda... O Odacir Giaretta, marceneiro, palmeirense e coxa  fanático,  que tinha um sonho: Ser contador. Virou contador e foi montar escritório próximo ao estádio do Coxa, em Curitiba. E vieram o João Luiz Agostini (Milbe), que depois trouxe o Carlinhos, seu irmão. E o Eduardo, irmão do Osvaldo, que chamávamos de Betinho. O Mineo Yokomizo, o Japa, que me deu um sapato 39 (o meu era 42, mas usei mesmo assim...), trabalhava no Banco do Brasil, era meu colega de turma.O Francisco Samonek, que o Japa chamava de "Sabonete", ex-seminarista, do BB, agora lidera ações sociais na Amazônia. O Ludus, Luoivino Pilattri, de Tangará, era eventual e tocava violão.

         Mais adiante os cabos Godoy (de Caçador, Odacir Contini (de Concórdia)  e Maciel, também de Concórdia, com quem eu praticava meu Inglês. E o Cabo Figueira, que nos dias de temperatura abaixo de zero tomava banho frio, às 5 da manhã, para ter disposição durante o dia. E o Frei Guilherme Koch, parente do tenista Thomas Koch, parceir de Edson Mandarino. O Frei era Diretor do Colégio São José. Viera aprender como  era a vida real. O "Boles", cujo nome era Boleslau, que tinha um táxi, viera de Cruz Machado.  O Celso Lazarini, o "Breca" de Lacerdópolis, que fora  goleiro do Igauçu. O Celestino Dalfovo, o Funilha, que não gostava de enxugar os pés, era da região dos arrozeiros de Rio do Sul.

          E o Frarom  era nosso "Administrador", controlava as despesas da Mercearia, o ordenado da cozinheira, o aluguel. O convite dele foi muito bom, muou minha vida.

         Lá,  no Esquadrão da Vida, tínhamos uma geladeira que não funcionava. Tomávamos café preto da garrafa térmica, amanhecido, e comíamos pães franceses com margarina (cada um comprava a sua). Todos os dias tínhamos feijão, arroz e um ovo, mas seguidamente tínhamos bifes (um para cada um). De vez em quando saía uma limonada. Ganhávamos gelo para colocar no Q Suco e no Q Refresco,  da mãe do Neomar Roman (primo do Odacir Giaretta), que hoje é médico. Assistíamos às corridas do Emeron Fittipaldi na F1 pela janela. A mesma Senhora deixava a janela da sala dela aberta para vermos TV. Nos revezávamos em nossa janela para ver os "lances" da corrida. Ah, e no domingo, além de frango, tínhamos maionese... Que delícia, que mordomia! Como valorizávamos o pouco de que dispúnhamos!

          Foram esses, sim, os melhores anos de minha juventude. Ter morado com esses e  mais alguns, foi uma grande realização pessoal. Vivi, aprendi, vivi. Um bom modo de viver.  E há, ainda, muito para contar, oportunamente.

Euclides Riquetti
27-11-2012

Nos limites do universo



Nos limites do universo

Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fronteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Celito Riquetti

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Poeta e cronista - Joaçaba  - SC
Letras/Inglês - FAFI - União da Vitória - PR
Turma 1975

Bom entardecer, guria!

 






Bom entardecer, guria!
Quem sabe tomes um chimarrão
Comas uma cuca da Nona
Escute o tocar da acordeona
No entardecer deste rincão!

Bom entardecer, guria!
Escuta a gaita que geme
O sol a rebombear no horizonte
A ricochetear no pernoite
Enquanto que a alma treme!

Bom anoitecer, guria!
E escuta o barulho dos céus
Dos corpos penados que choram
Porque os deuses demoram
Pra vir acudir tantos réus!

Bom anoitecer, guria!
Veja o negrume na imensidão
Pois já é hora do aconchego
De dormir o sono sem medo
Enquanto se acalma o coração!

Euclides Riquetti

Que bom te ver, te ouvir, te sentir





Que bom te ver, te ouvir, te sentir
Que bom te querer, te querer, ter-se aqui!

Que bom ver o vento balançando as folhas
Que bom que a gente pode fazer escolhas!

Que bom escutar-te e poder responder-te
Que bom encontar-te e poder te abraçar
Que bom te dizer "te amo" e dest´arte
Sentir o teu sim estampado no olhar.

Que bom ver que o tempo é mais que  lembrança
Que bom relembrar de nossa primeira dança!

Que bom apenas poder te dizer
Que bom apenas ouvir a melodia
E poder te dizer que também neste dia
Eu estou em ti e tu estás no meu ser.

Que bom escrever românticos  poemas
Com palavras doces de que me lembro
Quando vagam no céu os trenós e as  renas
No calor das tardes e manhãs de dezembro.

E eu, aqui pensando em parnasianos!...

Euclides Riquetti

História de dois principezinhos e uma princesinha

 

 



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          A princesinha pegou um caderno e um lapisinho, rabiscou algo e passou para o principezinho. O príncipe Luís César estava a catar raízes. Uma raiz de uma planta boa para fazer chás. O Xá do Reino deles era um chato de galochas.  Depois foi tomar um cafezinho no bar do chinesinho, que era seu vizinho. A mulher do chinês fazia limpeza no bar da empresa do marido. A altivez da mulher do chinês era de dar inveja.

          Luís César tinha um primo, Luiz Adriano,  que lhe dava atenção máxima, extrema. A compreensão deste  para com as defecções daquele eram de verdade. O maior defeito dele era não gostar muito de estudar, pois havia muitas matérias chatas. Ambos haveriam de encontrar um meio de gostar delas.  Até que uma xícara de café cairia bem. Daria um pouco de ânimo a eles.

          Os primos planejavam fazer uma viagem. Estavam enrolando-se, então alguém disse: "Viajem logo, pois é  inverno e haverá neve na montanha. Haverá problemas para escalarem as árvores. E, ainda, vocês sabem, terão dificuldade em encontrarem um guia montês por lá se estiver frio".

          Ajeitaram suas mochilas e partiram. Antes, despediram-se da princesa. Sua Alteza era uma bela de uma moça. Uma moça bem moçoila. Cochichavam: "os guardas do palácio tinham cara de chuchu"! As mulheres iam tomar banho de cachoeira e deixavam partes do corpo à mostra", e outros cochichos. Luiz deu a Luís uma amostra do que iriam ver na montanha: tinha uma foto de um urso marrom perseguindo uma hiena. Será que seria perigoso o lugar, além de terem que enfrentar um frio rigoroso?

          No dia aprazado, foram. Deveriam executar o seu plano, sem exceções. Fazer com que seu projeto fosse exitoso de qualquer jeito. Encontraram um velho caçador que morava numa choupana e que fora assessor de um parlamentar cassado, daí ter requerido aposentadoria e se dedicado a guiar pessoas nas montanhas. Os animais que fossem caçados não deveriam ser abatidos. Na verdade, deveriam apenas serem capturados. Uma captura bem diferente das que costumamos ver nos filmes.

         Nas montanhas,  encontraram alguns montanheses trabalhando na lavoura: usavam enxadas para  carpir, foices para roçar,  e enxós para cavoucar nas madeiras e fazer canoas e utensílios caseiros, principalmente gamelas e pilões para a cozinha. Moravam em casinhas pequenas.

          Os simpáticos colonos, de origem japonesa, indicaram-lhes os lugares onde se encontram animais, principalmente raposas e aves raras. Luís César e Luiz Adriano localizaram algumas raposas de pele matizada. Eram matizes de marrom, cinza e branco. Elas são muito ariscas e não se deixam apanhar. E, como já dito, nada de tiros. Caçar, sim, abater, não! E as aves, com suas penugens coloridas, embelezavam grandemente o cenário.

          Pegaram suas câmeras digitais e  fotografaram tudo. Era a melhor maneira de caçar, sem fazer qualquer tipo de mal aos animais. E, ainda, cuidavam de não esbarrar em plantinhas para não prejudicar seu crescimento. Plantas e animais, água muito limpa, neve lá nos picos das montanhas. É assim que se compõe o mais ilustre cenário da natureza. Abater animais, jamais!

          Já em casa, a princesa os esperava com um pote de 2 litros de sorvete Sabrina, importado de Herval d ´Oeste, uma cidadezinha  que fica perto de Joaçaba, no Vale do Rio do Peixe, em Santa Catarina.  Tomaram todo o sorvete, que estava  muito delicioso. E, juntos, postaram as fotos no facebook, ganhando milhares de curtidas, centenas de comentários e  dezenas de compartilhamentos.

Foi uma bela de uma caçada, em que todos ganharam, ninguém perdeu. E, sobretudo, ganhou a natureza, que foi preservada.

Euclides Riquetti