sábado, 12 de novembro de 2022

Quando estiveres sozinha

 



Quando estiveres sozinha, sentindo-te abandonada

Quando estiveres triste, como se o mundo tivesse desabado
E olhares para o céu, e te parecer que tudo está acabado...
Lembra-te de quem  um dia já esteve em tua estrada.

Quando estiveres deprimida,  sentindo-te desolada
Quando estiveres te sentindo como que num abismo profundo
E imaginares que pra ti não há mais ninguém no mundo...
Lmbra-te de alguém por quem podes ter sido amada.

Quando as noites de verão te parecerem frias como as do  inverno
Quando teu coração estiver se descompassando, nervoso e desorientado
E pensares que nada mais tem solução, e imergires no passado
Lembra-te que em algum momento alguém te prometeu  amor eterno...

Então, passa uma borracha sobre tudo o que te fez mal
Escolhe todas as coisas boas que tem guardadas em ti
Inicia uma nova jornada, constrói com elas um cenário real
Abraça-te num mundo novo, num novo amor que há de vir
E abraça-te em alguém que te possa fazer feliz!

Euclides Riquetti

Para o amor não há fronteiras

 




Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fonteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti

O dia em que minha vida virou ao avesso - 38 anos depois! (Dias de muita dor...)


 





Em pé: Valdomiro Correa, treinador; Zucco,
Altair Secchi, Ademir Rech, Euclides Riquetti
(eu mesmo..., o mais alto de todos), 
Vicente Gramázzio, Malmir (Mazzo) Padilha.
Agachados: Domingos dos
Santos (Mingo Balbina), Valência de Souza,
Braguinha Ramos, Carmelino Nora e Sérgio
Scarton. Meus companheiros da época, eu
tinha 31 anos.


          O dia 22 de julho de 1984 me é inesquecível. Tinha tudo planejado: jogar bola, ir a uma festa, descansar para na segunda trabalhar. Levantei-me cedo, peguei a sacola com minhas chuteiras, despedi-me da família e fui para o Estádio do Arabutã. Era o dia mais frio do ano,  um domingo.  Tivéramos duas semanas de férias escolares e, no dia seguinte,  haveria o reinício das aulas. Queria aproveitar bem meu domingo. Depois do jogo, me encontraria com a família e amigos numa festa de batizado.

          Ali, ao lado do Estádio, havia uma sede recreativa onde seria realizada a festa do batizado da Aquidauana, uma bebezinha,  filha do compadre Neri Miqueloto e da Zenete. Fui o primeiro a chegar ao campo. Havia neblina e frio, muito frio. A promogênita deles, que atualmente cursa um doutorado nos Estados Unidos.

          Nove horas e já estávamos em campo. O treinador Valdomiro Correa deu-me a camisa branca com  mangas vermelhas, número 4,  jogaria como quarto zagueiro, fazendo dupla com o Fank.  Normalmente eu jogava com a 2, na lateral direita. Nesta atuou  o Mantovani, que era apelidado de "25". Era o mais maduro da turma. Na esquerda, o Mingo Balbina. Eu tinha 31 anos e estava em plena forma física. E me achava velho... Tinha ossos fortes, minha mãe sempre dizia que me deu muito cálcio quando criança. E eu achava que jamais pudesse machucar-me, era muito corajoso nas jogadas, não tinha medo de que algo me pudesse acontecer...

          Placar ainda em branco e nossos adversários fazendo pressão. Formávamos linha de impedimento, já tínhamos um ótimo entrosamento e sempre que jogávamos, nos  adiantávamos quando o adversário iria lançar a bola. Deixávamos os desavisados sempre impedidos. Nossa média de idade era bem acima da deles e tínhamos que dispor de nossa esperteza para enfrentá-los. E, num desses lances, quando saímos, um de nossos jogadores deu condição legal de jogo para os adversários. O Tita, de 16 anos, muito habilidoso e veloz, recebeu a bola e saí atrás dele. Quando ele entrou na grande área e ia fazer o gol, alcancei-o e dei toda a força possível para cortar a bola. Nesse instante, veio o goleiro, meu companheiro, num carrinho, e me atingiu. Foi um estouro. Disseram-me o Mafra, o Marcon e o Nito Miqueloto, meus companheiros, que pareceu um tiro de revólver 38. Senti que algo de muito ruim me havia acontecido. Eu não queria acreditar: O que iriam dizer meus familiares? Como iria dar aulas no dia seguinte?

         Meu colegas vieram acudir-me. Estavam apavorados. Olhei para minha perna direita e o pé estava desgovernado. A perna dobrou-se, apenas a pele mantinha o pé preso ao meu corpo. Uma fratura na Tíbia, duas no Perônio, e os ossos esfacelados. Uma senhora contusão! Tiraram minhas chuteiras, minhas meias. Uniformizados,  não conseguiam achar as chaves dos carros para levar-me ao hospital. Ficaram todos atrapalhados. Vi o Irineu Miqueloto (saudoso...), que viera de Ponta Grossa para o batizado de sua sobrinha, pedi para que me socorresse,  e ele, apavorado, no alambrado, procurava nos bolsos as chaves de seu carro, e nada! Até se esquecera de que não estava de carro lá.  Havia deixado o carro com a esposa e nem se lembrava disso.  Estavam todos desorientados...

          Enfim, os amigos Vilson Farias, atual Vice-prefeito de Capinzal, e o Alvanir Mafra, com o Fusca deste, resolveram que deveríamos ir de imediato para o hospital, no fusca. Colocaram-me no banco traseiro,  o Mafra dirigia e o Farias me dava apoio moral. Iríamos direto pra Joaçaba, onde haveria ortopedista no Hospital Santa Terezinha.

          Na estrada, eu olhava para o espelhinho retrovisor e via que estava pálido, meus cabelos molhados, o rosto muito suado. Não sentia dor, ainda, porque estava com o corpo muito quente, havia  corrido muito e por mais de meia hora. Não me conformava por aquilo estar acontecendo comigo...

          Em menos de meia, hora estávamos nas ruas centrais de Joaçaba, onde não haia asfalto ainda. Quando o carro trafegava sobre sobre os paralelepípedos do calçamento, os ossos pareciam espinhar os músculos e doía muito, muito. No Hospital Santa Teresinha, fui posto na numa maca, e o médico Dr. Marino, ortopedista, colocou uns saquinhos de areia nos lados da perna, imobilizando-a. Como que se  a mão de Deus tirasse a dor, senti-me aliviado. Veio o raio-x, o gesso, envolvendo toda a perna até a bacia. Não havia necessidade de cirurgia, graças a Deus. Apenas 90 dias no gesso. Levaram-me para casa. Eu estava chateado porque minha família não pudera participar da festa da Aquidauana. mas não sentida dores. Até que passou o efeito da anestesia,  quando passei por dores insuportáveis. Ligaram para o hospital e indicaram-me injeções para alviar a dor que um rapaz, meu aluno, o Neodir Zanini, veio aplicar, junto com o pai dele, o Nadir. jovem, trabalhava na Farmácia São Pedro.  A dor  ia e voltava...

         À noite, demorei para dormir. Depois sonhei. Sonhei que estava numa bela tarde de sol, lá no mesmo campo, jogando futebol, mas na lateral esquerda, com a camisa 6. Jogando contra o Clube 4 S de Linha Sul, marcando o Joãozinho Baretta, um primo. Ele estava de camisa verde e eu marcando-o.
Muitos dias com dores, passei os primeiros vendo na TV as Olimpíadas de Los Ângeles, torcendo pelo Brasil, em especial pelo goleiro Gilmar Rinaldi, que defendeu até pênaltis. E nos deu a Medalha de Prata. O Gilmar foi nosso companheiro de bola no campinho, ali no Ouro, quando vinha passar as férias na casa de sua irmã, a Matilde, que era nossa inquilina. Jogava no Inter, depois jogou no São Paulo, na Udinese, num clube do Japão e no Flamengo.

          Seis meses depois, estava eu de volta aos campos. Mudei meu jeito de jogar, mais cauteloso, usando menos a força e mais a inteligência. Percebi que nosso corpo tem limites, esta foi minha lição. E consegui correr atrás da bola por mais 25 anos, apenas com 3 meses de interrupção em 98, quando estourei menisco e ligamentos, pondo até parafuso de titânio no joelho esquerdo, que está ali até hoje. Estou até pensando em voltar a jogar,  agora na Primavera...

          Realmente,  aquele domingo, 22 de julho de 1984, meu mundo ficou de pernas pro ar. Mas sobrevivi!

Euclides Riquettii

Um horizonte azul cor do céu

 


 




Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

Histórias com torcedores do Arabutã FC - O Tchule, o Urco e o Mário Ferro

 




Distintivo e um dos uniformes do Arabutã FC - Capinzal - SC - com estádio na Baixada Rubra, em Ouro - SC. Tchule e Urco foram atletas e Mário o responsável pela conservação do gramado do seu campo de futebol.


          No dia em que os brasileiros comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra,  minha mente se voltou para alguns amigos com quem convivi e que, ao partirem, me deixaram com muitas saudades. São pessoas que marcaram época em Capínzal e Ouro  pela sua maneira de ser e posso até arriscar a classificá-los como figuras folclóricas: O José dos Anjos, conhecido como Tchule; Vivaldino dos Santos, o Urco; e Mário Borges da Rosa, o Ferro.

          De comum com eles, em alguma época de minha vida vesti a camisa do nosso glorioso  Arabutã FC. Os dois primeiros como jogadores e o último como um aficcionado pelo Rubro da Baixada.

          Conheci o Tchule ainda na infância, tinha um irmão, o Jânio, que chamávamos de "Chefo". O pai deles chegou a aposentar-se como funcionário da Prefeitura de Ouro. O Tchule era uma figuraça. Quando ria, seus dentes brancos eram bem realçados em sua tez morena. Muito simpático, inteligente, habilidoso com os pés, no futebol, e com as mãos e braços no repicar  das baquetas em sua bateria no tempo de "Os Fraudsom". Gostava muito de samba, era muito fera. Trabalhei com ele no Posto Texaco, ali no Ouro, da Família Dambrós. Éramos lavadores e lubrificadores de carros e caminhões. Trabalhávamos muito.

          Jogava no Arabutã, era zagueiro central habilidoso, mas sabia jogar nas outras posições. Quando voltei de União da Vitória e fui morar em Zortéa ele apareceu por lá, no tempo em que estive fora havia jogado no Grêmio Lírio. Na mesma época, a notícia de que foi acometido por uma hepatite que, mal curada, levou-o para o mundo dos mortos. Até hoje guardo seu sorriso bonito e sua maneira educada de resolver as coisas. Uma vez emprestei-lhe minha jaqueta branca e ele me emprestou um de cor gelo, ainda quando lavávamos carros. Era a maneira que tínhamos para ir aos bailinhos...

          Com o Urco, jogamos bola nos veteranos do Arabutã. Além de lateral esquerdo vigoroso, era um bom marcador. Às vezes atuava na zaga. Era também árbitro da Liga e trabalhava no Serviço de Inspeção  Federal na Perdigão, junto com o Bisteca, o Cheiroso e o  Kojak.  Levou azar o amigo, pois foi acometido de Leucemia. Fez transplante de medula óssea em Santa Maria, RS, mas com o tempo a mesma voltou e ceifou-lhe a vida, deixando os filhos, que foram meus alunos na Escola  Sílvio Santos.

          O Mário Ferro foi uma das figuras mais folclóricas que conheci. Só usava camisa de vermnelho encarnado, do Arabutã. Na falta de uma, podia ser do Internacional. Trabalhou na conservação do Estádio do Arabutã, era muito caprichoso. Mesmo depois de sair de lá, defendia o clube e o patriomônio como se dele fossem. Aos domingos, ia a pé pela rua de asfalto, meio cambaleando, e chegava ao campo, ficava torcendo de pé, junto ao alambrado. Mesmo não estando perfeitamente sóbrio, sabia tudo o que se passava no gramado. Reclamava do juiz, lamentava as derrotas e invadia o campo após as vitórias.

          Muitas vezes, no frio do inverno, de madrugada, batia lá em casa. Não queria nada, não entrava, só queria me comprimentar. E perguntava: "Ondé que tão as geminha? Tão durmindo? E a zoinho preto?" Eu ficava um bom tempo lá com ele e ele pegava seu chapéu de aba larga e ia embora. A vizinhança gostava dele, as crianças gostavam dele. De vez em quando filava uma prato de comida na Dona Ézide Miqueloto e depois de brincar com as crianças, a Caroline, a Michele, o Fabrício, o Maxuel, o Felipe, o Júnior, a Evelyn, a Aquidauana e o Thiago,  se mandava. na rua, ia abanando pra todo mundo, conhecia todos e todos o conheciam.  Gostava de ir ao sítio do Nízio Dal Pivo, no Pinheiro do Meio, onde era bem tratado e até ajudava a fazer cachaça no alambique. Viveu a maior parte de sua vida sozinho e, quando foi a Joinville ver uma filha, ficou por lá e morreu. Acho que perdeu seu habitat natural...

          Três pessoas boas, simples, que muito marcaram a vida de muita gente. Que angariaram a simpatia nossa e das pessoas que os conheceram. Então, no Dia Nacional da Consciência Negra, quero homenageá-los, bem como a todos nossos irmãos afrodescendentes. Estejam com Deus, Tchule, Urco e Ferro!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

O perfume que vem do leste

 



O perfume que vem do leste

Posso sentir o doce perfume que vem do Leste
Que vem flutuando, leve, vem de algum lugar
É algo que me envolve, seduz e me enternece
Tem gosto de flores, de sol, da cor azul do mar.

É um perfume que me atrai, me atiça, me desafia
E me traz uma sensação divinamente irresistível
Um misto de sedução, sensualidade, de euforia
Um cheiro de pele clara, atraente e indescritível.

E eu ouço as nuvens silenciosas que mo trazem
E refuto os algodões escuros dos dias chuvosos
Que me roubam os perfumes na noite selvagem!

Então eu  espero que volte o dia claro de lume
Que se dissipe o cinzento dos dias nebulosos
Pra que me volte o olor de seu suave perfume!

Euclides Riquetti

Meninas que vejo sorrindo

 

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(Poema canção  para Marilda e Graciele)

Meninas que vejo sorrindo
Me deixam feliz e contente
Meninas de rosto tão lindo
Que bom tê-las perto da gente.

Meninas que prezo bastante
Meninas da alma inocente
Adoro seu tipo galante
Pureza e beleza presente.

Meninas, formosas meninas
Vocês são a inspiração
Os moços as acham queridas
E querem o seu coração.

Meninas do encanto e do sonho
Meninas, seu jeito me encanta
Meninas do rosto risonho
Meninas de alma de Santa.

Meninas da grande amizade
Vocês são a vida e a flor
Só querem a felicidade
Na forma mais pura do amor.

Meninas a grande vitória
É ser horizonte de luz
Não é a aparência ilusória
Que ao bom futuro conduz.

Por isso, queridas meninas
Dedico-lhes este poema
São versos alçados em rimas
Dos quais vocês duas são o tema.

Euclides Riquetti

Meu sorriso foi-se com o vento


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Foi-se embora meu sorriso, foi-se com o vento
Saiu de mim e foi-se de repente
Deixou-me no infortúnio e no lamento
Foi-se, assim, infelizmente!

Não sei onde meu sorriso foi campear
Mas sei que não voltou, desapareceu
Nada mais que me leve a comemorar
Onde será que ele se escondeu?

Foi-se meu sorriso, foi-se pra chorar
Ausente, oculto, sem a maior reação
Talvez buscando novo porto pra ancorar
Buscando um novo porto-coração!

Não sei se é ainda é possível recobrá-lo
O que fazer para que retorne, enfim
Mas bem que eu pretendia recuperá-lo
E tê-lo aqui bem junto a mim!

Euclides Riquetti

Esperando que você acorde

 


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Esperando que você acorde
Pra poder dizer "bom dia"
Abraçá-la com muita alegria
Abraço de cavalheiro lorde.

Esperando chegar a manhã
Uma manhã promissora
Rever você bem sedutora
Comer uva madura e maçã.

Esperando lábios rosados
Ou quem sabe cor de cereja
E que você diga que deseja
Apenas ficar do meu lado.

Esperando desejei, esperei
Esperei por beijos profanos
Por seus carinhos mundanos
Esperei, desejei, esperei!

Euclides Riquetti

Vou dar-me de presente pra você

 



Vou dar-me de presente pra você...

Embrulhado em papel vermelho laminado

Com fita verde para o momento tão apropriado

Cores de Natal, estrelinhas, você vai ver!


Vou comprar papel macio e bem brilhoso

E pedir que  me enrolem direitinho

Quero nesta manhã ser seu gostoso presentinho

E que o abra com seu jeito tão dengoso!


Vou despachar-me por uma "trans-rápido"

Para chegar ligeiro bem perto de você

Você abre o pacote e me apalpa pra valer

E eu me entrego a você e isso é um facto!


Vou dar-me de presente, bem agora, pra você

Use me à vontade, faça tudo o que quiser

Encoste em mim seu delicioso corpo de mulher

E depois devolva, tenho outro poema a fazer!


Euclides Riquetti

11-11-2022






Lembranças

 


Lembranças


É fácil falar do vento, que rima com o pensamento
Do ar, que vem do mar
Da flor, que revela o amor
Do sentimento, que remete no tempo...

É fácil falar do inverno, do amor eterno
Da desmedida paixão
Que explode no coração
E que leva do céu ao inferno!...

É fácil falar da terra, da alegria da primavera
Da planta que cresce
Do broto que floresce
Dos longos anos de espera!

É fácil falar de um porto e de um olhar absorto
Do dia do verão quente
Que queima a pele da gente
E do cansaço que mata o corpo!

É tudo muito belo !!!
Formosa inspiração !!!

Difícil
É lembrar de cada estação
Dia, mês, ano...
De cada beijo profano
De cada momento mundano
De corpo e alma em profusão...

E em cada olhar
Em cada pensar
Em cada lembrar
Querer que tu voltes
E não te ver voltar!...

Euclides Riquetti

Sonhei contigo

 


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Sonhei contigo, sonhei , sonhei,  amei
Sonhei  contigo, amei,  sonhei, sonhei
Sonhei contigo, nas noites em que as estrelas adormeceram...
E nas noites em que elas reviveram:
Sonhei contigo, sonhei, amei, sonhei!...

Euclides Riquetti

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

O doce aroma que perfuma

 


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Traz-me o vento que balança a cortina
O doce aroma do fruto goiaba
Que vem perpassando o vão da janela
E me lembra de sua cor linda,  amarela
Cobrindo a polpa vermelho-rosada
Ah, doce aroma que perfuma...e que me anima!

Traz-me de volta seus olhos fugidios
E leva meus lamentos pelas águas do rio.
Traz-me o vento lembranças gostosas
Lembranças que me fazem bem e me afagam
Lembranças verdes e maduras
Que dividíamos com ternura
(E que de min´alma meus pecados apagam...)
Das frutas tenras, macias e saborosas.

Traz-me de volta seus  olhos fugidios
E leva meus lamentos pelas águas dos rio.

Do rio que sai de mim
E que busca você.
Apenas dele...

Euclides Rquetti

Fera desprotegida?

 



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Vejo
Desejo
Não o horizonte azul
Nem a neve no sul
Apenas vejo ... e desejo!

Espero
Quero
O melhor momento
Do mundano pensamento
Calmamente,  eu espero... porque quero!

Tu sorris
Tu, ali
Indefesa e desprotegida
Fera desassistida
Em meio a meus pensamentos banais... e vis!

Entendo
Compreendo
Há uma lógica destoante
Em teu rosto fascinante
Belo, formoso, estupendo!

E eu me declaro
Na negra noite, ou no dia claro:
Sou teu fã incondicional!
Não, o mundo não é banal:
Tu és bonita, e resistes
Porque tu és real, e existes!

Este poema (Re-mar)

 


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Eu quero te dar este poema
Que, mesmo com rimas pobres
Enseja sentimentos nobres
Por isso te faço  este poema...

No mar, o barqueiro rema
(Ou será o canoeiro?)
E eu articulo palavras e versos
Procuro ordenar pensamentos incertos
Enquanto o barqueiro rema...
(Ou será o canoeiro?...)

Fiz para ti um desenho na areia
De sóis, de estrelas, de musas
Foram apenas imagens confusas
Mas fiz para ti um desenho na areia...

E, no a(noite)cer, apenas o murmúrio do mar
Harmoniado no embalo da triste canção
Escura é  a paisagem na imensidão
Mas agora, no a(noite)cer, apenas o murmúrio do mar...

E lá, mais lá, como cá, sopra o vento...
Move as folhas verde-escuro tingidas de noite
A maré lança às pedras  o seu doce açoite...
E lá, como cá, sopra o vento!

E eu penso em ti...

Praia de Canasvieiras, Fpolis, em 11-11-11

Tempestades na alma


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Tempestades nas vidas atormentadas
Turbulências nos corações despedaçados
Tribulações nas almas  desesperadas
Conflitos pelos sonhos sepultados
Desesperança nas almas dilaceradas...

Caminhos sem volta, desencontros
Rumos mal traçados, horizontes sumidos
A busca infrutífera dos reencontros
Espíritos desagregados e feridos
A esperança de novos santos encontros...

Haverá esperança, quando os horizontes
Mal traçados, se omitem se escondem?

Euclides Riquetti

Coração em chamas

 


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Meu coração tem tripla chama
É forte, obstinado, impetuoso
De dia sonha, de noite ama
Pulsa com firmeza, vigoroso!

Meu coração quer só romance
Ele se entrega muito facilmente
Está à procura de uma chance
De te mostrar o que ele sente!

Meu coração está bem aberto
Tem muito espaço pra abrigar
Quer teu cuore aqui bem perto
Quer que o teu venha pra ficar!

A tripla chama mais forte arde
É desejo por ti a qualquer hora
Seja de manhã, seja de tarde
Seja de noite ou seja agora!


A chama do amor é muito forte
Ela queima constantemente
De leste a oeste, de sul a norte
Ela arde por ti, simplesmente!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Os meus pecados , peguei-os de você!

 


 


 



Todos os pecados de minha alma

Peguei-os de você...

Pequei no abraço e nos beijos

Nos poemas que te faço

Com todo o meu desejo

Na noite calma...


Todas as minhas alegrias

Busquei-as em você...

Nas horas de euforia

No tempo e no espaço

No descanso do cansaço

E até nas de melancolia,


No sucesso ou nas derrotas

Sempe encontro você...

Estas a gente suporta

Aquele comemoro com glórias

Somamos o êxito e as vitórias

E isso é o que mais importa!


Euclides Riquetti

Balada para Ângelo e Júlia




                                                            Ângelo - neto - 4 anos


                                                   Júlia, 12 anos, neta


Quero compor uma balada
Para Ângelo e Júlia
Uma balada sentimental
Para Júlia e Ângelo.

Quero falar de sentimentos
De antigas histórias vividas
Nada de dor ou sofrimentos
Apenas coisas boas da vida.

Quero compor uma balada
Para Ângelo e Júlia
Uma balada bem legal
Para Júlia e Ângelo.

Quero falar de infância
Quero falar de juventude
De altruísmo e confiança
Da vida com plenitude.

Quero compor uma balada
Para Ângelo e Júlia
Uma balada sensacional
Para Júlia e Ângelo.

Quero falar de amor e paz
Falar de paz com amor
De alegrias que a vida traz
Do perfume que vem da flor.

Quero que a minha balada
Para Júlia a para Ângelo
Seja por vocês cantada
Para a alegria de ambos!

Euclides Riquetti

Uma oração para você



Uma Oração Para Você


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).

Cineasta Rogério Sganzerla - MEU NOME É GAL?

 

 Morre Gal Costa. ...







Cineasta Rogério Sganzerla: um joaçabense bem brasileiro - no dia 04 de maio faria 75 anos se estivesse ainda vivo!
          O Curso de Comunicação  da Unoesc de Joaçaba promoveu, em 04-06-2012, mais uma "Noite da Pipoca", em que teve no seu clímax a apresentação do filme produzido e dirigido pela atriz Helena Ignez (que esteve presente no auditório Afonso Dresch), "Luz nas Trevas - A Revolda da Luz Vermelha".
          O evento teve como escopo enfocar o próprio Rogério Esganzerla, cineasta nascido em Joaçaba, sagitariano de 26 de novembro de 1946, ( e falecido em 2004), a apresentação do filme dirigido pela atriz  Helena Ignez, que fora sua musa em toda a sua vida e ex do não menos renomado Glauber Rocha. No mais famoso filme de Sganzerla,  "O Bandido da Luz Vermelha", de 1968, quando ele tinha apenas 22 anos, estrelaram, dentre outros, Paulo Villaça, Renato Consorte, Sônia Braga, Ítala Nandi, Sérgio Mamberti e ela, sua musa Helena Ignez". O filme foi um sucesso na época, quando o jovem cineasta joaçabense, após 4 anos escrevendo sobre cinema no jornal O Estado de São Paulo, assumiu sua verdadeira vocação: a de dirigir filmes.

          Honrosamente, acompanhei a vida de Sganzerla desde 1966, quando eu lia alguma coisa sobre ele no Jornal O Vale, que era produzido em Videira e circulava também em Capinzal e Ouro. Ainda, ouvia as polêmicas sobre ele nas Rádios Herval  D´Oeste e Sociedade Catarinense, de Joaçaba.

          Como todo o jovem contestador, uma declaração de arroubo do cineasta, quando devia  ter cerca de 20 anos, causou a maior polêmica em sua cidade natal: teria dito que Joaçaba era o "ânus (mas usando aquela outra palavra horrorosa, de uma sílaba que a substitui), do mundo". Ser o " c...  do mundo" era um qualificativo horrível, e a classe política de Joaçaba se mobilizou, a Câmara Municipal de Vereadores queria que fosse considerada "persona non grata" de Joaçaba (não sei se conseguiram, mas ainda descobrirei bem isso...). Bem, isso o promoveu ainda mais, pois sendo bem conhecido no eixo Rio-São Paulo, por aqui era apenas o filho do comerciante Albino Sganzerla e de Dona Zenaide Clementina, uma senhora simpática que aqui vive. Está atualmente com 97 anos, completamente lúcida, costumo conversar com ela na rua. Afinal, como eu e tantos amigos, ela estudou no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal, minha terra natal.   O Angelo Clemente, irmão do Rogério, que produziu o filme "Aos Espanhóis Conphinantes",  me confessou que seu sonho é filmar "A Guerra do Contestado", que era um sonho do Rogério e do falecido ex-Governador/Senador Vilson Pedro  Kleinubing, que queriam o Anthony Queen com ator principal, vivendo a personagem Monje João Maria. E ainda restam aí sua irmã, Zenaide,( nossa colega no SESC),  e um outro irmão,  Albininho, que moram na casa da matriarca.  O pai, Albino, virou nome da Rua que passa ao lado de minha casa,  em Joaçaba...

          Mas, voltando ao cinema, Helena Ignez veio apresentar o filme cujo roteiro ganhou de presente do marido, quando ele estava doente, com um tumor no cérebro, e só agora  foi possível colocá-lo no mercado brasileiro. A filha de Ignez e Rogério, Djin Sganzerla, contracena com seu marido, o ator André Guerreiro Lopes, e a fita está rodando no Rio e em São Paulo, sendo que em poucos dias deverá estar nas salas de cinema dos shopping-centers do Brasil.

          Ah, para lembrar aos amigos leitores,  o diretor Rogério Sganzerla  foi marcante na geração pop brasileira dos anos 60. Produziu, mais adiante "O Signo do Caos" e quase duas dezenas de filmes. Veja parte da letra da música que foi o maior sucesso da cantora Gal Costa, gravada em 1969, em que ele é mencionado, juntamente com as feras da "Jovem Guarda" brasileira:

"Meu nome é Gal, tenho 24 anos
Nasci na Barra Avenida, Bahia
Todo dia eu sonho alguém pra mim
Acredito em Deus, gosto de baile, cinema
Admiro Caetano, Gil, Roberto, Erasmo, Macalé
Paulinho da Viola, Lanny, ROGÉRIO SGANZERLA,
Jorge Ben, Rogério Duprat, Wally,
Dircinho, Nando
E o pessoal da pesada.
E seu um dia em tiver alguém com bastante amor pra me dar
Não precisa sobrenome
Pois é o amor que faz o homem"

Rogério foi um de meus ídolos de juventude.

Euclides Riquetti

The Scarlet Letter (A Letra Escarlate)


 



          Adoro ver filmes. Raramente  assisto a algum sem, primeiro, ver a sinopse. Não assisto a terror. Documentários e dramas, raramente. Na minha ordem de preferência, aparecem: romances, comédias, aventuras. Ficção, nos moldes como se produz hoje, nada.Considero-me um  romântico, gosto de ser "da paz", não assisto se souber que não tem final feliz. Gosto de ver que o mocinho e a mocinha, ou os pais e os filhos, fiquem juntos ao final!

          Conta-me, muito, o elenco das produções. Ator bom não aceita fazer filme que não seja bom, bem dirigido, bem produzido. Nesse contexto vi, ontem, "A Letra Escarlate", do Diretor Roland Joffé.  É uma produção norteamericana ( e os americanos são ótimos em fazer cinema!), com um belissimo cenário, ambientado em Bay Colony, no Massachussetts, em 1966. Reproduz a história vivida por Hester Prynne e o reverendo Arthur Dimmesdale, numa época em que Estado e Igreja faziam o que queriam, mais do que podiam ou deveriam, em nome de Deus. Nos papéis principais, Demi Moore, à época com 32 anos, e Gary Oldman. A bela senhora chega ao local vindo da Inglaterra antes de seu marido, um médico, para encontrar um lugar ideal para morarem. Conhece um reverendo que se constitui num eloquente e habilidoso orador e se apaixonam.

          Nesse tempo, o marido é sequestrado por índios antes de alí chegar e é dado como morto. A viúva, então, pelas leis puritanas fortemente defendidas no local, deveria esperar por sete anos em luto para só então ser considerada livre de seu vínculo matrimonial.

          No entanto, Hester engravida do reverendo Arthur. Ambos estão perdidamente apaixonados e ela tenta esconder a gravidez. Quando as autoridades descobrem que está grávida, mandam-na para a prisão, o que não aconteceria se revelasse o nome do pai. Não o faz, pois se o fizesse, ele seria enforcado.

         O filme tem contornos de romance e dramaticidade em relevância. Há os conflitos entre brancos e índios, uma sociedade altamente puritana. A Hester é dada a liberdade, porém dever usar, no peito, uma letra bordada em escarlate: um "A", de adúltera. Faz isso por sete anos, sofrendo toda a espécie de humilhação possível nas ruas e no pelourinho da cidade. No ápice da trama, reaparece, sem identificar-se para a sociedade, o marido que fora dado como morto, que começa a aterrorizar a bela esposa, por quem fora muito apaixonado.

           Diferentemente do que traz a verdadeira história, a do livro  "The Scarlet Letter", escrito em 1850 por Nathaniel Hawthorne,  há um final deferente, bem ao meu gosto. E, se eu digo que é bom, é porque é bom. Gosto de filmes "cabeça", mas o que eu gosto, mesmo, é de me divertir. Então, não vou lhes tirar, leitores, o direito de ver o filme, participar das emoções, apiedar-se com o sofrimento das personagens, a inujriar-se contra as atrocidades das autoridades. Convido-os a verem a candura de Pearl, a filhinha de Hester e Arthur e a beleza da talentosa Demi Moore que, com 41 trabalhos no cinema e 9 na TV, aos 51 anos, cada vez mais nos encanta e nos fascina... Pelo talento, pela beleza, por tudo o que representa!

Abraços e bom filme!

Euclides Riquetti
24-05-2014

Sou água, sou mar, sou fonte

 


 



Sou água, sou mar, sou fonte

Sou como o céu  azul do horizonte...

Sou a energia que brota 

Sou o plano voo da alva gaivota

Sou o raio de sol que te bronzeia!


Sou planta verde, sou terra madura

Sou os olhos que te olham com ternura

Sou a frase curta, o verso longo

Atrás de meus versos eu me escondo

Sou alma negra que tua branca tenteia!


Sou o teu terno mas ousado afeto

O homem muito discreto

Mas que tem na mente a ousadia

E cujo rosto o sorriso irradia

E busca o ensolarado sorriso teu

Descrito em estrofes de poema meu:

Sou a semente que tu semeias!


Euclides (Celito) Riquetti

Sentir-te na noite, desejar-te no dia...

 





Navegar por águas claras e tranquilas
Velejar por mares de amor e de paixão
Reviver todas as emoções e repeti-las
Mergulhar nesse  paraíso à exaustão...

Sonhar com flores, com anjos e sereias
Perder a vista no azul que borda o céu
Deitar-se no calor dos grãos de areia
Inspirar-se em leves nuvens cor de véu...

E, depois dos sonhos e de teus alentos
De teus abraços e dos teus carinhos
Entregar-nos ao doce frescor dos ventos.

Então, guardar o teu perfume e tua magia
Desviar-se  das pedras vis e dos espinhos
Poder sentir-te na noite, desejar-te no dia...

Euclides Riquetti

Quando o silêncio da madrugada nos acorda

 



 


 




Quando o silêncio da madrugada nos acorda
E nos mergulha numa insólita inquietude
Ficamos como a taça de vinho que transborda
Tristeza na alma, coração em plena solitude.

Quando o silêncio da madrugada nos invade
E nos incita ao desejo do abraço amoroso
Há uma força que me induz e me persuade
A buscar seu  beijo doce, quente e prazeroso.

Quando chega a manhã clara de céu límpido
E se tem a certeza de que o sol vai brilhar
Uma sensação de alegria me invade o íntimo.

Então, veremos que tudo na vida vale a pena
Enquanto  se tiver algo bom por que se lutar
Enquanto vier inspiração para meus poemas.

Euclides Riquetti

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Sombras da alma inquieta

 


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Afastai-vos, sombras negras, da alma inquieta
Ide atormentar outras freguesias
Afastai-vos, sombras negras, do pobre poeta
Deixai-o livrar-se de suas melancolias.

Afastai-vos, ide, galopai sobre os pampas
Buscai outras almas para mutilar
Afastai-vos, sombras negras, todas tantas
E deixai meu espírito para levitar.

Afastai-vos, mantos negros da noite de breu
Buscai outros planetas, outros universos
Deixai que me corpo busque encontrar o teu
Para que eu te possa sussurrar  meus versos!

Euclides Riquetti